Política

Corda Esticando: 51% dos diretórios estaduais do PMDB já defendem uma pré-convenção em abril

Está mais avançada do que supõe o Palácio do Planalto a articulação para convocar uma pré-convenção do PMDB no mês abril. Sem alarde, os descontentes do partido do vice-presidente Michel Temer recolhem assinaturas dos presidentes dos diretórios estaduais da legenda. Dos 27, nada menos que 14 (51,8%) já assinaram ou se comprometeram a rubricar o requerimento. Para que o encontro aconteça, bastaria a adesão de nove diretórios.

Deve-se a deflagração do abaixo-assinado à bancada do PMDB na Câmara. Liderados por Eduardo Cunha (RJ), os deputados da legenda dividiram tarefas para apressar a coleta das assinaturas. Planeja-se formalizar o pedido já na terça-feira (11), dia em que os congressistas retornam do autoconcedido superferiadão de Carnaval.

“Queremos discutir com antecedência a formação dos palanques estaduais”, diz o deputado cearense Danilo Forte, vice-líder do PMDB na Câmara. “A ideia é liberar os diretórios para fazer as alianças que quiserem. O PT, com seu projeto hegemônico, está vindo para cima das nossas bases nos Estados. E nós achamos que esse debate deve ser feito antes da convenção de junho.”

Em viagem ao exterior, o líder Eduardo Cunha monitora os movimentos de sua bancada enquanto troca insultos com dirigentes do PT pelo Twitter. Permeado de adjetivos como “vagabundo”, “chantagista” e “pilantra”, o vale-tudo verbal foi tema da reunião que Lula, Dilma Rousseff e o alto comando do comitê reeleitoral mantiveram no Palácio da Alvorada na noite de quarta-feira (5).

Preocupado, Lula recomendou panos quentes. Nesta quinta-feira (6), num gesto incomum, o próprio Lula tocou o telefone para o senador Valdir Raupp (RO), que responde pela presidência do PDMB desde que Michel Temer licenciou-se do posto para exercer a vice-presidência da República. O padrinho de Dilma pediu a Raupp que o ajude a pacificar o pedaço rebelado do PMDB. Fez isso num instante em que a insubordinação personificada em Eduardo Cunha começa a contagiar membros da bancada peemedebista do Senado.

Raupp conversou também com Temer, que, a exemplo de Eduardo Cunha, está no estrangeiro. Depois, o senador desperdiçou parte do seu tempo disparando telefonemas para presidentes de diretórios estaduais do PMDB. Farejou o cheiro de queimado. Mas a extinção do incêndio exigirá mais do que meia dúzia de apelos de Raupp, um presidente que a maioria do partido considera, por assim dizer, decorativo.

Munido das quatro assinaturas que lhe coube recolher das 14 prometidas, o vice-líder Danilo Forte antecipa os próximos lances. “Em reunião marcada para terça-feira, vamos juntar as assinaturas. Se estiver tudo certo, vamos formalizar a entrega. Estamos inclusive convidando o Raupp para participar do encontro da bancada. Agora que ele está se arvorando em conciliador, convém conhecer as dificuldades que enfrentamos, já há algum tempo, na relação com o governo e o PT.”

Presidente do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Lula e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal sob Dilma, ainda não foi seduzido pelos defensores da pré-convenção de abril. “Quero ver qual será a pauta. Se for para romper com o governo antes de junho, estarei lá. Se o texto for dúbio, se der magem à interpretação de que a pré-convenção tem o intuito de chantagear o governo para ter mais um ministeriozinho ou resolver problemas pontuais, não irei.”

Geddel acrescenta: “Se for uma pauta única, claramente voltada para liberar as coligações nos Estados, vou refletir. Considero desnecessário. Mas, por solidariedade, posso comparecer.” Adversário do PT baiano, Geddel tenta colocar em pé sua candidatura ao governo da Bahia. Negocia o apoio do PSDB e do DEM. E se dispõe a recepcionar em seu palanque o presidenciável tucano Aécio Neves.

Acha a pré-convenção desnecessária porque já se considera liberado para costurar no Estado o tricô que bem entender. Geddel pensa alto: “Michel Temer é vice-presidente hoje. A convenção de junho decidirá se ele será ou não candidato à vice-presidência em 2014. O quadro hoje é muito diferente de 2010, quando o PMDB estava unido”.

Geddel arremata seu raciocínio: “Ora, se o grupo favorável à reedição da aliança com o PT tiver uma força tamanha para decidir que o Temer será candidato a vice e que o partido não poderá ficar livre nos Estados, qualquer decisão que for tomada nessa pré-convenção estará caduca. O que vale é a convenção. Se, por outro lado, a candidatura do Temer não for aprovada e o partido nos libera, a pauta da liberação antecipada das coligações é desnecessária. Hoje, não há ninguém com autoridade no PMDB para me dizer que não posso conversar com quem eu quiser.”

