Um engenheiro foi baleado na cabeça neste sábado ao entrar por engano em uma favela do Complexo da Maré, zona norte do Rio. Ele está internado em estado grave.
De acordo com a polícia, Gil Augusto Gomes Barbosa entrou por engano na comunidade Vila do João. Ele estava na Linha Amarela, em direção ao aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão) para buscar sua mulher, quando ela ligou dizendo que já havia tomado um táxi. Ao tentar fazer um retorno, entrou na favela.
Segundo a polícia, a bala atingiu a cabeça do engenheiro após passar pelo lado esquerdo do vidro traseiro do carro. Um catador de lixo, que estava próximo ao local, também foi atingido, mas não corre risco.
Barbosa foi submetido a uma cirurgia e segue internado no CTI do Hospital Getúlio Vargas. Seu estado é considerado grave.
A polícia busca testemunhas e provas para tentar identificar o autor do disparo.
A adoção da escala 5×2 no setor supermercadista pode ser inviável para pequenas empresas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi. A discussão ganhou força com o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
De acordo com Galassi, a entidade já vinha estudando o tema antes mesmo da apresentação da proposta no Congresso, conforme informações da CNN.
Foram realizados testes com diferentes modelos de jornada, incluindo 12×36 e 5×2, mantendo a carga de 44 horas semanais.
Segundo ele, a escala 5×2 teria boa aceitação entre trabalhadores e poderia ser absorvida por parte do setor sem aumento imediato de preços. No entanto, o cenário muda nas pequenas empresas.
Negócios menores, como padarias e açougues, teriam dificuldade para reorganizar equipes e manter o funcionamento com menos flexibilidade. “Elas não conseguem fazer uma escala 5 por 2, muito menos reduzindo para 40 horas”, afirmou.
Galassi também destacou que o setor supermercadista brasileiro é altamente pulverizado. Segundo ele, diferente de outros países da América Latina, o Brasil possui milhares de empresas dividindo grande parte do faturamento do setor.
Para a Abras, qualquer redução de jornada de 44 para 40 horas semanais deve ocorrer de forma gradual. A entidade defende que a mudança esteja alinhada à reforma tributária, prevista para consolidação em 2033.
A proposta, segundo Galassi, ajudaria a compensar possíveis custos adicionais com a redução da jornada. A Abras também defende a criação do contrato horista como alternativa.
O modelo permitiria maior flexibilidade para empresas menores e poderia ajudar na formalização de trabalhadores informais. Segundo o presidente da entidade, a discussão sobre o fim da escala 6×1 precisa envolver empresários, governo e Congresso.
Ele afirma que há consenso sobre a redução da jornada, mas defende uma transição mais lenta para evitar impactos sobre empresas, empregos e preços ao consumidor.
O pré-candidato ao Governo do RN, Álvaro Dias (PL), participou nesta quarta-feira (10) do tradicional São João promovido pela Casa Irmã Lúcia Montenegro, em Natal. O evento reuniu estudantes atendidos pela instituição, familiares, colaboradores e convidados em um momento de celebração, integração e valorização da cultura nordestina.
Durante a visita, Álvaro percorreu as instalações da instituição — anteriormente conhecida como Casa do Menor Trabalhador — e conversou com a irmã Márcia, responsável pelo trabalho desenvolvido no local.
Na ocasião, ele conheceu as ações voltadas à educação, inclusão social e fortalecimento dos vínculos familiares dos estudantes atendidos.
A programação contou com apresentações culturais, atividades juninas e momentos de confraternização entre estudantes e familiares, reforçando o clima de convivência e integração característico da instituição.
Foto: Reprodução
Álvaro destacou a importância do trabalho realizado pela Casa Irmã Lúcia Montenegro e o papel de entidades voltadas à formação cidadã e ao acolhimento de crianças, adolescentes e famílias.
“É uma alegria participar deste momento tão especial. Aqui vemos um trabalho construído com dedicação, amor ao próximo e compromisso com a transformação de vidas. A Casa Irmã Lúcia Montenegro tem uma história de relevantes serviços prestados à sociedade potiguar e merece todo o reconhecimento”, afirmou.
O São João da instituição está entre as atividades mais tradicionais do calendário anual e reforça os vínculos entre estudantes, familiares e a comunidade envolvida no projeto social.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 44 votos favoráveis e 18 contrários, nesta quarta-feira (10), a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
Agora, o texto — que trata da responsabilização penal de adolescentes a partir dos 16 anos, permitindo que respondam criminalmente por atos infracionais — seguirá para análise de uma comissão especial antes de poder avançar ao plenário da Casa.
