Política

Código de ética do PSDB isenta Aécio Neves de punição imediata

Com a imagem arranhada por escândalos de corrupção que atingiram dirigentes da sigla, o PSDB vai lançar na semana que vem um Código de Ética que prevê punição para filiados que se envolverem em ilegalidades. Desde sua fundação, é a primeira vez que o partido elabora um documento específico para essa finalidade que vai permitir, até mesmo, a expulsão de filiados.

As normas, entretanto, não atingem de imediato tucanos graúdos como o deputado federal Aécio Neves (MG), que é réu por corrupção passiva e obstrução da Justiça, acusado de receber ilicitamente R$ 2 milhões de Joesley Batista, da J&F. Ele nega.

Como as denúncias contra o Aécio ocorreram antes da elaboração do Código de Ética, ele só poderá ser punido pelo partido caso condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que o regulamento não foi feito para punir A ou B. “Não estamos analisando casos, mas estabelecendo regras”, disse. “Não há nada parecido no Brasil em termos de rigor e elaboração com o Código de Ética do PSDB”, complementou Alckmin.

Para o ex-governador de São Paulo, esse instrumento vai “aproximar o partido da sua militância e dos anseios da sociedade”. “Será um partido moderno, que terá instrumentos ágeis de autocorreção e não apenas punição”, afirmou o tucano. O fortalecimento dos partidos, segundo Alckmin, é uma forma de acabar com a crise política. “Muda o governo, mas a crise continua, porque o sistema político está equivocado”, observou.

Em sete páginas, o Código de Ética do PSDB define sanções para casos de infidelidade, indisciplina e ferimento da ética partidária. O artigo 19 permite que a Comissão Executiva instaure um “procedimento sumaríssimo” contra filiados que cometerem atos com potencial de “causar dano irreparável ao partido”. O texto não exemplifica quais atos.

A redação do Código de Ética foi apresentada pelo deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP) aos membros da Executiva Nacional da sigla, na quarta-feira passada, em Brasília. O texto estava previsto para ser aprovado na mesma reunião, mas não houve consenso. A previsão é de que seja analisado na próxima quinta-feira, um dia antes da convenção que pode eleger o ex-deputado Bruno Araújo presidente do PSDB no lugar de Geraldo Alckmin.

Uma das preocupações externadas na reunião era de que o PSDB, ao aprovar um código de ética rigoroso, estivesse cedendo a pressões das redes sociais para “fritar” seus filiados. Um tucano citou o exemplo do PT, que sempre poupou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso. Mesmo assim, o PT elegeu em 2018 a maior bancada da Câmara, enquanto o PSDB perdeu quase metade dos seus quadros. A bancada tucana tinha 54 deputados em 2014 e elegeu apenas 29 no ano passado. O PT elegeu 55 deputados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Grupos Bolsonaristas miram Centrão e ‘bloqueio’ às reformas do governo nas manifestações deste domingo. Em Natal começa às 15:00h

Com mais de 1,5 milhão de seguidores no Facebook, o Movimento Avança Brasil é um dos grupos que estarão à frente dos atos previstos para este domingo, 26, em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Seus integrantes prometem sair às ruas para defender, por exemplo, a reforma da Previdência e a aprovação do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Um outro “alvo”, porém, não será esquecido: o Centrão.

“A gente aproveita para fazer um repúdio ao comportamento de bloqueio do Centrão, que está atrapalhando as reformas necessárias”, disse o presidente do Avança Brasil, Eduardo Platon, para quem políticos do bloco “impedem avanços do governo”.

“Espero que o Centrão desperte para os anseios e as reivindicações do povo e trabalhe rapidamente para isso, e não em prol da classe política”, afirmou Patrick Folena, integrante do movimento em São Paulo.

Para os grupos mais organizados, o bloco parlamentar informal se tornou um símbolo da “velha política”. “Estamos indo (à manifestação) contra o Centrão, acredito que eles estão chantageando o Brasil”, disse Ana Cláudia Graf, uma das líderes do Ativistas Independentes, grupo que tem 85 mil seguidores no Facebook.

Para evitar isolamento, as pautas das manifestações são difusas: vão do pacote de Moro à Previdência, passando pela defesa da CPI da Lava Toga, que propõe investigar o “ativismo judicial”. O que prevalece, porém, é uma retórica contra a classe política, acusada de conspirar contra o presidente. Nada mais natural que o Centrão, crucial na aprovação de projetos de interesse do governo no Congresso, tenha virado o alvo principal de parte da rede bolsonarista.

O bloco, que reúne cerca de 230 dos 513 deputados e tem no seu núcleo duro partidos como DEM, PP, PL (ex-PR), PRB e Solidariedade, ensaiou na semana passada uma mudança de rumo, com receio da opinião pública. Sob pressão de aliados, o Centrão abriu mão da cobrança para a recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, facilitando a votação da medida provisória que reduziu a estrutura do Executivo para 22 ministérios. A MP foi aprovada na quarta-feira na Câmara, mas o Centrão conseguiu reunir votos suficientes para tirar o Coaf do Ministério da Justiça. Considerado estratégico por Moro no combate à corrupção, o órgão voltou para o Ministério da Economia.

Segundo levantamento do Estado, entre os grupos que participam dos atos estão ainda o Consciência Patriótica, o Direita São Paulo e o Brasil Conservador. Além deles, dezenas de outros grupos menores atuam nas redes sociais.

O Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua já avisaram que vão ficar de fora dos protestos. Com forte atuação no impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, os grupos criticam exatamente o discurso “antipolítico” que deve marcar os atos de hoje. “Existe uma retórica antipolítica que foi levantada por grupos da ala ideológica do governo. O MBL é a primeira trincheira de enfrentamento à mentalidade antipolítica”, afirmou o coordenador do MBL, Renato Batista.

Em Natal, a concentração irá acontecer no Midway Mall a partir das 15:00h.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. O congresso é um corpo com câncer, mesmo com a renovação não tem CURA porque ainda ficou células doentes e contaminou as novas que chegaram.