Assim, o principal parceiro do PT na corrida sucessória —dividido entre o interesse de seus caciques regionais e a conveniência de Michel Temer. Dilma trata o parceiro na base do tranco porque sabe que, no plano federal, sua candidatura ainda é a única opção de que o PMDB dispõe. Dono de um faro mais apurado, Lula aconselha a pupila a descer do salto.

Na sucessão de 2002, Lula obteve o apoio do pedaço do PMDB controlado por José Sarney e Renan Calheiros. Mas a ala de Temer, então majoritária, aprovou em convenção a entrega do tempo de propaganda do partido no rádio e na televisão ao rival tucano José Serra. Eleito, Lula só reuniu todo o partido em torno de si depois que levou o PMDB da Câmara para a Esplanada dos Ministérios. Terminou de soldar as pontas ao aceitar Temer como segundo da chapa de Dilma, em 2010.

Hoje, não há no partido de Temer uma maioria capaz de empurrar o PMDB para dentro de uma coligação adversária. Mas Lula enxerga no prenúncio de derretimento da frágil unidade do PMDB o risco de o partido deliberar na convenção de junho que não apoiará nenhuma candidatura presidencial em 2014. Algo que retiraria de Dilma a vitrine televisiva do pseudoaliado, fragilizando-a.

Presente à reunião noturna do Alvorada, o ministro petista Aloizio Mercadante (Casa Civil) concederá nesta sexta-feira (7) uma audiência a Valdir Raupp. Pela cartilha de Lula, a conversa só fará sentido se Raupp sair do Planalto com algo que o torne menos decorativo aos olhos do naco rebelado do PMDB. Na dúvida, os organizadores do requerimento da pré-convenção fazem segredo dos nomes dos signatários. Tentam proteger-se da previsível pressão pelo esvaziamento da peça.

Opinião dos leitores

  1. Os políticos preocupados com suas composições políticas e a população fica com o aumento dos assaltos, crimes, roubos, insegurança, impunidade, apagões, etc, etc,etc
    Cria vergonha POVO seu VOTO tem peso e valor…. ACORDA POVO!!!

  2. Eu não sei porque o PMDB aceita ter papel secundário na política brasileira. Um partido com longa história, que participou de todas as lutas importantes para a implantação da democracia do país, se submete às vontades do PT, um partido envolto em maracutaias, e com atitudes ditatoriais. Não sei qual é o seu medo .

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Política

VÍDEO: “Vamos varrer o PT do Governo do Estado e do Governo Federal”, diz Álvaro Dias

Vídeo: Reprodução

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, agradeceu a presença e apoio de Flávio Bolsonaro neste sábado (21). Em evento do PL em Parnamirim, ele disse ao pré-candidato à Presidência da República que o pai dele, Jair Bolsonaro foi o melhor presidente do país, e que juntos eles vão “varrer o PT do Governo do Estado e do Governo Federal”.

Durante o discurso, Álvaro Dias destacou que o Rio Grande do Norte encontra-se em um estado dramático e que precisa de mudança. “Vamos juntos ajudar o Rio Grande do Norte e o Brasil”, afirmou ele. “É vencer ou vencer”, complementou.

Em relato a Flávio, Álvaro Dias mencionou a ajuda que teve de Jair Bolsonaro durante a pandemia, quando os dois eram prefeito de Natal e presidente do Brasil, respectivamente. “Que falta ele faz”, disse o ex-chefe do Executivo natalense.

Tribuna do Norte 

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Política

“Meu candidato a presidente”, diz Styvenson a Flávio em evento no RN

Foto: Saulo Cruz

O senador Styvenson Valentim (PSDB) confirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em evento do PL neste sábado (21), em Parnamirim, na Grande Natal.

“Meu candidato a presidente”, disse Styvenson em discurso. Ele também nominou Álvaro Dias, Babá Pereira, Coronel Hélio, além de outros nomes com quem vai estar ao lado nas eleições de outubro.

“É esse o lado e o espaço que eu escolhi estar”, frisou o senador, que concorrerá à reeleição.

O evento do PL neste sábado ocorre no Boulevard Music Hall, em Parnamirim, para filiação de pré-candidatos no partido.

