É destaque no portal G1-RN. Uma sessão na Câmara Municipal de Umarizal, que fica a 340 km de Natal, nesta terça-feira (12), terminou com um vereador agredindo um blogueiro. Tudo foi registrado por uma transmissão ao vivo.
As imagens mostram o vereador Marcos Antônio (PSB) levantando, indo em direção e agredindo o blogueiro, Cleumy Cândido. Outros vereadores tentam separar os dois. Veja vídeo e reportagem completa clicando aqui.
Pelo menos 14 jornalistas e profissionais da imprensa foram detidos em Caracas durante a sessão de instalação da Assembleia Nacional. Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP), 13 atuavam para veículos internacionais e 1 para um meio nacional. Desses, 13 foram liberados sem apresentação formal às autoridades e 1 foi deportado; as nacionalidades não foram divulgadas.
De acordo com o sindicato, os profissionais tiveram equipamentos revistados, celulares desbloqueados à força e dados pessoais, como chamadas, mensagens e redes sociais, inspecionados dentro e nos arredores da Assembleia e na região de Altamira. O SNTP afirmou que, apesar das liberações, 23 jornalistas e trabalhadores da comunicação seguem presos no país, classificando a situação como “alarmante”.
O sindicato também denunciou restrições à cobertura da sessão, com proibição de transmissões ao vivo, gravações e fotos. Ao menos três jornalistas teriam sido detidos por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), levados ao Palácio Legislativo e submetidos à verificação detalhada de seus celulares.
As detenções ocorreram após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa por forças dos Estados Unidos, no sábado (3). No mesmo contexto, a Assembleia Nacional, controlada pelo chavismo, reelegeu Jorge Rodríguez como presidente e deu posse a Delcy Rodríguez como presidente interina, a primeira mulher a chefiar o Executivo venezuelano.
A ONU afirmou nesta terça-feira (6) que a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, violou princípios fundamentais do direito internacional.
“Os Estados não devem ameaçar nem usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU.
A declaração ocorre três dias após a ação dos EUA, realizada no sábado (3), quando a capital venezuelana foi alvo de explosões durante a operação para prender Maduro. Trata-se do posicionamento mais duro da ONU até agora; anteriormente, o organismo havia se limitado a manifestar preocupação e pedir desescalada.
A ofensiva norte-americana foi condenada por diversos países. Rússia e China, aliados de Maduro, reforçaram críticas em reunião de emergência do Conselho de Segurança na segunda-feira (5). Pequim classificou a ação como “bullying”, enquanto Moscou chamou o governo Trump de “hipócrita e cínico”.
A Casa Branca afirmou que a operação foi uma ação de “cumprimento da lei”, destinada a apoiar o Departamento de Justiça dos EUA na execução de um mandado de prisão contra Maduro. Especialistas indicam, no entanto, que a legalidade da ação deverá ser contestada e que normas da ONU sobre o uso da força teriam sido violadas.
A Prefeitura de Ceará-Mirim realiza, no próximo final de semana, nos dias sábado (10) e domingo (11), o Fest Verão de Muriú, uma grande programação que reúne esporte, humor e atrações musicais de destaque nacional, com o objetivo de fortalecer o turismo e movimentar a economia do litoral do município durante o período de alta estação.
A abertura do evento acontece no sábado (10), pela manhã, com a Corrida Muriú Run, que passa a integrar oficialmente o calendário esportivo do município a partir deste ano, consolidando-se como mais um incentivo à prática esportiva e à ocupação saudável dos espaços públicos.
À noite, a partir das 22h, o público confere um grande espetáculo de humor, com apresentações de Mução, Renan da Resenha e Zé Fabiano, garantindo entretenimento para moradores e visitantes.
No domingo (11), a programação continua a partir das 17h, com o Pranchão em Muriú, trazendo o show de Joelma, em percurso que sai do posto de gasolina em direção à Arena Muriú. O encerramento do Fest Verão acontece na Arena, com show de Raí Saia Rodada, prometendo fechar o evento em grande estilo.
De acordo com o prefeito Antônio Henrique, o Fest Verão foi planejado para valorizar o litoral e impulsionar o desenvolvimento local.
“Estamos preparando um verão especial para Muriú, pensado com muito carinho para nossa população e para quem nos visita. É um evento que gera lazer, fortalece o turismo, movimenta a economia local e valoriza o nosso litoral”, destacou.
O Fest Verão de Muriú reforça o compromisso da gestão municipal com a promoção de eventos que unem lazer, cultura, esporte e geração de renda, consolidando Ceará-Mirim como um dos principais destinos do litoral norte do Rio Grande do Norte durante o verão.
O episódio de violência registrado em Porto de Galinhas (PE), após desentendimento sobre cobrança por cadeiras e guarda-sol, acendeu o alerta em praias turísticas do Nordeste e trouxe o debate para a orla de Ponta Negra, em Natal. Diante da repercussão, o Procon Natal reforçou que a cobrança pelo uso da estrutura é permitida, desde que feita de forma clara, transparente e sem exigência de consumação mínima.
Segundo a diretora-geral do órgão, Dina Pérez, as principais denúncias recebidas envolvem cobrança de valores não informados previamente, diferença entre preço anunciado e o cobrado na conta, taxas extras sem aviso e distinção de preços entre turistas e moradores. “O Código de Defesa do Consumidor não proíbe a cobrança pela estrutura, mas veda qualquer tipo de condicionamento ou imposição de consumo”, explica.
Em Ponta Negra, barraqueiros afirmam que adotam regras claras para evitar conflitos. Alguns estabelecimentos liberam cadeiras e guarda-sol mediante consumo, enquanto outros cobram um valor fixo pelo uso, abatido caso o cliente consuma no local. Trabalhadores destacam ainda os altos custos de manutenção das barracas, cadeiras e guarda-sóis como justificativa para a cobrança.
O Procon informou que intensificou ações educativas e fiscalizações durante o veraneio para orientar comerciantes e proteger consumidores. Em caso de irregularidade, a recomendação é reunir provas como fotos, nota fiscal e identificação do estabelecimento e registrar denúncia pelos canais oficiais do órgão ou junto à Prefeitura do Natal.
O governo brasileiro trabalha de forma reservada na atualização de um plano de contingência para lidar com um possível aumento do fluxo migratório vindo da Venezuela, diante do agravamento da crise política e diplomática no país. A movimentação ocorre após a ofensiva dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro e elevou a tensão regional.
Publicamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota um discurso de cautela e defesa da soberania venezuelana, tentando se posicionar como articulador no Mercosul. Nos bastidores, porém, equipes técnicas discutem cenários há cerca de um mês, prevendo impacto direto nas fronteiras brasileiras, especialmente em Roraima.
A principal base da estratégia segue sendo a Operação Acolhida, criada em 2018, responsável por recepção, abrigo, regularização e interiorização de venezuelanos. Após o ataque dos EUA, cerca de 2 mil militares passaram a atuar diretamente na fronteira, com outros 10 mil espalhados pelo estado, enquanto o governo avalia reforço logístico, ampliação de abrigos e integração com políticas de saúde e assistência social.
Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram que, até outubro de 2025, o Brasil registrou quase 1,9 milhão de entradas migratórias. Os venezuelanos lideram com folga: 68.512 registros na categoria de acolhimento e 7.228 reconhecimentos como refugiados, evidenciando o peso do país vizinho na política migratória brasileira.
A saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é tratada como iminente no governo. Fontes apontam que o anúncio oficial deve ocorrer na próxima quinta-feira (8), após o próprio ministro avisar secretários da pasta sobre a decisão. Desde o período do Natal, Lewandowski já vinha sinalizando a auxiliares a intenção de deixar o cargo, apesar das tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mantê-lo.
Enquanto não há definição sobre um substituto, a tendência é que o comando do ministério fique interinamente com o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto. Internamente, a expectativa de saída ganhou força após a avaliação de que não faria sentido Lewandowski aguardar a tramitação da PEC da Segurança Pública, que perdeu seu eixo central no Congresso e foi considerada “desfigurada” por aliados do ministro.
Nos bastidores, secretários afirmam que parte da equipe deve deixar o ministério junto com Lewandowski, embora alguns se disponham a permanecer temporariamente para conduzir a transição até o fim do mês. Há também integrantes da pasta que já planejavam a saída para disputar as eleições deste ano.
Com a mudança no comando, o Planalto avalia uma reformulação ampla da equipe e até o desmembramento do atual ministério, com a criação de um Ministério da Segurança Pública. A dúvida, segundo fontes, é se a nova estrutura será implementada ainda neste momento ou guardada como promessa para a campanha eleitoral.
