Jornalismo

“HUB TAM É NOSSO”: Professor aponta mais uma vez que Recife e Fortaleza estariam tecnicamente descartadas

O Professor Universitário Rubens Ramos, estudioso de aviação é logística, escreveu um texto referente ao ultimo relatório apresentado pela TAM aos representantes do RN, PE e CE, o texto que o professor escreveu, mais uma vez apontando Natal como o melhor local tecnicamente vai de encontro ao que o próprio blog escreveu na sexta-feira e as informações de quem viu o relatório completo da ARUP(empresa de consultoria que apresentou o estudo), se a escolha for técnica, dificilmente perderemos essa parada. Segue o texto:

ARUP, discretamente, descartou FOR e REC*

Caros amigas e amigos potiguares,

A meu ver, e em decorrência das vantagens econômicas de NAT/SBSG sobre FOR/SBFZ e REC/SBRF, a decisão afunila-se claramente para nós.

A considerar a reportagem de Nadjara Martins na Tribuna de hoje(sábado), aliás, excelente jornalista, temos que, discreta e diplomaticamente, a consultoria ARUP descartou FOR e REC.

1 – O DESCARTE DE REC
Começando pelo último, REC, aeroporto que não está no plano imediato de concessão à iniciativa privada, o relatório aponta a exigência de um novo terminal independente do outro lado da pista, o que mostra de início que o atual, embora tenha capacidade de absorver mais passageiros, não serve para o hub internacional.
E mais, o relatório coloca a situação de tal forma difícil ao apontar que:
a) a FAB teria que deixar imediatamente REC (ir para onde?) para a construção do novo terminal, uma verdadeira “ordem de despejo”; e nesse ínterim,
b) uma empresa estatal em dificuldades financeiras (INFRAERO) terá que fazer o projeto básico e a licitação de um novo terminal; e
c) a empresa ganhadora, após vencer todas etapas de recursos e impugnações, assinado o contrato irá desenvolver o projeto executivo, obter as licenças apropriadas, realizar sondagens do solo para fundações, e construir o novo terminal.

A probabilidade de tudo isso acontecer em 2 anos e estar plenamente operacional em 2018 existe, mas é praticamente nula.

Podemos dizer, na prática, como a imprensa já registrou, que REC está fora da disputa.

2 – O DESCARTE DE FOR
Haveria então a grande final, FOR x NAT.

Mas isso também já foi decidido.

Para FOR, o terminal não foi colocado como problema central, pois sua ampliação já está licitada e em andamento, embora com obra paralisada. A obra pode ser retomada e não haveria o problema de nova licitação, apenas aditivos de contrato. Nem seria necessário dar “ordem de despejo” à FAB. Não há, assim, problema com o terminal.

O problema grave de FOR é outro, a necessidade de ampliar a pista de 2454 m para 3000 m (há pequeno erro de digitação no texto da reportagem e se fala em 3000m2). O que ocorre é que isso exige a desapropriação de aproximadamente 15 quarteirões de casas para manter uma área anterior à cabeceira da pista, com o devido recuo livre e espaço para sinalização anteriores à pista.

Apesar de toda mobilização dos governos do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, parece evidente que a probabilidade dessa ampliação da pista acontecer é praticamente nula no período considerado para implantação do hub.

A meu ver, FOR está, também, descartada.

Claro, tudo é possível, tanto para REC como para FOR, mas as probabilidades são mínimas.

3 – EM CONCLUSÃO
Em resumo, sobre REC e FOR, a escolha de uma delas é uma decisão de alto risco. Escolher NAT/SBSG nesse critério é de baixo risco.

Ficamos então com a mesma definição de antes e as vantagens fundamentais de NAT/SBSG:
1) melhor localização em relação às rotas do corredor EUR/SAM, vantagem de custo em combustível da ordem de 2% sobre FOR e 4% sobre REC;
2) tamanho e possibilidade de expansão – tamanho de hub internacional (15 km2 contra 5 km2 de FOR e 4 km2 de REC), único com tamanho para 2 pistas e alto desempenho de operação simultânea, único com espaço de entorno para ampliação ao nível de Atlanta (ATL) ou Dubai (DWC);
3) relação contratual 100% privada, sem necessidade de licitações públicas para nada, como por exemplo a construção de hotel dentro do aeroporto para abrigar a tripulação dos vôos do hub. Aqui temos a mais alta segurança jurídica e agilidade empresarial.

A conclusão, a meu ver, continua a mesma.

NAT/SBSG tem as vantagens fundamentais a seu favor, e nenhuma falha grave contra si, diferente de FOR e REC.

O hub é nosso.

Rubens Ramos, em 17 de outubro de 2015

Opinião dos leitores

  1. Este relatório da Arup me deixou com várias "pulgas" atrás da orelha. Ainda não o li por completo.
    No relatório da Oxford previa geração de quase 30 mil empregos, entre diretos e indiretos, nos próximos 5 anos, no mercado de PE. Como exemplo, citava a FedEx que em PE emprega 12 mil funcionários.
    Mas calma: isso tudo com apenas 24 aeronaves?
    E porque um novo terminal (exclusivo) por tão pouco?
    A TAM esconde o jogo.
    O Guararapes, com os dois terminais que possui, teria capacidade combinada de 24 milhões de passageiros/ano e 22 fingers. Dentro do aeroporto já existe um galpão exclusivo da TAM Cargo.
    Caso esse novo terminal saia do papel o Guararapes teria, hipoteticamente, capacidade combinada para mais de 30 milhões de passageiros/ano. O suficiente para garantir o atendimento da demanda da RMR pelas próximas duas décadas, quando, sem pressa, poderia se construir um novo aeroporto.
    Não me venham dizer que falta “condições técnicas” para REC receber o HUB com a atual estrutura, pois para operar poucas dezenas de aeronaves, como está no relatório (mesmo em 2038 seriam apenas 36 aeronaves), até o terminal de Caruaru o faria sem grandes transtornos e em poucas horas, por exemplo.
    .
    Bom, o que sei é que não só de turismo vive um HUB.
    Um HUB vive do comércio, da indústria e do serviço.
    E em PE já existem vários polos consolidados: logístico, turístico, hospitalar, educacional, jurídico, diplomático, automotivo, petroquímico, farmacoquímico, cervejeiro, de alimentos em geral, carnavalesco, de bebida (gasosa, fermentada e destilada), frutífero, de festas juninas, caprino/bovino, gesseiro, de vinhos finos, têxtil, sucroalcooleiro, portuário, ferroviário, eólico, mineral, científico, de eventos nacional e internacional etc.
    Todos demandam pelo transporte aéreo, seja no suprimento ou seja no atendimento do mercado.
    Também PE reúne as melhores condições de compartilhamento entre os moldais de transporte, de cargas e passageiros, entre aviões, navios, transatlânticos, trens, metrô, ônibus, caminhões e carros.
    Recife é, dentre as concorrentes, a mais central e a mais densamente povoada. Num raio de até 300 km habitam quase 15 milhões de pessoas. Neste raio o acesso ao HUB poderá ser feito de forma mais democrática por todas as faixas de renda.
    Sei também que REC está em linha reta a apenas 250 km de NAT. Isso é um “pulo” para um avião. Ao ser abordar LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA preferiria me encontrar mais próximo ao mercado emissor do que ao receptor. Mais um atrativo para REC.
    O nobre professor ainda não conseguiu explicar a relação entre os 2% de economia de combustível na rota EUR/SAM e da diferença de 10% no faturamento entre ambas as cidades.
    Será que uma equação compensa a outra?
    Obviamente, NÃO!
    Porque o mercado de REC usará o HUB de NAT se a concorrência servirá opções desde REC?
    Por míseros 2% de econimia?!
    Muita gente vai preferir pagar um pouquinho a mais e embarcar desde o Guararapes.
    Finalmente, pela lógica do professor teríamos no Brasil HUB’s apenas no Oiapoque, Chuí, Pontal do Seixas e outro no extremo oeste do AM.
    Nunca SP seria o principal HUB do Brasil.
    A realidade é bem diferente, não acham?
    .
    Que fique bem claro, a Infraero realiza um excelente trabalho em REC e não tem intenção de conceder seu melhor terminal no médio prazo. Pelo contrário, REC passa a ser estratégico nos planos da Infraero. Além disso, no ano que vem a Infraero arrecadará bilhões de reais com as concessões dos terminais de FOR, SSA e POA.
    Isso que dizer que ela terá $$$ para investir em no terminal exclusivo da TAM em REC.
    Terminal este que será construído no local hoje ocupado para manutenção das aeronaves da Aeronáutica, já liberada à Infraero.
    Todos os aeroportos concedidos, em até 30 anos, voltarão a serem administrados pela Infraero.
    Todos!
    Com a decisão da TAM, mais rápido do que imaginávamos, o Guararapes poderá ser um dos aeroportos mais movimentados da América do Sul, segundo as perspectivas lançadas pelas respeitáveis consultorias internacionais.
    Afinal, qual a necessidade de REC ter um aeroporto para 30 milhões de passageiros/ano no curto e médio prazo? Apenas o aumento da demanda explica.

