Saúde

Médicos cubanos dizem que vieram ao Brasil 'por solidariedade, não por dinheiro'

Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que não sabem quanto receberão pelo trabalho e que vieram “por solidariedade, e não por dinheiro”.

“Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”, afirmou o médico de família Nelson Rodriguez, ao desembarcar no aeroporto internacional de Recife (PE).

À imprensa, outros médicos que deram entrevistas concordaram com o colega. Os médicos cubanos desembarcaram vestindo jaleco, com bandeiras do Brasil e de Cuba. Eles foram escoltados pelo Exército e pela Marinha. Quatro deles foram levados para uma sala e conversaram com jornalistas.

O voo dos cubanos pousou por volta das 14h em Recife. Em um avião fretado, vieram 206 médicos. Desses, 30 ficarão em Pernambuco e os outros irão ainda hoje para Brasília.

Amanhã, outro grupo de 194 médicos chega em voos que farão escalas em Fortaleza, Recife e Salvador.

Eles ficarão hospedados em instalações militares durante o treinamento do programa, até serem deslocados para os municípios onde irão atuar.

A expectativa do governo é que, até o final do ano, mais 3.600 médicos cubanos desembarquem no Brasil.

Além dos cubanos, vão desembarcar até amanhã outros 244 médicos estrangeiros e brasileiros com registro profissional no exterior que se inscreveram na primeira etapa do Mais Médicos.

POLÊMICAS

A vinda dos profissionais cubanos é questionada pelo Ministério Público do Trabalho, que afirma haver desrespeito à legislação trabalhista. Os profissionais de Cuba terão condições diferentes das dos demais estrangeiros –a bolsa de R$ 10 mil mensais não será repassada aos médicos, mas ao governo de Cuba, que fará a distribuição.

Hoje, Padilha defendeu o modelo e disse que o contrato firmado pelo governo brasileiro com o país é semelhante ao estabelecido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 58 países.

O programa também recebeu críticas de representantes regionais da classe médica, que ameaçam não conceder o registro profissional para os médicos estrangeiros que vierem ao país pelo programa.

Padilha disse que o governo tem “segurança jurídica” na decisão de trazer os médicos e disse que não vai aceitar ameaças dos CRMs (Conselhos Regionais de Medicina).

“Quem tem crítica, pode fazer sugestões para aprimorar. Agora, não venham ameaçar a saúde da população que não tem médicos”, afirmou.

Folha

Opinião dos leitores

  1. Rafael Vale devia morar em Cuba! Aproveita leva a mundiça do PSTU, PT, PSOL e tudo e todos que aceitam aquela ilha como modelo de perfeição no mundo!

  2. Esse tal de Rafael é um Petralha. Todos nós sabemos que Cuba não é um país "socialista". É uma DITADURA COMUNISTA. Muito diferente. E, como toda ditadura, deve ser tratada como tal, ou seja, com desprezo ações fortes perante os órgãos internacionais. Lembro que um país serio – não é o caso do osso comandado pela quadrilha do PT – deve combater as DITADURAS, SEJAM ELAS DE ESQUERDA OU DIREITA. DITADUTA É DITADURA e portanto deve-se lutar contra. Mas, aqui no Brasil, os PETRALHAS e alguns pseudos intelectuais adoram venerar a ditadura cubana, algo que nunca entendi. No meu pensamento, o comunismo fracassou no mundo inteiro. Faliu. O socialismo, forma de governo muito utilizada pelos comunistas, também não dar certo. Mas, aqui, ainda continuam a admirar a falida, pobre e decadente Cuba, uma republiqueta de bananas comandada por dois ditadores assassinos q impingem um sofrimento sem fim a populacao. Fico pensando se esse programa absurdo chamado MAIS MÉDICOS fosse implementado num governo qualquer que os PETRALHAS fossem da oposição, e a importação dos médicos fossem do Chile comandado – se ainda fosse vivo – pelo ditador PINOCHET. O mundo se acabaria, a imprensa estava toda caindo de pau e os pseudos intelectuais colocariam a cara para bater criticando o governo de trazer médicos para beneficiar o ditador PINOCHET. Pergunto: existe alguma diferenca entre os assassinos e Ditadores cubanos Fidel e Raul Castro e Augusto PINOCHET? Eu não vejo. Todos três impuseram uma ditadura. Sanguinária, assassina, que arrasaram seus países, com a sorte dos chilenos que se livraram daquele monstro muito antes da populacao cubana que ainda sofre. Hoje, o Chile é um país prospero e Cuba… Bem, nem precisa dizer.
    Voltando aos médicos cubanos, sinceramente, este pessoal não pode ir adiante aqui no Brasil. Não se pode permitir que um médico passe a exercer a profissão sem que fique comprovado no nosso pais, se estar apto ou não, através do hoje conhecido REVALIDA. Ademais, no caso dos cubanos, eles estão vindo para trabalhar ferindo de morte a nossa legislação trabalhista e não creio que a nossa justica vá permitir isso.estao aqui para serem tutelados e vigiados pelos ditadores cubanos. Pelo amor de Deus! Isso é um absurdo! Pagar a ditadura e não aos médicos, é RECONHECER E APROVAR AS ATROCIDADES E OS CRIMES ALI COMETIDOS. Que governo cínico é esse? Parem o carro que quero descer! Ou melhor, mudado de país.

  3. No momento em que o governo brasileiro enfrenta manifestações dos médicos contra a contratação de médicos de Cuba, os portugueses fazem de tudo para mantê-los no país. Segundo o portal lusitano SulInformação, os cinco médicos cubanos que atendiam no conselho da cidade de Odemira terminaram seus contratos e regressaram ao seu país, deixando mais de 14 mil pacientes sem médico de família.
    As prefeituras são as maiores defensoras do trabalho dos profissionais cubanos, pelos trabalhos proativos de saúde pública que realizam. Até o presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, apesar das reclamações sobre a superioridade da qualidade profissional dos estrangeiros, reconhece que “naturalmente, os cidadãos que receberam os médicos estrangeiros ficaram satisfeitos. Porque até aí não tinham médico e passaram a ter. Não com as competências adequadas e desejáveis, mas passaram a ter um médico”

  4. Para fugir daquele ditaura, até pagar para trabalhar no Brasil vale. Só não vale abrir a boca demais, se não o governo cubano manda cortar a língua e o governo do PT, ~serviçal e lambe botas de Fidel Castro, não pensará duas vezes em punir os desobedientes e mandá-los de volta para Cuba, para continuarem apanhando nos porões da ditaura comunista. Que tal a OAB daqui se integrar com a OAC (Ordem dos Advogados de Cuba) para debater as questões sobre as violações dos Direitos Humanos nos dois países, afinal, os dois países não se dizem irmãos? O discurso é combinado, mas um dia a casa cai.

  5. A constituição federal comanda tratamento igual entre estrangeiros e nacionais. As relações de emprego desses médicos é direta com o governo brasileiro. Assim, devem receber pagamento direto e, se desejar ou se não importam com o pagamento, qur doem. Receber por meio do governo cubano é ilegal e fere todos os princípios da nossa carta federal. Afinal, nem deveriam assumir esses cargos sem concurso. Não há situação de calamidade, emergência ou qualquer outra declarada que justifique esse trem da alegria. No direito administrativo e em todo país sério, é de conhecimento geral que motivo não se confunde com motivação. Todo ato, ainda que discricionário, como supostamente seria esse, reclama MOTIVACAO, sob pena de nulidade. Deve ser impedida essa remessa estranha de dinheiro bradileiro. E a receita federal, o que fará? Fiquemos de olho.

  6. O QUE NÃO SE DIZ SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS

    A grande imprensa brasileira, que nos últimos anos exacerbou, por incompetência e ideologia, a superficialidade que sempre a caracterizou, tem sido coerente ao tratar da vinda de quatro mil médicos cubanos: limita-se a noticiar o fato e reproduzir as críticas das associações corporativas de médicos e dos políticos oposicionistas. Mantém-se fiel à superficialidade que é sua marca, acrescida de forte conteúdo ideológico conservador e de direita.

    Não conta, por exemplo, que médicos cubanos já trabalharam no Brasil, atendendo a comunidades pobres e distantes nos estados de Tocantins, Roraima e Amapá. Não houve nenhuma reclamação quanto à qualidade desse atendimento e nenhum problema com o conhecimento restrito da língua portuguesa. Os médicos cubanos tiveram de deixar o Brasil por pressão do corporativismo médico brasileiro – liderado por doutores que gostam de trabalhar em clínicas privadas e nas grandes cidades.

    A grande imprensa não conta também que há mais de 30 mil médicos cubanos trabalhando em 69 países da América Latina, da África, da Ásia e da Oceania, lidando com pessoas que falam inglês, francês, português e dialetos locais. Só no Haiti, onde a população fala francês e o dialeto creole, há 1.200 médicos cubanos – que sustentam o sistema de saúde daquele país e, como profissionais com alto nível de educação formal, aprendem rapidamente línguas estrangeiras.

    O professor John Kirk, da Universidade Dalhousie, no Canadá, estudou a participação de equipes de saúde de Cuba em vários países e é dele a frase seguinte: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado”. Segredo porque a imprensa internacional – especialmente a estadunidense — não gosta de falar do assunto.

    Kirk contesta o argumento de que os médicos cubanos que atendem as comunidades pobres em vários países não são eficientes por não dominar as últimas tecnologias médicas: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum”.

    O problema dos que contestam a vinda de médicos estrangeiros e, em especial dos cubanos, é que as pessoas que passam anos ou toda a vida sem ver um médico ficarão muito felizes quando receberem a atenção que os corporativistas do Brasil lhes negam e tentam impedir.

    SOCIALISMO E GUERRA FRIA

    Duas informações referentes à vinda de médicos cubanos para o Brasil e que podem ser úteis aos que querem ir além do que diz a grande imprensa:

    – Cuba é um país socialista e por isso, gostemos ou não, as coisas não funcionam exatamente como em um país capitalista. Como é um país socialista, há a preocupação de manter baixos os índices de desigualdade econômica e social. Por isso nenhuma empresa ou governo estrangeiro contrata trabalhadores cubanos diretamente, em Cuba ou no exterior (nesse caso quando a contratação é resultado de um acordo entre estados). Todos são contratados por empresas estatais que recebem do contratante estrangeiro e pagam os salários aos trabalhadores, sem grande discrepância em relação ao que recebem os que trabalham em empresas ou organismos cubanos. Os médicos que trabalham no exterior recebem mais do que os que trabalham em Cuba. Mas algo como nem muito que seja um desincentivo aos que ficam, nem tão pouco que não incentive os que saem.

    – O governo dos Estados Unidos tem um programa especial para atrair médicos cubanos que trabalham no exterior. Eles são procurados por funcionários estadunidenses e lhes são oferecidas inúmeras vantagens para “desertar”, como visto de entrada, passagem gratuita, permissão de trabalho e dispensa de formalidades para exercer a atividade. Os que atuam na América Latina são os mais procurados e uma condição para serem aceitos no programa é que critiquem o sistema político cubano e digam que os médicos no exterior são oprimidos e mantidos quase como escravos. Os que aceitam as ofertas dos Estados Unidos, os que emigram para outros países ou ficam no país que os recebe depois de terminado o contrato representam cerca de 3% dos efetivos. No Brasil, mantida essa média, pode-se esperar que até 120 dos quatro mil médicos cubanos “desertem”.

    UM SISTEMA IRREAL

    A citação a seguir é do New England Journal of Medicine: “O sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.

    Menções elogiosas ao sistema de saúde cubano e a seus profissionais são frequentes em publicações especializadas e ditas por autoridades médicas e organizações internacionais, como a Organização Mundial de Saúde, a Organização Panamericana de Saúde e o Unicef. Mas mesmo assim, querendo negar a realidade, médicos e políticos brasileiros insistem em negar o óbvio, chegando ao absurdo de dizer que nossa população está correndo riscos ao ser atendida pelos cubanos.

    Para começar, os indicadores de saúde em Cuba são os melhores da América Latina e estão à frente dos de muitos países desenvolvidos. A mortalidade infantil, por exemplo (4,8 por mil), é menor do que a dos Estados Unidos. Aliás, para os que gostam de dizer que Cuba estava melhor antes da revolução de 1959, naquela época era de 60 por mil. A expectativa de vida dos cubanos é também elevada: 78,8 anos.

  7. Os daqui são mercenários de jaleco, arrogantes, se acham deuses, uma classe de trabalhadores acima de todas as outras e não querem trabalhar em determinados municípios porque receberiam apenas R$ 10 mil e teriam que ficar longe de seus abarrotados consultórios onde os pobres mortais, verdadeiros otários, temos que esperar horas para sermos atendidos após termos marcado uma consulta com meses de antecedência, tudo isso pagando ou com plano de saúde.
    Agora fico imaginando o tratamento que esses mercenários de jaleco dão aos mais necessitados nos postos de saúde e no interior do país.
    Engraçado que o governo abriu vaga para esses mercenários e eles não demonstraram interesse em preencher as vagas e agora são contra a vinda de médicos estrangeiros.

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[VÍDEO] DRIBLOU A PF? Plano de fuga que ‘levou’ Flávio aos EUA despistou a PF e a imprensa para viabilizar saída do Brasil na noite de terça


Vídeo: Ilha News/Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria despistado a Polícia Federal e a imprensa brasileira durante toda a terça-feira (27) para viabilizar sua fuga. O governo Argentino informou na madrugada de hoje (28) que o político brasileiro só deu entrada no país no fim da noite de ontem.

A confirmação aconteceu por meio da Direção Nacional de Migrações da Argentina, que informou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ingressaram no país na noite desta terça-feira (27), por volta das 22h50. O registro de entrada ocorreu pelo posto fronteiriço da Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga a cidade brasileira de Foz do Iguaçu à província argentina de Misiones.

A informação que repercutiu na imprensa nessa terça-feira (27) era de que o senador e sua família teriam entrado na Argentina a pé ainda na noite da segunda-feira (26) e depois teria seguido com seus familiares para os EUA – o que não aconteceu e foi utilizado para despistar a Polícia Federal e a imprensa brasileira.

Além do parlamentar, a comitiva era composta por sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e pelas duas filhas do casal, Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro. Segundo o comunicado oficial do órgão argentino, o grupo apresentou documentação hábil de viagem e ingressou no território vizinho sem nenhum impedimento legal ou restrição cadastrada. Os procedimentos alfandegários e de controle de trânsito foram concluídos pelas autoridades competentes sem o registro de incidentes.

Voo privado rumo a Guayaquil

Poucos minutos após o ingresso por via terrestre, a família embarcou em um voo charter particular. Às 23h30, a comitiva decolou a bordo de uma aeronave operada pela companhia Baires Fly S.A.

De acordo com o plano de voo formalizado junto às autoridades de aviação civil, o destino declarado da aeronave é a cidade de Guayaquil, no Equador.

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REVIRAVOLTA? Governo Argentino informa que Flávio entrou no país na noite de terça


Foto: Wagner Meier/Getty Images

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ingressaram no país na noite desta terça-feira (27), por volta das 22h50. O registro de entrada ocorreu pelo posto fronteiriço da Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga a cidade brasileira de Foz do Iguaçu à província argentina de Misiones.

A informação que repercutiu na imprensa nessa terça-feira (27) era de que o senador e sua família teriam entrado na Argentina a pé ainda na noite da segunda-feira (26).


Além do parlamentar, a comitiva era composta por sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e pelas duas filhas do casal, Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro. Segundo o comunicado oficial do órgão argentino, o grupo apresentou documentação hábil de viagem e ingressou no território vizinho sem nenhum impedimento legal ou restrição cadastrada. Os procedimentos alfandegários e de controle de trânsito foram concluídos pelas autoridades competentes sem o registro de incidentes.

Voo privado rumo a Guayaquil

Poucos minutos após o ingresso por via terrestre, a família embarcou em um voo charter particular. Às 23h30, a comitiva decolou a bordo de uma aeronave operada pela companhia Baires Fly S.A.

De acordo com o plano de voo formalizado junto às autoridades de aviação civil, o destino declarado da aeronave é a cidade de Guayaquil, no Equador.

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CEO do Instituto Millenium acusa PT de aparelhar instituições e cobra reorganização da direita para 2030


Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em avaliação sobre o resultado das eleições de 2026, o CEO do Instituto Millenium, Ricardo Gomes, acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de promover um aparelhamento das instituições públicas para consolidar seu projeto de poder. Segundo o executivo, o campo conservador e liberal precisa compreender o funcionamento da estratégia governista para estruturar uma oposição eficaz ao governo Lula.

“O PT pode tudo porque o PT aparelhou tudo. E o PT aparelhou para usar”, declarou Gomes durante análise do cenário pós-pleito.

O executivo apontou o uso da máquina pública como fator decisivo no pleito, citando como exemplo a antecipação do pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, no período que antecedeu a votação.

Diante do quadro consolidado, Gomes sustentou que a oposição deve abandonar teses sobre anulação do processo eleitoral e direcionar seus esforços para a reorganização estratégica do campo político. Para ele, a disputa de 2026 exige uma profunda reflexão sobre o papel da corrente liberal e sua capacidade de articulação com outras forças da direita.

O papel de Bolsonaro e a projeção para 2030

Ao analisar a formação do campo conservador, Ricardo Gomes destacou a relevância do ex-presidente Jair Bolsonaro na consolidação dessa vertente no país. Ele enfatizou que a direita brasileira é heterogênea e abrange diferentes correntes que demandam atuação coordenada.

De acordo com o CEO, o expressivo desempenho das forças conservadoras no Congresso Nacional demonstra a solidez dessa base eleitoral no Brasil. No entanto, ele ressaltou que o desafio central da oposição até as próximas eleições presidenciais será converter essa força parlamentar em uma plataforma política estruturada: “É necessário transformar essa força em um projeto político capaz de disputar a Presidência em 2030.”

Com informações da Revista Oeste

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Rui Costa Pimenta vê “perseguição política” em ordem de Moraes para apreensão do passaporte de Flávio e diz que STF exerce ditadura


Foto: PCO/Divulgação

O presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato derrotado na disputa presidencial, Rui Costa Pimenta, criticou publicamente nesta terça-feira (27) a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declarações divulgadas nas redes sociais, Pimenta classificou a medida judicial como uma “perseguição política”. 

“Até um cego vê que se trata de uma perseguição política”, afirmou a liderança em publicações veiculadas na conta oficial do PCO no X (antigo Twitter).

Críticas ao STF e menção a inquéritos

Ao comentar a ordem descumprida pelo parlamentar, que não entregou os documentos à Polícia Federal antes de embarcar para o exterior, o dirigente questionou a extensão das medidas cautelares impostas pelo STF. Pimenta mencionou pontualmente as apurações que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Mundo da fantasia. Se pedissem o passaporte de todo mundo que se envolveu com Vorcaro, inclusive do PT, (…) precisaria alugar um prédio em Brasília para guardar os passaportes. Flávio Bolsonaro não foi condenado por nada disso. É uma questão política e nada mais”, declarou o presidente da sigla.

Em tom incisivo, o político questionou a atuação do Tribunal e elevou o tom institucional ao afirmar que o “STF exerce uma ditadura”. Ele ressaltou que a postura do PCO em defender o voto nulo no segundo turno das eleições derivou do entendimento de que “votar em Lula era também votar no STF”.

Repercussão e defesa de garantias

As manifestações de Rui Costa Pimenta geraram reação negativa nas redes sociais, com usuários acusando o líder de extrema-esquerda de atuar na defesa de Flávio Bolsonaro.

Em resposta aos questionamentos, Pimenta rebateu as críticas alegando que sua posição não representa apoio individual ao senador do PL, mas sim a defesa intransigente de princípios fundamentais: “Não estou defendendo o Flávio Bolsonaro, estou defendendo os interesses democráticos do povo”. 

Com informações do Poder360

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“Flávio deixar o país é compreensível”, diz Sérgio Moro


Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na tarde desta terça-feira (27), classificando como “compreensível” a decisão do parlamentar de deixar o Brasil. Candidate derrotado na corrida presidencial, Flávio embarcou com a família para os Estados Unidos no mesmo dia em que venceu o prazo para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

Nas redes sociais, Moro criticou a ordem judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível”, publicou o governador eleito.

Passaporte cancelado e viagem aos EUA

A movimentação de Flávio ocorreu após determinação do STF para que o senador entregasse seus documentos de viagem à Polícia Federal em até 24 horas — prazo encerrado às 11h desta terça-feira. A decisão do ministro Alexandre de Moraes também proibia o parlamentar de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz.

Como os passaportes não foram entregues no limite estipulado, a Polícia Federal procedeu com o cancelamento formal dos documentos. A ida do senador para território norte-americano foi confirmada por aliados e por autoridades dos Estados Unidos. Segundo integrantes do entorno de Flávio, a viagem teria recebido sinalização positiva de interlocutores do governo de Donald Trump em relação a um eventual pedido de asilo político.

Divisão interna no PL

A saída repentina do país gerou reações mistas no núcleo político de Flávio Bolsonaro. Enquanto correligionários do Partido Liberal expressaram surpresa e descontentamento — com aliados classificando a conduta como “inaceitável” —, outros fecharam cerco em defesa do senador. O vice em sua chapa, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), declarou que o candidato é vítima de uma “perseguição implacável”.

Investigações no STF

Flávio Bolsonaro é alvo de três inquéritos em curso no STF:

Calúnia: Processo movido pelo presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Financiamento de filme: Apuração sobre suspeitas em torno da produção Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lavagem de dinheiro e evasão de divisas: Investigação de supostas irregularidades em associação com o advogado Willer Tomaz.

Com informações da CNN Brasil

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TSE reconhece cumprimento da cláusula de barreira pela Federação PSOL/Rede por unanimidade


Foto: PSOL/Divulgação

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (27/10), por unanimidade, que a Federação formada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade cumpriu os requisitos da cláusula de desempenho (ou cláusula de barreira). Com o resultado, o bloco assegura o acesso contínuo aos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além de manter o tempo propaganda partidária no rádio e na televisão.

A decisão se deu na análise de um pedido administrativo apresentado pela própria federação. O relator da matéria, ministro Kassio Nunes Marques, deu provimento ao pedido ao aceitar o arredondamento para cima dos percentuais estaduais que superassem 1,45% da votação válida para deputado federal. O entendimento do relator foi acompanhado pelos demais ministros da Corte.

Na defesa do pedido, a Federação PSOL/Rede citou precedentes das eleições de 2018, em que legendas como Avante e PV tiveram frações decimais arredondadas para atingir o patamar mínimo exigido na época (1%).

Embora o ministro Kassio Nunes tenha afastado a alegação de quebra de isonomia por considerar as situações fáticas distintas, ele acatou a aplicação das regras de arredondamento da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por esse critério de escala decimal, percentuais acima de 1,45% passam a ser arredondados para 1,50%.

Com a aplicação da regra no Espírito Santo, a federação alcançou 1,50% dos votos para deputado federal no estado, atingindo o número mínimo necessário de nove unidades da federação para superar a cláusula nacional.

Em nota oficial, a liderança da federação comemorou o resultado do julgamento: “A Federação PSOL/REDE alcançou, com grande folga, os critérios nacionais. Obteve praticamente 5% dos votos válidos para deputado federal no Brasil, o que é quase o dobro do exigido pela cláusula.”

Com informações do Metrópoles

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Luto

Morre em Natal a jornalista Valéria Araújo, aos 40 anos

Reprodução

A jornalista Valéria Araújo morreu nesta terça-feira (27), em Natal, aos 40 anos, após enfrentar uma nova fase da luta contra o câncer. Ela completaria 41 anos em 20 de dezembro.

Valéria havia passado por tratamento e conseguido controlar a doença, mas, recentemente, o câncer retornou de forma agressiva. Na carreira, trabalhou com a jornalista e colunista Liege Barbalho, foi assessora de imprensa da vereadora Nina Souza e, mais recentemente, coordenava a comunicação do Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região (CREF16/RN).

Ela deixa uma filha adolescente, Eduarda. A notícia comove colegas e amigos que acompanharam sua trajetória profissional e pessoal.

O local e o horário do velório ainda serão divulgados pela família.

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Mundo

Ideólogo do movimento conservador nos EUA defende que Trump pressione o Brasil até que eleição seja anulada

Reprodução

O ex-estrategista da Casa Branca e ideólogo do movimento conservador norte-americano, Steve Bannon, fez declarações contundentes defendendo que o presidente Donald Trump pressione o governo brasileiro até que o resultado das eleições do último domingo seja anulado. Sem apresentar qualquer prova que sustente a acusação de fraude, Bannon afirmou publicamente que o senador Flávio Bolsonaro foi o verdadeiro vencedor do pleito e projetou uma ofensiva de Washington para isolar o que chamou de regime marxista no Brasil.

Em tom inflamado, Bannon declarou que o parlamentar brasileiro assumirá a Presidência e disputará a reeleição em 2030, enquanto o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva terminará na prisão.

Ao ser questionado sobre o recuo do grupo político do senador, Bannon manteve os ataques e utilizou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar no âmbito de investigações sobre lavagem de dinheiro —, como evidência do acirramento institucional no país.

Com informações de O Antagonista

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Brasil

DEBANDADA: Escritórios recebem mais de 1,3 mil consultas de brasileiros sobre mudança para os EUA após vitória de Lula

Foto: Marco Bello / Reuters

A procura de brasileiros interessados em emigrar legalmente para os Estados Unidos disparou após a reeleição do presidente Lula (PT). Dois escritórios de advocacia da Flórida receberam, juntos, 1.343 consultas somente na segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno.

A Piquet Law Firm, de Miami, registrou 700 contatos em um único dia. Normalmente, o escritório recebe entre 500 e 600 consultas durante um mês inteiro. Já a Bicalho Legal Consulting, de Orlando, contabilizou 643 avaliações, diante de uma média diária de apenas 20.

Os advogados afirmam que movimentos semelhantes ocorreram depois das eleições de 2014 e 2022, mas nunca com essa intensidade. Entre as justificativas relatadas pelas famílias estão a discordância com o projeto político escolhido nas urnas e a insatisfação com a atuação do Supremo Tribunal Federal.

A maior procura é por vistos destinados a investidores e profissionais altamente qualificados. Um deles é o EB-5, que exige investimento mínimo de US$ 800 mil, cerca de R$ 4,2 milhões. Também aparecem o EB-1A e o EB-2 NIW, voltados a pessoas com habilidades profissionais consideradas extraordinárias ou excepcionais.

Os números representam consultas iniciais e não significam que todos os interessados efetivamente deixarão o Brasil. Dos 700 contatos recebidos pela Piquet, por exemplo, 150 foram considerados potenciais candidatos a vistos.

Com informações da Folha de São Paulo

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Brasil

[VÍDEO] Em festa de aniversário, Lula classifica viagem de Flávio como fuga vergonhosa e nega perseguição da PF


Durante a comemoração do seu aniversário de 81 no Palácio da Alvorada, o presidente Lula aproveitou o discurso para comentar a confirmação do desembarque do parlamentar nos Estados Unidos. O petista classificou a atitude do rival como um ato vergonhoso e afirmou que quem é inocente permanece no país para provar a falsidade das acusações.

Ao relembrar o período em que foi investigado pela Justiça Eleitoral e pela Polícia Federal, o presidente declarou que cumpriu todas as determinações e entregou seus documentos, desafiando a família Bolsonaro a fazer o mesmo em vez de buscar refúgio em solo americano.

O presidente afirmou ainda que a atuação da Polícia Federal ao prever o risco de viagem do parlamentar foi correta, acusando Flávio de falta de compromisso com a verdade e de desrespeito à população.

Com informações do Metrópoles

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