Política

Bolsonaro culpa saúde por falhas na articulação e avisa que não tem como atender todos os parlamentares

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que não tem condições de atender todos os parlamentares. Em entrevista à TV Band, ele atribui os problemas na articulação política do governo federal a seu estado de saúde, que o impede de despachar até tarde, e à falta de indicações dos partidos políticos em seu ministério.

— Quando você olha para o Parlamento, você não vê apenas o presidente da Câmara ou o do Senado, você vê 594 congressistas. E grande parte deles quer falar comigo. Para conversar os mais variados assuntos. Eu não tenho como atender a todo mundo — afirmou Bolsonaro.

Ao longo da entrevista, o presidente repetiu mais duas vezes que não tem como “atender a todo mundo”.

Mais cedo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação política, havia afirmado que Bolsonaro passaria a receber presidentes de partidos e líderes das bancadas a partir da próxima semana , quando voltará de viagem a Israel. Onyx disse que o governo tem “humildade” para reconhecer que houve erro na relação com o Congresso.

Nos últimos dias, o embate entre a Presidência e a Câmara dos Deputados se acentuou e ampliou a crise que envolve a dificuldade de articulação do Planalto em favor da reforma da Previdência.

A entrevista de Bolsonaro ao programa “Brasil Urgente”, da Band foi gravada por volta das 14h em São Paulo. O presidente iria visitar, na capital paulista, um laboratório de grafeno na Universidade Presbiteriana Mackenzie, mas optou por conhecer o projeto em outro lugar, o Comando Militar do Sudeste depois que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) identificou a ocorrência de protestos em frente à universidade .

À TV, Bolsonaro disse que está fazendo o melhor que pode na articulação política, embora tenha ficado “20 e poucos dias fora de combate”, enquanto se recuperava da cirurgia para reconstrução do aparelho digestivo após o atentado a faca que sofreu em setembro do ano passado.

— É lógico que (a recuperação) atrapalha. Além de não poder ir mais tarde no expediente e tenho que encerrar 18, 19 horas. Então isso atrapalha um pouco — completou.

Ele criticou, ainda, que alguns deputados querem encontrá-lo para pedir indicações de cargos:

— Mas não me venham pedir (indicação na) Cegesp (central de distribuição de alimentos em São Paulo), como alguns pouquíssimos pedem. Daí não dá certo.

Bolsonaro também disse que sua distribuição de ministérios “sem indicação de partidos políticos” dificulta o relacionamento com o Congresso.

— Isso agrava num primeiro momento o contato.

As rusgas com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) foram lembradas durante a entrevista. Depois de dizer que o deputado está com “problemas pessoais” — Bolsonaro negou que estava se referindo à prisão do ex-ministro Moreira Franco, casado com a sogra de Maia —, o presidente afirmou que “a mão está estendida” para o parlamentar.

Ele negou que a aprovação PEC do Orçamento pela Câmara, nesta terça-feira, tenha sido uma derrota do Executivo, argumentando que os estados são melhores para distribuírem orçamentos do que a União.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Norte/Nordeste há decadas são referencias economicas para o Brasil ne seus esquerdistas fantasiosos???? Prefiro o tal "cara é fraco" como citou Sandro do que esses bandidos Ptistas que so fode com essas duas regiões todo ano. RN com fátima só afunda e vcs clamando pelo PT mais e mais…. #sociedadehipocrita

  2. Não consegue dialogar com 500 pessoas, imagine com os milhões de brasileiros. Até sua base e os militares tão com vergonha desse desgoverno. Tem que comecar a respeitar o cargo que ocupa. E pior que cai na dele. Sem opção, fazer o quê?

    1. brasil desgovernado era quando tinhas só crápulas do PT no governo anterior que passou 12 anos e fez o que de impactante a nação???? Infelizmente, o brasileiro não ler e estuda política e acha que está por dentro de tudo no atual governo. Vergonha nacional!

  3. Apresente pelo menos 3 projetos para o norte-nordeste. Não tem. É um vazio de idéias. Os que tem não são dele, São do Guedes e Moro. Que safra de políticos limitados e dissimulados. O cara é fraco, muito fraco.

    1. Será que ele sabe onde fica o nordeste? Ou chama tudo de norte?
      Nordestinos felizes e sorridentes, gravando dancinha e fazendo arminha, onde estão nesse momento?
      Acredito eu que devem está lendo as informações valiosas que são postadas Pelo Sr. Bolsonaro no seu Twiter.
      E projeto….aaaaa projeto …chama o Guedes….e aproveita chama até a Damares!

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Economia

Guedes: se economizar R$ 800 bi, é reforma; se for R$ 1 tri, é novo regime

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quarta-feira, 27, que uma economia de R$ 600 bilhões ou R$ 800 na Previdência é uma reforma, mas um projeto aprovado com potência fiscal de R$ 1 trilhão seria a criação de um novo regime. “Não temos muito tempo para salvar isso que está aí, já está capotando”, afirmou.

Ele adotou um tom conciliador para defender a aprovação da reforma. “As pessoas de diversos partidos estão juntas, não somos inimigos. Estamos construindo um País melhor. Vocês estão vendo o que é ter um partido só, olhem a Venezuela”, completou.

Guedes ainda avaliou que a última crise econômica decorreu da “generosidade excessiva” do governo Dilma Rousseff. “O penúltimo governo tinha um coração grande e quebrou tudo de tão generoso. Quebrou a Petrobras, quebrou a Caixa. Para ter o coração grande tem que ser eficiente”, afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Eu não consigo entender porque tanta gente ainda teima em não reconhecer o óbvio. O Brasil está repleto de problemas de toda ordem. Educação e saúde públicas de péssima qualidade, insegurança generalizada, milhões de desempregados, crescimento econômico pífio, estados e municípios quebrados (sem dinheiro até mesmo para pagar o salário de seus servidores), deficit previdenciário (o do RN é superior a 100 milhões mensais)… E todas essas mazelas após anos e anos de governos de esquerda, tendo a situação se agravado após os 14 anos de PT. Será que não dá prá entender que precisamos enveredar por caminhos diferentes dos que trilhamos até aqui? Por que a teimosia?

