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Henrique Alves (PMDB-RN) diz desconhecer US$ 833 mil depositados em sua conta; defesa cita mensalão para absolver ex-ministro

Por interino

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves – Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo/27-10-2009

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) reconheceu, em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília, que usou um escritório de advocacia uruguaio para abrir uma conta na Suíça em 2008. Admitiu também que é formalmente o beneficiário da conta. Mas, argumentou que, por motivos burocráticos, não conseguiu movimentá-la e preferiu deixá-la inativa. Assim, alegou que os US$ 832.975,98 depositados na conta — e que segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) era dinheiro de propina — foram movimentados por terceiros, sem seu conhecimento.

Após ser envolvido em uma série de acusações na Operação Lava-Jato, o então ministro do Turismo, pediu demissão em junho do ano passado.

Os valores — que equivalem a R$ 2.573.895 no câmbio de hoje — foram depositados em três datas diferentes: 5 de outubro, 18 de novembro e 8 de dezembro de 2011. Segundo a PGR, trata-se de propina paga pela empreiteira Carioca Engenharia com o objetivo de liberar recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. O dinheiro serviria para o financiamento de obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

“É importante ressaltar que a utilização indevida da citada conta bancária e os depósitos acima mencionados jamais foram de conhecimento do acusado”, diz trecho de um documento assinado pelos advogados Marcelo Leal e Luiz Eduardo Ruas do Monte e que integra uma ação penal na Justiça Federal de Brasília.

Outros dois depósitos foram feitos nos anos anteriores — um no valor de US$ 980, em 14 de setembro de 2009, e outro de US$ 10 mil, em 21 de junho de 2010. O primeiro, diz a defesa, “ao que tudo indica, foi realizado apenas para efetivar a abertura da mencionada conta, o que, vale repetir, foi realizado sem o seu conhecimento”. O segundo, “aparentemente para arcar com o pagamento de suas taxas bancárias e despesas operacionais”.

Os advogados afirmaram que o ex-ministro só descobriu o depósito depois de ajuizada a ação:

“Somente ao tomar conhecimento dos documentos que instruem a presente ação penal é que o acusado teve ciência de que, mais de um ano após a data em que teria assinado a procuração para abertura da mencionada conta, precisamente em 14 de setembro de 2009, foi realizado o depósito de sua abertura no valor de U$ 980,00”, dizem os advogados de Henrique Alves.

Nomeado ministro do Turismo por Dilma e reconduzido ao posto por Temer, Henrique Alves deixou o governo do peemedebista após ser citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como recebedor de R$ 1,5 milhão em propina. O peemedebista é investigado ainda em inquérito na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, que apura supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS.

DEFESA: HERANÇA MOTIVOU ABERTURA DE CONTA

A defesa argumenta que a conta foi aberta de forma lícita para proteger o dinheiro do espólio dos pais de Henrique Alves. Isso porque, em 2008, ele estava em processo de separação. Mas, em razão de problemas burocráticos, ele não conseguiu ter autorização para movimentar a conta. Em função desse e de outros problemas, a defesa argumenta que ele decidiu jamais mexer nela.

“Isto porque, ao contrário do que imaginava, a animosidade dos herdeiros fez com que o inventário dos bens deixados por seu pai se protraísse (prolongasse) no tempo de tal forma que, até a presente data, não foi ainda encerrado. Além disso, sua separação da segunda esposa foi tão traumática que optou por abrir mão de mais do que ele teria direito, a fim de romper por definitivo com os vínculos que os uniam”, argumentou a defesa.

Os advogados negam ainda que Alves tenha recebido propina da Carioca, lembrando, entre outras cosias, que a empresa jamais teve obras no Rio Grande do Norte. E conclui pedindo a absolvição do cliente.

Também são réus na ação o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba em razão da Lava-Jato e nega as acusações; o empresário Alexandre Margotto, que está colaborando com a Justiça; e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto, que também é delator.

ADVOGADO CITA MENSALÃO PARA TENTAR ABSOLVER ALVES

Marcelo Leal, um dos advogados de Henrique Alves, defendeu no processo do mensalão o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), hoje preso no Paraná pela Lava-Jato. Ironicamente, ele usa agora o julgamento que levou à condenação de 24 pessoas no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar livrar seu cliente. Até o momento, não obteve sucesso. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, que cuida do caso na 10ª Vara Federal de Brasília, vem negando os pedidos.

No mesmo documento de 9 de janeiro, a defesa argumentou que a denúncia apontou o crime de corrupção passiva sem indicar “qualquer motivação para o recebimento de vantagem indevida”. Depois, citou o mensalão. Segundo os advogados de Alves, o STF disse que não é preciso comprovar que o agente público tenha praticado o chamado ato de ofício para que haja corrupção. Mas, ainda é necessário demonstrar que houve promessa ou oferta de vantagem.

“Como se vê, o que o STF entendeu no julgamento da AP 470 (mensalão) foi a desnecessidade da prática em si de ato de ofício para caracterização do crime de corrupção ativa ou passiva. Todavia, não há dúvida de que, para a caracterização do crime de corrupção ativa, é necessário que o agente ofereça ou prometa vantagem a funcionário público para que este pratique ou deixe de praticar ato de ofício inserido na esfera de suas atribuições, sendo certo que o crime se configura com o mero oferecimento, independentemente da efetiva prática do ato”, diz a defesa, acrescentando que “a denúncia não descreve qual teria sido o ato de ofício” de Alves.

Em 31 de janeiro, a defesa apresentou novo recurso, voltando a citar o julgamento do mensalão para dizer que Henrique Alves deve ser absolvido por corrupção passiva. E acrescentou que o mesmo deve ocorrer em relação ao crime de lavagem de dinheiro. Os advogados compararam ao caso de dois réus absolvidos pelo STF no mensalão: os publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes. Segundo a defesa, abrir conta em outro no país não é crime, sendo preciso demonstrar que ele ocultou os valores.

“Naquela oportunidade, a maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal acompanhou o voto dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli no sentido de que, para a configuração do crime de lavagem de dinheiro seria imprescindível a ocultação do beneficiário final da conta e que o simples fato de receber recursos do exterior em conta titularizada por off shore não configuraria o delito em questão”, argumentaram os advogados de Henrique Alves no recurso, rejeitado em 15 de fevereiro pelo juiz Vallisney. O magistrado entendeu que o Ministério Público Federal (MPF) indicou elementos que justifiquem a investigação.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. O BRASIL sempre vai ser mal visto pelos outros países lá fora, por causa dessa tremenda cara de madeira desses marginais engravatados que tem outros marginais bem pagos para fazer esse tipo de defesa. Para piorar tem um bando de doentes mentais que votam e estam sempre reelegendo esse tipo de verme. Que só traz danos à nação. E eles nunca conseguem enchergar o desastre com que eles causam votando nesses ratos – Pelo.

  2. E quase virou GOVERNADOR…
    A culpa dos problemas do Brasil é do povo, dos eleitores que votam de forma irresponsável e sem compromisso com a nação.
    Pobre desse país com eleitores assim.

  3. Coitado do ex-deputado, até acredito que ele é o último a saber!!!
    Até a justiça federal soube primeiro do que ele.
    Como é que fazem um negócio desse e não avisam ao pobre coitado!!!
    Vai ver depositaram este trocado só por maldade, e como não avisaram ao nobre ex-deputado ele nem percebeu!!!

  4. Não sei se devemos aplaudir a imaginação dos advogados ou ficarmos indignados pelo fato deles acharem que essa versão convence alguém.
    Minha nossa. É por essas e outras que a classe dos advogados anda tão desprestigiada. Quase uma fábula. HEA foi praticamente forçado a abrir uma conta secreta na Suíça onde apareceu perto de US$ 1,0 Mi.

  5. Sem me referir ao fato noticiado acima e nem aos elementos citados, aproveito o ensejo para fazer a seguinte pergunta: qual será a origem do dinheiro utilizado para pagar os honorários dos advogados de políticos corruptos?
    Quem souber responda.

  6. Mas infelizmente como disse abaixo o escritor, sendo candidato a Deputado Federal, ganha fácil fácil, então a culpa é de quem mesmo? dos eleitores jumentos que votam nele…

  7. Henrique num tem nadazavê com isso não…
    Alguém fez depósito errado na conta dele…
    Ou os adversários fizeram isso para denegrir a imagem de um homem de bem…

  8. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É uma piada, sempre enganou o povo do RN e agora vem com essa. Amigo de Eduardo Cunha só pode dá nisso.

  9. Interessante que até hoje ninguém depositou na minha conta nada, pq só na de Henrique Alves???

    1. Apois, noutro dia depositaram R$ 1,75 na minha conta corrente, e eu mandei um zap pro meu gerente perguntando o que era?, e o infeliz ainda disse que tinha sido erro e iria estornar. Ai eu choro!!!!

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Bets notificam Globo, Band e RedeTV! sobre rescisão contratual caso Lula adote restrições a apostas online

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Globo, Band e RedeTV! estão entre as emissoras notificadas por empresas de apostas esportivas que ameaçam rescindir contratos caso o governo Lula adote novas restrições para o setor. A informação foi publicada pela coluna ‘Outro Canal’, da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24).

A reportagem cita que Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte comunicaram a possibilidade de rompimento. Clubes da Série A que mantêm contratos de patrocínio com as casas de apostas também teriam recebido notificações.

As bets estão entre os principais anunciantes da televisão aberta. Dados da Tunad citados pela Folha apontam que o setor investiu R$ 153 milhões em publicidade e patrocínios na TV somente em agosto.

Diante da possibilidade de saída das empresas, emissoras já avaliam alternativas. A Record, por exemplo, não negociou com a Betano uma nova cota para A Fazenda. A empresa patrocinava o programa desde 2021. Na Band, estão em avaliação os contratos de naming rights de Jogo Aberto e Os Donos da Bola.

A movimentação ocorre enquanto o governo discute novas medidas para o setor. Em reunião na terça-feira (22), representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e da Justiça trataram do combate às plataformas ilegais e de possíveis restrições às bets.

Até o momento, não há decisão oficial sobre uma proibição geral. O presidente Lula, porém, já declarou disposição para acabar com as bets e defendeu regras mais rígidas, incluindo restrições à publicidade e ao funcionamento dos cassinos on-line, como o chamado “jogo do tigrinho”.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Flávio promete incluir o Brasil no Escudo das Américas, aliança de países liderada por Trump contra organizações narcoterroristas

Foto: Reprodução/Canal TV Celular Flávio Bolsonaro

O Brasil poderá integrar o Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos pelos EUA, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. “O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, prometeu Flávio durante uma live na quarta-feira (23).

Flávio também disse que pretende propor ao Congresso uma mudança na legislação para classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.

Lançado em março, em Miami, o Escudo das Américas reúne países do continente para ações contra cartéis e o crime organizado. Na terça-feira (22), Estados Unidos e outros 14 governos assinaram uma declaração que classifica 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”, incluindo PCC e CV.

Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru assinaram o documento. Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.

O governo Lula é contrário à classificação de PCC e CV como organizações terroristas. O Ministério da Justiça afirma que o Brasil já possui instrumentos legais para combater organizações criminosas, enquanto o Itamaraty alertou para possíveis consequências caso os EUA usem a classificação como justificativa para ações militares em território brasileiro.

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Lei torna obrigatório ensino de espanhol a partir do 6º ano nas escolas estaduais do RN

Foto: Geandson Oliveira/Novo

A rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte terá que oferecer língua espanhola aos estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e durante todo o ensino médio. A medida foi estabelecida pela Lei nº 12.905, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (24).

A lei entrou em vigor na data da publicação, mas não estabelece um prazo específico para que todas as unidades da rede estadual comecem a oferecer a disciplina.

Apesar da obrigatoriedade da oferta, a matrícula na disciplina será facultativa para os alunos. A legislação determina que o ensino de espanhol siga as regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Secretaria de Estado da Educação (SEEC) ficará responsável por definir a carga horária e a distribuição das aulas na grade curricular, respeitando as normas educacionais e a autonomia pedagógica das escolas.

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Rogério Marinho diz que AGU age como “militante do PT”

Imagem: Reprodução/X

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, acusou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de agir como “militante do PT” após uma publicação de Messias citando o Banco Master.

“Quando o advogado-geral da União se comporta como militante do PT e abre mão de sua função institucional, só nos resta como brasileiros dar o cartão vermelho a ele e toda a caterva do PT, que usa o Estado brasileiro sem nenhuma cerimônia como extensão do partido”, escreveu Marinho no X.

O senador ainda acusou o governo de “patrimonialismo, aparelhamento, corrupção e desprezo pelas instituições” e encerrou a publicação com a frase: “O remédio é FLÁVIO 22”.

Messias havia afirmado que um candidato à Presidência procurou o dono do banco, Daniel Vorcaro, para pedir milhões em benefício da própria família. Sem citar Flávio nominalmente, o ministro também destacou a atuação do governo Lula no caso e afirmou que a Justiça cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Master.

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Vem aí a maior cobertura das Eleições 2026 no RN

Domingo, 4 de outubro, a partir das 10h, o Blog do BG e a 96 FM estarão juntos em 12 horas de transmissão ao vivo, com apuração voto a voto, análises, comentários e repórteres em todo o Estado.

Bruno Giovanni, Ênio Sinedino e uma grande equipe de jornalistas comandam a cobertura, com participações de Bruno Araújo, Dinarte Assunção, Gustavo Negreiros, Kelps Lima, Luis Henrique e Suzy Noronha.

Eleições 2026 é no Blog do BG e na 96 FM!

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Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger apontam pagamentos dela para Lulinha: “Deixará grana no Fábio”, “tem que pagar mais isso pro Fábio”

Mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

O celular da lobista Roberta Luchsinger revela uma rotina de pagamentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em uma das conversas, ela manda o motorista levar dinheiro ao filho mais velho do presidente Lula (PT). Em outra, aparece um pagamento de R$ 26.809 para uma agência de viagens usada por Roberta e Lulinha.

Em 29 de novembro de 2024, Roberta perguntou ao motorista Ulisses Barbosa Viana Junior: “Cadê o dinheiro?”. Logo depois, determinou: “Tem que levar lá no Fábio”. O motorista informou que o dinheiro estava no porta-malas de um Volvo. Roberta então orientou: “Tenho almoço no Cidade Jardim. De lá, você pegará Uber, deixará grana no Fábio e pega outro carro”.

Em 25 de julho de 2024, Roberta enviou a Ulisses o valor “26.809” e escreveu: “Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”. Ele respondeu que faria o pagamento e enviou o comprovante de um depósito de R$ 26.809 para a TTW Group, agência que organizava viagens internacionais de Roberta e Lulinha.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Recibo de pagamento enviado por Ulisses a Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Outra conversa envolve R$ 100 mil. Em 8 de novembro de 2024, Roberta cobrou do ex-secretário de Saúde de Goiânia Quesede Ayres Henrique: “Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando, criatura”. Pouco depois, reforçou: “Fez? Ele vai embarcar e tá me enchendo o saco”.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Naquela noite, Lulinha embarcou em Guarulhos com destino a Lisboa, em voo da Latam, na classe premium business. O pagamento de R$ 100 mil foi feito por Quesede na conta da empresa RL Consultoria, de Roberta, por meio de uma empresa comercial de Goiânia.

Em outra conversa, de dezembro de 2023, Roberta chamou Lulinha de “sócio”: “meu sócio é guloso tá”.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Os diálogos fazem parte de investigações que envolvem Roberta e Lulinha no STF. Uma delas apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde relacionadas à venda de medicamentos derivados de maconha, como o CBD. Outras duas investigam supostos pagamentos a pessoas do entorno de Lula e possível tráfico de influência na Dataprev. Roberta também teria bancado viagens internacionais de Lulinha, incluindo uma ida à Finlândia para acompanhar a aurora boreal.

Com informações de Metrópoles

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Sicredi RN arrecada mais de 17 toneladas de alimentos em ações de solidariedade

Doações foram realizadas nos treinões, na Meia do Sol Sicredi e por associados durante o Dia C e serão destinadas a instituições sociais, lares de crianças, abrigos de idosos e outros

A Sicredi RN arrecadou, ao longo deste ano, mais de 17 toneladas de alimentos não perecíveis em diferentes ações de solidariedade realizadas no Rio Grande do Norte. As doações foram feitas por associados nas agências da cooperativa durante a campanha do Dia C – Dia de Cooperar e também por participantes dos treinões e da Meia do Sol Sicredi. As iniciativas fazem parte do compromisso da instituição de incentivar a solidariedade e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Os alimentos arrecadados estão sendo destinados a instituições sociais, abrigos de idosos, lares de crianças em situação de vulnerabilidade, associações de acolhimento a pessoas com deficiência e comunidades periféricas dos municípios onde a cooperativa está presente. A estimativa é que mais de 100 iniciativas sociais e milhares de pessoas sejam beneficiadas pelas doações.

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, o resultado é fruto da participação de associados, colaboradores, atletas, voluntários e de todos que contribuíram com as campanhas. “Mais do que arrecadar alimentos, essas ações mostram na prática a força da cooperação. Quero agradecer a todos que doaram e, de forma especial, aos colaboradores da Sicredi, que ajudaram a mobilizar esse movimento. É assim que a cooperação ganha sentido e chega a quem mais precisa”, afirma.

Sobre a Sicredi RN

Fundada em 1993, a Sicredi RN é a maior instituição financeira cooperativa do estado. Com atuação em 12 cidades-polo, está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, oferecendo seu modelo cooperativo de relacionamento aos associados de diferentes perfis e apoiando a realização de projetos, o crescimento dos negócios e o desenvolvimento da economia local.

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Medida Provisória de Lula proibirá todas as bets no Brasil e deve ser assinada na sexta-feira (25), diz colunista do UOL


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Áreas técnicas do governo federal estiveram reunidas na manhã desta quinta-feira (24) para fechar os detalhes da Medida Provisória que proibirá a operação de todas as bets no Brasil. A coluna da jornalista Alicia Klein, do UOL, apurou que a MP deve seguir para assinatura do presidente amanhã (25) e ser publicada em edição extra do diário oficial ainda nesta sexta ou, no máximo, na segunda (28).

Em encontro com ministros ontem (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que seguirá com o caminho mais drástico, impedindo todo tipo de apostas no país, incluindo as esportivas e as de jogos on-line, como o Tigrinho.

A colunista do UOL apurou que a medida entrará em efeito rapidamente e que as operadoras terão um curtíssimo período para se ajustar ao fim da autorização para exploração de apostas de quota fixa (Lei nº 14.790, de dezembro de 2023, conhecida como Lei das Bets). Os agentes operadores, nacionais ou estrangeiros, não poderão mais oferecer, intermediar ou fazer publicidade de qualquer forma no território nacional.

Com enorme dependência do patrocínio das bets, alguns grandes clubes, federações e sindicatos de atletas chegaram a publicar uma nota conjunta dizendo que uma eventual proibição decretaria o “fim do futebol”.

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Flávio ironiza viagem em jatinho ligado a Vorcaro: “Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”

Imagem: Reprodução/X

Uma viagem feita por Flávio Bolsonaro (PL) em janeiro de 2025 colocou o senador no mesmo jatinho que tinha entre seus proprietários uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A informação foi publicada pela impresa e confirmada pelo próprio candidato à Presidência.

Ao comentar a reportagem, Flávio ironizou a associação com Vorcaro e citou o fato de a mesma aeronave ter sido usada posteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pela advogada Viviane Barci de Moraes.

“Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu Flávio no X nesta quinta-feira (24) ao compartlihar notícia do site Poder 360.

De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela Piauí, cada participação de 33,33% da aeronave estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

O mesmo jatinho transportou Moraes e Viviane Barci em agosto de 2025. Na ocasião, o escritório da advogada afirmou que contratava serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que a escolha da aeronave era feita pela empresa. Ainda segundo o escritório, Vorcaro não estava nos voos do casal.

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Após pedir ao STF suspensão da pena, defesa de Bolsonaro desiste da medida

Foto: Ton Molina/STF

Duas horas após pedir ao STF a suspensão imediata da pena de Jair Bolsonaro (PL), a defesa do ex-presidente desistiu da medida nesta quinta-feira (24). Os advogados não apresentaram justificativa para a retirada do pedido.

A solicitação havia sido encaminhada ao ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal apresentada pela defesa em maio. O objetivo era suspender a execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão até o julgamento definitivo da ação.

Na petição, os advogados questionaram a competência da Primeira Turma do STF para julgar Bolsonaro. Segundo a defesa, o Regimento Interno prevê que cabe ao plenário julgar crimes comuns cometidos pelo presidente da República. Como o texto não define expressamente o órgão competente para julgar um ex-presidente por fatos praticados durante o mandato, a defesa sustenta que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário.

Os advogados também alegaram cerceamento de defesa pelo acesso tardio e incompleto às provas da investigação. Como exemplo, citaram a recente controvérsia envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro no Caso Master.

Segundo a defesa, situação semelhante teria ocorrido no processo contra Bolsonaro. Em fevereiro de 2025, Moraes autorizou o acesso aos elementos “utilizadas na denúncia”, sem liberar naquele momento todo o material apreendido durante a investigação.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. A revisão criminal, porém, seguirá tramitando mesmo após a desistência da medida cautelar.

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