Finanças

Sem F1, Carnaval e menos futebol, Globo vê “evaporar” mais de R$ 1 bilhão

Foto: Divulgação

Notem no título que eu usei o simbólico verbo “evaporar” mais de R$ 1 bilhão, e não “perder”.

Isso porque dizer que a Globo vai perder todo esse montante seria matemática e contabilmente errado.

No ano que vem a Globo já tem vários desfalques históricos para administrar em sua grade de programação.

Primeiro, a emissora anunciou que não vai renovar o contrato da F1 (ainda há uma remota possibilidade, porém).

Também abriu mão e perdeu a Libertadores da América, que pode ficar para o SBT.

Antes já havia perdido o estadual do Rio e está ameaçada em outras praças.

Por fim, os Carnavais do Rio e de São Paulo devem ficar suspensos até segunda ordem.

E a coluna nem está citando a Copa de 2022, que a Globo também corre risco de perder. Nesse caso a “evaporação” pode passar de R$ 1,5 bilhão ou até mais.

A emissora comentou as mudanças e desistências de exibição de conteúdo em sua grade, como a da F1 (veja nota oficial ao fim deste texto).

Vamos às cifras

Ok, mas o que significam esses cancelamentos ou rompimentos em números para a Globo?

Bem, agora voltamos ao primeiro parágrafo desta coluna. Vamos explicar por que a Globo não está necessariamente perdendo ou tendo um prejuízo de R$ 1 bi (ou mais) sem esses eventos.

No caso da F1, a Globo chegava a amealhar até R$ 500 milhões anuais com a venda de cotas em publicidade.

Para os que estão atônitos com o valor, lembrem-se que não é apenas um evento domingo sim, domingo não, que eles estão pagando.

Não, quem compra uma cota da F1 aparece quase que diariamente, o ano todo, no noticiário não só da TV Globo, mas de todos os seus veículos. No caso da TV, boa parte disso em horário nobre.

Só que aí começamos a fazer os descontos: para ter a F1 a Globo pagava US$ 20 milhões pela exclusividade. Arredondando, menos R$ 100 milhões.

Ao menos outros 20% desses R$ 500 milhões voltam para as agências publicitárias. Menos outros R$ 100 milhões, portanto.

Sobre isso a Globo ainda paga o chamado BV (bônus por volume, uma espécie de “recompensa” para agências que investiram nela, além de impostos e comissões de venda para seus próprios funcionários, que pode variar e passar de 10%).

Então, dos tais R$ 500 milhões que a Globo faturava só com a F1, no fim das contas a emissora ficava, líquido, com talvez, no máximo, R$ 150 milhões. Se muito.

O mesmo raciocínio vale para a Libertadores, que custava US$ 60 milhões anuais (R$ 300 milhões); ou o Carnaval (R$ 200 milhões no país).

Fora o Campeonato Carioca e o de outras praças que podem sair da rede global de transmissão.

Ou seja, a Globo está deixando de faturar uma fortuna em publicidade sem esses eventos, que ultrapassariam R$ 1 bilhão.

No entanto está deixando de gastar uma outra fortuna também, não muito menor que isso.

Se está certa ou errada em abrir mão desses eventos e dos milhões que rendiam líquidos?

Bem, isso é uma decisão dos acionistas e dirigentes da emissora.

Como esta coluna já publicou, anos atrás houve a decisão de investir em outros meios que não só a TV, o que gerou o projeto “Uma Só Globo”..

O Grupo Globo está deixando de investir em conteúdo para TV aberta, mas está investindo milhões em outros projetos de longo prazo, como o novo complexo de estúdios no Rio, ou o Globo Play.

Todos perdem

Dito tudo isso, não será apenas a Globo que verá esse bilhãozinho ou mais “evaporar”, mas também a economia em geral.

Agências, profissionais da publicidade, de audiovisual, da área de vendas, setores comerciais de empresas, editores, redatores, bancos, enfim, toda uma cadeia que integra o chamado “ecossistema” ao redor da maior emissora do país e uma das maiores do mundo sairá perdendo.

Inclusive os governos federal, estadual e municipal, pois todos faturam com esses negócios seja em impostos ou em arrecadação comercial “orgânica”.

Mesmo que outra emissora aberta comprasse os direitos da F1, por exemplo (o valor pedido está em cerca de US$ 25 milhões), inevitavelmente o novo “ecossistema” não teria o mesmo tamanho que tem na Globo. Seria uma fração disso.

Por quê? Por causa do ibope diminuto das concorrentes: a soma de todas as TVs abertas do país não chega à audiência da Globo sozinha.