    1. Caro Alberto, um hub vive basicamente de si mesmo, um centro de conexões. Ser ou não destino não é, a princípio relevante, embora possa ajudar pois parte da demanda doméstica seria dirigida para aí.
      REC não tem capacidade para mais que algo em torno 20 devido ao comportamento da demanda. Assim como nas cidades, o transporte aéreo de passgeiros também tem os "horários de pico". Na teoria uma pista poderia absorver cerca de 40 milhões de passageiros.ano, na prática terá cerca de 20.
      GRU/SBGR se tornou hub por ser inicialmente destino e depois por conjugar isso à localização nacional.
      REC, como aeroporto, será ainda mais rentável sendo essencialmente doméstico.
      Um abraço.

  2. O pessoal fala em refinaria mas nossos políticos estavam preocupados em receber propina da construção da ponte da redinha e nem questionaram na época a altura da ponte que inviabilizou que navios de grande porte pudessem atracar no nosso porto. Portanto estes não tem força, bem interesse por nada serio….

    1. mesmo se não houvesse a ponte, qual a razão q faria alguém pensar em um grande navio atracar num porto de cabotagem como o de natal?
      Eu até concordo que o SBSG eh um aeroporto mais que capaz de ser um HUB (e nas proximas decadas, será.) mas em se tratando de porto, o complexo de Suape (portos de graneis conteiner, terminais Transpetro, refinaria, estaleiros, etc ) eh o verdadeiro "HUB" maritmo do NE atualmente.

  3. este espaço de comentários deveria ser a respeito do HUB, porem vejo muitos potiguares ainda remoendo o assunto da refinaria em PE, a Rnest (e o pior, sem propriedade de assunto)…
    A refinaria – a Rnest foi projetada para refinar 240 mil BPD, principalmente de diesel e abastecer o mercado do NE.
    e agora os dados
    Produção de petroleo em UO-RNCE (quase tudo que produz o CE e enviado ao RN) – em torno de 60K BPD
    Refino de petroleo na RPCC (sim, existe um refinaria aí no RN, em guamaré) – 30K BPD
    Desse refino de óleo, produz, gasolina, entre outros, e QAV (que alimenta o aeroporto de SGA e abastece as vezes outros estados). produção de 8K m³mes
    Dados em PE
    Produção de petroleo – 0 BPD (eh PE não produz nada de óleo, como vcs afirmam)
    Refino – a Rnest vai produzir os 240 K BPD
    Só a titulo de curiosidade, uma taxa de 4% de refino usualmente pode render QAV, portanto dessa produção, pode sair algo em torno de 20 K m³mes do combustível.

    Agora que viram os dados, ainda vao querer se enganar? Como o RN iria receber uma refinaria de capacidade da Rnest com uma produção dessas? Se ela se localizasse em guamaré, teria que arrumar, alem da refinaria, um porto por lá tmb para receber de fora o petroleo que não produz, ou a refin. ficaria ociosa. O RN recebeu uma refinaria do tamanho dessa produção.
    E PE, que nem petroleo produz, pq recebeu? Devido ao porto de Suape. Ali a Rnest recebe toda a carga necessária pelo porto, processará, e distribuirá ao mercado do NE. E aí a outra vantagem de Rec, que eh zona de influencia regional (além de mercado proprio grande). Um conceito parecido, justificaria o HUB da TAM em REC tmb, porem pelos numeros de fingers, area e estacion. de avioes que o estudo indicou, creio q o tamanho do HUB seja mais adequado para natal.

