Polícia

Delegados divulgam manifesto contra ‘desmonte da PF’

1pDocumento aprovado em assembleias da categoria em todo o País cobra ‘tratamento digno’ por parte do governo e afirma que outras instituições se expandem

Os delegados de Polícia Federal divulgaram nesta quinta-feira, 7, manifesto ‘contra o desmonte e em defesa da PF’. O documento foi aprovado na quarta,6, em assembleias da categoria realizadas simultaneamente em todo o País no mesmo dia em que o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, apontou ‘problema de gestão’ na PF do Paraná, base da missão Lava Jato.

Os delegados se dizem ‘indignados’ com o tratamento dado à Polícia Federal pelo Governo e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. “Há alguns anos, observamos a redução dos investimentos na PF e a carência sistemática de recursos, inclusive, para a manutenção das atividades rotineiras da instituição”, afirma o manifesto. “Não são poucos os casos de suspensão ou cancelamento de contratos de prestação de serviços básicos, como aluguel das Delegacias, fornecimento de energia e, até mesmo, abastecimento de água em nossas unidades. Isso sem falar na suspensão, redução ou cancelamento de grandes projetos estruturantes fundamentais para a Segurança Pública e proteção das fronteiras nacionais.”

O manifesto é dirigido ‘à sociedade’ como um alerta. “Pode estar em curso o que já se denomina “Operação Desmonte da Polícia Federal’.” Os delegados pedem ‘a,todos os brasileiros que permaneçam atentos e se engajem na defesa da instituição mais bem-avaliada do país’. Eles argumentam que ‘somente com a garantia de autonomia orçamentária, financeira e funcional a Polícia Federal estará imune às situações nesse manifesto descritas’.

O mal estar entre os delegados e o Governo Dilma ganhou contornos críticos desde que o Congresso cortou R$ 133 milhões do orçamento da PF no final de 2015 – a quantia chega a R$ 151 milhões, segundo informação oficial da direção da PF. Os delegados cobraram reação do ministro da Justiça e ‘menos discurso’ de Cardozo. Por seu lado, o ministro refutou ter cedido a pressões dos delegados e nesta quarta, 6, cobrou esclarecimentos à cúpula da PF sobre o fato de a Superintendência Regional no Paraná ter solicitado R$ 172 mil ao juiz federal Sérgio Moro e, ao final do exercício 2015, ter devolvido R$ 3 milhões do Orçamento.

O questionamento do ministro provocou reação do Sindicato dos Delegados da PF no Paraná, que em novo capítulo da polêmica sobre o corte no Orçamento divulgou nesta quinta-feira, 7, nota de apoio ao superintendente regional da corporação no Estado, delegado Rosalvo Ferreira Franco, com críticas a Cardozo. Os delegados atribuem ao ministro ‘declarações contraditórias’ e repudiam ‘qualquer ato falacioso que vise denegrir a qualquer integrante da Polícia Federal’.

“Contrariamente ao que foi divulgado pelo Ministro da Justiça, não ocorreu a devolução de tal montante e a aceitação dos valores repassados pela Justiça Federal deu-se em face da real necessidade por parte da Polícia Federal no Paraná, vez que o não pagamento das despesas vencidas poderia acarretar prejuízos irreparáveis aos trabalhos da PF no Estado, sobretudo para a Operação Lava Jato”, assinala o Sindicato.

O texto do manifesto da Associação Nacional dos Delegados vai além. “Enfrentamos, ainda, carência extrema de recursos humanos, sendo que há quase 500 cargos vagos somente da carreira de Delegado de Polícia Federal, o que corresponde a 30% de todo o efetivo atual, sendo que a realização do concurso público depende, exclusivamente, de ato do Ministério do Planejamento e da existência de orçamento. Não podemos deixar de comentar o desestímulo ao ingresso e à permanência nas carreiras da Polícia Federal diante da falta de um tratamento digno, o que provoca grande evasão, desmotivação e progressiva redução da qualificação dos membros da instituição, em descompasso com outros órgãos da União que vêm recebendo atenção prestigiada do governo federal.”