Essa realidade vai ser difícil mudar. Se é que um dia mudará.

Outro lado

Procurada para comentar o assunto, a Globo, por meio de sua Central de Comunicação, enviou a seguinte nota:

“A Globo não abre os valores de suas negociações comerciais, mas é importante contextualizar os movimentos citados.

Primeiro, vamos separá-los: há casos, como o do Campeonato Carioca, que foram motivados por quebra do nosso contrato de exclusividade, algo que não podemos aceitar passivamente.

Outros, sim, têm a ver com os efeitos causados pela pandemia, que ‘desbalanceou’ diversos acordos e nos levou a uma natural necessidade de revisar todo o nosso portfólio de direitos, um dos maiores entre emissoras de TV do mundo.

Assim, como parte dessa revisão de portfólio, a Globo optou por não renovar os direitos de transmissão da Fórmula 1 a partir de 2021. Mesmo sem a transmissão das corridas, a Globo continuará a fazer a cobertura da categoria em suas diversas plataformas.

O mundo está vivendo um dos seus momentos mais desafiadores, inclusive no campo econômico.

Isso tem obrigado as empresas dos mais variados mercados e setores a reverem seus custos e acordos. Esta não é uma realidade exclusiva do Brasil nem mesmo da Globo; ocorre também com outros players e em outros mercados, todos impelidos a buscar uma revisão de seus compromissos, adequando-os a este novo momento. Central Globo de Comunicação – CGCom”.

Ricardo Feltrin – Colunista do UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Chegou a hora da virada. A poderosa não será mais tão poderosa assim, aliás já não está sendo ultimamente. As demissões em massa q o digam

  2. Rede esgoto de televisão, a Globo se acostumou a mandar em tudo, inclusive na política, aí já viu que ninguém quer mais acreditar nas suas idéias,aí agora começou o desmoronamento. Ainda acho pouco, diante daquilo que ela tem plantado.

  3. Mito Bolsonaro
    2022!!
    Ô véi arroxado.
    Sem medo, bateu levou.
    É olho no olho.
    O império dos Marinho desmoronando.
    Vai ficar só nas novelas imorais. Vão ficar só passando cenas de sexo as 17horas, e homem com homem se beijando no horário das 21 e nada mais.
    Pegue!!
    Estão colhendo o que plantaram.
    O véi Bolsonaro não abre nem pro trem, quanto mais pra globo lixo.

  4. A rede Globo de televisão está fazendo um bem para toda a nação brasileira deixando de transmitir esses três eventos alienantes que não levam a nada,0 é nada:
    Sobre o evento da fórmula 1 a pessoa precisa se ter muita paciência para ficar olhando para a televisão vendo carros dando voltas numa pista ou nos chamados treinos de classificação e na corrida propriamente dita, visando chegar no mesmo ponto de partida e cruzando uma faixa branca na pista na primeira colocação e o pobre do narrador e do comentarista com pouco assunto,argumento, vocabulário e sempre os dois:o narrador e o comentarista criando novas palavras ou pleonasmos e atualmente não temos nenhum piloto/motorista brasileiro participando dessas corridas para torcer.
    E o futebol é outra futilidade ou inutilidade que não presta ou serve para nada,eu não motivo nenhum vejo para alguem torcer para times ou clubes de futebol,a única diferença são as cores de camisa e os escudos na camisa,são 22 homens correndo atrás da bola,um time ataca e o outro time se defende,vis a vis,visando fazer o chamado gol,principalmente através de um chute ou cabeceio e o goleiro em baixo de uma trave tentando impedir que a bola ultrapasse a linha do chamado gol.
    E sobre o carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo,até hoje eu não consigo compreender os critérios e detalhes específicos e gerais de diferenciação daquelas escolas de samba,para mim é tudo a mesma coisa,até hoje eu não consegui entender,só quem entendem mesmo são os jurados e os apresentadores e apresentadoras e comentaristas da TV Globo.

  5. PAPO RETO , é melhor ser membro do gado do que ser cúmplice de ladrão, aoiador de ladrão.
    só uma observação: a palavra certa é "membro" , antes de "P" e "B" se escreve "M" , ok ?

    muuuuuuuuuuuu

    1. Manoel, esqueça o senso de proporção. É tudo 'a mesma coisa'. Quem fez pior adora essa equiparação.

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Geral

Senador acusa Toffoli e Moraes de “abuso de poder” contra PF e Receita

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quinta-feira (15) que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estariam cometendo um “abuso de poder escancarado” ao, segundo ele, tentar constranger e intimidar a Polícia Federal e a Receita Federal. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o parlamentar criticou a postura dos magistrados diante das investigações envolvendo o Banco Master.

