Política

Lula fala em ‘ódio de classes’ e promete reação

Num ato partidário na cidade de Recife, falando para cerca de 2.500 militantes e políticos, Lula pegou em lanças. Dirigindo-se a Dilma, declarou: “se eles tentaram duas vezes me derrotar e não me derrotaram […], se eles não evitaram a gente te eleger quando ninguém te conhecia, eu vou te contar uma coisa: eles não sabem o que nós seremos capazes de fazer, democraticamente, para fazer com que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos nesse país.”

Num desses surtos de loquacidade que costuma acometê-lo sempre que se depara com um microfone e uma plateia, Lula voltou a seu tema compulsivo: as elites. Guiando-se por autocritérios, ele falou de um Brasil maravilhoso. Um país habitado por um povo que, içado da miséria nos últimos 11 anos, é basicamente feliz. Nessa nação dos sonhos, o único pesadelo são as elites. Elas não se conformam de ter que dividir o avião e as mesas dos restaurantes com os ex-pobres.

Segundo Lula, foi essa gente que, insuflada pela oposição e pela imprensa, xingou Dilma no estádio. “Essa campanha está correndo o risco de ser uma campanha violenta”, disse o morubixaba do PT. “A elite brasileira está conseguindo fazer o que nós nunca conseguimos: despertar o ódio de classes. Ela está conseguindo fazer com que o ódio tome conta de uma campanha.”

Lula recolocou em pé a velha tática do nós contra eles. Fez isso sonegando nomes às câmeras. Voltando-se novamente para Dilma, disse que seus rivais “não medirão esforços para a quantidade de mentiras e preconceitos que vão contar contra a senhora.” Mas encontrarão uma infantaria boa de briga.

“O que a senhora tem que ter certeza —e nós temos que dizer, alto e bom som— é que, se ofenderem a Dilma, estarão ofendendo a cada um de nós. E nós temos a obrigação reagir e não permitir. Não é uma briga dela, é uma briga de um projeto. É um projeto de inclusão social contra um projeto de marginalização social. […] É por isso que essa briga é nossa, e não dela. Ela é apenas a nossa porta-voz, é apenas a pessoa que estará à frente dessa campanha.”

Nos Estados Unidos, há uma lei não escrita segundo a qual a melhor maneira que um presidente americano tem de unir a nação em seu apoio é mandar bombardear um inimigo hipotético sem a formalidade de uma declaração de guerra. Mal comparando, foi mais ou menos isso o que Lula fez na capital pernambucana.

Num instante em que sua candidata arrosta os mais baixos índices de popularidade —só 33% do eleitorado aprova o governo dela, segundo o Datafolha—, o patrono da reeleição desloca o ataque contra um alvo eleitoralmente impreciso: “eles”, os inimigos do povo, que ameaçam o “nosso projeto”.

A alturas tantas, Lula chegou mesmo a aconselhar Dilma a tomar cuidado com os serviços de “Inteligência” do governo, centralizados na Abin. Recuando a 2007, ele recordou um episódio análogo ao do Itaquerão: a cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos, quando foi alvejado por uma estrepitosa vaia, em pleno Maracanã. Nesse ponto, Lula se permitiu pronunciar um nome que aproximou seu discurso do tucanato. Acusou César Maia (DEM), então aliado do PSDB e prefeito do Rio, de fabricar o protesto.

“Fui pego de surpresa naquele negócio do estádio do Maracanã, na abertura dos Jogos Panamericanos”, disse Lula. “Uma coisa armada pelo prefeito da cidade, que a gente ficou sabendo depois, Dilma. Por isso, você tem que cuidar da sua [área de] Inteligência, porque a minha Inteligência ficou sabendo duas semanas antes e não me contou. Você sabia disso?”

Ele prosseguiu: “A minha Inteligência sabia, porque tinha sido publicado no jornal que eu ia ser vaiado. Tinha sido publicado que estava sendo organizado. Eles treinaram no Maracanã. O César Maia levou militantes da prefeitura para ir treinar, em 2007. Os caras treinaram a vaia, deram a vaia e a minha Inteligência só me contou quando eu fui vaiado. Aí não precisava contar mais, eu já tinha sido vaiado.”

Lula fora ao Maracanã acompanhado da então primeira-dama, Marisa. Havia preparado um discurso. Que as vaias o impediram de ler. Na última quinta-feira (12), assistiu de casa, degustando um churrasco, à cerimônia de abertura da Copa. Dilma trocou o discurso por uma revoado de pombos. A despeito disso, foi vaiada e, pior, ouviu um coro indecoroso: “Ei, Dilma, vai tomar no cu.”

“Ô, Dilma, você viu que, no estádio, não tinha ninguém com a cara de pobre, a não ser você?”, indagou Lula, em Recife. “Olha, eu fiquei vendo pela televisão, com a minha família. […] Não tinha ninguém, pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade, aquela que comeu a vida inteira, que conseguiu chegar no estádio, ontem. O que me chamou a atenção é que eu imaginava que a gente aprendia a respeitar os outros na escola.”

Lula acrescentou: “Eu descobri, ontem, que respeito e educação a gente não aprende na universidade, a gente aprende no berço, na casa da gente, com a mãe e com o pai da gente. Eu duvido que um trabalhador neste pais tivesse a coragem de falar 1% dos palavrões que falaram ontem, e destilaram contra você. Falta de respeito.”

O padrinho de Dilma levou o pé atrás ao comentar os artigos que condenaram a hostilidade à presidente. Nas palavras de Lula, a “cretinice” dos torcedores foi “fomentada por uma parte da imprensa brasileira que, agora, está falando: ‘não, não é pra fazer assim, assim é muito duro, tem que ser mais leve. Falou palavrão! Não pode. Mas ela incentivou o tempo inteiro essa reação da sociedade.”

O inusitado da cena, disse Lula, foi que “as mesmas pessoas que diziam que o Brasil ia passar vergonha na Copa deram, ontem, o maior vexame.” Forneceram às lentes que transmitiam a abertura da copa “a maior motivação para esse país ter servido de vergonha internacional.”

Lula recordou os funerais de Nelson Mandela. “Você estava comigo na África do Sul, eu fui convidado seu para ir no enterro do Mandela. O presiente [Jacob] Zuma era vaiado. Mas você não ouviu um palavrão contra o presidente Zuma. Era vaia, que é uma coisa natural. Eu já tomei muita vaia na minha vida.”

Lero vai, lero vem Lula voltou a puxar o fio do novelo do ‘nós contra eles’. Numa alusão indireta aos 74% do eleitorado que olham ara 2014 com ganas de mudança, Lula ironizou os adversários. “Eles estão dizendo assim: ‘nós temos que fazer uma coisa nova’. O que é uma coisa nova? Eles não dizem o que é. Eu, às vezes, fico preocupado, porque quando os caras falam ‘eu vou fazer uma coisa nova’ eu falo: porra, se alguém apresentar algo bom, quem sabe até eu voto nele!”

Evocando um debate televisivo de 2006, em que Geraldo Alckmin, então presidenciável do PSDB, o tratou com rara agressividade, Lula espetou: “Mas nem ofender a presidenta é novo, porque eles só sabem fazer isso. Vocês viram como eles se comportaram em 2006 comigo, na campanha da minha reeleição.”

Lula referiu-se a outra passagem, dessa vez da sucessão de 2010: “Não sei se você se lembra, Dilma, mas, no comício de Belo Horizonte, você tinha sido ofendida na entrevista que fez com o Willian Bonner, na Globo. Ele tinha sido agressivo com você. E eu, então, naquele comício lhe dei uma rosa de desagravo. E, hoje, eu vou lhe dar uma rosa branca da paz, desagravo pela ofensa que você recebeu ontem.”

Sob ovação da audiência, Lula entregou a rosa branca a Dilma. E continuou falando: “Não foi uma ofensa à Dilma, apenas à presidenta, foi uma falta de respeito, foi um ato de cretinice com o povo brasileiro, que está cansado de ser pisoteado e esmagado. Por isso Dilma, a nossa vitória será a nossa vingança.”

Na sua vez de discusar, Dilma deu razão ao padrinho: “Eu concordo que nós temos uma campanha duríssima pela frente. Acredito que é, talvez, a mais dura das que nós enfrentamos. E olha que nós enfrentamos campanha dura.” Convocou a militância: “Isso vai exigir muito de cada um de vocês.”

