Educação

Professores no RN que continuarem trabalhando remotamente até fechamento do ciclo de vacinação não serão punidos, destaca Sinte-RN, após audiência com secretário de educação

Foto: Reprodução/Sinte-RN

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) destaca que não será aplicada qualquer punição aos trabalhadores em educação que optarem por continuar trabalhando remotamente até o fechamento do ciclo da imunização contra a Covid-19, desde que essa opção seja comunicada oficialmente e as atividades virtuais registradas. É o que afirmou o secretário estadual de educação, professor Getúlio Marques, em audiência virtual com o SINTE/RN nessa segunda-feira, 26 de julho.

O Gestor disse que o SIGEDUC deve ser o canal utilizado. Assim, as tarefas e o planejamento devem ser inseridos no Sistema. Os profissionais com comorbidades e/ou até mesmo àqueles que tomaram as duas doses da vacina e não se sentem seguros para retornar também devem apresentar justificativa.

Quanto ao retorno híbrido, iniciado nessa segunda (26), o secretário disse que os primeiros 15 dias são destinados aos ajustes e a ouvir todos de acordo com suas especificidades.

Na ocasião, o Getúlio Marques explicou sua fala na entrevista concedida a uma rádio de Natal no último dia 15 de julho. Garantiu que sua declaração foi mal interpretada e que jamais cogitou cortar o ponto, efetuar desconto salarial ou aplicar uma outra medida contra os professores que se recusarem a acatar o chamado da Secretaria Estadual de Educação (SEEC).

Indagado pelos dirigentes do Sindicato sobre os rumores de pressões exercidas sobre os professores, disse que qualquer denúncia dessa natureza deve ser encaminhada para a SEEC.

Ao final da audiência, o Gestor afirmou respeitar a posição do SINTE/RN e da categoria, mas reiterou que as aulas híbridas continuarão acontecendo, uma vez que os índices de contaminação e óbitos pelo novo coronavírus no RN diminuíram.

Diante das explicações do Secretário, o Sindicato reafirma que continuará orientando a categoria no sentindo de cumprir a decisão tomada na última Assembleia. Assim, a entidade seguirá defendendo a manutenção do trabalho remoto até que a imunização seja concluída.

Com Sinte-RN

 

Opinião dos leitores

  1. O ridículo é que no município, os professores estão prontos para começarem as aulas e essas não irão começar porque o prefeito alvirus deixou faltar a merenda. E a mídia comercial silencia.

  2. Lendo, tais comentários a respeito da classe de professores, concordo veementemente, que a pior pobreza do ser humano, é a ignorância, a falta dos aspectos reais que conduzem a vida. E estes comentaristas, nada mais são, do que uns meros vagueadores, sem educação, sem rumo, sem emprego e sem perspectivas de vida. Tenho piedade destes que tem em seu introspecto tal conduta.

  3. Este Secretário da Educação é uma VERGONHA, não tem poder decidir nada. Os professores preferem continuar na vagabundagem, recebendo sem trabalhar. Os alunos cada vez mais analfabetos. Isto é a gestão NA EDUCAÇÃO PETISTA.

    1. Do jeito que vc fala, quem merece elogios de Vossa Excelência, especialista em Educação, é o Prefeito e a Secretaria de Educação de Natal, não é mesmo?

  4. VERGONHA, é lamentável como a educação não é prioridade para esse Governo de Esquerda. O ensino remoto é uma enganação, o aprendizado é lamentável, os alunos precisam do professor presencialmente para conseguirem um aprendizado com um mínimo de qualidade.
    Até quando esse Governo de Esquerda vai tratar a educação com todo esse descaso?

  5. Depois de terem sido chamados de vagabundos… fosse eu ainda botava um atestado depois que mandassem voltar.

  6. Que lindo! No RN do PT, além da incompetência, reinam a malandragem, a preguiça, a vagabundagem. Nesse caso, não será “preciso” fazer greve, né?

    1. Analisando seus comentários observa-se que reina também a ignorância, a hipocrisia e a falta de visão. E nem professor você é!

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Trânsito

Ciclo de vistoria do transporte escolar de Parnamirim será iniciado nesta sexta-feira

FOTO: ASCOM

A Secretaria de Segurança, Defesa Social e Mobilidade Urbana de Parnamirim convoca todo o pessoal que atua no transporte público escolar que atende à Prefeitura de Parnamirim para comparecer ao Detran RN, na Central do Cidadão em Parnamirim, na sexta-feira (14) para o ciclo de vistorias do setor.