    Agora meu comentário.
    Professor, vc ja escreveu q acredita q o SGA ira fazer com q voos de GRU, GIG, etc irao fazer escala obrigatória em natal rumo a EUR e vice versa. Se isso acontecer em curto/medio prazo e trazendo a informação de consumo de QAV de BSB de algo de 40K m³mes, eu estou vendo a cena bonita dos caminhões transportando o QAV excedente que a RPCC não produz, vindo dos portos que recebem pela transpetro mais próximos do SBSG, no MA e em PE.
    Eh o que venho falando em outros posts deste blog. Não basta soh o aeroporto, precisa de toda a infraest. envolvida. Falei do QAV pq eh um dos principais, o comb. sendo importado de refinarias distantes por BR´s sem duplicação (304 e 406) elevaria o custo que vc tanto prega no SBSG, sem falar em outros gargalos, como funcionários do SBSG indo trabalhar pegando um VLT (se estiver pronto) levando 2H de trajeto até natal (lembremos, eh um VLT, não um metro de altavelocidade).
    Por fim, eu acho que esse projeto de aeroporto eh importante, mas acho que seja apenas uma peça de uma caixa de engrenagens… ainda faltam todas as engrenagens para essa caixa rodar. Por isso ainda não descarto REC ou FOR (for, apenas por força politica). Acho que uma implantação do HUB em REC em menor escala atendendo uma fração do planejado e daqui ha uns 20, 30 anos uma mobilização a um SBSG mais maduro, estruturado e completo, seria a melhor alternativa… Na verdade, esses jeitinho brasileiros são praxe em nosso cotidiano.
    Por fim, sou leigo em aviação, mas entendo algo em petróleo.

    1. Antes que me respondam, acabei citando BSB… DF não produz oleo, nem tem refinaria, nao tem nada, so tem politico. Até onde sei, o qav de lá vem de minas (Regap), e por caminhão mesmo… mas é DF, não dá pra comparar a capital com o RN. a estrutura economica deles não se compara ao do RN.
      assunto off HUB – já deram um jeito nas condições dos onibus intermunicipais do RN? Entendam, estruturem seu estado antes de querer ser Atlanta.

  4. Uma dúvida: na questão da refinaria Abreu e Lima, onde nos julgávamos vencedores da contenda e que depois perdemos para a "força política" de Pernambuco, tecnicamente também não éramos os prováveis merecedores da instalação no RN? Sou "quase leigo" nessa questão do HUB, mas me parece que nessas disputas entre RN, CE e PE (como Fernando de Noronha é refinaria) o "tecnicamente" é bem menor que o "politicamente". Torço muito para que o nosso estado, sofrido, receba esse justo investimento para nós, mas sugiro controlarmos a expectativa com a vinda. Nesse momento, o bastão deve estar com nossos governantes, que precisam se unir, independente do "credo ideológico, e trabalhar verdadeiramente para trazer esse investimento pra cá. Que esqueçam um pouco as diferenças e se juntem verdadeiramente para trazer o HUB pra cá, como muito bem fazem os políticos pernambucanos e cearenses. Vamos deixar a vaidade de lado e vamos nos espelhar em quem faz direito. Fica a modéstia dica.

  5. O Hub já era de Natal desde o início. A concorrência entre as 3 cidades tem como principal finalidade a obtenção de benefícios (legítimos) para a empresa aérea. Aliás, se a LATAM não instalar o Hub, outra companhia aérea instalará. Lembrem-se que os acionistas da AZUL adquiriram a TAP (ainda que com alguns problemas na concretização do negócio), empresa com presença forte entre o Nordeste (inclusive Natal) e Lisboa, crescendo interesse de usar esta como trampolim para a Europa. Ou a LATAM corre ou chegam na frente dela.

  6. falta dois meses pra papai noel vir ..B em que vovó dizia onde G rana e peia não resolver é pq foi pouco…

  7. Salvo engano, a refinaria da Petrobrás que está sendo construída em Recife deveria ter sido construída no RN, segundo estudos de viabilidade técnica que foram feitos à época da escolha.
    Ocorre que prevaleceu o critério político.
    Acredito que com o Hub da TAM, apesar de ser de uma empresa privada, o "peso" político também contará bastante e deverá envolver até o governo federal, podendo haver promessas a TAM relacionadas a algumas facilidades ou benefícios futuros caso a opção seja por REC ou FOR.

  8. A esperança continua, mas partindo dos interesses dos bandidos do PT, tudo isso fica pra trás, não esqueçam da refinaria, tudo tecnicamente favorecia o RN, e vejam o que aconteceu. É ver pra crer.

    1. Temos uma refinaria, invlusive a única do NE q produz querosene de aviação.

  9. Pela primeira vez o jornal Tribunadonorte trata o assunto de forma profissional e nao politiqueira como das vezes anteriores.

  10. Parabéns nas análises. Venho acompanhando suas explanações desde o início da novela Hub. Como sempre muito preciso e objetivo nas suas conclusões.

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PESQUISA GERP: Flávio tem 50% e Lula, 43% no 2º turno

Foto: Divulgação / PR e Agência Senado

Levantamento da Gerp divulgado nesta quinta-feira (14) mostra o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 50% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

O levantamento foi realizado antes da divulgação do áudio em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro.

O Gerp também mediu o grau de decisão dos eleitores. Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, 83% afirmaram que a escolha está “totalmente definida”, enquanto 6% disseram que ainda podem mudar de ideia.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,5%.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026. Segundo a Gerp, a pesquisa custou R$ 20 mil e foi financiada com recursos próprios.

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SELEÇÃO BRASILEIRA: Antes da Copa do Mundo 2026, CBF renova contrato com técnico Carlo Ancelotti até 2030


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Antes mesmo do início da Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato do técnico Carlo Ancelotti por mais quatro anos. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira e o treinador italiano ficará no comando da seleção brasileira até o Mundial de 2030.

Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho — disse Ancelotti.

Ancelotti foi anunciado como técnico da seleção brasileira em maio de 2025. Em um ano de trabalho, ele dirigiu o time brasileiro em dez jogos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipe, sob seu comando, marcou 18 gols e sofreu oito.

Segundo apurou o blog do Diogo Dantas, Ancelotti terá o mesmo salário firmado em maio de 2025: 10 milhões de euros anuais (R$ 59,3 milhões). O que dá R$ 5 milhões por mês, maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.

Depois de renovar o contrato, Ancelotti agora se concentra na convocação final para a Copa do Mundo, marcada para a próxima segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Brasil está no grupo C do Mundial, junto de Marrocos, Haiti e Escócia.

O presidente da CBF, Samir Xaud, celebrou a renovação de contrato de Carlo Ancelotti e destacou o projeto esportivo da entidade para os próximos anos.

Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país — declarou Samir Xaud.

O Globo

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Açudes em Caraúbas, Rodolfo Fernandes e Antônio Martins sangram após recarga das chuvas; reservas hídricas do RN atingem mais de 52% da capacidade

Imagens: Alexandre Barbosa

Os açudes Apanha Peixe, em Caraúbas, Sossego, em Rodolfo Fernandes, e Corredor, em Antônio Martins, atingiram 100% da capacidade e começaram a sangrar nesta semana. Com as recentes chuvas, as reservas hídricas do Rio Grande do Norte chegaram a 52,34% da capacidade total, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte.

Os 69 reservatórios monitorados acumulam atualmente 2,77 bilhões de metros cúbicos de água, de uma capacidade total de 5,29 bilhões. Na última segunda-feira (11), o índice era de 50,91%.

Ao todo, 36 reservatórios registraram aumento no volume de água nos últimos dias.

O açude Apanha Peixe, com capacidade para 10 milhões de metros cúbicos, completou o volume máximo nesta quinta-feira. O açude Sossego, com capacidade para 2,35 milhões de metros cúbicos, saiu de 95,99% para 100% e também começou a verter.

Já o açude Corredor recebeu mais de 41% de recarga desde segunda-feira e atingiu a capacidade total de 4,64 milhões de metros cúbicos.

Outro destaque foi o açude Rodeador, em Umarizal, que passou de 64,66% para 83,33% da capacidade, acumulando mais de 17,8 milhões de metros cúbicos.

Atualmente, 19 reservatórios estão com 100% da capacidade. São eles:

  • Campo Grande, em São Paulo do Potengi;
  • os açudes públicos de Marcelino, Riacho da Cruz e Encanto;
  • Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes;
  • Beldroega, em Paraú;
  • Corredor, em Antônio Martins;
  • Apanha Peixe, em Caraúbas;
  • Curraes, em Patu;
  • Arapuã, em José da Penha;
  • Tesoura, em Francisco Dantas;
  • Inspetoria, em Umarizal;
  • Dinamarca, em Serra Negra do Norte;
  • e as lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

Outros reservatórios estão próximos da sangria, como Novo Angicos, em Angicos, com 98,03%, e Pinga, em Cerro Corá, com 94,13%.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, acumula 1,05 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 44,51% da capacidade total.

A Barragem de Oiticica, segunda maior do RN, chegou a 72,87% da capacidade, com mais de 541 milhões de metros cúbicos armazenados.

A barragem Santa Cruz do Apodi está com 69,24% da capacidade, enquanto a barragem Umari, em Upanema, atingiu 64,15%.

Apesar da melhora no cenário hídrico, dez reservatórios seguem em situação crítica, com menos de 10% da capacidade:

  • Itans, em Caicó (0,74%);
  • Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,13%);
  • Esguicho, em Ouro Branco (8,05%);
  • Dourado, em Currais Novos (4,53%);
  • Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,63%);
  • Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%);
  • Alecrim, em Santana do Matos (4,30%);
  • 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%);
  • Totoro, em Currais Novos (2,27%);
  • e Mundo Novo, em Caicó (4,45%).

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Geral

MEC entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para alunos cegos da rede pública em 2026

Foto: Pexels

O Ministério da Educação entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para estudantes cegos da rede pública em 2026. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, apenas 7.354 exemplares haviam chegado às escolas até esta quarta-feira (13), de um total de 19.373 obras programadas para distribuição.

A previsão do órgão é concluir as entregas apenas em junho, já no fim do primeiro semestre letivo.

Os materiais fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), responsável por fornecer obras adaptadas para alunos cegos e surdo-cegos da educação pública.

Especialistas afirmam que a falta dos livros compromete o aprendizado e a autonomia dos estudantes com deficiência visual, já que o braille é considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo e para a realização de atividades fora da sala de aula.

O atraso já havia sido denunciado em fevereiro pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva. Na época, o FNDE prometeu entregar 22,3 mil livros até março, mas o número foi posteriormente reduzido para 19,3 mil após atualização cadastral.

A entidade afirma que o governo reagiu ao problema, mas de forma tardia e insuficiente. Segundo a associação, muitos estudantes já tiveram prejuízo pedagógico neste semestre devido à demora na distribuição.

O FNDE informou que a entrega ocorre de forma escalonada e atribuiu parte do problema à necessidade de recomposição do quadro de servidores. O órgão também destacou que não realizava concurso público havia 12 anos.

Representantes do setor afirmam que o principal gargalo não está na capacidade técnica das gráficas, mas em falhas de gestão e baixa prioridade dada à agenda de acessibilidade dentro do MEC.

Outro ponto levantado é a divergência nos números de estudantes cegos no país. Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima cerca de 45 mil cegos em idade escolar, o Censo Escolar registrou pouco menos de 7 mil matrículas em 2025.

Segundo entidades da área, a diferença pode indicar falhas no sistema de cadastramento ou exclusão de estudantes da rede de ensino.

A produção dos livros em braille exige etapas técnicas que podem levar de cinco a oito meses, incluindo transcrição, adaptação, revisão por especialistas cegos e avaliação técnica antes da impressão final.

Entidades do setor alertam que, sem mudanças no cronograma e na gestão do programa, os atrasos podem se repetir em 2027 e transformar a crise em um problema permanente.

Com informações de g1

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Geral

Unilever, dona da Cif e Omo, denunciou presença de bactéria em produtos Ypê à Anvisa

Imagem: Otavio Valle

A multinacional Unilever fez denúncias à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos Ypê, em outubro do ano passado e em março deste ano. Os documentos com as denúncias foram obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo.

A Unilever é dona de marcas como Cif, Comfort e Omo, concorrentes da Ypê na linha de sabões para roupa e desinfentantes, mas não possui marcas de detergente.

Segundo os documentos, a multinacional realizou testes nos produtos da Ypê que detectaram a presença da bactéria, o que seria um “iminente risco à saúde e segurança dos consumidores”.

Em nota, a Unilever disse que realiza rotineiramente testes técnicos em seus produtos e eventualmente nas demais marcas do mercado e que isso é uma prática comum entre as indústrias do setor. “A depender dos resultados destes testes, em respeito ao consumidor, as autoridades competentes são notificadas”, complementa.

“Quaisquer investigações são conduzidas exclusivamente pela autoridade, que avalia as diligências, fiscalizações e testes que entender necessários para a tomada de decisão. A companhia reafirma seu compromisso e prioridade absoluta e inegociável com a saúde e segurança dos consumidores”, finaliza a multinacional.

A Ypê não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.

A primeira denúncia, de outubro de 2025, foi feita através do laboratório americano Charles River. O texto dizia que a “Pseudomonas aeruginosa pode se propagar através do contato direto com a pele, lesões, mucosas ou mesmo por meio de objetos contaminados, podendo causar infecções em diversas partes do corpo, como a pele, o trato urinário, olhos e ouvido (otite), sendo que seu tratamento não é simples devido à conhecida resistência aos antibióticos”.

A Unilever acusou ainda a Ypê de saber do problema e ter iniciado um recolhimento voluntário dos produtos dos supermercados.

Já a segunda denúncia, de março, foi feita através do laboratório Eurofins e detectou 14 lotes de produtos Ypê contaminados pela bactéria. Além disso, em sete deles, havia traços de materiais genéticos de outros gêneros de bactérias.

A Química Amparo, dona da marca Ypê, enviou um posicionamento, ainda em outubro, à Senacon sobre as denúncias. A empresa disse ter recebido com surpresa e indignação e que não havia qualquer regulamentação da Anvisa sobre limites para presença daquele microrganismo em produtos saneantes.

O texto da defesa da empresa dizia que a Anvisa proíbe a presença dessa bactéria apenas em cosméticos, mas não em saneantes. Para os advogados da Química Amparo, essa diferenciação é “óbvia, uma vez que os produtos cosméticos tendem a ser aplicados diretamente na pele, onde permanecem, muitas vezes, por diversas horas em contato direto”.

Os lotes analisados pela Unilever na primeira denúncia teriam sido fabricados entre abril e setembro de 2025, e os da segunda, entre julho e novembro de 2025.

O Terra também procurou a Anvisa para saber se as denúncias da Unilever podem ter levado aos testes que culminaram na suspensão dos produtos Ypê com final lote 1, e aguarda retorno. A marca conseguiu suspender a resolução da Agência, que ainda vai julgar, nesta sexta-feira, 15, se mantém ou não a decisão.

Até o momento, a Anvisa informou que continua com a recomendação para que os consumidores não utilizem os produtos Ypê com final lote 1, tendo detectado mais de 100 lotes comprometidos e 76 irregularidades na fábrica de Amparo, em São Paulo.

Terra

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Geral

Carla Dickson cresce em todas as regiões do Estado e consolida posição entre os principais nomes da direita para Câmara Federal no RN

É um fato, a deputada Carla Dickson (PL-RN) está indiscutivelmente entre os principais nomes da direita na disputa pela Câmara Federal. Na pesquisa realizada pelo Instituto Metadata/Grupo Dial e divulgada nesta quarta-feira (13), os números apontam que ela não só se manteve entre os nomes mais citados, mas comprovam o crescimento dela em todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Pelo levantamento, em Natal, a deputada ficou entre os 5 mais citados com 0,9% das intenções de voto, se colocando entre os 3 nomes mais lembrados no espectro da direita. Em todas as demais regiões do Estado, o desempenho se manteve sempre entre os líderes, variando entre 0,5 e 0,9% de citações.

“Recebo esses números com muita felicidade. Isso é resultado do reconhecimento das pessoas do meu Estado ao trabalho que venho fazendo tanto em Brasília, quanto aqui no Rio Grande do Norte, especialmente na saúde, na defesa das famílias atípicas, e no fortalecimento das pautas conservadoras e de defesa da mulher”, destacou a deputada.

Carla Dickson tem se destacado nacionalmente por sua atuação em defesa das famílias, da inclusão e dos valores cristãos. Atualmente, a deputada é presidente da Frente Parlamentar Brasil-Israel, vice-presidente da Comissão de Turismo da Câmara Federal e procuradora-adjunta da Mulher na Câmara dos Deputados.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio em diversas regiões do Estado e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número RN-03354/2026.

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Polícia

VÍDEO: Dois homens são alvo de operação contra crimes sexuais envolvendo crianças em Natal

Vídeo: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, na manhã desta quinta-feira (14), mandados de busca e apreensão contra dois homens suspeitos da prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, ocorridos na cidade de Natal.

De acordo com as investigações, o homem de 38 anos é suspeito do crime de armazenamento de cenas de nudez e abuso sexual infantojuvenil. Já o outro suspeito, de 32 anos, teria cometido os crimes de produção e compartilhamento de imagens e vídeos envolvendo crianças e adolescentes em situações de exploração ou abuso sexual.

Ainda de acordo com as investigações, há indícios de que os suspeitos também possam ter praticado violência sexual contra crianças do próprio núcleo familiar.

Durante a realização das diligências, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e, na sequência, serão submetidos à análise pericial.

