No próximo sábado (16) vai acontecer, em todos os postos de vacinação do Estado do Rio Grande do Norte, o Dia “D” de mobilização Nacional da Campanha de Multivacinação. O objetivo é a atualização da Caderneta da Criança e do Adolescente com até 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
A Campanha, que teve início no dia 11 de setembro, se estenderá até o dia 22 e terá no dia “D” a oportunidade de intensificação de suas atividades, visto que muitos pais não podem levar seus filhos para se vacinar no meio da semana devido a seus compromissos. Para isso, as Unidades Básicas de Saúde irão funcionar das 8h às 17h.
A multivacinação é uma estratégia que o Programa Nacional de Imunização vem adotando desde 2012 com a finalidade de atualizar a situação vacinal da população, especificamente de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias). Nesta oportunidade são oferecidas 16 vacinas de rotina, a fim de melhorar a cobertura vacinal e otimizar a logística dos serviços de saúde.
“No Rio Grande do Norte as ações vem se intensificando, a fim de conscientizar a população da necessidade de manter a caderneta atualizada. A incidência das doenças imunopreveníveis mostra que mudanças importantes ocorreram no seu comportamento com o uso de vacinas e o avanço nas coberturas vacinais. Entretanto, as baixas coberturas vacinais podem contribuir para o aparecimento de doenças e requer a adoção de estratégias adicionais para o resgate e vacinação dos não vacinados”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Sesap, Katiucia Roseli.
O gasto médio dos turistas que chegaram ao Rio Grande do Norte nesta alta temporada registrou um aumento de 10,39% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do painel “Perfil do Turista Potiguar 2025″, lançado este mês, e que integra o Sistema de Inteligência Turística do RN (Sírio). Segundo o levantamento, o gasto médio dos visitantes passou de R$ 405,19 para R$ 447,30. Além disso, os dados mostram que a permanência do turista no Estado aumentou de 6,68 para 7,85 dias. A maioria dos viajantes avalia o destino como ótimo (49,81%) ou bom (41,16%). Os números animaram o trade turístico, que espera que o bom desempenho seja repetido ao longo do ano.
Outro aspecto que mostra o bom momento refere-se ao índice de visitantes que pretendem voltar ao Rio Grande do Norte (91% disseram “sim” quando questionados sobre se retornariam ou não ao Estado). Para George Costa, coordenador da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio RN, os dados são muito positivos. Segundo ele, o aumento do gasto médio (superior à variação da inflação, ou seja, um crescimento real) demonstra que o potencial de geração de renda no Estado para estes visitantes aumentou substancialmente.
“Outro fator a ser comemorado é o aumento do tempo de permanência dos visitantes, pois isso demonstra que a oferta de produtos turísticos (como, por exemplo, a engorda de Ponta Negra) está se ampliando, fazendo com que o turista permaneça mais tempo para aproveitar todas as opções disponíveis. Estes fatores potencializam a já conhecida força do setor de turismo como indutor do nosso crescimento econômico”, disse Câmara.
A pesquisa para construção do painel do “Perfil do Turista Potiguar 2025″ ouviu 1.341 pessoas durante o mês de janeiro, nos polos de Natal e Região Metropolitana, Tibau do Sul, São Miguel do Gostoso e Tibau. A plataforma foi desenvolvida pelo Sistema Fecomércio RN, por meio do Senac, em parceria com a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur RN).
Muitas reclamações da torcida e da diretoria do Sousa à arbitragem depois da eliminação na Copa do Brasil para o Bragantino.
O Sousa reclama do tempo dos acréscimos e de uma falta não marcada no gol do Bragantino.
Tentando repetir o que fez em 2024, quando eliminou o Cruzeiro na primeira fase, o Sousa recebeu o Red Bull Bragantino no Marizão nesta quinta-feira (27), pela primeira fase da Copa do Brasil e empatou em 1 a 1 com o time paulista sofrendo gol no último lance da partida, mas acabou superado nas penalidades, por 5 a 4.
Caio Max, árbitro da partida, saiu escoltado pelo policiamento. Max já foi do quadro de árbitros da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), mas recentemente se transferiu para a federação do estado do Goiás.
