Jornalismo

Os cinco “homens fortes” que cercam o vice-presidente Michel Temer

Homens fortes de Temer, da esq. para a dir.: Padilha, Jucá, Geddel, Henrique e Moreira Franco

Homens fortes de Temer, da esq. para a dir.: Padilha, Jucá, Geddel, Henrique e Moreira Franco

Por UOL

A possibilidade de que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) possa assumir a cadeira hoje ocupada pela presidente Dilma Rousseff (PT) vem aumentando, assim como a curiosidade sobre o peemedebista e as pessoas que o cercam. Discreto e tido como “reservado”, Temer é a principal liderança do PMDB, maior partido do Congresso Nacional.

A reportagem do UOL conversou com parlamentares e políticos de dentro e de fora do partido, que apontaram cinco pessoas como as mais próximas do vice-presidente. Todas elas, aliás, integrantes do PMDB.

Hoje, os homens apontados como os mais próximos de Temer são Eliseu Padilha (RS), Henrique Eduardo Alves (RN), Moreira Franco (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Romero Jucá (RR).

Além da proximidade com o vice-presidente, os cinco têm em comum o fato de já terem ocupado cargos importantes em administrações petistas. Os quatro primeiros foram ministros durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma. Jucá, por sua vez, foi líder do governo no Senado tanto nas gestões de Lula quanto de Dilma.

Agora, os cinco atuam na defesa de Temer contra os ataques do PT e, tanto nos bastidores quanto sob os holofotes, na construção de um possível “governo Temer”, que começaria ainda em 2016 caso o impeachment da presidente Dilma seja aprovado no Senado. O vice-presidente nega que já esteja articulando um novo governo.

Geddel Vieira Lima, o articulador

Geddel Vieira Lima é filiado ao PMDB da Bahia desde 1990. Foi deputado federal por cinco mandatos consecutivos e contemporâneo de Temer na Câmara dos Deputados. Geddel foi um dos integrantes do PMDB mais críticos em relação à aproximação entre o PMDB e o PT quando Lula assumiu seu primeiro mandato, em 2003.

Mesmo assim, ele foi nomeado ministro da Integração Nacional em 2007, com o aval do PMDB da Câmara dos Deputados, à época, liderado por outro homem de confiança de Temer, Henrique Eduardo Alves. Em 2010, suas críticas ao PT ganharam mais força quando ele perdeu a disputa ao governo da Bahia para Jaques Wagner (PT).

Em 2014, Geddel foi candidato a uma vaga no Senado, mas perdeu para Otto Alencar (PSD-BA), que contou com o apoio do PT. Por pessoas próximas, ele é considerado um “articulador combativo” e um dos únicos capazes de discordar, publicamente, de Temer. “Ele é o único que tem coragem de dizer, na cara de Temer, que ele está errado. Já fez isso em mais de uma ocasião. Essa característica, inclusive, já incomodou Temer algumas vezes”, afirmou um senador próximo ao grupo.

Essa faceta ficou evidente quando ele defendeu abertamente o rompimento do PMDB com o governo em julho de 2015, enquanto Temer defendia a manutenção da legenda na base governista. “Acabou esse constrangimento de silenciar por amizade e respeito ao Temer”, disse Geddel à época.

“Não temos nada contra o Temer e o Padilha. Mas está havendo uma extrapolação. Os dois fazem uma defesa intransigente do governo. E expressam posições que não correspondem ao pensamento da maioria do PMDB”, complementou Geddel.

Eliseu Padilha, o operador

Eliseu Padilha é um dos quadros mais antigos do PMDB. Está na legenda desde quando ela se chamava MDB (Movimento Democrático Brasileiro), nos anos 1960. Ao todo, foi deputado federal por cinco mandatos desde 1995. No governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Padilha ocupou o Ministério dos Transportes entre 1997 e 2001 como parte da aliança entre PSDB e PMDB.

Já durante a gestão petista, Padilha ocupou a Secretaria da Aviação Civil em janeiro de 2015. Deixou o cargo em dezembro de 2015, em meio ao agravamento das relações entre PMDB e o PT. É um dos principais aliados de Temer e participou de diversas reuniões da chamada articulação política no ano passado, quando o vice-presidente era o encarregado de dialogar, em nome do governo, com o Congresso.

Para o ex-líder do PT na Câmara dos Deputados Sibá Machado (AC), Padilha é a pessoa para quem Temer telefonaria em “caso de emergência”.

“Todo mundo tem uma pessoa para quem você ligaria em caso de emergência. Ao longo das reuniões em que eu participei com o Temer, a impressão que eu tenho é de que o Padilha é essa pessoa para o vice-presidente. Ele é o operador”, disse Sibá. Um deputado do PMDB ligado ao grupo corrobora essa ideia. “O Padilha é o mais organizado de todos. Ele conversa com todo mundo e filtra isso tudo”, afirmou.

Procurado pela reportagem, Padilha não atendeu aos pedidos de entrevista.

Um senador do PMDB próximo a Padilha e a Temer diz que a capacidade de “mapear” votos é um diferencial de Padilha. “Ele é muito bom nesse mapeamento. Ele conversa com todo mundo e monitora bem como serão os votos. Ele é muito preciso”, afirmou o senador.

 

Henrique Eduardo Alves, o amigo

Filiado ao PMDB desde 1982, Henrique Eduardo Alves tem a experiência de 11 mandatos de deputado federal consecutivos e é considerado o mais próximo de Temer. Segundo ele mesmo, a amizade com o vice-presidente se estreitou durante o período em que Temer era presidente da Câmara e Henrique era líder do PMDB, em 2007.

“Essa amizade cresceu quando atuamos juntos na Câmara, no dia a dia daquela Casa, eu como líder e ele como presidente. Quantas dificuldades passamos? Inúmeras”, afirmou Henrique. Um deputado do PMDB afirma que, dos cinco da “tropa de choque”, Henrique é mais próximo de Temer. “Com o Henrique, não é só uma relação política. É uma amizade, mesmo. Ele escuta o que o Henrique fala. São muitos anos de convivência”, afirmou.

Derrotado nas eleições para o governo do Rio Grande do Norte em 2014, Henrique Alves assumiu o Ministério do Turismo em abril de 2015 como parte de uma estratégia do governo para aumentar o apoio do PMDB no Congresso Nacional. Em meio ao agravamento da crise política, ele deixou o cargo em março deste ano.

Henrique diz, no entanto, que prefere não comentar sua proximidade com o vice. “Eu sou um grande admirador do vice-presidente, sobretudo por sua discrição. Nesse momento tão delicado, não gostaria que ficasse especulando sobre isso”, diz.

Moreira Franco, o “pensador”

Presidente da Fundação Ulysses Guimarães, braço do PMDB destinado à formação de quadros e formulação de políticas, Moreira Franco é apontado como o “pensador” do grupo. “Ele pensa as estratégias e avalia os passos”, diz um deputado do PMDB. “Ele é um estrategista e conversa muito com o vice-presidente”, afirmou um senador ligado ao grupo.

Um dos principais líderes do PMDB, Moreira Franco acompanhou o partido em sua “metamorfose” ao longo dos últimos 20 anos. Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial da Presidência. Quando o PMDB passou a integrar a base governista do ex-presidente Lula, Moreira Franco também ocupou cargos importantes.

Em 2007, assumiu a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal e, em 2011, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo da recém-eleita Dilma Rousseff. Em 2013, assumiu a Aviação Civil, cargo que deixou em janeiro de 2015 dando lugar ao colega Eliseu Padilha.

Nos últimos meses, ele tem assumido o papel de um dos porta-vozes do PMDB na condução da ruptura do partido com o governo. Quando Padilha deixou a pasta da Aviação, ele defendeu que outros ministros do PMDB fizessem o mesmo.

Temer e Moreira Franco se conhecem há pelo menos 30 anos e, segundo Moreira Franco, os dois têm uma relação “fraterna”. Questionado sobre o papel de “pensador” que lhe atribuído, ele desconversa.

“Não sei se me vejo nessa posição, mas gente conversa muito sobre isso: o que fazer e como fazer. Debatemos muito. Os dois gostamos muito de militar e pensar antes para agir depois”, afirmou.

Romero  Jucá, o “centroavante”

Enquanto os outros quatro integrantes desse “núcleo duro” estão no PMDB desde os anos 80 ou 90, Romero Jucá só chegou ao partido em 2003, depois de deixar o PSDB.

A mudança de partido permitiu a Jucá estabelecer uma curiosa marca: ser líder do governo no Senado tanto nas gestões de Fernando Henrique Cardoso quanto nas de Lula e Dilma Rousseff.

A capacidade de transitar entre diferentes legendas faz com que ele seja avaliado por correligionários como um “ótimo centroavante”. “Todo time precisa de um centroavante. Ele é muito habilidoso e executa bem as missões que dão para ele”, afirmou um cacique do PMDB. O colega Moreira Franco complementa: “ele é um dos melhores quadros que temos”, disse.

Nem o fato de ser investigado pela Operação Lava Jato e apontado por executivos da empreiteira Andrade Gutierrez como beneficiário do pagamento de propina (suspeitas que ele nega) impediu que Jucá recebesse de Temer duas missões espinhosas: conduzir a ruptura do PMDB com o governo, oficializada no final de março, e defender o vice-presidente dos ataques que vem sofrendo por integrantes do governo.

Ele mesmo admitiu que uma de suas funções à frente do PMDB é evitar que Temer seja alvo do que chamou de “briga de rua”. 
“Isso retira o presidente Michel Temer da tentativa de alguns setores de trazer o presidente Michel para uma briga de rua”, afirmou logo após assumir o comando do partido.

Opinião dos leitores

  1. QUEM VAI SENTIR MUITA FALTA DO PT VAI SER A IMPRENSA, VAI DIMINUIR A PAGINA POLICIAL QUE É ABASTECIDA A 13 ANOS,(ROUBOU, FRAUDOU, DESVIOU,AS DOAÇÕES FORAM LEGAIS, NEGO VEEMENTEMENTE, DESCONHEÇO AS ACUSAÇÕES, ESTOU A DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA , BLA , BLA , BLA…………………

  2. Não basta varrer a sujeira. Tem que tirar também esses "fichas-limpa" sedentos pelo poder, que querem assumir o comando numa manobra golpista. Não a Temer, Cunha e Renan. O que o povo quer de verdade é Novas Eleições!

    1. Só se for o que você quer de verdade, pois para saber o que o povo quer deveria se realizado um referendo sobre a vontade do povo.

  3. Quando um petralha chama o PMDB de traidor, fico comparando o PT com a mafia italiana. Nao é a toa que gostam de mortadela. O PT e PMDB sao apenas briga de familia… O que se espera é um fim da ideologia fascista-petista demagoga para por um rumo na economia livre. Um fim ao peleguismo.

  4. Prevejo lágrimas no futuro próximo.
    Pra quem saiu na rua "contra" corrupção agora de fato terá o q "pediu" no governo, a começar pelo presidente e o o seu vice,#SomosTodosCunha!

    1. O Brasil foi destruído pelo PT. O recomeço será difícil mas ocorrerá, desde que tiremos essa quadrilha petista do poder.

  5. Boas noticias para os coxinhas. kkkkkkk como ja era esperado o temer foi brilhante nas escolhas e vem mais coisas ai….

    1. O Brasil vai começar a melhorar e prá isso é preciso tirar essa quadrilha petista do poder.

    2. Nada é pior que o PT. Quanto ao Temer, foram vocês, petistas, que colocaram ele prá vice. O Cunha foi aliado do PT até uns dias atrás. E o Renan? Por que os militantes petistas "esquecem" dele?

    1. O PT é assim mesmo: só presta aquilo que concorda com suas estripulias. Esses ai eram valiosos aliados até um dia desses. Inclusive ministros do governo do PT. Agora…

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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de crime contra o sistema financeiro

Foto: Reprodução/Flow Podcast

A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O inquérito foi aberto em fevereiro e tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.

Guedes prestou consultoria à OnilX, participou de reuniões estratégicas e de eventos com investidores. A empresa é alvo de reclamações de clientes que afirmam não conseguir resgatar valores investidos em produtos ligados a criptomoedas, com promessas de rendimento de até 2,8% ao mês.

O ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro prestou consultoria à empresa e era usado por funcionários para transmitir legitimidade ao negócio. A empresa deu calote em dezenas de pessoas e entrou na mira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A CVM determinou, em janeiro, a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo. Em abril, a autarquia manteve a medida, esclarecendo que ela não abrangia a simples intermediação de criptoativos sem promessa de rendimento ou contrato de investimento.

O Metrópoles identificou 108 ações judiciais contra o grupo em um período analisado entre junho e setembro. Investidores relatam prejuízos e dificuldades para recuperar recursos. A OnilX nega irregularidades e afirma atuar regularmente no mercado de ativos virtuais.

O inquérito está sob responsabilidade da PF no Paraná, com participação do Ministério Público Federal. A defesa de Guedes e Lino não respondeu aos contatos do veículo até a publicação da reportagem.

Com informações do Metrópoles

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Flávio Bolsonaro pedirá ao STF que Moraes deixe investigação sobre Willer Tomaz

Fotos: Alejandro Zambrana/STF e Edilson Rodrigues/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) deverá pedir ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire o ministro Alexandre de Moraes da relatoria da investigação sobre sua relação com o advogado Willer Tomaz. A informação é do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

Segundo a publicação, a defesa prepara dois pedidos. Um questionará a competência de Moraes para conduzir o caso, argumentando que a relatoria deveria ser do ministro André Mendonça, responsável por investigação relacionada a fraudes no INSS.

O segundo alegará suspeição de Moraes. A defesa pretende apontar que um relatório da Polícia Federal menciona uma empresa que detinha participação na mesma aeronave utilizada pelo ministro, relacionada a um contrato do escritório de sua esposa com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A investigação teve origem em um inquérito sobre empresas intermediadoras de pagamentos de casas de apostas. Entre os elementos analisados está um e-mail de uma funcionária de Tomaz ao Banco Santander solicitando a desvinculação de Flávio da conta da empresa Alcazar Holding.

Aliados do senador afirmam que um documento enviado pelo Santander a Moraes indicaria que Flávio nunca teve a conta. Os pedidos ainda deverão ser apresentados ao STF.

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Segundo assessor de parlamentares do PSOL é preso em operação contra exploração sexual de adolescentes

Fotos: Reprodução/TV Globo

O chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, foi preso na quarta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra um grupo investigado por exploração sexual de jovens e adolescentes e produção de vídeos pornográficos envolvendo menores de idade.

É o segundo assessor ligado ao PSOL preso neste ano em casos de violência sexual. Em julho, Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor do vereador de Niterói Professor Túlio, foi preso sob acusação de estuprar uma adolescente de 16 anos.

Carlos trabalhava no gabinete de Talíria desde 2019 e recebia salário mensal de R$ 18,2 mil. Após tomar conhecimento da operação, a deputada determinou seu afastamento e anunciou a exoneração enquanto os fatos são apurados.

A operação, batizada de “NXIVM”, cumpriu oito mandados de prisão. Entre os presos também está um terceiro-sargento da Polícia Militar. A investigação começou em julho, após a prisão do outro assessor, e avançou a partir de vídeos encontrados no celular da adolescente.

Em nota, Talíria afirmou ter sido surpreendida pela operação, declarou solidariedade à vítima e à família e defendeu que as investigações sejam conduzidas com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal.

Com informações do Metrópoles

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Câmara quer regras para campanhas nas redes sociais após polêmica com Meta

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a criação de um grupo de trabalho para elaborar regras para campanhas eleitorais nas redes sociais. A proposta deve alterar o Código Eleitoral e surge após acusações de tratamento desigual pela Meta durante a disputa presidencial de 2026.

Segundo o UOL, a campanha de Lula (PT) acusou a empresa, dona do Instagram e do Facebook, de restringir o alcance de publicações do presidente e favorecer conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro (PL). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as plataformas garantissem tratamento igualitário aos candidatos.

Motta pretende apresentar uma proposta em duas semanas. Entre as ideias em discussão estão regras para a distribuição de conteúdo por algoritmos e restrições ao uso de perfis de influenciadores em campanhas eleitorais.

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Nordeste teve 14,7 milhões de menções ofensivas nas redes após vitória de Lula, aponta levantamento

Foto: Freepik

O Nordeste foi alvo de 14,7 milhões de menções ofensivas nas redes sociais após a vitória de Lula (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). Os dados são de um monitoramento da Ativaweb DataLab divulgado pelo colunista Carlos Madeiro, do UOL.

Entre a noite de domingo e as 16h de quarta-feira (28), foram registradas 18,5 milhões de menções relacionadas à região. Desse total, 79,3% tinham tom crítico aos nordestinos, enquanto 20,7% foram classificadas como manifestações de defesa.

Segundo o levantamento, as publicações incluíram ataques à inteligência da população, associações do Nordeste à pobreza e à dependência, comparações depreciativas e mensagens que defendiam a separação da região do restante do país.

O monitoramento considerou publicações, comentários, links e compartilhamentos no Facebook, Instagram, TikTok e X, além de comentários no YouTube e no Kwai. Os ataques partiram de usuários de diferentes regiões do Brasil, com presença expressiva de perfis do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

No primeiro turno, o levantamento havia registrado 32,8 milhões de menções relacionadas ao Nordeste, das quais cerca de 27 milhões foram classificadas como ofensivas. Somados os dois períodos, foram mais de 51,4 milhões de menções, sendo 41,7 milhões com tom crítico à região.

Entre os perfis identificados como autores das críticas após o segundo turno, 52,3% eram masculinos e 24,5% femininos. Em 23,2% dos casos, não foi possível identificar o gênero.

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Wall Street Journal acusa Justiça brasileira de “vingança política” contra Flávio Bolsonaro

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O conselho editorial do jornal americano The Wall Street Journal classificou como “vingança política” as medidas judiciais contra Flávio Bolsonaro (PL) após a reeleição de Lula. Em editorial publicado na quarta-feira (28), a publicação criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e questionou a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto destaca a proximidade entre o resultado eleitoral e a determinação para que Flávio entregasse seus passaportes. O jornal relata que o senador deixou o Brasil com a família, passou pela Argentina e chegou a Miami, nos Estados Unidos.

O editorial também menciona uma declaração atribuída a Lula durante a campanha, na qual o presidente teria associado a perda da imunidade parlamentar de Flávio à abertura de investigações. Para o jornal, a fala indicaria que o senador teria sido escolhido previamente como alvo. Essa interpretação é uma avaliação editorial, não uma conclusão judicial.

A publicação critica ainda a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e destaca o voto divergente do ministro Luiz Fux, com questionamentos sobre competência do STF, provas e devido processo legal.

Ao final, o jornal alerta para a possibilidade de novas indicações de Lula ao Supremo e atribui ao Senado a responsabilidade de defender a independência do Judiciário e o equilíbrio entre os Poderes.

Com informações da Jovem Pan

Opinião dos leitores

  1. Precisa um jornal estrangeiro independente alertar sobre o que acontece aqui, porque a nossa “imprensa”, na sua maioria, é alienada ideologicamente ou é comprada.

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SIC apresenta solução tecnológica para modernizar a gestão das cooperativas durante o WCM 2026

Foto: Divulgação

Apresentado durante um dos principais eventos do cooperativismo na América Latina, o Sistema Integrado de Cooperativas aposta na tecnologia para simplificar processos, reduzir a burocracia e ampliar a eficiência operacional do setor.

O SIC – Sistema Integrado de Cooperativas foi apresentado durante o WCM 2026, realizado em Belo Horizonte (MG), um dos principais eventos de liderança, gestão e estratégia do cooperativismo na América Latina. Desenvolvida para atender às necessidades operacionais das cooperativas, a plataforma reúne soluções tecnológicas que buscam modernizar a gestão, automatizar processos e simplificar as rotinas administrativas do setor.

A iniciativa, fomentada pela Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Educação (Coopedu), ganhou destaque durante o Cooptech Summit, com a participação do presidente da cooperativa, Alexandre Soares Gomes, que apresentou o SIC como uma solução desenvolvida a partir da experiência prática e do conhecimento sobre os desafios enfrentados diariamente pelas cooperativas.

“O SIC nasce com o propósito de proporcionar mais eficiência operacional às cooperativas, modernizando processos e simplificando rotinas que ainda dependem de muito trabalho manual. É uma tecnologia desenvolvida por quem conhece de perto os desafios do cooperativismo e entende que a inovação precisa resolver problemas reais do dia a dia”, destacou Alexandre.

A plataforma integra funcionalidades essenciais à administração das cooperativas, como gestão de cooperados, contratos, folha de pagamento, emissão de notas fiscais, pagamentos e automatização de obrigações trabalhistas e fiscais, incluindo o envio de informações ao eSocial.

Com a proposta de centralizar essas operações em um único ambiente, o SIC busca reduzir a dependência de planilhas, sistemas isolados e processos manuais, diminuindo o retrabalho, a duplicidade de informações e os riscos de erros operacionais. A integração entre as funcionalidades também permite maior controle, rastreabilidade e agilidade na execução das atividades administrativas.

Além da apresentação no palco, o SIC contou com um espaço de demonstração no evento, em um estande realizado em parceria com o Sistema OCERN, reforçando o apoio institucional à iniciativa e sua conexão com as necessidades do cooperativismo.

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Governo Lula orienta ministros a silenciar sobre fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA para conter narrativa de perseguição


Foto:  Joe Raedle/Getty Images

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiu uma orientação expressa a ministros e auxiliares para que evitem subir o tom de declarações sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. A ordem na gestão petista é conter potenciais desgastes e tratar o episódio do desembarque do parlamentar nos Estados Unidos estritamente como uma pendência a ser resolvida no âmbito do Judiciário.

A estratégia busca afastar o Palácio do Planalto da controvérsia e neutralizar o discurso de aliados do clã Bolsonaro, que tentam construir uma narrativa de que a família estaria sofrendo perseguição política por parte do atual governo brasileiro. O alinhamento oficial prevê reforçar publicamente que os desdobramentos sobre a situação de Flávio cabem exclusivamente às instâncias da Justiça e ao trabalho de investigação da Polícia Federal (PF).

A diretriz de recuo teria sido transmitida pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira.

Mudança de tom após fala de Lula

O movimento para esfriar a crise ocorre logo após declarações do próprio presidente Lula criticando a conduta do adversário político. Durante a celebração de seu aniversário de 81 anos no Palácio da Alvorada, o petista classificou a ida do senador para o exterior após o resultado das urnas como “vergonhosa” e afirmou que a família Bolsonaro “lambe botas” do governo americano.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Jovem de 16 anos denuncia MC Poze do Rodo por estupro na Polícia Civil do RJ


Foto: Divulgação

Uma jovem de 16 anos formalizou uma denúncia de estupro contra o rapper Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido nacionalmente como MC Poze do Rodo. O registro do boletim de ocorrência foi feito nesta quarta-feira (28), na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), que já instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

Segundo o depoimento da adolescente, o abuso teria ocorrido no final de setembro, no interior da residência do artista, no Rio de Janeiro. A vítima relatou às autoridades que estava vulnerável e sob o efeito de substâncias entorpecentes que teriam sido fornecidas pelo próprio cantor.

Condições ignoradas e alegação de ameaças

A advogada criminalista Daiana Andrade, que representa a adolescente, detalhou que a jovem havia condicionado expressamente qualquer ato sexual ao uso de preservativo, exigência que foi descumprida pelo músico. Ainda segundo a defesa da vítima, após o ato, a menor teria sido submetida a ameaças e pressionada a ingerir medicamentos.

“Consentimento não se presume. Quando a mulher impõe uma condição e ela é ignorada, não há consentimento. Fama não é salvo-conduto”, declarou a advogada da jovem.

Até o momento da publicação, a reportagem não conseguiu contato com a equipe jurídica de MC Poze do Rodo para obter o posicionamento oficial do cantor. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações e esclarecimentos da defesa.

Com informações do Metrópoles

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Governo Lula adota tom cauteloso com os EUA após fuga e concessão de visto a Flávio Bolsonaro


Foto: Reprodução/Instagram Flávio Bolsonaro

Em meio ao aumento da tensão entre Brasil e Estados Unidos provocada pela ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o território norte-americano após ser derrotado no segundo turno das eleições presidenciais por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) defendem uma postura de cautela. A orientação do governo brasileiro é tratar o caso exclusivamente no âmbito judicial e evitar a politização do tema nas relações com Washington.

Flávio Bolsonaro desembarcou nos EUA na última quarta-feira (28), em descumprimento direto a uma medida cautelar emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de retenção do passaporte e a proibição de deixar o país haviam sido impostas a pedido da Polícia Federal (PF), que alertou para o risco iminente de fuga do parlamentar, investigado em inquéritos sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Aceno de Trump e reação contida do Itamaraty

A entrada e permanência do senador e de sua família em solo americano foram viabilizadas após o Departamento de Estado dos EUA conceder os vistos necessários. O gesto do governo Donald Trump é visto como uma sinalização de apoio político à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já conta com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no país.

Apesar da sensibilidade política do episódio, diplomatas brasileiros ouvidos reservadamente afirmam que o Itamaraty não pretende intervir formalmente no assunto neste momento. A avaliação das fontes diplomáticas é de que a situação de Flávio Bolsonaro é de “alçada exclusiva do Poder Judiciário”, esfera na qual o Poder Executivo e a diplomacia não devem interferir, repetindo o protocolo aplicado a outros cidadãos brasileiros considerados foragidos pela Justiça.

Esse posicionamento alinha-se ao histórico recente envolvendo o próprio Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado, radicado nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado após abandonar seu mandato na Câmara, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por coação no curso do processo, acusado de articular a aplicação de sanções e tarifas econômicas por autoridades americanas contra o Brasil.

Com informações do Metrópoles

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