Vieira reagiu à decisão de Moraes de instaurar um inquérito para apurar um suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do STF. A investigação mira possíveis acessos irregulares a informações bancárias e fiscais no âmbito da Receita Federal e do Coaf, envolvendo o próprio Moraes e o ministro Dias Toffoli. No caso de Moraes, os dados estariam relacionados ao escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes; já em relação a Toffoli, as informações dizem respeito a negócios de familiares ligados ao Banco Master.

Para o senador, a abertura do inquérito seria uma reação às revelações que causaram constrangimento à Corte. “Não conseguem explicar relações com investigados e transações milionárias, então partem para a intimidação”, escreveu Vieira, sugerindo que a iniciativa busca deslocar o foco do conteúdo revelado para a apuração do vazamento.

No mesmo contexto, Toffoli criticou publicamente a Polícia Federal pela demora na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O ministro chegou a responsabilizar a PF por eventuais prejuízos à apuração e, inicialmente, determinou que os materiais apreendidos ficassem lacrados e sob custódia do STF. Horas depois, porém, recuou da decisão e autorizou o envio direto dos itens à Procuradoria-Geral da República.

Com informações de O Antagonista

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Geral

VÍDEO: Waack vê inquérito do STF como blindagem a interesses de ministros

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O jornalista William Waack avaliou que o novo inquérito sigiloso aberto pelo Supremo Tribunal Federal serve, na prática, para proteger ministros da própria Corte. A investigação foi instaurada de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes, sem provocação da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República, para apurar suposto vazamento de dados sigilosos da Receita Federal e do Coaf envolvendo Moraes, Dias Toffoli e familiares.

Para Waack, o procedimento repete um método já adotado pelo STF. Em 2019, o tribunal abriu outro inquérito sigiloso, também de ofício, para investigar a disseminação de notícias consideradas falsas contra a Corte. À época, Toffoli presidia o Supremo e Moraes foi designado relator. A apuração segue em andamento até hoje, sem prazo definido para conclusão.

O jornalista aponta que o foco da nova investigação não seria o vazamento em si, mas o constrangimento causado pelo conteúdo revelado. Entre os episódios estão informações sobre um contrato milionário entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes e o dono do Banco Master, além de negócios envolvendo parentes de Toffoli ligados a investimentos em um resort de luxo.

Na avaliação de Waack, ao agir sem provocação dos órgãos competentes, o Supremo estaria atuando para resguardar interesses pessoais de seus integrantes, o que comprometeria a legitimidade da instituição. Segundo ele, esse tipo de postura tende a ocorrer quando autoridades passam a se comportar como se fossem donas das instituições que deveriam apenas representar.

Com informações da CNN

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Geral

Morre Galbê Maia, ex-prefeito de Jardim de Piranhas e irmão de Zenaide e João Maia

Foto: TSE

Morreu no fim da noite desta quinta-feira (15), em Natal, o ex-prefeito de Jardim de Piranhas, Galbê Maia, aos 82 anos. Ele estava internado, apresentava bom estado de saúde e chegou a caminhar pelos corredores do hospital, mas passou mal repentinamente e sofreu uma parada cardíaca.

Natural do Sítio Bom Lugar, no município de Brejo do Cruz (PB), Galbê nasceu em 2 de outubro de 1943 e construiu sua trajetória política e pessoal em Jardim de Piranhas, cidade onde exerceu o cargo de prefeito e manteve forte ligação ao longo da vida.

Galbê Maia era irmão da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), do deputado federal João Maia (PP-RN) e do deputado distrital Agaciel Maia. Era casado com Josidete Maia, que também já ocupou o cargo de prefeita do município.

A família ainda providencia informações sobre velório e sepultamento, mas há o desejo de que as cerimônias ocorram em Jardim de Piranhas, cidade onde Galbê construiu sua história política e familiar.

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Política

Posse marcada por ruído: novo ministro da Justiça se contradiz sobre reunião com Lula e caso Master

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O primeiro dia de Wellington César Lima e Silva à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi marcado por um desencontro público de versões envolvendo uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o encontro, o novo ministro afirmou que o caso envolvendo o Banco Master teria sido o “eixo” da conversa. Horas depois, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) negou que o tema tenha sido tratado.

A reunião ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abrir um procedimento para apurar possível vazamento de informações sigilosas de ministros da Corte e de familiares, envolvendo dados da Receita Federal e do Coaf. Moraes esteve presente no encontro, assim como outras autoridades do alto escalão do governo.

Questionado por jornalistas, Lima e Silva disse inicialmente que o caso Master havia sido central na discussão, sem detalhar os termos. Diante da repercussão, a Secom afirmou que o ministro se referia, na verdade, ao combate ao crime organizado de forma ampla, e não a um caso específico.

Após o esclarecimento oficial, o próprio ministro recuou e passou a minimizar a menção ao Banco Master. Em nova conversa com a imprensa, afirmou que o assunto pode ter sido citado de forma pontual por algum participante, mas garantiu que não houve debate direcionado ou tratamento específico sobre o banco.

Segundo Lima e Silva, o foco do encontro foi discutir medidas estruturantes de enfrentamento ao crime organizado, incluindo temas como apostas online, fintechs e crimes financeiros. Ele disse que eventuais referências a casos concretos teriam servido apenas como ilustração dentro de um debate mais amplo.

Além de Lula, Moraes e do novo ministro da Justiça, participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Secom Sidônio Palmeira, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, representantes da Fazenda, da Receita Federal e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Nos bastidores, integrantes do encontro afirmaram que o tema que mais preocupou as autoridades foi o avanço das bets e o impacto do vício em jogos, apontado como um problema crescente e associado a esquemas de crime organizado.

Paralelamente, segue em curso no STF a apuração determinada por Moraes para investigar se houve acesso indevido a dados fiscais e bancários de ministros da Corte. O procedimento busca identificar responsáveis, datas e justificativas para eventuais consultas irregulares aos sistemas oficiais.

O episódio reacende um histórico de tensões entre o Supremo e a Receita Federal. Em 2019, o próprio Moraes suspendeu investigações fiscais que atingiam ministros do STF, alegando desvio de finalidade, e afastou servidores suspeitos de quebra de sigilo.

Mais recentemente, em dezembro, veio à tona um contrato entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à esposa de Moraes, prevendo pagamentos milionários ao longo de três anos para atuação estratégica junto aos Três Poderes — informação que ampliou o escrutínio sobre o caso e o ambiente político em torno das investigações.

Com informações do O Globo

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Geral

Moraes libera leitura na prisão e Bolsonaro poderá reduzir pena com livros

Foto: Divulgação/STF via AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a participar do programa de remição de pena por leitura enquanto cumpre condenação no Complexo da Papuda, no Distrito Federal. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15), no mesmo despacho que determinou a transferência do ex-mandatário para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como Papudinha.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, Bolsonaro poderá abater até quatro dias da pena por cada livro lido e resenhado, com um limite anual de 48 dias. A autorização segue regras previstas na Lei de Execução Penal e regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No Distrito Federal, o programa é executado pelo sistema penitenciário local, responsável por definir os títulos disponíveis, acompanhar as leituras e avaliar as resenhas produzidas. Entre as obras que integram a lista autorizada está “Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva, que aborda o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar, além de clássicos como “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, e “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

O pedido partiu da defesa do ex-presidente no início de janeiro e se soma a autorizações semelhantes concedidas a outros condenados pelos atos golpistas. Bolsonaro seguirá custodiado na Papuda enquanto aguarda a definição operacional do acesso ao acervo e o início formal das atividades de leitura.

Com informações do Poder360

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Política

PF reage a decisão de Toffoli e avalia recurso por ingerência em perícia do caso Master

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A cúpula da Polícia Federal discute, junto à Advocacia-Geral da União (AGU), a possibilidade de recorrer da nova decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no âmbito da investigação contra o Banco Master. O magistrado determinou que peritos específicos, escolhidos por ele, sejam responsáveis pela análise do material apreendido na segunda fase da operação.

Internamente, a avaliação na PF é de forte incômodo com a medida, classificada como incomum e arbitrária. Investigadores apontam que a escolha de peritos sem vínculo com a apuração compromete a eficiência do trabalho, especialmente diante do grande volume de dados reunidos ao longo de meses de investigação.

Embora não haja questionamento quanto à capacidade técnica dos profissionais indicados, delegados e peritos avaliam que a ausência de familiaridade com o caso tende a atrasar significativamente o andamento das análises. O entendimento majoritário é de que a perícia integra uma carreira própria da Polícia Federal, cabendo à instituição definir quais servidores atuarão em cada investigação.

Outro ponto que causou desconforto foi a forma como a decisão chegou ao conhecimento da corporação. Integrantes da PF relataram terem tomado ciência da nova determinação por meio da imprensa. A ordem foi a terceira mudança promovida por Toffoli em menos de 24 horas sobre o destino do material apreendido.

Inicialmente, o ministro determinou que os documentos e equipamentos ficassem sob custódia direta de seu gabinete. Em seguida, autorizou o envio do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). Por fim, definiu que a análise ficaria sob responsabilidade de peritos por ele designados.

Para integrantes da Polícia Federal, a sucessão de decisões reforça a percepção de interferência indevida na condução da investigação, o que pode abrir um novo embate institucional envolvendo o STF, a PF e a AGU nos próximos dias.

Com informações da CNN

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Política

Com Bolsonaro na Papudinha, oposição pressionará por dosimetria

Foto: Reprodução/Redes sociais

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chamada Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília, reacendeu a mobilização da oposição no Congresso para tentar derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Aliados avaliam que o novo cenário fortalece a pressão política e acelera a articulação para recolocar o tema na pauta do Legislativo.

Parlamentares do PL e partidos aliados defendem que a retomada do projeto pode encurtar o tempo de Bolsonaro no regime fechado e abrir caminho para a progressão ao semiaberto ou até à prisão domiciliar. O texto, aprovado anteriormente por ampla maioria na Câmara e no Senado, foi vetado integralmente por Lula na última semana, mas a oposição afirma já ter votos suficientes para derrubar o veto e forçar uma nova votação.

Nos bastidores, líderes oposicionistas intensificaram a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a análise do veto. Além disso, deputados e senadores articulam iniciativas paralelas, incluindo pedidos formais de prisão domiciliar e denúncias a organismos internacionais, sob o argumento de preocupação com a segurança e a saúde do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro também avaliam que a transferência para a Papudinha pode fortalecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como o nome do ex-presidente para a disputa presidencial. Dirigentes do PL acreditam que qualquer medida vista como excesso contra Bolsonaro tende a impulsionar a candidatura do filho mais velho, consolidando-o como principal representante do bolsonarismo nas eleições deste ano.

Com informações do Metrópoles

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Política

Então, Francisco do PT, Fátima pode renunciar e Walter não?

Foto: Arquivo/ALRN

O governo de Fátima Bezerra vive mais um capítulo de confusão e contradição. Com a governadora de olho no Senado e o vice Walter Alves inclinado a concorrer a deputado estadual, a política potiguar se vê diante de uma possível vacância dupla. Se Walter não assumir, o Estado pode ter eleição indireta na Assembleia Legislativa — algo inédito e que deixa claro o improviso do PT no comando do RN.

O deputado Francisco do PT, líder do governo na Assembleia, tenta se segurar em explicações: diz que Walter teria se comprometido a assumir o governo caso Fátima saísse. Para isso, diz que a chapa foi eleita para governar até 31 de dezembro de 2026.

Mas, até agora, nenhuma formalização chegou ao vice ou ao povo. Enquanto isso, o PT já trabalha nos bastidores para emplacar Cadu Xavier como plano B, mostrando que o partido pensa mais em manter o poder do que respeitar a escolha da população.

Para o potiguar, a pergunta é óbvia: porque Fátima poderia renunciar sem problema, mas Walter, o vice legítimo eleito junto com ela, teria que obedecer ao script do PT? A situação expõe a fragilidade do governo e a política “por interesse” do PT, que prefere manipular nomes e cargos do que garantir estabilidade ao Estado.

Caso o vice assuma, será ele, e não os acordos internos do PT, quem garante que o RN terá governabilidade até o fim de 2026.

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Política

Michelle agradece à PF pelo tratamento a Bolsonaro e vai à Papudinha

Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) marcou presença na Papudinha nesta quinta-feira (15). Por volta das 20h20, ela chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, onde o ex-presidente cumpre pena, para visitar o marido.

Antes, usou as redes sociais para agradecer à Polícia Federal pelo apoio a Bolsonaro durante o período em que esteve preso na Superintendência da corporação.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por participação em trama golpista. Mesmo isolado, Bolsonaro recebe a companhia da esposa.

Foto: Instagram/Michelle Bolsonaro

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Judiciário

VÍDEO: Bolsonaro retorna à Papudinha após exames exigidos por Moraes

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou na noite desta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a famosa “Papudinha”, após realizar os exames médicos prévios determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação verificou pressão, hematomas, dores e uso de remédios.

Bolsonaro chegou à Papudinha por volta das 17h30, mas logo saiu para os exames. A transferência atende à decisão de Moraes para que ele cumpra pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em trama golpista, agora no novo endereço prisional.

No mesmo local estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da PRF Silvinei Vasques, mas Bolsonaro ficará em cela separada. A Polícia Civil do DF bloqueou todas as vias de acesso à unidade para evitar tumultos.

Opinião dos leitores

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