Polícia

Torcedores do América são detidos com drogas em Riachão do Jacuipe

Integrantes de uma torcida organizada do América foram presos minutos antes do jogo durante uma vistoria policial na entrada do município de Riachão do Jacuipe, minutos antes do jogo contra o Jacuipense.

Durante uma barreira policial, os torcedores passaram por uma vistoria, quando foram encontradas drogas no interior. Todos foram detidos pela Polícia Militar e conduzidos à Delegacia de Polícia.

Até o início da noite, alguns torcedores ainda se encontravam detidos. Outros foram liberados após prestar esclarecimentos.

Opinião dos leitores

  1. COMEÇOU COMO O MELHOR TIME DO MUNDO DANDO GOLADAS ASTONOMICAS MAIS NA HORA DA ONÇA BEBER AGUA NA HORA DA VERDADE O TIMECO NAO PASSOU DE UM TIME DE QUARTA DIVISAO FRACO QUE SO CALDO DE BATATA BORA MEU CAO KKKKK

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Esporte

América perde para Jacuipense e segue mais um ano na Série D

Foto: Divulgação/Jacuipense

O América não conseguiu. Perdeu para Jacuipense na tarde deste domingo (7), por 1 a 0, no estádio Walfredão, e segue mais um ano na Série D do Brasileirão.

O pior, o gol que eliminou a equipe rubra foi contra do lateral-esquerdo Kaike, que tentou cortar um lançamento, mas terminou colocando a bola pra dentro do gol. O resultado só não foi pior, porque o goleiro Ewerton agarrou uma cobrança de pênalti.

Com o resultado, o time baiano passa para as quartas de final da Série D. Já o América, eliminado, continua na Série D.

Opinião dos leitores

  1. Time sem vergonha esse América. Perder para um time que não sabemos nem pronunciar o nome direito.
    O único alento, é saber que a MUNDIÇA da BURRA PRETA, também entrará no rol da fama da série D em 2020. Kkkkkkkkkkkkkkk

  2. Mais isso eu já havia dito, derna derrota do Juaizerense, o mesquinha só retorna a série C em 2023. Chora aplicada.

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Diversos

Piloto morre em meio a voo e copiloto faz pouso de emergência

Foto: Foto: Reprodução/Facebook

O piloto de um avião bimotor morreu neste sábado (6) em meio a um voo entre a cidade de Barreiras (871 km de Salvador) e Americana (130 km de São Paulo).

Benedito Fernando Ricci saiu às 10h03 do aeroporto agrícola Fulanete, em Barreiras, mas teve um infarto durante o voo e desmaiou. Ao ver que o colega não se sentia bem, o copiloto Matheus Pasquotti assumiu o comando do avião e fez um pouso de emergência no aeroporto de Campo Grande (MS). Segundo a Infraero, o copiloto solicitou atendimento médico para o colega. Mas, quando o avião pousou, Bernardo Ricci já estava morto.

A Infraero não informou o porquê o pouso foi realizado em Campo Grande, cidade fora da rota entre Barreiras e Americana. O incidente será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão ligado à Força Aérea Brasileira.

Em uma rede social, Matheus Pasquotti lamentou a morte do colega, a quem chamou de amigo, companheiro e “um piloto dedicado e que amava voar”.

“Acordamos hoje pela manhã, tomamos nosso café, preparamos nossas coisas, tiramos o avião do hangar e fomos fazer o que mais gostamos de fazer, voar. Mas no meio do caminho, como em um piscar de olhos, você se foi meu amigo”, afirmou Pasquotti.

Folhapress

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Polícia

Policial morre durante competição de trilha no interior do RN

O policial civil Moacir Cachina França, de 44 anos, morreu na manhã deste domingo (7), durante uma competição de trilha de bike na cidade de Caraúbas, no Oeste do Rio Grande do Norte.

Segundo a organização da prova de ciclismo, o policial, que estava competindo em uma das equipes, sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

França chegou a ser socorrido para o Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira da Silva pelos participantes, antes da ambulância chegar no local, mas não resistiu e veio a óbito.

Opinião dos leitores

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Diversos

Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 6 milhões na terça-feira, dia 9

O concurso 2166 da Mega-Sena não teve acertadores nos seis números sorteados neste sábado: 03, 19, 34, 44, 56 e 58.

Assim, o prêmio ficou acumulado para o concurso 2167, a ser realizado na próxima terça-feira, dia 9, quando a estimativa é de um prêmio de R$ 6 milhões.

Neste sábado (6), a Quina (5 números acertados) teve 44 apostas ganhadoras, com R$ 39.121,73 para cada uma delas.

Já a Quadra, com 4 números acertados, registrou 3.749 apostas ganhadoras, cabendo a cada uma delas R$ 655,92.

As informações são do site da Caixa Econômica Federal.

Agência Brasil

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Tecnologia

Governo lança consulta pública para estratégia das redes móveis 5G

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal lançou uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre uma proposta de estratégia nacional para a implantação de redes 5G no país. O nome é dado à próxima geração da infraestrutura de dados móveis, aquela empregada para garantir a conectividade e o acesso à Internet nas comunicações de equipamentos como smartphones, tablets e modems.

Os interessados em participar devem acessar o site específico da consulta, realizar cadastro e publicar suas contribuições.

O documento em consulta, elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) aponta o 5G como mais do que uma melhoria em relação à rede 4G, em uso no país. A nova tecnologia, além de ampliar a velocidade do tráfego, também tem outras vantagens em relação às tecnologias de gerações anteriores.

Essa infraestrutura comporta um fluxo muito maior de dados e permite que mais aparelhos se conectem e se comuniquem por meio dela. Além disso, os problemas de sinal diminuem sensivelmente e a segurança das informações transmitidas é maior.

Conforme o documento, essas características são importantes para permitir que a Internet móvel possa dar suporte a um ambiente de conectividade mais intenso, como a interligação entre sensores e máquinas que formam o que vem sendo chamado de Internet das Coisas.

Com isso, a expectativa é de que o 5G seja base para novas aplicações nos mais diversos campos, da coordenação de linhas de montagem em indústrias ao uso de veículos autônomos nas cidades, incluindo soluções nos campos da saúde, agricultura e, é claro, nas comunicações.

A importância do 5G como próxima infraestrutura da web motivou medidas radicais por parte do governo dos Estados Unidos, que barraram a atuação da firma chineas Huwaei, que fabrica componentes para esse tipo de rede.

Temas em consulta
A consulta envolve uma série de áreas e ações propostas para compor a estratégia. Uma delas é como se dará a autorização para que entes públicos e privados possam oferecer o serviço de infraestrutura em 5G.

Outro tema relevante é a disponibilização de faixas de espectro para essas redes. A tecnologia 5G, assim como outras redes móveis (não somente da banda larga para smartphones mas também no caso de serviços por satélite), funciona por meio da transmissão de sinais pelo espectro de radiofrequências, uma espécie de “canal invisível” no ar por onde circulam os dados.

“Será necessário repensar o uso do espectro no Brasil, tanto por meio do refarming [redestinação] de faixas já utilizadas para o SMP [Serviço Móvel Pessoal, o da telefonia móvel], como por meio da limpeza e destinação de outras faixas para o uso de serviços móveis (como as faixas de 1,5 GHz, 2,3 GHz e 4,8 GHz). De forma complementar a disponibilização convencional de espectro, práticas de flexibilização de seu uso poderão contribuir positivamente para as futuras redes, como é o caso do uso de faixas não-licenciadas e isentas de autorização de uso”, assinala o documento.

A consulta também quer ouvir os participantes sobre que iniciativas devem ser adotadas para estimular a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nessa tecnologia, de modo que o Brasil não seja apenas um consumidor de soluções técnicas fabricadas em outros países.

Atualmente, há uma disparidade grande em termos geográficos. Segundo relatório da GSA, enquanto na Europa 42% das operadoras de telecomunicações já estão investindo em 5G, na América Latina e Caribe esse percentual é de apenas 8%.

“Os desafios relacionados à pesquisa e ao desenvolvimento dessa tecnologia são diversos e dizem respeito, principalmente, ao estabelecimento dos padrões, a interoperabilidade dos sistemas e a provisão de acesso a áreas remotas e rurais – este último é de particular relevância para o cenário brasileiro haja vista o peso do agronegócio no PIB nacional”, assinala o documento.

Agência Brasil

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Política

Opinião sobre Lula e Moro reproduz polarização no país, mostra Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6), 58% dos brasileiros consideram inadequada a conduta de Sergio Moro em conversar com procuradores da Lava Jato. Outros 58% acham que as decisões do ex-juiz (hoje ministro da Justiça) devem ser revisadas.

O caso veio à tona após a revelação pelo site The Intercept Brasil de mensagens entre Moro e membros da força-tarefa da operação. Os diálogos aconteceram pelo aplicativo Telegram, entre 2014 e 2019.

A reprovação a Moro, contudo, não mudou a percepção dos brasileiros sobre a condenação do ex-presidente Lula, preso desde abril passado em Curitiba. A maioria é a favor da sua prisão, resultado já aferido em pesquisa realizada no ano passado.

A opinião sobre Lula, assim como acontece com a aprovação a Moro, pode variar bastante conforme a faixa de renda, região do país e posição no mercado de trabalho. Os mais ricos tendem a defender Moro, enquanto os mais pobres apoiam Lula. Empresários querem que o ministro fique no cargo, desempregados defendem a soltura do petista.

Abaixo, veja alguns recortes da pesquisa Datafolha que relacionam Sergio Moro e Lula.

Renda

Quanto maior a renda, maior o apoio à condenação de Lula. Ao mesmo tempo, mais ricos são os mais favoráveis a que Sergio Moro permaneça no cargo de ministro da Justiça.

Entre os que ganham até dois salários mínimos, 51% acham que Lula está preso injustamente. Já entre quem ganha mais de 10 salários mínimos o percentual é de 30%.

Quanto a Moro, 69% dos mais ricos desejam que ele continue no Ministério da Justiça, contra 47% dos mais pobres.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Datafolha é um poço de descrédito. Não sei porque ainda noticiam esse tipo de desinformação.

  2. Quero saber o tanto que roubou FHC e AECIO, mas para esses não tem punição, porque o juiz que deveria fazer justiça à todos não fez, antes fez politica partidária descaradamente. Não é questão de lado é questão de justiça para todos.

    1. Os dois que vc citou NUNCA passaram pela Vara de Sérgio Moro. Aécio, inclusive, tem foro privilegiado. STF. E é réu. Será punido. Eventuais crimes de FHC já estariam prescritos. Mas também não eram da competência da Vara do Moro. Essa turma de esquerda não cansa de mentir para tentar sujar a reputação de quem não gostam. É uma nojeira.

  3. Se essa pesquisa reflete realmente a posição dos brasileiros, não sabemos, mas nela está inserida, duas posições que muito preocupará as novas gerações do país, e são: os que defendem agentes de Estados, que utilizam, mesmo sem autorizações, de provas lícitas, praticam atos e poder de convencimento que não é inerente ao cargo, isso com intuito de defender o estado e o patrimônio público da ação dos corruptos e ladrões; por outro lado tem os que defendem a todo custo, os costumazes corruptos, que dilapidaram e roubaram o patrimônio do povo brasileiro (cerca de 200 bi) , levaram riquezas dos brasileiros pra outros paises investirem em infra estrutura, mesmo sabendo da instabilidade política e financeira desses paises e da carência estrutural do nosso país (meio trilhão de reais foi expatriados e calculado até agora), esses indivíduos, com atribuições e outorga popular, estão na berlinda para serem julgados, e isso servirá de exemplo pra nosso destino, pois servirá de exemplo pra o que queremos na nossa casa, nosso município, nosso está e nosso país. Faça sua escolha.

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Política

Cresce apoio dos deputados à reforma; faltam 61 votos para aprovação

Às vésperas da votação no plenário da Câmara dos Deputados, a proposta que modifica as regras para se aposentar no Brasil conta com o apoio de 247 deputados, aponta o Placar da Previdência, feito pelo ‘Estado’. Desses, 229 afirmam que dariam sim à reforma com o mesmo teor que foi aprovado na Comissão Especial, e 18 condicionaram a aprovação a ajustes.

Seriam precisos mais 61 votos para chegar aos 308 necessários para se aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara. Esse apoio, porém, é o maior já registrado em todas as edições do Placar da Previdência já feitas pelo Estado.

Depois que a proposta do ex-presidente Michel Temer foi aprovada na Comissão Especial, em maio de 2017, o Placar da Previdência apontara a rejeição de 225 deputados ao texto e o apoio de apenas 83.

Nas contas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a reforma já tem o apoio de mais de 308 deputados. De acordo com ele, este quórum é resultado dos eleitores, que passaram a compreender que o “sacrifício” da Previdência vale a pena para que as próximas gerações tenham um futuro melhor. ” A Câmara é reflexo da sociedade”, disse Maia ao Estado.

Neste sábado (6), o presidente da Câmara se reuniu com líderes partidários, com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, para tentar um acordo para a votação do projeto ainda antes do recesso parlamentar, em 18 de julho. Ao final, Maia disse acreditar que a proposta será aprovada “com uma boa margem”.

O governo também viu com bons olhos a sinalização dada pelo Placar da Previdência. “Hoje, o clima é favorável”, disse Marinho ao Estado. “Estamos confiantes que o tema amadureceu junto à sociedade e foi incorporado ao Parlamento.”

O Estado procurou todos os 513 deputados nas últimas duas semanas por telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Dos 446 que responderam (87% do total da Câmara), 97 disseram que votariam contra, mesmo que haja alterações, 26 se declararam indecisos, 75 não quiseram responder e um deputado disse que estará ausente na votação por licença médica. Outros 66 não responderam aos questionamentos. Maia não vota.

O PSL, partido do presidente, garante 35 votos já certos para aprovar o texto, de uma bancada de 54 deputados. Já o DEM, de Maia, tem 23 votos favoráveis de um total de 28 deputados.

Contas

Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para o equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.

Na madrugada de sexta (5), após 16 horas de reunião, a Comissão Especial que tratava do assunto concluiu as votações e aprovou o parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP). “Obtivemos uma aprovação muito consistente na Comissão Especial. Este fato aumentou também nossa confiança para a aprovação no plenário”, disse o tucano.

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com tempo mínimo de contribuição de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) – vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está. Categorias como professores, policiais federais e agentes penitenciários terão regras diferenciadas.

As novas regras não valerão para os servidores estaduais e dos municípios com regime próprio de Previdência, uma vez que o projeto aprovado pela Comissão Especial tirou a extensão das regras da reforma para Estados e municípios.

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando terá de escolher entre quatro regras de transição.

No plenário, os deputados ainda podem mudar o texto da reforma. Por se tratar de uma PEC, são necessários, para a aprovação, votos favoráveis de três quintos do total de parlamentares no plenário das duas Casas (308 votos na Câmara e 49 no Senado), em dois turnos de votação. A última versão do relatório reduziu a previsão de economia para os cofres públicos com a reforma para R$ 987,5 bilhões em 10 anos. A proposta original previa uma economia de R$ 1,236 trilhão em uma década.

Estados não obtêm votos

Em calamidade financeira por causa do acelerado crescimento das despesas com aposentados, os Estados em pior situação não conseguiram engajar suas bancadas para a aprovação da reforma da Previdência. O Placar da Previdência mostra que menos da metade dos deputados eleitos por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro se declararam favoráveis à proposta.

Em Minas, sob comando de Romeu Zema, do Novo (partido que apoia a reforma), 26 dos 53 deputados se dizem a favor. No Rio Grande do Sul, governado por Eduardo Leite (PSDB), 15 de 31 parlamentares apoiam a proposta. Os servidores aposentados gaúchos já estão em maior número do que os funcionários da ativa, o que tem agravado o desequilíbrio nas contas do Estado.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Hipocrisia permanente
    No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema de preconceito e discriminação de classe social encenado por pessoa pobre. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de classe, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser pobre, negro e discriminado no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser pobre ou negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.
    PARA GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO "OS MEIOS REALMENTE JUSTIFICAM OS FINS".
    E ISSO É FACILMENTE OBSERVADO NOS DITOS POPULARES: "FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO!"; "CHAPÉU DE OTÁRIO É MARRETA!"; "O IMPORTANTE É SE DAR BEM!"; "É CADA UM POR SI E DEUS POR TODOS!"
    Num universo desse tipo, o que esperar de suas capacidades de análise racional ou interpretação da realidade que não fique dependente e/ou influenciada pela mídia?

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Política

Pesca, internet e armas são os temas mais presentes nas ‘lives’ de Bolsonaro

Uma nova Voz do Brasil começou a funcionar no dia 7 de março no País. Toda quinta-feira, pontualmente às 19 horas, o presidente Jair Bolsonaro senta diante de uma câmara de vídeo e, esteja onde estiver, começa a transmitir por até 50 minutos. Primeiro presidente a usar as redes sociais pessoais para se comunicar com o eleitor, Jair Bolsonaro fala com seu público, conta piadas e trata dos temas que lhe são caros, como pesca, internet e armas.

Levantamento feito pelo Estado mostra que, juntos, esses três temas preencheram 22% das transmissões e os 1.º, 2.º e 3.º lugares, respectivamente, no ranking dos 50 assuntos mais tratados por Bolsonaro. Outras questões caras ao presidente também têm posição de destaque nas transmissões, como as mudanças no Código de Trânsito e na Carteira Nacional de Habilitação (5.º lugar no ranking), os ataques à imprensa (9.º lugar), a segurança pública e o pacote anticrime (11.º lugar) e as críticas ao PT e à esquerda (12.º lugar).

“Esse levantamento dá um retrato das coisas mais importantes na cabeça do presidente e revela ao público quais são suas prioridades”, afirma o cientista político José Álvaro Moisés. Quem assistiu a todas as 9 horas e 26 minutos das lives do presidente – como a reportagem – pôde verificar que ele dedicou menos atenção a temas como a reforma da Previdência (4,6% das transmissões e 6.º lugar). Ou outras reformas econômicas, como a tributária (1,11% e 25.º lugar), que por pouco não recebeu menos atenção do que o fim do horário de verão (26.º lugar). “É absolutamente surpreendente que a pesca, e não o emprego, apareça em primeiro lugar”, diz Moisés.

De fato, outros itens da pauta econômica tiveram fraco desempenho nas lives do presidente. Esse é o caso da Caixa Econômica Federal (18.º lugar) e privatizações (28.º lugar). Já o item investimentos e empregos, por exemplo, ficou em 44.º lugar, logo acima dos jogos de azar.

Moisés afirma que não se pode dizer que as transmissões de Bolsonaro sejam de caráter privado e, portanto, sem relação com o governo. “Para um personagem com responsabilidades de chefe de Estado e de governo, as comunicações que faz não são um tema de sua vida privada, mas estão relacionadas às suas responsabilidades públicas. A questão crucial para o País é voltar a crescer, criar empregos e melhorar a renda média da população. Ele pode não ter todas as soluções, mas devia demonstrar preocupação com esses temas.”

Social

Questões da área social tiveram presença ínfima nos vídeos sem apuro técnico e marcados pelo improviso. Os três ministros com mais ações importantes na área – Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Osmar Terra (Cidadania) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) – nunca participaram das transmissões.

O programa Minha Casa Minha Vida (Desenvolvimento Regional) ocupou o 47.º lugar do ranking e o Bolsa Família (Cidadania), apesar da criação do 13.º para o benefício, foi tratado em apenas 0,63% do tempo (40.º lugar). Questões de gênero (Mulher, Família e Direitos Humanos) ocuparam o 38.º lugar (0,69%). Já a crítica ao que foi classificado como excesso de direitos, principalmente os trabalhistas, recebeu mais atenção do presidente, ocupando o 27.º lugar entre os temas.

Ministros como Sérgio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) apareceram apenas uma vez cada. Guedes teve de ouvir de Bolsonaro no dia 6 de junho o anúncio de que o Brasil estava cancelando portaria que permitia importar bananas do Equador para “proteger os produtores do Vale do Ribeira”, área onde o presidente foi criado. Além disso, Guedes ainda foi inquirido por Bolsonaro: “Paulo, quanto mais Estado melhor ou menos Estado?” Ao que respondeu: “Menos”.

Os preferidos de Bolsonaro foram o general Augusto Heleno (7 aparições) e o secretário da Pesca, Jorge Seif Junior (4 vezes), chamado pelo chefe de “Netuno”. Heleno esteve na primeira transmissão e na 20.ª, em que interveio só para corrigir o chefe, que errara data da canonização de Irmã Dulce, marcada para outubro. Não foi a primeira vez que o general desempenhou a função de revisor de Bolsonaro. Foi assim quando o presidente se confundiu na conta sobre o valor de um cordão de nióbio, no Japão, e sobre o nome da Síndrome de Down.

Já o secretário Seif é sempre acolhido de forma calorosa por Bolsonaro, que adora fazer piadas sobre a criação de tilápias. “Churrasco de tilápia, ô Jorge Seif, churrasco de tilápia não vai dar, não. Aí, em vez de tomar cervejinha, vai ter de tomar tubaína com tilápia”, disse em 4 de abril, ao lado de Moro e de Heleno.

A pesca da tilápia, sozinha, ocupou 15 minutos e 47 segundos das transmissões, superando temas tradicionais dos governos, como Saúde (7 minutos e 33 segundos, 20.º lugar) e BNDES (31.º lugar). Também teve mais tempo que temas presentes no bolsonarismo, como os religiosos (17.º lugar), meio ambiente (19.º lugar) e índios (21.º).

Espontâneo

Para o líder do PSL no Senado, major Olímpio (SP), o presidente mantém nas lives a comunicação direta que é a marca dele, de sua espontaneidade, e o conteúdo delas não é o seu plano de governo. “Ele quer mostrar à população que continua o mesmo Jair Bolsonaro de antes de ser presidente.” Para ele, se o presidente fala muito da expansão da internet é porque foi ela que o projetou à Presidência. “Se fosse para dar recado como chefe de governo e de Estado, ele estaria focado na necessidade da reforma da Previdência”, disse o senador.

Na quinta-feira passada (4), quando o relatório da reforma foi aprovado na Comissão Especial da Câmara, Bolsonaro fez uma transmissão de 37 minutos. Falou de pesca, CNH etc. Não disse uma palavra sobre a Previdência.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Melhor que mandioca, roraimada, vento estocado, cachorro atrás da criança, plano safra dos bodes, ET de Varginha, mulheres sapiens, e muitas outras asneiras.

  2. Essas mazelas que vocês apontam aí foi deixada pelo bandido de estimação de vocês.
    Uma pergunta onde vocês estavam que deixaram uma quadrilha acabar com o Brasil por 20 anos.
    Ora vão se catar catinga de bosta.

  3. Governar essa bagunça que está o país nada. A pobreza cresce, o desemprego idem, quebra a indústria, entrega do nosso patrimônio, abre as portas para os concorrentes externos, laranjal, milicianos, Micheque, os filhos enrolados e o cara brincando e falando besteira na Internet.

  4. Quando será que ele vai descobrir que no país existe fome, desemprego, violência e injustiça social, entre outras coisas graves, tipo desmatamento, poluição com agrotóxicos, discriminação, homofobia, feminicídio, etc.

    1. Mazelas essas que foram deixadas pelos (des) governos do PT. Além da roubalheira descomunal que gente como vc sempre defende. Mas o governo Bolsonaro está atacando todos esses problemas, apesar da oposição irresponsável dos canalhas esquerdopatas.

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Esporte

EUA vencem Holanda e conquistam tetracampeonato do Mundial Feminino

Os Estados Unidos confirmaram o favoritismo neste domingo e derrotaram a Holanda por 2 a 0, em Lyon, no Mundial Feminino da França. O resultado garantiu à equipe norte-americana o inédito tetracampeonato na competição. Os dois gols do título saíram no segundo tempo. Rapinoe, de pênalti, após intervenção do árbitro de vídeo (VAR), e Lavelle marcaram os gols.

As americanas encerram a Copa do Mundo vencendo os sete jogos que disputaram: Tailândia (13 x 0), Chile (3 x 0), Suécia (2 x 0), Espanha (2 x 1), França (2 x 1), Inglaterra (2 x 1) e Holanda (2 x 0).

O quarto título ratifica a hegemonia americana no futebol feminino. Campeões em 1991, 1999, 2015 e, agora em 2019, os EUA ainda acumulam um vice-campeonato (2011), e três terceiros lugares (1995, 2003 e 2007). Ou seja, desde que a modalidade feminina passou a ser disputada, o pior resultado americano nas oito edições foi a medalha de bronze.

Atual campeã da Eurocopa, a Holanda disputou apenas o seu segundo Mundial. Em 2015, no Canadá, o país acabou eliminado pelo Japão, nas oitavas de final.

O jogo

Os EUA dominaram o primeiro tempo. Com um jogo agressivo e em busca da vantagem no placar desde o começo da final, transformaram a goleira holandesa Van Veenendaal na principal jogadora em campo, com, pelo menos, quatro defesas importantes.

Preocupadas em não sofrer o gol logo nos primeiros minutos da final, as holandesas optaram por uma postura defensiva, cautelosa, deram a posse de bola às americanas e focaram em preencher os espaços no setor defensivo.

O primeiro grande lance da etapa inicial aconteceu aos 27 minutos. A volante Ertz chutou forte e obrigou Van Veenendaal a praticar uma difícil intervenção.

Dez minutos depois, a goleira holandesa faria outras duas boas defesas, após finalizações de Mewis e Morgan. Em seguida, novamente Morgan acertou outro belo chute da entrada da área e Veenendaal se esticou no canto esquerdo para evitar o gol.

No início do segundo tempo, com a intervenção do árbitro de vídeo, os EUA abriram o placar. Aos 12 minutos, Van der Gragt derrubou Morgan dentro da área. A árbitra de campo, Stephanie Frappart (França), que havia marcado apenas escanteio, foi chamada pelo VAR para analisar a imagem na lateral do gramado. Após análise no monitor, marcou pênalti para a seleção americana. Na cobrança, Rapinoe abriu o placar da final.

Em desvantagem, a Holanda deixou a postura defensiva de lado, foi em busca do empate e, no contra-ataque, levou o segundo gol. Aos 23 minutos, Lavelle carregou a bola com liberdade e, da entrada da área, chutou forte no canto esquerdo de Van Veenendaal.

O segundo gol abateu a seleção da Holanda. Então organizada e disciplinada taticamente, começou a deixar espaços no setor defensivo, permitindo que os EUA chegassem com perigo em busca do terceiro gol, que somente não saiu, pelo excessivo capricho americano no momento das finalizações.

Estadão Conteúdo

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Política

Ministra Damares desabafa: “Fui alvo de preconceito religioso”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Advogada e pastora evangélica, a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, colecionou várias polêmicas neste início de mandato. Mas, também, transformou-se em um dos símbolos da ala ideológica do governo Bolsonaro. Ao assumir a pasta, chegou a afirmar que iria fazer valer a máxima de que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. Apesar disso, nesta entrevista à ISTOÉ diz não ter nenhuma dificuldade na defesa de pautas que envolvem a comunidade LGBTI+. E também não vê obstáculos ao fato de ser assumidamente de direita, em um ministério que normalmente trata de assuntos considerados progressistas. “Qual é o primeiro direito humano? O direito à vida. Então sendo conservadora ou não, temos que lutar pelo direito à vida”, destaca a ministra. Ela reconhece que nos seis primeiros meses de governo sofreu muitos ataques, mas nunca pensou em deixar o cargo. Para ela, no entanto, o momento mais difícil foi quando a acusaram de ter seqüestrado sua filha Lulu Kamayurá de uma comunidade indígena. “Teve um momento que me deixou muito triste. Foi quando divulgaram fatos em relação à minha filha e expuseram a vovozinha dela na imprensa”.

A senhora se envolveu em várias polêmicas, desde o início do governo, como a questão dos “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. A senhora acha que foi mal interpretada nesses episódios?

Olha, eu não me envolvi em polêmicas como ministra. Fizeram polêmicas com falas minhas, retiradas de palestras, ou de cultos lá na igreja ou mesmo de palestras no meio acadêmico. Frases retiradas de um contexto e através disso criou-se uma polêmica. O que vi com isso? Vi maldade. Inclusive um componente de preconceito religioso. Isso ficou muito evidente. E vi também grupos que não queriam esta advogada, mãe, pastora e educadora como ministra.

Mas que grupos seriam esses?

O crime organizado, os corruptos. Eles sabiam que eu ia incomodar. Eles sabem que eu tenho uma história de luta no combate à corrupção, ao crime organizado. Então, muita gente não ficou confortável com minha vinda ao ministério. Esses grupos ligados ao crime orquestraram uma campanha contra mim. Além disso, temos uma esquerda muito ativista contra o governo Bolsonaro. Quando foi anunciado meu nome, eles pensaram: ‘então pronto, encontramos uma louca e vamos desqualificar a imagem dela, vamos ridicularizar a imagem dela’. Só que quando as pessoas começaram a entender que eram frases fora de contexto, e palavras de uma pastora, e não de uma ministra, essa tática caiu por água abaixo. A sociedade entendeu que havia uma perseguição a uma pessoa indicada para ser ministra.

A senhora chegou a pensar em deixar a pasta por causa disso?

Nunca pensei em deixar o ministério. Mas teve um momento em que eu me assustei muito. Meu coração ficou muito pesado. Foi quando indevidamente acabaram expondo a minha filha (Lulu Kamayurá, de origem indígena), quando fotos dela foram divulgadas, quando a mídia disse que eu a havia sequestrado da aldeia, quando contaram a história dela sem perguntar nada para ela, sem pedir licença. Quando expuseram a vovozinha dela, que para minha filha é um ser querido, abençoado. Aquela vovozinha é uma referência, os índios ficaram incomodados ao ver a foto da vovozinha na capa de uma revista. Eu também fiquei incomodada. Naquele momento, quando eu vi minha filha ser exposta, eu confesso que fiquei muito triste, mas não pensei em sair do ministério.

A senhora tem uma forte formação cristã e é uma mulher conservadora. Mas a pasta de Direitos Humanos sempre foi conhecida por ser progressista. É difícil conciliar a luta dos direitos humanos com essa visão conservadora?

Não tenho nenhuma dificuldade em conciliar à luta pelos Direitos Humanos com uma visão conservadora. Primeiro: qual é o primeiro direito humano? O direito à vida. Então sendo conservador ou não, temos que lutar pelo direito à vida. Não vejo nenhum conflito nisso. Acesso à educação é direito humano, acesso à moradia é direito humano, acesso à água é direito humano. Então, todas as pautas de direitos humanos não entram em conflito, de forma alguma, com o fato de eu ser religiosa ou conservadora. Pelo contrário. Jesus Cristo foi o maior defensor dos Direitos Humanos do planeta terra. Jesus Cristo veio para os excluídos. Veio restaurar a dignidade da mulher na sociedade. Jesus Cristo esteve com os abandonados, com os pobres, falou de igualdade, falou de direitos, então eu me inspiro nele. A luta pelos Direitos Humanos para mim é inspirada no maior de todos os mestres: Jesus Cristo.

Qual é a sua avaliação destes seis primeiros meses no ministério?

Não foi um trabalho fácil. Houve várias dificuldades pelo fato de ser um ministério que está iniciando um trabalho, inclusive com atribuições de outras pastas. A minha primeira dificuldade foi a falta de estrutura financeira. Como é um ministério que se inicia, então não tem orçamento para este ministério. Mas mesmo encontrando essas dificuldades e obstáculos, o trabalho proposto foi realizado.

Quais são os projetos prioritários da pasta?

Como o ministério tem oito secretarias nacionais, todas elas são prioritárias. Eu não posso priorizar a secretaria da infância, em detrimento da do Idoso. A pasta da Juventude, em detrimento da pasta da Pessoa com Deficiência. Mas o foco geral desse ministério é o combate à violência. A violência contra a criança, violência contra a mulher, violência contra o idoso, violência contra a pessoa portadora de deficiência. Essa é a espinha dorsal.

Há alguma ação emergencial que o presidente tenha lhe solicitado?

A ação emergencial solicitada pelo presidente, e que está em curso, é exatamente a proteção da infância. O presidente tem o coração voltado para a infância e ele pretende que seja estruturado o maior pacto pela infância no Brasil. Um pacto para ações prioritárias de proteção à infância. Em uma outra ponta, ele também quer que sejam priorizadas ações de proteção aos idosos. Ele quer, ao longo de 4 anos, políticas públicas estruturantes para pessoas da melhor idade.

A senhora abriu a caixa preta das indenizações concedidas durante a era PT. O que viu de mais escandaloso?

O maior escândalo que eu vi com relação à Comissão da Anistia foi o descaso na apreciação dos requerimentos. Estamos em 2019 e vou apreciar requerimentos ainda de 2009. Isso é inadmissível. É uma falta de respeito com as pessoas que entraram com os seus requerimentos. Afinal de contas, não se demora quase dez anos para se analisar um pedido de indenização. É um absurdo. Por conta disso, tenho uma fila com mais de 9 mil requerimentos que vou ter de analisar. Nós temos que entender que essas pessoas são normalmente idosas, elas não podem esperar muito tempo. Imagino a situação de várias pessoas que estavam passando dificuldades e tendo uma indenização para receber. Encontramos também muita corrupção? Encontramos, mas o pior foi o descaso com a vida humana.

E outros processos de concessão de anistia?

Com relação à Comissão da Anistia, tomei a decisão de analisar, avaliar, rever todos os processos dos ex-cabos da FAB (hoje o Brasil paga R$ 7,4 bilhões de indenizações a ex-combatentes que nem sempre têm direito ao benefício). São em torno de 2,5 mil ex-cabos da FAB, alguns já estão recebendo indenização. Mas eu resolvi reanalisar todos os processos. Acredito que devemos detalhar esses procedimentos em breve.

Qual o seu maior objetivo no Ministério dos Direitos Humanos? Há algo que, se a senhora conseguir entregar, vai dar-se por satisfeita?

Acho que é cedo para falar em dar por terminado o trabalho no ministério. Eu ainda vou dar muito trabalho para esse ministério (risos). Mas acho que meu grande objetivo é trabalhar pela proteção à vida como um todo. Eu acho que esse é um norte, é um caminho, essa é a nossa proposta. Mas digo para vocês que se a gente conseguir diminuir o índice de violência contra a criança no Brasil, se a gente conseguir fortalecer a rede de proteção à infância, eu acho que me dou muito por satisfeita. A infância nunca foi tão atacada no Brasil e os dados do Disque 100 mostram isso.

Em relação à política LGBTI+, como a senhora tenta conciliar a sua visão cristã e conservadora com a garantia de direitos para essas comunidades?

Parto da seguinte premissa: nenhum direito será violado com relação à comunidade LGTBI+, mas nós estamos focando nosso trabalho hoje na maior necessidade dessa comunidade. Qual é a necessidade? O combate à violência. Então, da mesma forma que estamos combatendo a violência contra a criança, contra a mulher, contra idoso, contra pessoas portadoras de deficiência, nós também estamos combatendo a violência contra a comunidade LGBTI. Não vejo nenhum problema em trabalhar esta pauta e nós temos que erradicar a violência contra a comunidade LGBTI+, contra a mulher, contra a criança. E este ministério se propõe à isso.

Soubemos que a senhora relatou um certo cansaço pelo ritmo de trabalho, correto?

Eu tenho relatado que ando muito cansada. Não saio do gabinete nenhum dia antes das 22h. Isso é minha rotina. Trabalho das 9h às 22h, quando estou em Brasília. Almoço sentada no gabinete e muitas vezes eu almoço despachando e atendendo pessoas. Você pode perguntar aos servidores ou às próprias visitas. Às vezes eu peço desculpas ao visitante, pego meu prato e almoço no gabinete junto com a visita. Tem sido assim, muito trabalho. Ficou um ministério muito grande, nós temos muitas demandas, mas além do trabalho intenso dentro do ministério, tem as viagens pelo Brasil inteiro e as pautas internacionais. Eu confesso que estou muito cansada, dormindo quatro horas por noite, mas isso não me desanima.

A saída de vários ministros no início do governo abalou a senhora de alguma forma, trouxe algum medo na linha “a próxima pode ser eu”?

A saída dos outros ministros não me abalou. Me deixou triste, porque tenho carinho pelos colegas. E ninguém pode se apegar ao cargo. Não entendo essas saídas como algo absurdo. É um momento de ajuste, de a gente deixar a equipe organizada. Muita gente que veio acabou não dando certo. Eu mesma ainda tenho feito mudanças no ministério. Os seis primeiros meses são de ajustes. Então não vejo as mudanças de ministros como absurdas. Também não tive nenhum receio de deixar o ministério. Só quero cumprir bem minha missão.

IstoÉ

Opinião dos leitores

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Polícia

[FOTO E VÍDEO] Torcedores do ABC entram em confronto com a PM; moradores tem janelas atingidas por estilhaços de balas e bombas

O ABC conseguiu a vitória por 2 a 0 contra o Treze/PB e deixou a lanterna do Campeonato Brasileiro da Série C, em um jogo com estádio lotado. O triunfo diante dos parabinanos deveria ser aproveitado em festa, mas não foi o que foi visto após o jogo.

Um grupo de vândalos, travestidos de torcedores, decidiu entrar em confronto com a PM. Foram bombas de efeito moral e tiros (aparentemente de munição não-letal) para todos os lados. Os torcedores ainda aproveitaram o momento para depredar comércios da região e veículos que estavam estacionados nas proximidades do Frasqueirão.

As cenas de guerra deixaram moradores do entorno do estádio com medo. Alguns registraram o momento em que as janelas foram atingidas por estilhaços da guerra entre policiais e torcedores. Um deles, registrou a janela danificada e enviou para o blog.

Opinião dos leitores

  1. O esporte não se resume as lamentáveis cenas mostradas no vídeo, o cidadão que narrou não foi feliz em suas colocações.

    Existe algo muito maior que uns grupinhos que vão ao estádio com a intenção de bagunçar, existem torcedores verdadeiros que vão a campo para apoiar o nosso futebol, existem projetos no mundo inteiro tentando através do esporte livrar jovens do mundo do crime.

    Então cidadão não fale que "é pra isso que serve o esporte".

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Política

FAB omite lista de acompanhantes em voo de Toffoli

POR FREDERICO VASCONCELOS

O Comando da Aeronáutica (Comaer) não forneceu os nomes dos acompanhantes do ministro Dias Toffoli, que viajou em avião da Força Aérea Brasileira, com 12 passageiros a bordo, para participar de evento em final de semana na ilha de Fernando de Noronha.

O presidente do Supremo Tribunal Federal foi o conferencista no encerramento do 1º Ciclo de Debates sobre Direito, Sustentabilidade e Cidadania, coordenado pela Escola Superior de Advocacia de Pernambuco e organizado pela Administração Geral de Fernando de Noronha, em maio último.

Um avião da FAB decolou de Brasília na sexta-feira (10), às 11h20. Toffoli retornou à capital federal no domingo (12), às 11h15.

Consultada com base na Lei de Acesso à Informação, a Aeronáutica respondeu:

“No que tange aos nomes dos passageiros acompanhantes, cumpre-nos esclarecer que estes dados poderão ser obtidos diretamente na assessoria de cerimonial e agenda do STF, haja vista que compete à autoridade apoiada o detalhamento de tais informações”.

O Comaer acrescentou:

“Quanto à lista de hóspedes do Hotel de Trânsito da FAB em Fernando de Noronha, elaborada no contexto do pleito formulado, destaca-se que não é possível o seu fornecimento posto que, para tais dados, é conferida proteção relativa à intimidade e à privacidade das pessoas envolvidas, no caso hospedadas, não sendo, os referidos dados, abrangidos, portanto, pelo acesso à informação”.

O Blog solicitou, nesta sexta-feira (5), à assessoria de Toffoli a relação completa dos passageiros que acompanharam o presidente do STF, com os respectivos cargos que ocupam, e eventuais convidados do ministro.

A viagem a Fernando de Noronha foi antecipada por este Blog [veja, aqui, a lista dos conferencistas].

O compromisso não constava, inicialmente, na agenda oficial do presidente do STF para o dia 10 de maio. O item foi acrescentado posteriormente.

A assessoria do presidente enviou o seguinte esclarecimento:

“Por questões de segurança, a publicação de agenda externa do presidente no site do STF somente é realizada momentos antes do início do evento”.

“Importante frisar que o evento não está custeando as despesas do presidente e que não há nenhum custeio externo”.

A empresa aérea Azul e a Itamaracá Transportes foram patrocinadores do evento. Sobre o uso de avião da FAB, o STF informou à revista Veja:

“Por questões de segurança e de ajuste dos compromissos da Presidência aos horários de eventos externos, faz-se necessário o uso de aeronaves da FAB”.

Em entrevista divulgada pela TV-Golfinho/Jornal da Ilha, o administrador da ilha de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, disse que o 1º Ciclo de Debates sobre Direito, Sustentabilidade e Cidadania “foi um evento histórico”.

“Nunca tivemos um evento dessa magnitude. Deixa um legado educacional sobre a sustentabilidade, a cidadania que é preciso ser aplicada aqui na ilha”, afirmou Rocha.

O Blog “Viver Noronha”, da jornalista Ana Clara Marinho, do G1 PE, fez o seguinte registro:

O presidente do STF falou sobre a relação entre o Judiciário e o meio ambiente. “O meio ambiente não é só a fauna e a flora, é onde vivemos. Primeiro, devemos cuidar do nosso meio ambiente, amarmos mais a nós mesmos”, disse Dias Toffoli, que não concedeu entrevistas após o evento.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Capacidade para ter sucesso em concurso para juiz não tem mas ser veiaco e aproveitar do dinheiro do povo isso ele é ligeiro. Que nome se a uma peste dessa. Ladrão.

  2. Com esse dinheiro gasto pelo ministro e coletiva, causou a morte de quantas pessoas na fila do SUS, que não puderam ser atendidas por falta de dinheiro. É só traçar um paralelo.

  3. Dinheiro pra saude? Nao tem !
    Pra levar comitiva pra Fernando de Noronha, tem???
    O comunismo ainda está vivo no Brasil!
    O povo trabalha e nada tem, os políticos tem tudo que querem, sem nos dar satisfacao com desculpa esfarrapada que, é por segurança,
    Nao existe mais bobo no Brasil nao!!!!

    1. Vc poderia estudar um pouco e abandonar esta estultice de malhar"comunismo", pois isto, no Brasil, nunca passou nem perto. Só os jumentos da horda bolsonarista falam este tipo de imbecilidade.

  4. Dias tórridos em Noronha por conta do povo. As vergonhas nacionais despidas de ética e escondidas pelo esconde-esconde da verdade. Palhaçada oficial.

    1. Está está na não de máfias de toda espécie. A pior é está bem paga e diz que é a justiça!!

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Política

‘Na Venezuela, juízes e procuradores são perseguidos e não agem com autonomia’, diz Moro

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou neste domingo (7) que juízes e procuradores na Venezuela são perseguidos e não agem com autonomia.

A declaração foi publicada pelo ministro em rede social ao comentar reportagem publicada pela Folha mostrando que integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato se mobilizaram para expor informações sigilosas sobre corrupção na Venezuela após receber uma sugestão de Moro, então juiz federal, em agosto de 2017, segundo mensagens privadas trocadas pelos procuradores na época.

“Novos crimes cometidos pela Operação Lava Jato segundo a Folha de São Paulo e seu novo parceiro, supostas discussões para tornar públicos crimes de suborno da Odebrecht na Venezuela, país no qual juízes e procuradores são perseguidos e não podem agir com autonomia. É sério isso?”, disse Moro.

Os diálogos, enviados por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisados pela Folha e pelo site, indicam que o objetivo principal da iniciativa era dar uma resposta política ao endurecimento do regime imposto pelo ditador Nicolás Maduro ao país vizinho, mesmo que a ação não tivesse efeitos jurídicos.

As mensagens mostram que a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba dedicaram meses de trabalho ao projeto, chegaram a trocar informações com procuradores venezuelanos perseguidos por Maduro e vasculharam contas usadas pela Odebrecht para pagar suborno a autoridades do regime na Suíça.

Os procuradores começaram a debater o assunto na tarde do dia 5 de agosto de 2017, depois que Moro escreveu ao chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, no aplicativo Telegram.

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela”, disse o juiz. “Isso está aqui ou na PGR?”

Em 2016, quando decidiu colaborar com a Lava Jato, a Odebrecht reconheceu ter pago propina para fazer negócios em 11 países além do Brasil, incluindo a Venezuela, mas as informações fornecidas pela empresa e por seus executivos foram mantidas sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Lênio: Os fins justificam os meios? No Direito, não! Mas na "lava jato", sim!
    "Estamos, pois, em uma encruzilhada: entre o Estado de Direito e a tese utilitarista de que “os fins justificam os meios”, pela qual juiz e procurador podem fazer tabelinha para condenar réus (ou para atrasar a soltura de presos)", afirma o jurista Lênio Luiz Streck sobre as irregularidades da Lava Jato.
    Abusar do uso de tempos processuais, comprometendo a liberdade de pessoas, fazendo do processo um mero instrumento (estratégia) para condenação, é fato gravíssimo. Processo é instrumento? Pior: instrumento da acusação? Nem os instrumentalistas hardcore defenderiam isso.
    Ainda continuarão a dizer que “isso tudo é normal”? Se isso tudo não gera suspeição, que se retire a suspeição do CPP. E que, a partir de agora, considere-se normal qualquer jogada ensaiada entre juiz e acusação. Porque, se é normal, todo juiz pode fazer. Ou não? Ou uma coisa ou outra, certo? Não dá pra ter o melhor dos dois mundos. Ou três, ou quatro, enfim.

    1. Esse hackeamento criminoso e mentiroso (as pseudas mensagens são alteradas e tiradas de contexto) não revelou NADA além do próprio crime de violação da cominicação das autoridades. E o twiter do Pavão Misterioso está desmascarando toda a trama criminosa. Inclusive exibindo prints de mesnagens entre os bandidos de esquerda. Coisa de vagabundos, canalhas. A PF está investigando. Creio que haverá prisões.

  2. Quer dizer que esse é o modelo a ser seguido?
    Quando é pra detonar, joga pedra na Venezuela: É UMA DITADURA!
    Quando é pra se defender, mostra o o modelo da Venezuela e de quebra ainda se elogia Ditaduras como a Chilena e a Militar Brasileira, homenageando até soldado nazista.
    Onde é que vai parar tanta asneira e contradição?
    Quanta idiotia de quem se esperava sobriedade para conduzir a nação ferida por fakes news, laranjais, milicianos e corrupção, onde não se consegue saber quem matou Marielle, Teori Zavaski e onde está o Queiroz.
    Não adianta tentar tapar o sol com uma peneira senhor Moro. O senhor é uma fraude.

    1. Se você verificar, em tudo publicado, que seja adulterado ou não, a grande batalha é defender a nação dos ladrões (eleitos pelo voto ou indicados por esses) de dinheiro público e corruptos, sem forjar provas, utilizando apenas as provas evidentes, promover atos de convencimento e alerta aos brasileiros diante da ação maléfica da corrupção e desvio de dinheiro público. logo o único objetivo é defender o brasileiro, ou não? E isso é um fato, que essas mensagens tenham sido adulteradas ou não.

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Diversos

Marinha alerta para fortes ventos no litoral potiguar

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), avisa que poderão ser observados ventos fortes de direção Sul a Sudeste até 61km/h (33 nós) entre o litoral do Rio Grande do Norte (RN) até Salvador (BA), entre o dia 07 às 21hs até o dia 09 às 21hs.

A Capitania dos Portos recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem a navegação e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e mais itens de segurança.

Maiores informações sobre as previsões meteorológicas poderão ser obtidas no site do Centro de Hidrografia da Marinha – CHM – no endereço www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm.

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Diversos

Praia da Redinha está impropria para banho, aponta relatório

A praia da Redinha está imprópria para banho. É o que aponta o boletim de balneabilidade do programa Água Azul que tem validade até quinta-feira (11).

A análise é classificada com base na quantidade de coliformes fecais encontrados na água das praias monitoradas e de acordo com o estabelecido em uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Ao todo, 33 pontos de banho foram avaliados pelo programa em todo o estado.

O programa Água Azul é realizado pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em parceria com Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

G1

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