  2. O trabalhador nunca quebrou nação nenhuma, não vai ser o Brasil que será. O que quebra o Brasil, é a corrupção, um bando de políticos cheios de benecesses em detrimento de direitos do trabalhador. Este Ministro paulo Guedes, está aí para trabalhar em favor de banqueiros e grandes grupos de previdências privadas, ele já deu o recado, não está em prol da recuperação brasileira, está a serviço da classe dominante do capital. Na hora que ele conseguir aprovar essa maldade contra o trabalhador brasileiro, ele já disse, volta para onde ele estava, ou seja, junto aos grupos dos banqueiros.
    A reforma pode ser até necessária, mas, não da forma como está sendo colocada, fazendo pressão em cima dos pucos direitos da classe trabalhadora e beneficiando a classe de militares que é representada no executivo pelo incompetente do Bolsonaro, além do protecionismo da classe política, onde é que se ver justiça nesta dita reforma, pelo contrário, ela é coberta de injustiça em cima dos já sofrido e injustiçado trabalhador.

    1. Recentemente, assistimos à derrocada da Grécia. Para conseguir superar a enorme crise financeira, tiveram que se submeter a medidas duríssimas. Para evitar a demissão em massa de servidores públicos, tiveram de CORTAR, DIMINUIR seus salários. Não bastou apenas uma reforma do sistema previdenciário. Portanto, é melhor vcs tomarem juízo e aceitarem o óbvio: nada nem ninguém consegue subsistir gastando mais do que tem. Mais cedo ou mais tarde "a conta chega". E quanto mais demorar a agir, mais duras precisarão ser as medidas saneadoras. Fica a dica. Vc não precisa acreditar no que eu postei. Procura na internet e confere.

    2. O trabalhador isso… o trabalhador aquilo… Porém, se dermos uma olhadela no calendário civil brasileiro, ainda que sem maior interesse, veremos o quanto este é crivado de dias "santos", feriados e pontos facultativos. Uma demonstração explícita e inequívoca de quanto o brasileiro é chegado ao trabalho produtivo.

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Política

Rogério Marinho diz que governo não vai tomar a iniciativa de alterar PEC da reforma da Previdência

O secretário-especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo não vai tomar a iniciativa de alterar o texto da proposta de reforma previdenciária encaminhada em fevereiro ao Congresso Nacional. Ex-deputado, Marinho disse que eventuais mudanças na proposta governista têm que ser feitas pelos próprios parlamentares.

Na terça-feira (26), líderes de 13 partidos se manifestaram contra as mudanças propostas pelo governo Jair Bolsonaro nas regras de pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – concedido a idosos de baixa renda –, e da aposentadoria rural.

Os 13 partidos são: PSDB, DEM, PP, PR, PRB, PSD, PTB, SD, MDB, Podemos, Cidadania, PROS e Patriota. Juntas, essas bancadas somam 291 dos 513 deputados.

“Não vamos retirar nenhum ponto. Quem tem de retirar ponto, acrescer ponto, modificar ponto é o parlamento. É quem tem essa prerrogativa”, declarou Marinho a jornalistas após participar de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Segundo o secretário, a missão do governo é de continuar defendendo a reforma previdenciária elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Sabemos que, na hora em que um número grande de partidos se posiciona contra esse ou aquele item, essa posição regimentalmente vai ser estabelecida por ocasião da apresentação das emendas e votação, no âmbito da comissão especial”, enfatizou.

Ainda de acordo com Rogério Marinho, o governo vai fazer a defesa da proposta encaminhada ao parlamento. “Vai mostrar o porque cada um desses pontos, dentro do processo natural de discussão. E ver o que vai acontecer no final. Vamos conversar. O dialogo é a essência do processo democrático.”

Embora o secretário de Previdência esteja repetindo que o governo pretende defender o texto original da PEC enviado ao Congresso, o próprio presidente Jair Bolsonaro admitiu em fevereiro, durante um café da manhã com jornalistas, rever, entre outros pontos da reforma, a parte que altera o pagamento do BPC e a idade mínima da aposentadoria rural.

BPC e aposentadoria rural

Pela proposta enviada pelo governo, idosos sem meios de se sustentar terão de aguardar até os 70 anos para receber integralmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Atualmente, o benefício, no valor de um salário mínimo, é pago mensalmente à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprove não possuir meios de se sustentar, e nem de ter auxílio da família.

O governo propõe o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.

Se o idoso não tiver o tempo mínimo de contribuição para se aposentar pelo regime geral ao atingir 65 anos, ele continuará recebendo R$ 400 até completar 70 anos. A partir dos 70 anos passaria a receber um salário mínimo.

Ainda pelas regras apresentadas pelo governo, trabalhadores rurais, mulheres e homens, passam a ter a mesma idade para aposentadoria: 60 anos. Hoje, as mulheres no campo podem pedir aos 55 e homens, aos 60. O tempo de contribuição mínima passa de 15 para 20 anos.

G1

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Política

Bolsonaro está ‘brincando de presidir o Brasil’, diz Maia

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que o presidente da República, Jair Bolsonaro , precisa parar de “brincar de presidir o Brasil”. Maia deu o recado após ser perguntado sobre uma frase dita nesta quarta-feira por Bolsonaro. Em entrevista à TV Band, Bolsonaro disse que Maia “está um pouco abalado com questões pessoais que vem acontecendo na vida dele” .

Bolsonaro se referia à prisão de Moreira Franco, sogro do presidente da Câmara. Logo depois, Maia reagiu:

— Abalados estão os brasileiros que estão esperando desde primeiro de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios… E o presidente brincando de presidir o Brasil — disse o presidente da Câmara.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Representante da "velha política", lamentando a falta dos antigos métodos de "articulação" política, que resultaram nessa profusão de políticos investigados, condenados e presos. Todos os últimos governadores do estado dele estão presos, além dos mais influentes deputados estaduais. Dois ex presidente, grandes "articuladores", também presos (um foi solto temporariamente) e a armazenadora de vento investigada. Será que essa cambada não vai aprender nunca?

  2. É uma pena que alguns torçam contra o Brasil.
    Mas mesmo assim o nosso presidente Bolsonaro vai conseguir pelo b do Brasil

  3. A reforma previdenciária já era. Um doente mental como Bolsonaro não teria condições encarar um desafio desse porte. Estava claro. Hoje a reforma não é unanimidade nem no PSL. Governo de histrionicos extremistas, analfabetos e loucos… além de corruptos.

  4. Não precisa ser inteligente pra perceber o que esses cumilões de dinheiro público querem.
    São viciados na propina, não é a toa que tem boa parte respondendo processos, esses indivíduos não pensam no Brasil. Negociação cabe em tudo, é saudável e faz parte do jogo democrático, mas comer o dinheiro do povo jamais.

  5. esse presidente bolsonaro e` uma piada de mal gosto.que deus tenha misericórdia do povo brasileiro.