Segundo os delegados, ‘o descaso com a instituição se torna ainda mais flagrante quando se observa que, nos últimos sete anos, não foi aberta nenhuma nova unidade da Polícia Federal’. “Diferentemente do que ocorreu em outras instituições que também atuam na área de justiça criminal, como a Justiça Federal, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União, os quais vêm se expandindo e se instalando por todo o interior do país e suas fronteiras, a Polícia Federal ficou estagnada.”

Os delegados alertam para o que chamam de ‘encolhimento institucional da PF’. “Restou recentemente evidenciado com o veto ao artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que previa as residências funcionais em faixa de fronteira para a Polícia Federal, mantendo a permissão apenas para Juízes Federais e membros do Ministério Público da União. Outra evidência do descaso foi demonstrada com o corte de cerca de 133 milhões de reais do orçamento da Polícia Federal.”

Os delegados reconhecem o momento difícil da economia, mas são categóricos. “Embora seja notória a crise econômica por que passa o país, não é possível concordar com os cortes e contingenciamentos impostos à Polícia Federal, visto que, mais do que despesas, os recursos aportados na instituição representam investimento em um dos mais relevantes direitos da cidadania – a segurança – sem o qual não é possível exercer, em sua plenitude, nenhum dos demais direitos individuais.”

Eles invocam as missões especiais contra fraudadores do Tesouro como exemplo de que a PF dá retorno aos cofres públicos. “As grandes operações de combate à corrupção permitem a recuperação de elevadas somas desviadas, bem como que novos desvios aconteçam. Somente com a Operação Lava Jato mais de 2.5 bilhões de reais já foram recuperados, enquanto se estima que por meio da Operação Zelotes mais de 25 bilhões de reais deixaram de ser desviados pela corrupção.

Na quarta-feira, 6, ao divulgar que estava cobrando esclarecimentos da PF sobre o episódio no Paraná, o ministro da Justiça declarou. “Ninguém vai parar a Polícia Federal por causa de R$ 100 milhões ou um pouco mais. Agora, é preciso entender que a Polícia Federal não é uma ilha, assim como o Ministério da Justiça também não é. Precisamos conviver com a realidade orçamentária que temos.”

Nesta quinta, 7, Cardozo informou que o Ministério da Justiça e a Direção-Geral da Polícia Federal vão divulgar nota conjunta rebatendo ponto a ponto o manifesto dos delegados. “Vamos mostrar que não há desmonte nenhum da Polícia Federal”, afirmou o ministro. Ele reiterou que determinou ao comando da PF que esclareça minuciosamente o que ocorreu no Paraná no âmbito do dinheiro solicitado ao juiz federal Sérgio Moro e devolução de R$ 3 milhões do orçamento.

LEIA A INTEGRA DO MANIFESTO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL

MANIFESTO DOS DELEGADOS DE POLICIA FEDERAL CONTRA O DESMONTE E EM DEFESA DA POLÍCIA FEDERAL.

Os Delegados de Polícia Federal, que este subscrevem, vêm manifestar, perante toda a sociedade brasileira, a sua indignação com o tratamento dado à Polícia Federal pelo Governo Federal – Ministério do Planejamento (MPOG).

Há alguns anos, observamos a redução dos investimentos na PF e a carência sistemática de recursos, inclusive, para a manutenção das atividades rotineiras da instituição.

Não são poucos os casos de suspensão ou cancelamento de contratos de prestação de serviços básicos, como aluguel das Delegacias, fornecimento de energia e, até mesmo, abastecimento de água em nossas unidades. Isso sem falar na suspensão, redução ou cancelamento de grandes projetos estruturantes fundamentais para a Segurança Pública e proteção das fronteiras nacionais.