A presidente também não hesitou em associar os impropérios do Itaquerão aos seus adversários. Parecia referiu-se especialmente ao PSDB de Aécio Neves: “Sei também que, a cada derrota, eles se desesperam cada vez mais. Sei que o desespero os leva a agredir, a insultar e a mentir. Nós vamos responder a isso com a nossa capacidade de mostrar o que fizemnos, com a nossa esperança. Porque sabemos que podemos fazer mais.”

Ela revelou um conselho recebido do padrinho: “O conselho do Lula pra mim —que agora eu sou Dilminha paz e amor— é verdade. Eu sou Dilminha paz e amor. Agora, ele acrescentou um conselho: ‘mas não leva desafora pra casa’.” Minutos antes, Lula dissera: “Dilma, não perca nunca o humor. Tudo o que eles querem é que a gente fique com raiva. E, quando a gente fica com raiva, a úlcera doi. A gente não dorme, fica mal humorado. Deixa eles com raiva, não ficando com raiva.”

Os dois, Lula e Dilma, pediram votos para o senador Armando Monteiro, candidato do PTB ao governo de Pernambuco. Presente ao ato desta sexta, o personagem medirá forças com Paulo Câmara, candidato apoiado pelo presidenciável Eduardo Campos, do PSB. Armando coligou-se ao PT, que indicou para sua chapa, como postulante ao Senado, o deputado federal João Paulo.

Alguns militantes presentes ao ato referiram-se ao ex-aliado Eduardo Campos como “traidor”. O petista João Paulo fez um pedido a Lula: “Presidente, o senhor gosta muito do ex-governador, mas ele não gosta mais do senhor. Não podemos permitir a forma como ele tem desrespeitado a presidente.”

E Lula: “Não me diga, João Paulo, que eu só ajudei o Eduardo aqui porque gosto do Eduardo. Não. Aqui, o que eu quis fazer foi dar uma demonstração de que você tem que governar esse país de forma republicana. Eu tratei ele igual o [ex-governador] Jarbas Vasconcelos, que foi maltrado por Fenrnaod Henrique Cardoso. Eu dei a ele o tratamento que o FHC não deu ao avô dele [Miguel Arraes], quando foi governador desse Estado. Como eu dei a todos os governadores. E como a Dilma dá a todos os governadores. A gente não faz distinção.”

Última oradora da pajelança organizada pelo petismo pernambucano, Dilma envolveu a seleção de Felipão na guerra ficcional criada por Lula. No último parágrafo do seu discurso, a presidente associou a virada do Brasil sobre a Croácia ao “êxito” de um governo cujo índice de aprovação definha nas pesquisas.

“Ontem, nós vimos no Brasil inteiro aquilo que disseram que não ia acontecer, que não ia ter Copa”, disse ela. “Vimos no Brasil inteiro um clima de alegria, de torcida. Torcida que a gente não aguenta conter. […] Nós vimos que o melhor gosto do mundo é a virada. A virada que nós fizemos no campo ontem e que nós estamos fazendo há onze anos nesse país.” Tomada pelas palavras, Dilma deve ter decidido assistir ao resto da Copa pela televisão.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Sabe de nada inocente!
    Sérgio é mesmo o Rei, somente comparável ao Pelé: "CALADO É UM POETA!"

  2. Vixe!!!Basta aparecer turista na cidade que o pessoal começa a misturar as gramáticas…Jarleno…. Menos né meu irmão… Não precisa esnobar no dialeto ?

  3. Eu não sou plìtico, mais o lula esta certo. Hoje se voce entra na casa de um trabalhador, tem de tudo o que è eletrodomestico. Em outros governos, um trabalhador comum não sabia que bicho era esse! Os ultimos governos quase acaba com o patrimonio de nosso paìs, o que falavam era em alca, lembrão! Da area e livre comercio das americas.

  4. "A elite brasileira está conseguindo fazer o que nós nunca conseguimos: despertar o ódio de classes". Então quer dizer que no mínimo eles tentaram. Cambada de desonestos querem nos levar a sermos a maior Venezuela da América do Sul.
    Falam em elites como se eles morassem em casas próprias graças ao "Sua casa, seu voto".
    E pior é a cegueira dos comparsas, digo, militantes. Não avançaram um milímetro em nada, continuam no mesmo balde de fezes de sempre e bradam melhorias que só é vista por quem ainda não foi para Papuda.
    Claro que esses arroubos do cacique falta um só podem vir daquela água que passarinho não bebe, mas já tá ficando chato.

  5. Os anos irão se passar e um belo dia a fantasia deste ex-idealista cairá, mostrando as contas secretas, os acordos espúrios a corrupção de seus ideais e de seu espírito.

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Brasil

CASO MASTER: OAB pede ao STF proteção ao sigilo entre advogados e clientes

Foto: Raul Spinassé/CFOAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) medidas para preservar o sigilo profissional entre advogados e clientes no caso envolvendo o Banco Master.

O pedido, assinado pelo presidente da OAB, Alberto Simonetti, ocorre após a divulgação de conversas e contratos jurídicos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A entidade afirma que informações obtidas durante investigações não devem ser divulgadas indiscriminadamente quando envolverem comunicações confidenciais, estratégias de defesa ou documentos protegidos pelo sigilo profissional.

A OAB citou a garantia de inviolabilidade dos advogados prevista na Constituição e no Estatuto da Advocacia.

Com informações de O Antagonista

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Geral

Backstage de Débora Castro traz Daniella Marques a Natal

Divulgação

Ex-presidente da Caixa participa de dois eventos com foco em economia e finanças

A Estrategista de Negócios e especialista em conexões, Débora de Castro, traz a Natal, na próxima sexta-feira (25) a ex-presidente da Caixa Economia Federal, Daniella Marques, para participar de dois eventos voltados ao segmento empresarial. O primeiro em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas e o segundo com o Centro da Mulher Empreendedora e da Cultura de Natal.

Na sede da CDL, às 9h a administradora com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro participa do evento “Diálogos sobre o Brasil”, uma conversa sobre economia, cenário de negócio, investimentos e perspectivas para o setor produtivo. Do momento participam representantes da entidades , executivos e empresários.

Entre 12h30 e 15h, no Restaurante Navarro, no Hotel Barreira Roxa, Daniella Marques fala sobre finanças, mulheres e autonomia no primeiro “Almoço Delas”, iniciativa de Débora de Castro, em parceria com a Associação Comercial do RN, que vai reunir 50 mulheres para debater o papel feminino na economia, com a participação da presidente nacional do CMEC, Ana Cotait e convidadas.

“Teremos em solo potiguar e pela primeira vez uma das mulheres que mais entende no país de economia, crédito, mercado financeiro em encontros inéditos e com foco ao diálogo, ampliação de conhecimentos e oportunidades reais de começar a compreender tais assuntos. Por isso trouxe Daniella dentro do contexto que o projeto Backstage se propõe, para participar destes eventos que são plurais”, explica Débora de Castro.

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Brasil

Virginia anunciou fim de parceria com Blaze um dia após empresa revelar acordo milionário à Justiça

Gabriela Biló -13.mai.25/Folhapress

O site de apostas Blaze revelou à Justiça do Distrito Federal detalhes do contrato com empresas ligadas à influenciadora Virginia Fonseca. Segundo pessoas com acesso ao documento, os repasses e a comissão de uma agência somam cerca de R$ 100 milhões.

A empresa entregou a contestação em 20 de agosto. No dia seguinte, Virginia anunciou que não faria mais publicidade para a plataforma. Segundo a Blaze, o acordo previa um pagamento inicial e parcelas mensais fixas por 18 meses, além de valores por ações promocionais.

O contrato foi apresentado em uma ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga a Blaze por supostas práticas abusivas. A defesa de Virginia nega que ela tenha recebido comissão vinculada às perdas dos apostadores, a chamada “taxa da desgraça” na CPI das Bets.

A Blaze afirma que os pagamentos foram feitos às empresas previstas no contrato, com emissão de notas fiscais e cumprimento das regras tributárias. A assessoria de Virginia também diz que os valores foram pagos no Brasil e seguiram a legislação.

Com informações da Folha de São Paulo

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Polícia

[VÍDEO] PERIGO: Criminosos monitoram lojas de carros pelas redes sociais, agendam atendimento e assaltam os estabelecimentos

Reprodução

A loja de véiculos, Arena Auto, localizada na Avenida Prudente de Morais, próximo ao Arena das Dunas, foi alvo de um assalto na noite desta quarta-feira (23). Segundo o proprietário, dois homens chegaram em uma motocicleta branca, entraram no estabelecimento e trancaram funcionários e clientes em uma sala.

Os criminosos levaram joias e objetos pessoais, entre eles alianças, cordões, pulseiras e relógios. Os celulares das vítimas não foram levados.

Segundo o relato do proprietário, a ação pode ter sido planejada a partir do acompanhamento das redes sociais da loja. Ele afirma que os suspeitos teriam observado publicações no Instagram e chegaram a entrar em contato para agendar uma visita ao estabelecimento.

Os homens chegaram no horário marcado e, durante o atendimento, anunciaram o assalto. O proprietário também relatou que teria sido informado de outros três casos com características semelhantes em lojas do segmento em Natal.

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Brasil

Governo critica falha da campanha ao explicar relação de Lula com Moraes

Igo Estrela/Metrópoles

Aliados próximos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem que a comunicação do governo e da campanha não conseguiu explicar a relação do presidente com Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação é que a dificuldade abriu espaço para que a crise envolvendo o ministro e o Banco Master também atingisse Lula.

Um dos auxiliares afirma que a proximidade entre Lula e Moraes ocorreu principalmente durante a reação à tentativa de golpe, quando os dois, além de Geraldo Alckmin, foram apontados como alvos de um plano de assassinato. Segundo ele, houve uma “solidariedade situacional”, mas isso não significaria uma aliança incondicional.

Os aliados também citam como exemplo a derrota de Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, no Senado. Para eles, o episódio contraria a ideia de uma parceria automática entre o presidente e o Supremo.

A avaliação dentro do governo é que Lula precisa manter o diálogo institucional com o STF, mas não necessariamente assumir a defesa de Moraes diante da crise do Banco Master.

Com informações do Metrópoles 

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Geral

Prefeito de Mossoró nega uso da máquina e diz que não condicionou serviços a votos em Allyson e Cinthia

Foto: Lucas Bulcão (SECOM/PMM)

O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), negou ter condicionado obras ou serviços públicos ao apoio eleitoral a Allyson Bezerra e Cinthia de Allyson. Em nota enviada à imprensa, ele repudiou o que chamou de “tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública”.

A manifestação ocorre após o Diário do RN publicar um vídeo em que o prefeito pede votos para os dois candidatos durante uma reunião com moradores da comunidade rural de Puxa-Boi. No encontro, a população cobrava melhorias no abastecimento de água e no atendimento médico.

De acordo com o prefeito, a conversa aconteceu no domingo (20), fora do horário de expediente. Ele afirmou que ouviu as reivindicações dos moradores, prestou contas das ações realizadas na localidade e declarou apoio aos candidatos que defende.

“Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral”, declarou. Marcos acrescentou que é dever do gestor prestar esclarecimentos à população e reafirmou tanto o seu direito de apoiar candidatos quanto o de cada eleitor fazer livremente a própria escolha.

Leia a íntegra da nota:

O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, repudia a tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública a partir de um encontro em que ouviu moradores, prestou contas do seu trabalho e declarou apoio às candidaturas que defende.

Marcos esclarece que a conversa com moradores da comunidade rural de Puxa Boi ocorreu no domingo (20), fora do horário de expediente, quando ouviu reivindicações e prestou contas das ações pra localidade. Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral.

É direito da população solicitar melhorias nos serviços públicos. É dever do gestor público prestar esclarecimentos e informar sobre os planos para atender às necessidades da população, onde quer que ele esteja, sempre que perguntado.

Marcos reafirma seu direito de apoiar candidatos e o direito de cada cidadão de fazer sua própria escolha livremente.

Mossoró-RN, 23 de setembro de 2026.

 

Leia também:

[VÍDEO] MÁQUINA EM CAMPANHA? Prefeito de Mossoró vincula solução de problema em comunidade rural a voto em Allyson e Cinthia

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Brasil

CATÓLICOS INSATISFEITOS: Presidente da CNBB critica fala de Lula sobre celibato

Dom Jaime Spengler/ Foto: Daniel Xavier

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, afirmou nesta quarta-feira (23) que a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Igreja Católica causou “desconforto” entre religiosos.

Durante um encontro com lideranças protestantes na semana passada, Lula afirmou que a Igreja Católica cresce menos que a evangélica por não acabar com o celibato. A declaração gerou reação de setores ligados à Igreja Católica.

Em entrevista à CNN, Dom Jaime afirmou que a comparação entre diferentes aspectos religiosos “não ajuda” no atual momento e classificou a manifestação de Lula como “inapropriada”.

O presidente da CNBB também disse que a Igreja foi “duramente” cobrada por alguns setores internos após a declaração, mas afirmou que a situação acabou sendo encaminhada.

Segundo Dom Jaime, a Igreja Católica possui uma disciplina própria, construída a partir de uma tradição religiosa, e questões como o celibato fazem parte de sua organização e tradição.

Com informações da CNN Brasil

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Mundo

[VÍDEO] UM SINAL? Trump diz que todos os candidatos que apoiou na América Latina venceram eleições

REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todos os candidatos apoiados por ele nas últimas eleições realizadas na América Latina saíram vitoriosos. A declaração foi dada nessa terça-feira (22), durante um encontro do Escudo das Américas, em Nova York.

“Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”, declarou o republicano. Trump citou como exemplos a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia e as vitórias do aliado Javier Milei na Argentina.

De acordo com o presidente norte-americano, a região passa por uma “grande mudança” política, com o avanço de governos de direita. O Escudo das Américas é uma iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação contra o narcotráfico, o crime organizado e outras ameaças à segurança.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a eleição brasileira de 2026. Um relatório reservado da Abin apontou risco de interferência dos Estados Unidos no pleito. Lula (PT), por sua vez, criticou ingerências externas e declarou na Assembleia Geral da ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

DE R$ 8 MILHÕES A R$ 107 MILHÕES: Governo Lula aumenta em 13 vezes pagamentos a representante de empresa chinesa após visitas oficiais

Ricardo Stuckert/PR

Os pagamentos do governo Lula (PT) à Hospcom, representante no Brasil da gigante chinesa de equipamentos médicos Mindray, saltaram de pouco mais de R$ 8 milhões em 2025 para R$ 107 milhões até agosto de 2026. O crescimento ocorreu após visitas de ministros brasileiros à China e reuniões com executivos da companhia.

De acordo com o Metrópoles, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa se reuniu com representantes da Mindray em abril de 2025. Seis meses depois, a Hospcom venceu um pregão do Ministério da Saúde para fornecer 978 equipamentos, entre aparelhos de anestesia, monitores, sistemas de endoscopia e ultrassons portáteis.

Em março deste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a sede da Mindray na China. Até aquele mês, o governo havia pago R$ 354 mil à Hospcom em 2026. Em abril, os repasses chegaram a R$ 13 milhões e, em maio, a mais R$ 12 milhões. Até 24 de agosto, o total pago pela União alcançou R$ 107 milhões.

O Ministério da Saúde, a Casa Civil, a Mindray e a Hospcom negaram qualquer relação entre as visitas oficiais e o aumento dos pagamentos. A Saúde afirmou que a contratação ocorreu por licitação e que os preços vencedores garantiram uma economia de R$ 94,8 milhões aos cofres públicos. A empresa também declarou que os repasses seguiram a entrega dos produtos e os procedimentos previstos nos contratos.

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Brasil

NO CELULAR DA LOBISTA: PF encontra mensagem de amiga de Lulinha citando contratos com empresa que tinha disputa com a Petrobras

Foto: roberta.luchsinger/ reprodução

A Polícia Federal encontrou no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, uma mensagem que menciona contratos da petroquímica Unigel. A empresa mantinha uma disputa bilionária com a Petrobras, encerrada posteriormente por meio de um acordo.

Na conversa, enviada em fevereiro de 2024 a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Roberta afirma: “Eu vou te mandar os contratos da Unigel também, tá? E os de compra e venda também”. A PF investiga a empresária por suspeitas de corrupção, tráfico de influência e fraudes no INSS.

Roberta também acompanhou executivos da Unigel em uma visita ao BNDES, em setembro de 2023. Já em 2024, pediu ajuda a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula (PT), para tentar marcar uma reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Uma subsidiária da Unigel firmou, a partir de 2025, 19 contratos sem licitação com a estatal, no valor total de R$ 176,8 milhões.

A Unigel negou qualquer relação contratual com Roberta e afirmou que ela nunca representou a companhia nem recebeu pagamentos da empresa. A Petrobras declarou que o acordo seguiu as regras de governança, passou por comissões técnicas e foi homologado pelo tribunal arbitral responsável pelo caso. A defesa da empresária não havia se manifestado.

Com informações do Estadão

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