A possível retomada em larga escala da produção de petróleo na Venezuela, caso se confirme a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve gerar impactos relevantes para o Brasil e para a Petrobras. Dono das maiores reservas de petróleo do mundo, o país vizinho pode voltar a ampliar sua produção após décadas de queda, cenário que tende a aumentar a oferta global e elevar a competição por investimentos no setor de óleo e gás.
Especialistas avaliam que, no médio e longo prazos, uma Venezuela mais ativa no mercado pode pressionar a estatal brasileira, forçando a antecipação de projetos estratégicos, como a exploração da Margem Equatorial. Além disso, o avanço simultâneo de projetos na Guiana e no Suriname cria um ambiente ainda mais competitivo, com mais petróleo disponível e risco de queda nos preços internacionais.
No curto prazo, o reflexo mais imediato é o aumento dos custos logísticos. A instabilidade política e militar na região do Caribe já eleva despesas com frete e seguros, encarecendo o transporte de petróleo e derivados. Esse fator pesa diretamente sobre a Petrobras, que utiliza rotas que passam próximas à Venezuela para exportações e importações.
Para analistas do setor, o novo cenário exige do Brasil mais agilidade regulatória, redução de custos e maior eficiência operacional. A leitura é de que, com a Venezuela se tornando novamente atraente ao capital internacional, a Petrobras precisará reforçar sua competitividade para não perder espaço em um mercado cada vez mais disputado.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.
Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.
Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.
O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.
O Rio Grande do Norte acumulou cerca de R$ 1,69 bilhão em prejuízos com cortes na geração de energia eólica e solar entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, com base em números do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O estado foi o mais afetado do país pelos chamados curtailments, repetindo em novembro o desempenho negativo de outubro e liderando o ranking nacional de perdas no setor de renováveis.
Somente em novembro, o RN perdeu 28,99% de sua capacidade de geração, índice semelhante ao do Ceará (28,81%) e superior ao de Minas Gerais (25,47%). No mês anterior, as perdas potiguares chegaram a 45,99%. No cenário nacional, o prejuízo ultrapassou R$ 6 bilhões em 2025, com o Brasil deixando de aproveitar 20,6% de sua capacidade de geração, sobretudo no setor eólico, responsável por 72% da energia cortada no último mês analisado.
Especialistas apontam que o problema é estrutural e envolve o crescimento acelerado das renováveis, falhas no planejamento da rede de transmissão e descompasso entre oferta e demanda. Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, o curtailment agravou a crise do setor eólico, impactando projetos já em operação. Apesar disso, ele avalia que os leilões de linhas de transmissão e a instalação de compensadores síncronos indicam uma “luz no fim do túnel”, embora a solução definitiva só deva ocorrer a partir de 2029.
Enquanto isso, o setor pressiona por compensações financeiras. A ABEEólica afirma que 2025 foi um dos anos mais difíceis para as renováveis, levando empresas a desistirem de projetos e devolverem outorgas. O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para discutir a compensação dos cortes, amparada por mudanças no marco regulatório do setor elétrico sancionadas no fim do ano passado, que reconhecem a possibilidade de ressarcimento aos geradores prejudicados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia fazer um novo telefonema à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a posse dela nesta segunda-feira (5). O contato seria uma continuidade da conversa realizada no sábado (3), logo após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e agravou a crise política no país vizinho.
O Palácio do Planalto aguarda os primeiros movimentos de Delcy no comando do governo venezuelano antes de avançar em qualquer gesto diplomático mais concreto. A principal preocupação do governo brasileiro é entender se a nova presidente conseguirá sustentar-se politicamente diante da instabilidade interna e do cenário internacional ainda tenso, embora interlocutores avaliem que, no curto prazo, não há expectativa de novos ataques determinados por Donald Trump.
Auxiliares de Lula afirmam que o novo telefonema é considerado provável, ainda que não esteja oficialmente agendado. A intenção do presidente brasileiro é acompanhar de perto a reorganização do poder em Caracas e manter canais abertos de diálogo, repetindo a postura adotada logo após a prisão de Maduro, quando buscou confirmar informações e avaliar o impacto regional da ofensiva americana.
Nesta segunda-feira, a embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, participou da cerimônia de posse de Delcy Rodríguez na Assembleia Nacional. Durante o ato, a nova presidente interina afirmou assumir o cargo “com dor, mas com honra”, enquanto as Forças Armadas venezuelanas divulgaram nota reconhecendo oficialmente sua autoridade e prometendo garantir a governabilidade, a ordem interna e a preservação da paz no país.
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