Política

As evidências de fraude no fundo dos Correios ligado ao PMDB

No final do governo Lula, um jovem e brilhante operador do mercado financeiro ascendia no rarefeito mundo da elite política de Brasília. Era Fabrizio Neves, dono da Atlântica Asset, empresa que montara fundos no mercado financiados sobretudo pelo Postalis, fundo de pensão dos Correios. O Postalis era comandado por afilhados do ministro de Minas e Energia,Edison Lobão, e do senador Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Fabrizio dava festas e promovia jantares em Brasília e São Paulo. Num deles, contratou o cantor Emílio Santiago e um dos pianistas que tocavam com Roberto Carlos. Colecionador de armas, dono de bom papo, Fabrizio fez amizades com políticos, diretores do Postalis e lobistas – a maioria deles ligada ao PMDB. Segundo seis desses altos quadros do PMDB, Fabrizio participava também das reuniões em que se discutia o financiamento das campanhas em 2010. Com pouco tempo de Brasília, Fabrizio já se tornara um homem poderoso na capital.

Sobre Fabrizio, sabia-se apenas que ele morara em Miami, onde fizera fortuna no mercado financeiro. No Brasil, ele estava em alta; nos Estados Unidos, era caçado por credores e pelos investigadores da Securities and Exchange Comission, a SEC, órgão que regula o mercado financeiro americano.

Acusavam-no de ser o arquiteto de uma fraude que envolvia o dinheiro arrecadado no Postalis. A caçada judicial terminou recentemente nos Estados Unidos, e suas consequências ainda não se fizeram sentir no Brasil. A ascensão de Fabrizio por lá se deu com dinheiro daqui – dinheiro dos carteiros e funcionários dos Correios, que financiam suas aposentadorias contribuindo para o Postalis. A queda de Fabrizio terminou por lá. Mas ainda promete começar por aqui. E isso aterroriza o PMDB.

A história de Fabrizio, contada em documentos confidenciais obtidos por ÉPOCA nos Estados Unidos e no Brasil, ilustra à perfeição o efeito devastador da influência da política nos fundos de pensão das estatais. É um problema antigo, que resulta em corrupção e prejuízos aos fundos. Ele atingiu novo patamar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ascensão de sindicalistas ligados ao PT à direção de fundos como Previ, do Banco do Brasil, ou Petros, da Petrobras.

O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão.

A situação do Postalis é tão grave que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, responsável por fiscalizar os fundos de pensão, avalia uma intervenção no fundo. Os auditores da Previc estão cansados de notificar e autuar os diretores por irregularidades. Houve, ao menos, 14 autuações nos últimos anos, a que

Os mandatos de Russo e Adílson se encerraram em 2012. Foram substituídos por novos apadrinhados de Lobão e Renan. A presidência ficou com o PT, que indicou Antônio Carlos Conquista – autuado pela Previc por irregularidades na gestão de outro fundo. PT e PMDB disputam agora as decisões pelos investimentos do Postalis. A ordem política, dizem parlamentares, lobistas e funcionários do Postalis, é diminuir os maus investimentos. Trocá-los por aplicações conservadoras, de maneira a evitar a intervenção.

A conexão Miami
A ascensão de Fabrizio – e da turma do PMDB no Postalis – começa em 2006. O Postalis acabara de criar, ao lado de Fabrizio, o fundo Brasil Sovereign, que deveria negociar, nos Estados Unidos, títulos da dívida pública brasileira. É um tipo de investimento conservador, mais seguro para quem investe nele, embora, por isso mesmo, costume render menos. Ao menos 80% do dinheiro do Brasil Sovereign deveria ser investido nesses títulos. Não foi o que aconteceu. Em maio de 2006, Fabrizio, então dono da Atlântica Asset, passou a controlar outra financeira chamada LatAm, com sede em Miami. Cabia à LatAm operar as transações com títulos da dívida pública brasileira. Ao banco BNY Mellon, cabia administrar e fiscalizar as operações de Fabrizio. Em vez de fazer investimentos conservadores, Fabrizio, dizem a investigação da SEC e uma auditoria externa contratada pelo Postalis, fez roleta-russa com o dinheiro do Postalis. Investia em produtos financeiros complexos e arriscados, por meio de um instrumento conhecido como “nota estruturada”. Ao fazer as operações, segundo as investigações, desviava dinheiro para contas secretas de empresas com sede em paraísos fiscais. Por baixo, os investigadores estimam que US$ 24 milhões foram cobrados indevidamente do Postalis.

Segundo as investigações, a maioria das empresas que recebiam o dinheiro desviado era controlada por Fabrizio. Havia uma que não era: a conta da Spectra Trust, empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Segundo a Justiça americana, a conta pertencia a Predtechensky, o Russo, então presidente do Postalis. Um dos dirigentes da corretora de Fabrizio, que colaborou com as investigações, disse em depoimento que ajudou a montar as contas secretas. E que Russo fora apresentado aos funcionários da corretora como o homem dos “fundos de pensão brasileiros”. Em novembro de 2007, US$ 1,5 milhão foi transferido à Spectra. Os investigadores ainda tentam descobrir o total depositado na conta da Spectra.

Meses depois, em 11 de julho de 2008, o Postalis depositou R$ 100 milhões na conta do fundo Brasil Sovereign. Era o sexto e último grande investimento do Postalis no fundo operado por Fabrizio. Desde que o Brasil Sovereign começara, três anos antes, o Postalis transferira R$ 371 milhões para o controle, na prática, de Fabrizio. A soma dos valores era alta, mesmo para os padrões dos fundos de pensão das estatais. Os investimentos passavam relativamente despercebidos por causa de uma tática comum. Em vez de fazer grandes investimentos de uma só vez, diretores como Russo e Adílson depositavam somas mais modestas, distribuídas por meses – até anos. O expediente era possível graças à larga autonomia que Russo e Adílson detinham. Podiam autorizar, sem precisar recorrer ao Conselho do Postalis, investimentos individuais de até R$ 120 milhões. Para efeito de comparação, diretores da Petrobras têm autonomia para gastar até R$ 30 milhões – e, mesmo assim, com mais limitações. A mesma autonomia existe nos fundos de pensão das outras estatais.

Seis dias após o último depósito de R$ 100 milhões, a corretora de Fabrizio nos Estados Unidos pagou US$ 7 milhões por uma nota estruturada do Lehman Brothers – banco que, três meses depois, quebrou e quase levou a economia mundial junto. Era um produto arriscado de origem que, no mercado, já se desconfiava duvidosa (o Lehman). No mesmo dia, segundo a investigação da SEC, a corretora de Fabrizio deu início a mais uma fraude, que obrigou o Postalis a pagar, pela nota estruturada, mais do que ela valia. Os documentos da SEC demonstram que a diferença, ou ao menos parte substancial dela, foi desviada nas semanas seguintes para a conta da Spectra, a empresa secreta de Russo, presidente do Postalis.

Nos anos seguintes, prosseguiu a prática de investir nesse tipo de produto. Em 13 de outubro de 2009, Fabrizio, para aplacar outros credores, entrou com um pedido de falência na Justiça americana. No Brasil, era outra história. Dez dias antes, a corretora de Fabrizio começara a arrecadar mais dinheiro do Postalis, desta vez com um fundo para investir em serviços de saúde. No começo de 2010, sua corretora recebeu R$ 2 milhões do Postalis. Em maio, as autoridades americanas proibiram Fabrizio de continuar operando no mercado financeiro. Eram os tempos das festas em Brasília.

Combinaram com o russo (Foto: reprodução)

Em dezembro de 2011, quando as investigações da SEC se aproximavam do fim, Fabrizio trocou cerca de US$ 130 milhões do Brasil Sovereign por produtos financeiros arriscados, como as tais notas estruturadas. Fez isso sem consultar o Mellon e o Postalis, como mandava a lei. O Brasil Sovereign, que deveria aplicar 80% dos recursos em títulos da dívida, tinha 71% do dinheiro aplicado em papéis sem garantias de pagamento. Dificilmente o Postalis recuperará o dinheiro. Por isso, tenta um acordo com o Mellon, que poderia, diz o Postalis, ter evitado os prejuízos. O Postalis quer que o Mellon pague, ao menos, R$ 400 milhões. Em fevereiro deste ano, Fabrizio fez um acordo com a Justiça da Flórida e com a SEC. Aceitou pagar US$ 4,5 milhões para não ir a julgamento, desde que não desminta publicamente os achados da investigação. Os investigadores americanos querem que ele colabore no rastro do dinheiro desviado.

O ministro Lobão afirma, por meio de nota, que conhece Russo há anos. Russo diz o mesmo. Mas Lobão, ao contrário de Russo, acrescenta: “A relação é de amizade”. Lobão, contudo, não admite sequer ter indicado Russo ou os atuais diretores do Postalis. “As nomeações no Postalis são feitas por um Conselho que atua vinculado a outro Ministério (o da Previdência)”, diz. Sobre a relação com Fabrizio e a atuação dele nas campanhas do PMDB em 2010, Lobão limita-se a dizer que “esteve com ele em eventos sociais, mas não em 2010”. Márcio Lobão,  ex-sócio de Russo, diz que se mudou de Brasília para o Rio em 2000 e que, desde então, não mantém contato com ele: “Nunca mais tive qualquer vínculo comercial, social ou empresarial com o senhor Alexej”. O senador Edison Lobão Filho afirma não manter qualquer tipo de relacionamento com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. “Não converso com esse indivíduo”, diz. “Graças a Deus (não tenho relacionamento comercial com ele). Se tivesse recebido algum valor dele, estaria pensando em me suicidar.” Aparentemente, a origem da raiva é a antiga sociedade entre Alexej e Márcio, irmão do senador, na concessionária BMW em Brasília. “Meu irmão, muito jovem, perdeu o negócio da vida dele por causa da gestão desse indivíduo. A BMW tomou a concessionária dele.”

Russo nega, por meio de nota, que tenha participado dos desvios descobertos pela SEC. “A offshore (Spectra Trust) foi aberta com a intenção de adquirir um imóvel nos Estados Unidos. A aquisição do imóvel não ocorreu, a empresa nunca realizou nenhuma movimentação”, diz ele. Russo disse que “nunca determinou” a abertura da conta bancária em nome da Spectra Trust, que recebia dinheiro após as operações ilegais. “A conta foi aberta de forma fraudulenta. Não tinha conhecimento nem da abertura da conta nem de movimentação nela.” Diz que nomeou advogados, no Brasil e nos Estados Unidos, para apurar o fato e afirma desconhecer “a origem e destino desses recursos e aguardar as apurações das autoridades competentes nos Estados Unidos para tomar medidas judiciais cabíveis”. Russo enviou a ÉPOCA um laudo produzido nos EUA por uma perícia independente. Segundo a interpretação de Russo, esse laudo comprova, por meio da análise das assinaturas usadas na abertura da conta, que a letra usada não era dele. O laudo aponta inconsistências, mas não afirma que houve fraude. Diz ainda ser “provável”que a assinatura seja mesmo de Russo. Russo não forneceu a ÉPOCA os documentos analisados.

O PADRINHO RIVAL O presidente do Senado, Renan Calheiros (à esq.), e o lobista Milton Lyra (à dir.). Dois cunhados de Lyra compraram a sede do Postalis (no alto), depois revendida. Por influência de Lyra, o Postalis investiu R$ 75 milhões na Galileo Educacional, que quebrou em seguida  (Foto: Beto Barata/ÉPOCA, Jonas Pereira/Agência Senado e reprodução)

Tanto Russo quanto Adílson, então diretor financeiro do Postalis, defendem a decisão de investir no Brasil Sovereign. “O investimento atendia aos requisitos legais e ao que determinava a legislação e a política de investimentos aprovada em conselho”, dizem ambos, em nota. O Postalis, por meio de nota, afirma algo parecido: “A decisão pelo investimento foi da Diretoria Financeira à época e seguiu os procedimentos e normas do Instituto. As aplicações estavam em conformidade com as regras e limites previstos nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional e a Política de Investimento do Postalis”. Na nota, o Postalis afirma ainda que trabalha para resolver o mico: “Assim que tomou conhecimento do assunto, a Diretoria Executiva ajuizou protesto interruptivo de prescrição. Além disso, contratou escritório de advocacia nos EUA para a adoção de medidas cabíveis em defesa dos interesses do Instituto”.

O Mellon, que administrava o Brasil Sovereign em nome do Postalis, prefere não dar explicações sobre o caso. “Apesar de não podermos comentar assuntos específicos de clientes, ressaltamos que levamos a sério nossas responsabilidade e estamos focados em fornecer aos nossos clientes serviços de qualidade e em ganhar sua contínua confiança”, diz o Mellon em nota. Pelo acordo que fez com a Justiça americana, a que ÉPOCA teve acesso, Fabrizio não pode comentar, muito menos negar publicamente, as fraudes investigadas pela SEC no Brasil Sovereign. “Não vou falar”, diz, mesmo quando questionado sobre sua relação com Russo e o PMDB. Brian Miller, advogado de Fabrizio nos EUA, não respondeu às ligações de ÉPOCA.

O Postalis minimiza as autuações da Previc a seu atual presidente, Conquista. “Autuação não é condenação. No caso do Postalis, o único auto de infração imputado ao presidente foi julgado improcedente. No que se refere à GEAP, não há decisão administrativa definitiva, sendo que um dos autos também já foi divulgado improcedente”, diz o Postalis.

O DNA da fraude (Foto: reprodução)

A ascensão de Miltinho
Enquanto Fabrizio caía em desgraça, o lobista Milton Lyra, ligado a Renan e conhecido como Miltinho, ascendia em Brasília. Criou relações com Russo e Adílson. Miltinho organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. No ano passado, o Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.

Também em 2010, Russo e Adílson fizeram outra operação questionável para o Postalis. A dupla vendeu a sede do Postalis, em Brasília, a cunhados de Miltinho, por R$ 8,2 milhões. O negócio foi feito em nome de uma empresa criada seis meses antes. Phelipe Matias, um dos cunhados, afirma ter faturado cerca de R$ 1,2 milhão em aluguéis antes de revender o prédio. Agora, o Postalis paga R$ 139 mil de aluguel para ficar no mesmo lugar. A Previc autuou o Postalis pela operação. Por irregularidades, a Previ aplicou a Russo e Adílson multas de R$ 40 mil e os inabilitou por dois anos.

O Postalis diz que “desinvestir em imóveis foi uma decisão estratégica do Instituto”. Afirma que, na venda do edifício-sede, houve concorrência e que a proposta dos cunhados de Miltinho era a melhor. Renan confirma que conhece Miltinho, mas não informa se fizeram ou mantêm negócios em comum.

De dono a inquilino (Foto: reprodução)
Época

Opinião dos leitores

  1. Essa turma do PT e seus aliados estão acabando com tudo.
    Mais um mandato do governo do PT e esse país quebra e a anarquia se estabelecerá.

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Esporte

França domina Suécia com show de Mbappé e vai às oitavas da Copa do Mundo

Foto: Getty

A França mostrou mais uma vez por que é uma das grande favoritas ao título da Copa do Mundo 2026. O time de Deschamps venceu a Suécia por 3 a 0, com um completo domínio da partida e quase sem sofrer. Mbappé, em mais um dia de recordes, e Barcola fizeram os gols da equipe.

Classificada para as oitavas de final, a França enfrenta o Paraguai no próximo sábado (4), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Os sul-americanos eliminaram a Alemanha ontem, nos pênaltis, e chegam embalados para mais uma decisão.

A Suécia até assustou a França, mas o time de Deschamps não é favorito a toa. Nos momentos em que atacaram, os franceses foram mais perigosos. Barcola invadiu a grande área e bateu para fora, e Mbappé chegou a marcar, mas o impedimento foi marcado.

Após a pausa para a hidratação, a França passou a dominar a partida. Posicionados em frente à grande área, os franceses rodavam a bola em busca de espaços para agredir a defesa sueca. E se na bola aérea era difícil, não faltaram tentativas de infiltração.

A França embalou e teve muito volume de jogo nos minutos finais da primeira etapa. Zetterström fez uma grande defesa após Rabiot finalizar bem da entrada da área.

Mbappé e Olise tentaram de todo o jeito: de fora da área, rasteiro para a defesa do goleiro, e até acertaram a trave – o camisa 11 de voleio, no que seria um dos gols mais bonitos da Copa -, mas o placar não se moveu. A Suécia tentou a resposta com Isak, e o atacante mandou para a fora.

De tanto pressionar, a França enfim chegou ao primeiro gol em uma jogada de craque de Mbappé. Na cobrança de escanteio rápida, Dembelé achou Olise, e o camisa 7 tocou para Mbappé dentro da área. O camisa 10 limpou a marcação e bateu para o gol. Assim, o francês chegou aos 17 gols em Mundiais e ultrapassou o alemão Miroslav Klose, que soma 16.

O segundo gol da França saiu de mais um belo passe de Olise. Barcola recebeu dentro da grande área entre os zagueiros com muito espaço para pensar finalizar para o fundo da rede.

Em desvantagem, a Suécia sequer mostrava a iniciativa de reagir A França colocou o time adversário na roda, e aos 20 minutos já trocava passes tranquilamente no seu setor de ataque.

Com Olise livre, livre, o resultado não poderia ser outro. Aos 28 minutos, Mbappé, de novo ele, recebeu mais um passe do camisa 11 pelo lado esquerdo, e bateu para o gol sem deixar espaço para o marcador chegar. Mais um do craque!

Aos 27 anos, Mbappé iguala Messi na lista dos maiores artilheiros da história da competição. O francês tem 18 gols em 18 partidas de Copa do Mundo – e contando.

A noite também foi especial para Olise, que ultrapassou Bruno Guimarães (4) e chegou as cinco assistências nesta edição da Copa do Mundo. O recorde é de Pelé, que em 1970 distribuiu seis.

 

CNN

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Geral

Vereador do PT preso por ligação ao PCC tem patrimônio milionário

Foto: Divulgação

O vereador Senival Pereira de Moura (PT-SP) preso na última quinta-feira (25), durante uma operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tem patrimônio de R$3,6 milhões.

De acordo com relatórios da investigação, o patrimônio de Senival Moura, composto por ao menos cinco imóveis, é considerado pelos policiais incompatível com sua remuneração oficial de cerca de R$ 26 mil mensais como vereador. Levantamento da Polícia Civil estima que os bens somem pelo menos R$ 3,6 milhões.

Entre os imóveis identificados estão:

  • um apartamento no Tatuapé (zona leste de SP), declarado à Justiça Eleitoral em 2024 por R$ 820 mil, mas com valor de mercado estimado entre R$ 1,6 milhões e R$ 2,8 milhões, conforme anúncios de unidades semelhantes no mesmo edifício.
  • um sítio em Extrema (MG), avaliado em R$ 200 mil na declaração eleitoral, descrito pela polícia como propriedade de “elevado padrão”;
  • um imóvel na Vila Madalena (SP), de R$ 585 mil;
  • outro na Vila Maria (SP), de R$ 430 mil;
  • e um imóvel em Juquehy (SP), de R$ 800 mil.

Um sexto bem, localizado na Vila Minerva (SP), também aparece nos autos, mas não foi incluído na estimativa por falta de avaliação disponível. O imóvel é alvo de cobrança de IPTU, e Senival alegou à Justiça não dispor de recursos para arcar com as despesas processuais.

Os investigadores citam, no relatório que embasou a prisão, mensagens interceptadas em que há referências a um “presidente” e ao município de Extrema. De acordo com a polícia, “presidente” seria um dos apelidos atribuídos a Senival, e a menção a Extrema estaria ligada ao imóvel rural que ele mantém naquela cidade.

As conversas, segundo o documento, reforçariam a identidade do parlamentar nas tratativas investigadas.

O vereador também seria chamado de “veio” em diálogos entre Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro do esquema, e Adauto Soares Jorge, ex-diretor-presidente da Transunião, assassinado em 2020.

Em nota publicada pelo portal Metrópoles, a defesa de Senival Moura afirmou que o apartamento no Tatuapé foi adquirido ainda na planta por cerca de R$ 600 mil, com parcelamento ao longo do tempo.

Os advogados sustentam que a valorização do imóvel decorre “exclusivamente das condições do mercado, não representando o valor de aquisição do bem”.

Sobre o sítio em Extrema, a defesa informou que a propriedade foi comprada há aproximadamente 20 anos e que a residência existente no local foi construída de forma gradual e fracionada.

“A construção da residência ocorreu de forma gradual e fracionada ao longo dos anos, motivo pelo qual sua atualização patrimonial ainda não havia sido refletida na declaração correspondente”, disseram.

Procurado, o PT informou que, por solicitação do próprio vereador, a legenda decidiu afastá-lo temporariamente para que ele possa se concentrar em sua defesa.

O parlamentar é alvo de apuração sobre suposto vínculo com a facção criminosa por meio da concessionária de ônibus Transunião, que opera 50 linhas no transporte coletivo da capital paulista e sofreu intervenção da Prefeitura de São Paulo na semana passada.

 

Diário do Poder

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Geral

TJRN é o tribunal mais eficiente do NE e integra grupo dos quatro melhores do país, aponta CNJ

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) é o tribunal estadual mais eficiente do Nordeste e integra o grupo das quatro cortes de melhor desempenho do país, segundo o relatório ‘Justiça em Números 2026’, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento posiciona o TJRN ao lado dos tribunais do Amazonas, Goiás e Santa Catarina entre aqueles que alcançaram os melhores resultados na combinação de produtividade, baixa taxa de congestionamento e eficiência na utilização dos recursos públicos.

A avaliação utiliza o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), indicador que mede a eficiência dos tribunais considerando a relação entre os recursos disponíveis — como magistrados, servidores e orçamento — e os resultados efetivamente entregues à sociedade. Ou seja, não se trata apenas da quantidade de processos julgados, mas da capacidade de prestar uma Justiça mais eficiente com melhor aproveitamento da estrutura disponível.

No índice geral, o TJRN alcançou 79% de eficiência, acima da média dos tribunais estaduais brasileiros, que é de 74%. No segundo grau, o desempenho chegou a 92%, o quinto melhor do país, enquanto no primeiro grau — onde se concentra o maior volume de ações — o índice foi de 81%, também superior à média nacional.

Outro dado que coloca o Tribunal em posição de destaque é o fato de integrar o grupo de apenas cinco tribunais brasileiros que superaram 80% de eficiência simultaneamente no primeiro e no segundo graus de jurisdição, ao lado dos tribunais de Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Processos mais rápidos

Os resultados do CNJ também mostram que o Judiciário potiguar mantém tempos de tramitação inferiores à média nacional. No primeiro grau, os processos de conhecimento encerrados pelo TJRN tiveram duração média de 1 ano e 5 meses, enquanto a média dos tribunais estaduais foi de 1 ano e 9 meses. Já os processos pendentes registraram tempo médio de 1 ano e 7 meses, contra 2 anos e 9 meses na média nacional.

Na tramitação geral, os processos baixados levaram, em média, 1 ano e 8 meses, um ano abaixo da média estadual (2 anos e 8 meses). Os processos ainda em andamento apresentaram tempo médio de 2 anos e 2 meses, frente aos 3 anos e 8 meses registrados pelos demais tribunais estaduais.

Eficiência na gestão

Além da produtividade e da celeridade processual, o relatório evidencia a eficiência do TJRN na gestão dos recursos públicos. A despesa do Tribunal é de R$ 426,90 por habitante, cerca de 14% inferior à média dos tribunais estaduais. Já as custas processuais correspondem a R$ 945,40 por processo, aproximadamente 67% abaixo da média nacional, indicador que amplia o acesso da população ao Judiciário.

Outro destaque é a taxa de congestionamento de 59,1%, inferior à média dos tribunais estaduais, de 65%, refletindo maior capacidade de resposta às demandas da sociedade.

Para o presidente do TJRN, desembargador Ibanez Monteiro, o resultado é consequência do trabalho conjunto desenvolvido por magistrados, magistradas, servidores e servidoras.

“Ser reconhecido como o tribunal mais eficiente do Nordeste e integrar o grupo dos quatro melhores do país demonstra que é possível oferecer uma Justiça mais rápida, eficiente e acessível, aliando inovação, gestão responsável e compromisso com a sociedade. Esse resultado pertence a todos que constroem diariamente o Judiciário potiguar”.

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Eleições 2026

Datena, Silvia Abravanel e Sikêra Júnior deixam a TV; regra eleitoral tira pré-candidatos do ar

Foto: Reprodução

A partir desta terça-feira (30), é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidata ou pré-candidato nas eleições em 2026.

A exigência está prevista na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e nas normas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que buscam impedir que pré-candidatos utilizem a exposição na mídia como vantagem durante a campanha.

A regra vale para quem pretende concorrer a qualquer cargo eletivo e prevê punições tanto aos candidatos quanto às emissoras em caso de descumprimento.

Entre os nomes que já se despediram do público estão Silvia Abravanel, José Luiz Datena, Sikêra Júnior e André Marinho.

Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, deixou o comando do Sábado Animado, do SBT, e deve disputar uma vaga de deputada federal por São Paulo pelo PSD.

Datena encerrou sua participação na TV Brasil e na Rádio Nacional. O apresentador articula filiação ao PSB para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já Sikêra Júnior anunciou sua saída do programa policial que apresentava após receber convite do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para concorrer a deputado federal pelo Republicanos.

André Marinho, ex-apresentador da Jovem Pan, confirmou que pretende disputar o Governo do Rio de Janeiro pelo Novo.

NDMais

 

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Mundo

Empresa chinesa lança robô humanoide para curar a solidão: ‘Ele nunca o trairá’

Foto: Reprodução

A empresa de robótica UBTech apresentou nesta terça-feira (30) o U1, um robô humanoide biônico focado em companhia afetiva. Desenvolvido na China, o dispositivo utiliza inteligência artificial para interagir com pessoas solitárias. O objetivo é oferecer suporte emocional constante aos usuários.

Disponível em versões de ambos os gêneros, a máquina possui textura realista e custa a partir de 119.800 yuans (cerca de R$ 92 mil). O sistema é alimentado por grandes modelos de linguagem (LLMs) para garantir conversas fluídas. “Ele nunca o trairá, será sempre leal a você e o amará incondicionalmente”, afirmou Michael Tam, CEO da UWORLD.

A tecnologia foi projetada estrategicamente para atender a dois grandes desafios demográficos do país asiático. O primeiro foco são os jovens e adultos solteiros, uma parcela da população que já soma mais de 120 milhões de indivíduos.

O segundo público-alvo da companhia é o setor de cuidados com a terceira idade, que demanda cada vez mais atenção. Atualmente, a China registra mais de 320 milhões de pessoas acima dos 60 anos, muitas delas vivendo sozinhas.

Para Zhou Jian, fundador da empresa, a inovação transcende a mecânica tradicional ao proporcionar o que ele chama de “mais alto nível de valor emocional”. A promessa central da fabricante é entregar uma relação baseada em estabilidade, companhia eterna e lealdade absoluta para quem vive isolado.

O Tempo

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Economia

Com tratativas de EUA x Irã, governo Lula acaba com subsídios ao diesel

Foto: Divulgação

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) a redução gradual dos subsídios concedidos aos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, partir de amanhã, 1º de julho, o governo tirarará a subenção de R$ 0,35 centavos por litro do diesel. Uma portaria do Ministério da Fazenda será publicada com efeitos imediatos.

O ministro anunciou ainda que o governo está avaliando a subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel.

Ele também afirmou que estão fazendo a avaliação também do subsídio de R$ 0,44 centavos por litro da gasolina. Sobre esse subsídio, o ministro afirmou que nos próximo dias, o governo irá fazer um anúncio de uma retirada, no mínimo, em principio, gradual da subvenção da gasolina, assim que os preços do combustível estiverem estabilizados, segundo acompanhamento que está sendo feito com a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural, e Biocombustíveis).

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a queda no preço do brent é a motivação principal para a redução gradual dos subsídios, uma vez que uma estabilização no preço do petróleo gera um efeito semelhante no preço dos combustíveis.

Segundo Moretti, a redução no preço do barril do petróleo também fez com que o governo sentisse uma redução na arrecadação, e que a segunda motivação seria a premmissa do equilíbrio fiscal.

“Mantida da premissa da neutralidade fiscal, é que a gente vai se adapatando, tirando gradualmente as subvenções”.

O diretor-presidente da ANP, Artur Watt, também participou da coletiva de anúncio de retirada dos subsídios, e segundo Durigan, o governo não irá permitir abusividade por qualquer agente econômico, que a Agência tem esse papel de fiscalizar.

De acordo com Watt, o diretoria colegiada da ANP deve se reunir na noite desta terça-feira e deliberar uma norma que foi colocada em consulta pública sobre o tema, com o intuito de evitar abusos nos preços.

Além disso, ele apontou que na mesma medida que a ANP fiscaliza o repasse integral em caso de subsídio, a Agência vai fiscalizar também para que o aumento de preços não sejam amplificado com a retirada dos incentivos.

 

CNN

 

 

 

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Política

Pré-candidato à Presidência diz que políticos do Nordeste são “inimigos” do país

Foto: Reprodução

Em agenda de pré-campanha pelo Rio Grande do Sul nesta terça-feira (30), o pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou o atual pacto federativo e a classe política do Nordeste.

Em entrevista à Rádio Santa Cruz, o político defendeu a redução no repasse de recursos públicos e disparou que “os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste”, acusando-os de transformar a região em um inferno e de viverem de “se apropriar de dinheiro tirado” de estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Ele concluiu dizendo que seu projeto prevê a “redução do dinheiro desses parasitas”.

– Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste. Eles transformam aquela região no inferno e vivem de se apropriar de dinheiro tirado de São Paulo, tirado do Rio de Janeiro, tirado de Minas, tirado do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Goiás, e nós temos que reduzir o poder deles. É um projeto sobre a redução do dinheiro desses parasitas – assinalou.

Além das críticas ao pacto que modelou a distribuição de recursos entre os estados, o pré-candidato aproveitou o roteiro pelo interior gaúcho, que se estende até esta quarta-feira (1º), para detalhar suas principais bandeiras de governo.

Santos propõe um corte “colossal” de gastos públicos focado no equilíbrio fiscal, sugerindo a revisão de subsídios, mudanças na Previdência e a redução de privilégios no funcionalismo público, além de defender uma menor dependência externa do agronegócio através do estímulo à produção nacional de fertilizantes. Na área da segurança pública, o presidenciável defendeu o endurecimento de penas e a redução de garantias legais para facções criminosas.

Pleno News

 

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Geral

ALRN destaca legado e celebra centenário de Dom Heitor de Araújo Sales

Foto: Eduardo Maia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta terça-feira (30), uma Sessão Solene em homenagem ao centenário de nascimento do arcebispo emérito de Natal Dom Heitor de Araújo Sales. A iniciativa foi proposta pelos deputados estaduais Adjuto Dias (PL), Ezequiel Ferreira (PSDB) e José Dias (PL), reunindo autoridades civis, religiosas, familiares e representantes da sociedade potiguar para celebrar o legado de um dos maiores líderes da Igreja Católica no Estado.

Nascido em 29 de julho de 1926, em São José de Mipibu, Dom Heitor foi ordenado sacerdote em 1950, tornando-se bispo da Diocese de Caicó em 1978. Em 1993, assumiu a Arquidiocese de Natal, onde permaneceu até 2003. Nesse período, promoveu importantes avanços pastorais e administrativos, como a revitalização do Seminário de São Pedro, a criação dos Vicariatos Episcopais, a implantação de novas pastorais, a fundação de 15 paróquias e a ordenação de 44 sacerdotes.

Outro marco de seu episcopado foi a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, realizada pelo Papa São João Paulo II em 5 de março de 2000, fato considerado um dos momentos mais significativos da história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte.

Discursando em nome da Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel Ferreira enalteceu a trajetória e o legado de Dom Heitor. O parlamentar destacou o lema episcopal de “Unidade, Paz e Alegria” do homenageado e como a atuação do sacerdote deixou marcas positivas na história do Rio Grande do Norte.

“É uma alegria para esta Casa prestar homenagem a um dos filhos mais ilustres, santos e operosos desta terra. Cem anos de uma vida inteiramente tecida no altar da doação, da fé e amor ao próximo. Falar de Dom Heitor é falar de uma dinastia de pastores que moldou a história da igreja no Brasil”, destacou Ezequiel Ferreira.

O deputado relembrou o legado deixado em todo o estado transformando a Arquidiocese, com uma gestão inovadora, marcada pela tradição e modernidade, e também comemorou a obra literária biográfica que está eternizando a história de Dom Heitor.

“Uma trajetória de tamanha magnitude não pertence somente ao passado. Ela se projeta como farol para as próximas gerações. Ao celebrarmos esse centenário, o Parlamento Potiguar não está prestando uma homenagem protocolar. Estamos, todos nós, expressando a gratidão de um Estado que se reconhece melhor, mais justo, mais humano e mais fraterno por ter a presença, a bênção e o testemunho vivo de Dom Heitor de Araújo Sales”, disse Ezequiel Ferreira. “Que a sua unidade, paz e alegria, continuem a inspirar essa Casa e todos que pertencem a ela, na busca pelo bem comum e na construção de um Rio Grande do Norte cada vez melhor e mais forte para o seu povo”.

Durante a solenidade, os três parlamentares entregaram uma placa comemorativa em homenagem a Dom Heitor, recebida por familiares do arcebispo emérito. A programação também contou com uma apresentação do Coral do Seminário de São Pedro, instituição cuja história se confunde com a trajetória do homenageado.

Falando em nome do homenageado, Otto Santana destacou a trajetória do Arcebispo, ressaltando o lema que marcou a vida e o ministério episcopal de Dom Heitor — “Unidade, Paz e Alegria” —, ressaltando que esses valores continuam inspirando a Igreja e a sociedade potiguar.

Em seu discurso, Otto Santana ressaltou a dedicação de toda sua vida de Dom Heitor ao serviço em prol do povo do Rio Grande do Norte. “Para nossa alegria, ele o faz assim, ainda, com tamanha vitalidade, lúcido, feliz, alegre, coversador, disposto. Um exemplo. Minha palavra em seu nome é de agradecimento à Assembleia Legislativa por essa homenagem, em especial aos deputados Ezequiel, Adjuto Dias e José Dias, por essa propositura tão oportuna”, disse Otto Santana, que também destacou o legado do sacerdote, construído a partir de valores sólidos e uma personalidade conciliadora.

“Seu carisma pessoal, de coversar, escutar, olhar olho no olho, sedimentou a fraternidade e a compreensão entre seu clero, mantendo unido em uma única família. A paz, fruto desse entendimento, extrapolou os limites eclesiais e se materializou em ótimas relações entre as instituições da sociedade com a igreja, lideradas pelo seu carisma. E por fim, a alegria. Seu sorriso é singelo, expressão do seu amor a toodas as pessoas. Fruto da profunda certeza de que Deus é a razão de ser de sua missão, desejos e propósitos, a razão de ser dos seus já bem avançados dias”, disse Santana.

Ainda em suas palavras, Otto Santana destacou a importância da Arquidiocese e Assembleia para a normalidade da vida democrática, afirmando que ambas têm o povo para sua razão de ser. Ele também aproveitou para pedir união em busca de melhorias para as condições de vida da sociedade, algo sempre defendido por Dom Heitor.

“Nós, como sociedade, clamamos por lideranças que nos unam em torno de soluções corajosas e exequíveis. Todos estamos dispostos, para, sob a liderança de vossas excelências, dar a nossa parcela de contribuição. A esperança é o que nos move”, garantiu Otto Santana.

Dirigindo-se ao homenageado, Otto Santana expressou a alegria pelo centenário de vida, relembrando que Dom Heitor sempre esteve a serviço do povo do potiguar durante os 28 anos como sacerdote em Natal, 15 anos como bispo em Caicó e 10 anos como Arcebispo de Natal, “portanto, 53 anos a serviço do Rio Grande do Norte, na unidade, na paz e na alegria, como aponta seu lema episcopal”.

“Dom Heitor, que Deus o acompanhe e preserve assim para sua felicidade e alegria de todos nós por muitos e muitos anos. Ao manifestar a gratidão do homenageado à Assembleia, em especial dos deputados propositores, renovo nossa gratidão a Deus, à vida e à convivência com Dom Heitor, na certeza de que momentos como esse nos elevam e fortalecem nossa missão, missão de todo batizado, de ser sal e luz na sociedade, como sinal de unidade, paz e alegria”, finalizou.

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Geral

CRISE SEM FIM: Natalenses enfrentam filas à procura de medicamentos na Unicat

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), em Natal, continua enfrentando crise de gestão administrativa por conta da superlotação e de deficiências em sua estrutura. Com muita procura e poucos remédios, o atendimento costuma ter filas que começam até mesmo na madrugada, além de corredores cheios.

Nos períodos de maior demanda, as entregas são até interrompidas por tempo indeterminado, devido à falta de fármacos de alto custo. O descaso é explícito e revela a falta de atenção à saúde pública do RN.

Na tarde desta terça-feira (30), não foi diferente. As imagens mostram o órgão lotado de cidadãos em busca de medicamentos.

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Política

6×1: Demagogia eleitoreira do governo Lula custará R$35 bilhões aos municípios

Foto: Reprodução

O prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, irá apresentar o estudo de impacto econômico da medida eleitoral que pretende acabarcom a escalada semabak de trabalho 6×1, que ignorou todas as advertências para a irresponsabilidade da proposta.

De acordo com esse estudo, a demagogia eleitoreira deve provocar aumento de custos de cerca de R$ 35 bilhões ao ano para as prefeituras, por essa razão a FNP pretende defender uma regra de transição para os contratos públicos que permita a adequação das legislações orçamentárias municipais.

O estudo e a defesa da regra de transição serão apresentados nesta quarta (1º) durante a sessão de debates sobre a PEC 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil, no Senado Federal. A sessão está marcada para começar às 10h.

Também confirmaram presença os prefeitos de Curitiba, Eduardo Pimentel, Marcelo Zeitoune, de Boa Vista (RR), Gilvan Ferreira, de Santo André (SP) e Heron Guimarães, de Betim (MG).

Diário do Poder

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