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Ofensiva do governo contra Facebook e Google alcança direitos autorais

A ofensiva aberta pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo contra as empresas Google e Facebook, suspeitos de sonegação fiscal, é extensiva também aos direitos autorais, que o PT considerava encerrada com a substituição de Ana de Holanda por Marta Suplicy no ministério da Cultura.

O Facebook , aos 10 anos de existência, tem valor de mercado de U$ 160 bilhões de dólares e o Google, aos 16, de U$ 380 bilhões. O crescimento vertiginoso de ambas se deu em circunstâncias fiscais privilegiadas no Brasil em contraste com tratamento bem mais rigoroso de governos europeus, como os da França e Alemanha.

O ministro Paulo Bernardo, com base em levantamentos da área econômica do governo, anunciou a disposição de investigar as duas empresas que são pagas pelos serviços prestados com cartões internacionais, que não têm visibilidade na documentação de suas filiais brasileiras.

Só o Google recebeu mais de R$ 3 bilhões em publicidade no Brasil em 2013. São dados que se conhece agora, mas que não esgotam os números questionados pelo ministro. A receita fica em paraísos fiscais e esses lucros não obedecem às regras da concorrência a que todos se submetem.

No campo dos direitos autorais não é diferente, embora a ação do Google no Brasil tenha recebido maior oposição de autores que não concordaram em se submeter ao que a empresa chamou de flexibilização de seus ganhos – um eufemismo para a redução dos direitos de criação.

O símbolo dessa resistência, vale lembrar, foi Ana de Holanda, que retirou do site do ministério da Cultura, o selo da Creative Commons, intermediária dos interesses das grandes corporações do mercado digital, pagando o preço da ira do PT que conseguiu expulsá-la do ministério.

Sua saída se deu por imposição da mídia digital do PT, a mesma que agora conseguiu vencer a resistência da presidente Dilma Rousseff em demitir a ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), obstáculo a outra “flexibilização”, a das regras de distribuição de publicidade oficial.

Trata-se de investimento público que mistura interesses partidários com os de governo, em forma de propaganda remunerada a uma mídia informal não submetida aos critérios de audiência, circulação e distribuição, referências basilares para os valores da publicidade – oficial e privada.

Não por outra razão, os defensores de critério “menos técnico” para o setor, querem também mudar os parâmetros de medição aplicados para constatar o alcance de cada meio, por se constituírem hoje em obstáculo à democratização dos recursos, segundo o conceito do PT.

A proposta revogaria a lei de mercado vigente, segundo a qual, custa mais ao anunciante o veículo com maior alcance de leitores.

Helena, como Ana, caíram em épocas de campanha, quando esse universo paralelo do PT, condiciona o trabalho nas redes sociais ao atendimento de seus pleitos. O pagamento é marginal e quem representar obstáculo à sua consecução vira alvo da máquina trituradora do partido.

Não por acaso, é Bernardo o outro alvo da ira dos petistas. Tem condições políticas objetivas bem maiores que as suas ex-colegas, mas permanece na mira. Sua investida indica a perspectiva de revisão desses temas no futuro governo, seja ele qual for, mesmo o de Dilma, sabe-se agora.

O que mostra o quão artificial e distorcida foi a condução do processo dos direitos autorais nos governos Lula e Dilma, embarcando na estratégia das corporações – agora colocadas sob suspeita-, de fazer do autor o vilão da Internet, a levar o internauta a debitar as dificuldades de baixar músicas aos autores.

A resistência dos autores, mais de 80 mil representados por nove associações, custou uma guerra movida contra o Escritório de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad) em uma operação na qual pegaram carona outros devedores de direitos, com o apoio de uma expressiva parcela do Congresso Nacional.

Esse contingente é composto de parlamentares proprietários de emissoras de rádio e televisão, associados a empresários que, de forma direta ou indireta, lucram com a comercialização de obras musicais ou que têm nelas pilar de sustentação de produções para o setor  de turismo e entretenimento.

Essa questão, agora, está no Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi arguida a constitucionalidade do cerco movido aos autores, alvos de um  processo que transferiu ao Estado a gestão dos recursos arrecadados entre agentes privados, em um movimento de caráter intervencionista.

João Bosco Rabello – Estadão

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Com mais de 1.000 bebês nascidos, o DNA Fértil se consolida como uma das maiores referências em reprodução assistida do Nordeste

Com mais de 1.000 bebês nascidos, o DNA Fértil se consolida como uma das maiores referências em reprodução assistida do Nordeste, unindo ciência, técnica e acolhimento.

Cada bebê que chega é a prova viva de que a medicina, quando caminha de mãos dadas com a sensibilidade humana, transforma histórias inteiras. “Quando falamos em números, estamos falando de famílias transformadas. Cada nascimento carrega uma história de coragem, espera e amor que valeu a pena”, afirma Dra. Adriana Leão, médica especialista em reprodução assistida.

Para 2026, o olhar se volta para a construção de uma nova sede em Natal (RN), e pela continuidade de histórias que seguem sendo escritas todos os dias.

No propósito de cuidar de sonhos e celebrar cada conquista, a clínica acredita que nada é possível sem a confiança dos pacientes. E segue honrando cada história, com respeito, ciência, sensibilidade e o compromisso de sempre cuidar da vida.

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VÍDEO E FOTOS: Réveillon em Natal reúne multidão na praia de Ponta Negra

Imagens: Jeferson Mikael- @JFDrone.oficial

A chegada de 2026 em Natal foi marcada por grandes celebrações na praia de Ponta Negra, com shows musicais, queima de fogos de baixo ruído e um show de drones, reunindo milhares de moradores e turistas.

A programação musical atraiu grande público. Em Ponta Negra, se apresentaram Giullian Monte, Israel Fernandes, Durval Lelys, Henry Freitas e Ricardo Chaves, com repertório que misturou axé, forró e música popular.

A Prefeitura de Natal ainda não divulgou números oficiais, mas a expectativa é de público superior ao registrado em eventos anteriores, quando Ponta Negra reuniu cerca de 100 mil pessoas.

A queima de fogos aconteceu em dois pontos estratégicos: uma balsa em alto-mar, em Ponta Negra, com espetáculo de cerca de 12 minutos, e a Ponte Newton Navarro, onde o show durou aproximadamente 14 minutos. Em ambos os locais, os fogos foram silenciosos, em cumprimento à lei que reduz impactos em pessoas sensíveis ao som e em animais.

Na Avenida da Alegria, na Redinha, o réveillon contou com shows da Banda Detroit, Ricardo Chaves e Banda Mel, reforçando o local como um dos principais polos de eventos da capital.

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Confira o resultado da Mega da Virada 2025; prêmio supera R$ 1 bilhão

Imagem: reprodução/YouTube Caixa

A Caixa realizou nesta quinta-feira (1º) o sorteio da Mega da Virada que seria realizado na noite de 31 de dezembro de 2025.

O sorteio do concurso 2955 estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais, mas foi adiado para a manhã desta quinta-feira (1º) em razão de problemas técnicos.

Confira os números sorteados:

9 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59 

Prêmio bilionário

O prêmio, confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.

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Moraes nega pedido da defesa de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar

Foto: REUTERS/Mateus Bonomi

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou, neste dia 1º, o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para cumprir prisão domiciliar após deixar o Hospital DF Star onde está internado desde o dia 24/12 de 2025, onde passou por procedimentos cirúrgicos para tratar uma hérnia e crises de soluço.

A defesa havia protocolado o pedido no STF nesta quarta-feira (31) e citou a necessidade da concessão da domiciliar antes do ex-presidente receber alta hospitalar. No pedido, a defesa alegou que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas no cumprimento do regime fechado.

O que diz a decisão de Moraes

Segundo a decisão do ministro, os advogados de defesa não trouxeram fatos novos que justificassem a prisão domiciliar em relação ao pedido anterior já feito e negado.

“Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, destaca Moraes.

Com alta prevista para esta quinta-feira (1º), Bolsonaro deve voltar para a sala na sede da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena em razão da condenação por tentativa de golpe.

Com informações de CNN

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Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

Foto: Agência Brasil

As regras da aposentadoria do INSS mudam a partir de 1º de janeiro de 2026, seguindo o cronograma anual da reforma da Previdência de 2019. As alterações afetam principalmente as regras de transição para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma.

A Emenda Constitucional 103 instituiu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de mudanças no cálculo dos benefícios, com objetivo de reduzir o déficit previdenciário.

Quem começou a contribuir após 13 de novembro de 2019 só pode se aposentar pela regra da idade mínima.

Já os trabalhadores que contribuíam antes dessa data podem usar regras de transição, como:

  • sistema de pontos (idade + tempo de contribuição),

  • idade mínima progressiva,

  • ou pedágio de 100% sobre o tempo que faltava em novembro de 2019.

Segundo o advogado João Badari, quem completou os requisitos até 2025 mantém o direito adquirido, mesmo que faça o pedido apenas em 2026. Nesses casos, vale a regra mais vantajosa da época em que os critérios foram cumpridos. Os valores atrasados, porém, só são pagos a partir da data do pedido.

Esse direito também permite o uso de tempos especiais, como atividade insalubre, trabalho rural, serviço militar, períodos como servidor público e vínculos reconhecidos na Justiça.

Em 2026, a regra de pontos exigirá:

  • 103 pontos para homens (mínimo de 35 anos de contribuição)

  • 93 pontos para mulheres (mínimo de 30 anos)

A pontuação aumenta anualmente até atingir 105 pontos para homens e 100 para mulheres em 2033.

Mais detalhes:

  • Outra regra de transição válida é a da idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição
  • Homens devem ter, no mínimo, 35 anos de contribuição ao INSS e mulheres, 30 anos na data do pedido
  • A idade mínima exigida deles é de 64 anos e seis meses e, delas, 59 anos e seis meses. Essa idade sobe meio ponto a cada ano
  • Os professores que já estavam no mercado de trabalho formal, em escola particular, podem se aposentar pela regra de transição, que também muda em 2026
  • Há duas opções: por pontos e por idade mínima
  • A diferença é que professores e professoras se aposentam com tempo mínimo menor do que os demais segurados
  • Na transição por pontos, eles devem cumprir o tempo mínimo de contribuição e atingir a soma necessária da idade e do tempo de contribuição. A pontuação será acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 100 pontos para mulher e 105 pontos para homem

Veja como funciona:

  • Em 2026, a soma da idade e do tempo de contribuição é de 88 pontos para as mulheres e 98 pontos para os homens
  • O tempo mínimo de contribuição é de 25 e 30 anos, respectivamente

Idade mínima:

  • Em 2026, a idade mínima de contribuição será de 54 anos e seis meses para mulheres e 59 e seis meses para os homens
  • O tempo de contribuição mínimo é de 25 e 30 anos, respectivamente
  • A idade aumenta seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulher e 60 anos para homem

O pedido de aposentadoria pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Caso faltem documentos, o INSS poderá fazer exigências, que podem ser atendidas online ou em uma agência.

Especialistas alertam que o envelhecimento da população pressiona o sistema e novas mudanças são discutidas, enquanto ações no STF podem impactar as contas da Previdência. Até agora, decisões da Corte têm sido desfavoráveis aos aposentados do INSS.

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Ministros de Lula entram em 2026 com mote ‘o último a sair apaga a luz’

Foto: Ricardo Stuckert

Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas.

Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal.

Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.

Coluna do Estadão

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PF apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime em 2025; saiba para onde vão o dinheiro e os bens apreendidos

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações de combate ao crime entre janeiro e novembro de 2025. O montante inclui dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e bens apreendidos durante investigações em todo o país.

Parte dos recursos foi encontrada em dinheiro vivo com investigados e depositada em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, à disposição da Justiça.

Os valores ficam retidos até o fim dos processos e podem ser usados para ressarcir vítimas, pagar multas ou, na ausência de prejudicados diretos, retornar aos cofres públicos.

Se não houver condenação ao final do processo, o dinheiro e os bens apreendidos podem ser devolvidos aos investigados, desde que fique comprovada a inexistência de crime ou de responsabilidade penal.

Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam custodiadas pela Caixa.

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Economia

Fazenda trava incentivos e vira foco de impasse sobre minerais críticos no Congresso

Foto: Reuters/Adriano Machado

O Ministério da Fazenda é hoje o principal ponto de resistência dentro do governo federal ao avanço da Política Nacional dos Minerais Críticos na Câmara dos Deputados. O impasse gira em torno da criação de novos benefícios tributários para o setor, defendidos pelo relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), mas vistos com cautela pela equipe econômica.

A Fazenda reconhece o potencial estratégico da mineração de insumos essenciais à transição energética, mas avalia que ampliar incentivos fiscais contraria a agenda de ajuste das contas públicas. Interlocutores do governo ponderam, porém, que a resistência é esperada de quem responde pelo equilíbrio fiscal, ainda que haja pressão política para a aprovação do texto com os benefícios mantidos.

Dentro do próprio governo, áreas como o Ministério de Minas e Energia admitem que, sem incentivos, o Brasil dificilmente conseguirá avançar para etapas mais complexas da cadeia produtiva, como beneficiamento e refino. Mineradoras argumentam que o setor envolve investimentos bilionários, de longo prazo e alto risco, o que exige um ambiente competitivo frente a países como Índia, Vietnã e Austrália.

Entre as medidas previstas estão isenção de Imposto de Renda sobre o uso de marcas, patentes e licenças tecnológicas — custo relevante para empresas estrangeiras que operam no país — além da criação de um regime aduaneiro especial para importação de bens destinados à pesquisa, lavra e transformação de minerais críticos.

O relatório também propõe a aplicação de 0,40% da receita bruta das empresas em pesquisa e desenvolvimento, a extensão da Lei do Bem à mineração estratégica, a inclusão do setor no Reidi e a criação de um programa federal voltado à produção de insumos essenciais para baterias, ímãs, fertilizantes e sistemas de armazenamento de energia, pilares da transição energética.

Com informações da CNN

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Geral

Deepfakes disparam no Brasil e acendem alerta para manipulação nas eleições de 2026

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil – Arquivo

Ataques com deepfake cresceram 126% no Brasil em 2025 e já são vistos como uma ameaça real ao processo democrático nas eleições presidenciais de 2026. A técnica, que utiliza inteligência artificial para falsificar rostos, vozes e vídeos de forma extremamente realista, tem potencial para influenciar eleitores ao atribuir falas e comportamentos inexistentes a políticos e figuras públicas.

Segundo o relatório Identity Fraud Report 2025-2026, da Sumsub, o avanço da tecnologia e a popularização das ferramentas tornaram esse tipo de fraude mais acessível e difícil de detectar. O especialista em IA Antônio Netto explica que, diferentemente de conteúdos genéricos criados por inteligência artificial, o deepfake busca simular a realidade e enganar deliberadamente quem consome o material, ampliando seu poder de convencimento.

Levantamento do DFRLab identificou ao menos 78 casos de conteúdos eleitorais produzidos ou suspeitos de terem sido criados por IA nas eleições municipais de 2024. Para 2026, a expectativa é de aumento desses episódios, impulsionado pelo grau de polarização política e pelo fato de a disputa envolver a Presidência da República.

O TSE já proibiu o uso de IA para a criação e disseminação de conteúdos falsos, mas especialistas avaliam que a norma ainda é insuficiente. Para juristas, o enfrentamento aos deepfakes exigirá legislação específica, maior articulação com plataformas digitais e mecanismos técnicos eficazes, além do cuidado para não ferir garantias constitucionais como a liberdade de expressão e o devido processo legal.

Com informações do R7

Opinião dos leitores

  1. Pedro Paulo já é um fake… Quem começou com esta onda de fakes foi o vereador federal, que junto com seus colegas civis e militares, inundou o país com notícias falsas contra as urnas, sem apresentar provas….

  2. É público e notório que a absoluto maioria desses criminosos cibernéticos são militantes da extrema esquerda, inclusive, são remunerados para realizarem “serviços” encomendados.

    1. Vc é doido ou se faz de???
      É claro que são os bolsonaristas que estão nesse campo…

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Senado reage a boato sobre “reunião secreta” para prender Alexandre de Moraes

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado Federal reagiu a uma informação falsa que circulou nas redes sociais afirmando que senadores teriam aprovado, em uma suposta “reunião secreta” durante a madrugada, um pedido de prisão preventiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em nota oficial, a Casa classificou a alegação como inverídica e sem qualquer respaldo institucional.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Segundo o Senado, desde 23 de dezembro de 2025 os parlamentares estão em recesso, com retorno apenas em 1º de fevereiro de 2026. Nesse período, não há sessões plenárias nem deliberações dessa natureza. Durante o recesso, quem atua é a Comissão Representativa do Congresso Nacional, que tem atribuições limitadas a matérias urgentes e não pode deliberar sobre pedidos de prisão ou ações contra ministros do Supremo.

A Casa também esclareceu que a convocação extraordinária do Congresso só ocorre em situações específicas previstas na Constituição, como decretação de estado de sítio, intervenção federal ou por decisão da maioria absoluta da Câmara e do Senado — o que não aconteceu. Além disso, a Constituição prevê votações secretas apenas em casos restritos, como eleições internas, escolha de dirigentes e análise de indicações presidenciais.

Ao final da publicação, o Senado alertou para a disseminação de desinformação e orientou a população a buscar informações em canais oficiais, como o Portal Senado Notícias, a TV Senado e a Rádio Senado, antes de compartilhar conteúdos sobre a atividade legislativa.

Com informações do Metrópoles

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