Judiciário

Juiz da Paraíba libera vaquejada por entender que não há maus tratos

O juiz Max Nunes de França, da Comarca de Campina Grande, na Paraíba, negou um pedido de suspensão de uma vaquejada em Campina Grande por entender que não há maus tratos contra qualquer animal durante a prática do esporte.

Na decisão, o magistrado destacou que o conceito de crueldade ao animal está ligado ao fato de causar sofrimento, o que não acontece atualmente com as vaquejadas que possuem um regulamento voltado exatamente para o bem-estar do animal.

“Os regulamentos que são seguidos para organização das vaquejadas atualmente apontam elementos que indicam a preocupação com o bem-estar do animal, impedindo a prática de açoites e utilizando equipamentos na cauda do animal para minorar os riscos de lesão. Ademais, a queda final é feita em terreno arenoso com indicação também de riscos reduzidos e [as vaquejadas] contam com equipe de veterinários para intervenção imediata”, disse.

O juiz Max Nunes de França também destacou que o acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional a lei cearense que regulamentava o esporte, ainda não foi publicado e que o próprio Supremo já proferiu várias decisões afirmando que é obrigação do Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais, inclusive, incentivando a manifestação.

Para o presidente da Associação dos Vaqueiros Amadores do Rio Grande do Norte (Assovarn), Paulo Saldanha, a decisão do juiz é sensata porque analisa os regulamentos aplicados atualmente. “Hoje nosso regulamento é focado exatamente no bem-estar dos animais. O juiz nem falou, mas os animais ficam em coxos com bebida e alimento disponível, eles são intocáveis, abolimos as esporas, animais com lesão desclassificam o vaqueiro. Enfim, todo um trabalho voltado para o animal. Quem fala que vaquejada maltrata animal, não conhece a realidade do esporte”, completou.

Opinião dos leitores

  1. Esses que criticam a vaquejada nunca estiveram perto de uma pra saber se existe crueldade com os animais e pra quem não sabe os bois tem tratamento vip dias antes da vaquejada e se algum animal se ferir durante a apresentação ele tem toda assistência que merece para se recuperar, vão se informar a respeito disso antes de sairem falando merda, vai ter vaquejada sim mesmo que não seja regulamentada por esses juizecos do STF..

  2. A vaquejada se modernizou e os animais são preservados, mas o que vejo aqui, são pessoas que criticam sem conhecer realmente a vaquejada, são patricinhas e almofadinhas que só sabem o que é shopping, nunca foram a uma vaquejada onde os animais são os verdadeiros astros da festa cultural e centenária, onde se reúnem famílias, amigos e trabalhadores que dependem de alguma forma da vaquejada para tirar o sustento de sua família.

  3. Sim o Brasil necessita de mudança em diversas áreas mas é justificável maltratar animais só pelo fato de o País ser uma bosta? Não. Vaquejada pode ser tradição e o escambal mas que há maltrato aos animais isso há sim. Existem tantas merdas que acontecem aqui e já fazem parte da "cultura", que uma a mais outra a menos não se faz tanta diferença. Sempre houve estupros, maltratos aos animais, agressões as mulheres e as pessoas sempre achavam que era "normal" isso acontecer, porém as coisas estão mudando. Já não é dito mais como normal uma mulher apanhar ou ser estuprada e ficar calada só porque acontece com varias outras, não não é normal. Porque com os animais precisa ser diferente? Nós, quanto seres HUMANOS, não temos quase nada de HUMANO. Sim, agressões aos animais, independente de cultura ou não, deve ser proibida sim!

    1. Não meu amigo, esse juiz com certeza sabe que a vaquejada é uma tradição do nordeste bresileiro, que não existe maus tratos e representa o ganha pão de muita gente. Acabar somente a vaquejada é pre-conçeito contra o nordestino

  4. Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam.
    Confúcio

    Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.
    Mahatma Gandhi

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança;
    Todo o mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.
    Luís de Camões

    Não é triste mudar de idéias, triste é não ter idéias para mudar.
    Barão de Itararé

    Se não tivéssemos mudado tanto através dos tempos, como e onde ainda estaríamos?
    Na caverna, sem o fogo, a roda, a agricultura, na escravidão…

  5. Jean
    12/10/2016 às 11:14

    E qual é o maior incômodo da nossa civilizada sociedade?
    A VAQUEJADA!
    Qual a grande mobilização dos senhores honrados e defensores da cultura?
    A VAQUEJADA!
    E a menina, a moça, a idosa, a MULHER está sendo atacada diariamente por esses inocentes inofensivos que adoram VAQUEJADAS.
    Qual o problema em se maltratar Vacas, bois, Cavalos, se maltratamos até nossas mulheres sem constrangimentos ou vergonha?

    Blog do BG: http://blogdobg.com.br/page/4/#ixzz4MxduXPHL

    O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.
    George Bernard Shaw

    A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.
    John Kennedy

    O mundo detesta mudanças e, no entanto, é a única coisa que traz progresso.
    Charles F. Kettering

    1. meu amigo vc falou tudo tantas coisas para serem mudadas e estao querendo mudar o nordeste para pior alem da seca que assola nosso sertao e o desemprego altissimo agora eles querem nos presentear com mais de um milhao de desempregados que vivem de vaquejada se juntarmos nossas forcas todos os nordestinos nos mudamos este quadro

  6. Absurdo a decisão deste juiz contrariando o STF , quer dizer que se a pata de um boi é fraturada numa queda e o animal provavelmente terá de ser sacrificado o vaqueiro apenas será desclassificado , onde está o bem estar desse animal ? Prática desproporcional Entre boi e cavaleiro , onde o boi sempre levará desvantagem .Sou totalmente contra , bem como touradas , farra do boi , Entre outras práticas onde o animal sempre leva a pior para deleite de alguns poucos .

    1. Já sei que vc e vegetariano. Não come carne do boi que morreu. Ou Come? Se gosta de uma picanha, alcatra, maminha e contr filé, tais falando merda, afinal mataram o boi, muito pior do que sofrer uma queda numa pista bem forrada com areia.

  7. Conversa mole de verdade.
    Vaquejada não é esporte, é uma prática covarde. Simples assim. Tanto é que o sertanejo legítimo, que não é covarde e age com honra e respeito ao animal, pratica a pega de boi no mato, esta sim uma legítima e bela manifestação cultural, na qual homem e animal pelejam em igualdade de condições.

    1. SE O STF PROIBIR VAQUEJADA, TEM QUE PROIBIR O ABATE , PORQUE A MORTE É MUITO PIOR DO QUE UMA QUEDA. E O STF TEM COISAS MAIS IMPORTANTES PARA SE PREOCUPAR. AO INVÉS DO PAÍS GERAR MAIS EMPREGO, QUEREM AUMENTAR O DESEMPREGO FICA DIFÍCIL. OS JUÍZES RECEBEM MUITO BEM, E NÃO QUEREM SABER DAQUELES QUE NECESSITAM DO ESPORTE PARA SOBREVIVER. SE ACABAR A VAQUEJADA COM CERTEZA IRÁ AUMENTAR A CRIMINALIDADE ,PORQUE MUITOS DEDICARAM SUA VIDA A VAQUEJADA. VAQUEJADA NÃO PODE ACABAR POR CAUSA DE POUCOS . EU ACHO UM ABSURDO.

  8. Esse juiz ir de encontro ao STF? kkkkkkkkk. O Brasil não tem solução mesmo. kkkkkkkkkk. O STF tá sem moral pra nada. kkkkkkkk..

