Esporte

Direção do América busca por amistosos antes da retomada do Estadual

Foto: Canindé Pereira/América FC

Após o jogo contra o Fortaleza – primeiro na retomada do futebol – a previsão é de que o próximo jogo oficial só ocorra na primeira quinzena de agosto, contra o Globo, pela quarta rodada do segundo turno do Campeonato Estadual. Hoje (28) a tarde, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) se reunirá com os representantes dos oito clube que disputam a competição para definir os detalhes da tabela, dos contratos profissionais, dos assuntos financeiros e de transmissão.

Até lá, o técnico Roberto Fernandes quer dar ritmo de jogo ao time com jogos amistosos. Buscando atender o pedido do comandante a diretoria rubra busca por adversário que podem vir da Paraíba ou até mesmo do Rio Grande do Norte.

“Provavelmente Botafogo (PB) ou Treze estarão fora do Campeonato Paraibano a partir de quarta-feira (29). Já mantivemos contatos com as direções de ambos os clubes e eles afirmaram que aceitam enfrentar o América num amistoso. A Série C começa dia 8, então faríamos esse jogo no dia 1º de agosto. No dia 5 devemos enfrentar Santa Cruz ou Força e Luz, e outros que se mostrarem interessados e que já jogaram com o América pelo Estadual”, disse o presidente Leonardo Bezerra em entrevista ao jornalista Vicente Estevam, do Jornal Tribuna do Norte.

As partidas também servirão para desafogar o momento financeiro do clube a exemplo do ocorrido durante a intertemporada em Camaragibe (PE), quando a TV Mecão transmitiu o primeiro treinamento coletivo que rendeu uma boa quantia graças a empatia do torcedor.

“Nosso pessoal do Marketing está trabalhando em um projeto para fazer entrar alguma verba nova no caixa do clube nesses amistosos. A ideia é voltar a comercializar o ingresso virtual com as transmissões das partidas, uma vez que não poderemos ter a presença de público nos estádios”, falou Bezerra.

Com assessoria do América

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Judiciário

Toffoli atende pedido do Senado e suspende busca no gabinete de José Serra

Dias Toffoli atendeu ao pedido do Senado e suspendeu a busca no gabinete de José Serra, dentro da operação deflagrada hoje para investigar caixa 2 repassado à campanha de 2014 do senador.

Mais cedo, conforme O Antagonista, a mando de Davi Alcolumbre, a Polícia Legislativa impediu a entrada de policiais federais no gabinete. A advocacia do Senado acionou o Supremo para suspender a operação, para que o Supremo avalie se há fatos relativos ao mandato.

Na decisão, Toffoli destacou que, apesar do mandado de busca fazer referência a doações eleitorais não declaradas em 2014, antes do mandato parlamentar, havia ordem para coletar computadores e documentos no gabinete, “conjunto de bens que são diretamente implicados ao desempenho da atividade parlamentar típica”, segundo o ministro.

“A situação evidenciada, portanto, eleva, sobremaneira, o risco potencial de sejam apreendidos documentos relacionados ao desempenho da atual atividade do congressista, o que, neste primeiro exame, pode implicar na competência constitucional da Corte para analisar a medida”, escreveu o ministro na decisão.

Toffoli concedeu a liminar pedida pelo Senado por estar no plantão do STF durante o recesso de julho. Em agosto, a ação será encaminhada a Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.

Na ação, o Senado pediu a suspensão da operação, de modo que o STF analise se há fatos relacionados ao mandato. Quer ainda que seja colhido parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a competência e também a intimação do juiz de primeira instância, Marcelo Antonio Martin Vargas, para prestar informações sobre o caso.

Toffoli, no entanto, suspendeu apenas as buscas no gabinete.

As demais buscas, no apartamento funcional que Serra ocupa em Brasília, em dois imóveis do senador em São Paulo e na sede da Qualicorp permanecem válidas, assim como as prisões temporárias determinadas por Marcelo Vargas.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. (…)sejam apreendidos documentos relacionados ao desempenho da atual atividade do congressista. Oxe, medo de quê? Continua roubando? Que vergonha, Serra, naompermitie a Polícia Federal de escrever mais um capítulo da "Historinha do Carequinha". Cabra safado.

  2. Interessante, computadores e documentos tbm são "conjunto de bens" diretamente implicados a profissão de jornalistas e blogueiros. Mas mesmo assim foram apreendidos e ainda proibiram os blogueiros de trabalharem.???

    1. O STJ com o padrinho Noronha é o mais honesto do mundo !!!!! kkkkkkkkkkkk

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Economia

Por informações verdadeiras e claras: Comissão da Câmara Municipal de Natal aprova projeto que busca mais transparência durante a Black Friday

Foto: Marcelo Barroso

Nesta segunda-feira (13), a Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Natal deu parecer favorável, em reunião remota, a um projeto de lei apresentado pelo vereador Kleber Fernandes (PSDB) que propõe mais transparência durante a Black Friday. A iniciativa estabelece regras e normas de condutas e boas práticas comerciais a fim de criar um ambiente de legalidade e respeito ao consumidor.

De acordo com o texto, as instituições comerciais, com sede na capital potiguar, que aderirem à Black Friday, deverão fornecer informações verdadeiras e claras sobre os produtos ou serviços em promoção. O destaque do projeto está na obrigatoriedade dos estabelecimentos divulgarem os preços promocionais e os preços normais dos produtos e serviços durante os 90 dias anteriores à campanha.

Já o vereador Chagas Catarino (PSDB) obteve aprovação para proposta de sua autoria que cria a campanha “Água mais Vida”, com o objetivo de estimular o consumo de água regularmente e facilitação da oferta de hidratação através da instalação de bebedouros e filtros pela cidade e afixação de cartazes sobre a temática. Ele também é autor do projeto que estabelece horário especial de atendimento para aposentados, idosos, pensionistas, gestantes e pessoas com deficiência no período da pandemia do novo coronavírus nas instituições financeiras, que foi aprovado por unanimidade.

Na sequência, foi acatado um texto do vereador Franklin Capistrano (PSB) que obriga a Secretaria Municipal de Saúde a encaminhar diariamente até 17h informações acerca do número de óbitos, casos de covid-19 confirmados, pacientes recuperados e taxa de letalidade por habitantes. Por sua vez, o vereador Preto Aquino (PSD) apresentou proposição que determina publicidade para serviços públicos gratuitos com o parecer favorável do colegiado.

A Comissão de Justiça ainda encartou emendas das vereadoras Nina Souza (PDT) e Ana Paula (PL) ao texto do Executivo que trata das nomeações e renomeações de ruas e avenidas de Natal. As emendas estabelecem critérios para as homenagens como contribuição cultural, relevantes serviços públicos, atuações política, esportiva e religiosas destacadas, além de consulta pública a fim de democratizar o processo de escolha dos nomes.

