Proprietários de carros que ficam estacionados no centro comercial de Londres acusam o prédio 20 Fenchurch Street, conhecido por Walkie Talkie, de derreter os seus veículos, segundo o Daily Mail. A explicação é que a luz solar bate nos vidros espelhados do edifício que tem formato côncavo e, com isso, o reflexo atinge os carros estacionados nas ruas adjacentes.
Foi isso o que alegou o diretor de uma empresa de azulejos, Martin Lindsay, que estacionou seu Jaguar próximo ao prédio. Segundo ele, os raios solares refletidos pelo edifício danificaram seus painéis e o espelho retrovisor.
— Eles vão ter que pensar em algo. Estou destruído. Como podem deixar isso continuar? — disse ele a uma rádio local.
O carro estava estacionado num local próximo ao prédio, mas os painéis ficaram desnivelados. Outro que também teve o painel de seu carro derretido foi o empresário Eddie Cannon.
Segundo a reportagem, pedestres também reclamam do brilho excessivo por causa do reflexo do sol na fachada de vidros. O 20 Fenchurch Street é um conjunto de arranha-céus com 37 andares e cerca de 200 metros, previsto para ser concluído no próximo ano.
Land Securities e Canary Wharf, incorporadoras que desenvolvem o projeto, disseram que estão investigando a situação e que, por precaução, a prefeitura concordou em suspender três estacionamentos na área considerada afetada.
A Justiça Eleitoral determinou que uma pintura com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), localizada em um imóvel na Avenida Juvenal Lamartine, em Mossoró (RN), seja integralmente tapada durante o período eleitoral. O responsável pela propriedade tem o prazo de 48 horas, a contar da notificação, para instalar uma cobertura provisória que impeça a visualização da obra pelo público.
A determinação foi emitida pela juíza Uefla Fernanda Duarte Fernandes, da 33ª Zona Eleitoral, após representação registrada por meio do aplicativo Pardal. O denunciante apontou que as grandes dimensões do mural geram um efeito visual equiparado ao de um outdoor. A ordem judicial estipula o uso de um anteparo opaco e reversível, vedando expressamente a raspagem, a destruição ou qualquer dano permanente à obra de arte.
A nova decisão ratifica uma ordem anterior que já havia classificado a pintura como propaganda eleitoral irregular, cujo prazo de adequação expirou sem comprovação de cumprimento por parte da defesa. Em resposta, os representantes de Lula pediram a reconsideração da medida, argumentando que a 33ª Zona Eleitoral seria incompetente para julgar casos referentes à disputa presidencial — atribuição que caberia exclusivamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A magistrada rejeitou a preliminar, destacando que os juízes eleitorais de primeira instância possuem poder de polícia para coibir práticas ilegais de propaganda em suas bases territoriais. A decisão não impôs multas nem atribuiu responsabilidade direta ao presidente pela confecção da obra.
A defesa também sustentou que o painel configura manifestação artística urbana produzida em 2024, antes do pleito atual, e que a imagem carece de elementos textuais como número de urna ou pedido de voto, estando amparada pela liberdade de expressão e de propriedade.
A juíza, contudo, avaliou que a ausência de pedidos explícitos de voto não descaracteriza a propaganda, visto que o impacto visual e a identificação do candidato durante a campanha comprometem a isonomia do pleito. Conforme a fundamentação, a legislação eleitoral veda a propaganda pintada em muros, independentemente da data de execução ou da técnica utilizada, por gerar impacto visual desproporcional.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o plenário virtual, entre os dias 11 e 18 de setembro, a análise do recurso contra a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O julgamento ocorrerá na Primeira Turma da corte, colegiado composto por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Eduardo foi condenado por unanimidade em 16 de junho a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A acusação aponta que o ex-parlamentar atuou nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e obstruir investigações sobre uma trama golpista.
Como o réu não constituiu advogado para atuar em sua defesa, o relator determinou a intimação por edital e designou a Defensoria Pública da União (DPU) para representá-lo e apresentar os embargos de declaração.
O caso teve origem em uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Paulo Gonet sustentou que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo articularam-se com autoridades estrangeiras e assessores ligados ao governo de Donald Trump para constranger integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. Segundo a denúncia, a articulação buscou explorar redes de contatos internacionais para interferir em processos judiciais no Brasil, o que culminou na aplicação de tarifas comerciais contra produtos brasileiros.
Durante o julgamento do mérito, Alexandre de Moraes afirmou que a atuação no exterior contra instituições nacionais ultrapassa as prerrogativas parlamentares. “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”, declarou o ministro, acrescentando que as pressões e a desinformação não intimidaram o tribunal.
Em manifestações anteriores, a defesa classificou o processo como perseguição política e tachou as acusações de infundadas. O crime de coação no curso do processo, previsto no Código Penal brasileiro, consiste no emprego de violência ou grave ameaça contra autoridades ou intervenientes judiciais para favorecer interesses próprios ou de terceiros.
Evento lotou o Centro de Eventos Quadrangular e reuniu lideranças de todas as regiões do RN em uma demonstração de força da candidatura à reeleição do deputado estadual
O deputado estadual Adjuto Dias (PL) deu uma demonstração de força política e capilaridade estadual durante o Encontro com Amigos de Adjuto Dias, realizado no Centro de Eventos Quadrangular, em Lagoa Nova, Natal.
Com lideranças, apoiadores e amigos de cerca de 50 municípios do Rio Grande do Norte, o encontro reuniu uma grande mobilização em torno da candidatura à reeleição de Adjuto e mostrou a presença política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado ao longo do seu primeiro mandato.
O evento contou ainda com importantes nomes da chapa de oposição no Rio Grande do Norte: o candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias; o candidato ao Senado, Coronel Hélio; a candidata a deputada federal Nina Souza; e a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra.
Em um dos momentos mais emocionantes do encontro, Adjuto agradeceu a presença das lideranças e destacou que a mobilização era resultado das relações construídas durante sua trajetória na vida pública.
“Tem pessoas que dizem que amigo vale mais que dinheiro achado. Sabemos também que amigo é aquele que, quando precisamos, está junto. Amigos que fiz no decorrer da minha passagem pela Prefeitura, amigos que fizemos nesse mandato, hoje estão aqui segurando a nossa mão e apoiando a nossa reeleição”, afirmou.
Quatro anos de oposição e fiscalização
Adjuto também fez um balanço de sua atuação na Assembleia Legislativa e lembrou as dificuldades enfrentadas por ter adotado uma postura firme de oposição ao Governo do Estado.
“Tive muitas dificuldades nesses quatro anos como deputado de oposição. Fiscalizei o que precisava ser fiscalizado, votei contra o aumento de impostos. Paguei um preço muito caro por isso. Sou muito perseguido pelo governo. Fui um dos deputados que menos teve emendas pagas”, declarou.
O parlamentar afirmou que pretende continuar representando os municípios potiguares na Assembleia Legislativa, mas destacou que uma eventual vitória de Álvaro Dias para o Governo poderá abrir um novo momento para o Rio Grande do Norte, permitindo ampliar ações, investimentos e parcerias em benefício da população.
Álvaro: “Temos aqui um grande deputado”
Recebido pelos apoiadores de Adjuto, Álvaro Dias destacou as realizações de sua administração em Natal e afirmou que pretende levar para todo o Rio Grande do Norte o modelo de gestão implantado na capital.
“As pessoas do RN sabem e viram a modernização que fizemos na gestão de Natal, com investimentos no turismo, na saúde e na malha viária. Acabamos com a buraqueira de Natal e acabaremos com a buraqueira do RN!”, afirmou.
Álvaro também lembrou o impacto do novo Plano Diretor na atração de investimentos e na criação de novos empreendimentos em Natal e fez um forte reconhecimento à atuação de Adjuto na Assembleia Legislativa.
“Nós temos aqui um grande deputado estadual que não se dobrou, não se vendeu, não se dobrou às pressões do desgoverno Fátima Bezerra”, declarou.
Lideranças destacam atuação de Adjuto
A vice-prefeita de Natal, Joana Guerra, projetou Adjuto Dias entre os deputados mais votados da capital e do Estado e defendeu que a campanha mostre à população as ações realizadas pelo parlamentar em diversas comunidades, especialmente nas áreas de infraestrutura, segurança, inclusão e empreendedorismo.
Nina Souza ressaltou a importância das eleições para a definição dos rumos do Rio Grande do Norte e destacou positivamente a atuação de Adjuto na oposição ao Governo do Estado.
Coronel Hélio, por sua vez, apontou a grande presença de lideranças e apoiadores como uma demonstração da força política construída pelo deputado e defendeu sua permanência na Assembleia Legislativa.
Reunindo representantes de aproximadamente 50 municípios em um mesmo encontro, Adjuto Dias iniciou esta nova etapa da campanha mostrando organização, presença territorial e capacidade de mobilização. O evento em Natal transformou-se em uma das maiores demonstrações de força de sua candidatura à reeleição até aqui.
Depois de lotar apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo e conquistar o público em participações em programas nacionais, incluindo o Domingão com Huck, a turnê “Canções Eternas” chega ao Nordeste. O espetáculo, que reúne no mesmo palco o cantor internacional Jon Secada e a potiguar Marina Elali, será apresentado nesta quinta-feira (3 de setembro), no Recife, e desembarca em Natal na sexta-feira (4 de setembro), terra da cantora, para uma noite especial no Teatro Riachuelo.
Em “Canções Eternas”, os artistas dividem o palco em um encontro emocionante, interpretando grandes clássicos da música nacional e internacional. Com sucessos que atravessam gerações, duetos marcantes e muita emoção, o show celebra a força da música e a conexão entre dois grandes intérpretes. A apresentação em Natal ganha um significado ainda mais especial por marcar o reencontro de Marina Elali com o público de sua cidade.
Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Riachuelo e pelo site uhuu.com. A apresentação começa às 20h. Esta é uma oportunidade única para viver uma noite inesquecível ao som de Jon Secada e Marina Elali, em um dos shows mais aguardados da temporada em Natal.
Até esta segunda-feira, 31, os candidatos às eleições federais e estaduais de 2026 já haviam recebido mais de 139 milhões de reais em doações de campanha por pessoas físicas. Os dados constam no sistema aberto de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pelas regras da Justiça Eleitoral, cidadãos só podem doar até 10% da renda bruta recebida no ano anterior à eleição — ou seja, a tendência é que as pessoas mais ricas do Brasil figurem na lista dos principais doadores. O ranking dos dez maiores contribuintes é composto majoritariamente por grandes empresários, incluindo também juristas e nomes que já ocuparam cargos públicos no passado.
Confira, abaixo, os dez maiores doadores de campanha em 2026, até o momento, e os candidatos que receberam os repasses.
1. Alexandre Grendene Bartelle — R$ 3 milhões
Fundador da Grendene, maior exportadora de calçados do Brasil e uma das líderes mundiais no setor, Alexandre Bartelle doou 2,5 milhões de reais à campanha de Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e 500. 000 reais a Ciro Gomes (PSDB), que disputa o governo do Ceará.
Seu irmão Pedro Bartelle, cofundador da empresa, também figura no ranking dos dez maiores doadores (leia mais abaixo).
2. Fabiano Augusto Martins Silveira — R$ 2 milhões
O jurista Fabiano Silveira, que foi brevemente ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) sob o governo de Michel Temer, doou 2 milhões de reais diretamente ao diretório estadual do MDB da Paraíba. O partido tem Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa, como candidato ao governo estadual e o senador Veneziano Vital do Rêgo na disputa pela reeleição.
Após a doação, o PP, partido do atual governador Lucas Ribeiro, moveu na Câmara dos Deputados uma ação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) — hoje presidido por Vital do Rêgo, irmão de Veneziano — que cobra explicações sobre os processos na Corte em que Fabiano Silveira atuou como advogado.
3. Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso — R$ 1,5 milhão
O jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso doou 1,5 milhão de reais à campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na forma de dois repasses de 750. 000 reais enviados entre 27 e 28 de agosto.
Proprietário do fundo de investimentos Polaris e da imobiliária e construtora CH Empreendimentos Imobiliários, Carlos Eduardo Ferraz é também titular de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga, no Distrito Federal.
4. Nelson Ramon Aguilera Júnior — R$ 1 milhão
O empresário Nelson Aguilera Júnior, atuante em diversos setores da economia, doou 1 milhão de reais à campanha do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (Podemos-SP), que foi ministro dos Transportes de Dilma Rousseff e disputa a reeleição em 2026.
Aguilera Júnior tem participações em segmentos empresariais variados, com destaque para construção civil e comércio de insumos médicos e hospitalares. Ele é dono de um avião que foi utilizado mais de uma vez em campanha pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em 2022 e 2024, e foi alvo do Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.
5. Carlos Géo Quick — R$ 900 mil
Empresário dos setores de seguros e finanças, Carlos Géo Quick doou 900. 000 reais à campanha de Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg que concorre ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
Com trajetória ligada ao extinto Banco Pottencial e ao Banco Neon, que hoje existe como fintech e operadora de pagamentos, Carlos Quick chegou a ser condenado em primeira instância por crimes contra o sistema financeiro em 2013, em meio aos escândalos que rondavam o Pottencial. A condenação foi revista, posteriormente, em segunda instância.
6. Fernando de Castro Marques — R$ 800 mil
O dono da farmacêutica União Química, Fernando de Castro Marques, doou 500. 000 reais à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo candidato à reeleição; 200. 000 reais ao deputado federal Rafael Simões (União-MG), que também disputa a reeleição; e 100. 000 reais ao deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que concorre ao Senado.
Fernando Marques chegou a disputar o Senado pelo Distrito Federal em 2018, então filiado ao Solidariedade, destacando-se como o candidato mais rico daquelas eleições, com patrimônio declarado de 660 milhões de reais. Em 2022, o empresário e o PSD, que liderava a coligação com o Solidariedade, foram condenados a pagar 900. 000 reais por um “calote” em uma gráfica que prestou serviços à campanha em 2018.
7. Elizeu Zulmar Maggi Scheffer — R$ 800 mil
Fundador do Grupo Scheffer, gigante do agronegócio com foco em algodão, soja e milho, Elizeu Scheffer doou 500. 000 reais diretamente ao diretório do Republicanos no Mato Grosso, que tem o governador Otaviano Pivetta como candidato à reeleição.
Além da doação ao Republicanos matogrossense, Scheffer contribuiu com outros 300. 000 reais à campanha de Samantha Brunini (PL), primeira-dama de Cuiabá e candidata a deputada federal.
8. Ângelo Calmon de Sá — R$ 700 mil
O ex-banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá doou 500. 000 reais para campanhas eleitorais na Bahia em 2026, sendo 400. 000 ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que disputa o governo baiano, e mais 50. 000 reais cada aos deputados estaduais Tiago Correia (PSDB) e Eduardo Salles (PV), candidatos à reeleição.
Além da eleição na Bahia, Calmon de Sá, que foi ministro da Indústria sob Ernesto Geisel e comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional no governo Collor, doou outros 200. 000 reais à candidatura do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), que concorre à reeleição.
9. Pedro Grendene Bartelle — R$ 700 mil
Assim como o irmão e cofundador da Grendene, Alexandre Bartelle, Pedro Bartelle doou 500. 000 reais à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026. O empresário gaúcho também contribuiu com 200. 000 reais para a candidatura de Fabiano Feltrin (PL), ex-prefeito de Farroupilha (RS), que concorre a deputado estadual nas eleições de outubro.
10. Robert Carlos Lyra — R$ 700 mil
Presidente da Delta Sucroenergia, gigante do agronegócio voltada ao açúcar e etanol, Robert Carlos Lyra doou 500. 000 reais à candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais. Também em 2026, o empresário usineiro destinou 200. 000 reais à campanha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que disputa a reeleição.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/8), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família para o próximo ano. O programa deve ter os benefícios mantidos nos níveis atuais, sem correção pela inflação ou aumento real.
A decisão ocorre em um contexto de maior rigor fiscal. O governo trabalha com a meta de alcançar superávit nas contas públicas e, para isso, tem buscado conter o crescimento das despesas obrigatórias.
De acordo com os números apresentados no Orçamento, o Bolsa Família seguirá como uma das principais despesas federais, com previsão de cerca de R$ 157 bilhões em 2027.
Desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa não teve reajuste no valor base do benefício. Embora o programa tenha sido reestruturado e ampliado em relação a regras de elegibilidade e benefícios adicionais, os valores nominais pagos por família não foram atualizados por correção inflacionária desde a reformulação do programa.
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, ironizou nesta 2ª feira (31.ago.2026) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que o proibiu de fazer propaganda e de ir a debates em canais audiovisuais. “Ministro técnico e imparcial”, disse, em tom irônico, sobre a ação, que se estende a seu candidato a vice, Aroldo Medina (Missão).
Questionado sobre a expectativa de reverter a decisão no recurso, Renan disse acreditar que isso irá acontecer. Em seguida, voltou a ironizar a atuação do ministro, que também aplicou as mesmas punições a Wilson Grassi, candidato ao Planalto pelo Democrata.
“Se os juízes forem ainda mais equidistantes do que o Dias Toffoli, ainda mais imparciais que o Dias Toffoli, ainda mais técnicos que o Dias Toffoli, tenho certeza que essa decisão vai ser revertida”, afirmou o candidato do Missão em entrevista a jornalistas.
O crescimento do candidato do Avante à sucessão presidencial, Augusto Cury, é reflexo de um eleitor desanimado com o pleito deste ano.
A avaliação de dirigentes políticos tem sido de que nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) conseguem estimular o eleitor brasileiro com um plano de futuro.
O diagnóstico é de que ambos representam “mais do mesmo” e que Augusto Cury surge como uma espécie de voto de protesto diante de mais um cenário polarizado.
Apesar do crescimento do escritor apontado na pesquisa BTG/Nexus, chegando a 11% das intenções de voto, dirigentes petistas e bolsonaristas apostam em um “voo de galinha”.
Eles lembram que Cury não tem estrutura partidária ou engajamento virtual suficiente para crescer a ponto de passar para o segundo turno, sobretudo porque, em uma campanha relativamente curta, ele precisaria de mais tempo para reverter votos de Lula e de Flávio.
O fenômeno, porém, aponta para um cenário preocupante para as duas campanhas favoritas: o alto risco de abstenção em um eventual segundo turno.
O diagnóstico é de que o eleitorado que fugiu da polarização no primeiro turno não se sinta estimulado a votar em um segundo turno entre Lula e Flávio.
Por isso, a avaliação de petistas e de bolsonaristas é de que ganhará as eleições deste ano quem conseguir engajar mais o eleitorado moderado, desiludido com a polarização política, a não deixar de votar.
É por isso que tanto PT como PL planejam campanhas de estímulo ao voto. O PT prepara propagandas para que netos e filhos levem seus avós para votar, já que Lula aparece com vantagem sobre idosos.
Já o PL reforçará o discurso de mudança junto aos jovens, em um esforço para que eventuais eleitores de Renan Santos, do Missão, não se abstenham em uma disputa contra Lula.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu, nesta segunda-feira (31/8), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares do ex-presidente permaneçam com ele em sua residência durante os períodos em que Michelle Bolsonaro (PL) estiver ausente.
A ex-primeira-dama está em campanha eleitoral para o Senado. Filiada ao PL, ela busca uma vaga pelo Distrito Federal e tem participado de agendas políticas e eleitorais.
Os advogados solicitam que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência nessas ocasiões.
A lista inclui Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro, além de Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima, cunhadas do ex-presidente.
“A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário, sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes”, alega a defesa.
O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, o médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou nesta segunda-feira (31), propostas voltadas à área da saúde que fogem do escopo tradicional de políticas públicas. A principal promessa de sua plataforma é a inclusão da tirzepatida, princípio ativo do medicamento comercialmente conhecido como Mounjaro, na lista de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o slogan de campanha “Bem-estar para humanos e animais”, Grassi argumenta que o medicamento, atualmente inacessível à maioria da população devido ao alto custo comercial, tem impacto direto tanto no tratamento da diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade, gerando reflexos sociais positivos.
“É um medicamento inovador, mas que a imensa maioria da população não tem acesso devido ao seu alto custo. Ele traz melhoras para a saúde, melhora a autoestima e o bem-estar. E, se sentindo melhor, as pessoas têm, comprovadamente, maior vontade e desejo de trabalhar e buscar seus objetivos”, argumentou o presidenciável em São Paulo.
O plano de governo do veterinário inclui a criação do programa batizado de “Meu Botox, Minha Vida”, cujo objetivo é ofertar aplicações de toxina botulínica para mulheres de baixa renda na rede pública. O candidato também informou que sua equipe trabalha na elaboração de um programa específico para fornecer implante capilar a homens que sofrem com calvície e não possuem condições de custear o tratamento em clínicas privadas.
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