    1. nunca teve so fazem leis pra se beneficiar quando forem descobertos seus desvios de verba publica

  9. Infelizmente, o nordestino está sendo vítima sim do velho PRECONCEITO. Na Espanha – que também é signatária de tratados internacionais – AS TOURADAS CONTINUAM, COM O ROTINEIRO SACRIFÍCIO ANIMAL. Contra o nordestino tudo podem. Vaquejada tem regulamento, cair na pista de areia é mais suave que um tatame de UFC. Fogueiras juninas? Quais serão as próximas vítimas dessa intolerância globalista que quer fazer com a vaquejada o que fizeram com a capoeira no passado? A vaquejada é mais do que um esporte ou uma manifestação cultural, é o registro histórico de como colonizamos os sertões no ciclo do gado. Assistir a uma apresentação de vaquejada é um exercício de arqueologia social. Hoje somos predominantemente urbanos, nos tornamos isso, seres metropolitanos caminhando para intolerância com os diferentes dos nossos valores, da nossa "cultura web", hiperconectados, com nossos papos politicamente corretos. O vaqueiro é uma minoria, mas uma minoria diferente, de valores tradicionais, de religiosidade popular, antes de tudo um forte, diferente daquela turma que curte a liberação das drogas, etc, porque o vaqueiro é um trabalhador braçal, um lutador. O PGR e o STF que nunca fizeram nada que pudesse cumprir o mandamento constitucional de redução das desigualdades regionais querem colocar a polícia (que até parece que não tem o que fazer) para fechar vaquejadas. Parece que queremos fechar os olhos a uma sociedade pastoril que é nossa origem, nossa base, um mundo rural que está à nossa volta, ainda sofrido para conviver com o semiárido sem gestão racional de recursos hídricos e sem políticas públicas para a agricultura familiar, distante por ter valores e práticas totalmente diversas das nossas, um mundo que é apegado sim a valorosas tradições, a outros traços culturais, que ainda valoriza a força e o simbolismo da lida com o gado, a habilidade de dominar cavalo e boi, enfim, que cultua o irredentismo da vida rural, com suas privações e bucolismo. Cultura se muda? Calma aí! Devagar com o andor! Esse tipo de imposição precisa de parcimônia, não se pode querer mudar porque "minha cultura é melhor que a sua", isso é tirania. O vaqueiro vive uma realidade distinta, que é um outro mundo que, na verdade, pensando bem , hipocrisia de lado um momentinho, não queremos que fique assim tão distante… afinal frete é caro e é de lá da zona rural que vem a comida da nossa mesa.

    1. Não se há de comparar o UFC com a vaquejada – embora aquele seja violentíssimo, só que o lutador escolheu o "esporte".

    2. QUERIDO, sou a favor das vaquejadas por entender a importância em vários âmbitos que ela tem. Porém, você foi infeliz em comparar com UFC ou qualquer luta de MMA. Numa luta os dois animais RACIONAIS que entram num tatame são preparados e, conscientemente, entram em uma disputa. São remunerado (muito bem, diga-se de passagem) e durante o ato, a luta, desistem na hora que quiser. Pergunto: O boi é consciente do "esporte"? O boi desiste quando quiser? É remunerado? Portanto, por mais que para alguns seja algo violento e inexplicável, há um conjunto de regras que facilitam a entrada ou não, continuidade ou não numa luta de MMA. Sou a favor da vaquejada mas vamos ponderar nas comparações.

    3. Nessa perspectiva – de que os animais não podem ser usados como entretenimento por não são "conscientes" – certamente o amigo defende que os animais somente para as necessidades estritas, talvez nem isso… Nessa linha, teríamos que acabar com todos os esportes usando animais (inclusive os esportes Olímpicos, como hipismo e até mesmo pesca esportiva), acabar também com toda a atividade econômica envolvendo esses esportes (haras, vilas hípicas, etc), ou se pensa que o adestramento é na base de afagos?
      Nesse pensamento, também seriam extintos os zoológicos, que são entretenimento e privam os animais da liberdade, com o consequentemente sofrimento decorrente da prisão.
      Aí a reflexão a ser feita passa a ser como deve ser a relação do ser humano com o animal, os animais existem para suprir as necessidades do ser humano ou há uma relação de "igualdade", obrigando-se tratar os animais como uma pessoa. Ora, a essa extensão nenhum tratado internacional chegou, apenas proibiu maus tratos, em que pese existirem militantes ambientalistas, levados por ideologia e/ou religião (que respeito, mas tenho direito de não professar), que defendem esse tipo de pensamento e aí – os que realmente são coerentes – sequer comem carne (afinal, se a relação é de igualdade, você não comeria carne humana, nem usar peças de couro).
      De todo modo, para mim, esses militantes podem fazer o que quiserem com os animais ou comerem o que quiserem, só não podem obrigar a coletividade a fazer o mesmo, impor o que eles pensam.

