Diversos

Limite de 80 km por hora nas cidades é alto, diz coordenadora da OMS

CcZx88zXEAAtCD3A taxa de mortes no trânsito no Brasil é alta: 23,4 para cada 100 mil habitantes em 2013, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Está acima da média mundial e entre as mais altas da América. Mas a coordenadora de Prevenção de Lesões Não Intencionais da (OMS), Margie Peden, é otimista em relação ao Brasil. Segundo ela, o país tem boas leis de trânsito e, se continuar aplicando-as, conseguirá reduzir as mortes. No entanto, ela critica limite de velocidade de 80 km por hora – considerado alto – vigente em muitas vias das cidades brasileiras.

Peden avalia que o Brasil precisa melhorar em muitos aspectos. Como exemplo, cita o uso do cinto de segurança no banco de trás. Embora seja obrigatório, apenas 37% das pessoas fazem isso no país. Ela defende ainda investimentos no transporte público em substituição aos carros, além de medidas que tornem estradas e veículos mais seguros.

Como exemplo, ela sita o controle eletrônico de estabilidade (ESC, na sigla em inglês). Ele é ativado automaticamente quando o motorista muda repentinamente de direção, como por exemplo para evitar uma batida, acionando os freios de cada roda individualmente. Isso permite que o motorista possa fazer o desvio sem perder o controle. No Brasil, segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o sistema será obrigatório em 2020 para os modelos novos de carro. Os modelos antigos terão até 2022 para se adequarem.

O GLOBO: Países de baixa renda em geral têm altas taxas de mortes no trânsito. Países de alta renda em geral tem taxas baixas (ao menos quando comparados com os países de baixa renda). O aumento na renda é suficiente para reduzir as mortes?

MARGIE PEDEN: Infelizmente não. É verdade que, à medida que os países se desenvolvem e se motorizam, há um aumento nas mortes e, em seguida, uma estabilização após a adoção de medidas de segurança no trânsito. Porém, em muitos países europeus, a renda continua a aumentar, assim como o número de veículos, mas o número de mortes (em alguns países) têm diminuído. Na região do Mediterrâneo Oriental (que inclui países do Oriente Médio e norte da África), os países de alta renda têm taxas de morte muito mais altas que nos países de baixa e média renda.

. Há muitos carros no planeta?

O problema é mais de gerenciamento de trânsito. De fato, muitas cidades tem um alto número de carros enquanto nós tentamos reduzir emissões (de gases), congestionamento e outros desafios relacionados. Isso também pode ser problemático para a segurança no trânsito e outros aspectos da vida urbana. Uma mudança em direção a opções de transporte sustentáveis, como BRTs (corredores de ônibus), monotrilho, etc. deveriam ser incluídos nas estratégias de segurança no trânsito de todos os países.

. O investimento em transporte público reduz acidentes e mortes?

Pode reduzir, mas o transporte público tem que ser seguro, de preço razoável, e acessível. Em resumo, tem de atender as necessidades de transporte do povo. Bogotá é um exemplo de cidade que conseguiu levar a população do transporte motorizado individual para o transporte público.

. Nos últimos dez anos, muitos brasileiros que não tinham dinheiro para comprar um carro finalmente puderam comprar um. Como dizer a eles, num país onde o transporte público tem sérias deficiências, que não comprem um carro ou, ao menos, não o usem todos os dias?

Isso exige que os governos descubram as necessidades de transporte de sua população (incluindo os custos) e construam um sistema de transporte público que atenda essas necessidades. Também é preciso fazer com que a população sinta que o transporte público é uma opção melhor que um carro, com os custos associados à sua manutenção, congestionamento, impostos, etc.

. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil teve 23,4 mortes no trânsito por 100 mil habitantes em 2013. É uma taxa elevada?

A taxa está acima da taxa global de 17,5 por 100 mil habitantes e também acima da taxa regional (da América) de 15,9, e entre as mais altas da região. Há países na África com taxas entre 20 e 30, mas isso é considerado alto.

.O Brasil está fazendo o suficiente para reduzir essa taxa?

Embora ainda não seja evidente que o Brasil tenha feito muito progresso para reduzir as mortes no trânsito, se você olhar a legislação, você verá que há leis de segurança no trânsito em linha com as melhores práticas para a maioria dos fatores de risco. Porém, limites de velocidade em áreas urbanas ainda são de 80 km/h, o que não está de acordo com as melhores práticas. Se o Brasil continuar a aplicar rigorosamente boas leis de segurança no trânsito, os números vão começar a cair.

.O que o país já fez de positivo?

Nos últimos cinco anos, houve progresso em relação à velocidade, à direção sob efeito de álcool. Novos níveis de punição foram definidos para o excesso de velocidade, dependendo da gravidade da transgressão. Novos níveis de penalidade foram definidos para quem dirige após beber. Seguindo revisões da legislação, não apenas o nível de álcool no sangue deve ser igual a zero, como agora as pessoas que se recusam a serem testadas podem ser punidas como se tivessem bebido. A lei do cinto de segurança está de acordo com as melhores práticas, mas as taxas de uso poderiam ser melhores. É de 73% no banco da frente e apenas 37% no banco de trás. No geral, a aplicação da lei a todos os fatores de riscos poderiam melhorar.

.Que países reduziram as mortes no trânsito e são exemplo para o Brasil e para o mundo?

Os líderes no mundo são Austrália, Espanha, França, Suécia, Holanda, Reino Unido, no nível nacional. Porém, muito pode ser feito no nível subnacional ou municipal. Por exemplo: Bogotá (que criou áreas de pedestre) e Cidade do México (na legislação e aplicação da lei para dirigir sob efeito do álcool).

.Até que ponto a redução dos acidentes de trânsito diminui os custos do sistema público de saúde?

Não são apenas os acidentes, mas as lesões resultantes de acidentes graves que pressionam o sistema público de saúde. Para cada morte no trânsito, muitos mais vão acabar no hospital, ocupando leitos e exigindo recursos humanos. Lesões no trânsito põem famílias e comunidades sob pressão, ao perderem o chefe da família ou necessitarem de apoio para deficientes por anos após a colisão.

. A segurança no trânsito é uma questão de lei, de aplicação da lei, ou de cultura?

Todos são importantes. Segurança no trânsito precisa ser abordada de maneira abrangente. Legislação é um primeiro passo importante, mas se não por aplicada de pouco vale. De forma parecida, ter boas leis que são aplicadas podem mudar o comportamento relacionado à segurança no trânsito e conduzir à uma cultura de segurança no trânsito, mas isso leva tempo. Por exemplo, dirigir embrigado era considerado aceitável em alguns países (Austrália, Reino Unido) há muitos anos, mas agora é considerado socialmente inaceitável.

. Que outras medidas são necessárias para um trânsito mais seguro?

Para as estradas se tornarem seguras (e lesões e mortes diminuírem), infraestrutura e veículos também precisam ser abordados. Similarmente, são necessários esforços onde a prevenção não dá certo, como por exemplo, depois do acidente, para minimizar a gravidade das consequências. O cuidado pós-acidente é fundamental. E melhorar a infraestrutura viária e ter veículos mais seguros não podem ficar de fora da equação.

. Como lidar com aplicativos que ajudam os motoristas a infringir as leis?

Desafios tenológicos podem, provavelmente, ser mais bem enfrentados com tecnologia, especialmente no nível do próprio veículo. Mas também é preciso aplicação da lei e a sensibilização (dos motoristas), pelo fato de que esses aplicativos são ilegais e põem em risco a segurança da população. Um dos fatores importantes em relação à legislação e às penas é que a população entenda porque elas existem – por exemplo, para sua segurança. Isso pode ser alcançado por meio de intensos esforços de marketing social e campanhas nos meios de comunicação. Leva tempo para que a cultura de uma população mude do não fazer uma coisa porque será pego para a política do não fazer uma coisa porque a população entende que isso é o melhor para sua saúde – ou, neste caso, vai evitar colisões e lesões. Intensas campanhas educacionais associadas à aplicação da lei lentamente mudam essa percepção.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Quero ver a coordenadora da OMS criticar a velocidade na Autobahn na Alemanha.
    Já que ela esteve com a Dilma, ela deveria ter tido a coragem de criticar as péssimas condições das rodovias brasileiras.
    Muitas dessas rodovias não possuem pistas duplicadas, o que aumenta muito a ocorrência de acidentes fatais.
    Um exemplo é a nossa BR-304.

  2. ACHO QUE ESSA SENHORA NÃO CONHECE AS AUTO ESTRADAS DA EUROPA ONDE A VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA É SUPERIOR AOS 80 KM AO QUAL ELA SE REFERE AQUI NO BRASIL

    1. Espertão quer comparar as vias da Europa com as brasileiras?! Fala sério..`´Obviamente as vias e estradas europeias comportam velocidades bem superiores a 80km…

  3. Vamos respeitar o que a O.M.S está dizendo. Agora tem erros nessas placas que autoriza a fiscalização. Aqui no perímetro urbano de Natal até o início da Salgado Filho, pra quem vem da BR 101 ou 304 e 226 o limite de velocidade é 80 KM . Beleza! Mas tá errado quando se trafega em direção a o Serido ou Mossoro nessa mesma velocidade. Com os veículos de hoje é praticamente impossível, os carros parece nem andar nessa velocidade, os motoristas nem precisa acelerar para atingir 80KM, o razoável era 110km para veículos leves e 80km para caminhão, desse jeito, só servi para alimentar a indústria da multa. Ai, depois de um feriadao vem o inspetor presta contas a população, no viaduto de ponta negra, mostrando números abusivos de multas por exceço de velocidade. Claro! o carro não pode passar de 110. Só pode dar muitas infrações mesmo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: BACANAGEM POUCA É BOBAGEM: Helicóptero faz praia de pista de pouso para pegar duas mulheres e um pet

Imagens: Cedidas

Um helicóptero chamou a atenção de banhistas nesta quinta-feira (2) ao pousar na faixa de areia da praia de Cotovelo, no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A movimentação ocorreu na presença de frequentadores da praia e foi registrada por pessoas que estavam no local.

Segundo relatos de quem presenciou a cena, duas mulheres e um cachorro se aproximaram da aeronave logo após o pouso e entraram no helicóptero. Pouco depois do embarque, a aeronave levantou voo novamente, deixando a área da praia.

O pouso e a decolagem ocorreram na própria faixa de areia, área bastante frequentada por banhistas. Vídeos do momento passaram a circular nas redes sociais e mostram o helicóptero parado na areia enquanto as passageiras se aproximam da aeronave.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a origem do voo nem sobre autorização para o pouso no local. Também não houve registro de feridos ou ocorrência policial relacionada ao episódio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

O QUE ACONTECEU? Por que Allyson apagou? Pesquisa que usou para se promover vira processo no TRE por fraude

Foto: Reprodução

Uma pesquisa que o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra usou para divulgar que estaria na frente da disputa eleitoral virou alvo de apuração por fraude no TRE.

O motivo é documentado: os dados publicados não correspondem ao questionário oficialmente registrado na Justiça Eleitoral. Nomes que nunca foram perguntados aos entrevistados aparecem nos resultados. Um nome que estava no questionário desapareceu completamente da divulgação. Allyson celebrou os números, depois apagou o post. O TRE vai investigar.

O que o documento registrado revela

A pesquisa é a de registro nº RN-09960/2026, do Instituto Ranking de Pesquisas, aplicada entre 24 e 26 de março de 2026, com 1.500 entrevistados em 83 municípios do estado.

Os resultados foram divulgados em 29 de março pelo portal Fonte83. Allyson compartilhou.

O problema está na comparação entre o que foi publicado e o que foi registrado.

O questionário depositado oficialmente no TRE listava exatamente três nomes para o cargo de senador. Apenas esses três. É o que consta no documento assinado digitalmente e entregue à Justiça Eleitoral antes da pesquisa começar.

Os resultados publicados apresentam um cenário que esse questionário jamais poderia ter produzido.
Primeiro, aparecem candidatos ao Senado que nunca foram mencionados aos entrevistados. Nenhum deles constava do questionário registrado.

Nenhum deles foi perguntado a um único eleitor sequer.
Segundo, e mais grave: um dos nomes que estava no questionário oficial desaparece completamente dos resultados publicados.

Um candidato listado nominalmente no documento registrado no TRE não aparece em nenhum gráfico, em nenhuma tabela, em nenhuma linha da divulgação feita pelo portal Fonte83.

Os dados publicados e o questionário registrado descrevem pesquisas diferentes. Não há explicação técnica para essa divergência.

Processo instaurado hoje no TRE

O Partido Liberal protocolou nesta quinta-feira, 2 de abril, requerimento formal no TRE-RN exigindo acesso ao sistema interno de controle da pesquisa. O processo recebeu o número 0600100-31.2026.6.20.0000 e foi distribuído à Relatoria da Vice-Presidência do Tribunal.

