Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Parece uma era, mas só dois anos separam o dia em que o deputado Eduardo Bolsonaro deu uma palestra para aspirantes a policiais afirmando serem necessários apenas um cabo e um soldado para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), e esta quarta-feira, 27, em que ele gravou um vídeo afirmando que uma “ruptura” já era certa e que já não se tratava mais de uma questão de “se”, mas de “quando” ela aconteceria. No mesmo dia, Jair Bolsonaro convocou seus ministros para discutir um “contra-ataque” a decisões da Corte no inquérito que investiga a produção de fake news por aliados do presidente. Uma operação deflagrada naquela manhã cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de membros do chamado “gabinete do ódio”, que funciona como uma usina de difamações de inimigos de Bolsonaro. Não raro, o conteúdo dessa usina tem como alvo o STF, incensando a ira contra seus ministros quando proferem decisões judiciais que contrariem interesses do governo ou da militância bolsonarista.
“Mais um dia triste na nossa história. Mas o povo tenha certeza, foi o último dia triste. Repito, não teremos outro dia igual ontem. Chega. Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão. Eu honro o juramento que fiz quando assumi a Presidência da República”, disse, um dia depois da operação. Seu vice, o general Hamilton Mourão, desferiu canelada mais leve, fazendo uma crítica indireta nas redes sociais às características pouco convencionais do inquérito que investiga as fake news, aberto de ofício pelo STF no ano passado, para o qual foi escolhido o relator — e não sorteado, como é praxe — e cujo objeto de investigação é amplo e irrestrito.
Dos praças às patentes mais altas, as críticas à Corte têm unido áreas das Forças Armadas que há muito não concordavam entre si. E as críticas, que ocorrem numa crescente sem precedentes desde 2018, têm se mostrado cada vez mais ferozes, sendo verbalizadas por alas até então consideradas moderadas e refratárias ao radicalismo promovido por grupos aliados do presidente. Contribuem para esse ambiente não só a narrativa construída nas redes, como também a postura do presidente da República e seus aliados, que reverbera cada vez mais nos quartéis. Trata-se da primeira vez, desde a redemocratização, que os ânimos da caserna em relação a um Poder se mostram tão alterados. Também é notório que o país tenha passado por uma sucessão de crises financeiras graves ao longo das últimas três décadas, além de dois impeachments, e só agora, curiosamente quando os militares voltaram ao poder aliando-se a Bolsonaro, é que o setor que tem por dever cumprir ordens da Justiça se anima contra um Poder.
Nove militares de diferentes patentes ouvidos pela reportagem deram argumentos homogêneos para justificar o descontentamento com os magistrados: os supostos avanços da Corte sobre o Poder Executivo e sua suposta leniência com a corrupção, exposta, por exemplo, pela decisão de rever o entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. Alguns também questionaram a probidade dos ministros, que, segundo eles, estariam a serviço de partidos políticos. Um ex-ministro da Defesa ouvido pela reportagem resumiu as críticas dos militares em termos menos edificantes. “Sempre foi assim. Eles criticam quando a decisão não os agrada ou convém, e elogiam quando estão de acordo”, disse.
Com informações da Época
Porque será? Ninguem teve reajuste, só os militares. Militares aos montes integram o governo. Reforma da previdência só beneficiou militares. Vedação a reajustes por 2 anos, com exceção dos militares. Fica fácil saber pq eles apoiam o mico.
E daí?
Segundo o art. 142, as forças armadas não são poder, mas imstituiçoes de Estado, que para garantia da lei e da ordem, podem ser evocadas por quais quer dos poderes, que são apenas 3, Executivo, Legislarivo e Judiciário.
É lamentável que alguns membros deixem esse senhor colar sua imagem de intolerante, irresponsável, desprezo pelo Brasil e principalmente desorezo pelo povo Brasileiro, pq é isso que ele está mostrando nessa oandemia, às Forças Armadas. Instituições que aos poucos tem sua credibilidade corroída por conta de um projeto pessoal de poder.
Quando o STF se auto concede aumento e auxílios milionários, solta criminosos corruptos, gasta milhões em gasto com lagostas, viagens e privilégios mils, não recebem críticas, agora limitar ações ilegais de poderosos, aí não pode. Degradante!
O povo de bem tb repudia as ações infundadas do STF
Esse STF não merece confiança, condenou o.inocente Lula.
Nossas Forças Armadas são guardiães da Constituição. Portanto nada farão fora dos Princípios contidos na Carta Magna.
Já passou da hora das forças armadas colocar um freio nessa bagunça que se transformou no país, muita gente mandando menos o presidente.
Imagine o Presidente (com o seu equilibrio emocional e preparo intelectual) e seus filhotes mandando em tudo, do jeito que viesse à cabeça, sem Justiça, sem Congresso, sem imprensa contrária, sem oposição.
Já imaginou o CAOS em que iríamos nos meter ?????? . A Venezuela ou Cuba iam ser fichinha,kkkkk.
Tem que colocar um freio nesse presidente demente. MOURÃO JÁ!
Acenar para o Procurador-Geral da República com uma terceira vaga de ministro do Supremo nos próximos 2 anos é como vender terreno na lua – mas Bolsonaro o fez. Sérgio Moro acreditou na promessa de ocupar uma das duas vagas que ser abrirão e renunciou à carreira de juiz. Taí. O mito tá se saindo pior que o pt e olhe q os escândalos de corrupção nem começaram ainda.
Militares golpistas, esses pela-saco do Capetão. A começar pelo vice Mourão. Este, por sinal, mais parece o Rodrigo Maia: quase sem voto, mas louco pelo poder.
Essas empresas que fazem pesquisa deviria fazer uma com o POVÃO e ver a resposta da população brasileira e depois publicar sem corte.
Defendo a dissolução dos legislativos federal, estaduais e municipais. Dissolução dos executivos federal, estaduais e municipais. Dissolução dos judiciários estaduais e federais. Intervenção militar e convocação de eleições gerais em 2022. Não dá mais para aguentar criminosos corruptos usando a sociedade como massa de manobra dessas oligarquias de marginais de paletó. A grande maioria são fantásticos petralhas e mitralhas.
Pela ordem!
Mourão já!