Jornalismo

Desastre em Minas Gerais x Terrorismo em Paris: como a imprensa brasileira cobriu os dois casos?

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Portal Comunique-se

Quinta-feira, 5 de novembro: duas barragens de rejeitos da Samarco, empresa cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, se romperam e inundaram de lama o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Sexta-feira, 13 de novembro: ataques terroristas em Paris, na França, deixaram mais de 120 mortos e centenas de feridos. As duas notícias pautaram a imprensa brasileira, mas em proporções bem diferentes. É isso que mostra o levantamento feito pela reportagem do Portal Comunique-se ao olhar para as mídias TV, jornal e revista. Diante da importância factual de ambas, a reportagem levou o tema a acadêmicos, que avaliaram o comportamento dos veículos de comunicação. Mas antes de abrir o debate, vamos aos dados.

Globo, SBT, Record e Band
A análise feita pelo Portal Comunique-se leva em consideração o comportamento da imprensa no início de cada fato. Ou seja, mostra como foi a cobertura do desastre em Minas Gerais nos dias 5, 6, 7 e 8 de novembro, e as notícias dos ataques em Paris nos dias 13, 14 e 15 do mesmo mês. A começar pelas emissoras de TV, a Globo dedicou, aproximadamente, uma hora e 12 minutos de sua programação, ao longo dos quatro dias analisados, para abordar a pauta nacional. Os programas que entram no estudo são os jornalísticos ‘Hora Um’, ‘Bom Dia Brasil’, ‘Jornal Hoje’, ‘Jornal Nacional’, ‘Jornal da Globo’ e ‘Fantástico’. No total, 17 reportagens foram apresentadas. Fabiana Almeida, Ricardo Soares, Viviane Possato, Cristiane Leite, Fernando Moreira, Aline Aguiar e Ismar Madeira foram alguns dos jornalistas envolvidos nessas coberturas. O Portal Comunique-se observou que a emissora não criou especiais sobre o tema. Quando o assunto é o ataque em Paris, o canal reservou, aproximadamente, três horas e 54 minutos de sua grade para abordar o tema nos dias 13, 14 e 15. As reportagens foram veiculadas nas mesmas atrações mencionadas, sendo que ‘Hora Um’ ganhou edição extra no sábado, 14, especialmente para falar do tema. Além disso, ‘JN’ e ‘Fantástico’ também tiveram edições dedicadas à pauta. Os correspondentes foram movimentados e nomes como Carolina Cimenti, Cecília Malan, Márcio Gomes, Ilze Scamparini, Pedro Vedova, Roberto Kovalick, Fábio Turci, Alan Severiano, Sandra Coutinho, Tonico Ferreira, Jorge Pontual e Marcos Uchôa reportaram os acontecimentos – diretamente da capital francesa e de outras cidades. No total, 68 reportagens foram apresentadas.

O mesmo acontece com outras duas emissoras. SBT, por exemplo, transmitiu, aproximadamente, 16 minutos de reportagem sobre o desastre em Minas Gerais nos programas ‘Jornal do SBT’ e ‘SBT Brasil’. Fernanda de Andrade e Sid Marcus estão na lista dos repórteres que cuidaram da pauta. No total, oito reportagens foram veiculadas. A notícia sobre os ataques terroristas ganhou espaço de 45 minutos nas mesmas atrações com informações de Elcio Ramalho, Karina Pachiega, Daniel Adjuto, Yula Rocha e Sérgio Utsch. O canal, assim como fez a Globo, entrevistou o especialista Heni Ozir Cukier para falar sobre a violência. No total, 18 matérias foram apresentadas sobre o atentado.

A Record veiculou 40 minutos de conteúdo sobre a pauta nacional nos noticiários ‘Balanço Geral Manhã’, ‘Fala Brasil’ e ‘Jornal da Record’. Para cuidar da apuração, estavam envolvidos os jornalistas Virgínia Nalon, Sálua Zorkot, Helen Oliveira e Luiz Carlos Azenha. Quinze reportagens foram ao ar. O tema internacional ganhou no canal, aproximadamente, uma hora e sete minutos com matérias de André Tal e Jonathas Mello, jornalista que colaborou com as informações. Ele mora em Paris e falou de maneira especial para a emissora. Foram veiculadas 25 reportagens.

A Band foi a única que apresentou dados distintos. Em seus programas ‘Café com Jornal’, ‘Brasil Urgente’, ‘Jornal da Band’ e ‘Jornal da Noite’, a emissora usou uma hora e 44 minutos da grade para falar sobre o caso em Minas Gerais com 26 matérias. Para os ataques em Paris, uma hora e dois minutos foi reservada para o tema. No total, o canal colocou no ar 23 reportagens, sendo que o correspondente Milton Blay esteva envolvido na cobertura.

CartaCapital, Época, Veja e IstoÉ
Quando os fatos aconteceram, as revistas semanais já tinham definido suas capas. CartaCapital, Época, Veja e IstoÉ tiveram a oportunidade de tratar do desastre em Minas Gerais na capa desta semana, já que o evento foi no dia 5 de novembro. Em todas as publicações, exceto em Veja, o caso ganhou chamadas na capa, mas não como destaque principal. A Época chegou a criar especial sobre o assunto, mas os ataques em Paris fizeram com que o material ficasse em segundo plano.

Correio Braziliense, Diário de Pernambuco, Estadão, Estado de Minas, Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, O Tempo e Zero Hora
Quando a análise chega aos impressos diários, é possível ver que as duas pautas ganharam as capas. Correio Braziliense, Diário de Pernambuco, Estadão, Estado de Minas, Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, O Tempo e Zero Hora trabalharam a tragédia de Minas Gerais e os ataques em Paris de maneira parecida, com capas destacando o caso brasileiro nos dias 6, 7 e 8 de novembro e a pauta internacional como foco nos dias 14, 15 e 16. A diferença está nas publicações locais. Mesmo diante do terrorismo internacional, Estado de Minas e O Tempo mantiveram o caso nacional em evidência.

Valor notícia?
Quem conversou com a reportagem do Portal Comunique-se foi a coordenadora do curso de jornalismo da Cásper Líbero, Helena Jacob, e o coordenador do curso de jornalismo da PUC do Rio Grande do Sul, Fábian Chelkanoff Thier. Ao terem conhecimento dos dados levantados pela reportagem, eles concordam que as duas notícias são de extrema importância, mas foram enfáticos ao dizer que a imprensa não deu a verdadeira dimensão para o caso de Minas Gerais nos primeiros dias de cobertura. Eles levantam, ainda, alguns motivos para isso ter acontecido.

Segundo Helena, falar em “desastre natural” ao noticiar que as barragens romperam é um erro. Trata-se de desastre tecnológico, avalia. “A cidade estava arrasada, a lama continuava correndo, chegou ao Rio Doce e só depois, motivada pelas redes sociais, a imprensa viu que era muito mais sério. Houve despreparo, mas acredito que agora os veículos estão correndo atrás do prejuízo”. Segundo a professora, que acompanhou a cobertura dos dois casos, o trabalho está equilibrado nesta semana.

Ela conta que os ataques em Paris ganharam mais destaque porque existe miopia no jornalismo. “Paris é lugar importante para a cobertura internacional, mas o mundo não é somente isso. O que acontece é que existe espetacularização midiática sobre o tema, já que as pessoas conhecem a França, o público tradicional da imprensa conhece as grandes capitais e isso direciona a cobertura porque tem identificação. Porém, isso não justifica não cobrir fatos nacionais”. Helena afirma que a cobertura sobre os ataques terroristas foi positiva, mas ressaltou que se não tivesse pressão das redes sociais, os veículos iriam cobrir a pauta fortemente ao longo desta semana sem dar atenção aos problemas do próprio país.

De acordo com Chelkanoff Thier, pautas internacionais, ainda mais quando se fala em terrorismo, sempre serão muito importantes, no entanto o que se viu na cobertura de Minas Gerais é que a maior tragédia ambiental do Brasil foi colocada em segundo plano por questões econômicas e financeiras. “A impressão que tenho é que os veículos têm medo de falar sobre a Vale. A Samarco cometeu erro gravíssimo contra a população, mexeu com vidas e um distrito inteiro, e ninguém diz nada?”, questiona.

Para o acadêmico, a situação ainda tem agravante: pauta ambiental tem menos prestígio e é tratada de maneira secundária no Brasil. “Alguns especialistas defendem que por 100 anos vamos pagar pelo que aconteceu em Mariana. Só que o que vai acontecer no futuro acaba não ganhando espaço na imprensa. Vamos ter problemas de flora e fauna, de água, que já vive crise, e não se fala, pois o que acontece agora é mais importante do que vai acontecer. É um erro do jornalismo de maneira geral. A imprensa é imediatista”.

Chelkanoff Thier compara o que aconteceu em Minas Gerais com o caso da boate Kiss, que matou mais de 240 pessoas no interior do Rio Grande do Sul. Ele lembra que os âncoras deixaram as bancadas para apresentarem os jornalísticos no local. “Existe problema grande de critério no jornalismo brasileiro. Por qual motivo o apresentador não foi até o local ver a situação de Minas Gerais? Por que não enviaram mais jornalistas? Esse rompimento foi tão grave quanto o caso do incêndio em Santa Maria. Não há como mensurar a tragédia que foi o caso de Minas e a mídia não fala com proporção sobre o tema”. O professor concorda com Helena do ponto de vista das redes sociais. Para ele, as mídias alternativas ajudaram a noticiar e criar comoção diante do caso.

Opinião dos leitores

  1. Foram eventos que serviram para a imprensa deixar de cobrir as manifestações de 15 de novembro. O Brasil está pegando fogo e a imprensa faz de conta que está às mil maravilhas. O combate final se aproxima.

  2. A cobertura foi um massacre de notícia sobre os coitados na França e algumas frases sobre Mariana.
    Monumentos nacionais com luzes na cores da França, e Mariana?
    Brasileiro é fraco até nessa hora, onde a dor do exterior é mais forte que a nossa própria, eita país de gente fraca e que não se dá valor

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A missão é “ampliar votação de Lula e eleger Cadu”, diz Cadu de Lula após reunião com o presidente

Diretamente do Aeroporto de Brasília, após reunião com o presidente Lula na capital federal, Cadu de Lula apareceu acompanhado da governadora Fátima Bezerra, da senadora Samanda e do ex-deputado federal Rafael Motta para celebrar os desdobramentos do encontro estratégico na noite desta segunda-feira (5). Com o objetivo de alinhar as próximas ações da campanha no estado, a comitiva destacou a energia renovada para enfrentar a etapa decisiva da eleição e consolidar o projeto no Rio Grande do Norte.

A grande novidade anunciada pelo grupo foi o compromisso assumido pelo próprio presidente da República de participar diretamente da campanha no RN. Cadu enfatizou a importância dessa aliança para o pleito ao declarar: “a notícia boa é essa: o presidente disse que vai estar no segundo turno no Rio Grande do Norte! Missão dada é missão cumprida, presidente. Vamos ampliar sua votação e fazer campanha para me eleger governador”.

Com entusiasmo, a governadora Fátima Bezerra, Rafael Motta e a senadora Samanda reafirmaram o empenho do grupo em intensificar as agendas de rua e fortalecer a candidatura ao lado da militância. Samanda destacou ainda o entusiasmo de Lula com a disputa local. “Lula tá muito entusiasmado que é você governador, Cadu”, completou a senadora eleita.

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MARIO SABINO: Lula “passa ridículo” ao tentar se afastar do STF após resultado das urnas

Foto: Evaristo Sa/AFP

O jornalista Mario Sabino afirma que o presidente Lula (PT) tenta se desvincular politicamente do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de perceber que a associação com a Corte teria provocado desgaste eleitoral no primeiro turno. Em coluna publicada nesta terça-feira (6) no Metrópoles, Sabino classifica a tentativa como “patética”.

O colunista comenta uma declaração feita por Lula na segunda-feira (5), na qual o petista se apresentou como candidato “antissistema” e criticou a relação estabelecida com o Supremo. “Só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, disse Lula.

Para Sabino, a declaração representa uma tentativa de Lula de se afastar de uma relação da qual teria sido beneficiário. O jornalista cita decisões do STF que favoreceram o presidente e lembra que Lula indicou para a Corte seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, e seu ex-advogado Cristiano Zanin.

A coluna também relaciona a mudança de discurso ao novo cenário político produzido pelas eleições para o Congresso. Segundo Sabino, a eleição de uma bancada no Senado hostil a ministros do Supremo, com parlamentares que defenderam durante a campanha processos de impeachment contra integrantes da Corte, pode alterar a relação de forças entre STF, Executivo e Legislativo.

Na avaliação do jornalista, caso Lula seja reeleito, a composição mais oposicionista do Congresso aumentaria as dificuldades para o governo e também os riscos políticos de uma eventual interferência do Supremo em disputas entre Executivo e Legislativo.

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BETS: R$ 1,33 bilhão ficam sem resgate; veja como apostadores receberão o dinheiro

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Cerca de R$ 1,33 bilhão ainda estavam depositados nas plataformas de apostas na tarde desta segunda-feira (5), poucas horas antes do fim do prazo para saque voluntário. Com os sites e aplicativos obrigados a sair do ar nesta terça-feira (6), os valores que não foram retirados serão devolvidos aos apostadores por meio das instituições financeiras.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, desde 26 de setembro os usuários retiraram R$ 775,6 milhões das plataformas. No mesmo período, o número de CPFs com saldo positivo caiu de 28,9 milhões para 26,54 milhões.

O encerramento do prazo para saque voluntário não significa perda do dinheiro. Nesta terça (6) e quarta-feira (7), as bets deverão informar aos bancos os valores restantes vinculados a cada CPF e a conta bancária utilizada pelo apostador para fazer os depósitos.

A devolução deverá ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro. O dinheiro será transferido para uma conta ativa de titularidade do próprio apostador, preferencialmente aquela utilizada anteriormente para enviar recursos à plataforma.

Caso existam dificuldades operacionais para a restituição pelos bancos, os valores serão encaminhados à Caixa Econômica Federal. A partir de 14 de outubro, a instituição ficará responsável por intermediar a devolução aos usuários.

A medida provisória que determinou o encerramento das bets estabelece a restituição integral dos saldos e determina que o dinheiro pertencente aos apostadores permaneça separado do patrimônio das empresas.

Com informações da Veja

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Após vitória da direita, oposição e empresários se mobilizam para esvaziar votação do fim da escala 6×1

Foto: Hugo Marques/VEJA

A vitória da direita nas eleições de domingo já provoca reflexos no Congresso. Senadores da oposição e representantes de setores empresariais articulam uma estratégia para dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1, enquanto o governo Lula tenta levar a proposta adiante durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo a Veja, empresários dos setores de comércio, serviços e indústria têm pressionado senadores a não comparecer às sessões. Paralelamente, a oposição busca adiar a análise da proposta. Para uma PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

O primeiro teste acontece nesta terça-feira (6). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a PEC 221/2019 na pauta e marcou para as 14h a primeira das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. Outras sessões estão previstas para quarta e quinta-feira, embora o governo ainda possa tentar acelerar o processo por meio de um calendário especial.

A movimentação para frear a proposta já havia ocorrido em setembro, quando a PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na ocasião, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) uma articulação que impediu a tentativa de levar imediatamente a matéria ao plenário.

O cenário, porém, mudou depois das eleições. De acordo com a publicação, o avanço da direita no Senado tornou mais difícil a articulação governista em torno da PEC. Nos bastidores do governo, já existe a avaliação de que a aprovação ficou politicamente mais complicada.

A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de descanso e proíbe redução salarial. Na votação realizada na CCJ, Rogério Marinho, Tereza Cristina, Hamilton Mourão e Jaime Bagattoli foram os únicos a votar contra o parecer favorável à PEC.

Com informações da Veja

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Centrão se movimenta para 2º turno e PP, Republicanos e União Brasil tendem a apoiar Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

Partidos do Centrão iniciaram as negociações para definir os apoios no segundo turno da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). A expectativa entre integrantes das legendas é de que PP, Republicanos e União Brasil caminhem majoritariamente com o candidato do PL, enquanto parte importante do PSD também pode aderir à campanha.

O resultado do primeiro turno alterou o cenário dentro das siglas. Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Segundo a CNN Brasil, dirigentes e parlamentares que antes defendiam neutralidade passaram a discutir um posicionamento formal para a segunda etapa da eleição.

No PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo partido, deve formalizar nesta terça-feira (6) apoio a Flávio. A legenda havia liberado seus integrantes no primeiro turno para seguirem as alianças estabelecidas em cada estado.

O Republicanos também negocia uma aproximação com a campanha do PL. Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o apoio da legenda está “quase fechado, com algumas dissidências”. Segundo ele, novas conversas serão realizadas com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira.

Uma das principais lideranças do Republicanos, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já declarou apoio a Flávio. Na Paraíba, porém, o cenário é diferente devido à relação do presidente da Câmara, Hugo Motta, com Lula, que apoiou Nabor Wanderley, pai do deputado, na disputa pelo Senado.

O PP marcou para esta terça uma reunião com presidentes de diretórios estaduais, deputados e senadores para decidir o posicionamento no segundo turno. A definição também pode influenciar o União Brasil, já que as duas legendas integram a mesma federação.

Já o MDB deve manter a neutralidade nacional e liberar seus integrantes para apoiarem os candidatos conforme as alianças estaduais.

Com informações da CNN Brasil

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APOSENTADO DE VEZ: Após revés nas urnas, Carlos Eduardo ganha aposentadoria da Assembleia

Foto: Reprodução

Um dia depois de o Blog do BG publicar que Carlos Eduardo Alves havia sido “aposentado pelo povo” após o resultado das eleições em Natal, veio a aposentadoria de fato. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte concedeu ao ex-prefeito aposentadoria voluntária da Carteira Parlamentar, com benefício correspondente a 20% do valor atual do subsídio de deputado estadual. O ato foi publicado nesta terça-feira (6).

Carlos Eduardo iniciou a trajetória parlamentar ao ser eleito deputado estadual em 1986 e ocupou uma cadeira na Assembleia por quatro legislaturas. Registros da própria ALRN mostram o político entre os deputados das legislaturas de 1987 a 1990, 1991 a 1994, 1995 a 1998 e 1999 a 2002.

A aposentadoria concedida agora, no entanto, é referente especificamente ao exercício do mandato entre 15 de fevereiro de 1987 e 31 de janeiro de 1991. Segundo o Ato da Mesa nº 1091/2026, os proventos correspondem a 20% do valor atual do subsídio de deputado estadual da ALRN.

A publicação ocorre após um primeiro turno eleitoral em que Carlos Eduardo apoiou Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do RN. Nesta segunda-feira (5), o Blog do BG publicou texto afirmando que o ex-prefeito havia sido “aposentado pelo povo” depois do desempenho do candidato que apoiou em Natal. Um dia depois, a aposentadoria também chegou oficialmente pela Assembleia.

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Ala do STF vê Alcolumbre enfraquecido e Rogério Marinho ganhando força para presidência do Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o resultado das eleições enfraqueceu politicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pode favorecer a candidatura do senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) ao comando da Casa em 2027.

Segundo ministros ouvidos pela CNN Brasil, a ampliação da bancada bolsonarista no Senado reduziu as chances de Alcolumbre permanecer na presidência. A avaliação é de que o novo cenário político pode impulsionar Rogério Marinho, que atualmente coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Alcolumbre também sofreu derrotas políticas em seu reduto eleitoral. No Amapá, seu principal adversário, Dr. Furlan (PSD), foi eleito governador no primeiro turno com mais de 62% dos votos, derrotando Clécio Luís (União), aliado do presidente do Senado.

O grupo de Alcolumbre também não conseguiu conquistar nenhuma das duas vagas do estado para o Senado. Foram eleitos Rayssa Furlan (Podemos), esposa de Dr. Furlan, e Lucas Barreto (PSD), ambos adversários do senador. Alliny Serrão (União), apoiada por Alcolumbre, terminou em quinto lugar, enquanto Randolfe Rodrigues (PT), aliado do presidente da Casa, ficou na terceira colocação.

Na avaliação dessa ala do STF, os resultados indicam perda de influência de Alcolumbre no Amapá e podem ter reflexos tanto na disputa pelo comando do Senado em 2027 quanto em seus planos para 2030, quando deverá disputar a renovação do próprio mandato.

Com informações da CNN Brasil

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Suyonara Souza lança Método Ponto Zero em jantar de 1 ano do Movimento Terapêutico para Mulheres

Fotos: Divulgação

A terapeuta Suyonara Souza vai apresentar o Método Ponto Zero na noite em que o Movimento Terapêutico para Mulheres completa um ano. O jantar de aniversário acontece na sexta-feira, 9 de outubro, das 20h às 22h, no Neuma Leão Buffet, no Morro Branco, em Natal.

O método leva o subtítulo Resgate do Ser Através da Autorreflexão Guiada. As convidadas vão participar de uma vivência conduzida pela própria Suyonara. A noite também terá música.

Além do ingresso, cada participante deve levar 1 kg de alimento não perecível. Tudo o que for arrecadado será doado à aldeia Potiguara do Catu.

Idealizadora do movimento, Uiara Suyonara Souza é psicanalista clínica, terapeuta integrativa, doula e educadora perinatal. Também estuda Psicologia e tem ancestralidade Potiguara. O grupo nasceu para abrir espaços de encontro e escuta entre mulheres, voltados ao autoconhecimento e ao autocuidado.

No primeiro ano, as participantes fizeram vivências de reiki, yoga, arteterapia, florais, jornada dos sonhos e práticas sistêmicas. Também houve rodas sobre ciclos femininos e ancestralidade.

“O Movimento nasceu para lembrar à mulher que, antes de cuidar de tudo e de todos, existe uma mulher dentro dela que também precisa ser escutada”, afirma Suyonara.

O ingresso custa R$ 169,90 e inclui jantar, bebidas não alcoólicas e a vivência. Também estão incluídos fotos da noite, feitas pela fotógrafa Karol Moura, e brindes das marcas ZENN Velas e Aurora Boreal. As vagas são limitadas.

Serviço

O quê: jantar de 1 ano do Movimento Terapêutico para Mulheres e lançamento do Método Ponto Zero

Quando: sexta-feira, 9 de outubro, das 20h às 22h

Onde: Neuma Leão Buffet, Av. Brigadeiro Gomes Ribeiro, 1465, Morro Branco, Natal

Quanto: R$ 169,90 + 1 kg de alimento não perecível

Inscrições: https://forms.gle/sgxc6NgkNN5Rz4YS9

Informações: (84) 98754-1723

Instagram: @movimentoterapeuticoparamulher e @uiarasuyonara

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Giordano Queiroz, o publicitário do RN por trás da campanha vitoriosa de Raquel Lyra em Pernambuco

Foto: Cedida

Durante boa parte da pré-campanha pela disputa ao governo de Pernambuco, a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), esteve atrás do principal adversário, o prefeito de Recife, João Campos (PSB). Mas aos poucos, isso mudou. No domingo passado (4) ela se reelegeu em primeiro turno. Os passos para essa mudança que levou à vitória tem um toque potiguar de um amigo desse comunicador.

O publicitário Giordano Queiroz, na verdade foi quem coordenou o marketing de campanha da governadora reeleita – junto com Igor Paulin, André Campos, Léo Saraiva e Morial Paiva – e está por trás de criações como o bordão “mainha”, que viralizou; do uso do termo “pernambuquista”; e do vídeo “sem filtro” que deve ser um dos cases mais estudados da campanha eleitoral de 2026.

“Quando a gente chegou ali em março, abril, pegou todas as entregas e fez uma campanha institucional ‘Arrumou, cuidou, acelerou’. A gente mostrou para o pernambucano que ela precisava arrumar a casa”, conta Gio, como é conhecido.

Outro desafio imposto pela disputa era a quantidade de ataques que a governadora sofria e uma impressão, capturada nas pesquisas internas, de que ela era distante da população. Para contrapor essa situação, Giordano conta que a estratégia foi mostrar como Raquel é na verdade, sem filtros.

“A gente colocou no ar uma parte da campanha que era o ‘Enquanto eles atacam, Raquel trabalha’. E aí a gente incorporou um traço da personalidade da governadora, que é algo comum a muitas outras no Brasil: uma mulher que trabalha, que é forte, que se preocupa, que cuida, que não necessariamente é a mãe, mas é a avó, a tia, a irmã mais velha. Consolidamos essa imagem numa forma de se referir a ela. E escolhemos passar a chamar Raquel de ‘Mainha’. E isso pegou. E virou um bordão de campanha que viralizou”, relata.

Além desse, outros bordões que pegaram foram “Me deixa trabalhar que eu sei fazer”. “E Raquel capitalizou também a bandeira de Pernambuco como ícone principal de sua campanha. A nossa marca foi a bandeira de Pernambuco”, afirma.

Por último, um dos maiores desafios foi conseguir barrar a influência do presidente Lula na campanha. “A gente não podia declarar apoio a Lula, nem declarar apoio a Bolsonaro. Então a gente criou um neologismo, que foi o termo ‘pernambuquista’. Raquel se declarou pernambuquista: ‘Não sou nem lulista, nem bolsonarista, eu sou pernambuquista’. E isso foi um ponto muito importante para a campanha porque mostrou que, ao contrário do adversário, Raquel estava preocupada com Pernambuco. E a população entendeu esse recado”, afirma.

Giordano avalia que a campanha da governadora reeleita deve se tornar um case a ser estudado, porque mostra que uma candidatura que trabalha e que tem entrega pode conseguir vencer outra que está mais habituada a trabalhar com as redes sociais.

“A campanha vitoriosa da ‘mainha’, de Raquel Lyra, mostra que quando se une uma boa candidatura, que tem trabalho prestado, a uma comunicação inteligente, dinâmica e estratégica, há muito mais chances de se chegar à vitória. Não importa se o adversário é um gigante nas redes. A realidade se impõe e a verdade vence. Acho que essa é a maior lição”, afirma Giordano.

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DE OLHO NO 2º TURNO: Cadu venceu mais municípios, apesar da vantagem de Allyson no primeiro 1º turno

Foto: Reprodução

Com Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) classificados para o segundo turno do Governo do Rio Grande do Norte, as campanhas agora refazem suas estratégias para a votação de 25 de outubro. Os resultados do primeiro turno mostram uma disputa equilibrada: Allyson terminou com vantagem de 15.509 votos, mas Cadu venceu em mais municípios potiguares.

Dos 167 municípios do RN, Cadu foi o mais votado em 74, o equivalente a 44,3%. Allyson venceu em 66 cidades, ou 39,5%, enquanto Álvaro Dias (PL), terceiro colocado na disputa, ficou à frente em 27 municípios, correspondentes a 16,1%.

Cadu, portanto, venceu em oito municípios a mais que Allyson. Entre as cidades onde o petista ficou à frente estão Assú, Ceará-Mirim, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz. Allyson venceu, entre outras, em Mossoró, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Touros.

Álvaro Dias foi o mais votado em Natal, Parnamirim e Caicó, além de outros 24 municípios. Cadu e Allyson voltam às urnas no dia 25 de outubro.

Com informações do g1 RN

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