Política

As evidências de fraude no fundo dos Correios ligado ao PMDB

No final do governo Lula, um jovem e brilhante operador do mercado financeiro ascendia no rarefeito mundo da elite política de Brasília. Era Fabrizio Neves, dono da Atlântica Asset, empresa que montara fundos no mercado financiados sobretudo pelo Postalis, fundo de pensão dos Correios. O Postalis era comandado por afilhados do ministro de Minas e Energia,Edison Lobão, e do senador Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Fabrizio dava festas e promovia jantares em Brasília e São Paulo. Num deles, contratou o cantor Emílio Santiago e um dos pianistas que tocavam com Roberto Carlos. Colecionador de armas, dono de bom papo, Fabrizio fez amizades com políticos, diretores do Postalis e lobistas – a maioria deles ligada ao PMDB. Segundo seis desses altos quadros do PMDB, Fabrizio participava também das reuniões em que se discutia o financiamento das campanhas em 2010. Com pouco tempo de Brasília, Fabrizio já se tornara um homem poderoso na capital.

Sobre Fabrizio, sabia-se apenas que ele morara em Miami, onde fizera fortuna no mercado financeiro. No Brasil, ele estava em alta; nos Estados Unidos, era caçado por credores e pelos investigadores da Securities and Exchange Comission, a SEC, órgão que regula o mercado financeiro americano.

Acusavam-no de ser o arquiteto de uma fraude que envolvia o dinheiro arrecadado no Postalis. A caçada judicial terminou recentemente nos Estados Unidos, e suas consequências ainda não se fizeram sentir no Brasil. A ascensão de Fabrizio por lá se deu com dinheiro daqui – dinheiro dos carteiros e funcionários dos Correios, que financiam suas aposentadorias contribuindo para o Postalis. A queda de Fabrizio terminou por lá. Mas ainda promete começar por aqui. E isso aterroriza o PMDB.

A história de Fabrizio, contada em documentos confidenciais obtidos por ÉPOCA nos Estados Unidos e no Brasil, ilustra à perfeição o efeito devastador da influência da política nos fundos de pensão das estatais. É um problema antigo, que resulta em corrupção e prejuízos aos fundos. Ele atingiu novo patamar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ascensão de sindicalistas ligados ao PT à direção de fundos como Previ, do Banco do Brasil, ou Petros, da Petrobras.

O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão.

A situação do Postalis é tão grave que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, responsável por fiscalizar os fundos de pensão, avalia uma intervenção no fundo. Os auditores da Previc estão cansados de notificar e autuar os diretores por irregularidades. Houve, ao menos, 14 autuações nos últimos anos, a que

Os mandatos de Russo e Adílson se encerraram em 2012. Foram substituídos por novos apadrinhados de Lobão e Renan. A presidência ficou com o PT, que indicou Antônio Carlos Conquista – autuado pela Previc por irregularidades na gestão de outro fundo. PT e PMDB disputam agora as decisões pelos investimentos do Postalis. A ordem política, dizem parlamentares, lobistas e funcionários do Postalis, é diminuir os maus investimentos. Trocá-los por aplicações conservadoras, de maneira a evitar a intervenção.

A conexão Miami
A ascensão de Fabrizio – e da turma do PMDB no Postalis – começa em 2006. O Postalis acabara de criar, ao lado de Fabrizio, o fundo Brasil Sovereign, que deveria negociar, nos Estados Unidos, títulos da dívida pública brasileira. É um tipo de investimento conservador, mais seguro para quem investe nele, embora, por isso mesmo, costume render menos. Ao menos 80% do dinheiro do Brasil Sovereign deveria ser investido nesses títulos. Não foi o que aconteceu. Em maio de 2006, Fabrizio, então dono da Atlântica Asset, passou a controlar outra financeira chamada LatAm, com sede em Miami. Cabia à LatAm operar as transações com títulos da dívida pública brasileira. Ao banco BNY Mellon, cabia administrar e fiscalizar as operações de Fabrizio. Em vez de fazer investimentos conservadores, Fabrizio, dizem a investigação da SEC e uma auditoria externa contratada pelo Postalis, fez roleta-russa com o dinheiro do Postalis. Investia em produtos financeiros complexos e arriscados, por meio de um instrumento conhecido como “nota estruturada”. Ao fazer as operações, segundo as investigações, desviava dinheiro para contas secretas de empresas com sede em paraísos fiscais. Por baixo, os investigadores estimam que US$ 24 milhões foram cobrados indevidamente do Postalis.

Segundo as investigações, a maioria das empresas que recebiam o dinheiro desviado era controlada por Fabrizio. Havia uma que não era: a conta da Spectra Trust, empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Segundo a Justiça americana, a conta pertencia a Predtechensky, o Russo, então presidente do Postalis. Um dos dirigentes da corretora de Fabrizio, que colaborou com as investigações, disse em depoimento que ajudou a montar as contas secretas. E que Russo fora apresentado aos funcionários da corretora como o homem dos “fundos de pensão brasileiros”. Em novembro de 2007, US$ 1,5 milhão foi transferido à Spectra. Os investigadores ainda tentam descobrir o total depositado na conta da Spectra.

Meses depois, em 11 de julho de 2008, o Postalis depositou R$ 100 milhões na conta do fundo Brasil Sovereign. Era o sexto e último grande investimento do Postalis no fundo operado por Fabrizio. Desde que o Brasil Sovereign começara, três anos antes, o Postalis transferira R$ 371 milhões para o controle, na prática, de Fabrizio. A soma dos valores era alta, mesmo para os padrões dos fundos de pensão das estatais. Os investimentos passavam relativamente despercebidos por causa de uma tática comum. Em vez de fazer grandes investimentos de uma só vez, diretores como Russo e Adílson depositavam somas mais modestas, distribuídas por meses – até anos. O expediente era possível graças à larga autonomia que Russo e Adílson detinham. Podiam autorizar, sem precisar recorrer ao Conselho do Postalis, investimentos individuais de até R$ 120 milhões. Para efeito de comparação, diretores da Petrobras têm autonomia para gastar até R$ 30 milhões – e, mesmo assim, com mais limitações. A mesma autonomia existe nos fundos de pensão das outras estatais.

Seis dias após o último depósito de R$ 100 milhões, a corretora de Fabrizio nos Estados Unidos pagou US$ 7 milhões por uma nota estruturada do Lehman Brothers – banco que, três meses depois, quebrou e quase levou a economia mundial junto. Era um produto arriscado de origem que, no mercado, já se desconfiava duvidosa (o Lehman). No mesmo dia, segundo a investigação da SEC, a corretora de Fabrizio deu início a mais uma fraude, que obrigou o Postalis a pagar, pela nota estruturada, mais do que ela valia. Os documentos da SEC demonstram que a diferença, ou ao menos parte substancial dela, foi desviada nas semanas seguintes para a conta da Spectra, a empresa secreta de Russo, presidente do Postalis.

Nos anos seguintes, prosseguiu a prática de investir nesse tipo de produto. Em 13 de outubro de 2009, Fabrizio, para aplacar outros credores, entrou com um pedido de falência na Justiça americana. No Brasil, era outra história. Dez dias antes, a corretora de Fabrizio começara a arrecadar mais dinheiro do Postalis, desta vez com um fundo para investir em serviços de saúde. No começo de 2010, sua corretora recebeu R$ 2 milhões do Postalis. Em maio, as autoridades americanas proibiram Fabrizio de continuar operando no mercado financeiro. Eram os tempos das festas em Brasília.

Combinaram com o russo (Foto: reprodução)

Em dezembro de 2011, quando as investigações da SEC se aproximavam do fim, Fabrizio trocou cerca de US$ 130 milhões do Brasil Sovereign por produtos financeiros arriscados, como as tais notas estruturadas. Fez isso sem consultar o Mellon e o Postalis, como mandava a lei. O Brasil Sovereign, que deveria aplicar 80% dos recursos em títulos da dívida, tinha 71% do dinheiro aplicado em papéis sem garantias de pagamento. Dificilmente o Postalis recuperará o dinheiro. Por isso, tenta um acordo com o Mellon, que poderia, diz o Postalis, ter evitado os prejuízos. O Postalis quer que o Mellon pague, ao menos, R$ 400 milhões. Em fevereiro deste ano, Fabrizio fez um acordo com a Justiça da Flórida e com a SEC. Aceitou pagar US$ 4,5 milhões para não ir a julgamento, desde que não desminta publicamente os achados da investigação. Os investigadores americanos querem que ele colabore no rastro do dinheiro desviado.

O ministro Lobão afirma, por meio de nota, que conhece Russo há anos. Russo diz o mesmo. Mas Lobão, ao contrário de Russo, acrescenta: “A relação é de amizade”. Lobão, contudo, não admite sequer ter indicado Russo ou os atuais diretores do Postalis. “As nomeações no Postalis são feitas por um Conselho que atua vinculado a outro Ministério (o da Previdência)”, diz. Sobre a relação com Fabrizio e a atuação dele nas campanhas do PMDB em 2010, Lobão limita-se a dizer que “esteve com ele em eventos sociais, mas não em 2010”. Márcio Lobão,  ex-sócio de Russo, diz que se mudou de Brasília para o Rio em 2000 e que, desde então, não mantém contato com ele: “Nunca mais tive qualquer vínculo comercial, social ou empresarial com o senhor Alexej”. O senador Edison Lobão Filho afirma não manter qualquer tipo de relacionamento com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. “Não converso com esse indivíduo”, diz. “Graças a Deus (não tenho relacionamento comercial com ele). Se tivesse recebido algum valor dele, estaria pensando em me suicidar.” Aparentemente, a origem da raiva é a antiga sociedade entre Alexej e Márcio, irmão do senador, na concessionária BMW em Brasília. “Meu irmão, muito jovem, perdeu o negócio da vida dele por causa da gestão desse indivíduo. A BMW tomou a concessionária dele.”

Russo nega, por meio de nota, que tenha participado dos desvios descobertos pela SEC. “A offshore (Spectra Trust) foi aberta com a intenção de adquirir um imóvel nos Estados Unidos. A aquisição do imóvel não ocorreu, a empresa nunca realizou nenhuma movimentação”, diz ele. Russo disse que “nunca determinou” a abertura da conta bancária em nome da Spectra Trust, que recebia dinheiro após as operações ilegais. “A conta foi aberta de forma fraudulenta. Não tinha conhecimento nem da abertura da conta nem de movimentação nela.” Diz que nomeou advogados, no Brasil e nos Estados Unidos, para apurar o fato e afirma desconhecer “a origem e destino desses recursos e aguardar as apurações das autoridades competentes nos Estados Unidos para tomar medidas judiciais cabíveis”. Russo enviou a ÉPOCA um laudo produzido nos EUA por uma perícia independente. Segundo a interpretação de Russo, esse laudo comprova, por meio da análise das assinaturas usadas na abertura da conta, que a letra usada não era dele. O laudo aponta inconsistências, mas não afirma que houve fraude. Diz ainda ser “provável”que a assinatura seja mesmo de Russo. Russo não forneceu a ÉPOCA os documentos analisados.

O PADRINHO RIVAL O presidente do Senado, Renan Calheiros (à esq.), e o lobista Milton Lyra (à dir.). Dois cunhados de Lyra compraram a sede do Postalis (no alto), depois revendida. Por influência de Lyra, o Postalis investiu R$ 75 milhões na Galileo Educacional, que quebrou em seguida  (Foto: Beto Barata/ÉPOCA, Jonas Pereira/Agência Senado e reprodução)

Tanto Russo quanto Adílson, então diretor financeiro do Postalis, defendem a decisão de investir no Brasil Sovereign. “O investimento atendia aos requisitos legais e ao que determinava a legislação e a política de investimentos aprovada em conselho”, dizem ambos, em nota. O Postalis, por meio de nota, afirma algo parecido: “A decisão pelo investimento foi da Diretoria Financeira à época e seguiu os procedimentos e normas do Instituto. As aplicações estavam em conformidade com as regras e limites previstos nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional e a Política de Investimento do Postalis”. Na nota, o Postalis afirma ainda que trabalha para resolver o mico: “Assim que tomou conhecimento do assunto, a Diretoria Executiva ajuizou protesto interruptivo de prescrição. Além disso, contratou escritório de advocacia nos EUA para a adoção de medidas cabíveis em defesa dos interesses do Instituto”.

O Mellon, que administrava o Brasil Sovereign em nome do Postalis, prefere não dar explicações sobre o caso. “Apesar de não podermos comentar assuntos específicos de clientes, ressaltamos que levamos a sério nossas responsabilidade e estamos focados em fornecer aos nossos clientes serviços de qualidade e em ganhar sua contínua confiança”, diz o Mellon em nota. Pelo acordo que fez com a Justiça americana, a que ÉPOCA teve acesso, Fabrizio não pode comentar, muito menos negar publicamente, as fraudes investigadas pela SEC no Brasil Sovereign. “Não vou falar”, diz, mesmo quando questionado sobre sua relação com Russo e o PMDB. Brian Miller, advogado de Fabrizio nos EUA, não respondeu às ligações de ÉPOCA.

O Postalis minimiza as autuações da Previc a seu atual presidente, Conquista. “Autuação não é condenação. No caso do Postalis, o único auto de infração imputado ao presidente foi julgado improcedente. No que se refere à GEAP, não há decisão administrativa definitiva, sendo que um dos autos também já foi divulgado improcedente”, diz o Postalis.

O DNA da fraude (Foto: reprodução)

A ascensão de Miltinho
Enquanto Fabrizio caía em desgraça, o lobista Milton Lyra, ligado a Renan e conhecido como Miltinho, ascendia em Brasília. Criou relações com Russo e Adílson. Miltinho organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. No ano passado, o Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.

Também em 2010, Russo e Adílson fizeram outra operação questionável para o Postalis. A dupla vendeu a sede do Postalis, em Brasília, a cunhados de Miltinho, por R$ 8,2 milhões. O negócio foi feito em nome de uma empresa criada seis meses antes. Phelipe Matias, um dos cunhados, afirma ter faturado cerca de R$ 1,2 milhão em aluguéis antes de revender o prédio. Agora, o Postalis paga R$ 139 mil de aluguel para ficar no mesmo lugar. A Previc autuou o Postalis pela operação. Por irregularidades, a Previ aplicou a Russo e Adílson multas de R$ 40 mil e os inabilitou por dois anos.

O Postalis diz que “desinvestir em imóveis foi uma decisão estratégica do Instituto”. Afirma que, na venda do edifício-sede, houve concorrência e que a proposta dos cunhados de Miltinho era a melhor. Renan confirma que conhece Miltinho, mas não informa se fizeram ou mantêm negócios em comum.

De dono a inquilino (Foto: reprodução)
Época

Opinião dos leitores

  1. Essa turma do PT e seus aliados estão acabando com tudo.
    Mais um mandato do governo do PT e esse país quebra e a anarquia se estabelecerá.

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Geral

João Câmara investe em inovação e implanta aulas de Robótica na rede municipal

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou a implantação das aulas de Robótica Educacional nas escolas da rede municipal.

A iniciativa tem como objetivo estimular o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho em equipe e o interesse dos estudantes pela tecnologia, preparando-os para os desafios do futuro de forma prática e inovadora.

“Estamos preparando nossos alunos para um mundo cada vez mais tecnológico. A robótica chega para ampliar oportunidades, despertar talentos e mostrar que nossos estudantes podem sonhar alto”, disse a Prefeita Aize.

Agora, João Câmara está entre os municípios que apostam na inovação e modernização para educação como ferramenta de transformação social.

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Geral

Brasil ganha mais de 9 mil novos milionários em 2025, aponta relatório

Foto: Shutterstock

O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O número representa um crescimento de 2,4% em relação a 2024 e mantém o Brasil como o país com a maior quantidade de milionários da América Latina. O relatório também aponta que cerca de 43 mil brasileiros possuem patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões.

Apesar do aumento dos milionários, o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo. O país ocupa a 4ª posição no ranking de desigualdade patrimonial, com coeficiente de Gini de 0,81.

O estudo mostra ainda que 69% dos adultos brasileiros têm patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), enquanto a riqueza média por adulto caiu 3,13% desde 2020, já descontada a inflação.

No cenário global, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, elevando o número de milionários para 57,5 milhões em todo o mundo.

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Geral

BRASIL: Dívida pública sobe para 81,1% do PIB e atinge o maior nível em cinco anos

Foto: Infoglobo

A dívida bruta do Governo Geral subiu para R$ 10,6 trilhões em maio, o equivalente a 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central.

No atual mandato de Lula (PT), a dívida sobiu 9,4 pontos percentuais. O petista havia assumido o governo com a dívida em 71,7% do PIB.

O Governo Geral compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais

O percentual representa alta de 0,9 ponto percentual em relação a abril e é o maior patamar desde maio de 2021, quando a dívida correspondia a 81,4% do PIB.

No mesmo mês, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões.

O Governo Central respondeu pela maior parte do resultado negativo, com déficit de R$ 55,2 bilhões.

Os governos regionais tiveram déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as estatais registraram superávit de R$ 273 milhões.

Em 12 meses, o déficit acumulado do setor público chegou a R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do PIB.

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Geral

Brasileiros já apostaram R$ 507 milhões em bets durante a Copa do Mundo

Foto: Getty Images

Os brasileiros já destinaram R$ 507,3 milhões a casas de apostas esportivas regularizadas desde o início da Copa do Mundo de 2026, segundo levantamento da Klavi, empresa especializada em Open Finance.

Até 25 de junho, 9,1% dos usuários analisados realizaram ao menos uma transferência para plataformas de apostas, índice 9% superior à média registrada antes da competição, de 8,33%.

O valor médio enviado por apostador também aumentou. No último dia analisado, cada usuário transferiu, em média, R$ 235 às bets, alta de 24% em relação aos R$ 188 registrados antes da Copa.

Segundo a Klavi, os maiores picos de movimentação financeira costumam ocorrer nos dias de jogos da seleção brasileira. O levantamento considera apenas transações para empresas de apostas regularizadas identificadas por meio do Open Finance.

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Política

FOGO NO PARQUINHO: Sandro Pimentel desmente Robério Paulino e afirma que PSOL ainda vai decidir sobre aliança com PT

Fotos: Elpídio Júnior/CMN e João Gilberto/ALRN

As direções do PT e do PSOL se reuniram na sede do diretório petista em Natal, na segunda-feira (29), para discutir uma possível aliança entre os dois partidos nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. O ex-vereador e pré-candidato a governador Robério Paulino divulgou um vídeo afirmando que o PSOL havia comunicado ao PT que a legenda decidiu que terá chapa própria para o Governo do Estado e o Senado, mas foi desmentido pelo presidente estadual da sigla, Sandro Pimentel.

“Eu posso afirmar, enquanto presidente estadual do PSOL, que não procede essa informação. O que nós temos de decisão partidária é que o PSOL ainda vai se reunir na próxima quinta-feira [2], já convoquei a reunião para quinta-feira à noite, para discutir e decidir sobre o convite feito pelo PT. A política é muito dinâmica. O que se tem de decisão hoje pode não ser amanhã, então não dá para dizer que essa decisão vai continuar ou não, porque é uma decisão coletiva”, declarou Sandro Pimentel ao Blog do BG.

O dirigente partidário disse ainda que Robério Paulino não tinha o direito de falar em nome do partido “fora das instâncias partidárias”. “Nenhum de nós tem o direito de fazer isso. Então, se tem esse vídeo aí eu desconheço, se tem alguém falando em nome do PSOL sobre o tema da reunião que aconteceu ontem, sobre decisões a partir da reunião de ontem, se tem alguém fazendo isso é não está sendo correto”, reiterou o presidente estadual do PSOL.

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Geral

RN registra média de 48 veículos para cada 100 habitantes em 2025; frota no estado chega a 1,68 milhão

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte registrou uma frota de 1.686.150 veículos em 2025, o equivalente a uma média de 48,8 veículos para cada 100 habitantes. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN).

Em números absolutos, Natal lidera a frota estadual, com 465.749 veículos, seguida por Mossoró (214.520) e Parnamirim (140.547). Juntas, as três cidades concentram quase metade dos veículos registrados no estado.

Proporcionalmente, porém, Jaçanã possui o maior índice de motorização, com 93,1 veículos para cada 100 habitantes. Em seguida aparecem Pau dos Ferros (90,9) e Caicó (87,7).

Na outra ponta do ranking estão Caiçara do Norte (19,3 veículos por 100 habitantes), Galinhos (19,6), Afonso Bezerra (20,7) e Espírito Santo (20,9).

A taxa de motorização funciona como um retrato da mobilidade potiguar. O indicador mostra onde a frota está concentrada, o peso dos veículos na rotina da população e os locais onde o poder público precisa reforçar ações de prevenção.

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Geral

Sistema Sicredi conquista primeiro lugar no Prêmio ABAC Compartilhar

Instituição financeira cooperativa foi reconhecida pelo Ecossistema EFE, solução pioneira baseada em agentes de Inteligência Artificial voltada à eficiência na operação de consórcios

 

A Administradora de Consórcios do Sistema Sicredi conquistou o primeiro lugar na 11ª edição do Prêmio ABAC Compartilhar. Entre 46 cases inscritos de todo o país, a instituição financeira cooperativa foi premiada pelo Ecossistema EFE, uma solução pioneira de agentes artificiais desenvolvida para a realidade do Sistema Sicredi e voltada ao ganho de eficiência na operação de consórcios.

Promovido anualmente pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, o Prêmio ABAC Compartilhar reconhece as melhores práticas e soluções inovadoras do setor e estimula a troca de experiências que contribuem para o aprimoramento dos serviços e da satisfação dos clientes.

O Ecossistema EFE vem promovendo ganhos expressivos de eficiência operacional. Entre os resultados alcançados estão a redução de 70% no tempo de execução de iniciativas de baixa complexidade, a economia anual de mais de duas mil horas em atividades operacionais e a diminuição de 20% no retrabalho em processos revisados pelo ecossistema.

“Esse reconhecimento reforça a solidez da nossa atuação e evidencia a força do Sistema Sicredi ao combinar o impacto positivo do cooperativismo com a eficiência e a competitividade dos nossos produtos financeiros”, destaca o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro.

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Nova pesquisa mostra Zenaide com voto consolidado e ampliando distância do 3º colocado

A mais recente pesquisa do Instituto Mega Portal/Data Census confirma a senadora Dra. Zenaide como reeleita na disputa pelo Senado Federal. O levantamento mostra uma candidatura com voto consolidado e uma vantagem cada vez maior sobre os demais concorrentes que disputam uma das duas vagas.

Na consolidação dos dois votos, que retrata a força eleitoral dos candidatos na disputa pelas duas vagas ao Senado, Styvenson tem 34,9% e Dra. Zenaide soma 26,3%, ampliando a vantagem para o terceiro colocado, Coronel Hélio, que registra 12,3%. A diferença é de 14 pontos percentuais, evidenciando uma posição consolidada entre os dois principais nomes da corrida eleitoral.

Os números refletem o reconhecimento ao mandato da senadora, marcado pela destinação de recursos e investimentos para os 167 municípios potiguares nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em municípios que concentram mais de 80% do eleitorado do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O número de registro na Justiça Eleitoral é o RN-06933/2026.

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VÍDEO: Motociclista é arremessado após colisão com carro em cruzamento de Natal

Um motociclista de 31 anos ficou gravemente ferido após ser atingido por um carro na manhã desta terça-feira (30), no cruzamento das avenidas Antônio Basílio e Romualdo Galvão, na Zona Sul de Natal.

Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. As imagens mostram que o motociclista aguardava o semáforo na Avenida Antônio Basílio, avançou antes dos demais veículos e foi atingido pelo carro que trafegava pela Avenida Romualdo Galvão. Com o impacto, ele foi arremessado e chegou a girar no ar antes de cair na pista.

A vítima sofreu ferimentos graves no rosto e fratura em um dos pés. Ela foi socorrida pelo Samu, encaminhada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e passou por cirurgia.

O motorista do carro teve ferimentos nos braços, recebeu atendimento no local e fez o teste do bafômetro, que deu negativo.

Moradores e comerciantes afirmam que acidentes são frequentes no cruzamento e reclamam que árvores prejudicam a visibilidade dos semáforos.

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VÍDEO: Policiais salvam bebê com 22 dias de vida engasgado durante patrulhamento em Parnamirim

Durante patrulhamento em Parnamirim/RN, as viaturas do Batalhão de Operações e Patrulhamento em Áreas Rurais (BOPAR) foram acionadas por uma mãe desesperada, cujo filho de apenas 22 dias estava engasgado e com as vias aéreas completamente obstruídas.

Agindo com rapidez, os policiais militares iniciaram as manobras de desobstrução, conseguindo reestabelecer a respiração do bebê.

Assim que o recém-nascido foi estabilizado, a equipe o transportou ao Hospital Municipal de Parnamirim e, logo em seguida, o transferiu para a UPA de Nova Esperança, onde permaneceu sob cuidados médicos e observação.

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