Aedes já infectou quase metade da população recifense

De pequeno inseto a inimigo número um da sociedade civil e poder público. O alastramento das doenças transmitidas pelo Aedes aegytpi assusta e se tornou um alerta mundial. No Recife, das cidades brasileiras com mais incidência de casos, um dado alarmante: quase metade da população já foi infectada por algum dos vírus propagados pelo mosquito.

A estatística está presente na pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), divulgada neste sábado (20). De acordo com o estudo realizado com centenas de moradores da capital pernambucana, 45,4% já foram acometidos pela Dengue. Em relação à Chikungunya, 29% das pessoas ouvidas já sofreram com a doença. A menos contraída ainda é a Zika, com poucos mais de 10% de acometimentos, entre os entrevistados.

Em recortes mais específicos, o estudo mostra que os sintomas da Chikungunya permanecem por mais tempo no corpo dos doentes do que a Dengue, por exemplo. A primeira pode deixar as “vítimas” por 30 dias com as características da enfermidade e 16,7% dos acometidos sentiram os sintomas por mais de um mês.

Diante de três doenças transmitidas pelo mesmo vetor, a confusão é natural e a população precisa se conscientizar sobre os sintomas de cada uma.

Zika

O Ministério da Saúde alerta que a maioria dos infectados não apresentam manifestações clínicas. Porém, os principais sintomas são os tradicionais: dor de cabeça, febre, manchas vermelhas, coceira e vermelhidão nos olhos. Menos frequentes, mas também possíveis, são a tosse, vômito e inchaço no corpo.

Chikungunya

Febre alta, dores nos pés e mãos, manchas vermelhas. Diferentes das outras duas enfermidades são as dores localizadas, como nos dedos, tornozelos e punhos. Depois de infectada, a pessoa não pode ter a doença novamente.

Dengue

Além dos sintomas compartilhados entre as três doenças, vale ressaltar, na Dengue, a dor atrás dos olhos e a fraqueza de forma moderada à intensa. É possível que a pessoa com a enfermidade tenha muitas náuseas, vômitos e perda de peso. Em seu estágio mais grave, dores abdominais intensas e contínuas, sangramento de mucosas também fazem parte dos sintomas.

*A pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) foi encomendada pelo Portal LeiaJá, em parceria com o Jornal do Commercio. Com o objetivo de investigar a opinião dos recifenses sobre o atual cenário da saúde pública e as epidemias que o assolam, o estudo ouviu mais de 600 pessoas, durante os dias 15 e 16 de fevereiro de 2016. A amostra foi definida com base nas fontes oficiais de dados: Censo IBGE.

IG

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