O governo Lula contratou, por R$ 478,3 milhões, uma organização internacional com sede na Espanha para ser a responsável pela organização da COP30 em Belém.
Trata-se da Organização dos Estados Ibero-Americanas (OEI), em cujo site se define como “a maior organização multilateral de cooperação entre os países ibero-americanos de língua espanhola e portuguesa”.
Por se tratar de uma organização internacional, não houve processo licitatório. O governo escolheu discricionariamente a OEI para organizar a COP30.
O contrato foi assinado em dezembro e tem por objeto a “cooperação entre as partes visando a preparação, organização e realização da COP30, incluindo a realização de ações administrativas, organizacionais, culturais, educacionais, científicas e técnico-operacionais, em conformidade com o plano de trabalho, consubstanciado no instrumento”. Sua vigência é até 30 de junho de 2026.
Participaram de sua assinatura o secretário Extraordinário para a COP30 da Casa Civil da Presidência da República, Valter Correia, ligado na estrutura interna do Palácio do Planalto a Casa Civil de Rui Costa; e o Diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, um advogado baiano com formação na Universidade de Brasília (UnB) e no Instituto de Direito Privado (IDP).
Nas redes sociais da OEI, há diversas fotos de dirigentes da organização com autoridades do governo, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama Janja da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Rossi assumiu o posto em julho de 2024 no lugar de Leonardo Barchini, que assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Educação.
Foi justamente a partir de julho de 2024 com a entrada de Rossi na OEI e de Barchini no MEC que os contratos da OEI com o governo Lula deram um salto.
De acordo com o portal da Transparência, apenas no segundo semestre de 2024 foram fechados 5 acordos da OEI com o governo Lula:
R$ 35 milhões com o MEC em 30 de agosto de 2024;
R$ 15 milhões com a Secretaria de Micro e Pequena Empresas no dia 17 de dezembro de 2024;
R$ 10 milhões com a Secretaria de Micro e Pequena Empresas no dia 18 de outubro de 2024;
R$ 8,1 milhões no dia 10 de dezembro de 2024 com a Presidência da República;
R$ 15,7 milhões com a Secop no dia 23 de dezembro de 2024.
Ao todo, os valores, somados com o contrato da COP, chegam a quase R$ 600 milhões.
O salto em relação a governos anteriores é considerável. Somados, os governos Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro fecharam contratos na ordem de R$ 50 milhões.
Ainda de acordo com o Portal da Transparência, antes de Lula 3 foram fechados os seguintes convênios com a OEI:
R$ 10 milhões no dia 22 de dezembro de 2020 com o MEC durante o governo Jair Bolsonaro;
R$ 22 milhões no dia 26 de dezembro de 2018 com o Ministério da Cultura no final do governo Michel Temer;
R$ 18 milhões no governo Dilma Rousseff, sendo R$ 9 milhões no dia 9 de abril de 2014 e R$ 9 milhões no dia 6 de fevereiro de 2014.
Nos bastidores, a avaliação é de que o aumento exponencial no número de contratos no governo Lula 3 em comparação com os antecessores decorre do trabalho feito por Leonardo Barchini, atual secretário-executivo do MEC, que comandou a OEI por onze meses antes de ir para o MEC e negociou parte desses contratos.
A imagem do papa Francisco, de 88 anos, foi projetada no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, na 5ª feira (27.fev.2025), junto com a mensagem “Força, Santo Padre” em várias línguas.
O pontífice está internado no Hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, capital da Itália, desde 14 de fevereiro para tratar um quadro de pneumonia bilateral. A homenagem foi publicada no Instagram oficial do monumento.
“O Cristo Redentor se iluminou em uma mensagem de esperança e união. Nos juntamos em oração pelo papa Francisco, enviando força neste momento de recuperação”, diz a postagem.
O Vaticano informou na manhã desta 6ª feira (28.fev.2025) que, “como nos dias passados”, o papa Francisco, de 88 anos, “transcorreu uma noite tranquila e mantém seu repouso”.
Na noite de 5ª feira (27.fev), o Vaticano declarou que as condições clínicas do papa “continuam melhorando”. Mas, “considerando a complexidade” do quadro, “são necessários mais alguns dias de estabilidade para definir o prognóstico”.
Segundo o Vaticano, Francisco já ultrapassou a fase mais crítica e está alterando a oxigenoterapia de alto fluxo com o uso de máscara respiratória.
Uma das consequências da permanência de José Múcio no governo Lula será uma nova investida para garantir mais orçamento ao Ministério da Defesa e, consequentemente, às Forças Armadas. O titular da pasta sinalizou que vai insistir na vinculação da verba dos militares à receita da União. E prevê um embate com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A ideia de Múcio é trabalhar a Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). No estado atual, o texto vincula o orçamento da Defesa a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). O ministro quer alterar o projeto para que a verba da pasta passe a ser vinculada à Receita Corrente Líquida (RCL) da União.
O RCL indica a soma de todas as arrecadações tributárias de um Governo, referentes a contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias e de serviços. Dessa soma, são deduzidos os valores gastos pela União com transferências constitucionais.
A ala econômica do governo Lula é contra a vinculação do orçamento ao PIB e à RCL, pois isso diminui a margem do Poder Executivo para modelar a verba federal. Principalmente num cenário em que o Congresso se apossou de boa parte do dinheiro, enquanto o Planalto tenta se equilibrar com as contas públicas.
Como mostrou a coluna do Paulo Cappelli, o governo Lula 3 aumentou a verba do Ministério da Defesa em quase 39% em 2024, quando elaborou sua primeira Lei Orçamentária. O patamar foi mantido no projeto de gasto público para 2025, com previsão de R$ 136,34 milhões para este ano. O crescimento, ao mesmo tempo celebrado entre os militares, ainda é visto por Múcio como longe do ideal.
Interlocutores do ministro citam até uma espécie de constrangimento da pasta em pedir mais verba. Isso porque sabem que receberam um aumento num cenário de arrocho fiscal liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentara um conjunto de propostas que devem injetar ao menos R$ 30,7 bi na economia do país até 2026. O objetivo é melhorar a sensação de bem-estar da população e reverter a queda abrupta de popularidade registrada nos últimos meses. A estratégia antagoniza com a política do Banco Central de elevar os juros para reduzir o ritmo econômico.
Lula e aliados, especialmente do PT, temem a desaceleração da economia em ano eleitoral. O presidente determinou que os ministérios apresentem propostas que possam ajudar a manter a atividade econômica aquecida. O pacote incluiu iniciativas como o pagamento do Pé-de-Meia, maior número de remédios gratuitos no Farmácia Popular e a liberação do saldo bloqueado do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviços).
O montante tende a ser ainda maior quando outras propostas saírem do papel, como a ampliação do crédito consignado privado. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estimou que a medida pode ter um impacto de R$ 120 bilhões, mas não é possível precisar em quanto tempo esse valor seria atingido.
Isso porque o resultado depende de uma série de fatores, como a operacionalização da plataforma que centralizará a gestão da consignação, a política de crédito de cada instituição ofertante e aspectos da conjuntura econômica.
Foto: Poder 360
O Banco Central tem atualmente a maioria dos diretores indicados por Lula, inclusive o presidente Gabriel Galípolo. Até o fim de 2024, o petista era o principal crítico da política de aumento dos juros comandada pela gestão de Roberto Campos Neto, que havia sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Agora, o petista diz que Galípolo não pode “dar um cavalo de pau” e que tem confiança na nova diretoria. A taxa Selic está em 13,25% ao ano e pode chegar a 14,25% na reunião do Copom marcada para 18 e 19 de março. O BC deve manter o ciclo de alta do juro básico para segurar a inflação, que atualmente está acima do teto da meta.
Uma explicaçãozinha básica: a única forma de gerar riqueza é quando o País tem tantas empresas (capitalismo) que chega ao ponto de você poder escolher em qual lugar quer trabalhar. Assim as empresas acabam tendo que pagar mais $$$ para poder atrair empregados o suficiente, ao ponto de ter que vir imigrantes para suprir a demanda de trabalho, que é o que acontece hoje nos EUA. O Estado tirar $$$ de você através de impostos absurdos para depois te dar parte desse mesmo $$$ obviamente não ajuda muita coisa (exceto na cabeça dos QI83).
O problema da economia é o governo gastando mais do que arrecada, gerando inflação. Ai a brilhante solução: “Vamos gastar mais”. Cofia que vai dar certo. Como é bom ter um presidente que confia na ciência (econômica).
A Controladoria-Geral da União (CGU) solicitou ao Ibama acesso a todas as informações sobre o processo de licenciamento do bloco FZA-59, localizado na bacia da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira.
O tema tem sido alvo de pressão do Palácio do Planalto, que cobra uma deliberação rápida por parte do órgão ambiental.
Em um e-mail enviado em 14 de fevereiro, David Ferreira da Cruz, auditor federal de Finanças e Controle da Coordenação-Geral de Energia e Petróleo da CGU, pediu à coordenação-geral do Ibama a “gentileza de conceder acesso ao processo SEI (Sistema Eletrônico de Informações) do licenciamento ambiental da FZA-59” a uma auditora de sua equipe. Ele informou ainda que o pedido foi feito após uma reunião entre os dois órgãos na véspera.
O encontro entre CGU e Ibama aconteceu no dia seguinte à declaração do presidente Lula, que, em entrevista, afirmou considerar que o órgão ambiental faz um “lenga-lenga” sobre o assunto.
Procurado, o Ibama declarou que “a CGU está avaliando o Licenciamento Ambiental do Ibama no sentido amplo do instrumento” e que “não é focado em uma atividade ou empreendimento”.
“Todos os anos, diversos setores do Ibama são auditados pela CGU, e, no passado recente, o Licenciamento Ambiental já foi auditado pela CGU com contribuições importantes”, disse o órgão ambiental em nota à CNN.
Já a CGU enviou a seguinte nota:
“A Controladoria-Geral da União (CGU) não está realizando auditoria, neste momento, no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O que está em andamento é a Auditoria Anual de Contas da Petrobras, referente ao exercício de 2024, em atendimento ao Tribunal de Contas da União (TCU), que define anualmente as unidades a serem auditadas. Trata-se de uma atividade de rotina, cujo relatório deve ser enviado ao TCU até maio para subsidiar a tomada de contas do presidente daquele Tribunal. Assim, a consulta de auditores da CGU ao Ibama teve como foco a verificação da conformidade dos atos no âmbito da Petrobras.”
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta sexta-feira (28) o plano de trabalho apresentado pelo Congresso e o governo para garantir o pagamento das emendas parlamentares.
O plano, que prevê mais transparência e rastreabilidade nos repasses do dinheiro, foi validado por decisão individual do relator, ministro Flávio Dino. Agora, o plenário da Corte vai decidir se mantém ou não o acordo fechado entre o Legislativo e Executivo.
O julgamento ocorre no plenário virtual e os votos podem ser apresentados no sistema até o dia 5 de março.
Segundo Dino, havendo homologação do plano pelo plenário, não restarão impedimentos para a execução das emendas parlamentares ao Orçamento de 2025, bem como as relativas a exercícios anteriores.
Uma das principais medidas previstas no plano é a identificação nominal dos parlamentares que solicitaram e apoiaram as emendas.
Não serão liberadas emendas que tiverem:
impedimentos técnicos identificados, caso a caso, pelo Poder Executivo ou em decisões do Plenário do STF;
suspensão específica, anteriormente determinada pelo STF, em face de auditorias realizadas pela CGU em ONGs e demais entidades do terceiro setor;
transferências especiais (emendas PIX) sem plano de trabalho apresentado e aprovado;
emendas de comissão e de bancada em relação às quais não haja aprovação ou convalidação registrada em atas de reunião das comissões e das bancadas, respectivamente, com a identificação do parlamentar solicitante ou apoiador e de sua destinação; e
impedimento previsto em ordem judicial específica vinda de outra instância do Poder Judiciário ou dos sistemas de controle interno e externo.
O plano promete garantir maior controle sobre a destinação das emendas, especialmente as de relator, conhecidas como “orçamento secreto”, declaradas inconstitucionais pelo Supremo em 2022.
Para Dino, o plano apresentou “avanços institucionais” e a “demonstração do comprometimento dos Poderes Executivo e Legislativo com o cumprimento, em etapas, conforme cronograma apresentado” das determinações do Supremo.
Em troca de e-mails entre assessores do gabinete do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz auxiliar Leonardo Fernandes aventou a possibilidade de editar vídeos e imagens relacionados ao Inquérito 4922, que investiga os responsáveis pelos atos do 8 de janeiro de 2023.
Documentos em posse de Oeste mostram que o gabinete do ministro se mobilizava para encontrar provas em julho daquele ano, quando a denúncia já havia sido oferecida aos investigados. Apesar de já ter o material em mãos desde o começo do processo, a equipe de Moraes não o disponibilizou aos alvos da denúncia.
Na troca de e-mails, em 7 de julho de 2023, Leonardo Fernandes encaminhou um link onde os colegas deveriam disponibilizar os vídeos e as imagens relacionados ao inquérito. E acrescentou a seguinte frase: “Quando concluído, peço que informem para fecharmos a possibilidade de edição e disponibilizarmos nos processos”.
Juristas criticam conduta de juiz auxiliar Alexandre de Moraes
De acordo com a defesa de um dos investigados, esse e-mail demonstra que as imagens foram manipuladas entre o STF, o Tribunal Superior Eleitoral e a Polícia Federal, que dividem as investigações sobre o caso. “Afirmo categoricamente que todos os processos do 8 de janeiro são nulos”, salientou um dos advogados, sob condição de anonimato. “A parcialidade do julgador torna nulos os atos processuais, pois o ministro atuou como investigador, acusador e juiz ao mesmo tempo, caracterizando tribunal de exceção. Exige-se a responsabilização dos envolvidos.”
Na mesma linha, o advogado constitucionalista André Marsiglia considera essa prática ilegal. “Uma prova editada é uma prova criada”, resumiu. “Além disso, pode caracterizar adulteração de documento, o que é crime — se for público, mais grave ainda. Mais: cria um desequilíbrio entre as partes, pois o acusado tem de se defender de um fato que não é real, íntegro, e fere a parcialidade da investigação, contaminando de nulidade o processo todo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta sexta-feira (28) para Montevidéu, capital do Uruguai, para a posse do presidente eleito, Yamandú Orsi. É a primeira viagem internacional dele desde as cirurgias na cabeça às quais ele foi submetido em dezembro (leia mais abaixo). A equipe médica de Lula autorizou a retomada de deslocamentos mais longos no fim de janeiro. A cerimônia de posse do novo presidente uruguaio está marcada para o sábado (1º), e Lula deve retornar ao Brasil no mesmo dia.
Orsi, da Frente Ampla, foi eleito no fim de novembro de 2024, com 49,8% dos votos, no segundo turno. Ele derrotou Álvaro Delgado, que teve 45,9%, aliado do atual presidente do país, Lacalle Pou. A vitória de Orsi marca o retorno da esquerda ao governo uruguaio — o candidato derrotado e o atual líder da nação são do Partido Nacional, de centro-direita.
O novo presidente do Uruguai é considerado herdeiro político de Pepe Mujica, que comandou país entre 2010 e 2015 e é próximo de Lula. Apesar da idade avançada e da saúde frágil, Mujica apoiou e fez campanha ativamente para Orsi.
Após os resultados que confirmaram a preferência dos uruguaios pela centro-esquerda, o presidente brasileiro parabenizou Orsi e afirmou que a vitória é “de toda a América Latina e do Caribe”. Pelas redes sociais, Lula felicitou o uruguaio e afirmou que o “Brasil e Uruguai seguirão trabalhando juntos no Mercosul e em outros fóruns pelo desenvolvimento justo e sustentável, pela paz e em prol da integração regional”.
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