Cultura

Mantido veto à lei que declara patrimônio cultural o Teatro Sandoval Wanderley

O Plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária dessa terça-feira (12), um veto integral ao Projeto de Lei nº117/2017, de autoria do vereador Fernando Lucena (PT), subscrito pela vereadora Natália Bonavides (PT) e pelo vereador Klaus Araújo (SD), que declara Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de Natal o Teatro Municipal Sandoval Wanderley. Foram 12 votos a favor, 6 contra e 4 abstenções.

Localizado no bairro do Alecrim, na Avenida Presidente Bandeira, o Sandoval Wanderley é um teatro de arena com capacidade para 150 espectadores. É referência de divulgação e cumpre um papel importante na cena cultural da cidade. Foi o segundo a ser construído na capital, em 1962, e leva o nome do ator assuense Sandoval Wanderley, que criou os grupos Conjunto Teatral Potiguar, em 1941, e o Teatro de Amadores de Natal, em 1951.

“Hoje é um dia de luto para a cultura popular do Rio Grande Norte. Infelizmente, a bancada governista enterrou sem choro e sem vela a história do Teatro Sandoval Wanderley. Porque ao declarar Patrimônio Cultural Imaterial a gente queria impedir que o ‘Teatrinho do Povo’ fosse destruído, haja vista que a intenção do prefeito Carlos Eduardo Alves é acabar mesmo”, criticou o vereador Fernando Lucena.

Segundo ele, com a paralisação dos teatros Sandoval Wanderley e Alberto Maranhão, os movimentos artísticos populares ficam sem espaço para apresentar os seus trabalhos. “Resta apenas o Teatro Riachuelo, mas esse é um teatro de shopping: caro, requintado e elitizado. Grupos teatrais de escolas públicas, emboladores de coco, cantores locais, entre outros, não tem acesso fácil. Outra coisa, embarcar na promessa de que vão construir um novo teatro na Ribeira em substituição ao Sandoval Wanderley é a mesma coisa que acreditar em papai noel”, acrescentou.

Por sua vez, a líder da base governista, vereadora Nina Souza (PEN), falou que o projeto que declarou o Sandoval Wanderley como Patrimônio Cultural e Imaterial foi votado sem um debate aprofundado. “Como entrou na ordem do dia 20 de junho em regime de urgência, a instrução do processo não foi observada da forma correta. Existe uma lei municipal que determina o encaminhamento à Funcarte de todas as matérias que versam sobre Patrimônio Imaterial para serem submetidos ao Conselho de Cultura. O veto aconteceu porque a tramitação do texto foi equivocada, fizemos apenas uma correção”, explicou a parlamentar.

Vereadores lançam Frente Parlamentar em Defesa da Gestão Pública

Na sequência, em botação única os parlamentares deram parecer favorável ao Projeto de Resolução nº00023/2017 apresentado pelo vereador Dinarte Torres (PMB) que dispõe sobre a criação e regulamentação da Frente Parlamentar em Defesa da Gestão Pública.

“Estamos trazendo profissionais, professores e estudantes de Gestão Pública para participar dos debates conosco no Legislativo natalense. Sabemos que a profissionalização para os servidores públicos apresenta-se de extrema importância na gestão pública atual. Diante disso, nosso objetivo é abrir um espaço de construção de conhecimentos sobre essa e outras questões”, concluiu Dinarte.

CMN

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

Nota de esclarecimento sobre o Teatro Sandoval Wanderley

A Secretaria Municipal de Cultura de Natal (Secult) e Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) vem a público informar sobre os processos em tramitação relativos ao Teatro Sandoval Wanderley.

Nas últimas semanas a gestão da Secult/Funcarte vem trabalhando juntamente com outras secretarias municipais, sob a coordenação do gabinete do prefeito, para desenvolver um estudo de viabilidade para a formação de uma parceria público-privada que consiste em uma reestruturação do bairro do Alecrim e o seu comércio. Dentre as ações previstas estão a construção de novos centros comerciais pela iniciativa privada, inclusive na área onde está hoje o Teatro Sandoval Wanderley.

Entre as contrapartidas, está a construção e manutenção de um teatro de características semelhantes ao do Sandoval Wanderley em um terreno indicado pela Prefeitura do Natal, que optou pela escolha do bairro da Ribeira, por sua vocação cultural.

Cabe informar à população que o poder legislativo municipal será chamado a acompanhar o processo e deverá realizar audiências públicas sobre o tema com todos os setores da sociedade civil, classe artística e interessados no assunto.

O processo vem sendo acompanhado também pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal e Procuradoria Geral do Município e tem levado em consideração todos os aspectos relevantes para sua viabilização jurídica, obedecendo aos tramites da legislação vigente.
Entre as etapas a serem cumpridas estão consultas públicas, processos licitatórios, além de aspectos como manutenção do futuro teatro e estudos jurídicos que fazem parte de parecer elaborado pela Procuradoria Geral do Município.

A Secretaria de Cultura espera que estes esclarecimentos lancem luzes sobre as diversas e inúmeras distorções encontradas nas redes sociais – muitas por desconhecimento e outras com interesses políticos – sobre o Teatro Sandoval Wanderley e todo o processo de reestruturação do bairro do Alecrim e o seu comércio.

Reunião aberta com equipe de Teatro da Secult

Secretaria de Cultura de Natal (Secult/Funcarte) vai realizar na próxima quinta-feira uma reunião aberta para que todos os setores da classe artística e demais interessados da sociedade possam tomar conhecimento e colaborar com os departamentos envolvidos no processo de parceria público-privada que trata do Teatro Sandoval Wanderley. A reunião acontece na sede da Secult-Funcarte, a partir das 10h30.

Opinião dos leitores

  1. Esse novo teatro deveria ser construído na zona sul da cidade. Na Ribeira já existem o Alberto Maranhão e a Casa da Ribeira. Afora que existe támbém na região central da cidade, o Teatro de Cultura Popular, na Rua Jundiaí. Na zona sul não existe nenhum teatro. O mais próximo é o Riachuelo. Poderia ser nos bairros de Neópolis, Pirangi, San Vale ou Nova Parnamirim, bairros carentes de espaços públicos de cultura.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *