O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo mundial nessa terça-feira (13) para que se atue rápido para deter a epidemia de ebola que afeta a África Ocidental.
Segundo ele, a difusão do vírus ebola está “fora de controle” e se trata de uma “ameaça global que requer uma resposta”, disse durante sua passagem no Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Atlanta (CDC, na sigla em inglês), que trata de assuntos referentes a epidemias, e de um plano de intervenção para combater o surto no continente africano.
No entanto, afirmou que as chances da epidemia chegar aos Estados Unidos é muito baixa.
“É uma ameaça potencial para a segurança mundial”, afirmou durante discurso no qual anunciou o envio de 3.000 militares americanos à África Ocidental para que participem das ações para combater o vírus.
“Vamos estabelecer um centro de comando militar na Libéria para apoiar os esforços civis na região e hospitais de campanha serão estabelecidos em todo o país”, acrescentou.
A epidemia já deixou 2.400 mortos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O mundo tem a responsabilidade de atuar”, afirmou, dizendo que “o que nos dá esperança é saber que o mundo sabe como combater este vírus. Não é um mistério. Conhecemos a Ciência”.
O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), negou ter condicionado obras ou serviços públicos ao apoio eleitoral a Allyson Bezerra e Cinthia de Allyson. Em nota enviada à imprensa, ele repudiou o que chamou de “tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública”.
A manifestação ocorre após o Diário do RN publicar um vídeo em que o prefeito pede votos para os dois candidatos durante uma reunião com moradores da comunidade rural de Puxa-Boi. No encontro, a população cobrava melhorias no abastecimento de água e no atendimento médico.
De acordo com o prefeito, a conversa aconteceu no domingo (20), fora do horário de expediente. Ele afirmou que ouviu as reivindicações dos moradores, prestou contas das ações realizadas na localidade e declarou apoio aos candidatos que defende.
“Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral”, declarou. Marcos acrescentou que é dever do gestor prestar esclarecimentos à população e reafirmou tanto o seu direito de apoiar candidatos quanto o de cada eleitor fazer livremente a própria escolha.
Leia a íntegra da nota:
O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, repudia a tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública a partir de um encontro em que ouviu moradores, prestou contas do seu trabalho e declarou apoio às candidaturas que defende.
Marcos esclarece que a conversa com moradores da comunidade rural de Puxa Boi ocorreu no domingo (20), fora do horário de expediente, quando ouviu reivindicações e prestou contas das ações pra localidade. Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral.
É direito da população solicitar melhorias nos serviços públicos. É dever do gestor público prestar esclarecimentos e informar sobre os planos para atender às necessidades da população, onde quer que ele esteja, sempre que perguntado.
Marcos reafirma seu direito de apoiar candidatos e o direito de cada cidadão de fazer sua própria escolha livremente.
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, afirmou nesta quarta-feira (23) que a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Igreja Católica causou “desconforto” entre religiosos.
Durante um encontro com lideranças protestantes na semana passada, Lula afirmou que a Igreja Católica cresce menos que a evangélica por não acabar com o celibato. A declaração gerou reação de setores ligados à Igreja Católica.
Em entrevista à CNN, Dom Jaime afirmou que a comparação entre diferentes aspectos religiosos “não ajuda” no atual momento e classificou a manifestação de Lula como “inapropriada”.
O presidente da CNBB também disse que a Igreja foi “duramente” cobrada por alguns setores internos após a declaração, mas afirmou que a situação acabou sendo encaminhada.
Segundo Dom Jaime, a Igreja Católica possui uma disciplina própria, construída a partir de uma tradição religiosa, e questões como o celibato fazem parte de sua organização e tradição.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todos os candidatos apoiados por ele nas últimas eleições realizadas na América Latina saíram vitoriosos. A declaração foi dada nessa terça-feira (22), durante um encontro do Escudo das Américas, em Nova York.
“Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”, declarou o republicano. Trump citou como exemplos a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia e as vitórias do aliado Javier Milei na Argentina.
De acordo com o presidente norte-americano, a região passa por uma “grande mudança” política, com o avanço de governos de direita. O Escudo das Américas é uma iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação contra o narcotráfico, o crime organizado e outras ameaças à segurança.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre a eleição brasileira de 2026. Um relatório reservado da Abin apontou risco de interferência dos Estados Unidos no pleito. Lula (PT), por sua vez, criticou ingerências externas e declarou na Assembleia Geral da ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Os pagamentos do governo Lula (PT) à Hospcom, representante no Brasil da gigante chinesa de equipamentos médicos Mindray, saltaram de pouco mais de R$ 8 milhões em 2025 para R$ 107 milhões até agosto de 2026. O crescimento ocorreu após visitas de ministros brasileiros à China e reuniões com executivos da companhia.
