Nasceu nessa segunda-feira (22), o filho do príncipe William e de Kate Middleton, duquesa de Cambridge. O privilegiado recém-nascido passou na frente do tio, o príncipe Harry, e se tornou o 3º na linha de sucessão ao trono britânico.
O príncipe Charles (à esq.), avô do mais novo membro da família real, é o 1º na linha de sucessão ao trono. Em seguida, está o príncipe William (no centro da imagem), filho mais velho de Charles.
Até o nascimento do filho de Kate, o príncipe Harry (à dir.) era o 3º na fila dos herdeiros, mas ele perdeu a posição para o bebê e agora está no 4º lugar
Até outubro de 2011 havia a lei da “primogenitura masculina”, ou seja, se o bebê de Kate e William fosse uma menina, ela poderia perder o trono, caso viesse a ter um irmão mais novo.
Entretanto, depois de décadas de discussões para acabar com essa desigualdade, o atual governo de David Cameron reformou a lei e acabou com este tratamento discriminatório entre os gêneros da família real
Apenas 16 dos 54 países da Commonwealth (incluindo o Reino Unido) onde a rainha Elizabeth 2ª (foto) é soberana concordaram com a mudança.
No Reino Unido, o projeto de lei foi rapidamente aprovado pelo Parlamento e consentido pela rainha em abril. Mas para entrar em vigor, deve ainda ser formalmente aprovado em cada um dos outros 15 países
O Palácio de Buckingham e o governo britânico “desejam evitar (…) um cenário no qual teríamos um monarca diferente nestes domínios”, explicou Robert Hazell, diretor do departamento de estudos constitucional da University College London (UCL).
— [Londres] espera que todos os países alterem a sua legislação até ao final deste ano ou, o mais tardar, dentro dos próximos 12 meses
A nova legislação também coloca um fim à proibição de um monarca de se casar com um ou uma católica. No entanto, a coroa está reservada para aqueles “em comunhão” com a Igreja Anglicana da Inglaterra, que exclui as pessoas de outras religiões e não crentes
Antes do nascimento do bebê, estudiosos da genealogia analisaram sua ascendência, encontrando surpresas como um suposto príncipe Drácula e um rei muçulmano de Sevilha que aparentemente descende de Maomé.
A árvore genealógica do pai, William, conta naturalmente com os ancestrais mais distintos da Europa e ali se encontram, junto com os reis da Inglaterra, os da Grécia, Dinamarca, Suécia, Rússia, Áustria, Espanha e muitos nobres alemães.
A família real britânica utilizou o patronímico da Saxônia-Coburgo-Gotha até 1917, quando, em plena guerra com a Alemanha, decidiu trocá-lo pelo de Windsor
Já do lado materno há uma grande maioria de plebeus.
Embora a “Rainha Mãe” — a mãe da rainha Elizabeth 2ª —, e a Lady Di tampouco tenham nascido princesas, “a aliança de William com Kate Middleton terminou verdadeiramente de democratizar a árvore genealógica do bebê”, destacou o famoso genealogista Jean-Louis Beaucarnot.
Na realidade, o futuro rei ou a futura rainha da Grã-Bretanha terá algum nível de parentesco com muitos cidadãos comuns.
R7
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