
O Estado de S.Paulo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou as faixas de acionamento das bandeiras tarifárias de 2016, com a criação de um novo – e mais barato – patamar para a bandeira vermelha, que vem sendo paga pelos consumidores brasileiros desde janeiro do ano passado. Os novos valores, mais baixos em relação aos atuais, passam a vigorar em fevereiro.
O diretor da Aneel relator do processo, André Pepitone, manteve a proposta da área técnica com a criação de dois patamares de cobrança adicional no caso da bandeira vermelha, mas propôs um desconto ainda maior que o previsto anteriormente. O patamar 1 – antes estimado pelo corpo técnico do órgão em R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos – será de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos. O valor final representa um desconto de 33% sobre o preço praticado atualmente, de R$ 4,50 para cada 100 kWh.
No patamar 2, por outro lado, o preço proposto é de R$ 4,50 para cada 100 kWh consumidos, igual à cobrança hoje realizada nas contas de luz. A bandeira vermelha continuará a ser acionada nos meses nos quais o custo de operação (CVU) da usina térmica mais cara a ser despachada for superior a R$ 422,56/MWh. No caso do patamar 1, esse limite deve ficar entre R$ 422,56/MWh e R$ 610/MWh, que é a situação atual do sistema nacional. Quando o CVU da última usina a ser despachada for igual ou superior a R$ 610/MWh, será implementado o patamar de preço estabelecido no patamar 2.
Será?
Caro BG, há uns meses atrás solicitei a Cosern que me esclarecessem como é feito o cálculo do acréscimo da bandeira vermelha. Recebi um monte de meias explicações e continuei sem entender como: se o valor por cada 100 KWh é de R$ 4,50, uma conta com consumo de 467 Kwh deveria ter R$ 21,00 aproximadamente de acréscimo. Entretanto na conta vem R$ 31,33, tomando como exemplo a minha conta de janeiro. Na verdade existe vários impostos incidindo sobre esse valor. Pedi explicações da ANEEL e também recebi uma resposta vazia e nada esclarecedora. Ou seja, essa bandeira vermelha é a cara do partido cuja presidenta já foi ministra das minas e energia. Imagine se não tivesse sido!