O objetivo da vistoria é a emissão da autorização de circulação dos veículos destinados ao serviço de transporte de escolares em todo o Rio Grande do Norte.

Serão verificados os equipamentos obrigatórios de segurança e demais itens dos veículos. Para a inspeção, é necessário levar original e cópia do CRV ou CRLV.

O Detran-RN/Central do Cidadão de Parnamirim fica na Av. Ten. Medeiros, s/n – Centro.

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Educação

Maple Bear Natal celebra a mudança de ciclo das crianças do Ensino Infantil para o Fundamental

Evento teve o tema “lançamento”, que reforçou aprendizados e abriu as janelas da próxima etapa. Fotos: Divulgação

Celebrar a trajetória na Educação Infantil e compreender que, ao final dela, é dado início a uma nova e importante etapa é marco para as crianças. O fechamento de ciclo contribui para a assimilação das primeiras descobertas da vida escolar e prepara para os novos aprendizados. Seguindo este conceito, a Maple Bear Natal celebrou, nas últimas terça (26), quarta (27) e quinta (28), o fim do ciclo dos anos escolares iniciais em eventos que reuniram pais, crianças e educadores das turmas do Intermediate Kindergarten (IK) para recordar e festejar essa trajetória.

As crianças e familiares relembraram momentos vividos por meio de uma noite marcada pela imagem de um foguete no espaço, representando o lançamento delas para a nova etapa escolar. O evento contou com vídeos com as crianças, com a maior parte em Inglês – já que a educação bilingue é presente desde os primeiros anos; com a entrega para os pais do “Special Book” preparado por cada aluno e com depoimentos dos professores que acompanharam as crianças durante toda a trajetória na Educação Infantil. “Através do lúdico, das atividades com a mão na massa, fortalecemos os laços que servirão como base para a construção do conhecimento”, ressalta a diretora da Educação Infantil, Julyana Freitas.

Os pais se emocionaram com o que os filhos prepararam para a noite especial. A mãe da aluna Luíza do IK3, Daniele Brasil, ressaltou que a filha estava presencialmente na escola pela primeira vez desde setembro, pois vem acompanhando as aulas remotamente – as turmas estão com ensino híbrido – mas mesmo assim estava totalmente integrada aos colegas e a tudo o que foi planejado para aquela noite. “Ela estava sem vir à escola mas acompanhando a turma pelo ensino remoto, e estava funcionando muito bem. A família aprende junta. A escola deu todo o suporte para que ela vivenciasse bem essa etapa”, comentou.

Já a mãe do aluno Bernardo, Candice Militão, disse que o compromisso da escola com os alunos e o esforço conjunto das famílias compensaram as dificuldades do ano de pandemia. “Confio demais na escola. A compreensão dele de que hoje está encerrando um ciclo e passando para uma nova etapa o deixou muito empolgado. A Maple Bear conseguiu passar bem para as crianças a importância desse momento, e apesar das adversidades do ano, eles concluem com muito aprendizado”, disse.

Os alunos da Maple Bear Natal ainda estão em aulas, dando prosseguimento ao ano letivo de 2020, que será concluído no dia 12 de fevereiro, com o início do ano letivo de 2021 no dia 1o de março. A escola optou por estender o período de aulas de 2020 para que não ficassem lacunas educacionais referentes às mudanças enfrentadas pelos estudantes no ano de pandemia.

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Saúde

Remédio contra Ebola é eficaz para quebrar ciclo de replicação da Covid-19

Foto: LUKE CUNNINGHAM / US NAVY / AFP

Desenvolvido originalmente para combater o ebola, o medicamento antiviral remdesivir apresentou bons resultados em testes contra o Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19. Dois estudos independentes relataram que a substância é eficaz para quebrar o ciclo de replicação do micro-organismo. Um deles, baseado em testes com um pequeno número de pessoas, mostrou índice alto de recuperação de pacientes que estavam internados em estado grave.

No fim de fevereiro, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, haviam descoberto que o remdesivir era eficaz contra o vírus da síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), um coronavírus relacionado ao Sars-Cov-2. A substância é um dos vários medicamentos que estão tendo os ensaios clínicos acelerados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em pacientes com Covid-19 hospitalizados em diversos países.