  6. E Rodrigo maia de fazer o povo de idiota por não aprovar o projeto anti crime. Lógico, se aprovado o anti crime, ele sabe que ele e toda quadrilha a qual pertence, iriam passar um bom tempo na cadeia, além de dar um grande baque no crime organizado. Mas, não vai ser do jeito que pensam, o povo vai pra rua

  7. Bolsonaro, libera logo esses cargos e essas emendas parlamentares para o comedor de fast-food.

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Política

Bolsonaro diz que Folha é ‘toda a fonte do mal’ na imprensa

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

O presidente Jair Bolsonaro fez críticas à Folha em entrevista ao telejornal Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, nesta quinta-feira (28). O presidente se referiu ao jornal como uma “fonte de todo o mal”, quando questionado pelo apresentador José Luiz Datena sobre elogios feitos por ele ao ditador chileno Augusto Pinochet durante recente visita ao Chile.

“Não foi falado em Pinochet, ditadura em nada no Chile. Me aponte um áudio, um vídeo nesse sentido, não teve nada disso. A imprensa, maldosamente, um jornal bota, escreve… Geralmente a Folha de S.Paulo começa com tudo. Toda a fonte do mal é a Folha de S.Paulo”, disse Bolsonaro.

Questionado por Datena se não haveria “uma obsessão” da parte de Bolsonaro pela Folha, o presidente retrucou. “Não, ela que tem por mim. É o contrário. Publica uma mentira dessas, porque não tem isso em lugar nenhum. Tudo o que fizemos lá foi filmado, fotografado, e vai pra esse lado”.

Bolsonaro esteve no Chile de 21 e 23 deste mês, onde foi recebido pelo presidente Sebastián Piñera. Em uma entrevista em 2015, o brasileiro, então deputado federal, elogiou o ditador chileno Augusto Pinochet, que ficou no poder de 1973 a 1990.

“Pinochet fez o que tinha que ser feito porque dentro do Chile existiam mais de 30 mil cubanos, então tinha que ser de forma violenta pra reconquistar o seu país”, afirmou Bolsonaro na ocasião.

Dias antes da visita, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu que houve no Chile “uma revolução sangrenta”, mas elogiou as “bases macroeconômicas colocadas no governo Pinochet”, que se mantiveram inalteradas mesmo após oito governos de esquerda.

Durante sua visita oficial ao Chile, os principais líderes da oposição boicotaram um almoço que Piñera ofereceu ao brasileiro. O próprio presidente chileno, depois da partida de Bolsonaro, declarou que os elogios à ditadura Pinochet eram “tremendamente infelizes”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Eleger veículo de imprensa como "inimigo do rei" não leva governo a lugar nenhum, a não ser ao brejo. O nó górdio do governo Bolsonaro, já está mais que comprovado, é a ineficiência gritante de sua comunicação.
    Ganhar eleições montado em redes sociais é relativamente fácil, Obama e Trump já provaram isso. Governar com receita tão simplista, no entanto, aí é outra coisa.

  2. aA FOLHA LIXO VAI FECHAR JUSTAMENTE POR PUBLICAR MENTIRAS, NÃO MAIS A BOQUINHA DOS PETRALHADRÕES PARA SE MANTER DE PÉ

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Economia

Ibovespa desaba 3,5% e dólar dispara 2% com fala de Guedes e temores sobre a Previdência

Após um breve alívio ontem, o Ibovespa voltou a repercutir os temores com a Reforma da Previdência no Brasil e a desaceleração da economia global, que abala as bolsas mundiais nesta quarta-feira (27). Em meio a crise entre o Planalto e o Congresso, os investidores também acompanham as falas do ministro da Economia Paulo Guedes no Senado.
Neste cenário, o benchmark da bolsa fechou com forte queda de 3,57%, aos 91.903 pontos – seu pior pregão desde o dia 6 de fevereiro, quando caiu 3,74% -, e batendo seu menor patamar desde 7 de janeiro. O volume financeiro ficou em R$ 17,818 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial disparou 2,27%, cotado a R$ 3,9545 na venda, ao passo que o dólar futuro com vencimento em abril subiu 2,11%, a R$ 3,959. O movimento da moeda brasileira acompanha o dos emergentes, em meio aos receios de elevação das taxas overnights pela Turquia.

Os juros futuros também refletiram o cenário de maior aversão ao risco e registram alta dos seus principais contratos. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 teve alta de 18 pontos-base, a 7,29%, enquanto o de janeiro de 2023 subiu 25 pontos-base, para 8,52%.

Em audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Guedes falou sobre os rumores de sua saída do cargo caso a Reforma da Previdência não chegue a uma economia de R$ 1 trilhão.

“Eu respondo sempre a mesma coisa, que acredito em três coisas: dinâmica virtuosa da economia, que os Poderes vão fazer cada um o seu papel e que, se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui”, destacou, para depois complementar: “mas se ou o Presidente ou a Câmara ou ninguém quiser aquilo […], eu voltarei para onde sempre estive”.

“Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, foi um prazer ter tentado”, disse destacando ainda não ter apego ao cargo, mas afirmando também não ter a inconsequência e a irresponsabilidade de sair na primeira derrota.

Após as trocas de farpas entre o Planalto e o Congresso nas últimas semanas, Guedes disse que em nenhum momento esteve preocupado com “fofocas e fuxicos”. “Os Poderes são independentes e cada um tem que fazer o seu papel. Tenho fé inabalável de que todos estão se aprimorando, vão saber convergir para trabalhar pelo bem público. Estamos todos, governo, oposição, compreendendo nosso papel.”

O noticiário sobre Reforma voltou a preocupar após a Câmara, em votação relâmpago, impor derrota ao governo de Jair Bolsonaro, aprovando com mais de 400 votos emenda que diminui a margem de manobra do governo com o orçamento. A votação repercutiu como um recado da Câmara ao governo sobre a postura de não negociar com partidos.

Os indicadores de confiança também mostram o maior pessimismo da “economia real”. A FGV divulgou os dados de confiança do consumidor de março, que mostraram queda de 5,1 pontos na comparação com fevereiro na série com ajuste sazonal. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 91,0 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. É a segunda queda seguida, perdendo 5,6 pontos, após quatro meses consecutivos de avanço, período em que acumulou um aumento de 13,5 pontos.

Já no exterior, se ontem as principais bolsas mundiais registraram uma sessão de alívio, o pregão desta quarta é de maior cautela com os investidores voltando a esboçar preocupação com os sinais de enfraquecimento da economia global após a inversão da curva de juros dos Treasuries e novos indicadores decepcionantes.

No primeiro bimestre, o lucro de grandes empresas industriais da China sofreu queda anual de 14,1%, bem maior do que a redução de 1,9% vista em dezembro. Recentes dados fracos de manufatura de economias desenvolvidas também se somaram às preocupações.

Vale destacar que, amanhã, funcionários de alto escalão dos governos da China e dos Estados Unidos iniciam uma nova rodada de discussões comerciais em Pequim. Na semana que vem, o diálogo sino-americano vai se transferir para Washington.

InfoMoney

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Diversos

A surpreendente lei da Suécia que dá 6 meses de folga do trabalho para empreender

A SUÉCIA TEM UM SISTEMA ÚNICO DE CONCESSÃO DE LICENÇA AOS TRABALHADORES PARA QUE POSSAM LANÇAR UM NOVO NEGÓCIO (FOTO: ALAMY VIA BBC)

Jana Cagin nunca havia pensado em administrar sua própria empresa até ela e seu noivo terem “um daqueles momentos de iluminação” enquanto procuravam um novo sofá em uma loja da rede de móveis e decoração Ikea, em um subúrbio de Estocolmo, capital da Suécia.

Eles notaram que a gama de pernas para móveis disponíveis era muito limitada. Depois de vasculharem a internet e não encontrarem alternativas adequadas, tiveram a ideia de desenvolver sua própria marca de peças de reposição para móveis, para ajudar consumidores a dar um ar artístico às suas novas compras ou a produtos já existentes.

“Ficamos empolgados com essa ideia”, diz ela.

O casal começou a administrar o empreendimento em seu tempo livre. Mas, de acordo com Cagin, foi a possibilidade de tirar uma licença de seu trabalho como psicóloga organizacional que realmente permitiu que as coisas saíssem do papel.

“Começamos a buscar fornecedores, a sair na imprensa, a construir o site”, afirma.

A empresa também foi aceita em um programa de aceleração de empresas iniciantes, que ofereceu treinamento, workshops e orientação. “Se trabalhasse durante esse tempo, não teria conseguido participar, e isso realmente nos ajudou a acreditar em nossa ideia.”

Enquanto isso, saber que ela poderia voltar ao antigo trabalho se as coisas não dessem certo diminuiu o risco financeiro, especialmente porque seu parceiro era freelancer na indústria criativa.

“Nunca me vi como um empreendedora, então, poder ter esse tipo de segurança e algo para me apoiar teve um papel importante.”

Ela não voltou ao seu antigo emprego. Seis anos depois daquele “momento de iluminação”, que aconteceu quando Cagin tinha 31 anos, o negócio de comércio eletrônico do casal agora oferece maçanetas decorativas e revestimentos para armários, bem como pernas para uma variedade de móveis. Eles estão em 30 países e têm seis funcionários em tempo integral.

Licença para empreender é um direito legalmente consagrado no país
Embora nem todas as novas empresas tenham tanto sucesso, a experiência de Cagin de tirar uma folga do emprego fixo está longe de ser única na Suécia. Nas duas últimas décadas, os trabalhadores em tempo integral com empregos fixos passaram a ter o direito de se afastar por seis meses para iniciar uma empresa – ou, alternativamente, para estudar ou cuidar de um parente.

Os chefes só podem negar se houver razões operacionais cruciais que eles não conseguem administrar sem aquele integrante da equipe ou se a nova empresa for vista como concorrente direta. Espera-se que os funcionários retornem à mesma posição de antes após esse período.

MAX FRIBERG TIROU UMA LICENÇA DE SEU TRABALHO EM UMA CONSULTORIA, MAS AINDA TINHA RESERVAS, APESAR DA SEGURANÇA DE NÃO TER DEIXADO SEU EMPREGO (FOTO: REPRODUÇÃO/BBC NEWS BRASIL)

“Até onde sei, este é o único país que oferece um direito legalmente consagrado de tirar uma licença para o empreendedorismo”, explica Claire Ingram Bogusz, pesquisadora de empreendedorismo e sistemas de informação na Escola de Economia de Estocolmo.

“É comum que as pessoas tenham permissão do empregador para iniciar algo desde que isso não interfira com o emprego, e, uma vez que o negócio esteja funcionando, tirem então uma licença para ver se realmente conseguem fazer só aquilo na vida”, diz ela.

“É muito frequente, especialmente entre os empreendedores altamente qualificados que criam empresas de tecnologia.”

Max Friberg, de 31 ano, é um deles. Ele administra uma plataforma de software e optou por tirar uma licença da consultoria em que trabalhava, em vez de deixar o emprego, apesar de ter se dedicado ao projeto durante seu tempo livre por mais de um ano antes de fazer isso. Ele diz estar confiante.

Para ele, perder a vantagem competitiva e o “status social” que ele trabalhou durante anos para alcançar era uma preocupação tão grande quanto a insegurança financeira. A possibilidade de uma licença não remunerada ajudou bastante com algumas dessas preocupações.

“Tinha um emprego fantástico e trabalhado muito durante toda a universidade para obtê-lo e, depois, para mantê-lo e progredir”, explica ele. “Eu me questionava: ‘Estou fazendo uma loucura?’ Mas sentir que poderia voltar tirou um pouco desse medo.”

O segredo da inovação?

A Suécia, com uma população de apenas 10 milhões de pessoas, criou a reputação de ser um dos países mais inovadores da Europa nos últimos anos. As razões mais comumente citadas para que seu cenário de novas empresas crescesse tão rapidamente incluem forte infraestrutura digital, uma cultura de colaboração e seguro de desemprego privado acessível, o que proporciona uma rede de segurança social maior.

Medir exatamente o quanto o direito à licença não remunerada contribuiu para isso é complicado. Embora a tendência – particularmente no cenário tecnológico – tenha sido observada por acadêmicos, sindicatos e empregadores, não há bancos de dados nacionais que detalhem quantas pessoas registradas para tirar uma licença de trabalho iniciam um negócio.

Mas o que os números confirmam é que a crescente demanda por todos os tipos de licenças (incluindo a licença parental remunerada) coincide com o aumento do número de suecos que começam suas próprias empresas.

A SUÉCIA, COM UMA POPULAÇÃO DE APENAS 10 MILHÕES DE PESSOAS, CRIOU A REPUTAÇÃO DE SER UM DOS PAÍSES MAIS INOVADORES DA EUROPA (FOTO: ALAMY VIA BBC)

Em 2017, 175 mil pessoas entre 25 e 54 anos de idade foram licenciadas, em comparação com 163 mil em 2007, de acordo com dados oficiais. O escritório de registro de empresas suecas diz que 48.542 empresas limitadas foram registradas em 2017, em comparação com 27.994 em 2007.

Então, o que o resto do mundo pode aprender com o sistema de licenças não remuneradas da Suécia?

De acordo com Claire Ingram Bogusz, a tendência de se licenciar para abrir uma empresa precisa ser vista no contexto das leis trabalhistas notoriamente rígidas do país nórdico.

Elas tradicionalmente dificultam mais que patrões demitam funcionários em comparação com muitos países. A especialista argumenta que isso pode encorajar alguns funcionários a permanecerem em seus empregos quando têm segurança.

“As pessoas não desistem facilmente de um emprego [permanente] depois que conquistam um”, diz ela. “É análogo a ter uma casa ou um apartamento. Uma vez que você é o proprietário de um imóvel, não desiste dele facilmente.”

Adaptação do modelo

Samuel Engblom, chefe de política da Confederação Sueca para Empregados Profissionais, explica que o governo, sindicatos e empregadores na Suécia apoiam o direito de se afastar como “uma forma de promover a mobilidade no mercado de trabalho”.

“A maioria dos funcionários hesita em deixar um emprego que consideram seguro por algo tão inseguro quanto começar um negócio”, diz ele.

“Talvez seja uma visão bastante sueca – quero dizer, você poderia promover o empreendedorismo tornando-o mais lucrativo, e fazemos isso até certo ponto, mas você também pode promover o empreendedorismo tornando-o menos inseguro.”

Ting Xu, professor da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, cujo trabalho se concentra em finanças empresariais, argumenta que a ampliação do direito à licença não remunerada pode desempenhar um papel crucial no fomento do empreendedorismo, mesmo em países com mercados de trabalho muito mais flexíveis.

Ele cita um estudo de 2016 sobre como ajudar os futuros empreendedores de tecnologia a romper as barreiras geradas pelo medo do fracasso. A pesquisa descobriu que, embora o risco financeiro fosse a principal preocupação, o risco para a carreira estava em segundo lugar.

“O medo de perder uma carreira profissional estável se a sua empresa fracassa é algo que faz muitas pessoas não empreenderem”, argumenta. “Muitos países subsidiam financiamentos para empreendedores. No entanto, a redução do risco para a carreira pode ser igualmente importante e é frequentemente ignorada por quem toma decisões políticas.”

Embora sua pesquisa se concentre na licença parental, e não na licença não remunerada, ela fornece dados empíricos para respaldar essa ideia.

Ting fazia parte de uma equipe de cientistas que analisou uma reforma que ampliou a licença parental no Canadá de alguns meses para um ano inteiro em 2001. Eles descobriram que as mulheres que tiveram um período maior de licença eram mais propensas a serem empreendedoras cinco anos depois em comparação com aquelas que deram à luz antes da mudança.

“Esse resultado é uma forte evidência que mostra que, quando removemos o risco para a carreira, isso pode estimular o empreendedorismo”, conclui.

Há algum lado negativo?

Alguns observadores argumentam que pode ser mais difícil para os empregadores fora da Suécia permitir que os trabalhadores retornem aos seus antigos cargos depois de se ausentarem para administrar um negócio. Esses trabalhadores podem enfrentar discriminação em perspectivas futuras de carreira ou salário. No entanto, na Suécia, esse tipo de preconceito é contra a lei.

“Alguém ter saído e tentado algo novo, ter essa oportunidade e voltar, não é algo visto de forma negativa. É visto de forma neutra na pior das hipóteses e, provavelmente, até de forma positiva, porque a pessoa disse ‘ah, não, esse trabalho é o melhor para mim'”, explica Ingram Bogusz.

Ela argumenta que o foco dos suecos no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é um “grande fator a favor”, que pode não ser relevante em outros lugares.

“Na Suécia, espera-se que as pessoas tenham um equilíbrio em seu emprego – não apenas em termos de equilibrar suas vidas pessoais, mas também de equilibrar outras coisas que são importantes para elas ou que signifiquem crescimento pessoal. Começar um novo negócio pode ser [parte de] isso.”

Jessica Petterson é uma das pessoas que estão aproveitando ao máximo a oportunidade. A atriz de 30 anos está encerrando um período de licença não remunerada em que passou lançando um serviço de assistente virtual para instituições de caridade. Ela decidiu retornar ao seu emprego permanente em uma organização sem fins lucrativos e dar continuidade a seu empreendedorismo mais lentamente.

“Não ganho o suficiente com a minha empresa para me sustentar e quero comprar um apartamento em breve. Preciso voltar ao meu antigo emprego para receber um salário fixo todos os meses”, explica ela.

“Eles [meus gerentes] estão muito felizes comigo de volta. Eles me deram alguns outros projetos para me dedicar, para que eu não me sinta tão ‘estagnada’ quanto antes.”

No entanto, Samuel Engblom, da Confederação Sueca para Empregados Profissionais, ressalta que, embora muitos empregadores compartilhem dessa atitude positiva em relação à licença não remunerada, outros podem enfrentar desafios administrativos e financeiros ligados à cobertura das responsabilidades de um trabalhador durante a folga.

“Para o empregador, significa perder alguém que conhece o trabalho. Especialmente em campos em que há falta de trabalhadores qualificados, isso pode ser problemático”, diz ele.

Ele sugere que esses desafios podem ser ainda maiores em países com economias menos estáveis ​​do que a Suécia.

Um novo futuro?

É claro que tanto as vantagens quanto os desafios da licença não remunerada só são relevantes quando os funcionários têm empregos permanentes.

Enquanto a grande maioria dos suecos está em empregos estáveis, tem havido uma mudança em direção ao emprego temporário e à “economia do bico” nos últimos anos, que afetou em grande parte os trabalhadores mais jovens.

Em 2017, quase 50% dos jovens suecos entre os 16 e os 24 anos e 18% daqueles entre os 25 e os 34 anos estavam em trabalhos temporários, em comparação com 44% e 14% em 2009, respectivamente.

“É um problema que a Suécia enfrenta, assim como muitos outros países do mundo: essa polarização entre pessoas com empregos permanentes e aquelas que não têm”, diz Ingram Bogarz. “Para os trabalhadores da ‘economia do bico’ e freelancers, as licenças não fazem diferença.”

Legisladores suecos estão monitorando a tendência de perto. Recentemente, um comitê do governo foi solicitado a investigar como mais segurança poderia ser fornecida para estes tipos de trabalhadores.

Enquanto isso, o direito à licença não remunerada para funcionários permanentes parece ter vindo para ficar. Vários sindicatos chegaram a acordos coletivos com empregadores que expandem os direitos dos trabalhadores à licença não remunerada, oferecendo-lhes 12 meses de folga para tentar iniciar um negócio, em vez do requisito padrão de seis meses.

O que é vital que todos os empreendedores lembrem, de acordo com Ingram Bogarz, é que, independentemente de terem ou não direito a licença não remunerada, iniciar um negócio continua sendo algo arriscado.

“A desvantagem de passar do emprego permanente para o empreendedorismo é real aqui na Suécia, como em qualquer outro lugar. Você passa de um emprego estável e muitas vezes decente para receber uma quantia de dinheiro instável e provavelmente menor”, explica ela.

“Mas uma licença significa que você pode ter o melhor dos dois mundos: a segurança de um trabalho que não vai a lugar algum e o tempo livre para buscar o que é importante para você.”

Época, via BBC

 

Opinião dos leitores

  1. É porque na SUÉCIA existem 14 sindicatos….aqui na república das bananas existem 16.700 sindicatos mamando no dinheiro do VERDADEIRO TRABALHADOR, aqui no RN tem professora que nunca entrou em sala de aula , bancário que não sabe aonde fica o Caixa , enfermeiro que não sabe a cor de um sangue, metalúrgico que se aposentou por causa de um DEDINHO MINGO, Entenderam porque as coisas não funcionam no Brasil ? É porque uns trabalham e outros MAMAM DO DINHEIRO DO REAL TRABALHADOR

    1. Vai ver qto ganha um deputado, um ministro, um juiz, um secretário, e o que tem de mordomias no serviço público. a resposta é um salário razoável, nunca comparado com esses daqui, e nenhuma mordomias, nem assessores aos montes como é no Brasil. E olhe que é país de 1o mundo. Enquanto aqui, num país quebrado, esse povo são incontáveis, ganham rios de dinheiro, mordomias sem limites e muitos assessores. Por isso que estamos onde estamos. Enquanto não parar essa farra, ficamos na m****

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Geral

Saúde diz que pretende regularizar a situação de cerca de 2 mil médicos cubanos que permaneceram no Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (27) que a pasta pretende regularizar a situação de cerca de 2 mil médicos cubanos que permaneceram no Brasil após o rompimento do governo de Cuba com o Programa Mais Médicos. “Estão numa condição de exilados”, destacou.

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Mandetta explicou que a ação integra uma proposta, ainda em elaboração, de reformulação do Mais Médicos. A previsão, segundo ele, é que o pacote seja enviado ao Congresso Nacional em abril.

“Devemos ter uma proposta de como essas pessoas podem se reencontrar com a sua profissão, legalizados, e poder exercer sua profissão, já que eles são muito mais vítimas dessa negociação que foi feita entre países do que propriamente atores de algum ato que os colocasse dentro do país em situação irregular.”

“Temos uma série desses profissionais hoje trabalhando em secretarias de saúde, trabalhando como balconistas de farmácia, agentes comunitários. Talvez eles possam, com certeza, legalizar a sua situação profissional e podem ser sim uma opção de trabalho num país livre e democrático”, concluiu.

Agência Brasil

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Clima

Alta temperatura do oceano tem contribuído para o mormaço em Natal

Foto: Ilustrativa

Enquanto o interior vem tendo registros de chuvas de maior intensidade, felizmente, colaborando para reposição das reservas hídricas, em Natal, a onda de calor, que vem tirando o juízo de qualquer cidadão, deverá seguir pelo menos até abril.

Em reportagem sobre a onda de calor na capital potiguar, a Tribuna do Norte buscou o chefe do departamento de meteorologia da Emparn, Gilmar Bistrot, para explicar o tormento que vem passando o natalense nestes primeiros meses do ano.

O mormaço, segundo Gilmar Bistrot, tem como principal elemento o aumento da temperatura do Oceano Atlântico, acompanhado da umidade elevada e poucos ventos.

Do Blog: enquanto o senhor oceano não colabora, e nem mesmo a sombra ou o conforto de casa sejam suficientes para esse alívio, só nos resta a tarefa da contínua hidratação.

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente, Natal não é mais a mesma cidade arborizada de antigamente. Inventaram um padrão de ruas, casas e condomínios que são típicos de cidades de clima frio. Derrubam todas as árvores das ruas e colocam calçamento e asfalto no lugar.

  2. Ao blog, não é o oceano que não colabora, mas o ser humano contribuindo para o aquecimento global

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Diversos

Com três categorias, torneio mundial de aviãozinho de papel abre inscrições para etapa em Natal

Foto: (Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool/Divulgação)

A brincadeira ficou séria. Estão abertas a partir  desta quarta-feira quarta (27) as inscrições para a seletiva de um torneio mundial de aviõezinhos de papel, o Red Bull Paper Wings. Não precisa de nada, apenas de habilidade para dobrar o papel com toda a técnica e vencer uma das três categorias da seletiva, e dezenas de qualificatórias no País, e é voltada a estudantes universitários. (Inscrições aqui)

As categorias são maior distância de voo, maior tempo de voo e ARcrobacia. As duas primeiras são presenciais e a terceira consiste em mandar um vídeo para a organização mostrando a habilidade com o aviãozinho. Se for selecionado, o vídeo passará para uma votação online. Os grandes campeões no geral ainda representarão o país na etapa mundial, na Áustria, em maio.

A etapa de Natal do Red Bull Paper Wings acontece na UFRN, no dia 18 de abril.

Com qualificatórias abertas de Norte a Sul do Brasil, os estudantes podem disputar a chance de representar a nação na etapa mundial, diante de mais de 60 países, no Hangar-7, em Salzburg, na Áustria. Em 2006 e 2009, o título internacional na categoria ‘tempo de voo’ ficou com o Brasil.

O Red Bull Paper Wings surgiu em 2006, está em sua quinta edição (2006, 2009, 2012, 2015 e 2019) e empolga milhares de universitários ao redor do mundo. Este ano são 64 países participantes e centenas de seletivas em todo o mundo.

A etapa classificatória de cada categoria:

Maior distância: Evento presencial em universidades. O vencedor desta categoria é o participante cujo avião de papel percorrer o maior trajeto, ou seja, a maior distância entre a decolagem e o ponto de chegada.

Maior tempo de voo: Evento presencial nas universidades. O vencedor desta categoria é o participante cujo avião de papel permanecer por mais tempo no ar.

ARcrobacia: O participante grava um vídeo mostrando suas habilidades lançando um avião de papel com muita criatividade e originalidade e envia pelas redes sociais. Os vídeos serão submetidos a uma votação online, e os três mais votados serão enviados para um júri. Os jurados determinarão o campeão.

Com acréscimo de informações do Correio 24 horas e G1

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Economia

Guedes diz que não insistirá no cargo caso sua agenda não seja aceita

Foto: Adriano Machado / Reuters

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira que, se o presidente da República, partidos e parlamentares não aceitarem a agenda que está propondo, “não tem apego ao cargo” e poderia deixar o posto. No entanto, disse que não tem irresponsabilidade para sair após a primeira derrota. Ele foi questionado, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta quarta-feira se, caso a reforma da Previdência não alcançar a meta de economizar R$ 1 trilhão em dez anos, deixaria o cargo.

— Se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui. Se o presidente ou a Câmara, ou ninguém quer aquilo, eu voltarei para onde sempre estive. Tenho uma vida fora daqui. Vocês acham que vou brigar para ficar aqui? Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, não tenho apego ao cargo. Mas não tenho inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota — disse Guedes.

Essa não é a primeira sinalização de Guedes de que poderia abandonar o ministério caso o plano que tem para o país não consiga apoio. Na cerimônia de transmissão de cargo, quando assumiu o ministério da Economia, ele disse que “é muito fácil” fazer alguém desistir em Brasília.

‘Bomba demográfica’

Guedes lembrou que a proposta do governo para a Previdência busca assegurar uma economia de, ao menos, R$ 1 trilhão em dez anos — cifra que ele julga necessária para implementar um sistema de capitalização, no qual os trabalhadores contribuem para sua própria aposentadoria.

— Se fizermos (a reforma), não tem problemas. Se não fizermos, vamos condenar nossos filhos e netos, por nosso egoísmo, nossa incapacidade de fazer um sacrifício — declarou, acrescentando: — Essa bola está com o Congresso.

Ele afirmou que existe uma “bomba demográfica” devido aos gastos previdenciários. Segundo Guedes, os gastos já são elevados para um país com população ainda jovem. E disse que a oposição deveria apoiar a reforma da Previdência, para assegurar a governabilidade nos próximos anos.

— Fique a oposição atacando a reforma da Previdência um ano só e depois tente ser eleita (e governar). Ao invés de tentar atacar frontalmente o problema — disse ele.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. O economista "Chicago boy", poliglota, enfim, sumidade da área econômica, Paulo Guedes, deveria pensar mais nessa redução do BPC que ele está querendo infligir aos pobres, é desumana, cruel, é uma pena capital.
    Quem vive com 400 reais? E Além do mais com mais de 60 anos?
    Com todos os títulos e diplomas que nem cabem em sua parede, o ilustre ministro vê somente números em detrimento de pessoas, seres humanos… Quer fazer sua reforma e depois repousar a cabeça no travesseiro com a consciência tranquila, Sr Paulo Guedes? Seja humano, tenha piedade de outros seres humanos, veja menos números, não queira deixar sua marca na história como um homem desalmado.

    1. Querida brasileira indignada, hoje as pessoas com 60 anos em condição de pobreza já não recebe nada. Só ao completarem 65 anos passam a receber o BPC. A proposta é eles começarem a receber o BPC aos 60 anos de forma reduzida e ao chegar aos 65 anos de forma integral.

  2. O Paulo Guedes, nada obstante sua inteligência, é extremamente inconsequente! É essa inconsequência, aliada à ausência de qualquer senso de razoabilidade política, que o levará para fora do governo.

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Judiciário

VÍDEO: Em julgamento inédito, STJ decide manter corpo de brasileiro congelado nos EUA

Em um julgamento inédito, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o corpo de um brasileiro congelado nos Estados Unidos. Confira reportagem da Record abaixo.

Opinião dos leitores

  1. Lembrei-me agora, lendo está reportagem de um filme chamado " O homem bicentenário", com o ator Robin Williams, quem pensa que é grande negócio ficar congelado até um dia poder ser ressuscitado, ao assistir o filme, talvez mudasse de idéia

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Diversos

Departamento de Geografia da UFRN realiza curso sobre Feminismo

O Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promove o curso Do Feminino ao Feminismo, entre os dias 10 e 12 de abril, no Auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA). A ação começa às 16h, dia 10, com palestra de Yara Costa, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE). O curso pretende discutir o Processo Histórico da Evolução da Luta Feminina, na conquista dos espaços através da apresentação da história das mulheres, que foram ícones com seus comportamentos e atuação na área.

As inscrições poderão ser feitas no local. Segundo a organização, a reflexão vai ocorrer a partir de autoras elementares de temas como patriarcado, seus pilares e a dominação dos corpos, até fazer-se compreender o cotidiano de ser mulher na sociedade brasileira. A vertente feminista que se pretende apresentar é a de viés interseccional marxista. Para mais informações clique nolink.

Com informações da UFRN

Opinião dos leitores

  1. Como se vê duas coisas abundam na UFRN: tempo e dinheiro.
    Pena que isso demonstre o vazio de utilidade que a Universidade já teve, Hoje é mero curral de ideias imbecis, debates inúteis e trabalhos sem qualquer serventia.

  2. Quem atira com pólvora alheia (ou seja, dinheiro do povo), não quer saber o tamanho do tiro. Incrível!!!! Era só o que faltava.

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Diversos

Sexo, k-pop e videotape: por que a música jovem coreana se tornou trilha de tantos escândalos

Episódios de cafetinagem, filmagens íntimas sem consentimento e até suicídios entre integrantes de grupos disputam a atenção dos fãs com shows e clipes; entenda como o k-pop se tornou trilha para tantos escândalos

O grupo de kpop BTS no Billboard Music Awards, em 2017 Foto: MARIO ANZUONI / Reuters

Uma fila que se estendeu por duas quadras, muitos fãs de mãos abanando RIO — depois de tentar a sorte na internet: cenas do início (e quase que imediato fim) da venda de ingressos para os shows que o grupo BTS fará no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de maio. O septeto é o nome mais visível do k-pop, movimento artístico da Coreia do Sul que, correndo há pelo menos uma década por fora dos esquemas das gravadoras que impulsionam os fenômenos musicais dos Estados Unidos e Inglaterra (e baseando-se em um incansável trabalho de preparação dos artistas e sua promoção nas redes sociais), conseguiu arrebanhar seguidores aos milhares, em vários países.

Hoje, o BTS (que se apresentou este ano no Grammy, a grande festa de premiação americana da música) não está mais mais sozinho na invasão dos EUA, a pátria por excelência do pop. Neste mês, o grupo feminino Blackpink (cuja música “Kiss and make up”, em colaboração com a estrela pop inglesa Dua Lipa, vem tocando nas rádios brasileiras) ganhou reportagem de capa da revista “Billboard”, a bíblia da música comercial dos EUA.

O universo do k-pop também começa a chamar a atenção do noticiário do Ocidente por seus escândalos — como o de Seungri, integrante do grupo Big Bang (envolvido em esquema de cafetinagem) e do cantor Jung Joon-young (que compartilhou vídeos de sexo gravados sem a permissão das parceiras). Já no Brasil, o pop coreano tem sido até tema de estudos acadêmicos.

— Esse fenômeno vai numa espécie de contrafluxo da questão linguística — explica Krystal Urbano, de 36 anos, fã de k-pop que analisou o tema em sua tese de doutorado em Comunicação na UFF, defendida em 2018.

“O inglês era, até há pouco, o idioma padrão da música pop, mas houve mudanças, especialmente depois do sucesso do “Despacito”. Na era do streaming, os artistas do k-pop mostraram que era possível fazer um som global cantando em coreano.” (Krystal Urbano – Doutora em Comunicação)

Carisma e perfeccionismo

Mas nada disso aconteceu da noite para o dia. O k-pop teve sua origem por volta de 1997, quando se iniciou uma grande onda de exportação de cultura pop coreana, denominada hallyu. Primeiro, com as novelas, depois com a música pop, o país foi conquistando importantes fatias de mercado entre os vizinhos, como a China e o Japão. No Brasil, os coreanos conseguiram infiltrar sua produção junto ao público das feiras de cultura japonesa — bem populares no Brasil dos anos 1980 e 1990 por causa dos animes e mangás. Em 2011, a primeira visita de um grupo de k-pop ao Brasil, o MBLAQ, provocou um inesperado tumulto na Avenida Paulista.

— Até uns anos atrás, o Brasil ainda se via muito sob a lente japonesa. Hoje a cultura pop oriental com que ele mais se identifica é a coreana — conta Krystal, que contabiliza 48 shows de grupos de k-pop no Brasil de 2011 a 2018. — Enquanto o Japão criou um pop original e sólido para o seu país, os coreanos tinham a perspectiva de conquistar outros territórios. E o BTS veio com uma estratégia diferente daquela dos outros grupos, que foi a de atacar os mercados menores antes de chegar aos Estados Unidos. Eles têm vindo ao Brasil desde 2013.

Doutoranda em Comunicação, também pela UFF, com um projeto relativo ao k-pop, Daniela Mazur, de 27 anos, acredita que a vantagem que os grupos coreanos têm em relação aos grandes astros do Ocidente está em “uma soma de carisma e perfeccionismo”:

— Eles executam coreografias complexas. E se utilizam muito bem das redes sociais.

Mestre em Comunicação com tese sobre os fãs brasileiros do k-pop e colega de Daniela e Krystal na UFF, Alessandra Vinco, de 29 anos, diz que o empenho na dança e a constante interação com seu público pela internet são diferenciais importantes. Mas ressalta outra qualidade dos coreanos:

— Eles são muito versáteis. Os grupos do k-pop geralmente não têm um conceito fixo. Eles podem ser fofos num disco e sexy no outro. Ou hip hop, girl power… são vários os conceitos.

O tabu da saúde mental

Girl group BlackPink Foto: Chung Sung-Jun / Getty Images

Daniela chama a atenção ainda para a cultura “extremamente machista” do país, que colabora para penalizar ainda mais as artistas femininas. Apesar disso, grupos como o Blackpink estão ajudando hoje a sedimentar o conceito girl power, com uma imagem mais emancipada da mulher — mas, é bem verdade, elas ainda nem chegam perto do sucesso das boy bands.

Como em outros ambientes nos quais fama e dinheiro dão as cartas (e, especificamente no caso do k-pop, empresas controlam com mão de ferro as vidas dos astros), escândalos e tragédias são corriqueiros — e disputam a atenção dos fãs com shows, clipes e canções. No fim de 2017, o suicídio de Kim Jong-hyun, o Jonghyun do SHINee (grupo que chegou a se apresentar no Brasil), aos 27 anos, revelou como a depressão pode se agravar diante de pressões pelo estrelato.

— A saúde mental é um tabu na Coreia do Sul. As pessoas que procuram tratamento psicológico ou psiquiátrico ainda são muito malvistas pela sociedade. E a produção de um ídolo de k-pop, com todas as aulas de dança, canto e atuação, costuma ser pesada— conta Daniela.

O Globo

 

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Polícia

Polícia Civil recupera dinheiro furtado da aposentadoria de idoso em Caicó

Uma ação da Delegacia Municipal de Caicó resultou, nessa terça-feira (26), na recuperação de quase todo o valor referente ao benefício da aposentadoria de um idoso, de 66 anos, que havia sido sacado ilegalmente da conta. A vítima foi furtada no último sábado (23), quando lhe subtraíram documentos e cartões bancários, que eram usados pelo idoso para sacar os proventos da aposentadoria.

Nesta terça-feira, o idoso dirigiu-se ao banco para receber seu benefício, porém recebeu a notícia de que terceiros já haviam sacado sua aposentadoria. Após comunicar o fato na Delegacia Municipal de Caicó, diligências foram realizadas e os policiais conseguiram localizar quem estava com o dinheiro pertencente à vítima. Um inquérito policial foi instaurado e Laine Lauanda de Medeiros foi indiciada como autora do crime.

A Polícia Civil agradece a confiança, assim como o apoio da população, e solicita que denúncias anônimas sejam enviadas para o Disque-Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Opinião dos leitores

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Polícia

Mãe de bebê encontrada morta em quintal de casa em Parnamirim é autuada por infanticídio e ocultação de cadáver, destaca reportagem

A jovem de 20 anos que mora na casa em que uma bebê foi encontrada enterrada, na Grande Natal, nesta quarta-feira (27) confessou à polícia que é a mãe da criança e que a enterrou no quintal depois do nascimento. Após isso, a mulher disse que também enterrou a placenta.

A Polícia Civil a autuou por infanticídio e ocultação de cadáver. O caso aconteceu na cidade de Parnamirim, em uma residência no bairro Rosa dos Ventos. Veja reportagem com detalhes do portal G1-RN clicando aqui 

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