O pedido é respaldado pela Resolução TSE nº 23.600/2019, que garante a partidos o direito de confrontar os dados publicados com os registros originais, incluindo planilhas individuais e identificação dos entrevistadores de campo.

Allyson usou e apagou

Allyson Bezerra não explicou por que apagou o post. Não se pronunciou sobre as irregularidades. Não disse o que sabia — ou deveria saber — sobre a pesquisa que escolheu celebrar.

A Justiça Eleitoral vai responder o que o candidato preferiu o silêncio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF barra prorrogação da CPMI do INSS e impede acesso a dados de voos de ministros em aviões de Vorcaro

Foto:Reprodução

A decisão do STF, de barrar a prorrogação da CPMI do INSS acabou impedindo que o colegiado tivesse acesso a informações sobre voos de ministros da Corte em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. A votação ocorreu no dia 26 de março, quando o STF derrubou decisão do ministro André Mendonça que autorizava a extensão dos trabalhos da comissão.

Antes do encerramento da CPMI, parlamentares haviam aprovado um requerimento solicitando à empresa Prime Aviation — usada por Vorcaro para administrar aeronaves — dados sobre voos e passageiros desde 2015. A companhia informou à comissão que precisaria de mais tempo para reunir as informações solicitadas, conforme informações do Metrópoles.

Segundo ofícios enviados ao colegiado, a empresa alegou inicialmente, em 19 de março, que não teria recebido o pedido original. Em nova comunicação, no dia 24 de março, quatro dias antes do fim da CPMI, a Prime Aviation informou que não conseguiu reunir a totalidade dos dados dentro do prazo estabelecido.

No documento encaminhado à comissão, a empresa afirmou que, “apesar das diligências já realizadas, não foi possível reunir a integralidade dos dados necessários ao atendimento completo da requisição”. Com o encerramento da CPMI após a decisão do STF e sem prorrogação pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o pedido não avançou.

Reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo informaram que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa teriam usado aeronaves da empresa ligada a Vorcaro em viagens privadas. A publicação também relatou que o ministro Dias Toffoli teria usado aeronave administrada pela mesma empresa.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), citados pela reportagem, indicam que Toffoli utilizou o terminal executivo do aeroporto de Brasília em 4 de julho de 2025, data em que um voo da Prime Aviation partiu em direção a Marília (SP). Até o momento, as informações sobre passageiros solicitadas pela CPMI não foram oficialmente disponibilizadas à comissão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Shoe Box: alunos da Maple Bear Natal realizam entrega de presentes para instituições em ação alusiva à Páscoa

Foto: Divulgação

A Maple Bear Natal promoveu nestas terça (31) e quarta-feira (1º) mais uma edição da ação “Shoe Box”, que promove a entrega de caixas solidárias para instituições sociais no período da Páscoa. A iniciativa reafirma o compromisso com a formação cidadã e o olhar sensível para a comunidade. Em 2026, foram entregues 460 caixas solidárias para as instituições contempladas.

A ação mobilizou alunos, familiares e colaboradores em uma corrente de afeto que resultou na doação de chocolates para famílias atendidas por instituições de apoio social da Grande Natal. Na ocasião, os alunos realizaram a customização de caixas de sapato, que são preparadas para a entrega de chocolates para as instituições contempladas.

A iniciativa alcançou instituições como o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GAAC), Instituto Inspirar, AMICO, Casa Durval Paiva, Fundação Lar Celeste Auta de Souza e a Associação Macaibense de Acolhimento Institucional (AMAI). A ação, que vai além do gesto simbólico, se consolida como uma experiência de empatia, e principalmente, de responsabilidade social.

Foto: Divulgação

A ação contou com amplo engajamento da comunidade escolar, ampliando o alcance de iniciativas que fazem a diferença na vida de quem mais precisa e que refletem o compromisso da Maple Bear Natal com uma formação cidadã.

Mais do que celebrar a Páscoa, a ação reforça valores essenciais como solidariedade, compaixão e coletividade.

