Economia

Empresários estão “jogando a toalha” e desistindo do RN, revela Sílvio Bezerra

Presidente do Sindicato da Construção Civil no Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), o empresário Sílvio Bezerra acredita que somente por meio de investimentos privados o Estado poderá vencer a crise financeira em que se encontra. E cobra, da administração estadual, análises rápidas de projetos destinados ao RN mas que demoram anos para conseguir suas licenças ambientais.

Saiba mais: Em 5 anos, RN perde mais de 20 mil empregos na construção civil

“Existem dezenas de projetos grandes que passam anos tramitando pelos birôs do serviço público e não conseguem sair do papel. Muitos deles demoram tanto que perdem a viabilidade mercadológica. É preciso perseverar muito para conseguir licenciar um projeto. O que nos preocupa de verdade é que muitos empresários estão simplesmente jogando a toalha, se mudando para lugares onde o investimento é bem-vindo, e isso é péssimo para o nosso Estado”, disse Sílvio em artigo na Tribuna do Norte deste domingo (24).

Ainda de acordo com o empresário, “o governo precisa estender o tapete vermelho ao investidor, de modo a viabilizar projetos importantes à nossa sofrida economia. Tudo começa com a segurança jurídica das licenças concedidas”.

Confira artigo na íntegra:

Negar uma licença é muito fácil e cômodo. Achar uma solução viável é o desafio, ou pelo menos deveria ser.

Participei como Presidente do SINDUSCON da reunião inaugural da Câmara Setorial da Indústria, criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN, sob a presidência do Secretário Jaime Calado, com objetivo de discutir soluções aos problemas da indústria do Estado.

Na ocasião, a governadora Fatima Bezerra instalou a câmara, facultou a palavra e, em nome do SINDUSCON, agradeci a participação e a parabenizei pela iniciativa.

Fiz questão de registrar a nossa torcida para o Governo dela dar certo, afinal de contas, ninguém aguenta mais 4 anos de crise. Externei minha preocupação quanto às soluções que serão empregadas para superá-la e lembrei que a construção civil pode ser um agente importante na engenharia financeira para o Estado sair da situação em que se encontra.

Estou certo que a iniciativa privada tem um papel fundamental no crescimento da nossa economia, uma vez que os recursos públicos estão cada vez mais escassos. Somente a construção civil tem a capacidade de gerar milhares de empregos e impostos rapidamente.

Seria uma excelente medida a ser adotada se o Governo estabelecesse um limite máximo de tempo para análise e aprovação de projetos com grande potencial de impacto na economia. As empresas não aguentam mais anos e anos de análises e solicitações de relatórios que nunca terminam.

É fundamental que o Governo se posicione junto aos seus órgãos licenciadores, reforce a importância da aprovação desses projetos e aponte um caminho definitivo para a execução dos mesmos.

Negar uma licença é muito fácil e cômodo. Achar uma solução viável é o desafio, ou pelo menos deveria ser.

Ninguém nega que as questões ambientais são fundamentais para o nosso bem estar, para o crescimento e o desenvolvimento do Estado. Porém, estas não deveriam ser impeditivas ao desenvolvimento. Temos que difundir cada vez mais a cultura da sustentabilidade .Existem diversas formas de se estabelecer medidas compensatórias de modo a viabilizar a implantação de um empreendimento de maneira segura.

Nunca é demais relembrar que a construção civil, especificamente o mercado imobiliário, não está pedindo qualquer tipo de isenção fiscal, Proadi, ou qualquer outro beneficio. O que não deixaria de ser legítimo, diante da importância que o setor tem na nossa economia. Há 5 anos havia cerca de 42.000 trabalhadores com carteira assinada na construção civil no RN. Hoje existe um pouco mais de 22.000 postos de trabalho. Fazendo uma analogia com a indústria automobilística, é como se fechassem duas fábricas do tamanho da FORD da Bahia nos últimos 5 anos.

Existem dezenas de projetos grandes que passam anos tramitando pelos birôs do serviço público e não conseguem sair do papel. Muitos deles demoram tanto que perdem a viabilidade mercadológica. É preciso perseverar muito pra se conseguir licenciar um projeto. O que nos preocupa de verdade é que muitos empresários estão simplesmente jogando a toalha , se mudando para lugares onde o investimanto é bem-vindo, e isso é péssimo para nosso Estado.

Há alguns anos eu alertei: A gente quer apenas o direito de trabalhar! Isso é pedir muito? Estou ficando rouco de tanto repetir isso.

Poucos nos ouviram.

Tenho a esperança de que este novo fórum seja o espaço adequado para discutirmos todos os problemas e soluções para o desenvolvimento do RN.

O governo precisa estender o tapete vermelho ao investidor, de modo a viabilizar projetos importantes à nossa sofrida economia. Tudo começa com a Segurança Jurídica das licenças concedidas.

Torço para ver o governo alinhar seus interesses e objetivos, em todos os níveis da gestão, de modo a não haver dentro do próprio Governo pessoas chaves remando na direção contrária à determinada pela líder maior, a Governadora do estado.

Penso que esse é um bom caminho.
Silvio Bezerra – Presidente do Sinduscon-RN


Grande Ponto

Opinião dos leitores

  1. Estava conversando justamente com uma pessoa de Pernambuco e, ele falava da falência deste estado tão rico. OS sinais cheio de pedintes jogados a própria sorte, turismo amador e indústria zero, não tenho nada contra a governadora, mas não sei se terá capacidade de avanço neste estado casa vez mais pobre…

  2. O problema daqui é a mentalidade e a visão do ministério público, que atrapalha o desenvolvimento do Rio Grande do norte

  3. Fizeram um pequeno condomínio com casas triplex em Pirangi e os gananciosos tiveram a pachorra de pedir 1,2 milhão, não colou, baixaram para 800 mil, não vingou e hoje estão anunciando por 600 mil e não vai vender. Ganância, gestão desastrosa e economia e políticos safados não casam de jeito nenhum.

  4. Estou lembrando da Marina do Rio Potengi… botaram tanta areia que não saiu.
    Como não saiu a Alcanorte , o Polo Gás-Sal, os tais investimentos logísticos que viriam
    na esteira do aeroporoto de SGA…

  5. Esse governo do PT vai acabar de vez com o que restou do RN no governo Robson Farias, ou seja, o RN vai virar um estado socialista como querem os PeTralhas, só assim os menos favorecidas comem na mão deles as migalhas.