Estiveram presentes na reunião as vereadoras Nina Souza, presidente da Comissão de Justiça, e Ana Paula e os vereadores Luiz Almir (Republicanos), Preto Aquino, Fulvio Saulo (Solidariedade), Sueldo Medeiros e Kleber Fernandes.

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Diversos

FOTOS: Mãe busca ‘remédio mais caro do mundo’, de R$ 12 milhões, para salvar bebê de 1 ano em São Paulo

Fotos: Arquivo Pessoal

O pequeno Arthur Ferreira Belo, de apenas 1 ano e 8 meses, enfrenta uma difícil luta pela vida após ser diagnosticado com o tipo 1 da Atrofia Muscular Espinhal (AME), o mais agressivo da doença. Agora, sua família corre contra o tempo para arrecadar cerca de R$ 12 milhões e comprar o ‘remédio mais caro do mundo’, capaz de neutralizar os efeitos da doença e permitir um grande avanço no tratamento.

Para isso, foi criada uma ‘vaquinha virtual’ com o objetivo de arrecadar, até 8 de outubro, o valor necessário para importar o medicamento dos Estados Unidos. A ideia da campanha surgiu após a família de Arthur ver outros casos de vaquinhas virtuais bem sucedidas, como é o caso da Sarah e do Heitor, cujas histórias foram divulgadas pelo G1.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado, a Atrofia Muscular Espinhal é uma doença rara, degenerativa e genética, que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. Apesar da atrofia, os pais garantem que o pequeno é muito esperto, encantador e risonho.

Arthur foi diagnosticado quando tinha apenas três meses de vida, e a notícia abalou toda a família. Isso porque a AME é a maior causa genética de morte de crianças com até 2 anos. Agora, a grande esperança dos pais é o medicamento Zolgensma, aprovado em maio de 2019 nos Estados Unidos, que promete um grande avanço na recuperação dos pacientes.

O grande problema é que esse é o remédio mais caro do mundo. Como não é vendido no Brasil, a família de Arthur precisa importá-lo dos Estados Unidos, onde chega a custar 2,125 milhões de dólares. Pela cotação atual, o medicamento pode custar R$ 11.325 milhões. Por isso, a mãe Alessandra Ferreira Santos, de 28 anos, resolveu criar uma ‘vaquinha virtual’ para arrecadar o valor.

“Temos esperança e muita fé nesse remédio. Por ser tão caro, acredito que trará um efeito positivo e que ele volte a andar. Tudo o que eu e meu marido queremos é que o nosso filho tenha a vida mais ‘normal’ possível. Mas, temos apenas três meses para arrecadar o valor, porque a medicação faz efeito somente até os dois anos, e a burocracia ainda demora. Temos muito medo de perder o Arthur”.

A família busca fazer a campanha da forma mais transparente possível. Pelas redes sociais, são postados todos os valores arrecadados por mês e quanto falta para alcançar a meta. Além disso, Alessandra e os voluntários postam outras formas de arrecadação de verba, como rifas e bingos.

Quando a campanha foi lançada, em outubro do ano passado, o dólar estava mais baixo e a família precisava de R$ 9 milhões. Agora, necessita de quase R$ 12 milhões, além da quantia necessária para pagar os custos hospitalares. “Sempre fazemos prestação de contas. Muitas pessoas acabam questionando a gente pela mudança de valor”.

Disgnóstico

Alessandra conta que, quando Arthur nasceu, percebeu que o bebê era mais ‘mole’ do que o comum, mas foi tranquilizada pelos pediatras. Mas, o tempo foi passando e, aos três meses de vida, a mãe percebeu que ele ainda não conseguia segurar o pescoço e engasgava quando mamava. Foi quando ela decidiu procurar um médico para entender o que estava acontecendo.

“Encontramos um rapaz no pronto-socorro que nos recomendou um hospital que tratava doenças raras. Fomos até lá, fizeram testes por três dias, e diagnosticaram ele com atrofia muscular. O médico disse que ele tinha uma doença rara, degenerativa, com expectativa de vida de apenas dois anos. Foi um choque, porque nunca tínhamos ouvido falar disso”, explica.

Para confirmar o diagnóstico, Arthur passou por um teste de DNA, que apontou que ele tinha o tipo 1 da doença, o mais severo. Pouco tempo depois, ele passou por duas cirurgias de traqueostomia e gastrostomia, que permitem a respiração mecânica e o suporte nutricional, respectivamente. Em seguida, o plano de saúde liberou o tratamento com o remédio Nusinersena (Spinraza).

O medicamento é o único registrado no Brasil para o tratamento da AME. Diversos estudos apontam sua eficácia na interrupção da evolução da atrofia para quadros mais graves, que são prevalentes na maioria dos pacientes. Arthur chegou a tomar seis doses do remédio, mas a evolução no tratamento continua muito lenta.

“Ele toma uma dose a cada quatro meses. Mas, se interromper, perde totalmente o efeito de tudo que já tomou. O Zolgensma é uma dose única, e pelo que acompanhamos de outras crianças, promete uma evolução muito boa no tratamento. Hoje, vivemos com medo, pois já vimos muitos pacientes morrerem por conta da doença”.

Atualmente, Arthur mexe um pouco os braços e as pernas com a ajuda dos pais e fisioterapeutas, mas não consegue segurar objetos nem andar. Além disso, depende de ventilação mecânica 24 horas por dia, pois não consegue respirar sozinho. Com o ‘remédio mais caro do mundo’, a família busca dar maior qualidade de vida para o pequeno, que hoje sofre uma dura rotina.

De acordo com Alessandra, o medicamento vai direto para a corrente sanguínea e faz com que a proteína que não é produzida pelo paciente com AME passe a ser produzida, permitindo que os neurônios que sobreviveram possam se manter vivos e, assim, recuperar o paciente.

“Sabemos que ele não vai sair correndo assim que tomar, mas temos esperança que ele aprenda a andar e que possamos diminuir os aparelhos. É tudo muito triste, ele está crescendo e não pode brincar com as outras crianças. Esse remédio é a nossa grande esperança”.

Os pais também esperam que, quando Arthur finalmente tomar o medicamento, eles possam realizar um sonho que precisou ser adiado com o descobrimento da doença: conhecer a praia e o mar na Baixada Santista. “Nós havíamos feito muitos planos, íamos levá-lo para Mongaguá, mas os médicos não deixaram. Um dos meus sonhos é apresentar a praia para o meu filho”, finaliza.

Especialista

De acordo com a neurologista Andrea Anacleto, a Atrofia Muscular Espinhal proximal tipo 1 é uma doença rara, sem cura e que evolui de forma grave na infância, caracterizada por fraqueza muscular grave e progressiva. Segundo a especialista, a doença é ligeiramente mais frequente em meninos do que em meninas, e o diagnóstico é baseado na história clínica e exame e pode ser confirmado por teste genético.