Maple Bear Natal

Com quase duas décadas de atuação na educação na cidade do Natal, a Maple Bear tem a marca da inovação, do compromisso com o ensino e com a formação de cidadãos. Fundamentada no modelo canadense, a escola tem proporcionado a milhares de alunos, durante toda a sua trajetória, uma experiência de aprendizado única. O modelo de educação estimula a autonomia, o pensamento crítico e a resolução de problemas, formando cidadãos para o futuro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Pesquisa Metadata/Grupo Dial: em Natal, Cadu Xavier é candidato ao governo com maior índice de rejeição

Gráfico

A primeira pesquisa divulgada em parceria entre o Instituto Metadata e o Grupo Dial Natal aponta que o pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, possui 35,3% derejeição entre os entrevistados, sendo aquele com o maior percentual, considerando os nomes postos pelo levantamento estimulado, ou seja, quando os nomes são apresentados.

Na sequência, surgem os nomes do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, com 22,4%, e Allyson Bezerra, com 9,5%. Aqueles que rejeitam todos ou não votariam em nenhum são 13,2%. Já os que não rejeitam nenhum/Poderiam votar em qualquer representam 8,8%. 10,8% não sabem ou não responderam.

A pergunta de rejeição eleitoral complementa a análise de intenção de voto ao permitir a identificação do potencial teto de cada candidatura. Candidatos com elevada rejeição tendem a enfrentar barreiras estruturais para ampliação de sua base de apoio, independentemente de estratégias de campanha.

Foto: Reprodução

A pesquisa Metadata/Grupo Dial está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026 com 1.000 entrevistados nos dias 27 e 28 de março na cidade de Natal com um nível de confiança estatística de 95% e uma margem de erro máxima estimada de 3,1% pontos percentuais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “MENOS TRIBUTOS”: Flávio Bolsonaro defende redução de impostos e mais eficiência do governo

Imagens: Reprodução/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender nas redes sociais a redução de impostos e mais eficiência na gestão pública. Pré-candidato à Presidência da República, ele afirmou que o brasileiro enfrenta aumento no custo de vida e pressão tributária no dia a dia. Segundo ele, a população sente no bolso a alta de preços em áreas como combustíveis, energia elétrica e alimentação.

“Hoje, o brasileiro sente no bolso a alta dos preços e a pressão dos impostos. A resposta está em menos tributos sobre o que pesa no cotidiano e mais eficiência no uso do dinheiro público”, afirmou, em publicação nas redes.

Desde que anunciou a pré-candidatura, Flávio Bolsonaro tem intensificado sinais ao mercado e discutido propostas econômicas, enquanto avalia o momento para apresentar um plano de governo mais detalhado.

Levantamentos eleitorais recentes mostram o senador entre os principais nomes da direita em cenários de disputa com o presidente Lula (PT). Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada na segunda-feira (30) aponta Flávio com 45,2% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 44,1% de Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] SALVE-SE QUEM PUDER: O desmantelo que virou o atendimento na Unimed Natal

Um casal enviou ao BLOGDOBG imagens nesta quinta-feira (2) que mostram o desmantelo que virou o atendimento da Unimed Natal. A abertura do Centro Pediátrico, em Lagoa Nova, tem sido marcada por relatos de superlotação e preocupação entre pacientes. Crianças com suspeita de virose sendo atendidas no mesmo ambiente que bebês recém-nascidos, ainda sem vacinação, aumentando o risco de contaminação.

A usuária do plano registrou em vídeo a situação e fez diversas críticas. Segundo o relato, o espaço é pequeno para a demanda, o que levou muitos responsáveis a aguardarem atendimento do lado de fora, como forma de reduzir a exposição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Rede de lavagem de dinheiro usada pelo Careca do INSS tinha 41 CNPJs e movimentou R$ 39 bilhões, diz relatório final da CPMI do INSS

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPMI do INSS identificou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do país ao investigar o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo o relatório final, a estrutura era formada por ao menos 41 empresas de fachada e movimentou cerca de R$ 39 bilhões. O documento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), não chegou a ser votado antes do fim da comissão.

O esquema começava com entidades que realizavam descontos ilegais em aposentadorias. Apenas três delas — Abapen, Abrasprev e CBPA — repassaram juntas milhões ao operador. No total, Antunes recebeu R$ 353,8 milhões, sendo ao menos R$ 150 milhões lavados por meio da rede.

Os recursos eram distribuídos por empresas como Arpar Administração, Dinar, HBR Capital e Spyder, que sozinha movimentou R$ 371 milhões. Parte do dinheiro era enviada ao exterior ou convertida em criptomoedas.

