Tecnologia

Nova falha na internet tira do ar sites de bancos, aéreas e órgãos governamentais

Southwest Airlines foi uma das empresas cujos sites saíram do ar com o apagão Foto: KAMIL KRZACZYNSKI / AFP

Uma infinidade de sites operados por instituições financeiras, governos e companhias aéreas, incluindo Hong Kong Exchanges & Clearing, Southwest Airlines e o banco central da Austrália, ficou brevemente fora do ar nesta quinta-feira, na segunda queda global da internet em poucas semanas.

Algumas das interrupções, incluindo aquelas que afetaram o Commonwealth Bank of Australia, Westpac Banking Corp. e Australia & New Zealand Banking Group, estavam relacionadas a uma falha na Akamai Technologies Inc., que ajuda os clientes a gerenciar serviços da web, disseram pessoas familiarizadas com o o assunto.

O banco central da Austrália foi forçado a cancelar uma operação programada de compra de títulos na quinta-feira, culpando “dificuldades técnicas”. O banco disse que recorreu a soluções alternativas e que seu site voltou a funcionar.

As interrupções foram detectadas às 14h10, horário de Sydney (2h10 em Brasília), e afetaram o serviço postal da Austrália, além de vários outros bancos do país, como ANZ e ME Bank. Todos tinham problemas com seus aplicativos móveis, ou produtos bancários on-line.

Clientes de vários bancos regionais relataram que os serviços on-line de suas entidades não estavam funcionando.

A companhia aérea Virgin Australia disse ser “uma das várias organizações afetadas pelos problemas do sistema de difusão de conteúdo do Akamai”.

O tempo de inatividade generalizado lembrou uma interrupção global de uma hora no início deste mês, desencadeada por uma falha de software na plataforma de entrega de conteúdo Fastly Inc.

As falhas em cascata resultantes, que afetaram os serviços de Amazon.com e Shopify, entre outros, serviram como um lembrete gritante de como os maiores sites do mundo estão expostos ao impacto de interrupções que variam de um simples erro humano a um ataque cibernético coordenado.

Reclamações no Downdetector

A Akamai disse em um comunicado que estava ciente do problema e “trabalhando ativamente para restaurar os serviços o mais rápido possível”.

O rastreador de sites Downdetector.com sinalizou inicialmente centenas de reclamações de usuários sobre interrupções que afetavam Southwest Airlines., Delta Air Lines e Automatic Data Processing.

Muitos dos sites afetados se recuperaram em uma hora, alguns após serem redirecionados para outros provedores.

Empresas como a Bolsa de Valores de Hong Kong e a Southwest disseram que estavam investigando o incidente, sem dar mais detalhes. “A pausa na conectividade não afetou nossa operação”, disse a Southwest em uma resposta por e-mail às perguntas.

Motivo ainda obscuro

Ainda não está claro o que desencadeou os incidentes. A Akamai não especificou a origem do problema, embora um de seus clientes afetados tenha informado que usa os serviços da companhia para a “autenticação de rede”.

No caso da Fastly, uma mudança de configuração de software por um de seus clientes desencadeou um bug.

A Akamai é um dos vários serviços de hospedagem de aplicativos e sites de alto nível que grandes empresas usam para fornecer conteúdo a milhões de usuários simultaneamente.

Em vez de hospedar todo o conteúdo do site em um único conjunto de servidores em um local, o chamado modelo de “computação de ponta” do Fastly coloca servidores em dezenas de locais, permitindo que os sites ofereçam páginas aos usuários de locais físicos mais próximos a eles. Isso reduz o tempo de espera, acelerando o carregamento da página e distribuindo a carga em servidores individuais.

Essas configurações vastas e complexas são executadas por apenas algumas empresas, como Fastly e Cloudflare Inc.

O mercado global de computação de ponta foi avaliado em US$ 4,68 bilhões em 2020 e deve se expandir a uma taxa composta de crescimento anual de 38,4% de 2021 a 2028 , de acordo com uma análise recente da Grand View Research.

Embora essas configurações geralmente funcionem a contento, sua complexidade significa que até mesmo um simples erro em um arquivo de configuração pode desencadear reações em cadeia de interrupções. Para os usuários, a maioria dos quais raramente precisa pensar sobre como a Internet funciona, isso pode ser um choque.

Preocupação com ataques

Embora não haja indícios de que esses problemas tenham sido causados por agentes mal-intencionados, a faha se dá em um momento de preocupação com cibersegurança em muitas empresas após uma série de ataques cibernéticos.

O Globo

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Diversos

Aéreas low cost passam a cobrar até por mala de mão; veja como passageiro pode evitar a taxa extra

As companhias aéreas low cost (de baixo custo) chegaram no Brasil com passagens mais baratas, mas cobrando por todos os serviços adicionais. Agora, o passageiro já precisa pagar até mesmo para levar uma mala de mão no bagageiro acima dos assentos.

A Norwegian cobra R$ 42,95, enquanto o preço para levar uma mala de mão na JetSmart varia de acordo com o momento da compra, disponibilidade, data de voo e rota, podendo chegar a mais de R$ 140. Na rota de Salvador a Santiago durante o Carnaval, o preço para uma mala de mão na JetSmart era de R$ 143.

Se o passageiro não pagar a taxa extra, pode levar a bordo apenas uma bolsa ou mochila que caiba embaixo do assento.

Outra possibilidade é o passageiro pagar para despachar uma mala maior, de até 23 quilos, no porão do avião. Na Norwegian, o valor é de R$ 167,02. Na JetSmart, a mala despachada tem o mesmo preço da mala de mão, e também varia de acordo com o momento da compra, disponibilidade, data de voo e rota.

Norwegian voa para Londres

Foto: Norwegian cobra R$ 42,95 para bagagem de mão Imagem: Reprodução

A Norwegian tem voos do Rio de Janeiro para Londres (Reino Unido). O passageiro tem o direito de levar gratuitamente uma mochila com tamanho máximo de 38 centímetros de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de profundidade. O peso máximo é de 10 quilos.

Até a semana passada, os passageiros tinham o direito de levar uma bagagem de mão maior, que poderia ser colocada no bagageiro. Agora, para levar uma mala com 55 centímetros de altura, 40 centímetros de largura e 23 centímetros de profundidade, é necessário pagar a taxa extra.

Em vídeo publicado em seu site, a empresa justificou a mudança como uma forma de agilizar o embarque dos passageiros e evitar o atraso nos voos. “Queremos que você tenha um voo confortável que decole no horário previsto. Para ajudar a garantir isso, nós temos de limitar a quantidade de bagagem de mão que nossos clientes levam a bordo”, afirma.

A empresa ainda diz que ao despachar as malas (pagando), o passageiro ajuda a companhia e evita o estresse no embarque e desembarque. “É um ganha-ganha para todos”, finaliza o vídeo.

JetSmart voa para Santiago

A chilena JetSmart opera voos de Salvador (BA) e Foz do Iguaçu (PR) para Santiago (Chile) e em março inicia a rota entre São Paulo e Santiago. As tarifas da companhia dão direito apenas a uma mochila com tamanho máximo de 45 centímetros de altura, 35 centímetros de largura e 25 centímetros de profundidade para ser colocada embaixo do assento.

Já uma bagagem maior para ser colocada no compartimento superior da cabine e pode ter apenas 10 centímetros a mais de altura (a largura e a profundidade são as mesmas). Nos dois casos, a mala pode ter até 10 quilos.

Cobrança é legal, diz Anac

Questionada se esse tipo de cobrança é legal, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que a prática adotada pelas companhias está de acordo com a resolução 400, que trata dos direitos e deveres dos passageiros.

“Conforme a Resolução n° 400 da Anac, o transportador deverá permitir uma franquia mínima de 10 quilos de bagagem de mão por passageiro de acordo com as dimensões e a quantidade de peças definidas no contrato de transporte. Ou seja, não há irregularidade no que está sendo praticado pelas empresas, tendo em vista que são elas as responsáveis por definir as dimensões da bagagem de mão”, afirmou a agência.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Eh deixaram.. agora eh questao de tempo para cobrarem pra sentar e usar o banheiro. Viaja em pe. Se pagar eh que vai sentado, taxas extras para usar banheiro, e passagem sem nada custando 1.500. Parabéns aos envolvidos

  2. Seria interessante uma reportagem sobre o que essas companhias cobram no seu País de origem.

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Economia

Aéreas dizem que ‘indústria da judicialização’ eleva o preço das passagens no Brasil

Foto: Edilson Dantas/O Globo

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou nesta terça-feira (29) que a grande judicialização no mercado aéreo brasileiro aumenta o preço das passagens aéreas.

“Esse custo da judicialização está sendo pago por quem? Entra no custo da operação que consequentemente se reflete na tarifa paga por todos”, afirmou durante o Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA).

Segundo Kakinoff existe uma indústria de judicialização no Brasil que procura o cliente para que ele entre na Justiça, e procura até mesmo o cliente que não tinha a intenção de abrir um processo.

O presidente da Latam, Jerome Cadier, afirmou que a companhia gasta de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões por ano em ações judiciais.

“A Latam tem uma média de 5 mil ações por mês, que custam cerca de R$ 5 mil cada. No final estamos falando de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões ao longo do ano só por casos pontuais na Justiça. Já é material, já entra na tarifa. Sem dúvida já é uma parte importante da tarifa”, afirmou Cadier.

No ano passado a empresa transportou 34,1 milhões de passageiros.

De acordo com Cadier, 50% da operação da Latam parte do Brasil ou chega ao Brasil, mas 99% dos custos da empresa com ações judiciais são no país.

O presidente da GOL destacou que no mercado europeu e americano não existe, por exemplo, dano moral por voo cancelado por causa de problemas climáticos. Segundo ele, nenhuma empresa aérea atrasa voo por interesse.

“Não existe nenhum benefício econômico, pelo contrário, existe prejuízo”, disse.

Capital estrangeiro

Sobre a abertura do mercado aéreo para empresas de capital estrangeiro, em vigor desde o final do ano passado, o presidente da Latam afirmou que novas empresas virão para o Brasil se tiverem estabilidade regulatória e retorno para o capital investido.

“Eventualmente virá [empresa de capital estrangeiro], mas virá na medida de ter estabilidade e ter condições de dar retorno a esse capital. É questão de tempo e estabilidade regulatória”, disse Cadier durante apresentação.

Desde que a abertura de capital estrangeiro para empresas áreas foi autorizada apenas o grupo espanhol Globalia pediu autorização para operar voos regulares dentro do Brasil.

Recentemente o secretário de Aviação, Ronei Glanzmann, afirmou que espera que o grupo comece a operar voos domésticos em 2020.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Esse fdp da gol não fala que essas judicializações sã decorrentes da falta de respeito das serras pelos consumidores dos seus serviços, pois essas empresas aéreas pensam que estão acima de tudo e de todos. Falo isso com propriedade, pois sofri na pele essa falta de respeito s alguns meses atrás, tentei todo tipo de acordo com a aérea, mas eles me ignoraram, então o melhor remédio foi colocá-los no pai, ou seja, procurei meus direitos e vou conseguir êxito.

  2. Desculpa esfarrapada, serviços carissimo e de péssima qualidade, com regras que beneficiam e muito as empresas aéreas, mesmo assim, na hora do vôo cumprem muito pouco da obrigação. Tem q ser penalizada pra cumprir sua parte.

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Diversos

Com cobrança de bagagem e mudanças, aéreas garantem queda no preço de passagens em 2017

Por interino

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, garantiu que os preços das passagens aéreas cairão após as mudanças anunciadas pela Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil. Entre as novidades, está a permissão para a cobrança de bagagens. Ele apostou que, ao longo de um ano, o Brasil deve ter passagens competitivas como as companhias aéreas de baixo custo que operam no exterior.

— Você pode garantir que vai ter passagens aéreas mais baratas. Eu afirmo isso com todas as letras — garantiu o presidente, que explicou:

— A bagagem não é gratuita. Hoje, a bagagem é paga sem transparência para o consumidor e de forma injusta.

Sanovicz argumentou que a maior parte dos passageiros viaja sem bagagem, mas na sua tarifa está embutido o preço das malas que tem direito. Ele lembra que essa é uma regra estipulada nos anos 80, quando voar era “coisa para uma pequena elite”.

— Essa regra de agora passa a ser: paga quem usa. Vamos passar agora por um momento de mudança cultural.

Em entrevista coletiva nesta manhã, ele ressaltou toda essa desregulamentação feita pela Anac aumenta a concorrência, o que, inexoravelmente, derruba o preço. Ele lembrou que quando o governo deixou de tabelar as tarifas, elas caíram. Segundo o presidente da Abear, o preço médio hoje é 60% menor do que era há dez anos.

— Tudo aquilo que é desregulamentado abre espaço para disputar cliente. Isso vai se tornar um diferencial competitivo de casa empresa — disse antes de ser questionado sobre os preços de passagens de baixo custo no exterior:

— Creio que ao longo do próximo ano vamos viver experiências parecidas.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A elite cai amar isso porque os pobres vão voltar a viajar de ônibus, pois vai encarecer a passagem aérea…..hj tem colunista social que, devido ser funcionário fantasma na assembléia, não fará mais a linha Natal /Recife de avião e Recife a Rio ou São Paulo de ônibus…..kkklk

  2. "Papa figo" engana menino, a nós consumidores não enganarão mesmo. Isso é mais uma forma das empresas aéreas do pais arrecadarem mais, e vejam que as tarifas aqui no país é uma das mais altas do mundo, na Europa, por exemplo, existem várias empresas aéreas denominadas de baixo custo, por praticarem preços bastante baixos naquele país, mas aqui no nosso??? Jamais isso acontecerá. Viveremos pra ver.

  3. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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  4. Esse enredo eu já conheço. Lembram quando com a instituição do plano cruzado os lucros dos bancos caíram em virtude da estabilização da moeda? O banco central autorizou aos bancos a aumentarem as suas tarifas e, hoje, se você espirrar dentro de um banco você é tarifado. Os bancos voltaram a ter a lucratividade que tinham e as tarifas ficaram como estão hoje.
    Vai acontecer o mesmo com as companhias aéreas os passageiros pagarão pelas bagagens e não haverá redução de um centavo no preço das passagens. Quem viver verá!

  5. isso é moeda de troca. O que está por trás disso é aumento de impostos para o setor aéreo, que mais uma vez o povo vai pagar.

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