G1/PR
A 16ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na madrugada desta terça-feira (28) em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. Serão cumpridos dois mandados de prisão temporária. Também serão cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A operação foi batizada de ‘Radioatividade’.
A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.
O foco das investigações desta fase, segundo a PF, são contratos firmados por empresas já mencionadas na Operação Lava Jato com a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cujo controle acionário é da União. Os presos serão trazidos para a Superintendência da PF em Curitiba.
Ainda de acordo com a PF, a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3, e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal, são os objetos de apuração da atual fase.
Em abril deste ano, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, afirmou em depoimento de delação premiada que houve “promessa” de pagamento de propina ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear, empresa do grupo Eletrobras, nas obras da usina nuclear Angra 3. As informações foram obtidas pelo Jornal Nacional.
Avancini deixou a prisão em 30 de março para cumprir prisão domiciliar, após firmar acordo de delação premiada com a Justiça, homologado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.
Segundo Avancini, a Camargo Corrêa foi informada em agosto de 2014 de que havia “compromissos” de pagamento de propina equivalente a 1% dos contratos das obras da usina ao PMDB e aos diretores da Eletronuclear. Somados, os contratos de Angra 3 chegam a R$ 3 bilhões, de acordo com o executivo. À época, o PMDB negou as acusações de recebimento de propina
Foto: Divulgação
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Há uma CULTURA de CORRUPÇÃO criada pela destruição de VALORES E PRINCÍPIOS essenciais ao caráter humano, fortalecida pela IMPUNIDADE e estimulada pela MALANDRAGEM incentivada pelo famoso "Jeitinho Brasileiro."
Assim, ricos e pobres, são metade vítimas e metade culpados. Pois no mesmo momento que atiro pedras criticando, desrespeito regras, ignoro a lei, passo por cima das convenções e procuro "livrar o meu primeiro".
É essa cultura que nos fragiliza e torna o surgimento de pessoas corruptas.
E se não mudarmos a cultura, as Leis não adiantarão de quase nada. Pois quem vai aplicá-las?