Política

As evidências de fraude no fundo dos Correios ligado ao PMDB

No final do governo Lula, um jovem e brilhante operador do mercado financeiro ascendia no rarefeito mundo da elite política de Brasília. Era Fabrizio Neves, dono da Atlântica Asset, empresa que montara fundos no mercado financiados sobretudo pelo Postalis, fundo de pensão dos Correios. O Postalis era comandado por afilhados do ministro de Minas e Energia,Edison Lobão, e do senador Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Fabrizio dava festas e promovia jantares em Brasília e São Paulo. Num deles, contratou o cantor Emílio Santiago e um dos pianistas que tocavam com Roberto Carlos. Colecionador de armas, dono de bom papo, Fabrizio fez amizades com políticos, diretores do Postalis e lobistas – a maioria deles ligada ao PMDB. Segundo seis desses altos quadros do PMDB, Fabrizio participava também das reuniões em que se discutia o financiamento das campanhas em 2010. Com pouco tempo de Brasília, Fabrizio já se tornara um homem poderoso na capital.

Sobre Fabrizio, sabia-se apenas que ele morara em Miami, onde fizera fortuna no mercado financeiro. No Brasil, ele estava em alta; nos Estados Unidos, era caçado por credores e pelos investigadores da Securities and Exchange Comission, a SEC, órgão que regula o mercado financeiro americano.

Acusavam-no de ser o arquiteto de uma fraude que envolvia o dinheiro arrecadado no Postalis. A caçada judicial terminou recentemente nos Estados Unidos, e suas consequências ainda não se fizeram sentir no Brasil. A ascensão de Fabrizio por lá se deu com dinheiro daqui – dinheiro dos carteiros e funcionários dos Correios, que financiam suas aposentadorias contribuindo para o Postalis. A queda de Fabrizio terminou por lá. Mas ainda promete começar por aqui. E isso aterroriza o PMDB.

A história de Fabrizio, contada em documentos confidenciais obtidos por ÉPOCA nos Estados Unidos e no Brasil, ilustra à perfeição o efeito devastador da influência da política nos fundos de pensão das estatais. É um problema antigo, que resulta em corrupção e prejuízos aos fundos. Ele atingiu novo patamar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ascensão de sindicalistas ligados ao PT à direção de fundos como Previ, do Banco do Brasil, ou Petros, da Petrobras.

O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão.

A situação do Postalis é tão grave que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, responsável por fiscalizar os fundos de pensão, avalia uma intervenção no fundo. Os auditores da Previc estão cansados de notificar e autuar os diretores por irregularidades. Houve, ao menos, 14 autuações nos últimos anos, a que

Os mandatos de Russo e Adílson se encerraram em 2012. Foram substituídos por novos apadrinhados de Lobão e Renan. A presidência ficou com o PT, que indicou Antônio Carlos Conquista – autuado pela Previc por irregularidades na gestão de outro fundo. PT e PMDB disputam agora as decisões pelos investimentos do Postalis. A ordem política, dizem parlamentares, lobistas e funcionários do Postalis, é diminuir os maus investimentos. Trocá-los por aplicações conservadoras, de maneira a evitar a intervenção.

A conexão Miami
A ascensão de Fabrizio – e da turma do PMDB no Postalis – começa em 2006. O Postalis acabara de criar, ao lado de Fabrizio, o fundo Brasil Sovereign, que deveria negociar, nos Estados Unidos, títulos da dívida pública brasileira. É um tipo de investimento conservador, mais seguro para quem investe nele, embora, por isso mesmo, costume render menos. Ao menos 80% do dinheiro do Brasil Sovereign deveria ser investido nesses títulos. Não foi o que aconteceu. Em maio de 2006, Fabrizio, então dono da Atlântica Asset, passou a controlar outra financeira chamada LatAm, com sede em Miami. Cabia à LatAm operar as transações com títulos da dívida pública brasileira. Ao banco BNY Mellon, cabia administrar e fiscalizar as operações de Fabrizio. Em vez de fazer investimentos conservadores, Fabrizio, dizem a investigação da SEC e uma auditoria externa contratada pelo Postalis, fez roleta-russa com o dinheiro do Postalis. Investia em produtos financeiros complexos e arriscados, por meio de um instrumento conhecido como “nota estruturada”. Ao fazer as operações, segundo as investigações, desviava dinheiro para contas secretas de empresas com sede em paraísos fiscais. Por baixo, os investigadores estimam que US$ 24 milhões foram cobrados indevidamente do Postalis.

Segundo as investigações, a maioria das empresas que recebiam o dinheiro desviado era controlada por Fabrizio. Havia uma que não era: a conta da Spectra Trust, empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Segundo a Justiça americana, a conta pertencia a Predtechensky, o Russo, então presidente do Postalis. Um dos dirigentes da corretora de Fabrizio, que colaborou com as investigações, disse em depoimento que ajudou a montar as contas secretas. E que Russo fora apresentado aos funcionários da corretora como o homem dos “fundos de pensão brasileiros”. Em novembro de 2007, US$ 1,5 milhão foi transferido à Spectra. Os investigadores ainda tentam descobrir o total depositado na conta da Spectra.

Meses depois, em 11 de julho de 2008, o Postalis depositou R$ 100 milhões na conta do fundo Brasil Sovereign. Era o sexto e último grande investimento do Postalis no fundo operado por Fabrizio. Desde que o Brasil Sovereign começara, três anos antes, o Postalis transferira R$ 371 milhões para o controle, na prática, de Fabrizio. A soma dos valores era alta, mesmo para os padrões dos fundos de pensão das estatais. Os investimentos passavam relativamente despercebidos por causa de uma tática comum. Em vez de fazer grandes investimentos de uma só vez, diretores como Russo e Adílson depositavam somas mais modestas, distribuídas por meses – até anos. O expediente era possível graças à larga autonomia que Russo e Adílson detinham. Podiam autorizar, sem precisar recorrer ao Conselho do Postalis, investimentos individuais de até R$ 120 milhões. Para efeito de comparação, diretores da Petrobras têm autonomia para gastar até R$ 30 milhões – e, mesmo assim, com mais limitações. A mesma autonomia existe nos fundos de pensão das outras estatais.

Seis dias após o último depósito de R$ 100 milhões, a corretora de Fabrizio nos Estados Unidos pagou US$ 7 milhões por uma nota estruturada do Lehman Brothers – banco que, três meses depois, quebrou e quase levou a economia mundial junto. Era um produto arriscado de origem que, no mercado, já se desconfiava duvidosa (o Lehman). No mesmo dia, segundo a investigação da SEC, a corretora de Fabrizio deu início a mais uma fraude, que obrigou o Postalis a pagar, pela nota estruturada, mais do que ela valia. Os documentos da SEC demonstram que a diferença, ou ao menos parte substancial dela, foi desviada nas semanas seguintes para a conta da Spectra, a empresa secreta de Russo, presidente do Postalis.

Nos anos seguintes, prosseguiu a prática de investir nesse tipo de produto. Em 13 de outubro de 2009, Fabrizio, para aplacar outros credores, entrou com um pedido de falência na Justiça americana. No Brasil, era outra história. Dez dias antes, a corretora de Fabrizio começara a arrecadar mais dinheiro do Postalis, desta vez com um fundo para investir em serviços de saúde. No começo de 2010, sua corretora recebeu R$ 2 milhões do Postalis. Em maio, as autoridades americanas proibiram Fabrizio de continuar operando no mercado financeiro. Eram os tempos das festas em Brasília.

Combinaram com o russo (Foto: reprodução)

Em dezembro de 2011, quando as investigações da SEC se aproximavam do fim, Fabrizio trocou cerca de US$ 130 milhões do Brasil Sovereign por produtos financeiros arriscados, como as tais notas estruturadas. Fez isso sem consultar o Mellon e o Postalis, como mandava a lei. O Brasil Sovereign, que deveria aplicar 80% dos recursos em títulos da dívida, tinha 71% do dinheiro aplicado em papéis sem garantias de pagamento. Dificilmente o Postalis recuperará o dinheiro. Por isso, tenta um acordo com o Mellon, que poderia, diz o Postalis, ter evitado os prejuízos. O Postalis quer que o Mellon pague, ao menos, R$ 400 milhões. Em fevereiro deste ano, Fabrizio fez um acordo com a Justiça da Flórida e com a SEC. Aceitou pagar US$ 4,5 milhões para não ir a julgamento, desde que não desminta publicamente os achados da investigação. Os investigadores americanos querem que ele colabore no rastro do dinheiro desviado.

O ministro Lobão afirma, por meio de nota, que conhece Russo há anos. Russo diz o mesmo. Mas Lobão, ao contrário de Russo, acrescenta: “A relação é de amizade”. Lobão, contudo, não admite sequer ter indicado Russo ou os atuais diretores do Postalis. “As nomeações no Postalis são feitas por um Conselho que atua vinculado a outro Ministério (o da Previdência)”, diz. Sobre a relação com Fabrizio e a atuação dele nas campanhas do PMDB em 2010, Lobão limita-se a dizer que “esteve com ele em eventos sociais, mas não em 2010”. Márcio Lobão,  ex-sócio de Russo, diz que se mudou de Brasília para o Rio em 2000 e que, desde então, não mantém contato com ele: “Nunca mais tive qualquer vínculo comercial, social ou empresarial com o senhor Alexej”. O senador Edison Lobão Filho afirma não manter qualquer tipo de relacionamento com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. “Não converso com esse indivíduo”, diz. “Graças a Deus (não tenho relacionamento comercial com ele). Se tivesse recebido algum valor dele, estaria pensando em me suicidar.” Aparentemente, a origem da raiva é a antiga sociedade entre Alexej e Márcio, irmão do senador, na concessionária BMW em Brasília. “Meu irmão, muito jovem, perdeu o negócio da vida dele por causa da gestão desse indivíduo. A BMW tomou a concessionária dele.”

Russo nega, por meio de nota, que tenha participado dos desvios descobertos pela SEC. “A offshore (Spectra Trust) foi aberta com a intenção de adquirir um imóvel nos Estados Unidos. A aquisição do imóvel não ocorreu, a empresa nunca realizou nenhuma movimentação”, diz ele. Russo disse que “nunca determinou” a abertura da conta bancária em nome da Spectra Trust, que recebia dinheiro após as operações ilegais. “A conta foi aberta de forma fraudulenta. Não tinha conhecimento nem da abertura da conta nem de movimentação nela.” Diz que nomeou advogados, no Brasil e nos Estados Unidos, para apurar o fato e afirma desconhecer “a origem e destino desses recursos e aguardar as apurações das autoridades competentes nos Estados Unidos para tomar medidas judiciais cabíveis”. Russo enviou a ÉPOCA um laudo produzido nos EUA por uma perícia independente. Segundo a interpretação de Russo, esse laudo comprova, por meio da análise das assinaturas usadas na abertura da conta, que a letra usada não era dele. O laudo aponta inconsistências, mas não afirma que houve fraude. Diz ainda ser “provável”que a assinatura seja mesmo de Russo. Russo não forneceu a ÉPOCA os documentos analisados.

O PADRINHO RIVAL O presidente do Senado, Renan Calheiros (à esq.), e o lobista Milton Lyra (à dir.). Dois cunhados de Lyra compraram a sede do Postalis (no alto), depois revendida. Por influência de Lyra, o Postalis investiu R$ 75 milhões na Galileo Educacional, que quebrou em seguida  (Foto: Beto Barata/ÉPOCA, Jonas Pereira/Agência Senado e reprodução)

Tanto Russo quanto Adílson, então diretor financeiro do Postalis, defendem a decisão de investir no Brasil Sovereign. “O investimento atendia aos requisitos legais e ao que determinava a legislação e a política de investimentos aprovada em conselho”, dizem ambos, em nota. O Postalis, por meio de nota, afirma algo parecido: “A decisão pelo investimento foi da Diretoria Financeira à época e seguiu os procedimentos e normas do Instituto. As aplicações estavam em conformidade com as regras e limites previstos nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional e a Política de Investimento do Postalis”. Na nota, o Postalis afirma ainda que trabalha para resolver o mico: “Assim que tomou conhecimento do assunto, a Diretoria Executiva ajuizou protesto interruptivo de prescrição. Além disso, contratou escritório de advocacia nos EUA para a adoção de medidas cabíveis em defesa dos interesses do Instituto”.

O Mellon, que administrava o Brasil Sovereign em nome do Postalis, prefere não dar explicações sobre o caso. “Apesar de não podermos comentar assuntos específicos de clientes, ressaltamos que levamos a sério nossas responsabilidade e estamos focados em fornecer aos nossos clientes serviços de qualidade e em ganhar sua contínua confiança”, diz o Mellon em nota. Pelo acordo que fez com a Justiça americana, a que ÉPOCA teve acesso, Fabrizio não pode comentar, muito menos negar publicamente, as fraudes investigadas pela SEC no Brasil Sovereign. “Não vou falar”, diz, mesmo quando questionado sobre sua relação com Russo e o PMDB. Brian Miller, advogado de Fabrizio nos EUA, não respondeu às ligações de ÉPOCA.

O Postalis minimiza as autuações da Previc a seu atual presidente, Conquista. “Autuação não é condenação. No caso do Postalis, o único auto de infração imputado ao presidente foi julgado improcedente. No que se refere à GEAP, não há decisão administrativa definitiva, sendo que um dos autos também já foi divulgado improcedente”, diz o Postalis.

O DNA da fraude (Foto: reprodução)

A ascensão de Miltinho
Enquanto Fabrizio caía em desgraça, o lobista Milton Lyra, ligado a Renan e conhecido como Miltinho, ascendia em Brasília. Criou relações com Russo e Adílson. Miltinho organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. No ano passado, o Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.

Também em 2010, Russo e Adílson fizeram outra operação questionável para o Postalis. A dupla vendeu a sede do Postalis, em Brasília, a cunhados de Miltinho, por R$ 8,2 milhões. O negócio foi feito em nome de uma empresa criada seis meses antes. Phelipe Matias, um dos cunhados, afirma ter faturado cerca de R$ 1,2 milhão em aluguéis antes de revender o prédio. Agora, o Postalis paga R$ 139 mil de aluguel para ficar no mesmo lugar. A Previc autuou o Postalis pela operação. Por irregularidades, a Previ aplicou a Russo e Adílson multas de R$ 40 mil e os inabilitou por dois anos.

O Postalis diz que “desinvestir em imóveis foi uma decisão estratégica do Instituto”. Afirma que, na venda do edifício-sede, houve concorrência e que a proposta dos cunhados de Miltinho era a melhor. Renan confirma que conhece Miltinho, mas não informa se fizeram ou mantêm negócios em comum.

De dono a inquilino (Foto: reprodução)
Época

Opinião dos leitores

  1. Essa turma do PT e seus aliados estão acabando com tudo.
    Mais um mandato do governo do PT e esse país quebra e a anarquia se estabelecerá.

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Judiciário

Vazamento no STF: Moraes manda PF colocar tornozeleira eletrônica em vigilante da Receita

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal colocasse tornozeleira eletrônica em um vigilante da Receita Federal no Rio de Janeiro. A medida foi tomada no âmbito da investigação sobre vazamento de dados de ministros do STF e de familiares.

A operação da PF contra o vigilante ocorreu na última quinta-feira (19). O alvo trabalha no Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita, em Laranjeiras, na mesma unidade de um servidor do Serpro suspeito de vender informações sigilosas sobre autoridades da Corte.

No total, quatro servidores da Receita Federal foram investigados por suposto vazamento de dados, entre eles declarações de Imposto de Renda de familiares de ministros. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, a pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizados por Moraes.

Em nota, a Receita Federal afirmou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal” e que seus sistemas são “totalmente rastreáveis, auditáveis e puníveis, inclusive na esfera criminal”. A investigação faz parte do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.

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Política

VÍDEO: Paulinho assume comando e reage a incêndio que destruiu estátua de Nossa Senhora de Fátima

Imagens: Reprodução/Instagram/Paulinho Freire

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), se manifestou sobre o incêndio que atingiu a estátua de Nossa Senhora de Fátima, em construção no bairro de Pajuçara, na Zona Norte da capital.

“Mesmo em Brasília, sigo acompanhando o que acontece em nossa cidade, com atenção e responsabilidade”, disse. Paulinho afirmou que determinou à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) que apurasse imediatamente o ocorrido.

Segundo o prefeito, o artista responsável pela obra, Ranilson Viana, assumiu o compromisso de recuperar a imagem “o quanto antes, sem qualquer custo para o Município”.

Paulinho destacou ainda o valor da fé da população: “Reconheço a fé e o significado de Nossa Senhora de Fátima para tantas pessoas, para tantas famílias. Estamos tratando o caso com todo o cuidado, respeito e a seriedade que a nossa cidade merece”.

A Seinfra explicou que o incêndio teria sido causado por um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada nos trabalhos da estrutura. No momento do incidente, membros da equipe estavam no local; um dos trabalhadores sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico.

O fogo se espalhou rapidamente e atingiu grande parte da imagem, que ainda estava em construção. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para controlar as chamas.

Ranilson confirmou que assumirá integralmente a recuperação da estátua e que a obra será retomada assim que houver condições estruturais seguras, sem gerar qualquer gasto ao município. Moradores registraram imagens do incêndio, que viralizaram nas redes sociais, chamando atenção para o episódio.

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Política

PT topa rifar Cadu na eleição indireta do RN para segurar sucessão no Governo

Foto: Reprodução

A governadora Fátima Bezerra (PT) admite, nos bastidores, abrir mão do nome de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, na eleição indireta para o Governo do RN. O objetivo é destravar votos e viabilizar a escolha de um sucessor ainda sob controle do partido. A condição é clara: qualquer substituto precisa ser filiado ao PT.

A articulação ganhou força após o Carnaval, com a tentativa do Governo de atrair deputados hoje alinhados à pré-candidatura do prefeito Allyson Bezerra (União), segundo informações da 96 FM.

Parte desse grupo é formada por ex-aliados da gestão estadual, que se afastaram nos últimos meses. Para reconquistar apoio, o Palácio avalia mudar o nome colocado na disputa indireta.

Em entrevista, Cadu confirmou que a troca é uma possibilidade real. Segundo ele, a hipótese está sendo discutida internamente, mas o PT não abre mão de comandar a sucessão. A alternativa defendida por aliados de Allyson — um nome técnico, fora do partido — não teria aceitação na cúpula petista.

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Geral

Bombeiros usam 15 mil litros de água e 20 militares para conter incêndio em estátua de Nossa Senhora em Natal

Foto: Divulgação/CBMRN

Para controlar o incêndio que atingiu a estrutura da estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, nesta terça (24), contou com cerca de 20 militares e três viaturas do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), além de uma unidade de salvamento, uma de resgate e o oficial de operações.

Segundo o Corpo de Bombeiros do RN, para apagar completamente o fogo, foram utilizados aproximadamente 15 mil litros de água. Durante o atendimento, uma pessoa foi encontrada com queimaduras de primeiro e segundo grau. A vítima recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada para atendimento hospitalar.

Após o controle do incêndio, a área foi interditada pela Defesa Civil e por equipes técnicas do Corpo de Bombeiros. O local passará por avaliação estrutural, e as causas do incêndio ainda serão apuradas. Em casos de emergência, a corporação orienta que a população acione imediatamente o telefone 193.

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Política

MP vê “escândalo de grandes proporções” em cachê pago à ministra Margareth Menezes por empresa ligada à Rouanet

Foto: Divulgação/Instagram

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) classificou como um “escândalo de proporções significativas” o pagamento de cachê à ministra da Cultura, Margareth Menezes, por uma empresa que já foi beneficiada pela Lei Rouanet. A avaliação é do subprocurador-geral Lucas Furtado, que pediu nesta segunda-feira (23) a abertura de investigação para apurar possível conflito de interesses.

Margareth se apresentou no bloco “Os Mascarados”, em 12 de fevereiro, no circuito Barra-Ondina, em Salvador. O bloco é organizado pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, empresa que teve oito projetos aprovados para captação via Lei Rouanet durante a atual gestão do Ministério da Cultura. Segundo a equipe da artista, o cachê foi de R$ 290 mil e incluiu despesas com músicos, produção, figurino e logística.

Para o MP, a situação merece apuração porque a empresa contratante tem interesses diretos junto ao ministério comandado pela própria ministra. O pedido ao TCU inclui análise dos contratos firmados e do processo de autorização dos projetos culturais, com base na Lei nº 12.813/2013, que trata de conflito de interesses no serviço público.

A Pau Viola afirmou que não houve irregularidade e destacou que a aprovação pela Lei Rouanet não significa repasse direto de dinheiro público federal. Informou ainda que apenas um dos projetos autorizados captou recursos: R$ 1 milhão para o Festival de Lençóis, realizado em 2024.

O Ministério da Cultura também negou favorecimento e disse que todos os trâmites seguiram as regras vigentes. Mesmo assim, o MP sustenta que, se confirmadas irregularidades, os envolvidos devem ser responsabilizados.

Opinião dos leitores

  1. É triste ver o Brasil sofrer com tanto roubo e descaso, a ignorância dos pobres, e o interesse particular por enriquecimento ilicito dos ricos, fazem do nosso país, uma terra sem perspectiva. Termos que aceitar um legislativo sem moral, um STF enlameado pela conduta de alguns ministros, bem como, um presidente triplamente condenado, nos leva a não acreditar em solução.

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Geral

Incêndio destrói imagem de Nossa Senhora de Fátima em Natal, mas o rosto da santa permanece intacto

Foto: Reprodução

Um incêndio destruiu grande parte da imagem de Nossa Senhora de Fátima na tarde desta terça-feira (24), em Natal, mas deixou intacto justamente o rosto da santa. Mesmo cercado pelas chamas, o principal símbolo da imagem resistiu ao fogo, assim como a coroa, enquanto a estrutura cedeu e tombou diante de moradores que acompanhavam a cena.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o fogo começou após um curto-circuito em uma máquina de solda usada durante o serviço. O problema elétrico fez com que as chamas se espalhassem rapidamente, consumindo a estrutura da imagem. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e conseguiu controlar o incêndio.

Vídeos gravados por moradores e divulgados nas redes sociais mostram a cena após o fogo: a estrutura destruída no chão, mas a cabeça e a coroa da santa preservadas. Durante o incidente, um trabalhador sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico e não há registro de vítimas graves.

A imagem tem 35 metros de altura, com base de 8 metros, e integra um projeto coordenado pela Prefeitura do Natal, com investimento estimado em R$ 5 milhões.

O artista responsável pela obra, Ranilson Viana, assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e informou que arcará com todos os custos da recuperação, sem prejuízo para o município. A obra faz parte do Complexo do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, pensado para fortalecer a devoção, o turismo religioso e a economia da capital potiguar.

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Polícia

O PLANO FALHOU: quatro mulheres são flagradas tentando entrar com drogas em Alcaçuz

Foto: Divulgação/SEAP-RN

Quatro mulheres foram presas nesta terça-feira (24) ao tentar entrar com drogas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Parnamirim. As detenções aconteceram em horários distintos e foram resultado direto do procedimento de revista eletrônica com uso de bodyscan, equipamento de raios-X instalado na entrada da unidade prisional.

O primeiro flagrante ocorreu às 9h40, quando uma mulher de 24 anos foi identificada com duas porções de substância possivelmente análoga à maconha escondidas na genitália. Cerca de 30 minutos depois, outra jovem, também de 24 anos, foi detida ao tentar ingressar no presídio com maconha escondida em um absorvente.

Por volta das 10h30, uma mulher de 46 anos foi surpreendida com 50 pontos de LSD camuflados sob um curativo no pé, usado após uma cirurgia. Já às 14h15, uma jovem de 23 anos foi flagrada com nove embalagens contendo substâncias possivelmente análogas à maconha e à cocaína.

As quatro mulheres receberam voz de prisão das policiais penais femininas e foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Todo o material apreendido foi enviado à Polícia Científica para análise.

Segundo a direção da unidade, em 2026 já foram realizadas 2.998 revistas em Alcaçuz, sendo 2.491 em visitantes e 507 em prestadores de serviço, todas com uso obrigatório da revista eletrônica.

 

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Geral

Prefeito e ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas declaram apoio a Walter Alves para 2026

O prefeito de Carnaúba dos Dantas, Kleyton Dantas, e o ex-prefeito Gilson Dantas, ambos do MDB, declararam apoio ao nome de Walter Alves como pré-candidato a deputado estadual nas Eleições 2026.

A declaração reforça o alinhamento político do grupo com o projeto liderado por Walter e pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), destacando os inúmeros benefícios e ações já conquistados para a cidade ao longo dos últimos anos.

Eleito em 2024 com mais de 64% dos votos válidos, Kleyton Dantas tem administração aprovada pela população, assim como o ex-prefeito Gilson Dantas, que também deixou sua marca à frente do Executivo municipal.

Para o prefeito Kleyton, o apoio é um reconhecimento ao trabalho realizado. “Walter sempre foi parceiro de Carnaúba dos Dantas. Ao lado do MDB, garantiu benefícios importantes para o nosso município. Por isso, declaramos nosso apoio ao seu nome para deputado estadual em 2026”, disse.

O ex-prefeito Gilson Dantas também destacou a parceria construída ao longo dos anos. “Walter tem compromisso com nossa cidade e já demonstrou isso com ações concretas. Nosso apoio é resultado de gratidão e confiança no trabalho que ele continuará fazendo pelo Seridó e por todo o Rio Grande do Norte”, explicou.

Walter Alves agradeceu a confiança das lideranças e reafirmou o compromisso com o município. “Recebo com muita gratidão o apoio do prefeito Kleyton e do ex-prefeito Gilson, duas grandes lideranças de Carnaúba dos Dantas. Seguiremos trabalhando juntos para garantir ainda mais avanços e oportunidades para o povo da cidade”, afirmou.

O apoio da dupla fortalece o projeto político de Walter Alves para 2026 e amplia a base de alianças no Seridó, consolidando parcerias com lideranças que possuem forte aprovação popular e histórico de resultados concretos para a população.

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Geral

Missa lembra um ano da morte de Dr. Araken Brito e reacende críticas à falta de ação em trecho onde ocorreu acidente que vitimou o ciclista

Completa-se nesta terça-feira (24) um ano do acidente que vitimou o médico Araken Brito de Sousa, em Natal. A data será marcada por uma missa de um ano de saudades, celebrada às 19h30, na Capela do Colégio Marista de Natal, reunindo familiares e amigos.

Além da homenagem, a lembrança do acidente reacende críticas à falta de providências dos órgãos de trânsito no trecho onde ocorreu a colisão que vitimou Araken. Passados doze meses, nenhuma intervenção estrutural foi realizada no local.

Um dos principais fatores que contribuíram para o acidente foi o estreitamento da avenida no trecho entre o Hotel Tirol e o Midway. A avaliação é de que medidas simples — como o alargamento da pista ou adequações geométricas — poderiam ter reduzido o risco e evitado a tragédia.

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Geral

Artista responsável pela obra, Ranilson Viana, afirma que vai recuperar imagem de Nossa Senhora de Fátima sem prejuízo financeiro para Natal

Imagem: reprodução

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) informou em nota nesta terça-feira (24), que o artista Ranilson Viana, responsável pela obra da imagem de Nossa Senhora de Fátima, se dispôs a recuperar integralmente a imagem, sem qualquer prejuízo ao município de Natal. Uma equipe do escultor trabalhava no local quando um curto-circuito em uma máquina de solda provovou o incêndio que destruiu a imagem.

NOTA

Sobre o incêndio na imagem de Nossa Senhora de Fátima, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) esclarece que em contato com o artista responsável pela obra, Ranilson Viana, a informação recebida é de que ocorreu um curto-circuito provocado pela máquina de solda que originou o incidente.

No momento do ocorrido, funcionários da equipe do artista trabalhavam no local. Um deles sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico.

Ranilson Viana também informou que se responsabilizará integralmente pela recuperação da imagem e que retomará os serviços tão logo a estrutura permita, sem qualquer prejuízo financeiro para o município.

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