  10. Correto o Juiz. Pelo que conheço do STF ninguém ali certamente nunca foi numa vaquejada. Li acórdão e os votos e não entendo o que o eles quiseram dizer que os maus tratos são "intrínsecos" à apresentação.
    Na verdade, o boi é um animal bruto por natureza, não é um "pet".
    Toda a atividade com o gado exige uma certa dose de força, isso rotineiramente, o boi não entra de bom grado no caminhão ou no cercado, há sim chicotadas e um certo uso de força, nesse sentido é inerente à própria pecuária, que seria extinta (e ninguém comeria mais carne no mundo) se se levar às últimas raias a idéia de "maus tratos" se se interpretar que "tanger" é maus tratos, ou se for feito esse paralelo no mínimo curioso, de comparar o animal ao ser humano.

    1. O acórdão e os votos ainda não foram publicados. Como vc leu?? Deixa de mentira, rapaz!

    2. Concordo com você Apodiense. Não existe o manuseio com o gado de forma "carinhosa" por se tratar de animal de grande porte, onde necessariamente se precisa de uma força braçal para a condução dos animais. Vivi vários anos em Vaquejadas e, nunca vi abuso de força ou maus tratos. Esses comentários imbecis que alguns colocam por aqui, é totalmente se conhecimento. Talvez quem critica, já bateu no seu próprio CÃO ou qualquer animal de estimação…

      Se for levar em consideração a decisão do STF, vamos pedir que proíba as professoras do maternal a cantarem pras crianças a canção tão famosa e cultural. O " ATIREI O PAU NO GATO" pois isso na minha concepção, já é uma indução a maus tratos com o animal.

      Vamos parar de falar besteira do que não conhece!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Irmão de Lewandowski critica ministros do Judiciário e dispara: “No Brasil não existe lei nem justiça”

Foto: Divulgação

O economista Luciano Lewandowski, irmão do ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fez um duro desabafo nas redes sociais ao criticar a atuação das autoridades brasileiras, especialmente do Judiciário. Em comentário publicado no LinkedIn, ele afirmou que, no Brasil atual, “não existe lei nem justiça”.

A declaração foi feita em resposta a uma postagem do ex-diretor do Banco Central e investidor Luiz Fernando Figueiredo sobre o caso do Banco Master. No texto, Luciano atacou diretamente a atuação de ministros de tribunais superiores, afirmando que a jurisprudência foi “rasgada” e que cada autoridade decide “da maneira que quer”, sem respeito a prazos ou critérios iguais para todos.

Foto: Reprodução

No comentário, ele afirma que processos de pessoas comuns levam décadas para serem julgados, enquanto decisões envolvendo “amigos do rei” saem em poucas horas. Luciano ainda escreveu que, na sua avaliação, o país teria que “começar do zero”, algo que, segundo ele, não deve acontecer nesta geração.

Segundo o Metrópoles, Luciano Lewandowski não quis se manifestar sobre a mensagem.

O episódio ocorre em meio às revelações de que Ricardo Lewandowski foi contratado para atuar em favor do Banco Master por meio de seu escritório de advocacia, com honorários de R$ 250 mil mensais, pagos por quase dois anos mesmo após ele assumir o Ministério da Justiça no governo Lula (PT). O contrato seguiu em vigor sendo executado por seu filho, Enrique, e por sua esposa, Yara Lewandowski.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Congelamento de óvulos traz mais precisão e autonomia para mulher acima dos 30 anos

Foto: Divulgação

Planejar a maternidade deixou de ser apenas uma questão de tempo biológico. Em 2026, o congelamento de óvulos se consolida como uma escolha estratégica, consciente e cada vez mais alinhada aos projetos de vida das mulheres, seja por questões profissionais, pessoais ou de saúde.

Com avanços importantes na medicina reprodutiva nos últimos anos, a técnica tornou-se ainda mais segura e personalizada. Hoje, é possível avaliar com maior precisão a reserva ovariana, ajustar protocolos hormonais de forma individualizada e otimizar a qualidade dos óvulos coletados, reduzindo riscos e aumentando as chances futuras de sucesso.

Segundo a especialista em reprodução humana do DNA Fértil, Dra. Anna Beatriz Bezerra, o congelamento de óvulos evoluiu não apenas em tecnologia, mas em entendimento clínico.

“Avaliamos não só a idade da mulher, mas marcadores hormonais, resposta ovariana e histórico de saúde. Isso nos permite indicar o melhor momento e o melhor protocolo para cada paciente”, explica.

Em 2026, também cresce o número de mulheres que buscam o congelamento de forma preventiva, ainda antes dos 35 anos, compreendendo que fertilidade é um recurso finito e que informação é uma aliada poderosa.

“O que mudou foi o olhar. A mulher tem muitos projetos. E se tornou muito relevante para ela saber que no caso de uma promoção no trabalho ou até um diagnóstico de saúde, por exemplo, com os óvulos congelados, ela mantém a chance da gestação. Planejar é um ato de cuidado consigo mesma”, destaca a médica.

No DNA Fértil, o processo segue sendo rápido e seguro: alguns dias de estímulo ovariano, coleta em ambiente controlado e congelamento imediato dos óvulos, que podem permanecer preservados por tempo indeterminado, respeitando normas técnicas e éticas.

Para Dra. Anna Beatriz, falar sobre congelamento de óvulos é falar sobre futuro sem pressa e sem culpa. “Não é sobre adiar sonhos, é sobre protegê-los. A maternidade não precisa acontecer agora para continuar sendo possível amanhã.”

Em um cenário em que mulheres ocupam cada vez mais espaços, constroem carreiras sólidas e tomam decisões com mais autonomia, o congelamento de óvulos segue como uma das ferramentas mais importantes da medicina reprodutiva.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Moraes diz que juiz pode faturar com palestras e ter ações em empresas privadas

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF, Alexandre de Moraes afirmou, nesta quarta-feira (4), que magistrados podem receber cachês por palestras e manter participação em empresas privadas, desde que respeitados os limites previstos em lei. A declaração reacendeu o debate sobre as atividades permitidas a juízes fora da função jurisdicional.

Moraes relatou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6293 e 6310, que questionam regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de redes sociais por membros do Judiciário. Para ele, não há proibição legal para que magistrados sejam palestrantes ou acionistas, desde que não exerçam função de gestão nas empresas.

Segundo o ministro, a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) já definem com clareza o que é vedado aos juízes. Nos casos não abrangidos por essas normas, o Código Penal serviria como parâmetro, conforme entendimento adotado pelo próprio CNJ.

O ministro Dias Toffoli reforçou a posição. Ele destacou que magistrados podem receber dividendos de empresas ou propriedades, desde que não atuem na administração, citando como exemplo juízes que são acionistas, herdeiros ou proprietários rurais, dentro dos limites legais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] VIRALIZOU: Promoção de macarrão instantâneo a R$ 0,01 provoca correria e tumulto em supermercado de Assu

Uma promoção de macarrão instantâneo por R$ 0,01 provocou correria e tumulto na reinauguração de um supermercado atacarejo em Assu, no Oeste do Rio Grande do Norte. As imagens se espalharam por todo o Brasil e também em perfis estrangeiros nas redes sociais.

O episódio ocorreu na última quinta-feira (29) e foi registrado em vídeos que viralizaram nas redes sociais. Segundo a rede, mil unidades do produto foram colocadas à venda e se esgotaram em cerca de quatro minutos.

Apesar da aglomeração, não houve registro de feridos. A empresa informou que realizou outras promoções ao longo do dia, com produtos vendidos por R$ 0,01 ou R$ 0,99.

A rede afirmou ainda que ações semelhantes fazem parte da estratégia de inauguração de novas lojas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasil possui 336 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça com mandados de prisão pendentes

Freepik/Denis Zavhorodnii

Pelo menos 336 homens são procurados pela Justiça no Brasil por crimes de feminicídio e seguem em liberdade, apesar de terem mandados de prisão em aberto. Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo do g1.

A maioria dos mandados é de prisão preventiva, aplicada quando o suspeito já foi identificado e deve ser preso durante o andamento do processo. Em 19 casos, os réus já foram condenados definitivamente e não podem mais recorrer, mas ainda não cumpriram a pena.

Entre os procurados estão autores de crimes considerados brutais, alguns incluídos na lista dos mais procurados do país. São Paulo lidera o número de mandados pendentes (108), seguido por Bahia (32), Maranhão (28) e Pará (27).

O levantamento foi feito a partir do Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e abrange crimes registrados entre o fim dos anos 1990 e 2023, incluindo feminicídios consumados e tentativas.

Embora a autoria dos crimes já tenha sido identificada na maioria dos casos, os mandados seguem sem cumprimento pelas polícias, em meio a um cenário de alta da violência contra mulheres. Em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios: 1.530 mulheres assassinadas, média de quatro por dia.

Nesta quarta-feira (4), representantes dos Três Poderes lançaram, em Brasília, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que prevê ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e garantia de direitos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CPMI do INSS avalia condução coercitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Foto: reprodução/Esfera Brasil

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que poderá pedir a condução coercitiva do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso ele não compareça ao depoimento marcado para o dia 26 de fevereiro.

O depoimento, inicialmente previsto para esta quinta-feira (5), foi adiado a pedido da defesa do empresário e remarcado para depois do Carnaval.

Segundo Viana, a comissão quer esclarecimentos sobre 254 mil contratos de aposentados que tiveram descontos considerados irregulares, sem confirmação de autorização. “É hora de o senhor Vorcaro começar a falar para os aposentados que tiveram valores descontados pelo banco dele”, disse o senador.

O parlamentar afirmou que a CPI busca entender como o Banco Master passou a operar esses contratos, se houve favorecimento político e como foram tratadas as reclamações dos beneficiários do INSS.

Viana ressaltou que a investigação da CPI se limita aos descontos irregulares e não pode avançar sobre outras operações do banco no mercado financeiro.

Ainda na terça-feira (3), o senador se reuniu com o ministro do STF Dias Toffoli, que, segundo ele, garantiu a autorização para o deslocamento de Vorcaro a Brasília. Toffoli também teria se comprometido a liberar o acesso às quebras de sigilo do empresário após a conclusão da consolidação dos dados pela Polícia Federal, prevista para as próximas semanas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Argentina solicita aos EUA extradição de Nicolás Maduro para investigação sobre crimes contra a Humanidade

Foto: reprodução

A Justiça da Argentina pediu nesta quarta-feira a extradição de Nicolás Maduro aos Estados Unidos para que ele responda por acusações de crimes contra a Humanidade.

O pedido foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos e se baseia no princípio da jurisdição universal, que permite a investigação desse tipo de crime independentemente do local onde tenha ocorrido. Maduro, presidente deposto da Venezuela, está detido em Nova York após ter sido capturado em uma operação militar realizada em Caracas no dia 3 de janeiro.

A solicitação segue o tratado de extradição firmado entre Argentina e Estados Unidos em 1997 e será processada por meio do Ministério das Relações Exteriores argentino.

O caso integra um processo aberto na Argentina contra Maduro e outros integrantes do regime venezuelano, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello. A ação teve origem em denúncias apresentadas pela Fundação Clooney para a Justiça (CFJ) e pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD), posteriormente reunidas em um único processo.

Segundo decisões judiciais argentinas, há indícios de um plano sistemático de repressão na Venezuela desde 2014, envolvendo desaparecimentos forçados, tortura, assassinatos e perseguição política. Em 2024, mandados de prisão foram expedidos contra Maduro e cerca de 30 integrantes do regime.

A Argentina já aplicou o princípio da jurisdição universal em outros casos recentes, como investigações contra militares de Myanmar e contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Equipe de reportagem da TV Ponta Negra é agredida durante transmissão ao vivo

Equipe da TV Ponta Negra é agredida durante cobertura de incêndio na Zona Norte de Natal

homem agride equipe de reportagem da TV Ponta Negra

Durante a cobertura de um incêndio em uma loja, na Zona Norte de Natal, uma equipe da TV Ponta Negra foi vítima de agressão enquanto realizava uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira (4).

O repórter Rogério Fernandes e o cinegrafista Maurício Teixeira foram surpreendidos por um homem, ainda não identificado, que partiu para cima dos profissionais sem qualquer motivação aparente, interrompendo o trabalho da equipe no local.

A Polícia Militar foi acionada, mas o agressor deixou a área antes da chegada da viatura. Um boletim de ocorrência será registrado na Polícia Civil para investigação do caso.

Sistema Ponta Negra de Comunicação informou que o setor jurídico já foi acionado e que todas as medidas cabíveis serão adotadas para garantir a segurança e preservar a integridade de seus colaboradores.

Veja a ação do agressor:

Ponta Negra News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Parlamentares reúnem assinaturas e apresentam pedido por CPMI do Banco Master

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Com apoio de 278 parlamentares, a oposição protocolou no Congresso um pedido de criação de uma CPMI para investigar o Banco Master e supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição.

O requerimento foi apresentado na terça-feira (3) e reúne assinaturas de 42 senadores e 236 deputados, número superior ao mínimo exigido para a abertura da comissão mista. O pedido ainda passa por análise da Secretaria-Geral da Mesa antes da leitura oficial em sessão do Congresso.

Articulador da iniciativa, o deputado Carlos Jordy (PL-PR) afirmou que o número de apoios reflete pressão popular e defendeu que a leitura do requerimento é um procedimento automático. Segundo ele, a instalação da CPMI não depende de juízo político e deve ocorrer na próxima sessão conjunta, prevista apenas para depois do Carnaval.

Para que a comissão seja oficialmente criada, é necessária a leitura do pedido em plenário, sob a presidência do Congresso Nacional, comandado por Davi Alcolumbre (União-AP).

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), criticou a postura do PT, afirmando que o partido não tem interesse em aprofundar as investigações. Parlamentares petistas, por sua vez, contestaram a iniciativa da oposição, mas declararam apoio a outras propostas de investigação já apresentadas ou em articulação no Congresso.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Por falta de votos na eleição indireta e para ‘não entregar mandato à direita’, Fátima não deve renunciar ao Governo do RN

No programa Meio Dia RN desta quarta-feira (4), BG analisou o cenário político do RN em meio ao impasse sobre a possível renúncia de Fátima Bezerra e uma eventual eleição indireta para o cargo de governador na Assembleia Legislativa. Por falta de votos suficientes para eleger um ‘governador tampão’ e por receio de ‘entregar o mandato à direita’, Fátima deve permanecer no cargo de governadora e não concorreria ao Senado.

Opinião dos leitores

  1. Fátima não renunciará, não tenho nenhuma dúvida. Se isso acontecesse o PT entregaria de bandeja centenas de cargos comissionados, inclusive secretarias e o cofre que não estar raspado.
    Fátima é do PTismo xiita.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *