Reprodução: TV Globo
O governo vai mudar as regras do programa Minha Casa, Minha Vida para ampliar o número de possíveis beneficiários. As medidas buscam reaquecer um dos principais setores da economia – a construção civil – e gerar mais emprego na área. A meta do programa é construir 610 mil novas unidades este ano.
As mudanças no Minha Casa, Minha Vida serão anunciadas pelo presidente Michel Temer e pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo. As faixas de renda terão novos valores.
O teto vai aumentar e mais gente vai poder participar do programa.
Atualmente existem quatro faixas de renda. A faixa 1 é voltada para as famílias mais pobres, com renda bruta mensal de até R$ 1.800 – nesse grupo não vai ter alteração.
As mudanças serão nas outras faixas:
– na faixa 1,5, a renda que hoje é de R$ 2.350 vai subir para R$ 2.600.
– na faixa 2, o teto vai passar de R$ 3.600 para R$ 4 mil.
– e na maior faixa de renda, que é a 3, passa de no máximo R$ 6.500 para R$ 9 mil.
O governo também vai mexer nos juros, mas ainda assim serão menores do que os de mercado. Vai mexer também no valor máximo do imóvel para quem vai usar o FGTS na compra. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o teto passa de R$ 225 mil para R$ 240 mil. Nas outras cidades sobe de R$ 170 mil para R$ 180 mil.
As medidas ampliam o público-alvo do programa, mas quem compra um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida nem sempre encontra a casa dos sonhos. Uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo mostrou que quase metade dos imóveis tem problema.
A TV Globo teve acesso ao relatório do Ministério da Transparência. A avaliação encontrou falhas de execução em 48,9% das unidades da chamada faixa 1, construídos entre 2011 e 2014.
De acordo com o Ministério, isso significa que em pelo menos 336 do universo de 688 empreendimentos há problemas. Os principais problemas são trincas e fissuras (30,8%), infiltração (29%) e vazamentos (17,6%).
A Caixa Econômica Federal é responsável por acionar as construtoras quando há problemas nas casas e apartamentos do Minha Casa, Minha Vida. Em relação aos defeitos apresentados no relatório do Ministério da Transparência, a Caixa informou, por meio de nota, que já está tomando as medidas necessárias e que a empresa responsável pela construção pode ficar impedida de fazer novas operações de habitação com o banco.
Jornal Hoje, Globo
O objetivo é aquecer o mercado da construção que está parado . Medida mais que acertada. Acho ainda baixo o teto 180 mil não se compra um imóvel razoável nas capitais brasileiras.
Na maior faixa de renda, que é a 3, passa de no máximo R$ 6.500 para R$ 9 mil. O sujeito que ganha R$ 9000,00, acho que faz parte dos 10% mais ricos da população, no entanto está habilitado ao Minha Casa Minha Vida. Tem alguma coisa muito errada nisso aí.
Pessoas com renda média de R$ 9.000 não chegam a ser "ricas", mas tem condições econômicas suficiente para conseguir um financiamento amigável mesmo sem subsidio do governo! Isso talvez só ajude a reforçar a especulação imobiliária no Brasil. Sem falar que as grandes empreiteiras do país, muitas especializadas em construções de imoveis de alta qualidade, o tipo que esse perfil de pessoas vai procurar, estão atoladas com problemas judiciais; então quem vai construir? E dá pra confiar realmente em uma fiscalização desse governo?
O cara com renda na faixa de dez mil, não consegue nem comprar um simples apto de 90m2 pois a parcela já compromete mais de 30% dá sua renda.