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Dólar fecha em R$ 4,16, maior cotação desde a criação do Plano Real

nova-nota-de-dolar-5No dia seguinte à decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros inalterada, surpreendendo economistas, o dólar comercial subiu 1,51% contra o real nesta quinta-feira, cotado a R$ 4,166 na venda. É a maior cotação de fechamento já registrada desde a criação do Plano Real, em 1994. Antes, o recorde para a cotação de encerramento era dos R$ 4,145 registrado em 23 de setembro. Na máxima da sessão desta quinta, o dólar atingiu R$ 4,174, maior cotação registrada durante uma sessão desde 24 de setembro, quando havia atingido R$ 4,249. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,19%, acompanhando os mercados estrangeiros, aos 37.716 pontos.

O real foi a segunda moeda que mais perde força frente ao dólar hoje entre as 31 principais divisas do mundo — só perde para o rublo, que recua 3,63% com os investidores retirando capital da Rússia por causa da queda contínua do preço do petróleo. Globalmente, o dólar opera praticamente estável contra uma cesta de dez moedas, avançando apenas 0,09% segundo o índice Dollar Spot, da Bloomberg.

ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO: ‘BC PERDEU CREDIBILIDADE’

Na noite de quarta-feira, dividido e sob pressão política para não aprofundar ainda mais a recessão econômica no país, o BC mudou o plano de voo e decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) estável em 14,25% ao ano. Seis diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) votaram pela estabilidade, mas dois integrantes queriam alta dos juros para conter os preços e ancorar as expectativas. Para justificar a alteração da rota, o BC deu grande peso às turbulências nos mercados internacionais.

“O Copom vai provavelmente indicar (na ata sobre a reunião de ontem) que pretende manter as taxas estáveis por um período suficientemente longo. É a mesma estratégia que o comitê seguia até novembro de 2015, que aparentemente foi abandonada naquela ocasião mas que foi retomada hoje”, escreveram os economistas do banco Brasil Plural, que esperavam que a Selic subisse para 14,5%. “Por enquanto, voltamos para a nossa previsão anterior a novembro, de que a Selic permaneceria inalterada até 2016.”

— O pouco que ainda restava de credibilidade do BC foi embora, ficou bem abalada. O BC não teve capacidade de coordenar as expectativas sobre suas decisões. Ele vinha conduzindo as expectativas para um novo ciclo de aperto dos juros, ainda que pequeno, com base na deterioração da inflação. Só que, no curtíssimo prazo, o BC deu um verdadeiro cavalo de pau. Ele fugiu do ritual tradicional do BC — criticou Rogério Freitas, sócio na Teórica Investimentos. — O problema é que se ele não usa o remédio agora, depois vai ter que usar em uma dosagem muito mais forte contra a inflação. Por isso, ocorre agora uma desancoragem das expectativas de inflação futura, ao longo de 2016 até 2018. O pessoal está esperando mais inflação. O BC se mostrou mais preocupado com o crescimento do que com as expetativas de inflação.

MOODY’S: MAIOR EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO

“A decisão do BC de manter inalterada a taxa de juros enfatiza a preocupação com o aprofundamento da recessão, mas isso pode embutir maiores expectativas inflacionárias”, disse, em comentário enviado a jornalistas, Samar Maziad, analista sênior da agência de classificação de risco Moody´s.

A gestora de recursos brasileira Bullmark Financial Group, que já previa inflação de 9,5% este ano, agora acredita que ela baterá “facilmente 10%”, segundo Nobile.

— O grande problema dessa decisão do Copom é que ela foi completamente inesperada. O governo não está ajudando com contenção de gastos nem com investimento, então os juros eram o único caminho para controlar a inflação. Mas o BC tomou uma decisão política desastrada, que gera muito incerteza no mercado financeiro — disse Renato Nobile, diretor-executivo do Bullmark Financial Group. — A troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa já havia sinalizado uma maior centralização da política econômica nas mãos de Dilma. Assim, a única instituição que tinha um pouquinho de credibilidade era o BC, mas ela se foi, não existe mais. Ficou claro que o BC responde diretamente ao Planalto.

DECISÃO DO COPOM MEXE COM JUROS FUTUROS

A decisão do Copom mexe com o mercado de juros futuros, contratos cujas taxas acabam refletindo a expectativa dos investidores para a Selic. O resultado foi que os contratos com prazo de vencimento mais curto estão vendo suas taxas caírem, já que o BC indicou que não é sua intenção subir a Selic. Assim, o contrato DO com vencimento em janeiro de 2017 cai 37 pontos-base, para 14,78%. Por outro lado, os investidores antecipam que o movimento do BC apenas adiou a necessidade de aperto dos juros. Por isso, o contrato DI com vencimento em janeiro de 2012 sobe 8 pontos-base, para 16,88%.

Entre as ações, a Petrobras ON (com direito a voto) sobe 3,20% (R$ 6,12) e a PN (sem voto) avança 3,16% (R$ 4,57). Os papéis da Vale avançam 3,47% (ON, a R$ 9,53) e 3,16% (PN, por R$ 7,17).

Entre os bancos, o Banco do Brasil avança 0,94% (ON, a R$ 12,84), enquanto o Bradesco PN tem alta de 0,81% (R$ 17,40). No Itaú Unibanco PN, a alta é de 0,99% (R$ 23,30).

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Quando o PT falava do governo FHC não pensei que era com saudade, afinal me sinto em plena era FHC quando deveria, pela lógica da organização criminosa, me sentir na Suíça.

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Transporte público de Natal será gratuito neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições

Foto: Demis Roussos/STTU

Os eleitores de Natal poderão utilizar gratuitamente os ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A medida é organizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), para facilitar o deslocamento até os locais de votação.

A gratuidade busca garantir mais facilidade de acesso às urnas e permitir que os eleitores se desloquem pela cidade sem pagar passagem durante o dia de votação.

A orientação é consultar os horários e itinerários das linhas com antecedência, especialmente nos trajetos que exigem integração ou envolvem distâncias maiores, para evitar atrasos.

Para conferir linhas, horários e itinerários CLIQUE AQUI

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MP Eleitoral diz que não cabe à Justiça decidir sobre sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro

Foto: Agência Senado e Palácio do Planalto

O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu, na sexta-feira (23), o encerramento do processo que trata da divulgação dos sigilos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sem analisar o conteúdo do pedido. Para o órgão, a Justiça Eleitoral não precisa intervir no caso, pois o assunto não é de sua competência específica.

O parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa contraria o pedido da campanha de Lula, que solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuação como mediador na abertura dos dados. Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça já havia afirmado que os candidatos podem divulgar espontaneamente as informações, sem necessidade de autorização judicial.

A disputa começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula propôs abrir seus sigilos dos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo. O senador aceitou discutir a proposta sob outras condições. Representantes das duas campanhas entregaram as procurações necessárias ao TSE, mas os dados ainda não foram divulgados publicamente e não há previsão oficial para a publicação.

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[VÍDEO] “SE CORRER O IMPOSTO PEGA, SE FICAR A INFLAÇÃO COME”: Padre faz paródia sobre situação econômica do Brasil e viraliza com mais de 1 milhão de visualizações

O padre Francisco de Assis viralizou nas redes sociais ao fazer uma paródia da música Homem com H, eternizada na voz de Ney Matogrosso, para criticar a situação econômica do Brasil governado pelo presidente Lula. O sacerdote é pároco da Paróquia Santa Bernadete, em Brasília.

O vídeo publicado há apenas dois 2 dias já havia ultrapassado a marca de 1,3 milhão de visualizações até a manhã deste sábado (24).

Na versão adaptada, o religioso ironiza a carga tributária e a inflação com o trecho: “Se correr, o imposto pega; se ficar, a inflação come”. No refrão, ele modifica a letra original para fazer um alerta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelos brasileiros: “Você vai passar fome”.

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Futuro presidente poderá indicar 12 nomes para tribunais superiores e 45 para agências e órgãos reguladores até o fim de 2027

Foto: Andressa Anholete/STF

O presidente eleito neste domingo (25) poderá indicar 45 dirigentes para agências reguladoras e órgãos públicos e 12 integrantes para tribunais superiores até o fim de 2027. As nomeações podem influenciar o funcionamento dessas instituições por anos.

Parte das vagas está aberta ou segue sem indicação devido a impasses entre o governo Lula (PT) e o Senado. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição, poderá assumir o controle dessas escolhas, caso os cargos permaneçam disponíveis.

Tribunais superiores

Nos tribunais superiores, 12 vagas devem ser abertas até o fim de 2027. O principal foco é o Supremo Tribunal Federal (STF), onde a indicação de Jorge Messias, feita por Lula, foi rejeitada. Aliados do presidente negociam a possibilidade de indicar Rodrigo Pacheco para a vaga, o que evitaria que o próximo presidente escolhesse mais um ministro da Corte.

Também há vagas previstas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As nomeações dependem, em diferentes casos, de listas elaboradas pelos próprios tribunais e de aprovação do Senado.

Além dessas 12 vagas até o fim de 2027, o presidente eleito poderá fazer outras dez nomeações para tribunais superiores ao longo do mandato. Segundo o professor Eduardo Jordão, do Insper, o aumento da influência política sobre as escolhas pode enfraquecer a independência das agências reguladoras e ampliar a ocupação política desses órgãos.

Agências reguladores

Nas agências reguladoras, há 32 indicações previstas até o fim deste ano, seis delas para presidências e diretorias-gerais. Entre os principais postos estão duas diretorias do Banco Central, a presidência e a Superintendência-Geral do Cade, duas vagas na CVM e, em 2027, a direção-geral da Aneel.

No Banco Central, duas diretorias estão vagas desde o fim de 2025 e são ocupadas interinamente. Se Lula não conseguir aprovar seus indicados, Flávio poderá ampliar sua influência sobre o colegiado.

No Cade, os cargos de presidente e de superintendente-geral também seguem sem preenchimento. Já na CVM, uma indicação de Lula aguarda aprovação do Senado.

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ELEIÇÕES 2026: Daniel Vorcaro e outros 13 mil presos provisórios estão aptos a votar no 2º turno

Foto: Reprodução

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, está entre os presos provisórios aptos a votar neste domingo (25), no segundo turno das eleições. Ele votará na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde participou do primeiro turno.

Além dele, cerca de 13 mil presos provisórios estão habilitados a votar no país. São Paulo concentra o maior número, com 3.502 eleitores, seguido pela Bahia, com 1.663, e pelo Maranhão, com 1.271, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação permite o voto de presos provisórios, que ainda não têm condenação criminal definitiva, e de adolescentes internados que atendam aos critérios eleitorais. Pessoas condenadas por sentença transitada em julgado têm os direitos políticos suspensos até o cumprimento da pena imposta pela Justça.

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PESQUISA REAL TIME BIG DATA: Flávio é avaliado como melhor que Lula no debate da Band, sabatinas e programas eleitorais de TV

Foto: Reprodução TV Band

Flávio Bolsonaro (PL) foi avaliado como melhor que Lula (PT) no debate da Band, realizado no último domingo (18), nas sabatinas e nos programas eleitorais de televisão, segundo pesquisa nacional do Instituto Real Time Big Data divulgada na sexta-feira (23).

Entre os que assistiram ao debate da Band, 51% apontaram Flávio como o melhor, contra 45% que escolheram Lula.

Nas sabatinas promovidas por emissoras, Flávio teve 50% das avaliações positivas, enquanto Lula registrou 49%, resultado de empate técnico.

Já nos programas eleitorais de TV, o senador foi considerado melhor por 50% dos entrevistados, ante 48% que apontaram o presidente.

A pesquisa Real Time Big Data está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-09670/2026. E obteve os dados junto a 2.000 pessoas entrevistadas por telefone entre os dias 19 e 22 deste mês de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

Com informações de Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. A verdade é que as vezes a cabeça até pensa, porém, pensa de forma lenta, com dificuldades de raciocínio lógico e concatenado, principalmente num indivíduo que gosta de se vangloriar em não gostar de ler, que é fundamental para uma mente sadia e evoluída. Lula parou no tempo, não tem que lhe faça contraponto, ele se sente senhor absoluto da verdade e do PT, o que vemos é isso aí, mente retrógrada, limitada, involutiva, frágil, com pouca paciência e capacidade de aprendizado, esquecendo as suas mais diversas dificuldades, foi assim com o ex presidente América do, 90 % dos seus eleitores são por conveniência e busca de benesses, muitos não precisam, vivem no luxo e ócio, outros meu Deus, caíram no conto de fadas de 600 reais, provavelnte um fim de vida melancólico, sem visitas, sem ter onde morar, sofrendo com o fígado, cabeça e JANJA, a união familiar em torno dele é frágil, difícil suportar um mulher que ele poderia ser pai, egocêntrica, mandona, metida e sem rumo, prestem atenção, ela não fala de país, irmãos ou família, triste, agora falou em bater o pé kkkk, e com elaesmo, para Paris então.

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PESQUISA INSTITUTO FRANÇA: Flávio tem 51,4% contra 48,6% de Lula em votos válidos

Foto: Reprodução/Globo

Pesquisa do Instituto França, divulgada neste sábado (24), aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,4% dos votos válidos no segundo turno presidencial, contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04863/2026.

Opinião dos leitores

  1. É cada “instituto”. Nesses dias vai aparecer um com nome de “cebola ralada”.

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“Argentina é o país mais alinhado aos EUA no mundo”, afirma vice-secretário de Estado americano


Foto: Presidência da Argentina/Divulgação/AFP

O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, declarou na última quinta-feira (22) que a Argentina é, atualmente, o país que possui o maior nível de alinhamento com os Estados Unidos em todo o mundo. A declaração foi feita em Buenos Aires, que marcou a última parada de sua viagem oficial pela América do Sul.

“Acredito que não há outro país em todo o mundo com o qual estejamos tão alinhados quanto com o governo da Argentina”, afirmou Landau durante uma coletiva de imprensa na sede do Ministério das Relações Exteriores argentino, após se reunir com o chanceler Pablo Quirno, representante da gestão de Javier Milei.

O número dois da diplomacia americana — pasta comandada por Marco Rubio — também destacou que a Argentina detém recursos suficientes para se consolidar como uma “superpotência econômica”. Na ocasião, o funcionário do governo de Donald Trump reforçou o apoio à gestão atual: “Somos muito gratos ao governo atual e esperamos que possamos continuar neste caminho de mais investimento, mais prosperidade e de criação de um ciclo muito positivo”.

Com informações da Folha de São Paulo

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[VÍDEO] “SE TE OFENDI, PEÇO DESCULPAS”: Merval avalia que retratação de Flávio a Lula reduz desgaste de fala sobre ‘nove dedos’


Vídeo: Reprodução/Globo News

O jornalista e comentarista político Merval Pereira avaliou que o pedido de retratação feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou significativamente a repercussão de um dos momentos mais tensos do confronto promovido pela TV Globo.

O episódio ocorreu durante o debate exibido na noite de sexta-feira (23), quando o parlamentar utilizou o termo “nove dedos” ao se referir ao petista. Após ser cobrado publicamente por Lula no palco, o senador recuou e declarou: “Se eu te ofendi, eu te peço desculpas de verdade”. Para Merval, a atitude de Flávio suavizou o impacto negativo da provocação inicial e mudou o desdobramento do embate na avaliação do público e da imprensa.

Opinião dos leitores

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TIAGO PAVINATTO: Flávio vence Lula no debate da Globo por 9 a 1


Foto: Reprodução/TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi melhor do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate da Globo e  venceu por 9 a 1. A avaliação é do comentarista do portal Metrópoles, Tiago Pavinatto, que analisou o desempenho dos presidenciáveis no confronto televisivo desta sexta-feira (23).

O desempenho de Flávio Bolsonaro: Nota 9

A avaliação positiva do desempenho de Flávio Bolsonaro divide-se em dois principais aspectos:

Oratória (7 pontos): Destacou-se pela correção gramatical, linguagem acessível, vocabulário respeitoso, fluidez, dicção, tom de voz adequado, pertinência temática e boa organização cronológica.

Postura (2 pontos): Atribuídos à conduta paciente e pacífica adotada ao longo do confronto.

A nota máxima não foi alcançada devido ao uso recorrente de promessas, expressão comum em debates de segundo turno, mas vista como um excesso. A análise aponta que, embora tenha começado de forma desfavorável, o senador corrigiu o tom rapidamente, abandonando o estilo de preleção inicial inspirado na oratória de Tarcísio de Freitas.

O desempenho de Lula: Nota 1

Por outro lado, a avaliação da performance do presidente Lula foi severamente criticada, recebendo nota mínima quase exclusiva pelo vigor físico demonstrado aos 81 anos, o que evidenciaria plena aptidão física e mental para a disputa.

Fora o aspecto físico, o desempenho foi classificado como deficitário. Entre as críticas apontadas estão a má administração do tempo de fala, recurso que dominava em 2022, o descumprimento de regras de regionalidade no primeiro bloco (com o uso de menções genéricas a regiões como o Sudeste e o Rio Grande do Sul), além de interferências na tréplica do adversário com novas indagações e o uso repetitivo da frase “ele não respondeu”.

O texto crítico também aponta falhas gramaticais, o uso de ofensas em tom agressivo e um discurso considerado fragmentado e hesitante.

Com informações do Metrópoles

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