Enfrentamos, ainda, carência extrema de recursos humanos, sendo que há quase 500 (quinhentos) cargos vagos somente da carreira de Delegado de Polícia Federal, o que corresponde a 30% de todo o efetivo atual, sendo que a realização do concurso público depende, exclusivamente, de ato do MPOG e da existência de orçamento.

Não podemos deixar de comentar o desestímulo ao ingresso e à permanência nas carreiras da Polícia Federal diante da falta de um tratamento digno, o que provoca grande evasão, desmotivação e progressiva redução da qualificação dos membros da instituição, em descompasso com outros órgãos da União que vêm recebendo atenção prestigiada do governo federal.

O descaso com a instituição se torna ainda mais flagrante quando se observa que, nos últimos sete anos, não foi aberta nenhuma nova unidade da Polícia Federal. Diferentemente do que ocorreu em outras instituições que também atuam na área de justiça criminal, como a Justiça Federal, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União, os quais vêm se expandindo e se instalando por todo o interior do país e suas fronteiras, a Polícia Federal ficou estagnada.

Esse encolhimento institucional da PF restou recentemente evidenciado com o veto ao artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que previa as residências funcionais em faixa de fronteira para a Polícia Federal, mantendo a permissão apenas para Juízes Federais e membros do Ministério Público da União. Outra evidência do descaso foi demonstrada com o corte de cerca de 133 milhões de reais do orçamento da Polícia Federal.

Embora seja notória a crise econômica por que passa o país, não é possível concordar com os cortes e contingenciamentos impostos à Polícia Federal, visto que, mais do que despesas, os recursos aportados na instituição representam investimento em um dos mais relevantes direitos da cidadania – a segurança – sem o qual não é possível exercer, em sua plenitude, nenhum dos demais direitos individuais.

As grandes operações de combate à corrupção permitem a recuperação de elevadas somas desviadas, bem como que novos desvios aconteçam. Somente com a Operação Lava Jato mais de 2.5 bilhões de reais já foram recuperados, enquanto se estima que por meio da Operação Zelotes mais de 25 bilhões de reais deixaram de ser desviados pela corrupção.

Diante desse cenário, os Delegados de Polícia Federal se veem obrigados a levar à sociedade o sentimento de que pode estar em curso o que já se denomina “OPERAÇÃO DESMONTE DA POLÍCIA FEDERAL”, para que todos os brasileiros permaneçam atentos e se engajem na defesa da instituição mais bem-avaliada do país.

Somente com a garantia de autonomia orçamentária, financeira e funcional a Polícia Federal estará imune às situações nesse Manifesto descritas.

LEIA NOTA DIVULGADA NO SITE DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

A Polícia Federal esclarece que a proposta orçamentária para 2016, consolidada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão com o apoio integral do Ministério da Justiça, contemplava os montantes necessários ao desenvolvimento pleno de todas as atividades do órgão.

Ocorre que, no trâmite do processo legislativo no âmbito do Congresso Nacional, houve corte de 151 milhões de reais referentes ao custeio da PF, por parte do relator do projeto da Lei Orçamentária Anual.

Em razão do corte orçamentário levado a efeito pelo Poder Legislativo, o Diretor-Geral da PF reuniu-se com o Secretário Executivo do Ministério da Justiça, que já solicitou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a reposição no orçamento, para que não ocorra nenhum prejuízo às operações e projetos de melhoria e desenvolvimento da PF.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que aguardará a aprovação da Lei Orçamentária Anual para providenciar a recomposição no orçamento da PF, seguindo os trâmites necessários.

LEIA NOTA DO SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL NO PARANÁ

O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Paraná (SINDPF/PR) e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal no Paraná (ADPF) vêm, de maneira conjunta, expedir nota de apoio ao Delegado de Polícia Federal Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da Polícia Federal no Estado do Paraná, tendo em vista as publicações por parte do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo em rede nacional nas quais o mesmo critica o fato do Juiz Federal Sérgio Moro ter liberado R$ 172 mil para pagar contas da Instituição, haja vista a própria PF no Paraná ter, segundo o Ministro, devolvido R$ 3 milhões do orçamento, no fim de 2015, atribuindo com isso uma eventual má gestão por parte do Superintendente da Polícia Federal deste Estado.

Contrariamente ao que foi divulgado pelo Ministro da Justiça, não ocorreu a devolução de tal montante e a aceitação dos valores repassados pela Justiça Federal deu-se em face da real necessidade por parte da Polícia Federal no Paraná, vez que o não pagamento das despesas vencidas poderia acarretar prejuízos irreparáveis aos trabalhos da PF no Estado, sobretudo para a Operação Lava Jato.

Inclusive, são contraditórias tais declarações por parte do Ministro mesmo porque, por exemplo, a Delegacia da PF de Foz do Iguaçu/PF fechou comum déficit financeiro aproximado de 2 milhões no final de 2015.

Assim, demonstrado que a aceitação do mencionado montante não se deu em razão de má gestão ou malversação do dinheiro público, na medida em que é notório que o Delegado de Polícia Federal Rosalvo Ferreira Franco e sua equipe estão realizando um trabalho exemplar em prol da população brasileira, mormente no combate à corrupção, as entidades signatárias vêm à público reafirmar seu incondicional apoio a estes no sentido de repudiar qualquer ato falacioso que vise denegri-los ou a qualquer integrante da Polícia Federal.

ALGACIR MIKALOVSKI: Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Paraná (SINDPF/PR)

JORGE LUIS FAYAD NAZARIO: Diretor Regional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal no Paraná (ADPF)

Fausto Macedo, Estadão

Opinião dos leitores

  1. É engraçado como os petistas tem mania de dizer que "nunca se investigou tanto quanto nos governos do PT", quando na verdade o que existe é uma nova classe de policiais, delegados, promotores, que não aceitam interferência do poder executivo nas investigações. Daqui prá frente vai ser assim, qualquer que seja o governo. A única maneira de enfraquecer a PF é cortando recursos e é o que está sendo feito.

  2. A polícia federalvnunca teve tanta autonomia e tantos recursos como nos governos do PT . O que eles querem ?

  3. O q era a PF antes e depois do governo do PT. Tenho a impressão q essa turma esqueceu q a PF até 2002 praticamente inexistia.
    Quero ver o chrororo a partir de 2019. Onde tucano coloca mão é terra arrasada.

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Brasil

BOMBA OU BLEFE? Vorcaro e Zettel dizem ter “bala de prata” que pode atingir Lula ou Flávio

Reprodução

Advogados que estiveram com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel afirmam que os dois dizem possuir uma “bala de prata” capaz de pesar na eleição presidencial. A dúvida é quem seria atingido pelo material: Flávio Bolsonaro (PL) ou o presidente Lula (PT).

De acordo com a coluna de Bela Megale (O Globo), novos integrantes da equipe passaram a rever a estratégia adotada até agora. O conteúdo e as provas que formariam essa suposta “bala de prata”, porém, não foram revelados.

Vorcaro está preso na Papuda, em Brasília, enquanto Zettel permanece detido em Potim, no interior de São Paulo.

A defesa de Vorcaro negou qualquer intenção de interferir nas eleições. Disse ainda esperar que o caso seja analisado juridicamente e que o ex-banqueiro possa responder em liberdade e colaborar com as investigações.

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Brasil

[VÍDEO] “Se a gente não ganhar, Bolsonaro vai morrer na cadeia”, diz Damares Alves após ex-presidente passar mal em casa


A senadora Damares Alves (PL-DF) afirmou nesta sexta-feira (2) que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal em casa. Segundo ela, o episódio fez Michelle Bolsonaro cancelar a participação em um dos últimos atos da campanha em Brasília.

Michelle participou do evento por chamada de vídeo. Damares disse que a ex-primeira-dama estava muito abatida e que aquele foi “um dos momentos mais tristes” em que já a viu.

Na sequência, a senadora fez um apelo aos eleitores: “Se a gente não ganhar essa eleição, o presidente Bolsonaro vai morrer na cadeia”. Damares voltou a classificar Bolsonaro como preso político e criticou as decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Vídeo e informações: Metrópoles 

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Judiciário

FALOU GROSSO: Fachin diz que fatos envolvendo ministros no caso Master devem ser apurados “sem exceção”

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que fatos envolvendo ministros da instituição nas investigações do Banco Master devem ser apurados “sem exceção de pessoa”. A manifestação foi enviada nesta sexta-feira (2) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

No ofício, Fachin disse que todas as comunicações encaminhadas ao Supremo, desde que apresentadas de forma integral, receberão os “encaminhamentos devidos”.

O ministro também defendeu que as apurações respeitem as regras constitucionais e processuais, preservando tanto a autonomia da PF quanto as competências do STF.

Fachin deverá se reunir com representantes da Polícia Federal na segunda semana de outubro para tratar das menções a integrantes da Corte encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Brasil

REFORÇO: Tarcísio promete entrar de vez na campanha de Flávio no 2º turno e ajudar até fora de SP

Reprodução

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (2) que pretende reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno presidencial, inclusive com agendas fora do estado.

“Se acontecer de realmente encerrar a disputa em São Paulo no domingo, eu já estaria também, de qualquer forma, mesmo que não encerrasse, à disposição do Flávio para ajudá-lo muito no segundo turno aqui em São Paulo e até fora do estado”, declarou.

Pesquisas apontam a possibilidade de Tarcísio derrotar Fernando Haddad (PT) ainda no primeiro turno. Já Lula (PT) e Flávio aparecem tecnicamente empatados nos principais cenários presidenciais.

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Política

NEM DISFARÇAM MAIS: Alcolumbre pauta fim da escala 6×1 para dois dias após o 1º turno para ajudar Lula

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (6), apenas dois dias depois do primeiro turno das eleições, a discussão da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

A proposta é uma das principais bandeiras do governo Lula (PT) na campanha pela reeleição. O presidente já havia fechado um acordo com Alcolumbre para destravar o texto no Congresso e afirmou que a medida será aprovada ainda neste ano.

A PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário, e garante dois dias de descanso por semana. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Para ser aprovada, a proposta ainda precisa receber pelo menos 49 votos, em dois turnos no plenário. Depois disso, poderá ser promulgada caso não sofra alterações.

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Geral

TENSÃO: Canadá e Reino Unido emitem alertas de segurança para o Brasil

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Canadá e Reino Unido emitiram nesta sexta-feira (2) alertas de segurança para cidadãos que estão ou pretendem viajar ao Brasil durante o período eleitoral. As orientações foram divulgadas após Estados Unidos e Austrália suspenderem atendimentos em suas representações diplomáticas no país.

O governo canadense recomendou que seus cidadãos evitem grandes aglomerações e possíveis manifestações, acompanhem o noticiário e sigam as determinações das autoridades brasileiras.

O Reino Unido alertou que protestos podem ocorrer em qualquer região do Brasil “sem aviso prévio” e que a situação pode mudar rapidamente antes, durante e depois das eleições.

Diferentemente de Estados Unidos e Austrália, Canadá e Reino Unido não anunciaram o fechamento de embaixadas ou consulados. Os comunicados são orientações preventivas para o primeiro turno, marcado para domingo (4).

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Política

Ezequiel encerra campanha com grande carreata no Seridó

Divulgação

A carreata para o encerramento da campanha 2026 do deputado estadual, Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, será em Currais Novos (RN), a paritr das 18h. O candidato à Assembleia Legialativa participa da carrreata e do comício de encerramento da campanha no primeiro turno, pelas ruas de Currais Novos (RN), região Seridó do Estado.

Milena Galvão, suplente do senador Styvenson Valentim, é quem faz a convocação. “Simbora me povo. Pra cima.”, disse Milena Galvão, que tem a espectativa de um mar de gente no encerramento da campanha do irmão Ezequiel Ferreira.

Nesta reta final da agenda política Ezequiel tem percorrido municípios de diferentes regiões do Rio Grande do Norte reunindo aliados e apresentando sua atuação parlamentar. Sempre associando a presença nos municípios à interlocução com as lideranças sobre as demandas e as novas vocações econômicas de cada região.

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Geral

ALERTA ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO: Após EUA, Austrália fecha embaixada no Brasil por segurança

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A Embaixada da Austrália em Brasília anunciou que ficará fechada nesta sexta-feira (2) por “preocupações com a segurança”. A medida ocorre dois dias antes do primeiro turno e após os Estados Unidos suspenderem o atendimento presencial na embaixada e em todos os consulados no Brasil.

O governo australiano não informou qual ameaça específica motivou o fechamento. A assistência consular emergencial continuará disponível por meio do Centro de Emergência Consular, em Camberra.

No comunicado, a representação afirmou que ataques terroristas podem acontecer “em qualquer lugar e a qualquer momento” e recomendou atenção redobrada em locais públicos. Australianos também foram orientados a evitar instalações diplomáticas dos Estados Unidos e áreas próximas.

Até o momento, não há informação de que Austrália e Estados Unidos tenham adotado as medidas pelo mesmo motivo. Também não foi divulgada previsão para a retomada dos atendimentos.

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Política

Cabo Deyvison encerra campanha liderando pesquisas e na expectativa de virar fenômeno eleitoral no RN

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O candidato a deputado federal Cabo Deyvison encerra sua campanha neste sábado (03), realizando mais uma grande movimentação política em Mossoró, a “Carreata da vitória do elemento”. O ato previsto para às 16h30 saindo do Redenção, deve atrair mais uma grande multidão às ruas da segunda maior cidade do Estado, mantendo a expectativa de que o atual vereador mossoroense se transforme no novo fenômeno eleitoral do Estado.

Nesta última semana, em meio às muitas pesquisas divulgadas por vários institutos diferentes e em veículos de comunicação diversos, a presença de Cabo Deyvison entre os líderes foi constante. Em muitas delas, inclusive, desbanca nomes considerados favoritos desde o início do processo eleitoral, como Nina (PL) ou Natália Bonavides (PT).

“Chegamos ao final da campanha e só temos a agradecer desde já as milhares de demonstrações de carinho que recebi em praticamente todas as cidades do Estado. Foram pessoas desconhecidas que, com um sorriso ou um abraço, nos deram força para continuar lutando em defesa do nosso povo. Tentaram me amedrontar, mas decidi jamais recuar. Vamos em frente até a vitória”, disse Cabo Deyvison.

Candidato a deputado federal, Cabo Deyvison se transformou em um símbolo de combate às facções criminosas no Estado, após sobreviver a um atentado em Mossoró. No crime, seu amigo e assessor Alison Diego acabou sendo assassinado. Já na campanha, viu avançar rapidamente um processo de cassação do seu mandato de vereador no TRE-RN, por ter saído do seu antigo partido que preferiu apoiar Allyson Bezerra ao Governo.

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Brasil

PF faz buscas por suposto plano contra Embaixada dos EUA, mas não encontra indícios de risco

Embaixada dos Estados Unidos em Brasília — Foto: Embaixada dos EUA/Divulgação

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (2) dois mandados de busca e apreensão para investigar um suposto planejamento de ações contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. As diligências ocorreram em São Paulo e no entorno do Distrito Federal.

A investigação tramita sob sigilo e conta com a cooperação de forças estrangeiras. Equipamentos de comunicação e mídias foram apreendidos para análise.

A PF informou que, até o momento, não foram encontrados elementos que confirmem os riscos inicialmente apontados. As investigações continuam para esclarecer o caso.

Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta o atendimento presencial em sua embaixada e nos consulados brasileiros por “preocupações com a segurança”. A representação diplomática orientou seus cidadãos a evitarem as instalações.

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