
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, se reuniu nesta semana com o fotógrafo Sérgio Silva, 33, que perdeu a visão de um olho após ser atingido por uma bala de borracha durante as manifestações de junho do ano passado.
Na audiência, na última quarta-feira, Silva entregou ao secretário uma cópia das mais de 45 mil assinaturas reunidas em petição criada por ele na internet para pedir o fim do uso de bombas de efeito moral e balas de borracha contra manifestantes.
“Todo cidadão tem o direito de sair às ruas para reivindicar seus direitos sem temer uma repressão por parte da polícia”, diz o texto, que pede a “extinção imediata” desses armamentos.
Para Silva, a reunião com secretário da Segurança, com quem tentava falar há meses, foi positiva.
“Existe um espaço para discutir o assunto, mas só um lado tem discutido. A sociedade precisa ocupar esse espaço, apresentar ideias”.
“Meu desejo é que ninguém sinta a dor que eu senti naquele dia [13 de junho].”
Em nota, o secretário afirmou que as balas de borracha são “um dos equipamentos indicados pelas polícias como necessários para o controle de tumultos e restabelecimento da ordem pública.” A secretaria diz que cabe à polícia definir se há ou não necessidade de uso.
Grella se comprometeu a encaminhar o abaixo-assinado à Polícia Militar.
Silva passou por cirurgia em novembro passado e recebeu, no último dia 2, uma prótese ocular idêntica ao olho esquerdo, atingido pelo disparo.
Folha
Por que fazer reportagens em protestos é profissão de risco? Dizer isso, sr. Sérgio Nogueira é tomar como natural a violência não só da Polícia, mas de alguns manifestantes anarquistas. É um erro achar que a polícia só reage, que ela é totalmente boazinha e os manifestantes são o lobo mau da história. A coisa é mais complexa. Não se guie pelo que a grande imprensa diz, porque se depender dela a condição social e amoralidade política continuarão as mesmas, afinal os corruptos são os próprios donos delas. Ora, elas só falam na reivindicação dos manifestantes quando a violência come solta, quando um repórter desses perde um olho ou uma loja é queimada. A verdade é que os policiais são empregados também e quando os governadores não querem dialogar, mas tumultuar uma política que lhe é opositora manda mesmo a bala troar para causar a sensação de pânico e tentar garantir a sua reeleição. Acredite: não existe ninguém inocente nisso. E onde existe muito dinheiro envolvido, pode acreditar, é maracutaia na certa: a Bíblia ensina que o amor dinheiro é a raiz de todos os males.
Na verdade, essa violência toda não existiria se os dirigentes políticos e a elite mesquinha e riquíssima que comanda este país tivesse a dignidade de deixar de ganhar (veja: não é sequer perder) algum dinheiro e parasse de humilhar os trabalhadores mais pobres, os quais justamente pela sua pobreza são discriminados. Muita gente acha que só existe vagabundo nas periferias, mas vagabundo mesmo, pilantra desonesto mesmo está no apartamento ao lado, na telinha da TV, no orgulho de muitos que por morarem numa área de elite ou serem ricos se consideram melhores do que os outros. São cegos que querem guiar muitos cegos e advinha o resulta disso?
Quem não concorda com a ORDEM é um bandido! Sem ordem é caos! E no caos ninguém é de ninguém! Quando precisar de polícia, chame o Batmam!
Quem tem profissão que o risco é um fator preponderante e por isso vai a situações em que se ferir é algo absolutamente provável não pode reclamar quando as coisas dão erradas.
Esse do post quer se transformar num mártir. Como todo mártir ele quer atingir quem tem o dever de manter a ordem, duvido que ele lute pelo fim dos vândalos e seus atos.
Acredito que ele contribuiria mais com a sociedade se encampasse uma campanha contra o vandalismo em protestos!!!!
As polícias, quando não matam o corpo, pelo menos deixam aleijada até a alma. E ai de quem discorda desses marginais fardados, que não são – ainda – maioria em seus estamentos.