De acordo com o Metrópoles, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa se reuniu com representantes da Mindray em abril de 2025. Seis meses depois, a Hospcom venceu um pregão do Ministério da Saúde para fornecer 978 equipamentos, entre aparelhos de anestesia, monitores, sistemas de endoscopia e ultrassons portáteis.
Em março deste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a sede da Mindray na China. Até aquele mês, o governo havia pago R$ 354 mil à Hospcom em 2026. Em abril, os repasses chegaram a R$ 13 milhões e, em maio, a mais R$ 12 milhões. Até 24 de agosto, o total pago pela União alcançou R$ 107 milhões.
O Ministério da Saúde, a Casa Civil, a Mindray e a Hospcom negaram qualquer relação entre as visitas oficiais e o aumento dos pagamentos. A Saúde afirmou que a contratação ocorreu por licitação e que os preços vencedores garantiram uma economia de R$ 94,8 milhões aos cofres públicos. A empresa também declarou que os repasses seguiram a entrega dos produtos e os procedimentos previstos nos contratos.
A Polícia Federal encontrou no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, uma mensagem que menciona contratos da petroquímica Unigel. A empresa mantinha uma disputa bilionária com a Petrobras, encerrada posteriormente por meio de um acordo.
Na conversa, enviada em fevereiro de 2024 a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Roberta afirma: “Eu vou te mandar os contratos da Unigel também, tá? E os de compra e venda também”. A PF investiga a empresária por suspeitas de corrupção, tráfico de influência e fraudes no INSS.
Roberta também acompanhou executivos da Unigel em uma visita ao BNDES, em setembro de 2023. Já em 2024, pediu ajuda a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula (PT), para tentar marcar uma reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Uma subsidiária da Unigel firmou, a partir de 2025, 19 contratos sem licitação com a estatal, no valor total de R$ 176,8 milhões.
A Unigel negou qualquer relação contratual com Roberta e afirmou que ela nunca representou a companhia nem recebeu pagamentos da empresa. A Petrobras declarou que o acordo seguiu as regras de governança, passou por comissões técnicas e foi homologado pelo tribunal arbitral responsável pelo caso. A defesa da empresária não havia se manifestado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que autorize a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, para o regime semiaberto.
De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Débora já cumpriu 1.287 dias de pena — nove dias além do mínimo exigido para ter direito à mudança de regime. A PGR também defendeu o reconhecimento de 212 dias de redução da pena: 108 por trabalhos realizados na prisão, 100 pela aprovação no Enem de 2023 e quatro pela leitura de um livro.
Gonet afirmou que não há registro de infração disciplinar nem de descumprimento das medidas impostas desde que Débora passou à prisão domiciliar, em março de 2025. “Não há óbice ao reconhecimento do cumprimento do requisito subjetivo”, declarou.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela ficou conhecida por escrever, com batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao prédio do STF. A decisão sobre a progressão de regime caberá a Alexandre de Moraes.
Mossoró será a sede administrativa do Governo do Rio Grande do Norte nos dias 28, 29 e 30 de setembro. Durante o período, a governadora Fátima Bezerra (PT) despachará da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
A transferência temporária foi oficializada pela Lei nº 12.902, sancionada pela governadora nesta terça-feira (22), após aprovação da Assembleia Legislativa. A agenda prevê reuniões com o setor produtivo, vistorias em obras e compromissos nas áreas de infraestrutura, educação, abastecimento e segurança pública.
A instalação do Governo em Mossoró ocorre durante a Festa da Liberdade, que celebra acontecimentos históricos da cidade, como a abolição da escravidão em 1883, cinco anos antes da Lei Áurea; a resistência ao bando de Lampião; o Motim das Mulheres; e o primeiro voto feminino do Brasil e da América Latina.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Saulo Cruz/Agência Senado
O debate presidencial que a Record realizaria neste domingo (27) foi cancelado pela emissora após as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) informarem que os candidatos não participariam.
Em nota, a Record afirmou que o encontro, realizado a poucos dias do primeiro turno, perderia sua finalidade sem a presença dos dois candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto.
Lula ainda não participou de nenhum debate nesta eleição. Flávio, por sua vez, declarou em 11 de agosto que só participaria de debates nos quais Lula também estivesse presente.
Leia a íntegra do comunicado da Record:
“A RECORD comunica o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República previsto para o dia 27 de setembro, às 21h. A decisão foi tomada depois que os dois candidatos com mais de 35% das intenções de voto (juntos somam 70%), segundo as pesquisas mais recentes, informaram que não compareceriam ao encontro.
“A emissora entende que um debate a poucos dias do primeiro turno tem a função de colocar frente a frente as principais propostas em disputa. Sem a participação dos candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o programa não cumpriria esse objetivo e não ofereceria ao eleitor o confronto de ideias que ele espera.
“Nos próximos dias, a RECORD seguirá com a cobertura completa das eleições na TV aberta, no R7.com, RECORD News, RecordPlus e em suas plataformas digitais.
“Em caso de segundo turno, o debate presidencial será no dia 11 de outubro, domingo, às 21h.”
Enquanto a Polícia Federal se ocupa de investigar seus negócios e suas relações com integrantes do governo, Roberta Luchsinger parece estar focada em manter a rotina na academia. A lobista publicou um vídeo dos treinos nas redes sociais. Além disso, em postagens recentes, ela ironizou as cobranças externas com mensagens sobre foco e constância, chegando inclusive a marcar o perfil oficial do presidente Lula.
Roberta é investigada em diferentes inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência e intermediação de negócios envolvendo o governo federal e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Entre as apurações estão pagamentos e negociações envolvendo servidores do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Mensagens obtidas pela PF também apontaram que R$ 60 mil em dinheiro foram distribuídos em depósitos para contas ligadas a pessoas relacionadas ao caso.
Outra frente da investigação envolve R$ 217 mil pagos por Roberta em despesas atribuídas ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de contratos e negociações envolvendo empresas.
Um recorte do Datafolha divulgado nesta quarta-feira (23) mostra como os eleitores de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) se dividiriam em um eventual 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Somados, Flávio tem 43%, Lula 30% e branco, nulo ou nenhum, 26%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, levando Flávio a uma faixa de 39% a 47% e Lula de 26% a 34%.
Entre eleitores de Zema, Flávio marca 48%, Lula 25% e branco ou nulo 27%. A margem é de 11 pontos, com Flávio entre 37% e 59% e Lula entre 14% e 36%.
No grupo de Renan Santos, Flávio tem 43%, Lula 22% e branco ou nulo 34%. A margem é de 10 pontos: Flávio varia de 33% a 53% e Lula de 12% a 32%.
Entre apoiadores de Caiado, Flávio registra 43%, Lula 30% e a margem é de 8 pontos. Os intervalos são de 35% a 51% para Flávio e de 22% a 38% para Lula, configurando empate técnico.
Entre os eleitores de Cury, Flávio soma 41%, Lula 35% e branco ou nulo 23%. A margem é de 6 pontos, com Flávio entre 35% e 47% e Lula entre 29% e 41%, também em empate técnico.
No cenário geral de 2º turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 44%, além de 8% de brancos ou nulos e 1% de indecisos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
A fidelidade às bases também é alta: Lula mantém 98% de seus eleitores e Flávio, 99%. Ambos cedem 1% ao adversário.
Entre quem vota branco, nulo ou em nenhum candidato no 1º turno, 62% mantêm essa opção. Lula recebe 20% e Flávio 17%, com margem de 6 pontos: Lula varia de 14% a 26% e Flávio de 11% a 23%, configurando empate técnico.
Entre os não alinhados a bolsonarismo ou petismo, Flávio tem 39% e Lula 33%. Com margem de 4 pontos, os intervalos são de 35% a 43% e 29% a 37%, respectivamente. Nesse grupo, branco, nulo ou nenhum somam 25% e os indecisos, 2%.
Nos polos, a fidelidade é maior: entre bolsonaristas, Flávio tem 91% e Lula 4%; entre petistas, Lula chega a 92% e Flávio a 5%.
O recorte dos não alinhados ouviu 452 pessoas dentro da pesquisa presencial realizada de 15 a 17 de setembro, que entrevistou 2.002 eleitores em todo o país.
Os números derivam de duas pesquisas feitas pelo Datafolha, entre os dias 8 e 10 de setembro e 15 e 17 de setembro de 2026, com um total de 4.003 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro das pesquisas gerais é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Contratados pela Folha e pela TV Globo, os levantamentos estão registrados no TSE sob os números BR-04029/2026 e BR-01833/2026.
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