Com a doença, o bebê geralmente apresenta fraqueza muscular grave, que afeta primeiro os braços e as pernas nas regiões proximais e depois passa para as extremidades, como mãos e pés, além de dificuldade de alimentação e insuficiência respiratória, conforme explica a neurologista.

Segundo Andrea, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta assinou a incorporação do medicamento Nusinersena na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além dessa medicação, deve ser orientada uma abordagem multidisciplinar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida.

Nos Estados Unidos, a FDA, agência que regulamenta a aprovação de medicamentos no país, autorizou a venda do remédio Zolgensma, sendo esta uma terapia gênica indicada para o tratamento da AME, usada para deter a progressão da doença. Atualmente, essa medicação não está disponível no Brasil, havendo a necessidade de que, quando indicada, seja realizada a importação.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. O que o presidente tem a ver com rachadinha? Nada! a investigação e contra o senador Eduardo Bolsonaro. No direito brasileiro o pai não responde criminalmente pelos atos dos filhos.

  2. O que me deixa indignado são os políticos roubando com força no país e tirando dinheiro do erário para seu luxo pessoal enquanto seres humanos morrem. Vimos agora vários casos como compra de respiradores inexistentes via Consórcio Nordeste, Secretário de Saúde do Rio de janeiro com mais de 8.500.000,00 em espécie em casa e por aí vai. Os bandidos do PT que assaltaram o país em trilhões de reais bem que poderiam se compadecer e comprarem o medicamento,para queimarem menos no inferno para onde irão quando morrrerem.

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Diversos

Bombeiros fazem busca por homem após passeio de lancha no açude Gargalheiras

O Corpo de Bombeiros busca um homem desaparecido desde a tarde desse domingo(12), após um passeio de lancha no Açude Gargalheiras, em Acari, na região Seridó potiguar.

Segundo informações de momento, o homem não foi mais visto desde que entrou no reservatório. Até o momento, uma sacola com a máscara que o homem usava foi encontrada.

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Comportamento

Quarentena impulsiona busca por relações extraconjugais; homens e mulheres revelam usar aplicativos, chats e ‘sexting’

FOTO: DANAE DIAZ/BBC THREE

“Ele estava dormindo e eu levei o celular para o banheiro. Não precisa de um grande esquema secreto para a troca de mensagens, dos nudes…. Todo mundo carrega o telefone pra todo canto, pro banheiro, pra cozinha, não é algo tão calculista como pode parecer”, conta a arquiteta Bianca*, 36, que está em isolamento social com o namorado Gabriel, no Rio de Janeiro (RJ) desde março.

Os dois estão juntos há cinco meses, mas Bianca conta que as consequências da pandemia do novo coronavírus foram decisivas para a maneira como o relacionamento foi construído. “Antes da quarentena, não tinha um status de namoro. Gosto do Gabriel e de estar com ele, mas não queria que nosso relacionamento tivesse se aprofundado tanto como aconteceu por causa da pandemia “, confessa ela, que se sente “traindo” o parceiro.

“Continuo em contato com outros homens e uma mulher, trocando mensagens, nudes e praticando sexo virtual, mas me sinto um pouco culpada. Não sofro por isso, mas não acho que seja justo com ele. Só que também não consigo abrir mão do conforto emocional que o namoro me traz e nem da vida sexual que eu gostaria de estar levando e estaria, sem culpa e sem amarras, se não fosse pela pandemia”, diz ela.

Também no Rio, a publicitária Luciana*, 35, divide o apartamento com o marido – como o reconhece e chama – há cinco anos. Como Bianca, ela sentiu os efeitos do isolamento social sobre seu relacionamento, que já estava, como conta, em crise.

“Antes de a pandemia ‘estourar’ eu já estava cogitando a possibilidade de me separar. Sentia que a gente estava se afastando afetivamente, sexualmente e emocionalmente. Daí veio a quarentena e a crise ficou meio ‘em stand by’. Não ouso ‘mexer neste vespeiro’ porque não tem como resolver. Não tem como a gente se separar em meio a este caos, não tem como dar um tempo, então prefiro manter uma convivência minimamente harmônica enquanto isso durar”, explica ela.

Apesar de destacar um convívio agradável com o marido – “gosto da companhia dele”, ela diz -, Luciana conta que se aproximou, durante a pandemia, de um outro homem, um conhecido de faculdade. Os dois se reencontraram em uma festa de amigos em comum no início do ano e passaram a trocar mensagens.

“Começou como uma amizade e de uns meses para cá, falarmos abertamente sobre o interesse que temos um no outro. Só não tem nada em tom explicitamente sexual: troca de nude, sexo virtual, nada disso. Mas falamos sobre nosso dia, conto meus planos para o futuro, ele fala dos dele, mandamos fotos do cotidiano. De certa forma, me sinto como se fôssemos um casal, tirando as relações sexuais/eróticas, até porque pela pandemia, não tem a pressão da possibilidade de um encontro físico. Mas me sinto envolvida afetivamente, conectada sentimentalmente, com uma rotina a dois de certa forma com ele, de um jeito que eu não me sinto mais em relação ao meu marido”, confessa.

Desejo de ‘estar fora’

Segundo Cláudio Paixão, doutor em psicologia social e professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o isolamento social necessário como medida de prevenção contra a covid-19 causa uma redução do espaço físico vivenciado pelas pessoas, o que não acontece com os espaços psíquicos, impactando a maneira como vivenciam seus desejos.

“As pessoas estão o tempo todo em diálogo com o mundo, em seu trabalho, sua vida social, outros lugares que não a casa e o próprio relacionamento. Com o isolamento, há uma redução deste espaço físico de interatividade, mas o campo psicológico não passa por isso de pronto. Então as pessoas não entendem ou aceitam imediatamente que sua rede de relacionamentos também está limitada. Isso faz com que se olhe para fora: de casa, do relacionamento. É um desejo de ‘estar fora’. Isso aparece nos memes de saudades do bar, da vontade de ‘se aglomerar’, de praticar atividades físicas, os mais diversos desejos de troca, inclusive a sexual e afetiva. E o que se tem feito como alternativa é uma virtualização das relações para suprir estes desejos”, aponta o especialista, citando exemplos como troca de nudes e a prática de ‘sexting’, sexo virtual por mensagens.

Sem sair desde março da casa em que vive com o namorado em Belo Horizonte (MG), o pesquisador Caio, de 28 anos, passou a utilizar o que ele chama de “aplicativos de pegação” e tem participado de chats em busca de parceiros sexuais.

“Acho que sempre tivemos um relacionamento aberto velado. Já fiquei com outros caras e sei que ele também. Mas era algo esporádico, quando rolava um clima numa festa, coisa de momento. Não falamos sobre isso, e nunca busquei esses encontros ativamente, acredito que nem ele. Agora na pandemia, me vi mais impelido a fazer isso, tenho usado aplicativos de ‘pegação’, inclusive trocando nudes neles e em chats como do Facebook, coisa que nunca tinha feito. Não sei se ele também faz, mas não me incomodaria”.

Caio diz que isso não afetou sua relação com Igor, com quem mora há 8 anos. “Apesar de estarmos na mesma casa, que é antiga e enorme, não ficamos o dia todo no mesmo ambiente. Além disso, eu trabalho muito tempo diante do computador, então temos uma certa privacidade. Não frequento esses aplicativos e chats descaradamente, na frente dele. Nossa vida sexual continua bastante ativa e nosso envolvimento afetivo e emocional continua o mesmo de antes, mais intenso até, eu diria. Sinto que nosso relacionamento é muito estável”.

‘Tinderização’ das relações

Para o psicólogo Cláudio Paixão, outro fator que impacta a busca por relações extraconjugais é um padrão de se relacionar que ele chama de ‘tinderização’ (referência ao aplicativo Tinder, que permite interação entre as pessoas a partir de um “match”, função que aponta interesse mútuo entre dois usuários).

“Com o advento das redes sociais, criou-se a possibilidade de se navegar e ver outras pessoas, possibilidades de relacionamento diferentes das que se tem. Surge um cardápio maior de possibilidades, o que sugere, atiça uma série de outros desejos, ainda que baseados em fantasias, porque na internet as pessoas se mostram como querem ser vistas.”

Cláudio sugere, ainda, que essa ‘tinderização’, trazendo a grande possibilidade de outras escolhas sexuais e afetivas, também tende a tornar as gerações atuais menos tolerantes aos aspectos que as desagradam em seus parceiros.

“Há a tendência de redução de tolerância ao erro do outro. Antes você acabava convivendo por um tempo, ia estreitando laços com alguém para aprender sobre a pessoa em diversos níveis. Neste momento de tinderização, as pessoas têm muitas escolhas e um baixo limiar de resistência à frustração de expectativas. Você vê o outro, se interessa e começa a conversar. Se surge algo que desagrada, é só ‘jogar pro lado’ e interromper o contato”, aponta o especialista, destacando como o isolamento social impacta este efeito.

“Neste momento, o que há de bom e ruim nas relações se sobressai ao mesmo tempo em que há essa diminuição da tolerância. Somando a isso fatores como o cuidado com filhos e com pessoas idosas, o teletrabalho e o ensino à distância, cria-se um desgaste da relação a dois. Isso pode fazer com que o interesse da pessoa se volte ‘para fora’ da relação confinada naquele espaço de tensão. Por isso é sempre importante dialogar.”

Moralização dos relacionamentos

Apesar dessa tendência em se querer experimentar “o que está fora” de um relacionamento monogâmico diante do confinamento, a pandemia do novo coronavírus pode trazer uma certa moralização dos modelos conjugais. É a análise feita pelo antropólogo Antônio Pilão, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em gênero e sexualidades em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO- UFJF).

“Vejo uma relação muito estreita com o fenômeno da aids nos anos 1980 e 1990. O mundo havia saído de um contexto de experimentação afetiva e sexual dos anos 1970. Com a aids, houve uma remoralização dos desejos e práticas, porque entendia-se que a proliferação do HIV era proveniente da promiscuidade sexual. Então a limitação das experiências afetivas e sexuais e a monogamia como regra foram uma resposta a essa premissa”, analisa Antônio, um dos pesquisadores pioneiros no estudo de relações não monogâmicas no país.

“Estamos diante de um vírus que se alastra a partir das interações sociais, do abraço, do beijo. Essas são, na sociedade ocidental, porta de entrada para a sexualidade. Com isso, os relacionamentos tornam-se uma discussão sanitária, o que também influencia nossa visão moral. Antes da pandemia estávamos em um momento, desde o início dos anos 2000, de maior abertura para o questionamento das limitações da monogamia. Agora, parece que estamos entrando em uma fase em que ela se apresentaria como a única possibilidade conjugal possível, até por questões de saúde pública”, avalia o antropólogo.

“A infidelidade é uma afirmação da monogamia”

Antônio explica também a diferença entre estar em uma relação não monogâmica e ter relacionamentos extraconjugais:

“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que essa normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor (num relacionamento) exclusivamente a outra pessoa. As relações não monogâmicas questionam esse modelo e não são a ausência total de regulação, mas a proposta de regulações e contratos que não sejam absolutos como a monogamia. Já a infidelidade é uma afirmação da monogamia. Driblar os pressupostos e as regras da norma vigente não constrói novos acordos, mas representa uma manutenção dos antigos, ainda que seja no descumprimento deles. Por isso também há o sentimento de culpa, arrependimento, vergonha e as práticas se mantêm clandestinas.”

Para Antônio, é impossível prever como serão construídos os modelos de conjugalidade em um possível mundo pós-pandemia.

“Não sabemos se no que ano que vem o cenário atual vai estar superado. Se vamos passar anos, décadas usando máscara, e temendo o contato com pessoas estranhas, perdendo hábito de ‘ficar’, por exemplo. Nesse sentido, a preocupação com a infidelidade não deve vir de suas questões morais, mas do risco iminente de contágio. Principalmente num contexto de possíveis encontros clandestinos, podendo expor pessoas que nem sabem dos perigos que correm. O ideal seria que os casais pudessem conversar e encontrar alternativas de acordos sanitariamente seguros que funcionassem para eles e para a sociedade, já que se trata de uma questão coletiva”.

IG, com BBC

 

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Jornalismo

Reportagem do G1 assume erro e diz que busca e apreensão não foi em casa que constava em declaração de bens de Bolsonaro

Foto: TV Globo

O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta quinta-feira (18), um mandado de busca e apreensão em uma casa em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio, onde morava Alessandra Marins, ex-funcionária da Alerj e atual funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro.

(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar na publicação desta reportagem que a casa constava em declaração de bens que Jair Bolsonaro informou ao TSE nas eleições de 2018. O alvo do mandado foi na casa em frente. A informação foi corrigida às 9h40.)

(Foto: Reprodução/Globo.com)

A ação faz parte de uma operação, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, em desdobramento das investigações sobre o esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) supostamente comandados por um dos filhos do presidente, o Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual.

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso em Atibaia, interior de São Paulo.

Enquanto a equipe do MP estava dentro da casa, era possível ouvir barulhos de marretadas nas paredes, sugerindo que os agentes quebravam a alvenaria enquanto realizavam as buscas.

A ação de busca e apreensão no imóvel durou cerca de uma hora. Os agentes saíram carregando duas sacolas, mas sem dar detalhes do que foi apreendido.

Morava na casa Alessandra Esteves Marins, que faz parte da equipe de apoio a Flávio no Rio a que o parlamentar tem direito. Há uma placa de “Vende-se” na porta do imóvel.

Vizinhos contaram que Alessandra se mudou do imóvel há cerca de um mês. Uma vizinha chegou a telefonar para Alessandra quando os agentes chegaram para cumprir o mandado, mas ela não atendeu a ligação.

De acordo com o Ministério Público, o mandado na casa de Bento Ribeiro é cumprido contra Alessandra, que também já foi servidora da Alerj.

Também são alvo da operação a ex-servidora da Alerj Luiza Paes Sousa. Os agentes foram até a casa dela em Oswaldo Cruz, também na Zona Norte do Rio. Ela teria repassado R$ 155 mil em salários para Fabrício Queiroz.

Os outros alvos da operação são Matheus Azeredo Coutinho, que ainda é funcionário da Casa Legislativa, e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

De acordo com o Ministério Público, além da busca e apreensão, a Justiça autorizou a aplicação de medidas cautelares contra os investigados, dentre elas o afastamento da função pública, obrigatoriedade de se apresentar à Justiça mensalmente e proibição de fazer contato com testemunhas.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Se todo veículo de comunicação tivesse corrigido as notícias falsas nessa velocidade, o Brasil estaria muito diferente hoje.

  2. como que o todo poderoso grupo Globo iria errar desse jeito ? incrível não ? , vc acredita que isso foi um erro ? se vc acredita então vc acredita em boitata e mula sem cabeça, isso não passou de mais uma "notícia " tendenciosa.

    1. Como fake news se a notícia foi retificada em questão de horas? Contenha a ânsia.

    2. Cigano, em questões de horas já tinha se espalhado a milhões de pessoas meu caro.
      Seja inteligente.
      Esse pessoal, que vê o circo pega fogo.
      Deja de ser bôbo.
      Só não vê quem não quer.
      Resta saber o que aquele ministro Careca, vai fazer com a turma da globo lixo.
      Aliás,, já da pra saber.
      NADA!!!!!

  3. É sempre assim, espalham a notícia errada propositalmente e depois vem com a correção. A GloboLixo está sendo uma grande divulgadora de FAKES!!!

  4. Vai ser muito serviço para o nosso Ministro Comunicar. Assumir com a casa caindo foi muito azar. Mas creio que Mourão com Fábio vão pacificar a nação. Tenho plena certeza que o General é melhor que o capitão, e que conduzirá sem problemas até 2022.

  5. É melhor JAIR se acustumando, o véi é duro é duro!
    Pode pegar o senador, mas o presidente, DUVIDO.

    1. É melhor não botar a mão no fogo por político NENHUM desse Brasil véi de guerra : o caba pode se queimar, kkkk.

    2. Igual a Lula, a alma mais honesta do mundo. Muuuuuuu kkkkkk

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Diversos

Estudo brasileiro pode ajudar na busca por vida extraterrestre

Foto: Reprodução

Pesquisadores do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia em Materiais), em Campinas, no interior de São Paulo, criaram imagens 3D de formas de vida de aproximadamente 1,9 bilhão de anos atrás. As fotos foram feitas com a ajuda de um método avançado de produção de imagens, e são as mais detalhadas já produzidas até hoje.

A análise foi feita em parceria com pesquisadores da Suíça e da França, e abre caminho para novos estudos com fósseis, que são usados há décadas para entender o surgimento e a evolução da vida na Terra, e até mesmo para ajudar na busca por vida em outros planetas.

De acordo com o CNPEM, os microfósseis foram encontrados na Formação Gunflint, no Canadá, e têm cerca de 1,88 bilhão de anos. Os restos preservam microorganismos semelhantes às bactérias atuais, mas que viveram durante um período em que apenas organismos microscópicos habitavam o planeta. A Formação Gunflint é bem conhecida por paleontólogos por ser referência em preservação de fósseis.

Lâmina de rocha analisada. Os microfósseis se encontram nas áreas vermelhas/Foto: Divulgação

Para produzir as imagens, os pesquisadores usaram raios-X do tipo síncotron, etapa que foi realizada pelo Instituto Paul Scherrer, por meio do Swiss Light Source. A técnica envolve feixes de luz muito intensos produzidos por grandes aceleradores de partículas chamados síncotrons.

Usando essa técnica de tomografia em alta resolução, foi possível observar os microorganismos em três dimensões dentro de minúsculos pedaços de rocha, sem precisar quebrá-las. Assim, os cientistas conseguiram reconstruir as células e observar como os processos geológicos e o tempo afetaram sua forma e composição original.

A 1ª imagem é resultado da análise microscópica; as demais são visualizações em 3D de tomografia de raios-X em diferentes planos/Foto: CNPEM

A única fonte de luz síncotron na América Latina fica no Laboratório Nacional de Luz Síncotron, em Campinas. É onde trabalham os pesquisadores Lara Maldanis, doutora pelo Instituto de Física de São Carlos (USP), e Douglas Galante, pós-doutor em astronomia pela USP, líderes do estudo.

Ao longo da análise, descobriu-se também que, ao contrário do que se imaginava, fósseis antigos não tinham revestimento de hematita. Na verdade, eles eram compostos de material orgânico (invisível na microscopia óptica) e revestidos com cristais de maghemita de óxido de ferro.

“Isso mostrou que, no nível das células e em contato com a matéria orgânica, os óxidos de ferro seguem um padrão de transformação diferente do resto da formação, o que aprimora nossa compreensão de como essas estruturas foram preservadas e como foram alteradas depois de permanecerem enterradas por bilhões de anos”, disse o CNPEM em comunicado.

O instituto acrescentou ainda que o grande desafio em estudos como esse está nas características dos microfósseis, que têm apenas alguns micrômetros de diâmetro – dez vezes menos espessos que um fio de cabelo humano. Além disso, o material sofre alterações geológicas com o passar do tempo, causadas pela pressão e temperatura das rochas acima dele.

Por isso o resultado da pesquisa é importante. “Usando técnicas como esta, a ciência poderá revelar mais detalhes sobre os primeiros vestígios de vida na Terra ou mesmo em Marte, que nos ajudarão a responder algumas das questões mais intrigantes da ciência: como a vida surgiu na Terra? E estamos sozinhos no universo?” concluiu o Centro.

Com UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Deixa pra gastar com isso quem pode, as pessoas não tem nem água e alimentação, tão gastando dinheiro com isso, pqp, deixa pra os EUA, que pode gastar

    1. Inútil para muitos, porém importante como notícia por fugir do convencional. Como, por exemplo, a pandemia em curso: de tanto "morder o cachorro" e outros bichos, avalia-se que os chineses terminaram se tornando incubadoras ambulantes do novo coronavírus.

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Saúde

Busca por yoga e meditação explode na web na quarentena

Foto: Pixabay

Terapias alternativas têm sido o refúgio de cada vez mais pessoas no isolamento social. Donos de canais no Youtube, perfis no Instagram e aplicativos viram o número de acessos se multiplicar no último mês. No período, um canal de yoga teve alta de 800% nas visualizações. Já um dos mais populares aplicativos de meditação guiada teve um aumento de 400% de downloads.

