A ONU pediu a abertura de ‘investigações independentes e imparciais’ para determinar os responsáveis pelo uso exagerado da força pela polícia durante as manifestações no Brasil e apela ao governo que atue com cautela ao lidar com a demanda da população. Em um comunicado emitido nesta terça-feira, 18, em Genebra, o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas alertou que a onda de protestos é a maior no País em mais de 20 anos e apela ao governo para que garanta o direito a manifestar de forma pacífica.
‘Pedimos ao governo brasileiro para tomar as medidas necessárias para garantir o direito de se manifestar pacificamente e para prevenir o uso desproporcional da força durante os protestos’, apontou Rupert Colville, porta-voz da ONU para Direitos Humanos.
Já aos manifestantes, a ONU pede que os protestos ocorram de forma pacífica e admite que a maioria deles tem seguido esse padrão. Mas também lança críticas aos grupos que têm passado à violência. ‘Pedimos que todas as partes envolvidas se engajem em um diálogo aberto para encontrar soluções ao conflito e alternativas para lidar com as demandas sociais legítimas, além de prevenir mais violência’, apela a ONU.
Sem sensura!
Um certo brasileiro escreveu:
"Parece que o caldo entornou (para melhor).
O novo já chegou!
Partindo de Natal para o Brasil (nosso solavanco primaveril também teve início na terra dos comedores de camarão), levas de jovens, enfim, largaram seus celulares, tablets e ipods da vida e mostraram sua cara.
Vejam que não estou falando dos insatisfeitos de pijama. A internet está infestada deles. Reclamam de tudo e de todos. São os mal amados virtuais. Chamaram os manifestantes primeiramente de baderneiros. Agora são os salvadores da nação. Só rindo.
Certo amigo meu disse não entender o por quê desse inicio desses levantes dar-se sempre por essas bandas, já que temos, talvez, o povo mais conservador do Brasil (vide as eleições das des-governadora e da então ex-prefeita que para o bem de Natal já caiu). Refutei na hora. Temos sim uma sociedade muito conservadora, só que desse caldo, emergem sempre sua antítese: progressistas que solapam o sistema.
O método policial utilizado para "controle" estava deveras errado – festá aí a prova dos nove. Mesmo método, aliás, utilizado via de regra mas periferias do país afora.
Enfim, tal método de sentar o pau a rodo (nas periferias em pretos, pobres e putas) foi o agente potencializador de tais manifestações. Ótimo, aliás. A classe média 'viu que polícia nos olhos dos outros e refresco'.
Ver laborais da imprensa feridos por balas de borracha é lamentável, mas foi necessário para que de uma vez por todas aprendamos que manifestar-se é um direito sagrado, inalienável numa democracia e que devemos primar pelo direito de ouvir o contrário, dialogando, achando a melhor saída. Depois disso, aí sim, usasse a força proporcional ao agravo, frise-se.
Nestes dias tumultuados, vimos o parlapatão Jabor pedindo desculpas pelas asneiras propaladas no dia anterior, presenciamos certo articulista da Veja por vias tortuosas fazendo mea culpa dos textos-lixo postados, presenciamos até Caco Barcellos (um repórter acima da média) ser defenestrado pelos jovens por ser da Globo (emissora que tanto manipulou em beneficio dos poderosos – ainda dizem que os jovens são alienados) Tais quebras de paradigma vieram para ficar.
A deputada federal Erika Hilton (Psol) afirmou que o presidente Lula (PT), que completa 80 anos este ano, está em melhor forma física do que ela, de 33 anos.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha e do UOL, ao comentar críticas à idade do presidente.
“Eu arrisco até dizer que o presidente Lula está com 80 anos melhor do que eu com meus 33”, disse.
Erika também classificou as críticas à idade de Lula como “ridículas” e afirmou que parte delas tem caráter etarista.
Segundo a deputada, Lula é um homem “ativo, forte e que se exercita”, motivo pelo qual, na avaliação dela, a idade não compromete sua atuação política.
O PT divulgou uma carta aberta voltada ao público evangélico, em mais um movimento de aproximação com um dos segmentos mais disputados do eleitorado para as eleições O texto tem citações bíblicas, propostas do partido e uma mensagem de apoio à reeleição do presidente Lula (PT).
A carta foi elaborada durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília.
No texto, os organizadores afirmam que os evangélicos brasileiros não devem ser vistos como um bloco político único e destacam que o encontro não fala em nome de todas as igrejas ou denominações do país.
O documento também faz críticas ao uso da religião como instrumento de disputa política.
Há passagens bíblicas para introduzir os temas abordados, com trechos dos livros de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.
Entre as propostas defendidas estão a ampliação de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular.
A carta também apoia medidas em discussão pelo governo Lula, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6×1.
Outro ponto destacado é a defesa da soberania nacional e da preservação das florestas, das águas e da biodiversidade brasileira.
Voto de evangélicos
A iniciativa ocorre em meio às dificuldades históricas do PT para ampliar sua presença entre os eleitores evangélicos. Segundo o Censo de 2022, realizado pelo IBGE, os evangélicos representam 26,9% da população brasileira.
Nos últimos meses, integrantes do governo e do partido têm intensificado o diálogo com lideranças religiosas.
A divulgação da carta também acontece após recentes trocas de críticas entre Janja e o pastor Silas Malafaia.
O líder evangélico questionou encontros promovidos pela primeira-dama com mulheres evangélicas, enquanto Janja afirmou não reconhecê-lo como pastor.
Os EUA incluíram o Brasil em uma proposta de orçamento que amplia os recursos para o combate ao narcotráfico e ao crime organizado na América do Sul, segundo informações da Jovem Pan News.
O plano foi apresentado pelo Departamento de Estado americano para o ano fiscal de 2027 e prevê US$ 535 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões, para programas de cooperação internacional na área de segurança.
Segundo o documento, os recursos serão administrados por órgãos norte-americanos especializados no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime transnacional. O objetivo é fortalecer países parceiros por meio de treinamentos, equipamentos e ações de inteligência.
A iniciativa busca ampliar a capacidade das forças de segurança para detectar e desmontar redes de tráfico de drogas, combater o contrabando de imigrantes e enfrentar ameaças criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
O Departamento de Estado cita nominalmente o Brasil entre os países que poderão receber assistência, ao lado de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.
Para os países do Hemisfério Ocidental, foram reservados US$ 16 milhões, cerca de R$ 83 milhões. De acordo com o governo americano, os recursos serão destinados à profissionalização das forças de defesa e ao fortalecimento da liderança e das capacidades técnicas dos parceiros regionais.
O documento, porém, não detalha quanto poderá ser destinado ao Brasil nem quais programas específicos seriam implementados no país.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (9) que pretende defender a aprovação da castração química para condenados por estupro e a redução da maioridade penal caso seja eleito presidente da República.
A declaração foi feita durante discurso na Bahia Farm Show, evento voltado ao agronegócio realizado na Bahia.
Ao apresentar propostas para a área de segurança pública, Flávio disse que pretende endurecer o combate ao crime organizado, ampliar o tempo de permanência de criminosos nas prisões e adotar medidas mais rígidas contra autores de crimes violentos.
“Vamos reduzir a maioridade penal. A gente vai aprovar castração química pra estuprador”, declarou o senador durante o evento.
O pré-candidato também voltou a defender a construção de presídios e afirmou que terá uma postura mais rigorosa na área de segurança pública. Segundo ele, o objetivo é ampliar o enfrentamento às facções criminosas e ao narcotráfico.
Flávio ainda afirmou que pretende combater a atuação de organizações criminosas em regiões dominadas pelo tráfico de drogas.
O senador abordou temas ligados ao agronegócio. Ele defendeu ações para reduzir invasões de propriedades rurais e afirmou que o setor precisa de maior apoio do governo federal.
Sem citar nominalmente o presidente Lula (PT), Flávio criticou a relação do governo com o agronegócio e disse que produtores rurais merecem mais reconhecimento pela contribuição à economia do país.
Programas sociais
Ele também mencionou programas sociais e afirmou que, se eleito, pretende manter políticas de transferência de renda.
Segundo ele, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou o valor pago pelo Bolsa Família durante a pandemia, medida que classificou como importante para famílias em situação de vulnerabilidade.
Ex-ministros e parlamentares da base aliada do presidente Lula (PT) que disputarão as eleições de outubro participam, neste momento, do evento Porta-Vozes do Lula.
A iniciativa tem como objetivo capacitar lideranças e apoiadores para atuar nas redes sociais em defesa do presidente e das ações do governo federal, segundo a coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.
Segundo os organizadores, o treinamento busca fortalecer a comunicação digital de aliados do Palácio do Planalto e ampliar o alcance de conteúdos relacionados à gestão petista.
O encontro reúne integrantes da base governista em meio ao aumento da disputa política nas redes sociais, consideradas estratégicas para a divulgação de ações do governo e para o debate público.
A expectativa é que os participantes atuem como multiplicadores de informações e conteúdos ligados ao presidente Lula e aos programas do governo federal.
Allyson Bezerra demonstrou mais uma vez que parece não conhecer limites na disputa pelo Governo do Estado.
Depois de utilizar a própria estrutura de comunicação para atacar adversários, sua pré-campanha agora apelou para o uso de inteligência artificial na tentativa de desgastar a imagem de um concorrente: o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.
O perfil “Time Allyson” no Instagram publicou um vídeo produzido com IA em forma de música para atacar Álvaro. Para se ter ideia do nível do conteúdo, o ex-prefeito da capital foi chamado de “cara harmonizada”, entre outras provocações e ataques pessoais.
Pouco tempo depois, percebendo a repercussão negativa, a publicação foi apagada. Mas, como sabemos, na internet o print é eterno.
O episódio revela uma escalada preocupante na pré-campanha de Allyson Bezerra, além de comprovar que o personagem que ele construiu para ostentar a imagem de bom moço nas redes sociais não sobrevive à realidade.
O político de origem humilde deu lugar a alguém completamente diferente, capaz de qualquer coisa para chegar onde quer e sedento pelo poder. É triste, mas são os fatos.
Ex-ministros e parlamentares da base aliada de Lula que disputarão as eleições de outubro participam, neste momento, do evento Porta-Vozes do Lula. A inciativa quer capacitar lideranças e apoiadores para atuar nas redes sociais em defesa do presidente e das ações do governo.
A reportagem completa está na coluna de @milenah_teixeira. Basta acessar metropoles.com.
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre decisão do ministro Nunes Marques que suspendeu pesquisa da AtlasIntel desfavorável a Flávio Bolsonaro (PL) foi paralisado por pedido de vista. Logo após o relator do caso e presidente da Corte eleitoral votar pela manutenção da suspensão do levantamento, a ministra Estela Aranha anunciou que pediria mais tempo para analisar o caso.
Ao conceder a liminar, que foi submetida ao referendo iniciado nesta terça-feira (9/6), Nunes Marques atendeu a pedido do Partido Liberal (PL) e apontou indícios de comprometimento da metodologia adotada pela AtlasIntel. O levantamento com a queda nas intenções de voto de Flávio foi divulgado após a revelação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse, que contará a trajetória do ex-presidente.
Segundo Nunes Marques, há elementos que sugerem possível indução dos entrevistados, entre eles a inclusão de conteúdos relacionados a investigações e o uso de perguntas com carga valorativa negativa.
“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”, afirmou.
Para Kassio, a controvérsia não se limita a divergências metodológicas, mas envolve a possibilidade de utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados.
O ministro destacou ainda que, ao analisar outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não encontrou questionários com estrutura semelhante nem a utilização de áudios, como ocorreu no levantamento contestado.
A decisão liminar de Nunes Marques segue válida até o julgamento de mérito da questão. Estela Aranha tem 90 dias para devolver o voto-vista.
Defesas
O advogado da AtlasIntel, Gualter Rafael Maciel Bezerra, defendeu durante o julgamento que a discordância do Partido Liberal sobre pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto é “política”.
Durante sustentação oral, Gualter Bezerra argumentou que “a representação não traz discordância da metodologia, mas sim com relação a um fato político, público e notório, qual seja a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e com a questão do Banco Master”.
Para o defensor da AtlasIntel, o PL “não trouxe nenhuma prova de contaminação cognitiva. Foi apenas presumida a partir de leitura objetva de que o candidato estaria prejudicado”, afirmou durante sustentação oral.
A advogada do Partido Liberal, Maria Claudia Bucchianeri sustentou que o levantamento da AtlasIntel/Bloomberg apresenta falhas metodológicas, uso de técnicas de indução de respostas e omissão de um vídeo que teria sido exibido aos entrevistados.
“E eu nem precisava adentrar nos outros problemas, que são graves também e que se referem à técnica de framing e de induzimento. A pergunta de qual é a sua visão, positiva ou negativa, de diversas autoridades, não apenas Flávio Bolsonaro, Lula, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, ela é apenas a de número 22″, disse em plenário.
A advogada prosseguiu: “Depois de o candidato, o pré-candidato do PL, ter sido submetido a todo tipo de observação envolvendo o escândalo [Banco Master], onde ele nem sequer é investigado, se ele deveria ou não manter a sua candidatura, isso nunca foi colocado na mesa. E só no item 22 pergunto: qual é a sua visão sobre ele, positiva ou negativa? Nenhum dos outros candidatos cujos nomes estão expostos ali se submeteu a esse framing.”
Pesquisa
Na pesquisa AtlasIntel divulgada em abril, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em um cenário de segundo turno. O senador tinha 47,8% das intenções de voto, enquanto o presidente registrava 47,5%.
Já no levantamento divulgado em 19 de maio, Lula apareceu com 48,9%, ante 41,8% de Flávio. O resultado indicou queda de seis pontos percentuais para o senador entre uma pesquisa e outra.
Ao acionar o TSE, o Partido Liberal alegou divulgação de pesquisa fraudulenta, questionou a metodologia utilizada e sustentou que o questionário teria sido estruturado para induzir percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.
A vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e infecções. Nesta terça-feira (9), quando é celebrado o Dia Nacional da Imunização, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal reforça a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.
A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, Lorena de Souza Araújo, ressalta o significado da data para a saúde pública. “O Dia Nacional da Imunização nos lembra da importância da vacinação como um gesto de cuidado e proteção. As vacinas salvam vidas, previnem doenças e contribuem para uma sociedade mais saudável. Manter a caderneta em dia é proteger a si mesmo, a quem você ama e toda a comunidade. Vacinar é cuidar do presente e construir um futuro mais seguro para todos”, afirmou.
Além da proteção individual, a vacinação contribui para evitar o retorno de doenças já eliminadas ou controladas no país e reduz o risco de agravamento de diversas enfermidades.
A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), Veruska Ramos, lembra que Natal ampliou, desde o dia 1º de junho, a vacinação contra a influenza para toda a população a partir dos seis meses de idade, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus na capital. “Atualmente, cerca de 32% do público-alvo foi imunizado contra a gripe. Por isso, estamos convocando a população a procurar nossas salas de vacinação, especialmente crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde”, explicou.
Veruska também destacou as ações da Estratégia de Vacinação nas Escolas 2026, iniciativa que integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes da rede pública de ensino, além de conscientizar as famílias sobre a importância da atualização da caderneta de vacinação.
Em Natal, todas as salas de vacinação oferecem os imunizantes de rotina e das campanhas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que protegem contra doenças como Covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, difteria, tétano, coqueluche, influenza, poliomielite, HPV, meningites, pneumonias, rotavírus e hepatites A e B. O município também disponibiliza a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
A vacinação ocorre nas unidades de saúde de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h, conforme a organização de cada serviço.
A população também pode procurar os pontos extras de vacinação instalados nos shoppings Midway Mall e Partage Norte Shopping, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 13h às 20h, e aos sábados, das 10h às 15h. Outra opção é o ponto de vacinação localizado no SESI Clínica Natal, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados.
O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa.
O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A votação do texto foi adiada, pela primeira vez, por causa de um pedido de vista.
O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), elaborou parecer favorável à mudança da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos. No entanto, o parlamentar retirou a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente.
Divergências
O tema não é consenso entre os deputados integrantes da CCJ, comissão responsável por analisar a admissibilidade da proposta.
A deputada Érica Kokay (PT-DF), uma das lideranças críticas à proposta, argumenta que a iniciativa fere a Constituição. Segundo ela, a definição da maioridade é uma cláusula pétrea (dispositivos que não podem ser mudados ou abolidos por PEC) e que qualquer alteração só poderia ocorrer por meio de uma nova Constituinte.
“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, alertou, acrescentando que os crimes graves praticados por jovens representam menos de 4% dos crimes violentos no país.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o andamento da proposta.
“Estamos em um ano eleitoral e o que a extrema-direita faz? Ela pega um sentimento legítimo de medo das pessoas, de insegurança com a violência urbana, de insegurança com o feminicídio e diz que reduzindo a maioridade penal as famílias vão ficar seguras. Lidam com o medo dessas pessoas para apresentar uma falsa solução”, criticou.
Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a favor da redução da maioridade penal, defende que os adolescentes reincidentes em crimes devem ficar presos.
“A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, disse.
Atualmente, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que cerca de 12 mil adolescentes estão em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante a sessão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) lamentou que o debate ocorra de forma híbrida, o que permite aos deputados poderem votar remotamente. Para ele, a proposta é controversa e precisa ser melhor discutida.
“É lamentável que um tema com essa magnitude, uma emenda à Constituição, a gente esteja para votar na Comissão de Constituição e Justiça, pelo Infoleg [remoto] sem que sequer deputadas e deputados estejam aqui, para a gente realizar o debate que é necessário”, criticou.
Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.
Sem sensura!
Um certo brasileiro escreveu:
"Parece que o caldo entornou (para melhor).
O novo já chegou!
Partindo de Natal para o Brasil (nosso solavanco primaveril também teve início na terra dos comedores de camarão), levas de jovens, enfim, largaram seus celulares, tablets e ipods da vida e mostraram sua cara.
Vejam que não estou falando dos insatisfeitos de pijama. A internet está infestada deles. Reclamam de tudo e de todos. São os mal amados virtuais. Chamaram os manifestantes primeiramente de baderneiros. Agora são os salvadores da nação. Só rindo.
Certo amigo meu disse não entender o por quê desse inicio desses levantes dar-se sempre por essas bandas, já que temos, talvez, o povo mais conservador do Brasil (vide as eleições das des-governadora e da então ex-prefeita que para o bem de Natal já caiu). Refutei na hora. Temos sim uma sociedade muito conservadora, só que desse caldo, emergem sempre sua antítese: progressistas que solapam o sistema.
O método policial utilizado para "controle" estava deveras errado – festá aí a prova dos nove. Mesmo método, aliás, utilizado via de regra mas periferias do país afora.
Enfim, tal método de sentar o pau a rodo (nas periferias em pretos, pobres e putas) foi o agente potencializador de tais manifestações. Ótimo, aliás. A classe média 'viu que polícia nos olhos dos outros e refresco'.
Ver laborais da imprensa feridos por balas de borracha é lamentável, mas foi necessário para que de uma vez por todas aprendamos que manifestar-se é um direito sagrado, inalienável numa democracia e que devemos primar pelo direito de ouvir o contrário, dialogando, achando a melhor saída. Depois disso, aí sim, usasse a força proporcional ao agravo, frise-se.
Nestes dias tumultuados, vimos o parlapatão Jabor pedindo desculpas pelas asneiras propaladas no dia anterior, presenciamos certo articulista da Veja por vias tortuosas fazendo mea culpa dos textos-lixo postados, presenciamos até Caco Barcellos (um repórter acima da média) ser defenestrado pelos jovens por ser da Globo (emissora que tanto manipulou em beneficio dos poderosos – ainda dizem que os jovens são alienados) Tais quebras de paradigma vieram para ficar.
Eu acredito é na rapaziada!
Tocante a Hipocrisia…