  2. Sebo objetivo fosse tirar o Brasil da situação terrível que se encontra , TODOS , inclusive a ESQUERDA votariam pela reformas da previdência e do pacote anticrime . O problema que poucos estão interessados no Brasil

  3. A maioria pobres da classe média hipócrita aplaudindo um governo que vai ferrar com nossas vidas via reforma da previdência dos bancos, as milícias do Flávio Bolsonaro,os laranjais do governo, corte nas verbas das universidades públicas e ifs, gasolina alta….idiotas úteis

    1. Tudo é culpa dos banqueiros e empresários. Seu professor psolento lhe ensinou isso. Valeu por me descortinar a realidade, compartilhando essa informação. Deve então ser mentira que governos gastam mais do que arrecadam e vão pedir empréstimos. Na verdade, são os banqueiros malvados que apontam armas para a cabeça de indefesos presidentes, governadores, prefeitos, diretores de autarquias e estatais e os obrigam a contrair empréstimos. Coitados. Bastava sair imprimindo dinheiro que todo o mundo iria ficar rico. Mas não! Preferem pagar dívidas para esses agiotas safados. Obrigado por me alertar. Doravante vou pedir pela estatização dos bancos e grandes empresas, entregando-os a comissários do povo, eleitos em assembleias populares revolucionárias (chavismo na veia). Dá super certo. Aproveita e dá um calote nas dívidas públicas, como fez o Zé Sir Ney, o Czar do Maranhão, sob sua regência. O Brasil surfou em grande prosperidade depois. Mas faz antes uma auditoria cidadã da dívida. Chama o pessoal da CUT, UNE, CNBB, Catraca Livre, Mídia Ninja, abortistas, maconhistas (maconheiros ideológicos) e black blocs para fazer plenárias para discutir o tema, entre dinâmicas de grupo e performances teatrais de artistas órfãos da Rouanet. Você me convenceu… Tudo é culpa dos banqueiros e empresários. De hoje em diante passarei também a defender medidas como o Imposto sobre Grandes Fortunas, não me importado mais com a lógica burguesa de que para se investir em algo produtivo deve haver antes uma acumulação de grana, ignorando também que isso não deu certo em lugar nenhum no Mundo (a revolução proletária tem que ser internacional, para o burguês FDP não ter para onde fugir com o seu ouro… Trotsky era um sábio). Obrigado por abrir os meus olhos.

  4. Já é hora de pautar mordomias, supersalarios, penduricalhos salariais, auto conceção de aumentos salariais seletivos e privilégios. Aberrações Inadmissível numa nação com altos índices de miserabilidade e desemprego. Provoca indignação coletiva, e perde credibilidade do poder público.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Palocci: Esteves deu R$5 milhões à campanha de Dilma para ser ‘banqueiro do pré-sal’

O ex-ministro Antonio Palocci disse em delação premiada que o banqueiro André Esteves, dono do BTG, deu R$ 5 milhões ‘ para cobrir custos da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010.
A contrapartida seria o governo petista transformar Esteves no “banqueiro do pré-sal”, segundo Palocci disse aos policiais federais em seu acordo de delação. Procurado pela reportagem e informado sobre o teor da reportagem, Esteves não quis se manifestar.

Palocci assinou três acordos de delação, dois com a Polícia Federal, de Curitiba e Brasília, e um com o Ministério Público Federal do Distrito Federal. O acordo de Curitiba foi recusado pela Procuradoria e criticado pelo procurador da Lava Jato Carlos Fernando Lima, que o chamou de “acordo do fim da picada”. Mais tarde, foi assinado com a PF e homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Num outro caso, de 2015, André Esteves foi inocentado. Chegou a ficar 23 dias preso naquele ano por seu nome ter sido citado em conversas gravadas por um delator, num esquema que seria capitaneado pelo ex-senador do PT Delcídio do Amaral para obstruir a Lava Jato. Sem provas além da menção nas conversas, a prisão de Esteves foi revertida, e o caso, encerrado pelo Supremo Tribunal Federal.

A história agora contada por Palocci, negada por alguns dos citados e sem documentos que a comprovem, consta do termo de colaboração 7 do conjunto de histórias que compõem a delação que tramita em Curitiba e serve como base para investigação de desvios na Petrobras.

O documento tem data de 17 de abril de 2018 e trata de operações de financiamento de navios-sonda para campos de petróleo em alto mar.

Segundo Palocci, em 2010, antes das eleições presidenciais, quando atuava na coordenação da campanha de Dilma, ele procurou os principais bancos do país com o objetivo de fazer a estruturação financeira da operação do pré-sal.
O ex-ministro disse à PF que as conversas com todos os bancos foram feitas em “tons republicanos”, “exceto com o BTG”, com o qual eram “mais fluidas”. Ele também cita Bradesco e Santander.

Palocci afirma que foi feito um chamamento público para as instituições bancárias apresentarem projetos de engenharia, e o Santander demonstrou forte interesse.

Embora não houvesse ainda contrato do pré-sal, a ideia era aproveitar o esforço na cobrança de valores para a campanha presidencial. Diz Palocci que tratou de doações com Santander, BTG e outros bancos para a campanha de 2010.

Conforme a delação, dias após Dilma ser eleita, Esteves se reuniu com Palocci e informou que “gostaria de consolidar definitivamente o relacionamento do BTG com o PT, com o colaborador [Palocci], com Lula e com Dilma [Rousseff], tornando-se o banqueiro do pré-sal”. Para isso, sempre de acordo com a delação, ofereceu-se “para realizar qualquer operação de mercado de interesse do governo” e disponibilizou R$ 15 milhões em espécie para o PT.

Uma semana após a conversa, Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, teria se encontrado com o próprio Esteves na sede do BTG, em São Paulo. Saiu de lá, segundo a delação, com R$ 5 milhões, que foram usados para pagar a fornecedores de campanha. Kontic negou à reportagem que tenha ido pegar dinheiro com o banqueiro.
Uma parte dos recursos, R$ 250 mil, foi destinada ao pagamento de despesas de viagem para Dilma descansar após a eleição, segundo ele –o ex-ministro diz que Esteves não sabia a destinação.

Palocci usa em sua delação como elementos de corroboração anotações em agendas e diz que seu motorista pode comprovar o encontro dele com as pessoas citadas.

O motorista Carlos Alberto Pocente prestou depoimento na PF, onde descreveu uma suposta rotina de encontros de Palocci e Kontic com políticos e empresários. Ele diz que Palocci se encontrou com proprietários de BTG e Santander e que as reuniões aconteciam até na residência de Esteves.

O Bradesco foi o outro banco com o qual Palocci diz ter tratado, com Lazaro Brandão e Luiz Trabuco, da estruturação do pré-sal. As relações com o Bradesco, segundo a delação, eram mais cuidadosas, e o banco não fez pedidos específicos.

Outro Lado

Procurado pela reportagem e informado sobre o teor da reportagem, André Esteves não quis se manifestar.
A defesa de Palocci diz que ele continua colaborando com a Justiça. “No entanto, por conta do sigilo do inquérito, a defesa não irá se manifestar sobre esse fato específico”.

Kontic, ex-assessor de Palocci, “nega veementemente esta conduta”. “Isso nunca ocorreu, não passa de ficção.”
O Santander informou que “adota elevados padrões éticos e rigorosos de compliance em todas as suas atividades e declara que não possui qualquer agenda ilícita”.

O Bradesco e a ex-presidente Dilma não se manifestaram.

Opinião dos leitores

  1. Todo petista diz que os outros partidos é que gostam de banqueiros. Mas, no fundo quem gosta de banqueiro são os petistas.
    TODO PETISTA QUER UM BANQUEIRO AMIGO PARA CHAMAR DE SEU.

    TODO PETISTA "É CONTRA O CAPITALISMO", MAS, SÓ CONSOME DO CAPITALISMO…

    NA VERDADE EU ACHO QUE PETISTA É UM SER ESPECIAL!

    1. E a recíproca é verdadeira. Temer, por exemplo, facilitou muito a vida das fintechs (é assim que se escreve?).

  2. Errado, a presidente Dilma já divulgou uma nota contestando a delação com ausência de provas e sempre através de vazamentos em momentos delicados para a direita.

    1. Que momento delicado da direita? Ganhamos eleição, não vai sair pesquisa, vcs é que não tem vergonha na cara, CANALHAS!

    2. Vc ganhou o que? Aumento da gasolina? Do gás? Não vai poder se aposentar? A não ser que vc seja um grande investidor (talvez seja), vc não ganhou nada.

  3. Prêmio é o caralho… é bandido também… só porque está entregando os outros fica diminuindo a pena dele… e só a palavra dele não vale nada a não ser pra diminuir a pena desse bandido… isso é um fdp que nem os outros sanguessugas

  4. São uns ladrões escrotos. O povo se lascando de pagar impostos e esses bostas tudo faturando. Mereciam a pena de morte uns safados desses!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo pretende gastar R$ 7 milhões em carros para família de Bolsonaro e de Mourão

Foto: Rafael Hupsel/Folhapress

O governo federal pretende desembolsar até R$ 7,14 milhões na compra de carros blindados para a segurança dos familiares do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão.

Com o argumento de que houve um aumento da demanda na atual gestão, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) autorizou a realização de um pregão eletrônico, no início de junho, para a aquisição de um total de 29 veículos, dos quais 17 blindados e 12 normais.

O edital de compra especifica que o comboio de segurança para cada um dos familiares deve ser composto de dois veículos, da mesma marca e modelo, sendo um blindado e outro normal. A necessidade de serem iguais, segundo o documento, tem como objetivo evitar a identificação do carro que transporta o familiar.

“A imposição, por aspectos de segurança, visa não demonstrar a presença exata dos familiares das autoridades nos deslocamentos com o uso de veículo diferenciado, exigindo que os veículos blindados e não blindados sejam exatamente iguais.”

O Palácio do Planalto exemplifica como modelos e marcas que podem ser adquiridos Audi A6, Honda Accord e Ford Fusion, veículos considerados de alto padrão. Ao todo, o presidente tem cinco filhos e todos estão residindo em Brasília. O seu antecessor, Michel Temer, tinha apenas um na capital federal.

“O quantitativo pretendido decorre de aumento na demanda de veículos de serviços especiais, com a posse dos atuais presidente e vice-presidente, que atendem aos familiares dos citados dignitários”, diz o texto.

Neste mês também, como mostrou a Folha, o governo federal previu outro pregão eletrônico de R$ 2,5 milhões para a locação de carros para transporte de Bolsonaro e de Mourão em viagens e eventos oficias no Norte e no Centro-Oeste.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. BG
    E os ex-presidentes que tem as maiores mordomias, agora mesmo a ex-pzidenta estava passeando na Europa e nós Cidadãos Brasileiros pagando a sua farra, o ex-pzidente mesmo preso com todo aparato de veículos, seguranças e outras coisas mais que a constituição Brasileira favorece a essa gente muitas vezes NEFASTAS ao seu povo ordeiro e trabalhador como esses dois ex-pzidentes metidos em tudo que é falcatrua e usufruindo de benesses de uma constituição podre, que só criou direitos e deveres ZERO.

    1. Deixa de ser manipulado e idiota, quem quebrou o Brasil, foi investimentos escandalosos no exterior, muita roubalheira com as maiores empreiteiras do país, negócios escusos com grupos empresariais, doleiros, contas no exterior e finalmente a destruição da petrobras. Lula precisou apenas de um pau de arara e muita labia para subir na vida…….kkkkk a vcs eu dou uma cangalha, vai ser cego e burro assim na venezuela, vai para la, gasolina esta sendo distribuida a populacao.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro vai revogar 5 mil decretos inúteis ou suspeitos até dezembro

O governo leva ao pé da letra um dos principais compromissos de campanha do presidente Jair Bolsonaro: enxugar o grande volume de atos (leis, decretos, portarias etc.) em vigor, que servem para garantir privilégios e criar cartórios, burocratizar procedimentos e complicar a vida do cidadão. Em cinco meses, Bolsonaro já revogou 250 decretos e promete mandar para a cesta do lixo outros 5.000 até o fim do ano. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo submete a pente fino 27.000 decretos e outros diplomas legais, segundo a Casa Civil. Todos candidatos a revogação.

A operação é complexa e cuidadosa: cada decreto sob exame interfere na vigência de outros dispositivos legais.

Os responsáveis pelos estudos dedicam especial atenção ao artigo final dos decretos: “ficam revogadas as disposições em contrário”.

Há leis, decretos e portarias criados para beneficiar pessoas ou grupos. A ideia é enviar esses casos para exame do Ministério Público Federal.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Televisão

Filme brasileiro gravado em Parelhas e Acari vence Prêmio no Festival de Cannes

O filme brasileiro “Bacurau”, que foi gravado em Parelhas e em Acari, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes neste sábado (25), em empate com o drama francês “Les Misérables”. É a primeira vez que o Brasil ganha na categoria, terceira mais importante da competição oficial do evento francês.

“Trabalhamos para a cultura no Brasil e o que precisamos é de seu apoio”, afirmou o diretor Kleber Mendonça Filho ao receber o prêmio, segundo a agência de notícias France Presse. Ele divide a direção do filme com Juliano Dornelles, que foi seu diretor de arte em “Aquarius” (2016).

Na premiação principal de Cannes, são distribuídos sete prêmios. O mais importante é a Palma de Ouro, ganhado neste ano pelo coreano “Parasite”. Além dele, há o Grand Prix, o Prêmio do Júri e as categorias de direção, roteiro, ator e atriz.

O Prêmio do Júri é entregue desde 1946. Em 2019, o júri do festival é presidido pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu.

G1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governadores do Sul e Sudeste declaram apoio à reforma sem esperar ‘nada em troca’

Em encontro realizado em Gramado (RS), os sete governadores do estados das regiões Sul e Sudeste, responsáveis por 70% da economia do Brasil, voltaram a manifestar apoio à reforma da Previdência. Com exceção de Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, que tem ressalvas ao texto apresentado por Bolsonaro, os governadores afirmaram apoiar integralmente o texto, sem esperar contrapartidas.

Reunidos para o encontro do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), destacaram que, a partir de conversas com as bancadas de parlamentares sobre a necessidade da reforma da Previdência, é possível perceber que há uma maioria em seus estados favorável à aprovação.

A confiança dos governadores foi liderada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que previu que o texto será aprovado até setembro e “abrirá as comportas” para um novo ciclo de desenvolvimento econômico do país.

“Só o estado de São Paulo nos próximos oito anos, com a aprovação da Previdência, tem R$ 120 bilhões de novos investimentos, considerando o nosso programa de desestatização “, disse.

Anfitrião do evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que a partir da Nova Previdência e de uma posterior reforma tributária, o Brasil estará “saudável do ponto de vista fiscal” e “menos complexo para os contribuintes”, com condições de estimular o investimento privado e fazer a economia “deslanchar”.

“A condição de retomada econômica passar por assegurar a investidores que este país não vai quebrar, e a reforma da Previdência é essencial para isso. Se você não tem suporte e compreensão de que ela é estruturante, evidentemente que se fragiliza qualquer recuperação econômica”, afirmou.

Ao defender a proposta, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse que a “sociedade tem que ter um encontro com a verdade” e que, sem ela, o Brasil “vai continuar rastejando” economicamente.

O catarinense Carlos Moisés (PSL) classificou a realização da reforma da Previdência como uma porta que abrirá espaço para próximas propostas do governo federal. “A gente esvazia essa pauta e avança em tantas outras necessárias, como a reforma tributária, política, e assim por diante”, disse.

Os governadores também destacaram que o apoio ao texto do ministro Paulo Guedes não é condicionado a nenhuma espécie de socorro financeiro como contrapartida.

Os governadores de de estados em condições financeiras mais precárias, como de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmaram que a defesa da reforma parte do princípio que ela, por si só, já trará benefícios fiscais aos estados.

“A longo prazo, teremos todos os estados em uma situação financeira melhor. Ganharemos naturalmente, não temos que pedir nada em troca. Estamos sendo tirados de um mar cheio de tubarões e ainda estamos querendo um banquete? Acho que só de sermos resgatados já é muito bom”, disse Zema.

“A reforma dará condições ao governo federal, tendo resolvido o crescente déficit previdenciário, de poder fazer socorro aos estados em problemas fiscais. Agora, uma coisa não é condição a outra. Não há barganha”, concordou o governador gaúcho, Eduardo Leite.

O único governador que apresentou ressalvas à reforma foi Renato Casagrande. Ele reiterou o que já tinha manifestado na reunião de abril do Consud, de que é contrário à alteração proposta para o Benefício da Prestação Continuada (BPC), às propostas para a aposentadoria rural, à desconstitucionalização da legislação previdenciária e à proposta de capitalização.

Casagrande avaliou que essa não pode ser a única pauta do governo federal, defendendo que a formulação de uma reforma do pacto federativo precisa andar junto. “Nós temos que avançar com a Previdência, mas, ao mesmo tempo, temos que avançar com outros temas”.

Governadores de outras regiões, como o Nordeste e o Centro-Oeste, já se manifestaram contra a revisão do BPC.

Desde que a PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma foi apresentada, governadores e parlamentares do Nordeste rejeitaram, também, a criação de uma cobrança mínima de R$ 600 por ano do trabalhador.

Lideranças da região também querem que o governo volte atrás na proposta de elevar a idade de aposentadoria para pessoas de baixa renda e para trabalhadores rurais. Na última sexta-feira (24), Bolsonaro foi a Recife e se reuniu com governadores do Nordeste. Foi a primeira visita dele à região desde que assumiu a Presidência.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. A governadora so pensa em comer pipoca e no Lulaladrão está no mundo da lua . Como um governador de estado pobre pode governar sem querer apoio do governo federal! Só pensa nos caprichos dela e no progresso doRN nada. Pena que não vemos nenhum deputado se pronunciar a respeito. Estão também segurando o mesmo andor do sub desenvolvimento.

  2. o posicionamento dos governadores citados, é uma questão cultural. que por aqui não é muito bem aceita. não se vende Cultura em farmácia: apenas remédios!

  3. Sul e Sudeste, exceto o ES, têm responsabilidade e interesse pela estabilidade social e econômica de seus Estados e do Brasil, como um todo. O resto è simplesmente RESTO. Seus governantes só pensam em Lula e sonham com a ditadura do proletariado para "salvar" o Nordeste.

    1. Este seria meu comentário, muito obrigado, vc realmente se somou, parabéns

  4. Enquanto isso as pamonhas do Nordeste querem o inédito atraso, sempre de pires na mão atrás de esmolas, vão trabalhar vagabundos!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Religião

Papa Francisco critica diagnóstico pré-natal e diz que aborto não é solução

Foto: Yara Nardi/Reuters

O Papa Francisco criticou neste sábado (25) o “diagnóstico pré-natal” realizado pela medicina que antecipa doenças no feto e opinou que, para esses casos, o aborto não é a solução para tais problemas.

“O medo e a hostilidade relativos à deficiência levam com frequência à escolha do aborto, configurando-o como uma prática de prevenção. […] O aborto nunca é a resposta que as mulheres e as famílias procuram”, disse o pontífice em um encontro com os participantes do congresso internacional ‘Yes to Life’ (“Sim à Vida”) no Vaticano.
Para Francisco, “a vida humana é sagrada e inviolável e a utilização do diagnóstico pré-natal com fins seletivos deve ser desencorajada porque é a expressão de uma mentalidade desumana de eugenia, que priva as famílias da possibilidade de acolher, abraçar e amar seus filhos mais frágeis”, acrescentou o líder católico.

O papa acrescentou que “as crianças, desde o ventre materno” são “pequenos pacientes, que frequentemente podem ser curados com intervenções farmacológicas, cirúrgicas e assistenciais extraordinárias”.

Além disso, Francisco argumentou que essas crianças são capazes de “reduzir a terrível lacuna entre as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, que durante anos foi uma das causas do aborto voluntário e do abandono da atenção ao nascer de muitas crianças com doenças graves”.

Por fim, o pontífice reconheceu que “as técnicas modernas de diagnóstico pré-natal são capazes de descobrir desde as primeiras semanas a presença de más-formações e patologias”, mas advertiu que “a evolução de cada doença é sempre subjetiva e nem sequer os médicos sabem com frequência como ela se manifestará em cada indivíduo”.

EFE

Opinião dos leitores

  1. O que me deixa chocada é que conheço muitas mulheres que lutam, brigam em defesa dos gatos, dos cachorros porque estão abandonados e matam seus filhos através do aborto.
    Não tenho nada contra a defesa dos animais. Seria bom se a cachorra pudesse defender o filho da humana….
    Muita incoerência!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Cresce no país número de pretendentes que aceitam adotar crianças com 5 anos ou mais

Quase metade (46%) dos pretendentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção neste ano se diz aberta a adotar uma criança com 5 anos ou mais de idade. O índice é bem superior ao registrado dez anos atrás (30%). É o que mostram dados da Corregedoria Nacional de Justiça obtidos pelo G1.

Neste sábado (25) é comemorado o Dia Nacional da Adoção. Mas nem tudo é motivo para celebrar. Em 2018, foram adotadas 650 crianças com 5 anos ou mais no Brasil, número menor que o registrado em 2016 e em 2017.

Um outro dado do Cadastro Nacional ajuda a entender ainda mais o drama: 76% das crianças disponíveis hoje nos abrigos têm 5 anos ou mais. São 7.261 — um número que só aumenta.

Percentual de pretendentes que aceitam crianças com 5 anos ou mais.

Para a diretora de relações públicas da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini, o trabalho integrado feito pelo Judiciário com os grupos de apoio à adoção é um dos grandes responsáveis pelo aumento no percentual dos pretendentes abertos à adoção tardia. Mas ainda é preciso fazer mais, admite.

“Além de um esforço para proporcionar mais visibilidade a essas crianças maiores, principalmente adolescentes, há um amadurecimento dos pretendentes de uns anos para cá. E a participação deles em grupos de apoio, vendo o exemplo de famílias que já adotaram, é muito importante para que exista essa ampliação do perfil”, afirma Suzana Schettini.

Segundo ela, além do preparo dos pretendentes nos grupos e das crianças nas instituições, há uma terceira frente que não pode ser deixada de lado no caso das adoções tardias.

“É preciso oferecer para a família adotiva um núcleo de apoio no pós-adoção, porque elas são naturalmente mais complexas, mais difíceis. As crianças têm suas histórias, suas demandas. Então, esse suporte é necessário. E cada vez mais esses pretendentes se sentem acolhidos e seguros para o ato.”

A jornalista Ana Davini, que adotou uma filha e é especializada no tema, diz que o principal problema ainda é a demora na destituição do poder familiar, que faz com que a criança perca a chance de ganhar uma nova família.

“Além da burocracia por qual passaram as que já estão no cadastro, é preciso lembrar que há mais de 50 mil crianças nos abrigos. Essas mais de 40 mil [que não estão aptas] estão em um limbo jurídico. Nem voltam para as famílias biológicas nem são encaminhadas para adoção. Vão crescendo nos abrigos, completam 18 anos e são colocadas na rua, especialmente se não tiverem como se manter ou se não tiverem apoio de um projeto social.”

Há hoje 46 mil pretendentes no Cadastro Nacional de Adoção, e apenas 9,5 mil são crianças.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Bolsonaro defende aprovação da Previdência a mais recursos ao NE

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez nesta sexta-feira (24), no Recife, concessões aos nove estados do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo, mas também aproveitou para dar um recado aos governadores que fazem oposição a ele.

“Temos um desafio pela frente que não é só meu. É também dos senhores, independente da questão partidária. É a reforma da Previdência, sem a qual não poderemos sonhar em botar em prática o que se está tratando aqui”, disse antes de se reunir a portas fechadas com os gestores na 25ª Reunião do Conselho Deliberativo, no Instituto Ricardo Brennand, na Várzea.

A fala do presidente deu a entender que a liberação de mais recursos e o desenvolvimento da região poderia estar condicionada à aprovação da reforma da Previdência. De acordo com o chefe do Executivo Federal, ele e a esquerda “estão em polos diferentes, mas juntos pelo mesmo objetivo”.

Após sair da conversa, Bolsonaro reforçou: “É um projeto que chamo de reforma mãe. Se não fizer isso ninguém vai ter as contas ajustadas. Aí não tem partido político. A União não está bem, a mãe dos estados e dos municípios também não”, resumiu.

Os governadores, porém, tentaram distanciar as questões. “São coisas diferentes. Uma coisa é o fundo que pleiteamos e foi aprovado pelo conselho. A questão da previdência é outra lógica. Não traz impacto direto na economia. Tem impacto de dez a 15 anos na economia do país e não soluciona os problemas e as demandas tampouco os déficits previdenciários do estado”, afirmou o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB).

O socialista lembrou ainda da carta divulgada pelos governadores do Nordeste na qual os gestores se mostram favoráveis à reforma da Previdência desde que ela seja mais branda e não penalize os mais pobres e trabalhadores rurais.

Já o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse que reforma da previdência é só um dos itens que podem contribuir com o crescimento dos estados nordestinos e do país. De acordo com ele, anos atrás havia crescimento, apesar do problema da previdência ser antigo.

“O crescimento do Brasil é a essência. Sem o crescimento, qualquer reforma da Previdência vai ser engolida pela recessão. Ou seja, você economiza de um lado e perde por conta de perda de receita com decréscimo no crescimento econômico, como ocorre nesse primeiro trimestre”, argumentou o petista.

Os governadores e Bolsonaro estiveram reunidos para aprovar um Plano de Desenvolvimento do Nordeste em que ficou acertado que 30% da arrecadação seria destinada ao financiamento dos estados para obras na área de infraestrutura. A pauta era uma reivindicação do fórum de governadores.

OP9

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Potencialmente destruidor: asteroide que passará perto da Terra hoje tem lua própria

O asteroide se aproximará do nosso planeta hoje (25) a partir das 20h do horário de Brasília e atingirá a velocidade incrível de 21,51 km/s. Seu gigantesco tamanho permitirá que ele seja visto por nós enquanto estiver passando.
No entanto, na sua aproximação mais próxima, o corpo celeste estará a quase cinco milhões de quilômetros da Terra, ou seja, a cerca de 13 vezes a distância até à Lua.

“O corpo principal do 1999 KW4 tem cerca de 1.300 metros de largura, mas na verdade é uma forma bastante complexa […] Ele é ligeiramente achatado nos polos e tem uma cordilheira ao redor do equador, que contorna todo o asteroide”, explicou o Observatório Las Cumbres.

Sputnik News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Petróleo e dólar aliviam pressão sobre contas públicas

Um dos principais fatores pressionando a inflação nos últimos meses também ajuda a aliviar as contas públicas. A alta do petróleo no mercado internacional e a valorização do dólar começaram a inflar as receitas do governo em meio à queda da arrecadação de alguns tributos.

Em abril, conforme informou a Receita Federal na última quinta-feira (23), a arrecadação federal cresceu 1,28% acima da inflação na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Esse crescimento, no entanto, foi inteiramente sustentado pelas receitas não administradas pelo Fisco, que renderam R$ 11,03 bilhões no mês passado, contra R$ 8,421 em abril de 2018.

Quase a totalidade desses recursos não administrados pelo Fisco compõe-se dos royalties de petróleo. Sem essas receitas extras, a arrecadação teria caído 0,34% em abril em relação a abril do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“A produção tem mostrado crescimento e o preço do barril de petróleo e o câmbio têm favorecido a elevação do pagamento das participações”, disse o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, ao explicar a arrecadação de abril.

Alívio

A cotação do barril do petróleo do tipo Brent encerrou a última sexta-feira (24) em US$ 68,69, com alta de 36,1% desde 26 de dezembro do ano passado, quando estava em US$ 50,47 e atingiu o nível mais baixo desde agosto de 2017.

A valorização, que se reflete em preços mais altos dos combustíveis, tem ajudado o governo a reduzir o risco de descumprir as metas fiscais.

Divulgado na quarta-feira (22), o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, não incluiu a elevação do preço do petróleo nas estimativas oficiais de receita.

O relatório, revisado a cada dois meses, elevou o preço médio do barril de US$ 65,4 para US$ 65,5. A estimativa da arrecadação de royalties em 2019 saltou de R$ 61,7 bilhões para R$ 65,3 bilhões, mas a alta deve-se ao pagamento de uma dívida de R$ 3,6 bilhões da Petrobras para a União.

“Durante esta semana, a cotação do barril do tipo Brent chegou a US$ 71. Se o preço continuar assim até o fim do ano, podemos revisar para cima a estimativa de receitas”, disse o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Contingenciamento

Para evitar um novo contingenciamento em maio, o governo usou parte de uma reserva de emergência, liberando recursos para os Ministérios da Educação e do Meio Ambiente.

O secretário de Fazenda também lembrou que a cessão onerosa da Petrobras, que ainda não está incorporada ao relatório, deve render R$ 74,8 bilhões ao Tesouro Nacional, quantia que posteriormente será repartida com estados.

Ele, no entanto, lembrou que as receitas com o petróleo são atípicas e defendeu a aprovação da reforma da Previdência para garantir o cumprimento da meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões.

“Nossas estimativas são bem conservadoras. Ainda não está incluída a cessão onerosa [transação entre a Petrobras e o Tesouro por causa da descoberta de novos barris na camada pré-sal] nem as reformas estruturais. Quando a reforma da Previdência for aprovada, a gente vai refazer as projeções, com melhores números”, explicou Rodrigues ao detalhar o relatório.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Estamos em transição, mas sem saber para quê’, afirma FHC

No princípio da reforma política brasileira está o verbo de um líder quase carismático, afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 87, em entrevista à Folha, um dia depois das manifestações de 15 de maio.

FHC diz que esse é um caminho arriscado, mas saída provável para a superação da crise do sistema político do pós-1988, que para ele se desmilinguiu, e de um cenário de instituições abaladas pela fragmentação e pelo imediatismo das redes sociais.

Quanto ao impasse criado pelos atritos entre Jair Bolsonaro e o Congresso, FHC diz que a democracia depende de paciência histórica e comedimento no uso da força política.

Pode haver impeachment? FHC diz que continua reticente quanto a essa medida —em sua visão sempre traumática, mas por vezes inevitável. “O que produz impeachment é a confluência da infração legal com a paralisia do governo, quando o Congresso para de decidir”. Não seria o caso agora, avalia.

Quanto à liderança carismática, trata-se de alguém com grande capacidade de comunicação (sim, um Luciano Huck), que pode criar um projeto nacional pactuado que aglutine movimentos políticos novos.

Ao falar de carisma, FHC trata de Max Weber. Para o sociólogo alemão (1864-1920), o líder carismático deve sua força ao reconhecimento de suas características extraordinárias. Isto é, daquelas que lhes são atribuídas por um grupo social que reconhece a autoridade legítima desse líder, de quem espera a transformação da rotina cotidiana, da vida normal e, no limite, da ordem estabelecida.

O ex-presidente observa que PT e PSDB, que organizaram a disputa política por um quarto de século, não perceberam a “tempestade que vinha”. Além das mudanças na interação via redes, o surgimento rápido de grupos sociais e a perda de representatividade de organizações tradicionais da sociedade civil contribuíram para a ruptura e o aumento do conflito nas elites do poder. Há uma transição para não se sabe onde.

“A eleição de Bolsonaro foi consequência do ‘não’, não do ‘sim’. ‘Não quero PT, corrupção, partidos, políticos, desordem, crime’”, diz FHC.

“Nossa elite política é também consequência da mudança muito rápida da sociedade. Tem menos habilidades políticas tradicionais, que a antiga classe dominante tinha. Nossa democracia é mais representativa [agora], mas não quer dizer que seja mais capaz de lidar com grandes problemas institucionais. Mas vai aprender”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Difícil acreditar nas palavras de FHC, parecem proferidas por um homem amargurado, que viu seu PSDB ser engolido pelas falcatruas tão comuns aos demais partidos. Acho que seria melhor calar, a ficar emitindo ideias de um senhor senil.
    Nunca abriu mão de nada da velha política, inclusive os salários que são negados aos brasileiros em suas aposentadorias, aposentados que seriam vagabundos.

  2. FHC é um Lula erudito, tem igual culpa, ou maior culpa que Lula, pelo processo de degradação da política.
    É de sua autoria, o Instituto reeleição, foi no governo o início do processo de violência urbana.

    1. Ari, vou lhe processar no "bom sentido", vou se apropriou das minhas palavras.
      O cidadão comprou o instituto da reeleição a preço de ouro e até estamos pagando a conta.
      Este velho esclerosado juntamente com a "Foice de São Paulo", ficam conversando merda pôr aí.
      A transação vai de fato acontecer em viatura da PF, das deles os bandidos do colarinho branco direta para a cadeia, vamos aguardar o tempo, pois transição leva tempo e talvez o senhor FHC já esteja hospedado no mansoleum da ABL.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Amazon desenvolve aparelho para vestir capaz de ler emoções

A Amazon está desenvolvendo um aparelho vestível, comandado por voz, que será capaz de reconhecer emoções humanas.

O aparelho, para ser usado no pulso, é descrito como produto de saúde e “wellness”, em documentos internos da empresa vistos pela reportagem. É uma colaboração entre a Lab126, a organização de desenvolvimento de hardware por trás do celular Fire e do alto-falante inteligente Echo, e a equipe de software responsável pela Alexa, a assistente digital da Amazon.

Projetado para funcionar com um app para smartphone, o aparelho tem microfones combinados a software capaz de discernir o estado emocional do usuário com base em sua voz, de acordo com documentos e com uma pessoa informada sobre o programa.

No futuro, a tecnologia poderia aconselhar o usuário sobre como interagir mais efetivamente com os outros, mostram os documentos.

Não se sabe em que ponto o desenvolvimento do projeto está, ou se ele virá a se tornar um produto comercial. A Amazon dá às suas equipes grande latitude para experimentar com produtos, alguns dos quais jamais chegam ao mercado.

O trabalho no projeto, cujo codinome é Dylan, continuava, recentemente, de acordo com documentos e com a fonte, que pediu que seu nome não fosse mencionado por estar discutindo um assunto interno da empresa.

Um teste beta está em curso, ainda que não esteja claro se inclui um protótipo de hardware, o software que detecta emoções, ou ambos.

A Amazon se recusou a comentar.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Quem não concordar com o novo PSDB que peça para sair, diz Doria

Às vésperas da convenção nacional do PSDB, no próximo dia 31, que deve consolidar o poder do governador de São Paulo, João Doria, sobre seu partido, o tucano pregou em discurso para filiados que aqueles que não concordarem com as diretrizes do que ele chama de “novo PSDB” devem deixar a sigla.

Em evento para filiar sete pessoas na noite de sexta (24), na sede do PSDB em São Paulo, Doria também pregou que tucanos que sejam acusados de irregularidades se afastem do partido para cuidar de suas defesas. Caso inocentados, poderiam voltar à sigla.

Doria afirmou que a discordância é parte da democracia, mas pediu que quem não concorde “peça para sair”. A fala foi uma referência ao sociólogo Fernando Guimarães, que coordena a frente Esquerda para Valer dentro do PSDB. O governador paulista tem afirmado que o partido deve ser de centro, sem espaço para o que considera extrema esquerda ou extrema direita.

“O novo PSDB não apaga seus 30 anos de história. […] Mas, a partir de agora, o partido não vai viver de história, vai fazer diferente. E aqueles que não concordam, não há problema. […] Nós não estamos aqui construindo o novo PSDB obrigando todos a concordarem. Não há democracia por unanimidade, só ditaduras advocam unanimidade. Mas os que não concordarem peçam para sair. Tenham dignidade, tenham grandeza de defender seus interesses fora do partido”, disse.

Em relação aos acusados de corrupção, Doria afirmou que devem fazer sua defesa fora do PSDB.

“Se alguém fez coisa errada, que pague por isso, que tenha seu julgamento e o direito de defesa pleno. Nós não vamos condenar ninguém antes. Mas peça licença, tenha grandeza, se afaste. Faça sua defesa, se for isento, volte, será bem-vindo, sera aplaudido, será abraçado. Mas enquanto, neste processo, tenha dignidade e o respeito de fazer a sua defesa na plenitude, mas fora do PSDB”, disse.

A fala de Doria por regras mais rígidas e menos condescendência do partido com atos de corrupção antecede a criação de um código de ética do PSDB, último ato de Geraldo Alckmin (PSDB) no comando da sigla. No dia 31, o ex-deputado federal Bruno Araújo, aliado de Doria, deve assumir a presidência da sigla.

O documento, que pela primeira vez na história do PSDB definirá punições para filiados que cometerem irregularidades, será finalizado na próxima quinta (30) e será submetido à aprovação na convenção do dia seguinte.

A última versão do texto, porém, diferentemente do que prega o discurso de Doria, não afasta imediatamente tucanos acusados de corrupção, como Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo. Ele é réu sob acusação de corrupção e obstrução de Justiça por ter sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS.

“O Bruno Araújo, ao assumir na próxima sexta-feira, ele sabe a responsabilidade que tem daqui pra frente. Nós não vamos mais jogar poeira e coisa suja embaixo do tapete. Vamos ter que ter a capacidade de julgar de forma correta, de forma isenta, e dar a oportunidade de todo peessedebista andar na rua de cabeça erguida”, afirmou Doria.

Já em referência a dissidentes, caso de Guimarães, o governador paulista parabenizou os dirigentes do PSDB da capital paulista, Fernando Alfredo, e do PSDB estadual, Marco Vinholi, por abrirem um processo no Conselho de Ética do partido para expulsá-lo.

Guimarães está à frente de um movimento suprapartidário de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), que inclui políticos do PT. Em oposição à velha guarda tucana, Doria vem puxando o partido para o que considera o centro, sem tolerância com a esquerda.

“[O filiado] só não vai ter direito, dentro do PSDB, de estabelecer uma linha diametralmente oposta àquela que todos que estão nessa mesa tem como princípio a partir de agora”, disse Doria.

“Eu gostei, Fernandão, quando você e o Vinholi tiveram atitude corajosa e altiva. Esquerda pra Valer não tem mais espaço no PSDB. Nem estrema esquerda nem extrema direita. Saia e escolha seu partido. É justo”, completou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Vou mudar para o entorno de Garanhuns (cadetes), fazer um menino, quando ficar maior, mandar para SP, em cima de um burro, proibir de estudar, maiorzinho cortar um dedo, fundar um partido ( partido dos trambiqueiros), deixar a Barba crescer, ficar com cara de rato, ser pinguço, namorador, ter ojeriza a trabalho, ser cara lavada, mentiroso, sabido, ter horror a banco e empreiteira…….para ver se consigo obter, apenas um, Rico e com potencial enorme de manobrar idiotas.

    1. Antes de fazer isso pague as prestações do seu Corolla 2010 e coloque seu filho, caso tenha algum, na universidade privada e se for servidor público peça exoneração do cargo e se entregue ao setor privado com sua CLT rasgada….??,ah e compre uma arma em 24 parcelas suaves pra mitar no trânsito, talkei?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Judiciário prepara pacote de medidas para agilizar as recuperações judiciais

Integrantes do Judiciário preparam um pacote de medidas para agilizar o processo de recuperação judicial de empresas no País, considerado hoje excessivamente moroso. Em média, em São Paulo, são 567 dias (cerca de um ano e meio) entre a Justiça aceitar o pedido de recuperação de uma empresa e apreciar o plano de reestruturação por ela apresentado – aprovando-o ou rejeitando-o. Esse prazo deveria ser de, no máximo, 180 dias, indica a lei atual.

Na avaliação do Judiciário, essa demora coloca em risco a sobrevivência da empresa. Quando está em situação financeira difícil e não consegue mais honrar seus pagamentos, uma companhia pode requerer a recuperação, que é uma proteção dada a ela pela Justiça contra a execução de suas dívidas.

A ideia é que a empresa possa ganhar tempo para apresentar um plano de reestruturação e renegociar seus débitos com credores. Em geral, quando chega esse ponto, a companhia já está com pouco dinheiro em caixa e com problemas para tocar suas atividades. Por isso, se o processo levar muito tempo, a empresa pode acabar quebrando antes de concluir a recuperação judicial, dizem especialistas.

O pacote de medidas em gestação pelo Judiciário tenta dar uma resposta à morosidade do processo. Liderado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão, o grupo criado no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai propor, entre outras medidas, a criação de varas regionais especializadas para processar as recuperações judiciais.

Nessas varas, o tempo médio até a aprovação do plano de recuperação é de 407 dias, ainda longe dos 180 dias previstos na legislação, mas menor que os 567 dias verificados em médias nas varas comuns, segundo estudo realizado no Estado de São Paulo pela Associação Brasileira de Jurimetria e pelo Núcleo de Estudos de Processos de Insolvência da PUC-SP. A taxa de aprovação dos planos de recuperação também é maior quando eles são analisados nas especializadas: é de 81%, frente à taxa de 71,3% nas comuns.

Atualmente, há poucas varas especializadas no País. Uma delas é a 1.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais em São Paulo, que comanda o processo da companhia aérea Avianca Brasil, por exemplo.

A princípio, a comissão pretende dar prazo de dois anos para que Estados que preencherem os critérios de criação de novas varas se adaptem à resolução. Ela ainda terá de ser aprovada pelo plenário do conselho, assim como os demais textos que estão sendo elaborados.

Nova lei

O Brasil passou a contar com uma lei de recuperação judicial e falência em 2005. O instrumento se popularizou e, nos últimos anos, o País assistiu a casos bilionários de recuperação judicial, como o da OGX, petroleira de Eike Batista, da telefônica Oi e da empresa de aluguel de sondas Sete Brasil.

Vários gargalos, no entanto, foram sendo percebidos durante os 14 anos da vigência da legislação e passaram a ser alvo de críticas de empresas e de advogados especializados no tema. No ano passado, o governo Michel Temer chegou a mandar ao Congresso um projeto de lei com mudanças na legislação. A medida era defendida pelo então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como forma de ajudar na recuperação da economia. A proposta, porém, não caminhou no Congresso.

O governo Jair Bolsonaro também entende que a revisão nas regras é necessária. Segundo o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, já há um “diálogo intenso” com o Congresso para que mudanças sejam feitas ainda neste ano. Ele não detalhou, porém, qual será o teor desse novo projeto.

Alguns dos problemas podem ser resolvidos com a atuação do CNJ, sem necessidade de decisões do Parlamento, avaliou Salomão ao Estadão/Broadcast. Por isso, o CNJ criou a comissão em dezembro passado. Ela é formada também por integrantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST), desembargadores dos Tribunais de Justiça de São Paulo e Rio de Janeiro e advogados.

Documentação

Além de criar varas especializadas, o grupo vai padronizar iniciativas que não estão previstas na lei de recuperação, como a verificação prévia e a mediação. A verificação prévia é usada para constatar se a documentação da empresa está correta e se ela tem capacidade de gerar os benefícios previstos na lei de recuperação, podendo captar tentativas de fraude contra credores.

O ato do CNJ serviria para uniformizar como a verificação deve ser feita entre os magistrados que optem por utilizá-la, não tendo o condão de obrigá-los a adotar a prática.

“Vai ter mais previsibilidade e os credores saberão como funciona”, disse Daniel Costa Carnio, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

Segundo o magistrado, a padronização pelo CNJ trará também um limite de cinco dias para a realização da verificação, o que impede que a medida se prolongue além do razoável, atrasando os planos da empresa.

O estudo feito pela ABJ aponta que a prática aumenta as chances de um processo de recuperação ser aceito pelo juiz. Nos casos sem verificação prévia, o número foi de 63%, frente aos 81,7% em processos em que a prática foi adotada.

Há, no entanto, críticas à iniciativa. A advogada especializada em direito empresarial do escritório Martorelli, Fabiana Nunes, entende que a intenção do CNJ é boa, mas acredita que uma padronização teria de ser feita via alteração legislativa.

Mediação

O CNJ quer estimular ainda o uso da mediação, que foi usada no processo de recuperação da Oi. Na mediação, uma terceira pessoa atua para resolver impasses entre os credores e a empresa devedora. No caso da Oi, o recurso foi utilizado em várias etapas, como na relação com os pequenos credores e até mesmo em discussões entre os acionistas, explicou a advogada Samantha M. Longo, do escritório Wald, Antunes, Vita, Longo e Blattner Advogados, que atuou no processo da operadora de telefonia.

Assim como a verificação prévia, a mediação não está prevista atualmente na lei de recuperação judicial. Por conta disso, o texto que a comissão do CNJ pretende aprovar deve ter caráter somente de recomendação, e os juízes não terão de segui-la. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *