Política

Veja a íntegra do discurso de Rosalba na reunião da Executiva do Democratas nesta 2ª feira‏

Excelentíssimo Senhor Presidente do meu partido – DEMOCRATAS

Senador da República, José Agripino Maia

Ilustres membros da Comissão Executiva dos DEMOCRATAS

Senhoras e Senhores

A minha primeira palavra nesta manhã é de cumprimentos a todos os membros, aqui presentes, da Comissão Executiva do meu Partido – Democratas, especialmente o Presidente, senador José Agripino, liderança que sempre segui, desde o início da minha vida pública.

Aqui venho de espírito desarmado, com o propósito de contribuir para a unidade partidária e dessa forma consolidar posições que ao longo do tempo conquistamos juntos. Tem sido difícil governar o Rio Grande do Norte, porém com obstinação superamos dificuldades e conquistamos metas.

São públicos e notórios os motivos e razões da convocação desta reunião. Devo deixar claro que jamais contribuirei para cisões, ou divisionismo partidário. A minha posição é no sentido de expor fatos e fundamentos estatutários e jurídicos, visando, juntos, participarmos do embate eleitoral de 2014.

Ressaltei não contribuir para cisões ou divisionismos, pelo fato de que nas flutuações da política brasileira tive oportunidade de liderar siglas partidárias que me foram oferecidas. Em todas as ocasiões me mantive firme. Não aceitei dividir a liderança do senador José Agripino Maia, justamente numa hora em que ele presidia nacionalmente o Partido dos Democratas. Rejeitei as ofertas de Partidos e permaneci onde sempre estive.

Tais motivos me colocam perante as Senhoras e Senhores com a consciência tranquila e a certeza de que serei ouvida pelos Companheiros que não trai pelas costas, nem os levei à sobressaltos, ou inquietações.

Não desejo acusar ninguém e proclamo, inclusive, respeito pelos adversários. Desejo apenas não ser uma estranha no meu próprio Partido e poder olhar os olhos de quem aqui está presente e dizer-lhes, com sinceridade, o que penso e o que irei reivindicar nesta reunião.

Ao que sei, através da imprensa, imputam-me a incerteza de não ter declarado enfaticamente, que pretendo ser candidata à reeleição. Também se coloca que, caso pretenda à reeleição, não disporia de um arco de

alianças partidárias capaz de viabilizá-la, juntamente com a chapa proporcional. Por fim, igualmente se comenta, que estaria inelegível perante a legislação eleitoral.

Para evitar delongas devo esclarecer esses e outros fatos político-eleitorais. Todos desaguam na minha candidatura à reeleição pela legenda dos Democratas, o meu Partido.

Recordo, Senhor Presidente, uma expressão de Cecília Meireles, que escreveu no poema: “Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira”.

Na vida política, como na primavera, o tempo faz rebrotar a verdade, por mais injustas e severas que tenham sido as lesões e ferimentos. Deixei-me cortar após assumir o governo do Rio Grande do Norte. Não foi por vontade própria. Encontrei um estado falido, sem credibilidade, incapaz de exercer com eficiência as funções que lhe são atribuídas constitucionalmente. Tive que assumir posições políticas desgastantes para, inicialmente, viabilizar obras como Estádio Arenas das Dunas, as de mobilidade do Pro Transporte, a barragem de Oiticica, o maior programa de saneamento da nossa história e o RN Sustentável, em parceria com o Banco Mundial e dar as condições para o avanço na educação, aferido por institutos internacionais.

O Rio Grande do Norte tinha ficha suja perante o Tesouro Nacional. O BNDES ou qualquer outro órgão não firmaria compromissos financeiros conosco, se essa ficha suja não se tornasse limpa. Consegui limpá-la, a custa de muitos sacrifícios pessoais, porém tendo sempre em mente aquilo que Cecilia Meirelles cantou em verso: “deixar-me cortar para poder um dia voltar inteira”.

Chego inteira a essa reunião da Executiva do meu Partido. Não tenho de que envergonhar-me, nem muito menos envergonhar o meu Partido, por mais que se propaguem inverdades a meu respeito.

Como está escrito na Bíblia “estou certa de que tenho a consciência limpa e desejo viver de maneira honrosa em tudo”.

Senhoras e senhores Membros desta Executiva partidária,

Tenho a intenção, o desejo e o propósito de ser candidata à reeleição para o cargo de Governadora do Rio Grande do Norte e faço essa declaração no momento próprio e no foro legítimo que é o meu Partido, Democratas.

Por tal razão peço, humildemente, o apoio dos militantes e convencionais do meu Partido. Esse pedido começa por reivindicar que essa Comissão

Executiva aprove, a título de Preliminar que arguo nesse momento, que a decisão final sobre a minha candidatura à reeleição somente seja adotada na Convenção Partidária, aliás, como recomenda a legislação e o artigo 17, dos Estatutos dos Democratas.

Tal pedido não invalida que essa Respeitável Executiva analise o quadro político-eleitoral do Estado, inclusive com sugestões e propostas, que acatarei naquilo que me couber e for possível.

Por que faço esse requerimento inicial, que, aliás, formalizarei por escrito ao Senhor Presidente, senador José Agripino Maia?

Justamente para responder aos questionamentos de que a minha reeleição estaria inviabilizada pela falta de partidos que formem uma coligação capaz de enfrentar o desafio das urnas.

Como poderia dispor de partidos pré-coligados para disputar a reeleição, diante do clima de incerteza que ultimamente se propagou no estado, dando como favas contadas a recusa do meu nome e até veto de parte dos Democratas?

O bom senso indica que seria impossível esse trabalho de convencimento partidário com esse clima. Além do mais, a formação de uma aliança passaria também pela ação pessoal do líder do partido senador José Agripino Maia e todos os Ilustres membros. Essa não seria uma tarefa individual, mas também partidária. De minha parte proponho-me a colaborar na montagem desse arco de alianças, inclusive por já existirem entendimentos em andamento, sendo necessária a demonstração de confiança e solidariedade do meu partido, sem o que a tarefa será enormemente dificultada. Não tenho dúvidas de que a partir da liderança incontestável do senador José Agripino, que tem uma história de lutas escrita no estado e a participação de todos nós, seremos competitivos, na eleição majoritária e proporcional. Não há razões para complexo de inferioridade política dos Democratas potiguares. Temos discursos e argumentos, que amealharão os votos dos nossos conterrâneos. E como disse Rui Barbosa: “maior que a tristeza de não vencer é a vergonha de não lutar!”

Outro argumento que me chegou aos ouvidos é de que o veto dos Democratas ao meu nome seria também por estar inelegível.

Não posso negar, Senhor Presidente, que uma interpretação desconhecendo o sagrado principio da “presunção de inocência”, antes do transito em julgado da condenação, conclua pela minha presumida inelegibilidade. Todavia, a justiça eleitoral já prolatou reiteradas decisões, assegurando o

registro de candidatos que, porventura, tenham inelegibilidade declarada por Colegiado judicial, como seria o caso do TRE estadual.

Como se vê não há essa inelegibilidade automática, que me impeça de pleitear, como pleiteio, o direito de disputar a reeleição. Prevalecerá a presunção de inocência e a regra de que a justiça não pode retirar do eleitor o direito de votar em quem não tenha contra si – como é o meu caso pessoal – condenação judicial definitiva.

Em tais situações, o TSE tem autorizado tranquilamente o registro de candidaturas para a disputa de cargos públicos.

Ademais, só resta contra mim um processo em tramitação final no Tribunal Superior Eleitoral, no qual me acusam de ter autorizado com fins eleitorais a perfuração de um poço artesiano em assentamento de sem terras, no município de Mossoró. A prova dos autos demonstra, até no depoimento de testemunhas de acusação, que nunca estive no local, nem tão pouco a candidata dos Democratas, Claudia Regina e que o poço, não concluído, começou a ser perfurado menos de uma semana antes da eleição. Por outro lado, essa comunidade de sem terras tem pouco mais de 200 eleitores, o que demonstra a impossibilidade do presumido aliciamento eleitoral ter influído no resultado final da eleição, o que é condição indispensável para a justiça eleitoral condenar alguém por abuso de poder. Observe-se, ainda, que na liminar concedida pela ministra Laurita Vaz para que permanecesse como governadora do estado está escrito que a imputação do procedimento judicial não seria hipótese de inelegibilidade e sim de suposta multa eleitoral.

Como será possível alguém considerar-me definitivamente inelegível em tal situação jurídica e fática?

Ninguém melhor do que os Ilustres membros do meu Partido para, com bom senso e solidariedade, entenderem que essa pretensão de inelegibilidade será revertida no momento próprio, diante da evidencia dos fatos demonstrados e da solidez do direito que me protege.

Senhoras e Senhores,

Não desejo prolongar-me, pois considero que esclareci os pontos que na imprensa tive conhecimento que deveria esclarecer nesta reunião.

Ao final repito Fernando Pessoa: “se achar que precisa voltar, volte. Se perceber, que precisa seguir, siga”.

Senhoras e Senhores Membros da Executiva do meu Partido: não preciso voltar. Percebo que preciso seguir, com coragem, determinação e firmeza de propósitos.

A mesma coragem, determinação e firmeza de propósitos que me levaram a disputar e vencer três vezes a prefeitura de Mossoró, ser eleita a primeira Senadora do RN e vencer a disputa ao Governo do Estado.

A mesma firmeza ao defender o nosso partido nos momentos difíceis e decidi nele permanecer, quando inúmeros convites foram formulados a ter uma nova opção partidária, com garantias em muito reduziriam os obstáculos que tive que enfrentar, mas optei pela lealdade e respeito aos democratas.

Repito “se achar que precisa voltar, volte. Se perceber que precisa seguir, siga.”

Sigo de cabeça erguida, pois sei que combato o bom combate.

Para isto, espero contar com a solidariedade do meu partido para que me dê condições de construir alianças com outros partidos e apresentar, até a Convenção, as condições que viabilizem esse projeto eleitoral.

Agradeço a presença de todos e que Deus nos abençoe,

Rosalba Ciarlini

Opinião dos leitores

  1. Assim percebemos que o Senador José Agripino nada mais é do que um aproveitador e usurpador de prestígio alheio. Soube retirar a então Senadora Rosalba Ciarlini de seu cargo para lançar-lhe ao governo. E logrou êxito, sim, mas o mérito era dela. As administrações que Rosalba fez em Mossoró lhe credenciaram e respaldaram aquela vitória da esperança em 2010. Hoje, fragilizada, se vê jogada aos leões por esses facínoras que a pouco lhe afagavam. A governadora foi covardemente abandonada pelo partido que ela ajudou a não morrer por inanição ainda nos idos daquele esperançoso 2010.
    Como ex-eleitor do filho da ditadura, José Agripino Maia, e de sua cria, no caso, neto da ditadura, Felipe Maia, declaro que estou profundamente envergonhado de em ocasiões passadas ter depositado minha confiança nesses crápulas.
    Governadora, votei e votaria novamente na senhora. Futuramente, este governo será lembrado pela austeridade administrativa e ausência absolutas de escândalos, ao contrário de governos passados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Vendas online de canetas emagrecedoras crescem 149% no Brasil e movimentam R$ 2,3 bilhões; Nordeste registra maior alta

Foto: Getty Images

As vendas online de medicamentos associados ao GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, cresceram 149,3% no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado pelo site Poder 360. Foram 1,36 milhão de pedidos entre janeiro e junho, contra 547,2 mil no mesmo período de 2025.

O valor movimentado chegou a R$ 2,3 bilhões. As mulheres responderam por 602,8 mil pedidos, enquanto a faixa etária de 36 a 50 anos concentrou a maior procura, com 481,6 mil solicitações.

O Nordeste registrou o maior crescimento percentual do país, com alta de 195,2% nos pedidos em relação ao primeiro semestre do ano passado. A região somou 139,8 mil solicitações.

Apesar do aumento nas vendas, o número de fraudes envolvendo os produtos caiu 34,8% no país, de 6.087 para 3.966 ocorrências. Norte e Nordeste, porém, foram as únicas regiões que registraram aumento nos casos.

Outro dado que chama atenção é o avanço entre pessoas de 71 a 90 anos. Esse grupo apresentou o maior crescimento proporcional nas compras, com quase quatro vezes mais pedidos que no primeiro semestre de 2025.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Congresso aprova ‘PLP da gastança’: pacote amplia drible ao arcabouço fiscal e ameaça contas públicas em 2026


Daniel Ferreira/Metrópoles

A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis pelo Congresso Nacional flexibilizou o orçamento de 2026 e reabriu as discussões sobre a sustentabilidade das metas do arcabouço fiscal. O texto, que aguarda sanção presidencial, foi expandido durante a tramitação com a inclusão de emendas conhecidas como “jabutis”, que autorizam a antecipação de gastos e abrem exceções às regras vigentes.

Concebido inicialmente para amenizar os impactos da volatilidade internacional do petróleo por meio da redução de tributos federais sobre diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, o projeto tornou-se um pacote orçamentário mais amplo. Para compensar a perda de arrecadação com impostos zerados ou reduzidos, a proposta prevê a utilização de receitas extraordinárias da exploração de petróleo e gás, além de conceding benefícios tributários e subvenções a setores como fertilizantes, minerais críticos, agronegócio, etanol e indústria de defesa.

Entre as alterações mais relevantes está a permissão para antecipar despesas previstas para 2027 e executá-las ainda em 2026 sem impacto direto no resultado fiscal primário do período. Na prática, a medida autoriza um acréscimo de até R$ 2,5 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa — montante que se soma a recursos liberados anteriormente — e a antecipação de até R$ 3 bilhões direcionados às áreas de saúde e educação.

Apesar de incluir travas para conter o crescimento de despesas obrigatórias a partir de 2027, o acúmulo de autorizações para gastos fora das regras fiscais em 2026 amplia a incerteza do mercado financeiro e dos analistas em relação ao cumprimento do arcabouço pelo governo federal.

Impacto para meta fiscal do governo

O texto permite ampliar despesas fora do arcabouço fiscal em diferentes frentes. Há previsão de aumento de até R$ 2,5 bilhões nos gastos do Ministério da Defesa, que se somam a valores já autorizados anteriormente, e a possibilidade de antecipação de até R$ 3 bilhões em despesas para saúde e educação.

Esses valores se somam a outras autorizações semelhantes já em vigor, elevando o volume de recursos executados fora das regras fiscais em 2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Saiba quanto ganham presidente, governadores, deputados e senadores

Lara Abreu / Arte Metrópoles

À medida que as eleições de 2026 se aproximam, cresce a curiosidade do eleitorado sobre os vencimentos das principais autoridades do país. A remuneração do presidente da República, de senadores, de deputados e de governadores é estabelecida por lei, respeitando os limites constitucionais.

Embora o presidente da República ocupe o cargo de maior hierarquia no Executivo, o salário do chefe de Estado é exatamente igual ao de senadores e deputados federais: R$ 46.366,19 mensais. O valor corresponde ao teto do funcionalismo público, que é atrelado ao subsidio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No âmbito estadual, os governadores também têm como limite máximo o valor de R$ 46.366,19, mas cada unidade da federação possui autonomia para fixar uma quantia inferior por lei local. Já os deputados estaduais e distritais recebem R$ 34.774,64 por mês, valor que equivale por lei a 75% dos rendimentos de um parlamentar federal.

Além da remuneração base, o exercício desses cargos públicos envolve benefícios indiretos que não entram no cálculo do salário fixo, como verbas de gabinete e cotas parlamentares para custeio do mandato. Um exemplo é o auxílio-moradia concedido aos deputados federais que não ocupam imóveis funcionais em Brasília, cujo valor pode chegar a R$ 4.253,00 mensais.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Suécia reduz maioridade penal para 14 anos


Foto Marlene Bergamo/Folhapress

O Parlamento sueco aprovou, nesta quinta-feira (13), a redução da idade de responsabilidade penal de 15 para 14 anos, enquanto o governo de direita se prepara para disputar eleições nacionais e promete endurecer o combate à criminalidade. A lei entrar em vigor em 10 de setembro, três dias antes de o país realizar eleições gerais.

Duzentos e oitenta e um legisladores votaram a favor de definir a idade em 14 anos, inclusive os social-democratas da oposição, enquanto 66 parlamentares votaram contra.

O Executivo, chefiado pelo primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson, que governa em minoria, se sustenta com o apoio do partido de extrema direita Democratas da Suécia.

Desde que chegou ao poder, em 2022, o governo fez do combate ao crime o eixo central de seu programa político. Um comissário nomeado pelo governo tinha recomendado reduzir a idade de responsabilidade penal para 14 anos.

O governo decidiu propor os 13 anos, mas a maioria dos 126 organismos consultados sobre a iniciativa, inclusive a polícia e o serviço penitenciário, se opuseram a fixar uma idade tão baixa.

Uma pesquisa da consultoria Demoskop para o jornal Svenska Dagbladet situou a oposição de centro esquerda à frente dos partidos de direita, embora com uma margem cada vez menor.

A consulta indicou que os partidos do governo e a extrema direita teriam 47% dos votos e os partidos da oposição, 51%.

Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Custo mensal por preso em 2025 foi 73,7% maior que o salário mínimo; RN gastou mais de R$ 2,8 mil por detento

Foto: Anderson Barbosa/G1

Manter um detento no sistema prisional brasileiro custou, em média, R$ 2.637,75 mensais por estado em 2025. O valor representa um recorde histórico e supera em 73,7% o salário mínimo da época, que era de R$ 1.518,00. Os dados fazem parte do painel Custo do Preso, atualizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em relação a 2020, quando o gasto médio era de R$ 1,9 mil, o custo por apenado registrou uma alta de 38,2%.

No Rio Grande do Norte, o valor cobrado por detento ficou acima da média nacional, atingindo R$ 2.855,00 por mês. Com isso, o Estado destinou um total de R$ 362.684.804,00 para a manutenção dos apenados ao longo de todo o ano de 2025.

Em todo o país, o Amapá liderou o ranking de gastos, com uma despesa mensal de R$ 4.512,00 por preso, seguido pela Bahia, com R$ 4.011,00, e por Minas Gerais, com R$ 3.824,00. Já o Paraná registrou o menor custo do Brasil, com R$ 1.529,00 mensais por detento — quantia que, embora seja a mais baixa do país, ainda permanece superior ao salário mínimo pago ao trabalhador.

As despesas totais do Brasil com o sistema prisional também atingiram o patamar mais alto dos últimos seis anos, somando R$ 26,7 bilhões em 2025, com o mês de dezembro registrando o pico de R$ 3,1 bilhões. O estado de São Paulo concentrou a maior fatia desse orçamento, acumulando R$ 5,9 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Paraná, com R$ 1,7 bilhão. Na outra ponta, Roraima apresentou o menor orçamento prisional do país, com R$ 143,1 milhões.

A sustentabilidade financeira desse sistema é questionada por especialistas da área. Segundo Leonardo Sant’Anna, especialista internacional em segurança, o encarceramento exige gastos contínuos que vão muito além da ocupação de uma cela, englobando alimentação, vigilância, saúde, transporte, tecnologia, manutenção e contratação de profissionais. Para ele, o poder público precisa superar a lógica do encarceramento em massa e rever a aplicação generalizada de penas de prisão para infrações menos graves, investindo mais na prevenção de crimes e na reinserção social do que na simples manutenção de custódias prolongadas.

Com informações do Metrópoles 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio planeja agenda no Rio de Janeiro no mesmo dia que Lula

Arte: Metrópoles

Em uma demonstração de força na disputa pela Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto, cumprirão agenda de campanha na cidade do Rio de Janeiro na manhã de sábado, 22 de agosto.

A estratégia das campanhas aposta em palanques estratégicos em diferentes pontos da capital fluminense. Flávio comanda evento no ginásio do Maracanãzinho, enquanto Lula realiza um comício no estádio do Bangu, na zona Oeste da cidade.

Maratona na véspera

Na sexta-feira (21/8), os dois pré-candidatos concentram forças em agendas distintas: o candidato do PL faz caminhada por municípios da Baixada Fluminense durante o dia e encerra a agenda em um jantar com prefeitos da região, enquanto o petista cumpre agenda em Belo Horizonte (MG) para oficializar o lançamento da candidatura do deputado Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

PCC e Comando Vermelho são ‘alvos legítimos’ dos EUA, diz chefe do Pentágono

Foto: Reprodução

O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump, são “alvos legítimos” das forças de segurança dos EUA. Em entrevista no Panamá, Hegseth mencionou a possibilidade de ações militares na Colômbia, parte da coalizão Escudo dos Américas, criada para combater o crime organizado.

Classificados como organizações terroristas internacionais pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são “alvos legítimos” das forças de segurança norte-americanas.

A afirmação é do secretário de Defesa (ou secretário da Guerra) do governo Trump, Pete Hegseth, que falou nesta quinta-feira, 13, sobre eventuais ações militares dos EUA na América Latina.

Em entrevista concedida no Panamá, Hegseth falou sobre uma possível ação militar contra grupos armados na Colômbia, país que recentemente se juntou à coalizão Escudo dos Américas. Trata-se de uma coalizão militar e de segurança regional lançada em março por Trump.

O grupo reúne EUA e diversos países latino-americanos e caribenhos com o objetivo de coordenar inteligência, logística e ações de força contra cartéis de drogas, redes de tráfico e o crime organizado.

“Organizações designadas como terroristas serão alvos legítimos do governo dos EUA, em parceria com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou o secretário da Guerra, ao confirmar a possiblidade de operações contra dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Como PCC e CV foram classificados por Washington como organizações terroristas, o governo Trump deixa claro que têm poder e legitimidade para realizar operações de combate ao crime organizado em território brasileiro, se isso for necessário.

A inclusão de PCC e CV na lista de grupos terroristas permite o congelamento de ativos financeiros de pessoas e empresas ligadas às facções pelo Departamento do Tesouro norte-americano. A medida também facilita o rastreamento de redes de apoio financeiro e logístico no exterior.

 

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

MANIPULAÇÃO: “Tinha de falar mal do Real” em 1994 por razões eleitorais, revela Lula

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que ganhou pouco destaque numa entrevista que deu ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho de 2026. O petista contou que foi contra e fez críticas ao Plano Real, em 1994, por razões eleitorais e para se contrapor ao principal adversário à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que venceu a corrida pelo Planalto no 1º turno.

Eis o que disse Lula ao Inteligência Ltda.: “O Plano Real foi um sucesso extraordinário. Estabilizou a inflação, ele estabilizou o preço. E aí o Fernando Henrique Cardoso… Também eu era sozinho. Era só o PT e o PC do B contra o mundo. E eu ainda tinha que falar mal do Real [Mas você era conta ou era a favor?]. Eu era contra [Por que tinha que ser ou…?] Porque eu achava que o Real não resolvia o problema. Porque, se eu fosse favorável, por que ser candidato? Então eu tinha que ser contra, pô”.

Com informações de Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Vôlei: CBV bane mulheres trans após aderir política do Comitê Olímpico

Foto: Deco Pires/Fotojump

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou, na tarde desta sexta-feira (14/8), a nova política sobre atletas do vôlei feminino. Com as diretrizes apresentadas, a modalidade será disputada apenas por atletas do sexo biológico feminino, não permitindo mulheres trans em competições oficiais.

De acordo com a própria Confederação Brasileira de Voleibol, a nova política é um alinhamento com os critérios apresentados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

Com isso, as atletas do sexo feminino passarão por uma verificação feita por um teste e triagem do gene SRY. João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, comentou sobre a nova diretriz da CBV.

“A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa” comentou.

Ainda em comunicado da CBV, a nova política entra em vigor em competições importantes no cenário nacional: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

Com informações de Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

PROIBIDA DE FALAR: Cármen Lúcia diz que liberdade de imprensa “não está em questão”

Foto: Marcelo Camargo

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, nesta 6ª feira (14.ago.2026), que a liberdade de imprensa “não está em questão no Brasil” e defendeu a garantia constitucional do sigilo da fonte. A declaração foi dada ao ser questionada sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou uma operação contra uma fonte de um jornalista no Maranhão.

“A liberdade de imprensa não está em questão no Brasil. Não existe democracia sem liberdade de imprensa. É garantido o sigilo da fonte, isso é o que está na Constituição”, declarou durante evento promovido pela BBC News Brasil e pela BBC World Service, em São Paulo.

Cármen Lúcia, no entanto, evitou comentar especificamente a decisão de Moraes. Disse que, como o caso está sob análise da Corte, não pode antecipar seu posicionamento.

“Eu sou proibida por lei de falar sobre o que está sub judice do Supremo. […] Mas quando chegar lá eu vou ter que votar”, afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, indicou que o caso deverá ser analisado pelo plenário. Na 5ª feira (13.ago), ele também defendeu a liberdade de imprensa e a proteção ao sigilo da fonte.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *