Finanças

Eletrobras e 15 empresas do setor elétrico são alvo da Lava-Jato

O alvo agora é a Eletrobras, nave-mãe de um grupo de 15 estatais responsáveis por mais de um terço da energia consumida no país. A Eletronuclear, cujo presidente (licenciado) foi preso nesta terça-feira, é uma das menores subsidiárias.

Todo esse conjunto de empresas, com patrimônio superior a R$ 60 bilhões e cujo comando na última década foi partilhado entre PT e PMDB, está sob investigação por iniciativas coordenadas entre Ministério Público (MP), Tribunal de Contas da União (TCU) e Polícia Federal (PF).

Além deles, as contas do grupo estão sob auditoria da Hogan Lovells, escritório de advocacia americano contratado há seis semanas pela Eletrobras, numa providência cautelar típica de companhias que, tendo ações negociadas nas bolsas de valores de Nova York e Madri, identificam riscos de perdas elevadas em tribunais estrangeiros.

Cinco meses atrás, o MP pediu a intervenção do tribunal de contas para “apurar se as práticas verificadas na Petrobras estão ocorrendo também no âmbito das empresas estatais do setor elétrico”. A polícia e a procuradoria aportaram algumas informações, junto a uma lista de 25 empresas protagonistas nos inquéritos sobre corrupção na Petrobras.

A devassa ocorre em todos os investimentos e participações societárias do grupo estatal de energia com valor acima de R$ 50 milhões. Significa a análise de suspeitas sobre um estoque de R$ 28,6 bilhões em empreendimentos em curso desde 2009, no governo Lula.

Estende-se às principais Sociedades de Propósito Específico (SPEs, empresas criadas para uma atividade restrita, com prazo de existência determinado e objetivo de isolar o risco financeiro de um negócio das demais atividades dos sócios-cotistas). Até agora, as SPEs jamais haviam sido alvo de qualquer tipo de fiscalização por órgãos federais de controle.

Elas concentram uma fatia expressiva (46%) do investimento total do grupo Eletrobras. Somam R$ 13,2 bilhões em negócios na órbita de quatro das subsidiárias estatais (Eletronorte, Chesf, Eletrosul e Furnas). Em algumas delas, a maior parte do capital e dos investimentos tem origem nos cofres públicos — não apenas via grupo Eletrobras, mas também por empresas como Banco do Brasil, Cemig, Vale e BNDESPar e respectivos fundos de pensão.

É o caso da SPE Norte Energia, que constrói a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Tem dois terços do capital aportados por empresas estatais e seus fundos de pensão. E mais R$ 22,5 bilhões em créditos do BNDES, 68% do total de financiamentos. O TCU considera “expressivo” o aumento de custos dessa usina, que passou da previsão de R$ 19 bilhões para R$ 33 bilhões e está com 64% da obra executada.

Na Eletrobras, o foco está em “três vertentes de riscos: aos cofres das estatais, ao sistema de geração de energia e de superavaliação de investimentos”, informa o tribunal de contas.

Mês passado, quando iniciaram as fiscalizações, os auditores observaram que as subsidiárias da Eletrobras e respectivos fundos de pensão não possuem regras de controle sobre suas associações (SPEs) com grupos privados: “O descontrole dos acionistas e os contratos firmados aumentam o risco”, registraram em documento interno, mencionando “a existência de comprovados esquemas de corrupção, com propinas e sobrepreços” de várias empresas “envolvidas na OLJ (Operação Lava-Jato) e contratadas por essas SPEs.”

As suspeitas sobre negócios do grupo Eletrobras, sob influência de políticos do PT e do PMDB, surgiram no inquérito sobre corrupção na Petrobras. Foram reforçadas em depoimentos de executivos de empreiteiras como Camargo Corrêa e Engevix, de ex-diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, e de agentes de distribuição de propinas a políticos, como Alberto Youssef e Julio Camargo, entre outros.

Foi nessa rede em que caiu o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, licenciado do cargo no mês passado. Ele foi acusado de receber R$ 4,5 milhões milhões em propina de empreiteiras contratadas para o projeto da 3ª usina nuclear em Angra (RJ). É um negócio estimado em R$ 14 bilhões e já tem 17 processos de auditoria no tribunal de contas. Igor de Paula, delegado federal, disse ontem que as investigações sobre a Eletronuclear estão “apenas no início”:

— O caso pode ser muito maior.

Othon, como é conhecido, nasceu há 76 anos em Sumidouro (RJ). Construiu sua carreira na Marinha, como engenheiro naval, e chegou ao posto de contra-almirante depois de uma especialização em engenharia nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Pode ser descrito como “homem-bomba”: liderou a equipe que, a partir dos anos 70, desenvolveu o Programa Nuclear Paralelo, iniciativa militar para desenvolvimento de tecnologia em enriquecimento de urânio, à margem do projeto de construção das usinas nucleares em Angra.

EMPREENDIMENTOS SEM CONTROLE

Durante o regime, cada Força armada mantinha um projeto nuclear autônomo e secreto. Foram empreendimentos bilionários, sem qualquer controle social dos custos. Resultaram num desperdício incalculável, exceto no laboratório comandado por Othon com disciplina de quartel.

Dali saíram 24 toneladas de urânio enriquecido numa cascata de ultracentrífugas que consumiam menos energia que a média dos equipamentos disponíveis nos EUA e na Europa, em meados dos anos 80. Em pelo menos uma ocasião, Othon admitiu ter promovido testes de enriquecimento de urânio em escala (93,5%) suficiente para uso num “artefato” atômico.

Parte crítica do processo tecnológico, as ultracentrífugas foram construídas em um sistema de engenharia reversa: os especialistas liderados por Othon correram o mundo copiando e contrabandeando partes e componentes — algumas aquisições foram realizadas no bazar atômico subterrâneo —, reconstituindo e adaptando-os na antiga Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha.

O governo americano vetou a difusão de tecnologia nuclear numa América do Sul repleta de governos militares. No ocaso da ditadura, os desdobramentos do projeto imaginados por Othon acabaram asfixiados numa guerra orçamentária dentro da Marinha. Gradualmente, sua equipe foi desarticulada, a produção acabou restrita ao suprimento parcial das usinas de Angra e ele migrou para a iniciativa privada.

Criou uma empresa (Aratec, hoje sob investigação) voltada para o mercado de turbinas hidrelétricas de pequeno porte. No governo Lula, que chegou a discutir a disseminação da energia nuclear pelo país, com 22 usinas, ele foi convidado a retornar ao centro de decisões setoriais. Primeiro como conselheiro presidencial, depois como principal executivo da Eletronuclear, que abriu o espólio da antiga Nuclebrás — as usinas de Angra.

Sua prisão sob suspeita de corrupção surpreendeu muitos na comunidade científica. Entre outras razões, porque Othon atravessou o regime militar com poder absoluto sobre o bilionário empreendimento secreto da Marinha, cujo financiamento era feito via aplicações de verbas orçamentárias no mercado financeiro (overnight), a partir de quatro contas secretas (com prefixo “Delta”) no Banco do Brasil.

A “Delta IV”, na agência Pinheiros, em São Paulo, foi revelada pela repórter Tânia Malheiros: estava em nome do capitão-de-fragata Marcos Honaiser e do seu chefe, Othon. Funcionava como caixa para pagamentos das compras feitas no submundo do comércio de materiais nucleares. Dela, até agora, não se teve notícia de qualquer tipo de controle, mas também nenhuma informação sobre desvio de recursos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A prisão do vice-almirante da reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva, pois, segundo um delator, ele teria se beneficiado pelo recebimento de propina, é especialmente singular. Esta prisão, ao contrário da maioria das anteriores, acende uma "luz amarela" que parece alertar que pode haver muito mais interesses envolvidos nessa mega-operação da Polícia Federal do que aqueles que supomos.

    Em primeiro lugar, e para que eu não seja mal interpretado, que fique bem claro: todo e qualquer cidadão comprovadamente envolvido em corrupção deve ser penalizado conforme determina a lei – seja ele agente político (e não importa a qual partido pertença ou a qual partido esteja vinculado: devem cumprir pena, caso condenados, os políticos do PT, bem como seus homens de confiança, assim como políticos e agentes de qualquer outro partido) ou particular interessado. Não é possível compactuar com a corrupção ou relativizar seus efeitos. A luta contra a corrupção deve ser contínua.

    O motivo, porém, que faz acender a tal "luz amarela": o vice-almirante preso ontem foi o responsável pelo início e pela continuidade do desenvolvimento da tecnologia nuclear brasileira. A questão, aparentemente, começa a extrapolar o universo da corrupção e, ao que tudo indica, já esbarra na própria soberania nacional.

    O programa nuclear brasileiro (e isso não é sabido pela maioria dos cidadãos) é de excelência ímpar, e já há muito tempo despertou o interesse de potências estrangeiras. As ultracentrífugas para enriquecimento de urânio desenvolvidas no Brasil pelo programa conduzido pelo Vice-Almirante Othon são muito mais eficientes, em termos energéticos, do que as mais modernas centrífugas em utilização na Europa ou nos EUA. Segundo o almirante Alan Arthou, diretor do Centro Tecnológico da Marinha, o Brasil foi o único país a desenvolver ultracentrífugas por levitação magnética, tecnologia que proporciona esse desempenho energético significativamente maior. Quem conhece efetivamente o ramo assegura que as centrífugas brasileiras só encontram concorrência naquelas desenvolvidas no Irã (o que, se confirmado, explicaria muita coisa que ocorreu nos últimos anos). É de se ressaltar que, além do aspecto estratégico do tema e de sua evidente vinculação ao futuro da soberania nacional, o mercado do enriquecimento de urânio, segundo estimativas, movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano. Além disso, sob a batuta do Vice-Almirante está sendo desenvolvido o primeiro submarino nacional movido a energia nuclear, fundamental se considerados os aparentemente intermináveis campos de petróleo do Pré-Sal localizados em mar aberto na costa brasileira. Segundo a agência de notícias Defesanet, especializada em defesa, estratégia e inteligência e segurança, a prisão do Vice-Almirante Othon pode incentivar o ataque ao único projeto estratégico brasileiro que realmente eleva a nação a um patamar vários níveis acima. Nas entrelinhas: não seria o Vice-Almirante o alvo, e sim a Eletronuclear e toda a estratégia nuclear brasileira.

  2. O PT está acabando com tudo.
    Infelizmente alguns brasileiros perderam a sensibilidade para o absurdo.

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CNN: Moraes pretende alegar ilações e planeja pedir nulidade de investigação contra ele no caso Banco Master

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Alexandre de Moraes deve pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a nulidade da investigação aberta contra ele no caso Banco Master, segundo fontes ligadas ao tribunal ouvidas pela CNN Brasil. O pedido será analisado pelo plenário da Corte na próxima terça-feira (15),

Moraes deve sustentar que as suspeitas apontadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso, são baseadas em “ilações” e que não há provas de que Moraes tenha atendido aos pedidos feitos pelo ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro.

O argumento deve se basear na ideia que ainda não foram divulgadas eventuais respostas de Moraes às mensagens de Vorcaro. Mas, de acordo com a própria PF, o ministro utilizava mensagens de visualização única, enviadas como imagens, o que dificultaria a recuperação do conteúdo.

A Polícia Federal identificou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. O banqueiro teria pedido ao ministro que intermediasse contatos com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de buscar informações sobre as investigações.

A perícia também apontou que uma minuta de contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, foi editada por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

O escritório afirmou que Moraes foi consultado apenas para verificar possíveis impedimentos legais e negou qualquer atuação em favor do banco.

Com informações de CNN Brasil

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Pesquisa que dava crescimento de Cadu e Samanda é derrubada por suspeita de fraude

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou, neste sábado (12), a suspensão imediata da pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data na última quinta-feira (10), sob multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento. A decisão atende a representação apresentada pela campanha da senadora Zenaide Maia e proíbe o instituto de divulgar, fornecer a terceiros ou republicar o levantamento.

O motivo é objetivo: o instituto não cumpriu a lei. A Resolução 23.600/2019 do TSE exige que toda pesquisa registrada informe quantos eleitores foram ouvidos em cada setor censitário. A Real Time entregou uma lista de municípios e bairros, sem dizer quantas entrevistas fez em cada um. É exatamente a falha que levou o Pleno do TRE-RN, em 25 de agosto, a declarar não registrada uma pesquisa do instituto Consult e a aplicar multa de R$ 53.205, por unanimidade.

Há uma segunda pergunta que a pesquisa não responde: quem pagou por ela. Segundo a própria ficha técnica, ninguém. O levantamento foi bancado pelo instituto. Essa mesma pergunta levou a Justiça Eleitoral do Paraná, cinco dias antes, a suspender outra pesquisa da Real Time sob multa de R$ 50 mil, depois de constatar que a empresa declarou cerca de R$ 7,1 milhões em pesquisas autofinanciadas em 2026 com receita bruta de R$ 433 mil em 2025. Para a magistrada, “a origem dos recursos que financiam a pesquisa permanece obscura”.

O Rio Grande do Norte é o terceiro estado a barrar o instituto em cinco dias, depois de Paraná e Maranhão. Alagoas também já suspendeu levantamento da mesma empresa neste ciclo.

A campanha alerta que a divulgação e a republicação do levantamento estão proibidas por ordem judicial e que acionará a Justiça Eleitoral contra quem insistir em reproduzir os números suspensos.

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Gonet volta a pedir a Fachin acesso de todos os ministros do STF a documentos do caso Banco Master

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso aos documentos das investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Em documento enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o acesso integral é importante para que os ministros possam avaliar o caso. “Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos Ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate”, diz o documento.

Mendonça já havia liberado parte dos documentos e, após a decisão de Fachin, também tornou públicos dados relacionados ao filme “Dark Horse”, financiado por Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro.

Na sexta-feira (11), Fachin determinou que o ministro retirasse, em até 24 horas, o sigilo de todo o material da investigação, ressalvando informações que possam comprometer diligências ainda em andamento.

O ministro ainda divulgou documentos de investigações envolvendo outros políticos, como Cláudio Castro, Jaques Wagner e Ciro Nogueira.

Opinião dos leitores

  1. é o cimento jogando o pedreiro na parede!!!!! o cara enrolado no processo. defensor dos ministros

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DATAFOLHA: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais

Foto: Gustavo Moreno/STF

A maioria dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha considera que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder excessivo. Segundo a pesquisa divulgada neste sábado (12), 76% concordam com a afirmação de que os magistrados possuem poder demais, enquanto 18% discordam, 3% não concordam nem discordam e 4% não souberam responder.

A percepção também aparece na avaliação sobre a imagem da Corte, quando 77% afirmam que as pessoas acreditam menos no STF hoje do que no passado. Outros 16% discordam, 3% não concordam nem discordam e 4% não sabem ou não responderam.

Apesar da avaliação negativa dos membros da Corte, 71% dos entrevistados concordam que o STF é essencial para proteger a democracia no Brasil. A afirmação é rejeitada por 21%, enquanto 3% não concordam nem discordam e 5% não souberam responder.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.

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  1. Como acreditar na qualidade de um instituição, onde 80% dos juízes não tem formação para tal exercício, cada um que defenda seus quinhão, complicado.

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[VÍDEO] Ezequiel publica vídeo desmentindo boatos e reafirmando apoio a Álvaro Dias para o Governo do Estado

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (12) reafirmando seu apoio a Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado.

Na gravação, Ezequiel chamou de “muído político” os boatos que circularam usando uma fala descontextualizada dele durante um ato político no município de Parazinho.

“Ontem estive no município de Parazinho, onde elogiei outro candidato por ser ex-deputado e ter convivido comigo. Mas deixo claro que meu posicionamento é Álvaro 22, governador do Rio Grande do Norte”, enfatizou o presidente da ALRN.

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Matheus Faustino denuncia boicote do União Brasil à sua candidatura e promete expor bastidores da eleição

O candidato a deputado federal Matheus Faustino afirma estar sendo boicotado pelo próprio União Brasil por não apoiar o candidato do partido ao Governo do Estado e por manter uma postura independente nas fiscalizações que vem realizando no interior do Rio Grande do Norte.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Faustino afirma que passou a sofrer retaliações após denunciar prefeituras ligadas ao União Brasil ou a grupos que apoiam Alyson Bezerra, além de apresentar denúncias envolvendo candidatos da própria chapa.

Faustino também questiona a distribuição de recursos dentro da campanha. Segundo ele, enquanto candidatos que considera pouco conhecidos estariam recebendo cifras milionárias em apoio, sua candidatura teria recebido pouco mais de R$ 200 mil.

Para o candidato, a diferença demonstra o preço de manter uma candidatura independente e não se submeter aos interesses das estruturas partidárias.

Mesmo com poucos recursos, Faustino afirma que não vai se intimidar nem abandonar a disputa. A promessa é continuar percorrendo o RN, fiscalizando prefeituras e enfrentando políticos, inclusive aqueles que fazem parte de seu próprio campo político.

“Se o preço da independência é ter menos dinheiro, eu pago. O que não vou fazer é me vender.”

Faustino diz ainda que pretende transformar as dificuldades em combustível para a campanha e fazer história nas eleições do Rio Grande do Norte.

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Carla Dickson reúne mais de 600 lideranças e mostra força política em Natal

A deputada federal Carla Dickson(PL-RN), reuniu na noite de ontem, mais de 600 lideranças de Natal durante encontro realizado no bairro das Quintas. A mobilização demonstrou a força política da parlamentar na capital potiguar e reforçou sua articulação para as eleições de 2026.

O encontro contou com a presença da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, que representou o candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Em sua fala, Joanna destacou o trabalho desenvolvido por Carla Dickson em favor de Natal durante a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura.

A vice-prefeita ressaltou que Carla foi uma das deputadas que mais destinou recursos de emendas para a capital potiguar, contribuindo para que a administração municipal pudesse viabilizar importantes obras e ações em benefício da população.

Carla Dickson agradeceu a presença das lideranças e aproveitou o momento para prestar contas do trabalho realizado ao longo de seu mandato como deputada federal. Ao falar sobre o futuro, destacou a importância de dar continuidade a esse trabalho na Câmara Federal, especialmente na defesa das famílias atípicas do Rio Grande do Norte.

“Nosso trabalho precisa continuar. Temos muito a fazer por Natal e pelo Rio Grande do Norte, principalmente pelas famílias atípicas, que precisam de uma voz forte e atuante em Brasília”, destacou Carla.

O evento nas Quintas reuniu lideranças de diferentes regiões de Natal e consolidou mais um momento de demonstração de força e articulação política da deputada federal na capital.

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[VÍDEO] “É preciso parar com essa babaquice de fazer superavit e ter controle fiscal”, diz Lula

O presidente Lula (PT) classificou como “babaquice” a cobrança por controle fiscal e superavit durante um comício em Curitiba (PR) neste sábado (11).

“Para gerar emprego, a economia tem que crescer. E para a economia crescer, o governo tem que investir. E para o governo ter que investir, é preciso parar com essa babaquice de que tem que fazer superavit, fazer superavit, de tem que ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juro que nós pagamos, R$ 1 trilhão e 300 milhões de juros. Isso é que é grande. O restante é investimento”, afirmou.

O Brasil vive um cenário de juros elevados e aumento da dívida pública. A Selic está em 14% ao ano, enquanto a dívida bruta chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB. O endividamento cresceu 10,8 pontos percentuais durante o terceiro mandato de Lula.

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[VÍDEO] FLAGRA DO BEM: Dança de mãe e filha em hospital viraliza ao celebrar a vitória de adolescente que voltou a andar após doença rara

O que parecia uma simples dança entre mãe e filha em um quarto de hospital ganhou outro significado depois que a história por trás das imagens veio à tona. A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que viu a cena do prédio em frente ao Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre. Há cerca de uma semana, e sem conhecer a história, ela publicou o vídeo com a frase: “Não espere que tudo esteja bem para permitir que a vida aconteça”. Resultado, as imagens viralizaram.

O vídeo mostra Livia Borges, de 14 anos, comemorando a recuperação dos movimentos após enfrentar a Síndrome de Guillain-Barré, uma rara doença autoimune que provoca fraqueza muscular.

Livia depois comentou na postagem e explicou o significado daquele momento: “Sou eu no vídeo, num ato de extrema felicidade de poder voltar a andar e ainda mais, poder dançar”, afirmou. Para ela, a dança representava “uma grande vitória”.

A mãe, Elisiane Marques Lopez, contou que os passos eram um ensaio para a Semana Farroupilha. As duas dançavam a “rancheira”, ritmo tradicional gaúcho. “Entre paredes de hospital, desafios e dias difíceis, nós duas encontramos um jeito de continuar dançando”, disse Elisiane.

Depois que o vídeo viralizou e conheceu a história da família, Lidiane afirmou que passou a enxergar a gravação que fez de outra forma. “Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar”, disse.

Com informações de g1

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Senadores reclamam de ‘silêncio’ de Alcolumbre e querem convocar ministro da Justiça e chefe da PF para prestar esclarecimentos sobre relatórios usados contra Mendonça

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Senadores criticam o que consideram um “silêncio” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o caso Banco Master. Enquanto Alcolumbre evita levar o tema ao plenário, parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) preparam requerimentos para ouvir autoridades.

“Há um silêncio do Alcolumbre e o Senado está fechado até para discursos”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A quem interessa o Senado calado nesse momento? Só ao Alcolumbre”, acrescentou.

A CCAI deve analisar no início da semana a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o convite ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os requerimentos foram preparados pelo senador Esperidião Amin (PP).

A ideia dos senadores é pedir que o ministro da Justiça preste esclarecimentos sobre o afastamento e a posterior recondução de Andrei ao comando da PF. Já o diretor-geral deverá ser ouvido sobre a produção de relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça.

A movimentação ocorre em um contexto de pressão feita por congressistas para a abertura de um processo de impeachment contra Moraes após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro. Alcolumbre já declarou ser contrário à iniciativa neste momento.

Com informações de Veja

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