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Com 'vergonha moral' do Brasil, movimento quer separar o Sul do resto do país

1509929_10152220844673239_5934382996022668436_nFoto: Fernanda Canofre/Vice Brasil

O movimento O Sul é Meu País surgiu em 1992 na cidade de Laguna, Santa Catarina, com a proposta de separar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do resto do Brasil. Segundo Celso Deucher, catarinense e atual presidente do movimento, contabilizando os simpatizantes nos três estados, atualmente há 6 milhões de pessoas em torno da ideia. A página oficial no Facebook registra pouco mais de 16 mil curtidas. São mais um, talvez o maior, entre os 53 movimentos separatistas que já apareceram na região. No site oficial, a organização se apresenta como “a consequência, de cujas causas não podemos ser acusados”.

No encontro realizado no dia 20 de setembro em um hotel em Passo Fundo, os separatistas do grupo falaram das óbvias razões que possuem para se separar do Brasil e volta e meia recaíram sobre a crítica à corrupção e à política nacional. Disseram aceitar pessoas de todos os credos, raças e tendências políticas, desde que o indivíduo esteja “imbuído do desejo separatista”. Na fala dos líderes e palestrantes, “tudo que está errado” é traduzido em repulsa ao Bolsa Família, às cotas raciais, ao processo do Mensalão.

“A gente vê o governo abrindo mais vagas no Bolsa Família, mas não vê postos de trabalho”, reclama Deucher. “Nós queremos nos livrar, porque esse Estado, Brasília, não nos representa. Ele não diz nada para nós, o que ele diz é só coisa ruim”, conclui. A rejeição a Brasília é o mote dos panfletos que os membros imprimem com dinheiro do próprio bolso e distribuem em suas cidades. O mais recente lembrava que, em 2013, os três estados do sul arrecadaram 152 bilhões de reais, mas tiveram “retorno” de apenas 29,3 bilhões. Em letras amarelas, o movimento faz a conta: 80% “do total arrecadado não retornou aos estados”.

Eles acreditam que a distribuição das contas desencadeou um processo de “favelamento do sul”. Fundador do movimento separatista paranaense República das Araucárias, Helio Ribas Micheleto chegou a ser demitido do emprego em 1993 por sua ligação com a causa. Nem por isso se afastou do movimento ou deixou de usar na lapela do paletó o broche que carrega o símbolo dos três estados. “Hoje, os dez maiores municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, municípios com mais de cem mil habitantes, estão cheios de favelas. (…) De onde é que veio isso aí? Gerado pela pobreza, pela falta de investimento federal, deixando os governadores sem dinheiro e, consequentemente, os municípios”, afirma.

Os separatistas também se creem injustiçados na representação parlamentar. Deucher reconhece que algumas das “oligarquias que tomaram conta do Estado nacional” são do Sul. Ainda assim, acredita que o cálculo do quociente eleitoral – que divide o número de eleitores pelo número de cadeiras disponíveis – faz com que o Sul nunca seja ouvido. “Como eu preciso de 17 catarinenses para valer um voto de um cara, sei lá, do Acre? De onde que saiu essa conta tão louca que um tem que ter poder econômico e outro tem que ter poder político? Num tempo em que o voto universal é um voto, como que isso continua acontecendo no Brasil, né? Essa questão aí, ela é seríssima. Por quê? Porque ela tira o valor como cidadãos que nós temos, como brasileiros. Tira a nossa força de lutar por aquilo que nós queremos”, frisa.

Na conferência, as “oportunidades” de expansão do movimento e formas de se espalhar a ideia são discutidas durante uma Oficina de Planejamento Estratégico. Um dos participantes sugere que o movimento utilize a mesma estrutura do marketing multinível – o polêmico esquema de pirâmide – esclarecendo que aqui não entraria dinheiro. Ele explica que uma pessoa seria responsável por integrar outras três à organização; essas três, outras três; e assim por diante. Outro integrante reconheceu na ideia uma estratégia também utilizada por igrejas evangélicas para arrebanhar mais fiéis: “Ah, sim, na igreja chamamos isso de igreja em células. Pode funcionar!”, exclama.

Mas a polêmica maior é o ter ou não ter participação ativa na política brasileira. Um dos participantes, Hermes Aloisio, vice-presidente do movimento em Passo Fundo, foi também candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul pelo PRTB, o partido de Levy Fidelix. No programa de governo de sua coligação, o plebiscito pela “autodeterminação política e econômica” é uma promessa. Deucher tenta se afastar disso. Fala que alguns políticos já demonstraram interesse em apoiá-los: “Só que nós não queremos esses apoios, entendes? Porque os caras são sujos, pô”.

deucher2Foto: Fernanda Canofre/Vice Brasil (Celso Deucher, presidente do movimento O Sul é o Meu País, em palestra no encontro realizado em Passo Fundo)

Na mesma época em que os catarinenses tentavam reunir os três estados sulistas em torno da causa com a fundação de O Sul é Meu País, em Porto Alegre, a República Federativa dos Pampas virava notícia nacional. Em 1993, Irton Marx, presidente da organização que defendia um território independente só para os gaúchos, protagonizou uma reportagem no Jornal Nacional da Rede Globo defendendo um país que falasse alemão. Acabou sendo acusado de nazista e processado pelo Estado. Uma imagem que, mesmo com a absolvição de Marx, ainda assombra os separatistas de hoje.

“O cara (Marx) criou um país inteiro. Ele sentou numa mesa e – com o perdão da palavra – se masturbou com a ideia e botou tudo ali. (…) Ele era radical, personalista, era ele que era o gostosão do negócio. Era ele que ditava as ordens, e isso começou a desagradar todo mundo”, critica Deucher.  Depois da secessão sulista, o movimento representado por ele decidiu se legalizar, registrando inclusive um CNPJ, se formalizando como pessoa jurídica.

O presidente alega que, na década de 1990, o grupo foi espionado pelo governo. Pessoas que se apresentavam como interessados na causa participavam das reuniões, gravavam conversas e, um tempo depois, aparecia um processo contra os separatistas. Outras vezes, recém-chegados pediam a palavra e revelavam um discurso fascista. Deucher conta que isso ainda se repete vez ou outra. Há oito meses, um militar da reserva gravou um dos encontros e registrou representação contra ele no Ministério Público com base na Lei de Segurança Nacional.

Ainda que Deucher critique o personalismo de Irton Marx, é difícil separar sua figura de O Sul é Meu País. Ele mesmo admite ser procurado para palestras dentro dos movimentos de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá como referência do assunto. “Durante os anos, eu me especializei em Direito de Autodeterminação dos Povos. Talvez, assim, como professor, eu seja um dos maiores especialistas sobre isso na América Latina. Que é o quê? O estudo do significado desse direito”, conta. Um dos 27 livros que publicou (O Sul é Meu País), que estava à venda sobre uma mesa durante o encontro por R$ 25 reais, serve como referência constante nas falas dos integrantes. Na discussão sobre estratégias de disseminação da causa, impulsionar a venda da obra foi uma das questões apontadas. Um dos presentes chegou a brincar: “Bota uma Polar junto que vai vender rapidinho”, se referindo à cerveja gaúcha que usa a hipérbole do orgulho sulista em suas peças publicitárias.

Para o jornalista, professor e empresário Celso Deucher, o separatismo é pessoal. Vem daí sua terceira razão para a criação de um novo país: “É tu te sentir parte de um país. Nós não nos sentimos brasileiros. Não sei o porquê. Não sei o que é que houve. Cara, como é que tu vai me obrigar a me sentir brasileiro? Entendeste? Não tem outra nacionalidade que eu me sinta mais. Eu não me sinto alemão, não me sinto italiano, não me sinto nada: eu me sinto sulista”, revela. Assim como a maioria dos separatistas reunidos na conferência, além da geografia e mesmo a neve que, para eles, “respeita os limites geográficos” e não cai em São Paulo, o que os afasta da ideia do Brasil como nação é que o país passou a representar vergonha moral.

– Esse sentimento interno, essa coisa dentro de mim, dentro de milhões de outras pessoas, de não se sentirem brasileiros, de terem vergonha de serem brasileiros, de quando perguntada ‘De que país tu é?’, ‘Cara…meu, eu sou do Brasil, bicho. Desculpa’. Entendeste? Tu implorar desculpas pras pessoas por ser do Brasil. Cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, do não sei o quê – eu não sou. Peraí, cara. Não é isso. Sabe, essa imagem que o Brasil faz questão de passar. Sabe, do tráfico humano, do tráfico sexual. Sabe, esse país erótico em que as menininhas com doze anos colocam os peitinhos para fora e chamam os gringos pra virem comer elas (sic). Esse país não é o meu, cara – destaca.

“Mas tu não achas que exploração sexual acontece no Sul também?”, perguntei.  – Acontece, acontece muito, justamente por quê? Porque nós temos lá inclusive uma sulista, uma Xuxa da vida, que erotizou a mulheradinha desde pequenininha. Qual é o negócio? Mostra a bundinha, filha. Mostra os peitinhos, filha. Diz que tu é gostosa, filha. Tu me entendeu? Quem é que fez isso, onde é que tá a mística desse troço aí? TV e outros meios de comunicação que sempre trabalharam isso como produto nacional. Nós somos um povo querido, alegre, e nossas mulheres são as mais gostosas. Não é isso? É isso que nós vendemos lá fora”.

Rebati: ‘Tu não achas que isso também é cultura do Sul, de certa forma?” -Não, não é. Aqui, o pai olha para a filha e diz: ‘Filha, tu vai te formar’. (…) Não que os outros povos sejam: ‘Ah, os outros são vadio (sic) e nós somos trabalhador (sic)’, não é essa a questão. (…) Nós reconhecemos, o Sul reconhece, que tu só pode prosperar via trabalho. Tu não vai prosperar ficando deitadinho na rede ou se ficar coçando as partes como a gente diz, deitadinho, esperando que o governo dê alguma coisa para ti. Uma Bolsa Família, uma Bolsa-não-sei-o-quê, esse paternalismo estatal.

A Constituição de 1988 estabelece em seus princípios fundamentais, no Artigo 1º, que a República brasileira é “formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. No entanto, também garante “a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação” e concede a “liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Os separatistas do sul se inspiram nos movimentos da Escócia, de Québec e da Catalunha. A região anexada pela Espanha no século XVIII, aliás, teve seu pedido de plebiscito negado pelo Parlamento Espanhol, mas aprovado dentro do Parlamento catalão.

Casos assim levam os separatistas brasileiros a acreditar que, tendo representação parlamentar, podem conseguir seu plebiscito: “Temos bancada evangélica, pecuarista, de direitos dos homossexuais; é disso que precisamos: uma bancada separatista”, explana Emerson Leme, professor de Londrina responsável pela Oficina de Planejamento Estratégico da conferência.

Anidria da Rocha, mãe de cinco filhos, se uniu ao movimento há dez meses e já se transformou em uma de suas maiores forças de trabalho. Em oito meses, ela recrutou mais de três mil pessoas em sua cidade, São Jerônimo, município de 22 mil habitantes na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo Anidria, todos os filhos – exceto a caçula de dois anos – militam pela causa. Ela conta, orgulhosa, que a filha do meio, de 14 anos, chega a passar horas no telefone conversando sobre a ideia com amigos: “Eu digo pra ela: isso aí é uma independência que a gente vai buscar e que vocês vão viver. Eu e o pai de vocês não vamos viver isso aí. Vai demorar um pouco para acontecer, e a gente não vai viver. Vai ser para vocês”, salienta.

Os jovens são parcela representativa no movimento. Em uma das discussões, Deucher chega a se emocionar falando sobre isso: “Os pais nos chamam de nazistas e os filhos nos apoiam… Isso é o que vale, tirar essa ideia do chão”, destaca com a fala embargada e sendo abraçado por companheiros. Entre os jovens, está o catarinense natural de Florianópolis, Rafael Sardá, 19 anos.

Sardá começou a militar pela causa ainda com 16 anos. Descobriu o movimento pela internet, depois de uma conversa com o pai sobre por que o Sul era diferente do Brasil. O pai, no entanto, não é separatista nem participa dos eventos com o filho. Ainda na escola, Rafael enfrentava discussões com professores e colegas, alguns favoráveis, outros nem tanto. “Muitos acham que eu sou um bandido, que eu tenho que ser preso, sendo que eu não cometi nenhum crime. A gente age de acordo com a Constituição; a gente tem liberdade de pensamento, de expressão. Mas eles acham que eu sou um câncer no país, que é falta de nacionalismo meu”, conta. O lado contrário não o intimida: “Eu mandei costurar uma bandeira e carrego para os lugares. Peguei um cano de PVC, amarrei a bandeira e saí com ela pela cidade, as pessoas me perguntavam. Acho isso legal”.

E ele entrou de cabeça na causa. Na Conferência, Sardá apresentou o hino que compôs para o futuro novo país que sonha conquistar, intitulado “Um Grito no Sul do Mundo”. Segundo ele, a inspiração veio da Marselhesa e do Hino da URSS. “Eu não sou comunista, mas, durante aquele curto período de tempo, eu me torno comunista, eu quero ser comunista. Depois, eu volto ao normal”, explica para a plateia enquanto passa slides explicando a letra de sua obra. Deucher, porém, avisa que o hino não é oficial, é apenas a colaboração de um companheiro. Ele não quer que nada pareça apressado.

Deucher é um norte para os sulistas reunidos na bandeira celeste de seu grupo. Na hora em que discutem a redação dos valores e da missão, inspirados em empresas como a Coca-Cola e a Unilever, é para ele que olham, buscando uma referência. Ele calcula cada passo. Agora, diz, estão na fase de recrutar pessoas para ter força quando o momento do plebiscito chegar. Para isso, não se opõe explicitamente a nenhuma causa, a nenhum partido, a nenhuma ideia. A posição sobre as demarcações de terras indígenas, por exemplo, um dos conflitos mais negligenciados pelo poder público no Sul do país, é prova disso.

Vários integrantes desfilaram na conferência com a frase “Esta terra tem dono” estampada no lado esquerdo do peito. Alguns dizem que ela foi proclamada por Sepé Tiarajú enquanto ele era assassinado pelos espanhóis, em São Gabriel, no Rio Grande do sul. Outros, que era o grito de guerra usado pelo Cacique Guairacá em batalhas nas terras de Santa Catarina. Concordam que os índios são os donos da terra, mas chegam a dizer que a história do povo do Sul começa com a fundação dos Sete Povos das Missões. Deucher lembra que fala por si, não pelo movimento, e diz acreditar que um possível país independente saberia lidar melhor com a questão do que o Estado brasileiro atual:

“Nós temos de achar um meio de que o índio possa manter sua cultura e suas terras tradicionais. Agora, ele também tem de saber que nós estamos em um outro mundo e que, hoje, ninguém mais caça para sobreviver. Você tem o trigo, você tem o arroz, você tem o feijão. O índio do sul praticamente se aculturou. ‘Ih, cara, só porque ele se aculturou, nós vamos deixar o cara à margem da sociedade? Vamos jogar o cara na beirada da estrada e ele vai passar o resto da vida dele ali?’. Que tipo de ser humano nós somos, então? Então, nós temos de achar um meio, e isso os governantes não gostam de enfrentar, porque depende de criar ambientes que essas pessoas possam voltar a ser aquilo que elas são ou a fazer aquilo que o Cacique, aquele Cacique Mimbiá de Florianópolis, fez. Ele foi pra universidade, estudou, é advogado e está aí concorrendo como qualquer cidadão comum. Eu convivo, tenho muitos alunos indígenas. Não indígena que anda pelado por aí. Indígenas, em que tu olha para ele etnicamente e: ‘Cara, tu é um índio’. Os antepassados deles viviam no mato ali; no entanto, eles estão lá, estão estudando como qualquer outro ser humano”, frisa.

O movimento, de fato, é bastante democrático para ouvir ideias. Enquanto defende ser uma organização horizontal, elege a nova diretoria executiva – que trocou o presidente por Odilon Xavier, um gaúcho, respeitando o revezamento entre os três Estados –  e acompanha a palestra “Líderes para um Sul Livre”, baseada em ensinamentos de Gandhi e Abraham Lincoln. Nela, o palestrante Ozinil Martins de Souza, também professor, abordou desde a arte de falar em público à ameaça do crescimento muçulmano no mundo. “Eu sou politicamente incorreto, tá, gente? Eu odeio o politicamente correto, é uma coisa que me agride”, esclarece entre suas considerações.

Na semana em que a Escócia votou seu plebiscito, uma rádio do Rio Grande do Sul promoveu uma enquete pedindo a opinião dos gaúchos sobre o separatismo. O resultado: 12.834 votos para o sim (74%) contra 4.487 para o não (26%). Uma petição no Avaaz pedindo o plebiscito já passou das cinco mil assinaturas. Na hora de reunir pessoas, número é prioridade. Por isso, não convém fazer inimigos.

Matéria original publicada no site da Vice Brasil, via Operamundi, UOL

Opinião dos leitores

  1. já está na hora de irmos a uma guerra civil para acabar com maus brasileiros existentes em todas as regiões do pais.Nos estados unidos foi assim há dois séculos.Porque não aqui?

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Polícia

Justiça determina que Samanda retire publicação por fake news contra suplente de Zenaide

Foto: CMN

A Justiça Eleitoral determinou que Samanda Alves, candidata ao Senado, retire do ar um vídeo publicado em suas redes sociais difamando o suplente da senadora Zenaide Maia, Netinho Lins, após apontar que o material apresentava afirmações sem respaldo suficiente, em decisão que trata da divulgação de notícia sabidamente falsa. Ou seja, a candidata, no entendimento do Juiz da propaganda, cometeu o que se chama comumente de “fake news”.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em caráter liminar. O desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho entendeu haver elementos que indicam, em análise preliminar, extrapolação dos limites da crítica eleitoral.

Na peça de Samanda, Netinho é apresentado como investigado por diversos crimes e associado ao chamado “escândalo do Banco Master” e a “fraude em licitações”.

Segundo a decisão, não foi identificado suporte objetivo suficiente para a afirmação de que o suplente “é investigado em diversos crimes”, especialmente por fraude em licitações. O magistrado também destacou que as notícias utilizadas no vídeo faziam referência a investigações envolvendo terceiros e que isso não autorizava equiparar a situação à afirmação de que Netinho seria formalmente investigado por diversos crimes.

A decisão aponta ainda que as imagens utilizadas para ilustrar a menção a “fraude em licitações”, com fotografias de identificação criminal, não correspondiam ao suplente de Zenaide.

O TRE determinou que Samanda remova a publicação no prazo de 24 horas após a intimação e se abstenha de republicar o mesmo vídeo ou conteúdo substancialmente idêntico. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 10 mil por publicação. A Meta também foi determinada a tornar indisponível o conteúdo.

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Geral

DATAFOLHA: 47% dos brasileiros reprovam ministros do STF; índice é o pior desde 2019

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A avaliação negativa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior nível da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019. Segundo pesquisa divulgada neste sábado (26), 47% dos brasileiros classificam o trabalho da Corte como ruim ou péssimo.

Outros 31% consideram a atuação regular, enquanto apenas 18% avaliam como ótima ou boa e 4% não souberam responder.

Entre eleitores de Lula (PT), 32% aprovam o trabalho dos ministros e 24% reprovam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) a avaliação negativa do STF chega a 69%, enquanto apenas 6% aprovam.

A pesquisa também apontou que 45% são favoráveis à criação de um Código de Ética e Conduta para ministros do STF, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Outros 33% são contrários.

A pesquisa, contratada por Folha e Globo, foi realizada de terça (22) a quarta (23) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número de registro é BR-00304/2026.

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Geral

PESQUISA MEDIA/ O POTENGI/ GOVERNO DO RN: Allyson tem 31,5%, Álvaro 27,1% e Cadu 21,5%

Pesquisa do Instituto Media divulgada neste sábado (26) e publicada pelo site O Potengi mostra as intenções de voto para governador do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes ao entrevistado, Allyson Bezerra aparece com 31,5%, seguido por Álvaro Dias com 27,1%, e Cadu de Lula (PT), com 21,5%.

Professor Robério Paulino (Psol) registra 0,6%, e Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,4%. Não sabem ou não responderam somam 13,0%, enquanto 6,0% responderam branco ou nulo.

O Instituto Media entrevistou 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre 21 e 25 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda., empresa do O Potengi, e registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-05948/2026. A margem de erro para o total da amostra é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Geral

Decisão do STF pode abrir brecha para bets continuarem funcionando mesmo após MP de Lula

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2020 pode ser usada para contestar a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proibiu as apostas online no país. A informação é do blog de Daniel Rittner, da CNN Brasil.

Naquele julgamento, o STF decidiu que a União não tem exclusividade para explorar loterias e reconheceu que estados podem operar e regulamentar modalidades lotéricas, dentro das regras federais.

A decisão levou estados como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba a criarem licenças próprias para apostas.

Advogados do setor avaliam que o artigo 2º da nova MP, que estende a proibição às apostas de cota fixa nos estados e no Distrito Federal, pode ser inconstitucional.

Apesar disso, a avaliação jurídica é de incerteza sobre os próximos passos, inclusive pela possibilidade de questionamentos no próprio STF.

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Geral

[ANÁLISE] VALOR ECONÔMICO: Proibição de bets tem apelo eleitoral para Lula, mas não contorna problema do endividamento

Foto: Ricardo Stuckert

A motivação eleitoral da proibição das bets no Brasil, decidida nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é óbvia.

Pelo menos duas pesquisas mediram nos últimos meses a adesão a uma proibição total das apostas online e a maioria absoluta se mostrou favorável à interdição. Na mais detalhada delas, da Ideia, de julho, 56% dos entrevistados concordaram com a proibição.

Um sinal do apelo da medida é o fato de que o principal rival do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tachou a medida de “eleitoreira, hipócrita, populista”, mas ao mesmo tempo ponderou: “sempre fui contra os jogos”.

Renan Santos (Missão), em vídeo, procurou desqualificar a iniciativa como pouco efetiva. “Vou dizer exatamente o que vai acontecer: a Medida Provisória vai caducar. É só uma medida eleitoreira.” Frisou ser contra jogos.

Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, lembrou que votou contra o tema quando era senador e não permitiu loterias no estado, quando governador. Romeu Zema (Novo) ainda não havia se pronunciado até o começo da tarde de sábado, mas passou a campanha inteira criticando as bets.

O alcance da medida, contudo, parece duvidoso. O governo justifica o fim do mercado de apostas online por um alegado impacto desta atividade no aumento do endividamento e, em particular, da inadimplência. A pesquisa de julho indicava que o eleitorado via baixa relação entre uma coisa e outra. Quando os entrevistados foram perguntados sobre que gastos mais contribuíam para o endividamento, 29% mencionaram gastos com supermercado; 28%, contas de consumo; 14%, aluguel; 10%, gasolina; 8%, educação; 7%, plano de saúde; 6%, transporte público; 5%, condomínio; e somente 2%, apostas online.

Ou seja: o eleitorado provavelmente não verá o fim das bets como uma medida do governo para reduzir o aperto financeiro da população.

Para os entrevistados, 33% consideravam as apostas um vício e 26%, uma fonte de perda de dinheiro. A reação maior vem das mulheres, como o próprio Renan Santos indicou em seu vídeo. “O cálculo do Lula é simples: quem usa mais as bets são homens. Homens não votam tanto nele. Esses homens estão gerando vícios e gastos em endividamento que estão irritando mulheres, tanto mães quanto esposas. Estas mulheres votam mais no Lula.”

Afora o fato de que há baixa percepção de correlação entre aumento de endividamento e apostas, o resto do raciocínio de Renan encontra lastro nas pesquisas. De acordo com a Ideia, 67% das mulheres e 50% dos homens eram a favor da proibição.

Tentar relacionar o aumento do endividamento com as apostas online é crucial para a estrutura narrativa da campanha de Lula, porque há pouco o que o governo possa apresentar como solução para contornar o que o eleitorado de fato vê como comprometedor para sua renda.

O Desenrola 3, lançado também na sexta-feira, novamente foca os consumidores que estão com dívidas em atraso, assim como foi nas versões anteriores. Não contempla aqueles que têm renda cada vez mais comprometida, mas que permanecem adimplentes. O universo de apostadores é amplo — já houve registros de apostas feitas por 43,8 milhões de CPFs desde a regulamentação da atividade, feita pelo próprio governo Lula —, mas estabelecer uma relação de causalidade entre aumento de inadimplência e jogo é algo complexo.

Nos próximos dias, a reação negativa à medida que pode ter mais impacto na opinião pública é a do universo do futebol. As casas de apostas online patrocinam 17 dos 20 clubes que estão na série A do Campeonato Brasileiro e pelo menos dois deles — Flamengo e Fluminense — divulgaram posicionamentos oficiais ainda na sexta-feira reclamando de insegurança jurídica, uma sinalização de que podem judicializar a questão.

No anúncio da medida, o governo federal não fez qualquer indicação de que compensará os atingidos de alguma forma. “Qualquer decisão precisa considerar segurança jurídica e previsibilidade”, reclamou o Fluminense. “Não se pode criar uma nova regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nelas, e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, afirmou o Flamengo.

Valor Econômico

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Geral

ALARMANTE: Presos viram “carcereiros” e recebem chaves de celas em Alcaçuz por falta de efetivo policial, aponta relatório da direção do presídio

A falta de policiais penais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz tem levado presos que trabalham na unidade a receber as chaves das celas para trancar outros detentos. A situação é classificada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como “alarmante” em um relatório da direção do presídio referente ao mês de agosto de 2026.

O documento revelado por reportagem da Tribuna do Norte publicada neste sábado (26) diz que o déficit de efetivo também provocou a desativação de postos de vigilância, falhas no monitoramento por câmeras e redução das rondas no perímetro.

Em um dos setores, foi registrado apenas um policial penal para 315 presos.

O relatório aponta ainda tentativas e indícios de preparação para fugas, incluindo abertura no teto de uma cela, cordas artesanais e danos na estrutura.

Desde maio, 17 presos fugiram de unidades do Complexo Penal de Alcaçuz.

A direção recomenda a recomposição imediata do efetivo para impedir a entrega de chaves a internos e retomar a exclusividade do poder de polícia aos agentes.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não comenta questões de segurança das unidades, mas declarou que Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”. A pasta informou ainda que a unidade passou por uma revista estrutural nesta semana, durante a Operação MUTE, sem apreensão de celulares ou outros aparelhos de comunicação.

Leia a íntegra da nota da Seap

“A Polícia Penal não comenta questões relacionadas à segurança das unidades prisionais. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informa, no entanto, que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz se mantém sob controle, com segurança e disciplina.

Nesta semana, a unidade foi incluída na Operação MUTE, ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com a realização de revista estrutural. Durante a operação, não foram localizados celulares ou outros aparelhos de comunicação no interior do presídio.”

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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Geral

Caravana 22 leva multidão às ruas de Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante


A Caravana 22 percorreu, neste sábado (26), Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, em mais um dia de mobilização da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte. Ao longo do percurso, Álvaro foi recebido por moradores, lideranças políticas e apoiadores em grandes carreatas pelas ruas das três cidades.

Em Ceará-Mirim, a caravana começou pelo bairro Nova Ceará-Mirim e seguiu até o Centro do município. Álvaro foi recebido por lideranças políticas locais que apoiam sua candidatura, entre elas o ex-vice-prefeito Marcílio Dantas, o ex-vereador Marcílio Júnior e Roberto Lima, ex-presidente da Câmara Municipal de Ceará-Mirim. Durante o trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva, e Álvaro conversou com a população e apresentou propostas para o Estado.

Também acompanharam a agenda os candidatos a deputado federal General Girão, Coronel Brilhante, Gabi Trajano e Carla Dickson; os candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Coronel Azevedo e Sargento Rivaldo; além do comunicador Salatiel de Souza.

Durante a passagem pela cidade, Álvaro também esteve no Mercado Municipal, onde experimentou o tradicional caldo de cana acompanhado de pastel, em um momento de contato com moradores e comerciantes locais.

Na sequência, a Caravana 22 chegou a Extremoz, no início da tarde, onde Álvaro foi recebido pela prefeita Jussara Sales (PL), principal liderança política do município, vereadores e apoiadores. A mobilização teve início no distrito de Estivas e seguiu em direção ao Centro, em uma grande carreata que movimentou as ruas da cidade.

Ao lado de Jussara Sales e do candidato ao Senado Coronel Hélio, Álvaro percorreu as ruas de Extremoz acompanhado por moradores e lideranças políticas. A prefeita, que apoia a candidatura de Álvaro ao Governo do Estado, mobilizou seu grupo político em torno da passagem da Caravana 22 pelo município. Também participaram Terezinha Maia e Davi Fernandes, candidatos a deputado estadual, além dos candidatos que já acompanhavam a agenda desde Ceará-Mirim.

Por fim, a Caravana 22 chegou a São Gonçalo do Amarante, onde Álvaro foi recebido pela candidata a deputada federal Gabi Trajano (PL) e por lideranças locais que apoiam sua candidatura. Entre elas, o ex-vereador Adelson Martins, a vereadora Elaine Dantas e os suplentes de vereador Régia Girassol, Tarcísio Fernandes, Joca da Prótese e Getúlio Maciel.

O percurso começou no bairro de Regomoleiro e seguiu pelas ruas da cidade, acompanhado por moradores e apoiadores. Álvaro participou da mobilização ao lado de Gabi Trajano, da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, e da candidata a deputada federal Carla Dickson.

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Geral

IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS: Medidas eleitoreiras de Lula às vésperas do 1º turno exigirão reajuste de até R$ 42,3 bilhões no Orçamento 2027

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha podem gerar impacto de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas em 2027. Os valores ainda não estão previstos no Orçamento enviado ao Congresso e exigirão ajustes para acomodar as novas despesas e a perda de receitas.

A maior pressão vem do reajuste do Bolsa Família, que terá impacto estimado em R$ 22 bilhões no próximo ano. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores pagos a partir de outubro.

O Desenrola 3.0 prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas e deverá começar a gerar despesas em 2027. Já o fim das bets deve representar uma perda de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em receitas no próximo ano.

O governo diz que as medidas serão acomodadas dentro das regras fiscais, por meio de remanejamento de recursos, revisão de despesas e eventuais compensações. O impacto final dependerá dos gastos efetivamente realizados e das medidas adotadas para compensar a redução de receitas.

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Análise

[VÍDEO] CAIO JUNQUEIRA: Governo Lula aciona modo vale-tudo pela reeleição

O analista político Caio Junqueira, da CNN, afirmou que o governo Lula adotou, na reta final da campanha, uma estratégia que chamou de “modo vale-tudo” pela reeleição. Para Junqueira, o governo passou a anunciar medidas e ações que não haviam sido apresentadas ao longo do mandato, citando reajuste do Bolsa Família, o fim das bets e o uso de temas religiosos.

“O governo acionou nessa reta final de campanha o modo vale-tudo pela reeleição”, afirmou.

O resultado da eleição ainda é imprevisível, mas Lula chega ao momento decisivo com condições competitivas. Ele também alertou para os efeitos desse tipo de estratégia sobre as próximas disputas eleitorais. “O problema do vale-tudo, porém, é que ele bagunça o tabuleiro desta e principalmente das próximas eleições”, comentou Junqueira.

Opinião dos leitores

  1. O CACHAÇA QUIS ATINGIR A POLYMARKET, PARA O BRASILEIRO NÃO APOSTAR E NÃO SABER O RESULTADO DAS APOSTAS. FLÁVIO 57% X LULA 44%

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Geral

Grupo terrorista Hamas agradece a Lula por defender palestinos em discurso na ONU

oto: Ricardo Stuckert

O grupo terrorista Hamas elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o discurso do brasileiro na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ao Metrópoles, o representante político do grupo no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou como “positiva” a posição de Lula sobre o conflito em Gaza.

Durante o discurso, Lula criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza, mas também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou Lula.

Qaddoumi disse que o presidente brasileiro “escolheu estar do lado certo da história” e afirmou que Lula atua em defesa dos direitos dos palestinos. A posição de Lula sobre o conflito já havia sido elogiada pelo Hamas em 2024, após declarações do presidente brasileiro contra as ações israelenses em Gaza.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esses são os tipos de pessoas que ele defende, não todos os jumentos que voltam nele, só aqueles envolvidos com coisa errada.

  2. Está bom demais. Está ótimo. PT é isso, só não vê o lamaçal em que esse partido está afundando o país quem faz muita força pra não enxergar.

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