Um dos hospitais que testam o medicamento é o Cedars-Sinai, nos Estados Unidos. Em um artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine, pesquisadores dessa e de outras instituições nos EUA, na Europa, no Canadá e no Japão relatam que, em um pequeno grupo de pacientes internados em estado grave e tratados com a substância, 68% tiveram melhora clínica e 47% receberam alta hospitalar.

Jonathan Grein, diretor de Epidemiologia Hospitalar do Cedars-Sinai e um dos autores do estudo, explica que a terapia experimental foi fornecida aos pacientes por uso compassivo. Esse programa permite, nos Estados Unidos, acesso a tratamentos ainda não aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) quando um paciente tem uma condição com risco de morte e nenhuma outra opção está disponível.

A análise incluiu dados de 53 pacientes, que receberam pelo menos uma dose de remdesivir até 7 de março. Os resultados mostraram que 68% das pessoas tratadas com a substância apresentaram melhora no nível de suporte de oxigênio ao longo dos 18 dias de acompanhamento. Além disso, das 34 que foram intubadas e necessitaram de ventiladores mecânicos, 57% tiveram os tubos respiratórios retirados. Quase metade (47%) recebeu alta hospitalar.

“Atualmente não há tratamento comprovado para a Covid-19. Não podemos tirar conclusões definitivas desses dados, mas as observações sobre esse grupo de pacientes são esperançosas”, afirma Grein. “Estamos ansiosos pelos resultados de ensaios clínicos controlados para validar potencialmente essas descobertas.”

O pesquisador ressalta que programas de uso compassivo são menos rigorosos do que um estudo controlado randomizado — no qual se compara pacientes que estão recebendo o tratamento experimental àqueles que foram submetidos à terapia padrão. Porém, durante a pandemia de Covid-19, os dados de uso compassivo podem ajudar os cientistas a entender os riscos potenciais, além de dar uma ideia sobre a viabilidade de um tratamento experimental, destaca Grein. “É fundamental que a comunidade médica encontre um tratamento seguro e eficaz para a Covid-19 e que seja suportado por dados sólidos”, afirma o pesquisador.

“Ação direta”

Em outro estudo, publicado ontem na revista Journal of Biological Chemistry, pesquisadores da Universidade da Alberta relatam que o remdesivir é “altamente eficaz para interromper o mecanismo de replicação do coronavírus que causa a Covid-19”. Matthias Götte, chefe de microbiologia médica e imunologia da instituição, conta que dados de pesquisas anteriores deram esperança à equipe de que o mecanismo de ação da substância teria um bom efeito contra o novo coronavírus.

“Estávamos otimistas de que veríamos os mesmos resultados do vírus da Mers contra o Sars-Cov-2”, diz Matthias Götte. “Obtivemos resultados quase idênticos aos relatados anteriormente com a Mers. Portanto, vemos que o remdesivir é um inibidor muito potente das polimerases de coronavírus”, diz. Polimerases são enzimas usadas pelos vírus para se replicarem dentro das células dos hospedeiros. “Se você atingi-las, o vírus não pode se espalhar, por isso é um alvo muito lógico para o tratamento da Covid-19.”

No laboratório, os cientistas demonstram como o remdesivir confunde o vírus, imitando seus blocos de construção. “Conseguimos enganá-lo incorporando um inibidor de polimerase no coronavírus, de forma que ele não consegue se replicar”, explica o cientista.

Götte afirma que as descobertas do estudo, com resultados de pesquisas publicadas anteriormente em modelos celular e animal, significam que o remdesivir pode ser classificado como um “antiviral de ação direta” contra o Sars-Cov-2. Esse termo foi usado pela primeira vez para descrever novas classes de antivirais que interferem em etapas específicas do ciclo de vida do vírus da hepatite C (HCV).

De acordo com Götte, a descoberta dessa ação direta reforça a promessa de ensaios clínicos para o remdesivir em pacientes com Covid-19. Porém, ele alerta que os resultados obtidos em laboratório não podem ser usados para prever como o medicamento funcionará com as pessoas. “Temos que ser pacientes e aguardar os resultados dos ensaios clínicos randomizados”, destaca.

Diário de Pernambuco

 

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