Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo/Arquivo
A Defensoria Pública do Amazonas está recomendando aos comerciantes do Estado que substituam o termo ‘Black Friday’ por ‘Semana Promocional’ para se referir ao dia – ou semana – em que o varejo faz promoções no mês de novembro. O órgão informou que a orientação busca promover o ‘respeito às comunidades afrodescendentes’.
Um ofício assinado pelos defensores Christiano Pinheiro e Leonardo Aguiar foi encaminhado nesta quarta-feira, 4, à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) e à Associação Comercial do Amazonas (ACA). As entidades têm cinco dias para apresentar uma resposta.
No documento, os defensores argumentam que o termo ‘Black Friday’, que em português significa ‘sexta-feira preta’, carrega conotação racista implícita em razão de uma suposta correlação entre produtos com descontos e a cor da pele.
“Como se a cor significasse algo com valor diminuído”, explica a Defensoria. “A palavra preto (black), independentemente da língua ou vernáculo na qual é articulada, é utilizada de forma pejorativa, empregada no menosprezo a uma raça inferiorizada pela intolerância e subjugo histórico”, diz um trecho da recomendação.
Os defensores também argumentam que grandes empresas brasileiras baniram o termo em respeito a organizações de direitos civis e entidades representativas do movimento negro. O movimento ganhou força após o Grupo Boticário anunciar que não usará a expressão em 2020 como iniciativa para combater o racismo e promover a igualdade racial.
A recomendação da Defensoria do Amazonas aponta ainda que, historicamente, a expressão ‘sexta-feira negra’ costumava ser usada para se referir a eventos ruins como calamidades e crises.
“Os termos negro, escuro, preto são utilizados de forma depreciativa, fazendo referência a situações negativas e indesejáveis, tais como: peste negra (black plague), a coisa está preta, o lado negro da força (the dark side of), coisa de preto (black thing), tinha que ser preto, serviço de preto (black service), mercado negro (black market), não sou tuas negas, denegrir (denigrate), magia negra (black magic), lista negra (the black list), ovelha negra (black sheep), Dark Web”, afirma o documento.
Reportagem do Estadão Verifica explicou as possíveis origens do termo ‘Black Friday’. De acordo com a publicação, ‘não há evidências’ de que a expressão tenha cunho racista. Nos Estados Unidos, onde surgiu, a expressão batiza a sexta-feira após feriado de Ação de Graças, quando é feita uma queima de estoques para que se inicie a temporada de compras para o Natal.
Embora não haja uma única explicação para a origem do nome, ‘não há ligação comprovada com a escravidão’. “A relação entre Black Friday e escravidão virou uma lenda urbana e já foi desmentida sucessivas vezes por veículos como BBC (2014), Washington Examiner (2018), History Channel (2018), AFP (2019) e The Telegraph (2019)”, mostrou o Verifica.
Na avaliação dos defensores do Amazonas, no entanto, há diferença entre os contextos brasileiro e americano. “Nos Estados Unidos da América o termo Black Friday é utilizado um dia após o Dia de Ação de Graças, com uma representatividade comercial local, o que torna a utilização do termo fora de contexto no Brasil, com uma conotação de discriminação racial, ao dizer que o dia preto é promocional”, avaliam.
Estadão
Para quem quiser (de forma cordial, sem radicalismo) expressar sua discordância aos diletos defensores, seus e-mails são públicos na página da defensoria: christiano@defensoria.am.gov.br
Uma boa oportunidade de exercermos a democracia e o diálogo opinando junto às instituições estatais.
Para, por favor, para a terra q eu quero descer!!!!!
E se fosse White Friday será q fariam o mesmo? O ser humano está cada vez insuportável. Tanta coisa de extrema importância pra se preocupar
Os 2 defensores juntos ganham 40 mil reais de nós contribuintes..para fazer esse tipo de serviço besta.
Pelo jeito não falta trabalho não.
Pesquisando no google: "O Jusbrasil encontrou 2089 processos de Christiano Pinheiro da Costa nos Diários Oficiais. 2078 processos são do TJAM e 8 processos são do STJ".
Povo chato do c…! Porque esses idiotas não procuram coisas mais importantes para fazer?
Esses caras não tem o que fazer, tanta coisa importante pra se discutir e vem esses doutores se preocupar com isso.
Bando de hipócritas.
Bem doida
O defensor deveria pagar do próprio bolso por litigância dw má-#é.
Há racismo no establisment mundial.
Tentando manipular a sociedade usando o nome das pessoas negras.
As empresas e emissoras que passam dia e noite falando em racismo não se preocupa com o bem estar dos negros que vivem na África, muitos inclusive na miséria e em regimes ditatoriais.
Mas isso não importa.
O importante é lacrar.
Por que a defensoria não recomenda às empresas americanas acabarem com o Black Friday?
Ou mudar para White Friday, já que a defensoria diz que o termo Black tem conotação negativa.
Ou então acabar com a promoção já que ela desagrada à defensoria.
Isto tem nome: "Frescurite aguda".
Bota "Afro Friday".
É muito mi mi mi (frescurite) …
Black quer dizer preto em inglês, então sugiro a gente tirar a palavra preto do nosso dicionário… Sou afro descendente e não vejo nada demais nessa promoção, aliás nunca vi, pq vou ver agora?
Deve está faltando trabalho no AM, logo devem está criando, na falta do q fazer
Falta do que fazer dá nisso…
Então como chamaremos a "febre amarela"? Afinal, independente do vernáculo, amarela é uma forma pejorativa de se referir aos asiáticos.
E pensar que pagamos, e caro, para sustentar quem faz isso.
Muito caro mesmo.
Meu Deus…