Jornalismo

Reforma de Bolsonaro devolve a policiais aposentadoria mais alta negada a servidor

proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro devolve um privilégio para parte importante da sua base eleitoral: policiais federais, policiais civis, agentes penitenciários e agentes socioeducativos.

O texto enviado ao Congresso garante a esses servidores aposentadoria de valor igual ao do salário do último cargo, mesmo que tenham ingressado depois dezembro de 2003 —quando a aposentadoria dos funcionários públicos passou a ser calculada pela média dos salários.

A diferença no valor pode chegar ao dobro, segundo estimativas da consultoria de orçamento e fiscalização financeira legislativa da Câmara apresentadas em 2017 no Congresso. O aumento depende da carreira de cada servidor.

Em março, proposta que reestrutura carreiras militares já havia desagradado líderes partidários, que passaram a pressionar para que outras carreiras sejam beneficiadas.

Além do benefício mais alto, conhecido como integralidade, a reforma garante aos policiais também a paridade, ou seja, reajuste igual ao dos servidores da ativa (que costuma ser maior, pois inclui ganhos de produtividade).

O tratamento diferenciado para servidores de segurança pública está no capítulo 3 da proposta de emenda constitucional 6 (PEC 6), nas regras de transição para servidores, e destoa do aperto que atinge os outros funcionários públicos.

Para servidores em geral, a reforma concede integralidade e paridade apenas aos que atingirem 65 anos (homens) ou 62 anos de idade (mulheres), além de estabelecer claramente que ela vale para quem ingressou até 31 de dezembro de 2003.

Já nos artigos que tratam de policiais e agentes penitenciários e socioeducativos (4º e 5º), a PEC 6 garante as regras mais generosas a todos os que tenham entrado nas carreiras antes da implantação de previdência complementar.

Na esfera federal, ela beneficia policiais federais que ingressaram até 2013, quando foi instituído o Funpresp.

O impacto é mais amplo para policiais civis e agentes penitenciários, já que a maioria dos estados ainda não instituiu esse sistema. No começo deste ano,  só oito (SP, MG, RS, SC, RJ, ES, BA e GO) tinham previdência complementar em curso.

A exceção feita aos policiais não é explicada nas justificativas da PEC 6. Consultada, a Secretaria da Previdência diz que manteve no texto um acordo feito durante a negociação da reforma do governo Temer, a PEC 287.

A regra especial foi incluída no substitutivo votado pela comissão especial em maio de 2017, após negociações com a direção da Polícia Federal e com deputados ligados à segurança pública (a chamada bancada da bala).

“Foi uma decisão do Congresso no andamento da PEC 287, e o atual projeto reproduziu essa decisão”, afirma o subsecretário de Regimes Próprios de Previdência Social, Allex Rodrigues.

Segundo a Secretaria da Previdência, a PEC pacifica uma questão que tem sido questionada na Justiça. Policiais federais e civis que ingressaram após 2003 vêm pedindo integralidade nas aposentadorias mesmo com base em duas leis complementares, a LC 51 (de 1985, anterior à Constituição de 1988) e a LC 144 (de 2014).

VALOR EM DISPUTA

Os dois textos falam em “proventos integrais” para policiais, o que abriu brecha para os questionamentos.
Para governos estaduais, porém, provento integral não significa salário do último cargo, mas, sim, que o cálculo não será proporcional ao tempo de contribuição.

“Somente terão direito à paridade e à integralidade os policiais civis que ingressaram no serviço público antes de 31 de dezembro de 2003 (Emenda Constitucional nº. 41/2003). Os demais terão seus proventos calculados pela média dos valores recebidos de 1994 até a data de sua aposentadoria”, afirmou em nota a SPPrev, responsável pela aposentadoria da Polícia Civil paulista, a maior do país, com cerca de 30 mil servidores.

No caso dos policiais federais, houve uma mudança de posição da Advocacia Geral da União. Parecer de 2011 concordou com a integralidade da aposentadoria, mas a decisão foi revista em 2013.

“Policiais federais que ingressaram no Departamento de Polícia Federal de janeiro de 2004 a fevereiro de 2013 não possuem direito à integralidade”, afirma a AGU.

Segundo Allex Rodrigues, não é possível dizer qual o impacto para as contas da Previdência dessa regra que beneficia os policiais. “Uma variável é dependente de outra, e qualquer mudança causa impacto na massa toda”, afirma.

Ele diz que o aumento de despesa poderia ser compensado pela idade mínima de 55 anos para a aposentadoria dos policiais —hoje não há limite mínimo de idade.

“Deve haver uma postergação das aposentadorias”, afirma Rodrigues. Mas também não é possível calcular isoladamente o impacto da idade mínima, segundo ele.

O número de beneficiados pela medida também é incerto, já que a Polícia Federal não informa quantos servidores ingressaram entre 2004 e 2013.

Com base no painel estatístico de pessoal da Ministério da Economia, há mais de 20 mil servidores na Polícia Federal. Informe de fevereiro deste ano da Diretoria de Gestão de Pessoal da PF afirma que 1.257 deles já reúnem condições para se aposentar.

No caso da Polícia Civil, os dados são descentralizados. Segundo a pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública 2016, que separa os servidores por tempo na carreira, ao menos 12.965 policiais civis poderiam ser beneficiados pela PEC 6.

O número se refere a 18 estados que forneceram informações, e inclui os que ingressaram entre 2006 e 2010 —parte dos atingidos pela mudança.

CARREIRA ESPECIAL

carreira policial tem especificidades que justificam um tratamento diferente, mas compensar no valor da aposentadoria é discutível, afirma um dos principais especialistas da área, o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

Para Lima, que também é professor de gestão pública da FGV-SP, o fato de que o policial está disponível 24 horas por dia e pode ser convocado para trabalhar em outra cidade a qualquer momento justifica condições especiais de aposentadoria em relação à idade e ao tempo de contribuição.

O mesmo não vale para a integralidade, segundo ele: “Quando se aposenta, ele deixa de ser policial. É uma questão que precisa ser discutida com toda transparência, pois não se justifica uma medida diferente nesse caso”.

Para o diretor do fórum, também não faz sentido incluir nas mesmas regras os cerca de 100 mil agentes penitenciários e socioeducativos. “Eles também estão submetidos a grau de estresse e risco, mas isso é muito diferente de não ter uma jornada fixa. A forma correta de compensar essa periculosidade e insalubridade seria no salário”, afirma ele.

Segundo a União dos Policiais do Brasil, a carga horária de trabalho de um profissional da segurança pública ao longo de 30 anos equivale a 40 anos de serviço de um trabalhador comum.

Além da disponibilidade permanente, policiais brasileiros não recebem hora extra, adicional noturno, nem adicionais de periculosidade e insalubridade. Também não podem fazer greve.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Quem elegeu essa cambada aí, recebeu um chute no traseiro como segurança publica militares dos estados, sendo aumentado tempo de serviço (cinco anos a mais para se aposentar)e descontos absurdo em folha para inativos e na verdade sem direitos adquiridos sem receber a paridade e integralidade.Outros sem receber a misera reposição das inflações dos últimos seis anos.Vergonha surfar na a onda da segurança publica para se eleger e somente forças armadas terem aumentos de 78%!

  2. Não é aposentadoria mais alta, seu imbecil, é aposentadoria justa, com salário equivalente a sua atividade profissional. Sei que isso não vai ser publicado, mas deixo aqui a minha crítica a sua estupidez.

  3. Militar se mexe e consegue aposentadoria integral, a polícia federal e civil corre atrás e ganha também, agentes penitenciário, legislativo e afins também conseguem. Onde passa um boi, passa boiada. É o fim da reforma.

    1. Todo professor do ensino público tem esse privilégio;
      Servidores do poder legislativo tem esse privilégio;
      Servidores do poder judiciário tem esse privilégio;
      Qual o problema de incluir aqueles que passam a vida lutando pela segurança social?

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Comportamento

Papa diz ter iniciado a cura da pedofilia na Igreja

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“Precisamos ser concretos”, disse o pontífice, diante de 190 líderes da Igreja Católica de todo o mundo Foto: VATICAN MEDIA / AFP

 

O papa Francisco afirmou, em uma entrevista transmitida neste domingo, 31, compreender quem o critica por não agir com maior contundência contra a pedofilia na Igreja, mas defendeu ter iniciado um “processo de cura” que levará “seu tempo”.

Um mês depois da histórica cúpula organizada no Vaticano para abordar a delicada questão dos abusos a menores na Igreja, o pontífice foi perguntado na rede espanhola La Sexta sobre os resultados de tal encontro, decepcionantes para muitas das vítimas.

“Entendo eles, porque às vezes você busca resultados que sejam fatos concretos, no momento”, afirmou Francisco.”Se eu tivesse enforcado cem padres na praça de São Pedro, diriam: ‘Que bom, há um fato concreto!’. Teria ocupado espaço, mas meu interesse não é ocupar espaço, mas iniciar processos de cura”, continuou.

“As coisas concretas na cúpula foram iniciar processos, e isso leva seu tempo”, insistiu o pontífice. Francisco reconheceu que durante muito tempo a tendência na Igreja foi esconder estes casos, o que facilitou sua propagação.

“Até o dia em que explodiu escandalosamente o assunto de Boston, a hermenêutica era […] cobrir, tapar, evitar males futuros como se faz nas famílias”, admitiu. Mas “desde a época de Boston diminuíram as coisas na igreja, o que quer dizer que se tomou uma consciência distinta, um proceder distinto”, afirmou.

Na mesma entrevista, Francisco lamentou a atitude da Europa em relação aos migrantes e criticou que tenham se esquecido de quando seus cidadãos migraram para a América fugindo da Segunda Guerra Mundial. “A mãe Europa se tornou avó demais, envelheceu de repente”, lamentou o pontífice argentino.

“Para mim, o maior problema da Europa é que se esqueceu de quando, depois da guerra, seus filhos iam bater nas portas da América”, continuou o Papa.

Francisco, que durante seu mandato se pronunciou frequentemente em favor dos refugiados e dos migrantes, disse sentir “muita dor” ante os milhares de migrantes mortos no Mediterrâneo e não compreender “a injustiça de quem fecha a porta para eles”.

Também lançou uma advertência aos que, como o presidente americano Donald Trump, propõem construir muros para deter o fluxo de migrantes.”Quem levanta um muro termina prisioneiro do muro que levantou, isso é lei universal, se dá na ordem social e na ordem pessoal (…) As alternativas são as pontes, construir pontes”, afirmou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Bani este padre viados da igreja.
    Fica dificil Te fé com bando de pefofilo e baitola dentro da igreja.
    Que se dis lugar santo

  2. Esses doentes " santos" só tem jeito mediante injeção de castração química para anular a libido. E o povo católico em devoção geral a todo e qualquer padre ou bispo.

  3. Como, fazendo exame de sangue nos padres iniciantes? Se for, vai revolucionar a medicina e a sociedade do mundo todo. Coisas da "santa igreja"…kkkkkkkk

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Economia

Real foi a segunda moeda no mundo que mais perdeu valor em março

As incertezas em torno do andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional fizeram o real ser a segunda moeda que mais perdeu valor em todo o mundo, em março. A divisa brasileira só não teve desempenho pior que o peso da Argentina, país que passa por forte recessão desde o início do ano passado.

Em um total de 47 moedas negociadas globalmente, o real teve o segundo pior desempenho ante o dólar americano em março no mercado spot (à vista) internacional. Dados do Estadão/Broadcast mostram que o dólar subiu 4,84% ante o real em março, considerando cotações da última sexta-feira (29).

O porcentual de valorização da moeda americana ante a brasileira ficou acima do verificado na comparação com outras divisas de países da América Latina, com exceção da Argentina. O dólar americano subiu 10,62% ante o peso.

O avanço quase generalizado do dólar em março está ligado ao aumento da percepção de que a recuperação da economia global perdeu ritmo. O problema de crescimento é algo que atinge os Estados Unidos, mas também outros países.

“O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) vem reduzindo sistematicamente sua projeção de alta de juros e isso deveria ajudar a derrubar o dólar”, diz José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos. “Mas os outros países também estão com problemas de crescimento e, por isso, continuarão no processo de manutenção de suas taxas de juros”, afirma.

Estresse. No caso do Brasil, o movimento de alta do dólar foi intensificado pelo cenário político. Os desencontros entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acenderam o sinal de alerta do mercado financeiro. A avaliação geral foi a de que, sem um entendimento entre os dois, aumentaram os riscos de a reforma da Previdência não passar ou, pelo menos, não ter uma tramitação tão rápida.

“A briga do Congresso sobre a Previdência foi feia”, diz o economista Alexandre Cabral, professor do Ibmec-SP. Segundo ele, ela trouxe impulso adicional de alta para o dólar ante o real. “O mercado de câmbio vai ser muito volátil, até a aprovação da reforma.”

O auge do estresse em março ocorreu na quarta-feira, quando o dólar atingiu R$ 3,99. Cotações assim haviam sido vistas apenas antes da eleição presidencial do ano passado.

Em meio à pressão, o Banco Central entrou nos negócios na quinta-feira e ofertou US$ 1 bilhão por meio de leilão de linha – uma operação que corresponde à venda de dólares ao mercado com compromisso de recompra no futuro. A atuação ajudou a reduzir a pressão

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. BG este seria o famoso efeito Bolsonaro, 1 kg de batatinha por R$ 7,98 deve ser mais ou menos por aí. Mais ainda tem gente aplaudindo o governo, assim como o Amigo.

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Denúncia

Acusado de abusos sexuais, ex-treinador da seleção é banido da ginástica

Fernando Carvalho
Fernando de Carvalho foi acusado de abusar sexualmente de ginastas. Foto: Ricardo Bufolin/Divulgação

 

Quase um ano após vir à tona uma série de denúncias de abuso sexual envolvendo o seu nome, o ex-treinador da seleção brasileira masculina de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes foi banido do esporte. A decisão foi tomada neste domingo pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Ginástica(CBG).

O julgamento foi realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Aracaju (cidade que sedia a CBG) e levou em conta as acusações de abuso sexual e assédio moral feitas por atletas que trabalharam com o técnico na seleção brasileira e no Clube Movimento de Expansão Social Católica (Mesc), de São Bernardo do Campo (SP).

A sentença foi definida de forma unânime pelo STJD por meio do voto do relator William Figueiredo e teve como base o Código de Conduta e Estatutos da Federação Internacional de Ginástica (FIG).

O júri considerou Fernando de Carvalho culpado com base nos artigos 243 (“constranger alguém, mediante violência, grave ameaça ou por qualquer outro meio”) e 258 (“assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Além do banimento do esporte, o ex-técnico da seleção também foi multado em R$ 1,6 milhão.

Não cabe recurso à decisão do tribunal no Brasil, mas os advogados de Fernando de Carvalho podem recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.

Em novembro de 2018, no primeiro julgamento do caso, o treinador já havia sido condenado pela Primeira Comissão do STJD da ginástica, em Brasília, a quase quatro anos de suspensão, além de ter recebido uma multa de R$ 300 mil.

O CASO

Fernando de Carvalho Lopes, ex-técnico da seleção brasileira masculina de ginástica artística e ex-funcionário do Mesc, de São Bernardo do Campo, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público Estadual de São Paulo por supostos abusos sexuais cometidos contra meninos, menores de idade, entre os anos de 1999 e 2016. A denúncia foi feita no programa Fantástico, da TV Globo, em abril do ano passado.

De acordo com a reportagem, Fernando de Carvalho Lopes teria cometido os abusos sexuais durante vários anos em treinos, testes físicos e ainda em viagens com vários atletas. A polícia passou a investigar o caso a partir da denúncia de um garoto de 13, identificado como a primeira vítima a relatar o fato.

Foi por conta de uma denúncia de abuso sexual que Fernando de Carvalho Lopes foi afastado da seleção brasileira da modalidade um mês antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O treinador sempre trabalhou com as categorias de base, começou no vôlei e mudou para a ginástica.

Os atletas acusam o treinador de ter se aproveitado da pouca idade e da falta de conhecimento técnico. Segundo eles, o treinador os tocava em suas partes íntimas constantemente. Campeão pan-americano por equipes com a seleção brasileira em Guadalajara, no México, en 2011, Pétrix Barbosa, hoje com 26 anos, foi um dos que confirmou os abusos e contou que chegou “a acordar com a mão de Fernando dentro da minha calça”. Posteriormente, outros atletas vieram a público e denunciaram o treinador por abuso sexual.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Jornalismo

Contra abertura de escritório do Brasil em Jerusalém, Palestina chama de volta embaixador

A Autoridade Palestina (AP) convocou para consultas o seu embaixador no Brasil , Ibrahim Alzeben, em reação à decisão do presidente Jair Bolsonaro de abrir um escritório de negócios em Jerusalém . A informação, adiantada pelo The Jerusalem Post, foi confirmada ao Globo pelo diplomata, que afirmou ter sido informado apenas por meio de nota oficial da AP. Ele relatou que ainda não sabe quando deixará Brasília nem quanto tempo deverá permanecer fora do país.

O embaixador afirmou que acredita ainda não ter recebido convocatória oficial porque a liderança da AP está na cúpula da Liga Árabe na Tunísia.

— O comunicado do Ministério (de Relações Exteriores da Palestina) diz isso, mas ainda não recebi orientação por escrito. Tenho conhecimento deste gesto de condenação em relação à abertura de um escritório de negócios em Jerusalém. Amanhã de manhã deverá haver mais informações  — disse o embaixador ao Globo. — Quero aproveitar para dizer que, para nós, o Brasil é um país muito importante e queremos manter as melhores relações.

Segundo ele, o anúncio de abertura do escritório por Bolsonaro, em comunicado conjunto com o premier Benjamin Netanyahu durante sua visita a Israel, é “inoportuno” e “desnecessário”.

— A embaixada em Tel Aviv e (o escritório regional) em Ramallah cumprem com as funções que devem. Não achamos adequado mexer com um assunto tão delicado. Zelamos por muito cuidado para manter nossas excelentes relações e melhorá-las.

O embaixador disse ainda que, por enquanto, não tem informações sobre eventuais mudanças no escritório diplomático do Brasil em Ramallah, que é chefiado desde fevereiro de 2016 pelo embaixador embaixador Francisco Mauro Brasil de Holanda .

Bolsonaro foi convidado pelo presidente da AP, Mahmoud Abbas, a visitar alguns territórios palestinos durante sua viagem a Israel. O convite foi feito em janeiro e reforçado em março. No entanto, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, declarou, no fim da semana passada, que a visita a esses locais não estava programada.

Em 2010, durante viagem ao Oriente Médio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Belém e a Ramallah, após visitar Israel. Lula também foi à Jordânia. Na época, era articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura.

Neste domingo, o presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, disse que a cúpula da Liga Árabe em Túnis deve enviar uma mensagem sobre a importância da questão palestina. À Reuters, ele afirmou que a estabilidade regional e internacional deveriam vir com “um acordo justo e abrangente que inclua os direitos do povo palestino e leve ao estabelecimento de um Estado Palestino com Jerusalém como sua capital”.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Isso era um assunto que o Brasil não poderia tomar partido, tantos problemas já temos. A não ser que resolvesse partes de nossas demandas, principalmente financeiras, o que não vem ao caso, já que pode até
    os países palestinos podem reduzir compras de produtos brasileiros. Lamentável.

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Política

O Golpe Militar no RN: quem aderiu, quem resistiu e as consequências políticas

POR BRUNO BARRETO

A madrugada que separou os dias 31 de março e 1º de abril de 1964 foi marcada pela ruptura do Estado Democrático de Direito no Brasil levando o país a 21 anos de ditadura militar.

Tudo isso há exatamente 55 anos.

Entre historiadores renomados é unanime que foi um Golpe de Estado com direito a tanques nas ruas, inclusive.

No Rio Grande do Norte os efeitos da ruptura com a democracia foram sentidos de forma imediata. O Estado vinha de uma eleição acirrada e marcada pelo radicalismo em 1960 quando Aluízio Alves, após romper com Dinarte Mariz, derrotou Djalma Marinho e se tornou governador do Estado.

Aluízio deu apoio ao golpe e foi um aliado de primeira hora dos militares.

O prefeito de Natal era Djalma Maranhão, político abertamente de esquerda que atuava como terceira via entre as oligarquias comandadas por Aluízio e Dinarte. Djalma possui fortes divergências públicas com Aluízio.

Maranhão entraria para história também por ter feito a campanha de alfabetização “Pé no Chão Também se Aprende a Ler”, baseada nos métodos do pedagogo Paulo Freire.

Com deflagração do golpe, ele faria da Prefeitura de Natal o principal foco de resistência no Rio Grande do Norte. O Palácio Felipe Camarão se tornaria o “QG da Legalidade e da Resistência”. No entanto, o entorno de Maranhã era frágil por se limitar a lideranças sindicais, estudantes e assessores.

Enquanto isso, Aluízio publicava na Tribuna do Norte uma nota em que pedia ao povo potiguar para se conservar calmo evitando manifestações que aprofundem divisões.

Apesar do discurso apaziguador caberia ao governador encaminhar as primeiras ações de repressão política no Rio Grande do Norte perseguindo lideranças sindicais e políticos adversários.

Djalma foi deposto do cargo em 2 de abril de 1964 quando tropa militares invadiram o Palácio Felipe Camarão e o prenderam enviando para o 16º Regimento de Infantaria, o conhecido 16 RI. Os militares ainda propuseram que ele renunciasse ao mandato conquistado nas urnas em 1962, mas o prefeito preferiu resistir.

Mas não seria Maranhão o primeiro preso político do novo regime. Durante as negociações para tirar o prefeito do poder o líder sindical Evlim Medeiros (Sindicato da Construção Civil de Natal) seria preso após ser reconhecido por um oficial do exército sendo levado para o 16 RI antes do desfecho que culminou com a prisão do líder da resistência ao golpe no RN.

Após ser posto em liberdade, Djalma Maranhão se exilou em Montevidéu onde morreu em 30 de julho de 1971, segundo seu companheiro de exílio Darcy Ribeiro, a causa teria sido saudade.

Aluízio que comandava as perseguições logo seria convertido de vilão a vítima.

Os dias seguintes ao Golpe seriam marcados no Rio Grande do Norte pelo fechamento de sindicatos e prisões de lideranças políticas.

Enquanto isso, o golpe reunia formalmente ferrenhos adversários. Aluízio e Dinarte estaria alinhados dentro do sistema governista e fundariam juntos a Arena no Rio Grande do Norte em 1965 embora a convivência não fosse boa.

Mossoró no contexto do Golpe

Na época do Golpe Militar Mossoró era administrada por Raimundo Soares, aliado da família Rosado, que comandava a política local.

Os principais líderes políticos da cidade, Vingt e Dix-huit Rosado, logo aderiram ao regime e fariam parte das articulações alinhados à liderança de Dinarte Mariz.

Em Mossoró não há muitos estudos sobre o que aconteceu na cidade na madrugada entre 31 de março e 1° de abril.

O único político mossoroense a organizar alguma forma de resistência foi o deputado estadual eleito em 1958 Cesário Clementino que fora líder sindical dos ferroviários. Em 1964 ele era suplente, mas teve esta condição política cassada pelo regime.

O período militar foi de hegemonia rosadista e de disputas pelo comando do Palácio da Resistência. A única quebra dessa sequência aconteceu em 1968 quando o ex-aliado dos Rosados Antônio Rodrigues de Carvalho derrotou Vingt-un por 98 votos.

O relatório Veras

Nos primeiros dias pós-Golpe, Aluízio Alves mandou buscar em Recife os delegados da Polícia Federal José Domingos da Silva e Carlos Moura de Moraes Veras que produziriam o “Relatório Veras” identificando os “subversivos” do Estado.

Eles produziram um trabalho de 67 páginas em que apontaram cujos alvos preferidos eram servidores da rede ferroviária, da Prefeitura de Natal, estudantes, artistas e sindicalistas.

Na lista constam o professor Moacyr de Góes, o médico Vulpiano Cavalcanti, o jornalista Ubirajara de Macedo e o pastor José Fernandes Machado. Além de, claro, Dajalma Maranhão.

No mesmo período, Aluízio Alves efetuou a demissão de 82 servidores públicos estaduais acusados de “subversão”.

A política no RN durante a Ditadura Militar

Nos primeiros dias pós-Golpe o processo de união das oligarquias Alves e Mariz se deu no campo formal com os dois grupos organizando a Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

No campo político o confronto entre os dois continuava ainda que estivessem alinhados com o regime. Apoiado por Aluízio, Walfredo Gurgel foi eleito governador derrotando Dinarte. O troco foi dado no ano seguinte quando Dinarte conseguiu vetar a candidatura de Aluízio ao Senado. Foi feito um acordo entre a Arena Verde e a Arena Vermelha que fez do mossoroense Duarte Filho senador. Isso não garantiu a pacificação do partido.

Estava claro que a força eleitoral de Alves não seria forte o suficiente diante de Mariz no plano nacional. Isso se materializou em 1969 quando uma articulação de Dinarte Mariz junto ao presidente Costa e Silva resultou na cassação do mandato dos direitos políticos de Aluízio Alves que ficaria dez anos impedido de candidatar-se.

Isso definiria os rumos da política potiguar nos anos seguintes com Aluízio se alinhando ao MDB e lançado o filho Henrique Alves e o sobrinho Garibaldi Alves Filho na política.

A partir de 1970, os governadores de todo o Brasil passariam a ser escolhidos de forma indireta e com influência dos ditadores de plantão. Nas escolhas de 1970, 74 e 78, mesmo no ostracismo Aluízio mantinha a popularidade e consultado em todas as definições dos governadores.

Assim, foram escolhidos governadores pela ordem: Cortez Pereira, Tarcísio Maia e Lavoisier Maia. Nas três disputas o mossoroense Dix-huit Rosado tentou sem sucesso se tornar governador do Estado, mas sempre fora preterido.

A escolha mais dramática aconteceu em 1974 quando estava tudo acertado para que o empresário Osmundo Faria (pai do ex-governador Robinson Faria) seria anunciado e na madrugada do dia que seria feito o anúncio, o padrinho político da escolha, o general Dale Coutinho sofreu um infarto e morreu. A fatalidade zerou as articulações levando Tarcísio Maia a ser escolhido.

Paz pública

Na eleição de 1978 foi forjada a primeira aliança entre as oligarquias Alves e Maia por meio da paz pública quando Aluízio Alves e Tarcísio Maia se juntaram em torno da candidatura ao Senado de Jessé Freire, da Arena. Aluízio chegou a indicar nomes no Governo de Lavoisier Maia.

A tal paz se desfez com o processo eleitoral de 1982 quando os estados voltaram a eleger seus governadores. Aluízio seria derrotado por 106 mil votos de diferença para o jovem ex-prefeito de Natal José Agripino.

Os perseguidos políticos e desaparecidos no RN

Após os primeiros dias do regime como já citado nesta reportagem a repressão voltou a se intensificar no Estado a partir do Ato Institucional número 5.

Em 1968, foram presos os estudantes Ivaldo Cartano, José Bezerra Marinho e Jaime de Araújo Sobrinho. O padre marista Emanuel Bezerra.

Gileno Guanabara também foi preso.

Um dos primeiros potiguares assassinados pela repressão foi Emmanuel Bezerra dos Santos, líder estudantil e liderança do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

No Governo Médice, a repressão ainda foi mais intensa.

Um dos casos mais marcantes envolveu o casal mossoronse Luiz Alves e Anatália de Melo Alves. Ele foi preso e torturado, inclusive ouvindo gemidos de dor enquanto sua esposa também era seviciada.

Ela não resistiu e morreu em 22 de janeiro de 1972 após sessão de tortura em Recife se tornando uma mártir da resistência ao regime no Rio Grande do Norte. Os militares tentaram abafar o caso por meio de censura, mas os testemunhos de outros presos ajudaram a provar que ela foi executada por torturadores.

Em 17 de janeiro de 1973, outro potiguar atingindo pelo regime foi José Silton Pinheiro dos Santos foi outro potiguar assassinado pelo regime. Ele era estudante de pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e membro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

Sequestro

Um dos momentos mais tensos da ditadura militar foi quando os grupos de esquerda que aderiram a lutar MR8 e ALN sequestraram o embaixador americano Burker Ellbrick em 4 de setembro de 1969.

A ação contou com a participação do potiguar Virgílio Gomes da ALN que seria morto após espancamento por parte de membros da Operação Bandeirantes em 29 de setembro daquele mesmo ano.

Vítima do “Cabo Anselmo”

Uma das figuras mais controversas da ditadura militar foi José Anselmo dos Santos, conhecido como “Cabo Anselmo” que se infiltrou dentro das organizações paramilitares de esquerda como a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

Neste agrupamento ele encontrou o potiguar Edson Neves Quaresma que foi assassinado após delação do “Cabo Anselmo”.

Blog do Barreto

Opinião dos leitores

  1. Muito boa a matéria, faltou citar uma fato entre a eleição de Cortez Pereira e a Paz Pública entre esses dois fatos teve a grande traição de Aluízio a Cortez Pereira

  2. Achei excelente a reportagem. Porque já não era de hoje que desconfiava. E agora tudo faz sentido. Coronelismo!

  3. Kkkk "houve excessos"…
    Isso porque não foi você , a esposa ou algum familiar de quem defende essas atrocidades.
    Jamais podemos aceitar que um governo tenha feito ou faça tal terror numa nação, pois o país deve cuidar do seu povo e não usar essa prerrogativa pra torturar e matar.

    1. Q terror q nadador!! O q está acontecendo no país é muito pior do q o tal golpe. Corrupção,, desmandos,insegurança desmedida, tragédias em decorrência da roubalheira, 60 mil pessoas assassinadas por ano,a população carece de saúde, educação etc, etc…isso é aí? Ora,ora pois

  4. Quantos desses revolucionários que sobreviveram não estão na cadeia condenados por corrupção… desvio de verbas públicas ou são acusados? Resposta: os que seguiram na vida normal e não continuaram militando na política. Reflitam!

  5. Aluizio Alves e conhecido por ser o mais perseguidor do estado. deixou sequelas em muitas familias tranferindo gente de um lugar para outro e fazendo um rosario de maldades que agora ta chegando ap fim com a prisao de um de seus filhos e a aposentadoria do sonso do Garibaldi restou Walter mas sera defenestrado nas proximas eleicoes pois carlos eduardo esta morto politicamente

  6. Resumindo, era o regime militar ou a ditadura do proletariado. Certamente houve excessos, mas, graças aos militares, não viramos uma Cuba ou Venezuela. Essa conversinha que a esquerda era só paz e amor não engana mais a ninguém.

    1. Se é regime ou Ditadura, o nome tanto faz…
      Infelizmente, no mês das mulheres lembramos da época em que elas foram torturadas na frente de suas crianças ou enquanto grávidas.

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Diversos

Manifestantes saem às ruas após Justiça liberar comemorações de 1964

Manifestantes a favor e contra às comemorações alusivas ao 31 de março de 1964, quando foi instituído o governo militar no Brasil, saíram às ruas hoje (31) em várias cidades, incluindo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. À noite, na Esplanada dos Ministérios, um grupo favorável às celebrações deve exibir 30 vídeos em um telão de 24 metros quadrados, mostrando a atuação das Forças Armadas de 1964 a 1985.

As manifestações foram convocadas após o presidente Jair Bolsonaro orientar a leitura de uma ordem do dia nas unidades militares em alusão à data. Segundo militares, a ordem do dia foi lida na sexta-feira (29), sem alterações de rotina.

Ontem (30) a Justiça Federal liberou as comemorações pela tomada de poder pelos militares e a deposição do ex-presidente João Goulart, há 55 anos.

Brasília

O jornalista Felipe Porto, 58 anos, organizador do evento e ligado à União dos Movimentos de Brasília, chama o ato de apoio à “intervenção cívico-militar”. “Não é para comemorar excessos, que aconteceram nos dois lados”, disse se referindo ao que nomeia como “guerra” entre as forças do governo durante o regime militar (1964 e 1985) e movimentos guerrilheiros nas cidades e na zona rural que “poderiam levar o país ao comunismo e à ditadura do proletariado”.

A recepcionista de salão de beleza Rúbia Cristiana de Oliveira, 49 anos, que se considera “ativista das ruas há cinco anos”, chegou antes dos preparativos da exibição dos vídeos e elogiou a participação dos militares na política nacional desde a intentona comunista ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

“É preciso muita perspicácia, paciência, cautela, sabedoria para nos unir nesse momento. Não interessa quem ergue o quê, sé é uma bandeira impeachminsta (sic), intervencionista ou petista. Interessa é tirar o povo da extrema pobreza, valorizar as nossas empresas, o nosso país, o que produzimos”.

O estudante Luiz Felipe Carmona, 16 anos, participou de uma manifestação contra as comemorações do 31 de março, no Eixo Rodoviário Norte, no Plano Piloto. “A gente debate bastante”, conta ao relatar o ambiente em sua escola, e lamentar que “também tem gente que não se importa”. De acordo com ele, a importância de estar na manifestação é “conhecer o passado”.

Fernanda Santana de Oliveira, doutorando em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília também esteve no Eixão Norte e afirmou que o “31 de março é uma data de pesar e de reflexão para evitar que isso aconteça novamente na nossa história”.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os manifestantes se concentraram a partir das 16h na Cinelândia, no centro. Com cartazes críticos, os manifestantes exibiram fotografias de vítimas do regime militar e relatos de episódios que aconteceram no período. O começo do ato foi marcado por músicas como Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, Cálice, Apesar de você e Vai passar, de Chico Buarque.

No carro, de som, políticos, entidades estudantis e outras lideranças populares falaram sobre o período da história do Brasil, lembrando de atos como o incêndio da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, ocorrido no dia 1º de abril de 1964.

Filho do cartunista Henfil, o cronista Ivan Cosenza de Souza disse que há uma tentativa de reescrever a história do Brasil. “É incrível que pessoas tentem passar panos quentes nessa página horrível da história do Brasil.”

A funcionária pública Anabela Rocha disse que o ato foi espontâneo: “Eu acho importante deixar claro que a gente não quer que nunca mais aconteça algo parecido”. “A gente repudia totalmente que haja qualquer tipo de comemoração.”

São Paulo

Em São Paulo, o Ministério Público Federal e outras entidades organizaram uma caminhada silenciosa no Parque Ibiraquera, zona sul, em homenagem às vítimas e o reconhecimento de atos de violências registrados durante o regime militar (1964-1985).

O ato começou às 16h na Praça da Paz, dentro do Ibirapuera, com apresentações musicais de Vicente Barreto, Eduardo Gudin e Fabiana Cozza. Os participantes, em sua maioria vestidos de preto, depositaram rosas vermelhas e retratos de desaparecidos políticos.

A procuradora-geral da República e presidente da comissão sobre mortos e desaparecidos políticos, Eugênia Augusta Gonzaga, disse que falta conscientização sobre o que ocorreu no Brasil.

“Essas marchas silenciosas já acontecem em outros países. O Uruguai, por exemplo, já está na 23ª edição da caminhada silenciosa em memória das vítimas. Eu acho que o Brasil não fez a sua lição de casa.”

Parentes de vítimas regime milit, como Ernesto José de Carvalho, que perdeu o pai Devanir José de Carvalho e a mãe Pedrina José de Carvalho, além de dois tios. “É emocionante e significativo participar desse evento, principalmente no momento em que a gente vive hoje”, afirmou. “Este ano, para nós familiares e para mim é importante estar aqui hoje.”

Mariluce Moura, perdeu o marido Gildo Lacerda, e disse ter sido torturada durante a gravidez. “A gente tem que redobrar a resistência democrática, o clamor por Justiça, verdade e memória. Se a gente já fazia essas movimentações no anos anteriores, faremos agora, mais do que nunca.”

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Tem mais é que comemorar. Morreu gente dos dois lados mas um só fica chorando mágoa.
    Vão trabalhar bando de sanguessuga.

  2. Só psicopatas comemoram mortes e torturas. Acho que psicopatas é elogio!!! Viva o boso e seus monstros.

  3. Viva ao movimento Civil/Militar que livrou o Brasil de se tornar uma Ditadura Socialista e garantiu a Democracia!
    1964 é o segundo Grito de independência do Brasil!

    1. Garantiu a democracia? então entre 1964 e 1985 me diga quais foram os presidentes eleitos pelo povo? meu nobre, a unica herança desse periodo foi hiperinflação, divida externa gigante e uma desigualdade social abissal. Sem falar na censura, ou vc acha que, com a volta da DITADURA MILITAR estariamos tendo esse debate?

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Judiciário

Nome do Advogado Eduardo Gurgel ganha força na corrida do 5º constitucional para o TRT

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Ganha corpo no meio jurídico a candidatura do advogado Eduardo Gurgel para a vaga do 5º constitucional para ser ocupada no TRT.

Eduardo silenciosamente imprimiu uma agenda de visitas e reuniões intensa desde fevereiro. Já conta com grupos de advogados na coordenação e mobilização.

Na última sexta-feira ele reuniu 70 advogados num happy Hour despretensioso.

As inscrições para a disputa começam na próxima semana.

Pelo o que blog apurou aproximadamente 18 advogados devem concorrer para tentar ficar entre os seis que irão passar para segunda fase.

 

Opinião dos leitores

  1. Pessoa íntregra e correta! Começou sozinho, cresceu e venceu vivendo exclusivamente da advocacia! Melhor nome para nos representar no TRT 21!

  2. Sem dúvidas é um excelente nome. Um excelente advogado, honesto, coerente, tenho certeza que é o mais capacitado a assumir a vaga.
    Desejo sorte e bastante sucesso Dr. Eduardo.

  3. Meu grande amigo desde a época da faculdade; excelente aluno e profissional Dedicado e cuidadoso!
    O TRT merece alguém como ele.

  4. Dr. Eduardo Gurgel possui vasto conhecimento e larga experiência para essa missão. Sem dúvidas, um profissional qualificado e merecedor do cargo. Tem meu apoio!!!

  5. O mais capacitado. Experiente, honesto e com larga estrada, preenche todos os requisitos para o cargo almejado.
    Torço pelo seu sucesso.

  6. Dr Eduardo Gurgel, um excelente nome para assumir a vaga de desembargador do TRT. Sucesso na campanha!

  7. Excelente advogado, vitorioso na carreira. Cresceu com competência, ética, moral e honestidade. Valores que devem estar acima de qualquer outro. Será uma excelente voz da Advocacia no TRT.

  8. Sem sombra de dúvida é o que melhor se adequa ao perfil, técnico e acessível. Será o próximo desembargador

  9. Eduardo Gurgel meu grande amigo desde os bancos da UFRN, advogado íntegro, com uma carreira brilhante que certamente vai lutar pela valorização da advocacia com todas suas forças, ele vai nos representar brilhantemente, com certeza e nossa melhor opção. Estou muito confiante na sua Vitoria.

  10. Um grande nome para desembargador. Conhece bem as lutas diárias do advogados e será sensível as causas essenciais.

  11. Com excelente conhecimento jurídico e ética elevada.
    Pq nunca saiu reportagem sobre a campanha dele?

  12. Advogado excelente!
    Acredito que seja o nome mais capacitado e adequado para assumir a vaga. Sabe as reais dificuldades da categoria.
    Além de ser honesto, justo, humano e gente boa.

  13. O nome de Marcelo Barros é o mais adequado ao preenchimento dessa vaga. Profissional ético, portador de uma conduta ilibada e de um espírito educador / conciliador. Os advogados precisam escolher bem!

  14. Dr Eduardo Gurgel, grande nome. Advogou numa causa trabalhista para meu irmão, um advogado humano, sem ser mercenário, conselheiro. Gente da melhor qualidade e qualificado. Desejo muita sorte e sucesso.

  15. Excelente nome. Humano, humilde e com uma história na advocacia construída com as próprias pernas. Certamente será um desembargador sensível às demandas da categoria.

  16. Tem que acabar essa mamata do judiciário. Pela extinção urgente da justiça do trabalho. Só serve pra acabar com os empresário que geram empregos.
    Nem um lugar do mundo existe isso, só neste país de marajás.

  17. Matcelo Barros é o mais qualificado para o cargo. Excelente professoe e íntimo do Direito trabalhista, seja material ou processual, é o melhor nome que temos, sobretudo pela integridade ímpar e por ser um homem de bem.

    1. Acredito que só uma grande frustração profisisonal leva uma pessoa, a questionar o que o outro fez ou deixou de fazer, com certeza sendo um bom profissional não teria tempo para isso.

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Política

General Heleno sobre Bolsonaro e Lula: não comparem coisas heterogêneas

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, ficou irritado quando jornalistas o questionaram sobre o motivo de a comitiva do governo brasileiro ter visitado Israel sem considerar uma passagem pelo lado palestino, como fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve na região. “Não vamos comparar, não. Pelo amor de Deus, tchau. Não comparem coisas heterogêneas”, disse, saindo do hotel onde está hospedado.

Sobre o fato de a visita ao lado palestino não constar da agenda, ele disse que “nem se pensou nisso”. Para ele, não se trata de um desequilíbrio e comparou dizendo que, também houve uma viagem presidencial ao Chile, mas que não esteve presente na Argentina, por exemplo. “Tem uma outra época para ir”, disse. “Querem fazer ilações que não são corretas”, continuou, acrescentando que há também a questão de tempo, pois não se pode ficar por um período muito extenso fora do Brasil.

Antes disso, o general havia dito que a visita da comitiva presidencial era mais do que uma cortesia, quando foi perguntado sobre se a viagem tinha esse caráter, até porque Israel passará por eleições gerais no início do próximo mês, ou se havia algum anúncio a ser feito localmente entre as partes. “Fator cortesia tem um componente desse tipo, mas aqui temos outros assuntos a tratar. Nos interessa essa aproximação com Israel, sem que isso signifique um afastamento da comunidade árabe. Isso tem que ficar muito claro”, pontuou.

O ministro não quis falar sobre uma possível retaliação de países árabes a produtos brasileiros, como o da carne de frango, por exemplo, com a aproximação com Israel. “Isso não é assunto meu, é do ministro (das Relações Exteriores) Ernesto Araújo e do presidente (Jair Bolsonaro)”, desconversou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. pelo menos o nosso presidente JAIR não nos envergonha ficando bêbado e se urinando como o falastrão se comportou em davos, isso a impressa lixo não publica

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Cidades

Bolsonaro cancela instalação de 8 mil radares em estradas do país

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (31) ter barrado a instalação de mais de 8 mil radares eletrônicos em estradas do país, alegando que o objetivo principal da instalação é arrecadar recursos para os estados.

“Após revelação do @MInfraestrutura de pedidos prontos de mais de 8.000 novos radares eletrônicos na rodovias federais do país, determinei de imediato o cancelamento de suas instalações. Sabemos que a grande maioria destes têm o único intuito de retomo financeiro ao estado”, escreveu o presidente em sua conta oficial do Twitter.

Bolsonaro disse ainda que no momento de renovação dos contratos de rodovias concedidas, fará uma avaliação sobre a necessidade de que radares já instalados continuem onde estão.

“Ao renovar as concessões de trechos rodoviários, revisaremos todos os contratos de radares verificando a real necessidade de sua existência para que não sobrem dúvidas do enriquecimento de poucos em detrimento da paz do motorista”, disse.

Ao renovar as concessões de trechos rodoviários, revisaremos todos os contratos de radares verificando a real necessidade de sua existência para que não sobrem dúvidas do enriquecimento de poucos em detrimento da paz do motorista.

Opinião dos leitores

  1. Seguindo a mesma lógica desse grande erudito e pensador, Bolsonaro, vamos diminuir a quantidade de Policiamento visto que a maioria dos policiais estão prendendo pra gerar renda para os advogado (industria da multa / industria da prisão).

    Ele realmente representa os seus eleitores.

  2. Como é interessante o debate politico hoje no Brasil, analisando dois fatos semelhantes. O Presidente(extrema Direita) suspende a instalação de 8.000 radares e a governadora(extrema esquerda) quer anistiar as dividas no DETRAN de milhares de motos que circulam irregularmente nos interiores do RN. Os radicais da Esquerda criticam o Presidente e apoiam a governadora. Já os radicais de Direita detonam a governadora e apoiam o presidente. Radicalismo é uma doença instalada na politica brasileira onde só é bom o meu, o seu não vale nada, independente se o projeto é bom para o país ou o povo…kkkkkkkkkkkkkkk

  3. Só é multado quem erra!!! É uma atitude extremamente populista e em nada contribui para amenizar o trânsito que mais mata no mundo…

  4. Muito satisfeito com meu voto é meu trabalho em favor da candidatura de presidente Bolsonaro ou melhor em favor do Brasil

  5. Atitude perfeita essa do presidente Jair Bolsonaro, pois esse negócio de radares e lombadas eletrônicas no Brasil já virou caso de polícia, pois existe uma verdadeira quadrilha montada entre políticos e empresários desse setor para roubar os proprietários de veículos, todos comenda a sua parte, tanto os polícia como os empresários que atuam fazendo esse lobby.

  6. Parabéns Presidente,essa mamata da indústria da multa acabou,a função dessa imoralidade de lombadas eram so roubar o usuario,e nao diminuir o numero de acidentes,pura balela!!!

  7. A vários anos o DNIT era entregue ao partido PR. Todos os superintendentes e direções do órgão eram nomeados por determinação do partido. Tais recursos, oriundos das infrações, serviram para alimentar os cofres de várias empresas detentoras dos contratos que, por sua vez, empregavam funcionários indicados pelo DNIT( famoso toma lá – dá cá). Existe até a necessidade de se verificar a real competência do DNIT para assinar essas infrações. Creio que tal competência seja incumbência da PRF. Resta saber se os condutores serão educados o bastante para respeitarem os limites de velocidade sem a necessidade de tais equipamentos fiscalizadores.

  8. A Maria Louca do RN quer cancelar todas as multas e dívidas das motos que circulam nos interiores, desrespeitando os cidadãos que pagam em dias e valorizando os parasitas e a máfia que não pagam os tributos, ninguém reclama… Do meu partido pode tudo e eu apoio, do outro é golpe… vão tomar no orifício corrugado!

  9. Os apaixonados não perdem a oportunidade. No RN a PM fez um excelente trabalho tirando de circulação motos irregulares. A governadora esperneou e vai punir os PMs que trabalharam de forma incansável para retirar de circulação, inclusive bandidos em suas motos irregulares. Mas o Governo do RN mandou de imediato devolver e isentar os IPVAs. Interessante, esses lacaios que criticaram a indústria de Henrique Alves em arrecadar de surpresa nas estradas os radares de 40km/h não deram uma palavra acerca disso… muito interessante… passa óleo de peroba seus comunistas perversos.

  10. Boa notícia! A maioria dos radares não cumprem as orientações técnicas e servem para fins de arrecadar recursos e enriquecer terceiros, sem contar que radar eletrônico não previne acidente como o quebra-mola bem construído e dentro das especificações técnicas. Sua construção é simples, econômica, eficiente. E sua manutenção ínfima. O quebra-mola realmente reduz a velocidade.
    A obrigatoriedade de andar com os faróis acessos de dia é uma das maiores aberrações que o CONTRAN já adotou. É brincar com nossa inteligência.Vê-se claramente que a luminosidade do sol suplanta a dos faróis acessos.Em tempos ruins e de baixa luminosidade já fazíamos sem necessidade da obrigatoriedade e de multas.Deveria constar no CTB como orientação. Quem não enxergar um veículos de dia e com os faróis apagados numa distância considerável e segura é porque está cego e o melhor é cassar sua habilitação e não penalizar toda uma população.

  11. Grande mer… A PRF faz todo santo dia essa fiscalização com radares móveis, que são tanto mais eficientes quanto mais "multadores" do que esses pardais nas rodovias. Poderiam encher as rodovias de radares fixos desde que aumentassem a velocidade máxima nas estradas: ao invés de 80km/h nas BRs, ser de 100 ou 110km/h, p. ex. A fiscalização constante impediria que se andasse a mais de 140, como comumente acontece hj, mas também possibilitaria que se andasse numa velocidade boa e segura.

  12. Em Natal também é um absurdo .
    Essa indústria da multa tem que acabar ¡
    Muitos pontos estratégicos apenas com uma finalidade, arrecadação.

  13. Interessante como tem gente que nunca está satisfeita, antes reclamavam da industria da multa que eram os radares, agora que alguém, que no caso é o presidente, resolve encarar essa máfia lá vem elas reclamarem. Será que se tivesse sido o Luladrão que tivesse cancelado também estariam aqui reclamando?

  14. Grande coisa ele fez, se o motorista, mesmo mechendo no bolso ainda faz o que faz, imagina sem fiscalização. Não instalar esses radares é favorecer quem é irresponsável ao volante e punir quem dirige com responsabilidade.

  15. Os playboys piram, poderão acelerar seus carrões nas vias públicas, mas o que incomoda é o silêncio das autoridades de trânsito face a essa medida irresponsável.

    1. Deixa de ser tabacudo, cérebro de fezes! Playboy vai lá para rodovias federais para cometer ilicitudes; vão para as estaduais.

    2. É só instalar lombadas normais… elas sao eficazes e nao assaltam os motoristas!

  16. O Presidente Bolsonaro agiu corretamente. Parabéns Capitão. Radar em qualquer rodovia, majoritariamente, visa "pungar" o bolso do espoliado cidadão brasileiro. Interessante será que, no âmbito estadual, a Governadora Fátima Bezerra desestimule, caso haja, interesse do Detran neste sentido. Ao Prefeito Álvaro Dias o pedido de ajudea ao natalense e a sua própria administração passando o "pente fino" na saga multadora da STTU.

  17. Parabéns Presidente, tem que acabar com essa indústria, o intuito é faturar, vamos extinguir essa pouca vergonha.

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Diversos

Planalto distribui vídeo em defesa do golpe militar de 1964

O Palácio do Planalto distribuiu neste domingo, 31, um vídeo que faz uma defesa do golpe militar de 1964. O material descreve os acontecimentos do dia 31 de março de maneira semelhante à forma como o presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros tratam do assunto. Para eles, a derrubada de João Goulart do poder, que marcou o início do período de 21 anos de ditadura militar no Brasil, foi um movimento para conter o avanço do comunismo no País.

“O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador do vídeo. Hoje, o golpe completa 55 anos.

A peça, que tem pouco menos de dois minutos e não traz a indicação de quem seria seu autor, foi distribuída por um número oficial de WhatsApp do Planalto, usado pela Secretaria de Comunicação da Presidência para o envio de mensagens de utilidade pública, notícias e serviços do governo federal. Para receber os conteúdos, os jornalistas precisam ser cadastrados no sistema.

A assessoria de imprensa do Planalto foi procurada e, como resposta, disse que o Planalto não irá se pronunciar. A equipe também confirmou que o canal usado para disparar o vídeo é mesmo oficial. “Sobre o vídeo a respeito do dia 31 de março, ele foi divulgado por meio de nosso canal oficial do governo federal no WhatsApp. O Palácio do Planalto não irá se pronunciar”.

O mesmo vídeo foi compartilhado hoje mais cedo no Twitter pelo deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Num dia como o de hoje o Brasil foi liberto. Obrigado militares de 64! Duvida? Pergunte aos seus pais ou avós que viveram aquela época como foi?”, diz Eduardo no post que anuncia o vídeo.

Um dos trechos do material afirma que “era, sim, um tempo de medo e ameaças, ameaças daquilo que os comunistas faziam onde era imposto sem exceção, prendiam e matavam seus próprios compatriotas” e “que havia, sim, muito medo no ar, greve nas fábricas, insegurança em todos os lugares”.

Diante disso, conta o apresentador, o Exército foi “conclamado” pelo povo e precisou agir. “Foi aí que, conclamado por jornais, rádios, TVs e, principalmente, pelo povo na rua, povo de verdade, pais, mães, igreja que o Brasil lembrou que possuía um Exército Nacional e apelou a ele. Foi só aí que a escuridão, graças a Deus, foi passando, passando, e fez-se a luz”.

O apresentador convida as pessoas a conhecer essa verdade buscando mais detalhes e depoimentos nos jornais, revistas e filmes da época. Na parte final, o vídeo é concluído sob o Hino Nacional, e um outro narrador, agora apenas com voz e sem imagem, diz: “O Exército não quer palmas nem homenagens. O Exército apenas cumpriu o seu papel”.

Celebrações

No sábado, a Justiça Federal cassou liminar que proibia o governo de promover os eventos alusivos ao golpe de 1964. A decisão foi da desembargadora de plantão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria do Carmo Cardoso. Apesar de “reconhecer a sensibilidade do tema em análise”, ela decidiu que a recomendação do presidente Bolsonaro para comemorar a data se insere no âmbito do poder administrador.

“Não visualizo, de outra parte, violação ao princípio da legalidade, tampouco violação a direitos humanos, mormente se considerado o fato de que houve manifestações similares nas unidades militares nos anos anteriores, sem nenhum reflexo negativo na coletividade”, escreveu a magistrada.

A liminar havia sido concedida na noite de sexta-feira, 29, pela juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, atendendo a um pedido da Defensoria Pública da União. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ainda na sexta e, na manhã de sábado, saiu a sentença da desembargadora.

Antecipando-se à data, o Exército realizou na semana passada no Comando Militar do Planalto, em Brasília, cerimônia para relembrar o 31 de março. Na solenidade, em que esteve presente o comandante da Força, general Edson Leal Pujol, o episódio foi tratado como “movimento cívico-militar”. Os oito comandos do Exército também já realizaram semana passada cerimônias alusivas ao 31 de março.

Conforme revelou o Estadão, Bolsonaro orientou os quartéis a celebrarem a data histórica, que havia sido retirada do calendário de comemorações das Forças Armadas desde 2011, no governo de Dilma Rousseff. A determinação de Bolsonaro foi para que na data as unidades militares fizessem “as comemorações devidas”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Meio Ambiente

ONG alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

Foto: Martine Perret/ONU

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.

Agência Brasil

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Saúde

Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir de segunda-feira

O preço dos remédios vendidos no país pode aumentar até 4,33% a partir desta segunda-feira (01). O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual é o teto permitido de reajuste. Cada empresa pode decidir se vai aplicar o índice total ou menor. Os valores valem para os medicamentos vendidos com receita.

Ainda segundo a pasta, o cálculo é feito com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses – o IPCA, a produtividade das indústrias de remédios, o câmbio e a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publica, todo mês, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos já com os valores do ICMS – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que é definido pelos estados.

As empresas que descumprirem os preços máximos permitidos ou aplicarem um reajuste maior do que o estabelecido podem pagar multa que varia de R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. E melhor JAIR se acustumando kkkkk,e não esqueçao da reforma trabalhista e previdenciária,que Deus tenha misericórdia do povo brasileiro

    1. Mane, medicação tem o preço congelado durante todo o ano. Inclusive a presidente do seu partido teve a chance de aboliar o imposto sobre medicações e não o fez. Se bolsonaro não fizer nada durante os 4 anos. Ja será um grande avanço aos 14 anos de robalheira desenfreada.

    2. Não li em momento algum o Matheus falando em Lula, acho que o Rafael está doente. Só pode. Até porque a violência diminuiu, o desemprego também, a mamada….. são mais dos mesmos.

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Economia

Bolsonaro anuncia a criação de escritório comercial em Jerusalém

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo (31) a abertura de um escritório de representação comercial em Jerusalém “centrado em ciência, tecnologia e inovação”.

A notícia foi divulgada durante a visita de Jair Bolsonaro a Israel, onde o presidente desembarcou neste domingo (31).

“O Brasil decidiu criar um escritório em Jerusalém para promover o comércio, investimento e inovação, como parte da sua embaixada em Israel”, confirmou o Ministério das Relações Exteriores.

“Obrigada por abrir um escritório em Jerusalém”, disse Yisrael Katz, ministro dos Transportes e chanceler interino de Israel em um post nas redes sociais que inclui uma fotografia dando um aperto de mão Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

Ernesto Araújo também afirmou, segundo a agência Reuters, que o escritório vai servir como “parte da sua embaixada em Israel”.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro assumiu o compromisso de transferir a embaixada de Tel Aviv e reconhecer Jerusalém como a capital de Israel —seguindo caminho liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que mudou a embaixada para esta cidade.

A decisão, porém, contraria a tradição diplomática brasileira de seguir a orientação das Nações Unidas e esperar uma resolução do conflito entre israelenses e palestinos para definir o status da cidade que ambos os povos clamam como sua capital.

Além disso, a resolução também ameaça a venda de carne aos países islâmicos, que representam um grande mercado ao produto brasileiro.

Durante a visita a Israel, Bolsonaro chamou Binyamin Netanyahu de irmão e disse, em hebraico, que ama Israel.

O presidente também agradeceu a ajuda israelense em Brumadinho e afirmou que seu governo “está firmemente decidido em fortalecer a parceria Brasil-Israel: “A amizade entre os nossos povos é histórica. Tivemos um momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz”, declarou, se referindo aos anos de governo PT, quando houve distanciamento diplomático.

Ele também lembrou, em vídeo publicado nas redes sociais, que “a cooperação nas áreas de segurança e defesa também interessam muito ao Brasil”.

Folhapress

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Diversos

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 15 milhões no próximo prêmio

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2138 da Mega-Sena realizado neste sábado (30). O prêmio acumulou e deve chegar a R$ 15 milhões no próximo sorteio, que será na próxima quarta-feira (3).

As dezenas sorteadas foram: 04 13 14 21 30 34

Cinquenta e nova apostas acertaram a Quina e vão receber R$ 36.206,08 cada.

Na Quadra, foram 4.532 apostas acertadoras, que ganharam R$ 673,35 cada.

Agência Brasil

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Economia

23% dos servidores do RN podem se aposentar até 2020, diz Ipern

Cerca de 23% dos servidores ativos poderão se aposentar entre 2019 e 2020, de acordo com estimativa do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern), divulgada a pedido do G1. A porcentagem representa cerca de 12 mil pessoas, dos mais variados órgãos estaduais.

Esses números são de trabalhadores que, nesse período, terão idade e tempo de serviço suficiente para pedir aposentadoria. Isso não significa, porém, que será o número total de benefícios concedidos, porque muitos servidores preferem continuar trabalhando, por causa das perdas salariais.

Nos últimos cinco anos, o estado registrou um total de 15.030 aposentadorias de servidores. Na folha de março, o estado somou 43.197 aposentados, além de 10.829 pensionistas – 54.026, ao todo. Juntos, os beneficiários ultrapassam o número de ativos, que é de 52.337.

A aposentadoria de tantos servidores contribuiria para um aumento ainda maior do déficit previdenciário estadual, que em janeiro foi estimado em R$ 130 milhões mensais. Ou seja, as contribuições colhidas dos servidores e do Estado já não pagam a previdência.

Segundo dados do Boletim de Informações da Administração divulgado em fevereiro pelo governo, enquanto os servidores que estão em atividade ganham, em média, R$ 4.332,85, os aposentados recebem R$ 4.769,66 e os pensionistas, R$ 4.639,77. Isso acontece porque geralmente os servidores no final de carreira ganham mais dos que estão no início.

G1

Opinião dos leitores

  1. Também meu vcs querem o quê?!! PM, Policial civil e professores com 44/48 anos já estão todos coçando o saco.. em 10 anos 90% coçando e 10% na ativa.

  2. O que será que Fátima Gopi, vai alegar nos seus dois últimos anos de governo caso a reforma da previdência não for aprovado e ela não conseguir pagar os salários dos servidores? Já sei…foi Gopi do governo Bolsonaro.

  3. Sindicalhista velho de guerra e atual presidente do Ipern, Nereu Linhares tem solução para tudo. Sem falar que dinheiro nunca foi problema neste elefante podre de rico.

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