Educação

RN tem maior taxa de escolarização entre jovens de 15 e 17 anos do Nordeste, com 93,3%, proporção superior, inclusive, a média nacional, informa IBGE

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte tem uma taxa de escolarização entre adolescentes de 15 a 17 anos de idade de 93,3% – a maior proporção do Nordeste e a quinta maior do Brasil. O dado está no módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo o IBGE, isso significa que 135 mil adolescentes potiguares dessa faixa de idade estão na escola. A proporção é superior, inclusive, à média do Brasil, que é de 89,2%.

Com acréscimo do G1

Opinião dos leitores

  1. Sou professor da rede pública e todos os anos nos debatemos no Conselho Escolar diante do índice de reprovação. Infelizmente acontece e a culpa não pode ser direcionada exclusivamente ao professor porque o referido conselho tem representantes de todos os segmentos (professores, alunos, coordenadores, gestores, servidores e pais) e tem poder de decisão na comunidade escolar. Quando isso acontece por culpa do professor, ele é convocado para rever sua prática e resolver o problema. No entanto, outras questões são observadas anos a fio: descaso dos governantes com educação, investimentos que não chegam à escola, secretários estaduais, municipais e até ministros que nada conhecem de educação e ocupam a pasta (isso aconteceu e continua acontecendo Brasil à fora); desvalorização do trabalho do professor e falta de participação da família no processo de aprendizagem.
    Em média, por turma, 20% tem acompanhamento devido por parte dos pais e não vale aquela máxima de que o meu filho está na escola e tem que aprender. É fundamental a participação das famílias no acompanhamento dos filhos e nas reuniões para cobrar melhorias no processo. Não adianta pai, mãe, avós outros parentes aparecerem apenas no final do ano letivo após inúmeras convocações. A escola não é um deposito de filhos. Essa visão precisa ser superada urgentemente, principalmente pelos gestores municipais que veem nas creches ou centros municipais de educação infantil esse deposito para possibilitar a vida laboral dos pais. Quantas crianças chegam aos cmeis ou creches com a mesma frauda colocada no dia anterior? Não sabiam, mas acontece. Depois, no Ensino Fundamental, a coisa se repete porque os pais não aparecem na escola e quando dão sinal de vida é pra dizer que não sabem o que fazer com a criatura! Diante da realidade que permeia uma sociedade extremamente conservadora, concentradora de renda, com grande abismo social, a peneira da reprovação vai se estendendo ao longo dos anos. Com tudo isso, a maioria dos que chegam ao Ensino Médio conseguem concuí-lo, mesmo interrompendo os estudos temporariamente por conta de uma vaga de emprego que surge e não pode ser desprezada. Os que chegam à faculdade serão bons profissionais, caso estudem e se esforcem bastante para concluirem seu ensino superior. Nao se pode negar a baixa qualidade de alguns profissionais, mas esses certamente e, predominantemente, não são frutos das instituições públicas de ensino superior nem tampouco frutos da massa humilde ou honesta. A educação aos trancos e barrancos funciona, mas precisamos de homens e mulheres melhores para construirmos um mundo melhor.

  2. a duvida é porque entao nosso estado é tao atrasado economicamente, quando a educacao deveria refletir diretamente nisso.. e porque se ha tanta escolarizacao, porque ainda usam a cota como mecanismo?

    1. Veja o curral eleitoral e o voto de cabresto no RN que você compreende rapidinho.

  3. Escolarização significa estar matriculado , estar matriculado em uma escola , portanto, significa mais recursos do Governo Federal, não significa estudar, apenas , aluno matriculado . . Em absoluto , não significa aprendizado, frequência , ser realmente estudante . Nem existe reprovação , desde que criaram os métodos da esquerda Pátria Educadora – o sujeito pode chegar na universidade sem precisar conhecer nem a Historia do Brasil, quiçá, geografia , História geral, Fazer contas básicas de matemática , dissertação, nem pensar . Portanto, sempre estatísticas mascaradas para enganar a massa de manobra . Se não for por maquiagem , muita gente políticos até donos de universidades , ganhando dinheiro do FIES /MEC ou cotas para enganar que o” coitado, a vítima da sociedade” agora tem vez – Jamais chegará com a educação decadente desde a assunção do PT ao poder, por méritos próprios como antigamente . E o maior Aue as mídias hipocritas dando manchete que o filho de uma faxineira conseguiu chegar na universidade . E os médicos , engenheiros, físicos, administradores , todos formados em vários. Segmentos, filhos de gente humilde, que entraram nas universidades federais , vindos de Escolas Públicas de ensino de qualidade como antigamente , e aí estou incluída , Isso era normal , quando a realidade era outra. Isso ninguém lembra, não divulga, coitada dessas gerações , não sabe nem que era assim que as coisas funcionavam . A verdade , se depender dessa turma, jamais saberão .
    Qualquer um passe próximo a uma escola estadual em pleno horário de funcionamento – e tire suas conclusoes- o que se ver e assustador – jovens nas calçadas próximas , namorando, conversando , pq o mais importante para
    Esses governantes e “educadores militantes” são apenas a inscrição como aluno- não interessa o “estudante”. Os pais , pobres coitados , tentando sobreviver , imaginando que os filhos estão realmente em sala de aula participando de atividades escolares . Esse país cada vez mais descendo ladeira abaixo , pq a esquerda brasileira e a corrupção. Destruindo toda a possibilidade de progresso e desenvolvimento do país . Mas quando se tem os representantes da Suprema Corte, advogados de corruptos e até do PCC serem indicados por aqueles e partidos políticos que deveriam Ser investigados pelos atos de corrupção e crimes , que jamais passaram nem tem capacidade para serem aprovados em concurso da magistratura , de reputação ilibada , pré requisito para o cargo , que aqueles que chegaram la, só conseguiram por esse tipo de QIndica – na política – verdadeiros puxa sacos dos chefes que os nomearam para darem continuidade ao trabalho sujo de quem os nomeou – Triste destino desse país. Depois o mesmo povo reclama dos leitos lotados nos hospitais , das cidades sem
    Asfaltos , dos buracos nas ruas , depreciando até os veículos, muitos são os siustentos de vários país de famílias e jovens , não reclamem , porque todos são responsáveis quando elegem a velha turma conhecida por corrupção,.

  4. Por alfabetizado neste caso, entenda-se percentual q "cinsegue desenhar" o próprio nome. Triste realidade.

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Economia

Inflação acelera para 0,75% em março, maior taxa para o mês desde 2015; alimentos e combustíveis puxam alta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,75% em março, acima dos 0,43% de fevereiro, pressionada principalmente pela alta dos preços de alimentos e combustíveis, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da 4ª alta seguida e maior taxa para um mês de março desde março de 2015, quando o índice foi de 1,32%.

Com o resultado de março, o índice acumulado em 12 meses avançou para 4,58%, acima da meta central de inflação do governo para 2019, que é de 4,25%, e maior índice para o período de 12 meses desde fevereiro de 2017 (4,76%).

Alimentos e combustíveis puxam alta

A alta da inflação em março foi pressionada pelos preços dos alimentos e combustíveis.

“O resultado do IPCA de março sofreu forte influência dos grupos alimentação e bebidas (1,37%) e transportes (1,44%). Juntos, estes dois grupos, que representam cerca de 43% das despesas das famílias, responderam por 80% do índice do mês, com impactos de 0,34 e 0,26 pontos percentuais (p.p), respectivamente”, destacou o IBGE.

Individualmente, o maior impacto no índice, partiu da gasolina, que teve variação de 2,88%, respondendo por 0,12 p.p. do indicador mensal. Já o etanol subiu 7,02%, mas respondeu por apenas 0,06 p.p. do índice geral, destacou o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

Outro item que sofreu alta significativa em março foi a passagem aérea, cuja variação foi de 7,29%. O pesquisador ponderou, no entanto, que essa alta veio após uma queda de 16,65% observada em fevereiro.

Na alimentação, os principais vilões da inflação em março foram o tomate, cujos preços médios tiveram alta de 31,84% no mês na comparação com fevereiro, seguido da batata-inglesa, com alta de 21,11%, e dos feijões carioca e preto, que aumentaram, respectivamente, em 12,93% e 12,55%. Já as frutas subiram 4,26%.

As despesas relacionadas ao carnaval também exerceram influência sobre a inflação em março, ainda que com menor impacto. Gonçalves destacou dois itens cujas altas podem ser atribuídas ao feriado: hotéis (1,81%) e excursões (1,48%).

Veja a inflação de março por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:

Alimentação e Bebidas: 1,37% (0,34 ponto percentual)
Habitação: 0,25% (0,04 p.p.)
Artigos de Residência: 0,27% (0,01 p.p.)
Vestuário: 0,45% (0,02)
Transportes: 1,44% (0,26 p.p.)
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,42% (0,05 p.p.)
Despesas Pessoais: 0,16% (0,02 p.p.)
Educação: 0,32% (0,02 p.p.)
Comunicação: -0,22 (-0,01 p.p.)

Perspectivas para a inflação

Para 2019, os analistas das instituições financeiras ainda projetam uma inflação abaixo do centro da meta, com uma taxa de 3,90%, segundo a última pesquisa “Focus” do Banco Central.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), estacionada há quase um ano na mínima histórica de 6,5%.

INPC em março foi de 0,77%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,77% em março, acima dos 0,54% de janeiro. O acumulado do ano está em 1,68% e o dos últimos doze meses foi para 4,67%, contra 3,94% nos 12 meses imediatamente anteriores.

G1

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