Tribuna do Norte

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Política

Ao lado de Flávio, Rogério Marinho fala em fazer maioria no Congresso

Foto: Adriano Abreu

Em discurso ao lado de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, o senador Rogério Marinho destacou a importância de fazer maioria de parlamentares no Congresso Nacional que esteja alinhada ao presidente. A declaração foi dada em evento de filiação de pré-candidatos do PL no Rio Grande do Norte, neste sábado (21), em Parnamirim.

“É importante ter maioria no Congresso Nacional para que o futuro presente do país faça as transformações necessárias”, disse Rogério Marinho.

No pronunciamento, Rogério Marinho lembrou que abdicou de um sonho, que era se candidatar ao Governo do Estado, para coordenar a campanha de Flávio, a pedido do pai dele, Jair Bolsonaro.

“No princípio de janeiro, o presidente Bolsonaro me mandou uma mensagem me pedindo que abandonasse esse sonho. E um pedido de Bolsonaro é uma provocação”, afirmou Rogério Marinho.

Ele concluiu dizendo que vai trabalhar para Flávio Bolsonaro seguir adiante o legado do pai.

Tribuna do Norte

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Política

PL confirma Coronel Hélio como pré-candidato a senador

Foto: Adriano Abreu

Coronel Hélio foi confirmado como pré-candidato do PL ao Senado, em ato que conta com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O evento ocorre em Parnamirim, na Grande Natal.

O outro senador apoiado pelo partido, Styvenson Valentim (PSDB) também compareceu ao evento. Ao lado dele e dos pré-candidatos a governador, Álvaro Dias, e a vice-governador, Babá Pereira, ele disse em time montado para mudar o Rio Grande do Norte.

O ato deste sábado marca a visita do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao estado filiação de pré-candidatos do PL no Rio Grande do Norte. Ainda com agenda no Nordeste, Flávio Bolsonaro estará, neste domingo, em João Pessoa.

Tribuna do Norte

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Esporte

América vence o ABC nos pênaltis e conquista o tetra estadual

Foto: Reprodução

O América-RN conquistou o título do Campeonato Potiguar 2026 após uma final emocionante contra o ABC, decidida nas cobranças de pênaltis, neste sábado (21), na Arena das Dunas, em Natal.

No tempo regulamentar, o clássico — conhecido como “Clássico Rei” — terminou empatado em 1 a 1. O ABC abriu o placar com Wallyson, enquanto o América buscou a igualdade com Cassiano, levando a disputa para as penalidades.

Nas cobranças, o grande destaque foi o goleiro Renan Bragança. Seguro e decisivo, ele defendeu duas batidas e garantiu a vantagem para o time alvirrubro. Com mais eficiência nas finalizações, o América confirmou a vitória nos pênaltis e assegurou mais um título estadual.

Opinião dos leitores

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Política

Em grande evento, presidente do PL projeta vitória dupla no Planalto e no governo do RN

Foto: Adriano Abreu

A primeira liderança política a discursar no ato de filiação de pré-candidatos ao PL, em Parnamirim, neste sábado (21), foi o presidente nacional da sigla. Valdemar Costa Neto saudou os correligionários e agradeceu a presença dos apoiadores. Em breve pronunciamento, ele falou em ganhar as eleições de outubro em escala local e nacional.

“Não vamos ganhar a eleição apenas para presidente, mas também para o Governo do Estado”, disse Valdemar da Costa Neto.

O evento conta com o senador e pré-candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro. Para o Governo do Estado, o pré-candidato do partido é o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

Tribuna do Norte

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Judiciário

Moraes manda prender contador suspeito de vazar dados da família do ministro

Foto: Reprodução

Um contador está preso há mais de uma semana no Rio de Janeiro sob suspeita de participação no vazamento de dados fiscais de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, diz a Folha. A prisão tramita sob sigilo.

A detenção foi determinada pelo próprio Moraes no inquérito que apura acessos irregulares a informações da Receita Federal envolvendo magistrados e parentes. Segundo a investigação, o suspeito admitiu ter obtido os dados de forma ilegal.

De acordo com a Folha, o contador afirmou à Polícia Federal que atuou como intermediário entre um interessado nos dados e alguém que dizia ter acesso às informações sigilosas. Os nomes citados permanecem sob sigilo.

A defesa afirma que ainda não teve acesso à decisão que decretou a prisão nem a outros documentos do processo.

O advogado Eric Cwajgenbaum criticou a falta de resposta aos pedidos feitos ao gabinete do ministro.

Até onde se tem notícia, o caso é o primeiro com prisão no âmbito da investigação sobre o vazamento de dados de integrantes do STF. Até então, as medidas incluíam buscas e uso de tornozeleira eletrônica.

Entre os dados acessados ilegalmente estão informações fiscais da advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro.

A investigação começou após determinação de Moraes para que a Receita rastreasse possíveis quebras de sigilo envolvendo cerca de cem pessoas.

Em janeiro, Moraes abriu de ofício uma investigação para saber se a Receita Federal e o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de integrantes do Tribunal. Essa investigação é um anexo do inquérito das fake news.

O Antagonista

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Geral

Rachas entre aliados de Lula em Estados complicam palanques petistas para 2026

Créditos: Agência Brasil

Disputas internas entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm dificultado a definição de palanques estaduais para a eleição de 2026. Ao menos quatro Estados registram conflitos políticos que ameaçam a unidade da base governista.

No Maranhão, o cenário é considerado o mais delicado. O embate envolve o governador Carlos Brandão e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que comandou o estado entre 2015 e 2022.

Apesar de terem sido aliados — Brandão foi vice nos mandatos de Dino —, a relação se rompeu e evoluiu para um confronto político e institucional. O desgaste aumentou após decisões de Dino no STF que suspenderam processos de indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), incluindo o nome apoiado pelo atual governador.

A crise também impacta os planos eleitorais locais. Brandão cogitava disputar o Senado, mas, para isso, teria que deixar o cargo e transferir o governo ao vice Felipe Camarão, hoje alinhado ao grupo de Dino — e visto como adversário.

Nesse contexto, o governador aposta na candidatura do sobrinho, Orleans Brandão, que lançou pré-candidatura ao governo com apoio expressivo de prefeitos no estado.

Outros Estados com impasses

Além do Maranhão, outros cenários também desafiam a articulação política do presidente:

Distrito Federal: disputa entre Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) pela liderança do campo de centro-esquerda;

Pernambuco: o prefeito João Campos busca apoio exclusivo de Lula, enquanto a governadora Raquel Lyra tenta garantir neutralidade do presidente;

Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) disputam protagonismo na corrida estadual.

Os conflitos evidenciam a dificuldade de construir alianças amplas em nível regional, mesmo entre partidos que compõem a base do governo federal. A definição dos palanques será decisiva para a estratégia de reeleição de Lula, exigindo negociações delicadas para evitar divisões que possam enfraquecer o projeto político nacional.

Com informações do Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Onde esse maluquete mentiroso coloca a mão ensebada, a coisa desmantela, isso é um psicopata do malso os burros não veem.

  2. A extrema direita é boa de Mídia. Mas de votos não tem para ninguém. Lula será TETRA. AGUADEM.

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Geral

VÍDEO: Público lota evento do PL no RN com presença de Flávio Bolsonaro

Apoiadores compareceram em peso ao evento de fililação do PL e de lançamento de pré-candidaturas realizado na tarde deste sábado (21), no Boulevard, em Nova Parnamirim. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro está presente no evento.

A atividade reúne lideranças políticas do estado e conta com a presença dos pré-candidatos ao Governo do RN, Álvaro Dias, do pré-candidato a vice, Babá Pereira. e do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio.

Acompanhe ao vivo:

 

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Geral

Professor da UFR no Mato Grosso esquece filho de 3 anos no carro e criança morre

Foto: reprodução

Uma criança de apenas três anos morreu após ser deixada, por cerca de quatro horas, dentro de um veículo no estacionamento da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), no município de Rondonópolis (MT). O pai, que é professor da instituição, esqueceu o filho na cadeirinha depois de estacionar o carro.

A tragédia ocorreu na tarde da última quinta-feira (19/3) e foi registrada como morte acidental. O caso é investigado pela Polícia Civil. O pai ficou em estado de choque e também precisou de atendimento médico.

De acordo com as informações repassadas às autoridades, o pai da criança chegou ao local por volta das 13h30 para trabalhar e levava o filho em uma cadeirinha instalada no banco traseiro do veículo. O carro foi estacionado próximo à calçada de acesso a um dos blocos da universidade e permaneceu no local durante toda a tarde.

Somente por volta das 17h30, quando retornou ao veículo, o pai percebeu que o menino ainda estava no banco de trás, preso à cadeirinha. Desesperado, ele pediu socorro imediatamente.

Médicos que trabalham na própria universidade prestaram os primeiros atendimentos, mas a criança já não apresentava sinais vitais. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionada e confirmou o óbito no local. A Politec foi chamada para realizar os procedimentos periciais e esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, a UFR, por meio da Administração Central, comunicou “com profundo pesar, a declaração de luto oficial por três dias”. As atividades acadêmicas e administrativas foram suspensas durante o período, em sinal de respeito e solidariedade.

“A UFR manifesta suas mais sinceras condolências, unindo-se à comunidade acadêmica neste momento de luto.”

Metrópoles

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