As empresas envolvidas tinham características típicas de fachada: não possuíam funcionários, funcionavam em endereços residenciais e estavam registradas em nome de “laranjas”.

De acordo com o relatório, a rede também era utilizada por outros grupos criminosos, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah. Fintechs e operadores financeiros seriam compartilhados entre esses esquemas.

O volume movimentado — muito superior aos R$ 6,3 bilhões estimados da chamada “farra do INSS” — indica que a estrutura era usada para múltiplas atividades ilegais, como pagamento de propina e lavagem de recursos de diferentes origens.

A CPMI recomenda o aprofundamento das investigações devido à complexidade e ao alcance internacional do esquema.

Com informações da coluna de Andreza Matais. no Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Congresso reprova ou deixa caducar 77% das Medidas Provisórias de Lula; taxa de aprovação é a menor desde 2001


Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou apenas 23% das medidas provisórias (MPs) editadas no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a menor taxa desde 2001, quando uma emenda constitucional limitou o uso desse instrumento.

Levantamento do Ranking dos Políticos aponta que, das 192 MPs editadas, apenas 38 viraram lei. Outras 26 ainda estão em análise. Entre as 166 já concluídas, 128 (77%) perderam a validade sem votação — o que ocorre quando o prazo de até 120 dias expira.

Esse mecanismo, chamado de “veto silencioso”, permite ao Congresso barrar propostas sem precisar rejeitá-las formalmente, evitando desgaste político.

A queda na aprovação de MPs vem ocorrendo ao longo dos anos. No primeiro governo Lula, a taxa foi de 90,4%. Desde então, os índices vêm diminuindo: Dilma Rousseff registrou cerca de 74%, Michel Temer 75% e Jair Bolsonaro 68,3%.

Antes de 2001, o cenário era diferente. No governo Fernando Collor, por exemplo, todas as MPs do Plano Collor foram aprovadas sem alterações, refletindo maior poder do Executivo na época.

Segundo o estudo, dois fatores explicam a mudança: o fortalecimento do Congresso, com maior controle sobre o orçamento por meio de emendas parlamentares, e a polarização política, que dificulta acordos entre governo e Legislativo.

Além disso, os governos passaram a usar mais outros instrumentos, como projetos de lei e propostas de emenda constitucional, reduzindo a dependência das MPs.

Na prática, o levantamento indica uma mudança no equilíbrio de poder: as medidas provisórias deixaram de ser uma ferramenta unilateral do Executivo e passaram a depender mais de negociação prévia com o Congresso.

Opinião dos leitores

  1. Um congresso da extrema direita nunca vai pensar no povo assalariado deste país. Estamos em um ano de eleições. Temos um país democrático. O voto é livre.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TCU arquiva, por unanimidade, todos os processos contra Janja por viagens e gastos

Foto: reprodução/YouTube/TV Brasil

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu arquivar por unanimidade, todos os processos relacionados a gastos e viagens da primeira-dama Janja da Silva.

Os ministros do TCU entenderam que não houve irregularidades nos gastos da primeira-dama. Segundo o relator do processo, ministro Bruno Dantas, embora Janja não tenha um cargo público específico, a função de primeira-dama tem natureza jurídica de interesse público e representativo. A decisão do TCU aconteceu na quarta-feira (1º).

No julgamento, o colegiado levou em conta que Lula (PT) formalizou apoio à primeira-dama. Segundo os ministros, o Gabinete Pessoal da Presidência ficou responsável, por decisão de decreto, pela função de auxiliar Janja em atividades de interesse público, sem indícios de desvio de finalidade.

Viagens internacionais foram legais, decide TCU. Ainda na análise dos processos, os ministros também apontaram que viagens internacionais seguiram normas legais, com autorizações específicas e participação em agendas oficiais.

O plenário do TCU considerou que os compromissos cumpridos estavam alinhados às pautas institucionais. Conforme o julgamento, a corte considerou ainda que o Ministério Público Federal e o Judiciário já tinham analisado os mesmos fatos e não identificaram ilegalidades ou prejuízo à União.

Representação chegou à Corte de Contas por meio de representação de parlamentares. Os processos analisados pelos ministros foram protocolados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), André Fernandes (PL-CE), Kim Kataguiri (União-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS), além de outros deputados estaduais e vereadores.

UOL

Opinião dos leitores

  1. E se fosse Michele Bolsonaro será se esses excrementos humano 💩 iriam ter a mesma interpretação????

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *