Alceu Valença foi atropelado por uma bicicleta no Rio de Janeiro, enquanto caminhava do bairro do Leblon ao Arpoador. O artista machucou o braço e postou imagem na noite desta quarta-feira (14), seguida de um texto explicando o ocorrido aos seus seguidores do Facebook.
O cantor pernambucano conta que foi atingido por um ciclista em alta velocidade ao atravessar a ciclovia. Ele foi socorrido para uma clínica e diagnosticado com uma fratura na mão esquerda.
O artista está na programação do Festival Pernambuco Nação Cultural, em Pesqueira, neste final de semana. Segundo assessoria da Fundarpe, responsável pelo evento, o show está confirmado. Diferentemente de uma apresentação que o cantor faria no Rio de Janeiro.
“(…) Quatro semanas sem tocar violão. Tive de adiar meu show acústico no Teatro Oi Casagrande, que estava marcado para o fim do mês (e passou para o dia 17 de setembro)”, explicou Alceu.
Ainda no texto publicado na rede, o pernambucano critica os problemas de estrutura da cidade do Rio de Janeiro.”(…) Desafiando a mim mesmo, saio para caminhar com um braço imobilizado e pendurado na tipoia. Muitos param para me perguntar o que acontecera com minha mão e relato pacientemente o ocorrido. Um gari da prefeitura se aproxima, cantando Anunciação. Quando explico o acidente, o gari resume, com sabedoria: “ciclovia não é pista de corrida”. Andar, andar nas ruas do Rio. Desviando dos buracos nas calçadas de pedrinhas portuguesas e de ciclistas inconsequentes. O direito de um termina quando começa o do outro”, conclui.
Diário de Pernambuco
Nossa sociedade caminha rapidamente para consolidar uma absurda tese em que as minorias devem impor seus desejos, vontades e necessidades a maioria.
Os ciclistas são minoria em relação aos demais meios de transportes, no entanto, ai de quem achar ruim uma bicicleta transitando por uma calçada.
No trânsito das ruas, o mundo tem que parar sua rotação e translação para esperar que o ciclista demonstre sua intenção e a execute sob pena de ouvir os maiores xingamentos.
Canso de ver grupos de ciclistas usando as avenidas e rodovias mais perigosas como passarela com um fone de ouvido impedindo que ouçam qualquer sinal dado pelos motoristas.
É o poste fazendo xixi no cachorro.
Pois é, sr. prefeito. Rio de Janeiro, cidade linda e maravilhosa, e acontece isso com o nosso Alceu, atravessando uma inocente ciclovia. O que dizer das nossas calçadas ocupadas pelos automóveis? “……………………!”. Não, seu Carlos, nem é implicância nem é trololó. “……………………?”. Trololó é lero-lero, seu prefeito. Lero-lero, o sr. sabe, não é? Outro dia, seu Carlos Eduardo, quase que duas pitelzinhas eram atropeladas: uma senhora deu uma marcha à ré que parecia o homem-bala do circo. Até que eu ia dá um tempo nesses pedidos aqui; ia esperar por um release alvissareiro dizendo que a prefeitura ia deflagrar (Argh) uma ação para devolver nossas calçadas. Mas esta notícia aí, do Alceu, me lembrou Pernambuco, Pernambuco me lembrou Recife. Então…, veja o que eu li, ontem, estampado na capa do Diário de Pernambuco: “Começa Operação Bairro Legal”. E está lá, as fotos dos carros nas calçadas. Coisa feia, seu, Carlos, o sr. precisa ver. A Operação Bairro Legal começa em Boa Viagem e se estende até o Pina. Vão “limpar” tudo e devolver as calçadas aos seus verdadeiros usuários. Me deu inveja danada, seu Carlos; lembrei logo do sr. Se Vossa Senhoria mandar esse carros para as cucuias, esta cidade vai ficar um chuchu. Chuchu beleza!