Entre os votos contrários, estavam parlamentares de partidos como PT, PCdoB, PSOL, PSB, PDT, PV e Rede, além de outras legendas alinhadas à esquerda.
Já a maioria favorável à admissibilidade da PEC foi formada por deputados de partidos como PL, União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, PSDB e siglas do centro.
Para avançar, o texto ainda depende da instalação de uma comissão especial pela presidência da Câmara, atualmente comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB).
Nessa etapa, o conteúdo pode ser alterado antes de seguir ao plenário. Caso chegue à votação final na Câmara, a proposta precisará de pelo menos 308 votos em dois turnos para ser aprovada.
Depois disso, ainda seguirá para análise do Senado Federal.
A disputa pela presidência do Peru segue em ritmo de extrema tensão nesta quinta-feira (11), com mudança constante na liderança e diferença mínima entre os dois candidatos.
A candidata Keiko Fujimori (Fuerza Popular, direita) voltou a ultrapassar o adversário e reassumiu a dianteira na apuração do segundo turno.
Com 98,2% das urnas contabilizadas, Keiko aparece com uma vantagem de apenas 651 votos sobre o candidato Roberto Sánchez (Juntos por el Perú, esquerda).
Os dados oficiais indicam um cenário extremamente apertado: 50,002% dos votos válidos para Keiko, contra 49,998% para Sánchez.
A contagem é feita a partir das atas eleitorais, documentos que registram os votos de cada mesa de votação e são processados gradualmente pelo sistema oficial.
Até o momento, 91.110 atas já foram contabilizadas. Ainda restam 1.635 atas para envio ao Júri Eleitoral Especial e outras 21 pendentes de processamento.
A disputa já passou por várias reviravoltas desde o início da apuração. Keiko chegou a liderar no começo da semana, foi ultrapassada e voltou novamente à frente nas últimas atualizações do sistema.
Mesmo com a vantagem atual, o resultado ainda não está definido.
Segundo o levantamento citado na análise, o cenário de desvantagem do governo teria começado em janeiro de 2025, quando a rejeição ultrapassou a aprovação pela primeira vez neste ciclo do terceiro mandato do petista.
À época, o movimento foi classificado como um “fato inédito” no período.
Em maio de 2025, a rejeição teria atingido o pico de 57%, de acordo com a série histórica apresentada.
Desde então, os números passaram a oscilar entre 48% e 53%, mantendo a rejeição em patamar superior à aprovação ao longo das medições.
No recorte mais recente, divulgado nesta semana, a rejeição aparece em 48%, enquanto a aprovação segue abaixo desse índice em todo o período analisado.
Em 2026, os dados indicam que a aprovação de Lula variou entre 43% e 47%, sem ultrapassar a rejeição em nenhuma das pesquisas citadas.
Em maio de 2026, a rejeição registrada foi de 49%, reforçando a continuidade da diferença entre os indicadores.
A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-03598/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O governo do presidente Lula (PT) registrou um déficit de R$ 137,1 bilhões nos últimos 12 meses, segundo dados citados no texto original, enquanto critica o que chama de “pauta-bomba” aprovada no Senado Federal.
O valor do resultado negativo nas contas públicas supera, conforme apontado, o registrado no período da pandemia de 2020, segundo informações do Diário do Poder.
No mesmo contexto, o Senado aprovou um projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais, que foi alvo de resistência da equipe econômica do governo.
O ministro da Fazenda, Dario Duringan, atuou diretamente na tentativa de barrar a proposta, mas a articulação não foi suficiente para impedir a aprovação.
O governo classifica o projeto como “pauta-bomba” e afirma que o impacto fiscal pode chegar a R$ 817 bilhões ao longo dos próximos 13 anos, segundo estimativas da equipe econômica.
Na mesma sessão, comissões do Senado também aprovaram uma PEC que flexibiliza regras de aposentadoria para agentes de saúde e um projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas.
As votações ocorreram no mesmo dia em que avançaram diferentes propostas com impacto fiscal relevante, ampliando o debate entre Executivo e Legislativo sobre controle de gastos públicos.
Os trabalhadores terceirizados que atuam na comunicação do STF aprovaram uma greve que pode começar à meia-noite da próxima segunda-feira (15), caso os salários atrasados não sejam pagos. As informações são do Metrópoles.
A decisão foi tomada em assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e pelo Sindicato dos Radialistas. Mais de 80 funcionários participaram da reunião, número que representa mais da metade da categoria.
A paralisação atinge profissionais da TV Justiça, da Rádio Justiça e da área de comunicação da Corte. Segundo os trabalhadores, os atrasos envolvem salários, férias, auxílio-alimentação e depósitos do FGTS.
De acordo com a categoria, o salário de junho deveria ter sido depositado na última segunda-feira (8), mas, até quarta-feira (10), os valores ainda não haviam sido creditados. Eles também relatam problemas recorrentes no recolhimento do FGTS e atrasos em pagamentos.
Os serviços são prestados por meio da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), responsável pela operação da TV Justiça e da Rádio Justiça.
A entidade já foi alvo de sanções administrativas e está sendo substituída ao fim dos atuais contratos.
Troca de empresa preocupa funcionários
A possível troca de empresa aumenta a preocupação dos funcionários. O temor é que verbas trabalhistas pendentes, como rescisões, multas e outros direitos, permaneçam sem pagamento após o encerramento dos contratos.
Em nota, o STF afirmou que os pagamentos à Fundac estão sendo realizados regularmente e que a responsabilidade pelo pagamento de salários e benefícios é da própria fundação.
A Corte também informou que acompanha a situação, adotou medidas administrativas contra a contratada e conduz processos licitatórios para substituir a empresa responsável pelos serviços de comunicação.
A Copa do Mundo FIFA 2026 começa oficialmente nesta quinta-feira (11) com a partida entre México e África do Sul, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México.
Antes da bola rolar, a FIFA realiza a primeira das três cerimônias de abertura previstas para esta edição do torneio. O evento está marcado para as 14h30.
Entre as atrações anunciadas estão Shakira, J Balvin, Maná e Tyla.
Shakira também participa da trilha sonora oficial da competição ao lado de Burna Boy. Os dois interpretam a música “Dai Dai”, tema oficial do Mundial.
Após a partida de abertura, a rodada do Grupo A será encerrada com o confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca. O jogo está marcado para as 23h (de Brasília), no Estádio Guadalajara, no México.
Programação do primeiro dia da Copa do Mundo de 2026 (11/)
Cerimônia de abertura – 14h30 – Estádio Azteca, na Cidade do México
México x África do Sul – 16h – Estádio Azteca, na Cidade do México
Coreia do Sul x República Tcheca – 23h – Estádio Guadalajara, no México
Onde assistir
Cerimônia de abertura
TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
México x África do Sul
TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.
A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.
Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.
Parecer do relator
Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.
O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.
Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.
Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.
No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.
Próximos passos
O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.
Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão.
O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta 4ª feira (10.jun.2026) que o governo federal foi “irresponsável” e apresentou uma “dificuldade técnica e cognitiva” pela forma como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6 X 1 foi encaminhada e aprovada na Câmara dos Deputados.
Marinho apresentou, em 28 de maio, uma contraproposta chamada PEC do Trabalho Flexível que cria um modelo alternativo de contratação baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Durante audiência pública no salão nobre da Câmara, o senador classificou a abordagem governamental como “inexequível”.
Segundo ele, a medida visa dividendos eleitorais imediatos sem medir o impacto financeiro de longo prazo nas cadeias produtivas. “E se o preço para isso for desestruturar o sistema produtivo brasileiro, esse é um preço pequeno para se pagar”, declarou.
Em conversa com jornalistas no Senado disse esperar que o debate seja realizado depois das eleições de outubro. Para ele, a PEC aprovada pela Câmara e a PEC do Trabalho Flexível devem tramitar em conjunto no Senado para fomentar o debate —o que não deve acontecer.
Segundo Marinho, a tentativa de unificar os conceitos de jornada e escala dentro do mesmo texto legal ignora a complexidade do mercado de trabalho brasileiro, o que criaria uma “camisa de força” na jornada de trabalho brasileira.
O líder da oposição afirmou que a proposta governamental vem de um grupo que “só pensa nas próximas eleições” e carece de sustentação técnica.
Marinho alertou que a rigidez do texto do governo poderá forçar pequenos e médios empreendedores para a informalidade. O senador também disse temer um “enorme passivo trabalhista e judiciário”, o que, segundo ele, afetaria a segurança jurídica do ambiente de negócios no Brasil.
O senador utilizou uma comparação com a compra de calçados militares para exemplificar sua posição: “Imaginem uma companhia de soldados. Você vai comprar um par de sapatos, uma botina, um coturno, que vai servir para esses soldados. Você vai dizer: não, eu vou comprar o número 40, que é o número mais comum. Quem calça 37? Vai fazer o quê com o 36? Vai pegar um maço de algodão e complementar para que o bico não fique sobrando. Mas quem calça 42 ou 44? O cara vai recortar o bico para conseguir calçar. É mais ou menos o que o governo está propondo: tratar o desigual de forma igual”, afirmou.
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