A ação integra a Operação Caminhos Seguros, cujo objetivo é prevenir e reprimir crimes sexuais contra crianças e adolescentes, reafirmando o compromisso das forças de segurança com a proteção da infância e da adolescência em todo o país.

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Judiciário

VÍDEO: A “ligação” a Bolsonaro que pode fazer Fábio Porchat persona non grata

 

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Entre os motivos para considerar Fábio Porchat persona non grata no Rio de Janeiro (RJ), o projeto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira (13/5) citou um vídeo em que o humorista finge ligar para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, ele pede para “dar um recado” ao político e depois dispara uma série de xingamentos.

“Oi, boa tarde. [Pode passar ao] Bolsonaro, por favor? É o Fábio Porchat”, diz o humorista, simulando a ligação à equipe do ex-presidente. “Tá dormindo? Gente, mas essa hora? Pode anotar um recado então, por favor? Diz para ele se f*der, tomar no c* dele, ir à m*rda! Isso, assim que ele acordar. Tchau tchau.”

O projeto de lei foi aprovado por quatro votos a dois. Votaram a favor os deputados Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL) – todos membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – e Sarah Poncio (Solidariedade). Os contrários foram de Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD).

Para ser aprovado com vigor de lei, o projeto ainda deverá ser apresentado ao plenário da Alerj. Será necessário que 36 deputados estejam presentes para que a votação ocorra. Para o projeto ser aprovado, a maioria simples (metade mais um) tem de votar a favor.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. é uma falta respeito gratuita!!!
    não é só mau caráter, deve ser uma necessidade muito grande de visibilidade.

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Saúde

Criança é internada em Natal com infecção bacteriana e família associa caso a detergente

Foto: Reprodução

Uma criança de 10 anos está internada na UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Familiares da paciente afirmam que os sintomas de inchaço e coceira começaram na quarta-feira (6), após a menina ter contato com um detergente da marca Ypê pertencente ao lote com numeração final 1.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que, até o momento, não há constatação técnica de ligação entre o quadro clínico e o uso do produto. A causa da infecção permanece sob investigação. A paciente aguarda transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago por meio do sistema de regulação estadual para a realização de exames detalhados.

O relato da família ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, no dia 7 de maio, o recolhimento e a suspensão da venda de 24 produtos da Química Amparo (Ypê). A medida foi motivada pelo risco de contaminação por microrganismos em lotes específicos terminados em 1.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o caso é acompanhado pela vigilância epidemiológica. A Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa) informou que, até esta data, não houve apreensão de produtos dos lotes citados pela Anvisa nos municípios do Rio Grande do Norte. A fiscalização na capital é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal.

Em nota, a marca Ypê informou que se reuniu com a Anvisa na terça-feira (12) para apresentar laudos técnicos de microbiologia e medidas implementadas nos processos de fabricação. A empresa solicitou à agência a manutenção do recurso que suspende a interdição dos produtos até que a documentação apresentada seja integralmente analisada. A conclusão da avaliação da Anvisa está prevista para esta sexta-feira (15).

Novo Notícias

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Brasil

Delegada da PF e marido eram “espiões” de Vorcaro na corporação

Foto: Vinicius Schimidt

A delegada da Polícia Federal afastada por suspeita de atuar ilegalmente para a família de Daniel Vorcaro é Valéria Vieira Pereira da Silva.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento preventivo da função pública de delegada e a proibição de deixar o país, além de apreensão do passaporte em 24 horas.

De acordo com as investigações da PF que levaram à sexta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14/5), Valéria tinha papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso chamado “A Turma”, que atuava para os interesses de Vorcaro.

Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como espécie de “espiões” do banqueiro.

Valéria teria acessado, sem justificativa funcional, o inquérito conduzido pelo Superintendência Regional da PF em São Paulo, embora estivesse lotada, desde 2006, em Minas Gerais. Ela não tinha qualquer atribuição relacionada ao procedimento.

Segundo a PF, após acessar o procedimento, repassou dados para Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que trabalhava para a família Vorcaro. “O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação e de pessoas efetivamente visadas”, disse a PF.

A PF não localizou comunicações diretas entre Valéria e Marilson, mas, segundo a corporação, o marido dela teria atuado como intermediador, “reduzindo rastros diretos da participação da delegada”. Há suspeita de violação de sigilo funcional, além de corrupção e organização criminosa.

Metrópoles

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