  6. O povo e, sobretudo, os gestores desse atraso de lugar é contra o progresso Nada que se proponha a civilizar o ambiente, a melhorar estruturas, embelazar a paisagem, trazer divisas vai pra frente. Param na burocracia, nas liminares da justiça, no grito dos ambientalistas, no ativivismo de associações do atraso, no MP. Exemplo é o parque da costeira, hotel reis magos, ampliação da avenida Roberto Freire etc. O RN nao tem comércio , nao tem industria, nãotem eventos, não cuida do turismo, não investe em cultura, não tem nada. Restam violencia e miséria.
    O resultado é a debandafa de turistas , investidores, empresarios e os burocratas orgilhisos de viverem em favela com vista para o mar.

  7. Verdade. Tem que investir mais no IDEMA que nunca teve um concurso público, tem poucos bolsistas analisando os projetos e condições precárias para vistorias.

  8. Surpreende-me saber que no RN ainda existe "toalha" para se jogar. Os barnabés, como eu, estamos lisos com a mão no bolso.

  9. Aqui nada pode ….é a mentalidade não só do gestor como da população pobre de espírito, aqui os miseráveis querem viver do bolsa família, preferem um terreno vazio , sujo , os adolescentes fumando crack ao construir um prédio , aí vem os idiotas PTralhas dizer que vai mexer com o patrimônio, a cidade irá ficar feia ……exemplo vivo é o antigo hotel REIS MAGOS , é só chegar um saco de cimento que a comunidade NATALENSE sai em defesa da NÃO CONSTRUÇÃO, mas virar ponto de prostituicao e consumo de drogas aí sim Pode .

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Política

Decreto ajudará governo a definir e priorizar concursos públicos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Editado com o objetivo de aprimorar a administração pública federal, o Decreto 9.739, publicado no Diário Oficial da União de sexta-feira (29), ajudará o governo federal a definir e priorizar quais concursos públicos serão feitos nos próximos anos.

Segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, a prioridade continuará sendo o enxugamento da máquina. No entanto, a troca de informações viabilizada pelo decreto auxiliará o governo também a repor quadros, quando necessário.

“Nós sabemos que 2019 é um ano de redução de gastos. De fato, temos de racionalizar e enxugar a máquina. No entanto, sabemos que teremos de nos preparar para repor quadros. Dessa forma, [o decreto] nos ajudará a identificar as necessidades e especificidades de cada órgão e, em especial, o perfil de servidor necessário e desejado para cada um deles”, disse Lenhart.

O decreto estabelece medidas de eficiência organizacional para o aprimoramento da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Além disso, define normas para concursos públicos, finalidades, competências e estrutura do Sistema de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal (Siorg) – que será resnponável por desenvolver atividades organizacionais de entidades e órgãos da administração pública federal direta, autárquicas e fundacionais.

O texto revê dispositivos da legislação vigente, mas mantém muitos pontos. “As mudanças são mais no sentido de aprimorar a gestão e a eficiência do serviço público e apresentar exigências com relação à organização de concursos públicos”, destacou Lenhart.

Segundo ele, as novas regras ajudarão os órgãos públicos a fazer estudos mais aprofundados a respeito de suas necessidades e a identificar melhor o perfil de profissional desejado para as funções e tarefas a serem exercidas.

“Assim sendo, nos ajudará na definição e priorização de concursos públicos, por meio de informações mais detalhadas e estruturadas”, acrescentou. O decreto detalha critérios e procedimentos a serem adotados para definir níveis hierárquicos e o quantitativo de profissionais nas unidades da administração, além de apontar diretrizes a serem adotadas visando ao fortalecimento da capacidade institucional dessas entidades.

O decreto detalha como serão as regras para a contratação excepcional de pessoal para atender a necessidades temporárias que sejam do interesse público.

Apresenta ainda regras para criação, transformação ou extinção de cargos; e para a criação, reorganização ou extinção de órgãos e entidades.Também traz diretrizes para a aprovação ou revisão de estatutos e estruturas regimentais e para o remanejamento ou redistribuição de cargos e funções públicas.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Isso citado pelo colega acima, já acontece há décadas e é exatamente praticado pelo servidor genuinamente público. Eu sei exatamente do que estou falando!
    Eu conheço o serviço bem de pertinho!
    O Bolsonaro não foi o causador da vilipendiação do serviço público, alguém antes dele "administrou" o Brasil por anos a fio, cujo eu ajudei com o meu voto, infelizmente!

  2. Tchau concursos!
    Sejam bem vindos terceirizados!
    Serviço público precarizado, baixa qualificação, empreguismo politiqueiro, não contribuição pro sistema de previdência público, baixo compromisso é ausência de pertencimento interferindo na motivação e consequente eficiência na prestação dos serviços….
    Esse câncer está recebendo um grande apoio pra continuar.
    Concurseiros botem suas barbas de molho.
    Viva Bolsonara, o destruidor!

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Clima

[FOTO E VÍDEO] Açude Público Riacho da Cruz sangra após forte estiagem

Depois de passar anos enfrentando fortes secas, o município de Riacho da Cruz recebeu chuvas ao longos desses últimos meses e, pela primeira vez, teve uma sangria completa. Moradores aproveitaram o sábado (30) para fazer festa pela recepção das águas e tomar banho no local. No ano passado, alguns açudes privados já acumulavam águas e faziam pequenas sangrias.

Opinião dos leitores

  1. Maravilha as chuvas mandadas por Deus. Pena que ainda tenha gente que lava carro dentro do manancial.

    1. Concordo com o Antônio. É de uma imbecilidade tremenda o indivíduo colocar o carro pra lavar dentro do açude que serve pra abastecimento do Município. Não desejo o mal a ninguém, mas seria em empregado que a correnteza levasse o veículo, pra servir de lição a esse ignóbil.

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Clima

[VÍDEOS] Imagens mostram a chegada das chuvas no Oeste e Alto Oeste

O Blog recebeu as imagens das chuvas que chegaram a vários municípios do Oeste e Alto Oeste neste sábado. As filmagens abaixo mostram as chuvas em Pau dos Ferros, Mossoró e Parelhas. Vários municípios da região também tiveram registros de chuvas.

Opinião dos leitores

  1. Está faltando Bolso ir ao Twitter e colocar na lista das realizações do governo.
    … Já recuperamos tantas mil vagas no mercado….
    … A confiança dos investidores voltou à bolsa de valores….
    Arrecadamos milhões vendendo a ferrovia….
    … AS CHUVAS VOLTARAM AO SERTÃO POTIGUAR, GRAÇAS À UMA NEGOCIAÇÃO QUE TIVE COM SÃO PEDRO VIA O NOSSO QUERIDO DONALD… NÃO, NÃO É O PATO. PATO É VC. TÔ FALANDO DO TRUMP, TALQUEI!

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Política

Após crise, governo ameniza tom e quer manter indicações políticas

Ministros e auxiliares de Jair Bolsonaro (PSL) iniciaram um movimento explícito de correção de rumos depois da crise aberta entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

“Vamos nos levantar das nossas cadeiras e conversar com os parlamentares. Temos que dar crédito para o nosso Congresso”, disse à Folha o general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo.

Apesar dos ataques do presidente ao que chama de “velha política”, o governo vai receber indicações para cargos federais com critérios técnicos, distribuir verba para as bases de parlamentares e ampliar a interlocução com deputados e senadores.

O movimento dos articuladores do Planalto inclui um desagravo aos políticos.

“Pelas minhas conversas, para quase a totalidade dos políticos, o interesse não é pessoal. O interesse é por políticas públicas.”

Em conversas reservadas e declarações públicas, integrantes da cozinha do palácio tentam amenizar o discurso adotado por Bolsonaro ao rechaçar qualquer tipo de negociação com o Congresso.

“Os termos ‘velha política’ e ‘nova política’ não refletem bem a intenção”, declarou Santos Cruz. “Você não pode achar que só tem exemplo no pessoal mais novo e não tem no pessoal mais velho. Não é bem por aí.”

Apesar do tom adotado ao longo do confronto, o ministro Santos Cruz declarou que o governo aceita indicações políticas para espaços na administração federal, desde que sejam nomes qualificados.

“O pessoal está interpretando de maneira problemática. A indicação política é normal em qualquer lugar do mundo. O problema é quando você indica pessoas que não têm capacidade administrativa e técnica para a função”, disse.

Na Casa Civil, articuladores políticos e parlamentares aliados que fazem a ponte com o Congresso atuaram para dobrar a objeção de ministros que se recusavam a ceder cargos de peso para a indicação de deputados e senadores.

Integrantes da pasta dizem ter incluído nas listas distribuídas aos líderes de bancadas cargos em 11 divisões do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), cobiçados pelos parlamentares por seu protagonismo em obras de rodovias.

Bolsonaro fez campanha sobre uma plataforma de rejeição aos partidos, destacando a conexão entre escândalos de corrupção e o loteamento de espaços no governo. O presidente formou seu ministério sem pedir indicações às siglas.

No poder, Bolsonaro estabeleceu critérios para o preenchimento de vagas de escalões inferiores, mas não conseguiu montar uma base de apoio.

Contrariado, criticou os parlamentares. “O que falta eu fazer? O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza disso”, afirmou, no último fim de semana.

O general Santos Cruz diz que é preciso “mudar a mentalidade”. “Temos que valorizar o Congresso, acreditar que as indicações deles vão seguir o perfil estabelecido, com capacidade e formação técnica”, declarou.

Auxiliares passaram a semana tentando abrir canais paralelos de negociação. Eles reforçaram a oferta de espaços em escalões inferiores a parlamentares interessados em apoiar a pauta do governo.

Na última quarta-feira (27), quando a crise entre o Executivo e o Legislativo ainda vivia sua montanha-russa, a bancada de deputados de Mato Grosso se reuniu para fazer a partilha de vagas oferecidas pelo Planalto.

Os parlamentares passaram a assinalar, numa planilha enviada pelo palácio, os postos de interesse de cada um.

No momento mais acentuado de seu embate com o Congresso, Jair Bolsonaro chegou a dizer que os atritos se davam porque “alguns não querem largar a velha política”, em uma referência aos parlamentares.

A crise se estendeu quando o líder do governo, major Vitor Hugo (PSL-GO), insinuou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pressionava o Planalto para negociar cargos públicos.

A deterioração do relacionamento com os parlamentares foi alimentada por ataques feitos a Maia nas redes sociais por aliados e eleitores de Bolsonaro.

Um dos filhos do presidente, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), criticou o chefe da Câmara por dar um ritmo mais lento à discussão do pacote de medidas contra o crime do ministro Sergio Moro (Justiça).

Santos Cruz diz que conflitos nas mídias sociais causam tumulto. “Você tem influências externas que perturbam”, declarou. “Isso cria um ambiente com pessoas com as ideias mais estapafúrdias, mas que têm um canal aberto.”

O ministro diz que a relação política deve se basear no respeito. “Tem muita gente inconsequente nas suas críticas. Hoje, qualquer um pega o WhatsApp e acha que é um William Shakespeare”, afirmou. “Isso tumultua, porque parece que você está apoiando um ao xingar o outro”.

Apesar do esforço nos bastidores, articuladores do governo que atuam em contato com a Câmara dos Deputados preveem a criação, na melhor das hipóteses, de uma base aliada volátil.

Um desses operadores diz acreditar que o modelo de distribuição de cargos modestos, sob critérios técnicos, pode até produzir uma coesão em torno da reforma da Previdência. Ele afirma, no entanto, que a coalizão tende a se desintegrar depois da votação.

Na prática, esses negociadores creem que Bolsonaro não terá uma base aliada estável com que possa contar.

Ainda assim, o governo emite os primeiros sinais de que está disposto a dar tratamento diferenciado aos integrantes de sua coalizão.

“É normal dar mais atenção àqueles que estão auxiliando, isso é normal. Você tem uma relação especial com aqueles grupos que apoiam. Sempre foi assim e não tem nada de condenável”, diz Santos Cruz.

Para o general, a aplicação de recursos públicos para projetos nos estados é um pleito legítimo desses parlamentares. “Aplicando de maneira honesta, em benefício da população e dentro de uma política de governo, também não tem nada de errado”, disse.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Se for com porteira fechada, aderiu aos petralhas e ladrões. Apesar de que só assim governa em paz, falta só aumentar as verbas publicitárias. Pra rendição completa.

  2. Toma lá da cá.kkkkkkkkkkkkkkkkk, mimimi…..toma lá da cá. Agora, o congresso tem que ser respeitado.kkkkkkk.

  3. Eu tava achando que era verdade, mas aí eu vi que era a fôia e tenho certeza que é mentira.
    Acho até que esse blog, se quiser manter o prestígio, deveria parar de postar mentiras da extrema imprensa

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Economia

Bolsonaro diz que governo estuda reduzir impostos de empresas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (30), em mensagem publicada no Twitter, que o Ministério da Economia estuda reduzir impostos de empresas para gerar empregos, competitividade interna e no exterior e a redução no preço de produtos.

Segundo o presidente, a pasta pretende trocar a redução de tributos pela cobrança do Imposto de Renda sobre os dividendos, parcelas do lucro distribuída aos sócios das empresas que pagam o benefício.

Bolsonaro lembrou que a redução de impostos também foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A ideia seria a troca da cobrança de Imposto de Renda sobre os dividendos. Atualmente, as empresas do Brasil que lucram mais de R$ 20 mil por mês pagam 25% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e 9% Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), totalizando 34%.”, disse.

De acordo com o presidente, a cobrança do Imposto de Renda sobre os dividendos também ocorre em outros países.

“Em compensação, desde 1995, o Brasil não cobra Imposto de Renda sobre dividendos (parcela do lucro distribuída aos acionistas de uma empresa), na contramão da prática internacional”, completou.

O presidente Jair Bolsonaro embarca hoje, às 13h, para uma visita oficial de três dias a Israel, onde pode assinar até quatro acordos de cooperação com o governo israelense, em áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia.

Opinião dos leitores

  1. to esperando até agora baixar o IR de quase 30% pra 20% para pessoa física.
    votei nele então posso cobrar né?

  2. A ordem é reduzir impostos dos ombros dos ricos e empresários e colocar reforma previdenciária no c* do trabalhador. Entenderam?

    1. Potiguar, é imprecionante como nos dias de hoje ainda exista analfabetismo tão grande assim.
      Talvez se der uma olhadinha na nota fiscal de suas compras vc aprenda que o empresário não absorve os impostos, apenas os retransmitem para o c* dos pobi.

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Economia

Rombo da Previdência turbina déficit de fevereiro

Com influência direta do rombo da Previdência, o setor público brasileiro fechou o mês de fevereiro com um déficit primário de R$ 14,9 bilhões, informou o Banco Central. Sozinha, a Previdência Social contribuiu com um resultado negativo de R$ 15,1 bilhões no mês passado. Sem recursos para fazer frente às suas despesas, o governo teve que se financiar, e a dívida bruta atingiu R$ 5,3 trilhões, o equivalente a 77,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Dentro do setor público estão governo central, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobrás.

O governo central – Tesouro, Banco Central e Previdência – apresentou déficit de R$ 20,6 bilhões em fevereiro, sendo que aproximadamente três quartos deste rombo veio da Previdência Social, cuja proposta de reforma está em tramitação no Congresso.

No acumulado de janeiro e fevereiro, o setor público ainda sustenta um resultado positivo de R$ 32 bilhões, mas o governo trabalha com a continuidade dos déficits primários nos próximos meses. A meta do setor público consolidado para 2019 é de um saldo negativo de R$ 132 bilhões.

Com as despesas superando as receitas no setor público, resta ao governo elevar sua dívida para cobrir o rombo. Ontem, os dados do BC mostraram que a dívida bruta brasileira atingiu R$ 5,3 trilhões em fevereiro, ou 77,4% do PIB. Para se ter uma ideia, no melhor momento da série histórica, em dezembro de 2013, a dívida bruta estava em 51,5% do PIB. “A tendência de aumento da dívida pública vai continuar, porque ainda há déficits primários”, afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.

Dívida

A dívida bruta é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de pagamentos do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil. O pior resultado ocorreu em setembro do ano passado, quando a dívida bruta atingiu 77,7% do PIB.

Para o economista Fábio Klein, da Tendências Consultoria Integrada, as contas públicas estão melhorando, mas em ritmo lento. Klein afirmou que o déficit primário de R$ 14,9 bilhões em fevereiro veio melhor do que sua expectativa, que era de um saldo negativo de R$ 16 bilhões.

Mas o rombo só foi menor, segundo Klein, porque Estados, municípios e empresas estatais apresentaram superávit de R$ 5,7 bilhões. Sua expectativa, para esse grupo, era de um superávit de R$ 500 milhões.

Juros

Os dados do BC mostraram ainda que o setor público brasileiro pagou R$ 30,1 bilhões em juros da dívida pública em fevereiro. O valor foi 44% maior que os R$ 20,9 bilhões de janeiro.

Neste caso, pesaram na conta os resultados do Banco Central com suas operações com swaps – um tipo de contrato ligado ao câmbio, cujos resultados, quando positivos, ajudam a reduzir a despesa com juros.

Em janeiro, o BC teve lucro de R$ 11,6 bilhões com swaps, mas em fevereiro o ganho foi de apenas R$ 315 milhões. Com ganhos menores com swaps de um mês para outro, a despesa total com juros aumentou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esse GOVERNO pensa que está lhe dando com pessoas RUDE e da IDADE DA PEDRA. A população está mais esclarecida e essa história de ROMBO DA PREVIDÊNCIA não cola, vamos cobrar dos grandes DEVEDORES e repassar o que é de DIREITO da previdência que o ROMBO desaparece. O povo estudou JÚNIOR KKKK

  2. "Rombo" da previdencia 15 bilhões em fevereiro. Pagamento de juros da divida pública 30 bilhoes em fevereiro. Mas a culpa do rombo é a previdencia. Nao sao os juros. A ta.

    1. Esses juros são do cheque especial que o governo usa para pagar esse déficit. Ou seja, zerando o déficit vamos deixar de pagar juros.

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Judiciário

Constituição Federal precisa de menos texto, defende ministro Dias Toffoli

“Precisamos adequar a nossa Previdência, adequar o nosso sistema tributário e precisamos de menos texto na Constituição”, afirma o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. Durante palestra em São Paulo, o ministro disse que depois da Páscoa pretende assinar um termo de compromisso com representantes do Executivo e do Legislativo para enxugar a Constituição.

Na opinião de Toffoli, “o excesso de texto na Constituição faz com que muitos processos acabem sendo enviados ao Supremo e abre muitas possibilidades para decisões conflitantes entre as esferas do judiciário, o que provoca morosidade”. Na opinião do ministro, o Brasil precisa “se destravar”, e o caminho para isso é reduzir a burocracia.

“O Brasil precisa se reencontrar, não podemos viver em uma sociedade que o ódio impere”, declarou, em evento organizado pela Uninove nesta sexta-feira (29/3).

A ideia do ministro é que a Constituição seja reduzida, mas sem que isso afete as garantias constitucionais. “Nossa Constituição detalha todo um código tributário. Com tanto texto na Constituição, tudo vai parar no Supremo. Até o valor do frete do caminhoneiro.”

Segundo Toffoli, após um levantamento, foi constatado 1 trilhão em litígios em matérias tributárias. “Essa é uma estatística fora do padrão de um país em desenvolvimento. A CF detalha um verdadeiro código tributário, a nossa CF permite que tudo vá para o Supremo”, explicou.

Lipoaspiração

Não é novo o diagnóstico de que o tamanho da Constituição explodiu a demanda pelos serviços do Supremo. Se todos os direitos constitucionais, o tribunal incumbido de interpretar a Constituição deve ser o árbitro de quase todos os conflitos de uma sociedade.

Para Toffoli, essa realidade transformou o Judiciário num substituto do Poder Moderador, atribuído ao imperador na Constituição de 1824.

Mas não é um papel que deveria ser do Supremo, na opinião de alguns analistas. Para o ministro Nelson Jobim, por exemplo, isso precisa ser interrompido. E a saída, para ele, é fazer uma “lipoaspiração da Constituição”.

Em entrevista à ConJur, Jobim detalhou sua ideia: “Uma PEC que não modifique regras, apenas retire da Constituição certos temas. Por exemplo, matéria tributária: deixa as regras gerais na Constituição e retira tudo aquilo que for específico, regra de ICMS, aquele troço todo lá. Isso pode ser feito por meio de um acordo de que a PEC vai manter na Constituição as regras gerais e deixar o resto nas Disposições Transitórias”.

No entendimento de Toffoli, algo desse tipo tem que ser feito com urgência. Segundo ele, as eleições de 2018 mostraram que o povo quer resultados, “e se os poderes não entenderem isso, serão atropelados pelo povo”.

Consultor Jurídico

Opinião dos leitores

  1. Toffoli é o exemplo maior, de que um brasileiro, sem qualificação nenhuma, mas com um CUMPANHERO petista no poder, se pode chegar ao STF e se tornar um deus vivo na terra.

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Política

Ernesto Araújo reafirma que nazismo pode ser um movimento de esquerda

Em artigo publicado em seu blog pessoal, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou neste sábado (30) que a esquerda fica “apavorada” com o debate que a associa ao nazismo.

O chanceler reafirmou no texto sua posição de que é possível dizer que o nazismo é um movimento de esquerda.

Em recente entrevista ao canal no YouTube Brasil Paralelo, que propaga a linha de pensamento do ideólogo Olavo de Carvalho, Araújo afirmou que “fascismo e nazismo são fenômenos de esquerda”. Antes de assumir o cargo no governo de Jair Bolsonaro, Araújo já havia dado declaração neste sentido.

Na entrevista divulgada em 17 de março, o chanceler é questionado sobre a diferença entre o nacionalismo que defende e o pregado pelos regimes autoritários passados de Alemanha, Itália e Rússia. O ministro respondeu que o sentimento nacional teria sido distorcido por grupos que o utilizaram para chegar ao poder.

“Uma coisa que eu falo muito é dessa tendência da esquerda de pegar uma coisa boa, sequestrar, perverter e transformar numa coisa ruim. É mais ou menos o que aconteceu com esses regimes totalitários. Isso tem a ver com o que eu digo, que fascismo e nazismo são fenômenos de esquerda.

A entrevista causou polêmica e a reação de historiadores, que criticaram as palavras do ministro. A tese de que o nazismo era um movimento de esquerda é considerada absurda e desonesta por acadêmicos e diplomatas europeus.

A afirmação vai contra o amplo consenso acadêmico e político sobre o tema na Alemanha, onde a disputa sobre a classificação da ideologia nazista é inexistente entre historiadores renomados.

“Quando um ministro do Exterior faz esse tipo de afirmação, considero altamente problemático diplomaticamente e um absurdo cientificamente”, afirma a historiadora Stefanie Schüler-Springorum, diretora do Centro para Pesquisa sobre Antissemitismo da Universidade Técnica de Berlim.

O historiador Wulf Kansteiner, da Universidade de Aarhus, deixa claro que os nazistas jamais seguiram políticas de esquerda. “Ao contrário, propagavam valores da extrema direita, um extremo nacionalismo, um extremo antissemitismo e um extremo racismo. Nenhum especialista sério considera hoje o nazismo de alguma forma um fenômeno de esquerda. Por isso, da perspectiva acadêmica histórica, essa declaração é uma asneira”, afirma.

Araújo, porém, voltou a fazer a associação neste sábado. “A esquerda fica apavorada cada vez que ressurge o debate sobre a possibilidade de classificar o nazismo como movimento de esquerda”, disse em seu blog.

“Dá a impressão de que existe aí um perigoso segredo de família, cuidadosamente guardado. Eu opinei que o nazismo é de esquerda, e imediatamente a esquerda (junto com o mainstream por ela dominado sem o saber) chegou correndo com seus extintores de incêndio, ou melhor, seus extintores de verdade, tentando apagar essa ideia”, ressaltou.

Segundo o ministro, “o nazismo era anti-capitalista, anti-religioso, coletivista, contrário à liberdade individual, promovia a censura e o controle do pensamento pela propaganda e lavagem cerebral, era contrário às estruturas tradicionais da sociedade. Tudo isso o caracteriza como um movimento de esquerda”.

“Portanto, o nazismo era anti-liberal e anti-conservador. A esquerda também é anti-liberal e anti-conservadora”, escreveu.

De acordo com ele, “de maneira esquemática, podemos dizer que o nazismo constituiu um amálgama esquerdista-conservador, onde a ideologia revolucionária capturou e utilizou para seus fins um dos importantes elementos do campo conservador, o nacionalismo”.

DW/Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Kkkkk Estou aguardando os pensadores da contemporaneidade dizer que comer cocô é uma iniciativa histórica, sociológica e filosófica e a nação zumbi cair em campo.

  2. Falar isso é nega fatos historicos em que a derrocada de Hitler na segunda guerra foi tentar invadir a URSS (comunista). Hitler no seu livro "minha causa" falava que os comunistas, junto com os judeus eram seus piores inimigos

  3. A própria Alemanha afirma que o nazismo foi um movimento de extrema direita. Aí os olavetes vem com uma dessas.

  4. A própria Alemanha afirma que o nazismo foi um movimento de extrema direita. Aí os olavetes vem com uma dessas.

  5. Está certo o ministro. Basta ler um pouco sobre o movimento nacional socialista,conhecido como nazismo,e à luz da inteligência,entendê-lo como estatista,centralizador,militarista,unipartidário,personalista,ou seja,igualzinho à Cuba de Fidel,URSS de Stálin,China de Mao,Iugoslávia de Mal. Tito,enfim,ditaduras,também cruéis e sanguinárias. Pimenta nos olhos dos outros é colírio!

  6. Imbecil, burro, uma grande ferradura para este jumento, daqui a pouco este canalha vai dizer que Geisel, Médici, Castelo Branco, Figueiredo, Pinochet, etc fundaram os partidos de esquerda no mundo.

    1. Esquerda: Cuba, Venezuela, Coreia do norte, outros ditadores que se alinharam com luladrão, acho que esse adjetivos estão encaixando melhor na sua figura.

  7. Estruturalmente o nazismo se apeoxima muiro mais do socialismo do que dos ideais de direita (liberalismo e conservadorismo). Falta de liberdade, dirigismo estatal , culto à personalidade, coletivismo, autoritarismo sao o oposto do que defendem conservadores e liberais.
    Nao adianta academicos marxistas targiversarem contra fatos.

    1. Exatamente na sua estrutura igualzinho ao socialismo,comunismo e facismo.Tanto que o partido do senhor Adolfo era Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães…esses historiadores da esquerda com formação em Cuba e URSS por correspondência, são uma piada kkkkkkklll

    2. Estou inteiramente de acordo com o Guga e contra o "iodiotamente" burro e como diz Nana o chupador de pau Marco58

    3. Vou repetir apenas um trecho da própria matéria, caso alguém mais não tenha lido:
      O historiador Wulf Kansteiner, da Universidade de Aarhus, deixa claro que os nazistas jamais seguiram políticas de esquerda. “Ao contrário, propagavam valores da extrema direita, um extremo nacionalismo, um extremo antissemitismo e um extremo racismo. Nenhum especialista sério considera hoje o nazismo de alguma forma um fenômeno de esquerda. Por isso, da perspectiva acadêmica histórica, essa declaração é uma asneira”, ""
      Como asno seria aqueles que seguem a mesma linha de mais um Ministro desse Governo que fala besteiras e impropriedades, querendo disseminar mais ainda o ódio entre as pessoas de bem.

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Judiciário

Marco Aurélio critica proposta de incluir juízes federais na Justiça Eleitoral

A proposta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de que juízes federais possam atuar em matéria eleitoral “seria uma diminuição da instituição que é a Justiça Eleitoral”, afirmou nesta sexta-feira (29/3) o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal.

Dodge quer incluir juízes federais que atuam em varas especializadas em corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado entre os que podem atuar em matéria eleitoral. Segundo ela, o pedido será enviado nos próximos dias ao Tribunal Superior Eleitoral. A PGR citou a medida como uma alternativa para manter e aprofundar o combate à corrupção após decisão do Plenário do STF que definiu que cabe à Justiça Eleitoral julgar os crimes comuns conexos com as infrações eleitorais.

Marco Aurélio apontou que já apoiou a proposta no passado, mas na forma de uma alteração legislativa. Se feita de forma administrativa e devido a um caso específico — o recente julgamento do STF —, seria uma diminuição da Justiça Eleitoral, declarou.

“No passado, eu me pronunciei assim no plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Mas em termos de uma legislação, já que a Justiça Eleitoral é uma justiça federal em si. Agora, não cabe essa providência administrativamente em cima de um caso concreto, que revelou a competência da Justiça Eleitoral. Seria uma diminuição da própria instituição que é a Justiça Eleitoral”, opinou o ministro a jornalistas após participar de seminário em homenagem ao professor da Uerj Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, organizado pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro na capital fluminense.

Ele deixou claro que acredita que as intenções de Raquel Dodge são boas. Porém, ressaltou, uma modificação nesse momento não seria “harmônica com a segurança jurídica”.

Consultor Jurídico

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Política

Bloqueio de R$ 36 bilhões do Orçamento atinge emendas e parlamentares veem retaliação

No desfecho de uma semana marcada por atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro editou decreto que bloqueia quase R$ 3 bilhões nas emendas parlamentares, um dos principais instrumentos de negociação política do governo com os congressistas. A medida contraria a promessa do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de blindar as emendas de qualquer tesourada no Orçamento e já realimenta promessas de retaliação de parlamentares nas votações no Legislativo.

O corte faz parte do contingenciamento de R$ 29,8 bilhões do Orçamento, decisão preventiva para assegurar o cumprimento da meta fiscal para 2019, diante da frustração de receitas esperadas para o ano. No decreto publicado ontem, o aperto inicial foi maior, de R$ 36 bilhões, para contemplar uma reserva que será usada para dar fôlego a órgãos que precisem de mais dinheiro nos próximos meses. Educação e Defesa foram as áreas mais atingidas.

As emendas são usadas pelos deputados e senadores para destinar recursos a obras e projetos em suas bases eleitorais. Por serem impositivas, sua execução é obrigatória pelo governo. Quando há necessidade de contingenciar recursos para cumprir a meta fiscal, porém, a equipe econômica tem respaldo legal para bloquear as emendas na mesma proporção do corte.

Com isso, o valor passível de destinação às emendas caiu de R$ 13,7 bilhões para R$ 10,8 bilhões, segundo o decreto. São R$ 7,2 bilhões liberados para emendas individuais e R$ 3,6 bilhões para emendas de bancada.

Líderes ouvidos reservadamente pela reportagem interpretaram a medida como uma retaliação do governo à aprovação, na Câmara dos Deputados, de uma proposta que engessa ainda mais o Orçamento, ao carimbar uma fatia maior de recursos para emendas de bancada. Diante da surpresa, o bloqueio deve ser tema de discussão na reunião de líderes no início da semana que vem.

Para o líder do Solidariedade na Câmara, Augusto Coutinho (PE), é preciso entender os motivos que levaram o governo a incluir as emendas no contingenciamento: “O contingenciamento é uma prerrogativa do Executivo, mas desde que seja muito bem fundamentada”, disse. Questionado sobre a possibilidade de retaliação, afirmou que “muitos podem acabar interpretando assim”. “Vamos esperar as explicações”, disse.

A Casa Civil informou ao Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, que se trata de uma “situação normal”. “Todo governo faz, é uma adequação à arrecadação. O governo vai fazer todo o esforço para que as emendas sejam pagas conforme o previsto (na programação original)”, informou a pasta, por meio de nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Judiciário

Justiça cassa liminar que proibia governo de comemorar golpe de 64

A Justiça Federal cassou a liminar que proibia o governo de promover a realização de eventos alusivos ao golpe de 1964, que completa 55 anos neste domingo (31).

A decisão provisória havia sido concedida na noite de sexta (29) pela juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, atendendo a um pedido da Defensoria Pública da União. Ela havia sido estimulada pelo pedido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), expresso pelo seu porta-voz na segunda (25), de que houvesse “comemorações devidas” da data.

A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu às 21h35 do mesmo dia e, na manhã deste sábado (30), a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, corregedora da Justiça Federal da 1ª Região, derrubou a liminar.

O pedido original da Defensoria sustentava que quaisquer eventos relacionados ao golpe feriam a memória e a verdade históricas, argumento refutado pela desembargadora. “O Estado Democrático de Direito pressupõe o pluralismo de ideais e projetos”, escreveu, completando que “o dia 31 de março de 1964 sempre foi objeto de lembrança pelas Forças Armadas”.

A liminar acatava o pedido para que não fosse lida a ordem do dia relativa ao 31 de março, publicada na quarta (27) pelo Ministério da Defesa. O texto não cita o caráter autoritário da ditadura que se seguiu ao golpe, encerrada apenas em 1985, mas coloca o processo em perspectiva histórica e celebra a “volta da democracia” após a anistia de 1979.

A desembargadora cita o texto. “Constato, ademais, que a nota divulgada pelo Ministério da Defesa, já amplamente veiculada pela imprensa, não traz nenhuma conotação ou ideia que reforce os temores levantados pelos agravados, de violação à memória e à verdade, ao princípio da moralidade administrativa ou de afronta ao estado democrático de direito”, escreveu.

A decisão também diz que não houve prejuízo ao erário citado no pedido da Defensoria. Como o aniversário do golpe caiu num domingo, a maioria das unidades militares leu a ordem do dia em eventos na quinta e na sexta, atos que basicamente reuniram as tropas em pátios internos.

Com isso, a polêmica em torno do aniversário daquilo que os militares chamam de “revolução democrática” tende a arrefecer.

A cúpula das Forças Armadas já havia ficado contrariada com a publicidade dada por Bolsonaro ao evento. Se há um consenso de que a história oficial até aqui privilegia a visão dos derrotados de 1964 devido à prevalência de governos à esquerda após 1985, os generais preferem que a discussão se torne acadêmica.

Assim, a ordem do dia assinada pelo ministro Fernando Azevedo, ele mesmo um general de quatro estrelas da reserva, e coassinada pelos três comandantes das Forças, adotou um tom historiográfico —mesmo elogiando os integrantes do golpe, citando o apoio popular ao movimento que derrubou o presidente esquerdista João Goulart, e fazendo a defesa pró-democracia.

Bolsonaro, aconselhado pelos seus ministros militares, também baixou o tom. Na sexta, ele afirmou que a data na verdade deveria ser “rememorada”, e não “comemorada”, conforme ele havia determinado antes. O presidente ainda terá de responder a um pedido de esclarecimentos em outra ação, aberta a pedido de um advogado.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Deixa comemorar o que quiser!!! Todo dia é comemorado a safadeza nesse país e ninguém tá nem aí…A pilantragem impera no país e ai!!!

  2. A turma bolsomiana não tem neurônios. Critica e ataca a "ditadura venezuelana" e aqui querem comemorar a ditadura.

  3. Senhores vamos comemorar também as reformas da previdência e do trabalho,realmente alguns brasileiros são uma piada,comemorar um passado tão triste na história do Brasil,que Deus tenha misericórdia do povo brasileiro.

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Política

Bolsonaro confia em rápida tramitação da reforma da Previdência

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse ontem (29) que o presidente Jair Bolsonaro está confiante na rápida tramitação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, após a escolha do deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG) para relatar a matéria.

“O presidente está confiante de que a nomeação do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) para o cargo de relator na CCJ da Câmara permitirá um rápido desenlace com a admissibilidade da Nova Previdência”, afirmou Rêgo Barros.

CCJ é a primeira etapa da tramitação da reforma. Cabe à comissão analisar se a proposta do governo está de acordo com a Constituição, o chamado exame de admissibilidade. A votação da admissibilidade está prevista para ocorrer no dia 17 de abril.

Ainda segundo o porta-voz, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está promovendo um “mutirão” de esclarecimento aos parlamentares sobre a reforma. Na próxima quarta-feira (3), Guedes é esperado para falar aos deputados na CCJ. O ministro esteve na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na última quarta-feira (27).

Se o texto for admitido pela maioria simples na CCJ, seguirá para uma comissão especial, responsável por analisar o conteúdo da proposta. Em seguida, o projeto vai ao plenário, mas nessa etapa precisa de apoio de dois terços dos deputados (308 votos), em dois turnos de votação, por se tratar de uma emenda constitucional.

Lei anticrime

O porta-voz da Presidência da República também reiterou que Jair Bolsonaro quer agilidade na tramitação do projeto de lei anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

A proposta, que foi apresentado ao Congresso Nacional no mês passado, prevê mudanças em 14 leis, entre elas, o Código Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral. A intenção, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, é combater a corrupção, crimes violentos e facções criminosas. Essa semana, Moro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se reuniram para debater a tramitação da proposta.

“O Brasil clama por ações nessa área e o presidente considera que não pode ser deixada para depois”, enfatizou Rêgo Barros.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

Consumo de energia elétrica cresce 4,6% em fevereiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 4,6% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje (29) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. No acumulado de 12 meses, houve aumento de 1,7%. No primeiro bimestre de 2019, a alta no consumo foi de 4,4%, em relação a igual período de 2018.

À exceção da Região Norte, cujo consumo de energia caiu 9,3% em fevereiro, motivado pela redução do consumo industrial no segmento de metalurgia dos metais não ferrosos (-22,4%), as demais regiões brasileiras mostraram expansão do consumo. A maior elevação foi registrada no Centro-Oeste (9,1%) do país. O Nordeste e o Sul tiveram aumento de 6,9% e 6,5%, respectivamente, enquanto na Região Sudeste o consumo cresceu 4,4%.

A análise por classes de clientes revela que a maior alta em fevereiro foi verificada no consumo residencial (9,2%), seguida do comercial (7,2%), devido às altas temperaturas, acima de 28 graus Celsius na maioria das capitais, que levaram ao uso mais intenso de equipamentos como ar-condicionado e ventiladores. De acordo com a EPE, o consumo registrado na classe residencial foi o mais elevado dos últimos cinco anos. Em janeiro, o consumo das residências atingiu 8%.

Na classe industrial, ao contrário, houve queda de 2,1% no consumo de energia elétrica, em razão da redução observada nos segmentos extrativo mineral metálico (-16,4%), fabricação de papel e celulose (-5,6%) e metalurgia (-5,5%).

Agência Brasil

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Saúde

[VÍDEO] Funcionários gravam “chuva” dentro do Hospital Tarcísio Maia

Servidores do Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, gravaram o que parece ser uma verdadeira chuva dentro da unidade provocada pela infiltração.

De acordo com informações repassadas ao blog, as imagens foram gravadas na manhã deste sábado (30) e a infiltração é antiga e apenas piorou com as fortes chuvas que atingiram o município.

Opinião dos leitores

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Diversos

‘É imoral e inadmissível’, diz relator da ONU sobre intenção de comemorar golpe de 64

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a intenção de comemorar o aniversário do golpe militar de 1964, citada pelo presidente Jair Bolsonaro, “é imoral e inadmissível em uma sociedade baseada no estado de direito”. A frase foi dita nesta sexta-feira, 29, pelo Relator Especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não-repetição da ONU, Fabián Salvioli.

O relator também ressaltou que é dever de autoridades e da sociedade como um todo rejeitar ações similares. “Tentativas de revisar a história e justificar ou relevar graves violações de direitos humanos do passado devem ser claramente rejeitadas por todas as autoridades e pela sociedade como um todo. As autoridades têm a obrigação de garantir que tais crimes horrendos nunca sejam esquecidos, distorcidos ou deixados impunes”, afirmou.

Para Salvioli, a impunidade aos envolvidos é fortalecida a partir do momento em que atribui-se um novo significado ao período da ditadura militar. “Quaisquer ações que possam justificar ou relevar graves violações de direitos humanos durante a ditadura reforçariam ainda mais a impunidade que os perpetradores desfrutam no Brasil, e enfraqueceriam a confiança da sociedade nas instituições públicas e no estado de direito”.

A Anistia Internacional também se posicionou nesta sexta-feira a respeito da mobilização do poder Executivo em comemorar a data do golpe militar. “Celebrar um período marcado por violações de direitos humanos não é condizente com o papel de altas autoridades de um país. Espera-se de um presidente e seu vice-presidente que garantam políticas de memória, verdade, justiça e reparação às vitimas, sobreviventes e suas famílias”, afirma a Diretora Executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck. Ela também define que a atitude tomada por Jair Bolsonaro é “preocupante”.

Entenda

Próximo de completar seu aniversário de 55 anos, o golpe militar de 31 de março de 1964, que estabeleceu uma ditadura durante 21 anos no Brasil, voltou ao debate no poder Executivo após o jornal O Estado de S. Paulo revelar que o presidente da República, Jair Bolsonaro, orientou quartéis ao redor do País a comemorarem a “data histórica” do ocorrido.

A informação foi confirmada posteriormente pelo porta-voz do Planalto. Na quarta-feira, o teor do texto que será lido nos quartéis em 31 de março foi divulgado pelo Ministério da Defesa, citando “lições aprendidas” com o período e justificando a tomada de poder pelos militares.

Após ampla repercussão, em 28 de março, Bolsonaro afirmou que falou em “rememorar” o golpe de 64, e não em comemorar.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. A gente entra aqui já tendo a TOTAL CERTEZA de que vai encontrar comentários imbecis proferidos por gente IMBECIL que não entende nada sobre política Internacional, história e ainda são analfabetos funcionais e não aguentaria uma blitz da lei seca na hora que lambem as botas de militar que inclusive vão continuar na MAMATA após a reforma da previdência do Paulo Guedes. PARABÉNS AOS ENVOLVIDOS!

  2. Essa ONU não serve pra nada, a não pra dar emprego a esquerdistas.
    Vergonha é a situação do povo da Venezuela e a ONU nada faz.
    Me poupe dessas conversas pra boi dormir.

  3. Imoral é o que está acontecendo na vizinha Venezuela e a ONU nada faz, imoral é esses esquerdistas comunistas acharem que só eles conhecem a verdade!!! Vai arranjar uma lavagem de roupa, vai rachar uma lenha seus hipócritas!!!! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!!!

    1. Esse grupo ai de cima são claramente da esquerda barraqueira todos sabem que essa ONU é composta de comunistas e barraqueiros.

  4. E desde quando a ONU resolve alguma coisa no mundo?? Vai cuidar da fome na África…..tenta mexer com os países árabes….cabide de empregos!!!!

  5. Melhor estaríamos se as forças terroristas de esquerda tivesse tomado o país, hj éramos uma grande Cuba, ou mesmo Venezuela. Portanto, comemorar por ter evitado isso é uma verdadeira vergonha cara pálida

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