“Eu acho que não estaria aguentando a barra se não tivesse alguma coisa para me distrair dentro de casa. Eu fico uma hora e meia por dia, para ter aquele momento que eu desligo meu cérebro do resto do mundo”.

Assim como pra museóloga Júlia Pereira, práticas como yoga têm sido ferramentas valiosas para muita gente manter o equilíbrio emocional num momento de tantas incertezas. Ela sofre de ansiedade e é casada com um profissional de saúde. É com o yoga em casa que ela tem conseguido passar por essa fase.

“Eu comecei a prática de yoga em janeiro, depois de ter parado no hospital achando que eu tava tendo um infarto. Eu tava tendo uma crise de ansiedade grave. Eu comecei a prática e mantenho agora. Tá sendo fundamental”, conta Júlia.

A busca por yoga e meditação na internet explodiu durante o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Perfis e plataformas que orientam as práticas em casa têm registrado altas expressivas nos acessos. É o caso do canal do Youtube Fernanda Yoga, administrado pela professora Fernanda Raiol, que teve aumento de 800% no número de visualizações diárias. Foram cerca de 1,4 milhão de acessos a mais em um mês.

“Eu senti um aumento muito grande nas indicações dos meus vídeos. De dor nas costas, série de yoga para iniciantes. Principalmente por parte de profissionais de saúde e novos praticantes que estão descobrindo a prática nessa quarentena e sentindo os benefícios”, relata Fernanda.

Também professor de yoga, Carlo Guaragna passou a dar aulas ao vivo diariamente pelo Instagram há pouco mais de um mês. Desde então, ele ganhou 20 mil novos seguidores na página Pratique Prána, que agora tem 135 mil. Ele também oferece conteúdos pagos, mas diz que sua preocupação nas aulas gratuitas é que o maior número possível de pessoas consiga praticar:

“Hoje em dia as aulas tem cerca de mil pessoas, todo dia praticamente. As aulas de yoga são para iniciante. Eu sempre foco na acessibilidade e na simplicidade do conteúdo. Para mim, o yoga é que nem feijão com arroz: o simples bem feito dá um resultado mundo grande. Ministrar as aulas gratuitas é uma forma de tornar isso mais acessível ainda.”

Os aplicativos de meditação guiada nunca foram tão baixados. Com mais de 260 mil usuários ativos, o Zen é um dos mais populares da categoria “saúde” e tem público em 150 países. O número de downloads do app cresceu 400% em um mês e chegou a 3,6 milhões. Um dos fundadores do aplicativo, Christian Wolthers, conta que o público está cada vez mais diversificado.

“Dentro do Zen, a gente tem pessoas que já têm uma prática meditativa regular até pessoas que estão querendo conhecer mais sobre meditação e estão buscando cursos focados no autoconhecimento. Então, a gente tenta abrir caminho para todos. Pela interação com nossos usuários, a gente sente que eles estão buscando ferramentas e caminhos para lidar melhor com tudo isso que está acontecendo”, explica Wolthers.

Há diversas maneiras saudáveis de driblar a ansiedade, o estresse e as preocupações excessivas e manter o equilíbrio do corpo e da mente apesar do cenário causado pela pandemia de Covid-19. Uma das terapias alternativas é a aromaterapia e o uso de florais, que não tem contraindicação. A terapeuta floral e aromaterapeuta Márcia Rissato explica que é possível acalmar as emoções por meio do olfato:

“Os florais de Bach originais transformam nossos estados negativos em positivos. Tem floral que traz conforto, abaixa o hormônio do estresse. Não adianta você lutar agora, tem que se acalmar para resolver. É isso que os florais oferecem.”

Assim como é possível e, agora, recomendável, fazer yoga e meditar sem sair de casa, também dá para adquirir florais e essências pela internet. A saúde da mente e do corpo agradecem.

CBN

 

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Saúde

Projeto do IFRN busca identificar possíveis epicentros de contaminação

“Quanto maior o número de amigos contaminados eu tiver, maior a probabilidade de eu contrair a Covid-19? Estando um amigo de meu amigo contaminado, qual é o grau de risco que corro de ser contaminado? ” Essas e outras perguntas motivaram a equipe do Laboratório de Inovação Tecnológica (LIT) localizado no Campus Caicó do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) a criar o Corona Finder.

Orientado pelo professor Daniel Macedo, o Corona Finder é um trabalho que busca identificar futuros epicentros da doença antes que eles surjam efetivamente. Para isso, são utilizados recursos de Inteligência Artificial (AI). “O projeto surgiu com objetivo de tentar mapear a interação social como forma de amenizar o contágio do Covid19. Dessa forma, a proposta inicial era que as pessoas entrassem em nosso sistema através da autenticação de suas redes sociais (Facebook e/ou Instagram) para que fosse analisado o grau de proximidade com algum contaminado”, disse o professor Daniel.

Segundo o professor, a primeira etapa da iniciativa teve complicações logísticas. Para desenvolver a pesquisa, o sistema de Inteligência Artificial precisava consultar as localidades das fotos e locais visitados pela pessoa que tivesse logada ao Corona Finder, avaliando os últimos centros urbanos (e suas respectivas quantidades de contaminados) visitados. Tudo isso para poder ponderar o grau de exposição e contágio para o usuário. Porém, “o uso do Api Graph, (ferramenta do Facebook, onde o projeto começou a ser posto em prática) estava muito burocrático. Eles pedem um tempo para avaliar o projeto e liberar ou não o uso dessas informações através da API. Com esse tempo de isolamento (até mesmo nos EUA), presumimos que as coisas iam demorar”, declarou Daniel.

Hábitos pessoais de higiene

Partindo para o plano B, a equipe do LIT desenvolveu a ideia de avaliar os hábitos pessoais de higiene das pessoas e tentar analisar a influência desses hábitos na contaminação, considerando sua geolocalização, seguindo algumas etapas:

1 – Coleta de dados dos usuários sobre seus hábitos e localização (etapa atual);

2 – Cruzamento de dados entre a distância dos usuários para os três centros urbanos mais próximos e a densidade de contaminados em tal área;

3 – Análise, com uso de uma rede neural, dos hábitos (ou mesmo o fator localização) mais cruciais para a contaminação, através de treinamento de um sistema de Inteligência Artificial com dados de todo o Brasil.

“Com a inteligência artificial treinada, a gente vai verificar qual localidade está tendo o mesmo comportamento crítico definido pela IA, respeitando um ponto de partida dos epicentros atuais. Por exemplo, a cidade de São Paulo tem muitos contaminados. Quais cidades vizinhas a São Paulo estão sendo acusadas pelo sistema de Inteligência Artificial como tendo hábitos críticos?”, explicou Daniel sobre o Corona Finder e o que vem sendo desenvolvido.

LIT

Laboratório de Inovação Tecnológica do Campus Caicó do IFRN conta com a participação de aproximadamente 40 estudantes, em especial dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio em Informática e de Eletrotécnica. Destaca-se que o corpo docente do LIT é formado por engenheiros e, por isso, o laboratório conta com a parceria de professores da Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMCM-UFRN), da área de saúde. O intuito é possibilitar a eficácia e a usabilidade dos sistemas desenvolvidos.

“A proposta do laboratório é trazer inovação tecnológica para a área da saúde e agronegócio, dois braços fortes de suas pesquisas atuais. “Envolvemos conceitos como Deep Learning, Big Data e Data Mining para tratar de projetos na área de saúde, como o Living with wings, plataforma de jogos digitais em software e hardware adaptados para pessoas sem os membros superiores, que concorreu na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2020, e o OpenDemia, sistema para previsão, detecção e rastreio de Pandemias e Endemias, relatou o professor Macedo.

“É importante ressaltar que na ideia inicial o Corona Finder é baseado no colaborativismo: quem estava contaminado deveria, por vontade própria, informar isso ao sistema, visto que essa informação específica não é pública. Obviamente, o sistema estava preservando a identidade da pessoa”, finalizou Daniel, que, no LIT, destaca como colaboradores e participantes das atividades de pesquisa os professores Raphael Costa, Rafael Câmara e Francisco Júnior, com quem divide a coordenação do Laboratório, além dos estudantes Breno Almeida, Bruno Souza, Idaslon Garcia, Ivo de Paiva e José dos Santos.

Acesse

Página do Projeto Corona Finder

Laboratório de Inovação Tecnológica do Campus Caicó do IFRN (Instagram)

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Saúde

Ciência tenta buscar pessoas que funcionam como superdisseminadores de coronavírus

Foto: Getty Images/BBC

A chamada superdisseminação — que é quando pacientes transmitem infecções para um grande número de pessoas — ocorre em quase todos os surtos.

Na maioria das vezes não é culpa deles, mas eles acabam tendo um impacto significativo na disseminação das doenças.

Não poderia ser diferente com o atual surto de um novo coronavírus (batizado de covid-19), que começou em dezembro na cidade chinesa de Wuhan e matou até agora mais de mil pessoas e infectou outras 40 mil.

Um dos superdisseminadores foi identificado como sendo o britânico Steve Walsh, que esteve em Cingapura a trabalho e depois foi associado à infecção de quatro pessoas no Reino Unido, cinco na França e uma na Espanha.

O que é um superdisseminador?

O termo é um tanto quanto vago, e não tem uma definição científica consolidada.

Mas trata-se do caso de um paciente que infecta significativamente mais pessoas do que o normal.

Em média, cada pessoa infectada com o novo coronavírus o transmite para duas e até três pessoas.

Mas isso é apenas uma média: algumas pessoas não passarão o vírus para ninguém, e outras, para mais de uma dezena, por exemplo.

Quão grande pode ser um episódio de superdisseminação?

(mais…)

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Comportamento

O que é libido? Especialistas detalham uma das perguntas mais procuradas de 2019 no Google

Foto: iStock

O Google divulgou nessa quarta (11) as palavras mais buscadas de 2019 no site. Entre as perguntas, se destaca “o que é libido?”. A palavra quer dizer desejo sexual ou vontade de fazer sexo.

Há muitos motivos para essa palavra estar em alta nas buscas. A falta de vontade de transar é mais comum do que se imagina, mesmo para quem está no auge da sexualidade.

O setor especializado em sexologia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) revela que a diminuição da libido está em primeiro lugar entre as queixas femininas, seguida pela falta de orgasmo e dor na hora do sexo. São vários os motivos que fazem com que a libido desapareça. O relacionamento está interessante? Há algo atrapalhando o sexo, como traições ou hábitos que tornem a transa mecânica? Como anda a autoestima sexual? A mulher tem hábitos de erotização?

Depois de analisar essas perguntas, é importante verificar se existe algum sinal de depressão. O uso de antidepressivos ou anticoncepcionais e a ocorrência de menopausa mudam um pouco a intensidade do desejo.

Os especialistas garantem que o desejo feminino é, na maioria das vezes, ativado por um estímulo sexual. Ele costuma ser mais ativo no início da relação, quando há paixão e sedução. No relacionamento estável, a pessoa para de pensar em sexo, porque tem a falsa impressão de que a relação é segura. Outros impeditivos: trabalho, filhos, vida doméstica e pessoal.

E se eu nunca tive tesão na vida?

Essa é a falta de libido primária. Nesses casos, os motivos podem ser uma educação muito rígida e repressora, excesso de timidez, medo de se mostrar para o outro e até um trauma, como um abuso sexual. Já a causa secundária é quando estava tudo bem e o desejo foi se perdendo progressivamente. O termômetro para saber se algo está errado é ver se causa sofrimento para a mulher ou no casal.

Aí, é importante procurar um ginecologista e eliminar qualquer suspeita de origem fisiológica, como desequilíbrio hormonal ou doenças crônicas. Analisar os medicamentos e o anticoncepcional usados também faz parte.

A partir daí, a chave é procurar um médico especializado em sexualidade, um psicólogo ou um terapeuta sexual. É ele que vai orientar sobre os hábitos de erotização do casal, como driblar o cansaço e criar momentos de intimidade — um jantarzinho, um vinho ou até uma série erótica.

Serviço: O projeto Afrodite, da Unifesp, presta atendimento gratuito. Na rua Embaú, 66, Vila Clementino, SP. De segunda a sexta, das 7h às 15h30.

Universa – UOL

Opinião dos leitores

    1. Sonha Marcelino, sonha! Vcs vão é tomar outra lapada em 2022! Kkkkkkk

    2. Será que encanadora de vento tem libido, ou sapo 09 dedos tem também?, O certo é que felizmente estamos livres destas duas pragas.

    3. Isso é uma doença, ver lulopetismo ou aliançobolsonarismo em tudo!

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Diversos

Em busca de novos investimentos para o RN, Fátima chega à China nesta terça

Foto: Reprodução/Twitter

Após cinco dias de missão do Consórcio Nordeste pela Europa, a Governadora Fátima Bezerra chega, nesta terça-feira (26), à China para participar do Seminário de Comunicação e Cooperação Financeira Internacional, “Um Cinturão, Uma Rota”. Promovido pelo Bank of China, o evento é realizado na capital Pequim e é direcionado para os países de língua portuguesa.

Convidada e custeada pelo Bank of China, Fátima Bezerra fará o discurso de boas-vindas na abertura do evento. Ela foi a única governadora do Brasil chamada a participar do seminário, que tem por finalidade promover a cooperação comercial e o intercâmbio cultural entre os povos, bem como, explorar os potenciais e as oportunidades de negócios para cooperação no futuro. “Depois de dias intensos na Europa, onde apresentei as potencialidades do RN para grupos de empresários da França, Itália e Alemanha, participando de reuniões com ministros europeus, é hora de me sentar com os chineses para dialogar e pleitear novos investimentos e, assim, impulsionar ainda mais o desenvolvimento econômico do nosso Estado”, declarou Fátima Bezerra.

O Rio Grande do Norte vem estreitando laços com o país asiático e, em outubro deste ano, fechou acordo para abertura do mercado chinês à produção de melão potiguar. Os primeiros contêineres com frutas produzidas no RN devem ser enviados à China a partir de fevereiro, consolidando a exportação plena a partir da safra 2020-2021, reforçando ainda mais a posição de liderança do Estado no segmento, gerando mais empregos e renda à população. A expectativa do setor é de que o potencial do mercado resulte na geração de 10 mil novos empregos diretos no estado nos próximos três anos.

Em julho deste ano, uma missão formada por diplomatas e empresários chineses visitou as plantações de melão no Oeste Potiguar. A visita foi articulada pelo Governo do Estado, por meio da secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), junto à embaixada chinesa no Recife-PE para aproximar as relações e buscar novos negócios.

Acompanham a governadora nesta viagem o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Jaime Calado e o Assessor Técnico da Sedec, Pedro Henrique Lima, com despesas também custeadas pelo Banco.

Opinião dos leitores

  1. Os que torcem pra dá certo fica calado, os q acham q quanto pior melhor não arredar o pé. Se Deus permitir vai dá tudo certo, é o q precisamos

  2. Eu quero é que ela pague meu décimo terceiro salário de 2018 E o meu salário de dezembro 2018 que está atrasado!

  3. A galera aqui gosta de torcer contra, parece até que se der tudo errado no RN, só vão se lascar quem votou nela. Pessoal vamos descer do palanque que a política acabou, gostando ou não ela é nossa governadora, assim como Bolsonaro é nosso presidente.

  4. Enquanto ela viaja o número de decisões erradas diminui. A cadeira que ela senta toma decisões melhores. Fique por aí, Fátima. Não precisa voltar.

  5. enquanto ela brinca de socialista na Europa, o povo do RN sem sorte sofre nos hospitais. Essa viagem não tem nada e concreto para o nosso estado. O melão já estava acertado por meio do governo Federal. Viagem de puro faz de conta e a imprensa paga faz o favor de dar crédito.

    1. Se o Bozo quisesse "acertar" nossa produção de melão e outras frutas, não teria paralisado o andamento da obra da transposição do Rio São Francisco que faria as águas chegarem ao RN para irrigar as culturas. Mas Minion é assim… Acredita no que quer!

  6. Fátima Bezerra está fazendo um pós doutorado em "enrolation". Quem acredita mais nessa criatura? Turismo pago com dinheiro dos nossos impostos. O que esse consórcio nordeste trouxe de concreto para a nossa região? Que acordos reais foram assinados? É muita cara de pau. Tomara que ela ao invés de lambuzar a cara de óleo de peroba, se engane, e ingira o vidro todo.

  7. E os salários atrasados ninguém sabe, ninguém viu… e os sindicatos, tdos calados e os Órgãos de Controle….. silêncio geral e os servidores amargando contas atrasadas e dividas em crescimento.

  8. foi vender queijo pra os franceses, maiores produtores de queijo de qualidade do mundo. agora deve ter ido vender artesanato pros chineses. Foi um sucesso!!!!!!!!! e bote exclamação nisso.

    1. Pois é!!
      Pura enganação.
      Parece até que é fácil entrar com um produto perecível na Europa.
      As Leis na União europeia são extremamente rigorosas, por tanto a governadora Ta aplicando um migué no povo, pra ir turistar.
      Na China, só pode ir atrás das placas de energia solar do governo Robinson. Kkkkk
      Vamos aguardar pra vê o quais, quais, quais. Hehehehe.

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Economia

Mais de três milhões buscam emprego há mais de 2 anos, diz IBGE

Foto: (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do país.

Ainda segundo o IBGE, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no país no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

A Pnad-Contínua divulgada hoje trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. O estado de São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano. A taxa recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

Segundo a pesquisadora da IBGE, Adriana Beringuy, a queda ocorreu devido à redução do número de desempregados e não em função do aumento da ocupação.

Já Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no país. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Desalentados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Empregos formais

Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

    1. A esquerdalha era quem dizia isso, mas a economia já começou a reagir. Bom sinal!

  1. O grande problema é que o brasileiro só sai em busca de um novo emprego quando ele deixa de receber o SEGURO DESEMPREGO.

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Judiciário

PF pediu busca na casa de Dilma em operação que mirou ex-presidente do STJ

Foto: Presidência da República

Além de ter a prisão solicitada pela PF na investigação sobre propina da JBS para o MDB, Dilma Rousseff teve um pedido de busca e apreensão contra ela na Operação Appius, informa Fabio Leite na Crusoé.

A operação apura se Cesar Asfor Rocha, o presidente do STJ, recebeu propina para paralisar a Operação Castelo de Areia, em 2010.

O MPF, porém, se manifestou contra o pedido da PF por achar ainda frágeis os indícios contra a petista, e a 6ª Vara Criminal de São Paulo negou o pleito.

O Antagonista, com Crusoé

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Diversos

Defesa Civil de Natal monitora litoral da capital em busca de resíduos de óleo

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) acionou a Defesa Civil de Natal para contribuir nas ações de monitoramento e limpeza do óleo que vem atingido áreas do litoral do Nordeste. As primeiras vistorias no litoral da capital potiguar aconteceram na manhã desta terça-feira (22/10) e foi realizada em parceria com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A ação contou com um efetivo de mais de 15 agentes da Defesa Civil, que inicialmente participaram de um encontro com os técnicos do Ibama, que orientaram sobre os procedimentos que devem ser realizados em situação onde é constatada a presença do óleo bruto. Logo em seguida, as viaturas se deslocaram para a área a ser monitorada no litoral de Natal.

Os agentes da Defesa Civil foram divididos em equipes e percorreram a faixa de areia das praias de Ponta Negra, Areia Preta, Praia do Meio, Praia do Forte e Redinha. Durante o trabalho de vistoria, os agentes não encontraram indícios de óleo bruto, chegando a concluir que, pelo menos até o momento, esses pontos não estão sendo afetados pelo problema ambiental.

A secretária da Semdes, Sheila Freitas, informou que todo o efetivo da Defesa Civil de Natal está sob alerta e deve continuar o monitoramento do litoral da capital pronto para agir em caso de presença de óleo na areia ou mar. “A Defesa Civil de Natal está integrada às demais forças que atuam nessa situação e está preparada para contribuir e ajudar na solução do problema”, comentou a secretária.

Já a diretora de Ações Preventivas da Defesa Civil, Luciana Medeiros, também lembrou que os agentes vão reforçar o conhecimento sobre o assunto num treinamento que vai ocorrer na quinta-feira (24/10), de como proceder na limpeza das praias, caso surjam mais resíduos do óleo.

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