Economia

Brasil perde vantagens em vários foros ao deixar status ‘em desenvolvimento’

Ao abrir mão de seu status de “país em desenvolvimento” na OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil se arrisca a criar um precedente e perder outros tipos de vantagens concedidas a essas nações.

Entre as consequências poderiam estar o fim da isenção unilateral de tarifas em exportações, pelo SGP (Sistema Geral de Preferências), do direito a acordos parciais de comércio com outros países em desenvolvimento e de parte dos empréstimos do Banco Mundial.

Na visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Washington, entre 17 e 19 de março, o governo conquistou o apoio dos Estados Unidos para a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o clube dos países ricos.

Em troca, o Brasil começará a abrir mão de seu “tratamento especial e diferenciado” na OMC, que dá ao país maiores prazos em acordos comerciais e outras flexibilidades.

O Brasil alinha-se aos EUA na guerra para reformar instituições financeiras e comerciais, que, na visão americana, dão vantagens indevidas a países como Índia e China.

Um dos principais objetivos dos EUA é acabar com a possibilidade de países se autodefinirem como “em desenvolvimento”. Os americanos propõem que países que são membros ou estão em processo de acesso à OCDE, além de membros do G20, não possam se autodeclarar nesse status.

O Brasil tem bastante a perder com essa graduação de países, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
Tecnicamente, abrir mão do tratamento especial na OMC não tem grandes efeitos práticos no curto prazo.

O Brasil vem usando pouco esse instrumento e, na última grande negociação, de facilitação de comércio, em 2013, renunciou à flexibilidade em quase todos os compromissos —usou apenas para estender alguns prazos.

No entanto, o Brasil pode abrir um precedente e passar a receber tratamento de “país rico” em outros aspectos.

Um dos exemplos é o SGP, por meio do qual países desenvolvidos concedem de forma voluntária isenção tarifária ou redução de sobretaxas sobre importações de países em desenvolvimento.

O programa é unilateral, não exige reciprocidade, como ocorreria em arranjos entre países ricos, e foi idealizado para estimular o desenvolvimento de países pobres.

O Brasil perdeu o acesso ao SGP da União Europeia em 2014 —exportava € 5 bilhões (R$ 21,75 bilhões) com o benefício. Para os EUA, o país exporta cerca de US$ 4 bilhões sem tarifas ou com sobretaxas reduzidas por meio do SGP, renovado até 2020.

“O Brasil abriu mão de algo concreto por uma promessa de Trump [de apoio na OCDE], apoio para algo que não vai se concretizar em quatro anos, nem se sabe o que vai acontecer daqui a quatro anos”, diz Monica de Bolle, diretora do programa de estudos latino-americanos da Universidade Johns Hopkins.

Já Fabrizio Panzini, gerente de negociações internacionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), ressalta que há muitos benefícios no processo do Brasil de entrar na OCDE.

Ele também minimiza o impacto da perda gradual do tratamento especial na OMC. “Vai forçar o país a acelerar reformas, como ajustes regulatórios”, afirma Panzini.

“E, em agricultura, nos interessa que o tratamento especial não seja indiscriminado, pois queremos que países como Índia e Coreia do Sul abram seus mercados.”

Porém, sair do SGP seria muito negativo, diz Panzini. “O sistema ainda é muito importante para certas regiões e setores do Brasil, como o de máquinas”, afirma.

Sem status de país em desenvolvimento, o Brasil perde a possibilidade de fazer acordos de preferências comerciais semelhantes aos fechados com a Índia e o México.

Esses acordos, que reduzem tarifas de apenas parte dos produtos dos países, só são possíveis por causa do tratamento especial e diferenciado para países em desenvolvimento, que os desobriga de eliminar barreiras de mais de 85% de todos os produtos para poder firmar um tratado.

Para Panzini da CNI, isso acabaria com a possibilidade de aprofundar acordos parciais de comércio já existentes, como os firmados com a África do Sul, México e Índia, e de fazer novos que seriam interessantes do ponto de vista da indústria, como com países da América Central.

Outro front da guerra dos EUA para que a China perca vantagens de país em desenvolvimento é o Banco Mundial. Washington vem pressionando para que os países classificados como de renda média-alta, caso da China e do Brasil, deixem de receber grande parte dos empréstimos do banco.

De 2012 a 2017, a China recebeu US$ 86,2 bilhões em empréstimos do Banco Mundial, o segundo maior receptor de crédito. O Brasil foi o quarto, com US$ 77,3 bilhões.

Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), o Brasil deveria conservar sua flexibilidade de ser país em desenvolvimento e emergente.

“A China usa isso de forma mais inteligente: quando interessa, ela se projeta como país emergente, e, em outras ocasiões, como potência.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O BRASIL NÃO É O MESMO DE 30 ANOS ATRÁS DE 1990, EM 30 ANOS O BRASIL PODE SE AUTO-FINANCIAR, OU SEJA, O BRASIL NÃO PODE SER CONSIDERADO UM PAÍS POBRE. O BRASIL É UM PAÍS RICO DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO. O BRASIL É UM DOS PAÍSES MAIS RICOS DO MUNDO SEM NENHUMA DÚVIDA. O BRASIL É UM PAÍS RICO FINANCEIRAMENTE.

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Polícia

Defensoria Pública do RN realiza mutirão em penitenciárias do estado

A Coordenação de Execução Penal da Defensoria Pública do Rio Grande do Norte inicia nesta semana uma série de mutirões nas penitenciárias do estado. O objetivo é fazer uma revisão nos processos e verificar as situações dos apenados. O primeiro mutirão irá acontecer no Complexo Penal Regional de Pau dos Ferros, de segunda (8) à sexta-feira (12).

“Nosso objetivo é levantar a situação dos processos, identificar se as penas estão adequadas com a Lei de Execução Penal e se há casos de presos que já têm direito a, por exemplo, progressão de regime, livramento condicional, indulto ou comutação, mas que não tenha sido concedido”, disse o defensor público Serjano Torquato, coordenador de Execução Penal da DPE-RN.

Durante o mutirão, também será feito um atendimento aos apenados e verificada a situação carcerária, especialmente no tocante a alimentação e saúde.

Calendário

Após Pau dos Ferros, o calendário da Defensoria Pública tem a seguinte previsão:
Em junho: Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró;
Em agosto: Penitenciária Estadual de Alcaçuz e Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta;
Em outubro: Cadeia Pública de Ceará-Mirim, em Ceará-Mirim.

G1

Opinião dos leitores

  1. Por que não fazem o mesmo em hospitais, creches, no Joao Machado, abrigos de idosos? Para saber se tem alguém precisando de algum tratamento, benefício ou remédio? Cambada de hipócritas.

  2. O maior inimigo do cidadão de bem é o estado. Desde sempre. Só quem ama estado é quem dele faz balcão de negócios. Em contraponto, elegi o estado meu inimigo número um, e dele só quero distância.

  3. LULA E O PT SÃO VICIADOS EM ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO. LULA E O PT TÊM VÍCIO EM ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO.

  4. LULA É VICIADO EM DINHEIRO PÚBLICO. LULA TEM VÍCIO EM DINHEIRO PÚBLICO. LULA É VICIADO EM ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO. LULA TEM VÍCIO EM ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO. LULA E O PT SÃO VICIADOS EM DINHEIRO PÚBLICO. LULA E O PT TEM VÍCIO EM DINHEIRO PÚBLICO.

  5. Impressionante e revoltante ao mesmo tempo.
    Pagamos os salários, e não são ruins senão estariam vagos, de pessoas para soltar presos.
    Essa Defensoria não faz mutirão para determinar a remoção de pessoas dos corredores dos hospitais, mas para ver se o preso está comendo direitinho, faz.
    Essa Defensoria não faz mutirão para determinar cirurgias ortopédicas de quem está numa maca jogado, mas para saber se o preso pode ir para rua, faz.
    Essa Defensoria não faz mutirão para garantir vaga de criança em creche ou escola, mas para verificar se a pena do preso está correta, faz.
    Somos um povo pelo avesso, só pode.

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Saúde

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Neste fim de semana, quando se comemoram o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7), a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. Por meio do seu Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev), a agência está estimulando as operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

Crescimento

Atualmente, existem 1.822 programas Promoprev cadastrados junto à ANS, contemplando cerca de 2,25 milhões de beneficiários de planos de saúde. O número de programas cresceu 432% em sete anos. Das 743 operadoras médico-hospitalares ativas com beneficiários, 394 –53% do total – têm programas desse tipo na ANS. Das 394 operadoras exclusivamente odontológicas ativas com beneficiários, somente 15 (4,27%) têm programas na ANS.

Para apoiar os esforços dos países e comunidades em atingir a meta de redução de sedentarismo, a OMS lançou, no último ano, um plano de ações que incentiva as pessoas a estar mais ativas todos os dias. As operadoras que quiserem saber mais detalhes podem acessar o portal da OMS ou entrar em contato com a ANS por meio do e-mail [email protected].

Prevenção

O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS enfatizou que a atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais se incluem as doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, além das doenças mentais.

Segundo a ANS, essas enfermidades são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano entre 30 e 70 anos. Além de constituir um desafio para a saúde, a inatividade física custa cerca de US$ 54 bilhões em todo o mundo em assistência médica direta, dos quais 57% são incorridos pelo setor público.

O Promoprev quer reduzir os índices elevados de obesidade no país. A ANS elaborou um manual de diretrizes de enfrentamento da obesidade na saúde suplementar nacional e procura incentivar as operadoras a desenvolver projetos para beneficiar os consumidores. O guia está disponível na página da agência: www.ans.gov.br.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Isso é tudo culpa do molusco de 9 dedos, saiu dando bolsa-família pra todos, o povo ficou gordo. Agora o Mito vai emagrecer esse povo!

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Diversos

Mega-Sena acumula e prêmio estimado vai a R$ 40 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.140 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desse sábado (6) no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo.

O prêmio acumulou e a estimativa da Caixa para o próximo concurso é R$ 40 milhões.

As dezenas sorteadas foram as seguintes: 17 – 20 – 26 – 36 – 42 – 54.

A quina registrou 66 apostas vencedoras, cada uma vai pagar a quantia de R$ 46.099,13. A quadra teve 5.044 ganhadoras, cada apostador vai receber R$ 861,71.

As apostas para o concurso 1.141 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (10), em qualquer uma das casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. BG, O NORDESTE ESTÁ MAIS INDEPENDENTE DO BRASIL, O NORDESTE DEPENDE MENOS DO BRASIL. É A INDEPENDÊNCIA DO NORDESTE DO BRASIL.

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Política

Apesar de crise em articulação política, apoio à reforma cresce na Câmara

Mesmo com o “apagão” da articulação política, o governo conseguiu ampliar nas últimas semanas o apoio na Câmara à reforma da Previdência. A dez dias de a proposta passar pelo seu primeiro teste – a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) –, o Placar da Previdência, feito pelo Estado, aponta que 198 deputados votariam a favor do texto no plenário. Desses, 69 afirmaram que dariam sim à reforma com o mesmo teor que foi enviado ao Congresso, e 129 condicionaram a aprovação a ajustes.

O número representa um aumento em relação ao levantamento publicado no dia 21 de março, quando 180 deputados se mostraram dispostos a aprovar o texto, desde que fossem feitas mudanças, principalmente nas regras propostas para concessão de aposentadoria rural e do benefício assistencial pago a idosos de baixa renda (BPC). Para que as novas regras de concessão de aposentadoria e pensões comecem a valer, é preciso o aval de três quintos da Câmara (308 votos) e do Senado (49 votos), em dois turnos.

Foram contatados 508 dos 513 deputados nas duas últimas semanas por telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Dos 293 que se posicionaram, 95 disseram que votariam contra, mesmo que haja alterações. Outros 215 preferiram não se manifestar.

Negociação

Em meio às dificuldades de negociação por apoio à reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu na semana passada com dirigentes do DEM, PSDB, PSD, PP, PRB e MDB que, juntos, representam 196 deputados. Desses, 79 parlamentares (40% do grupo) se declararam a favor da proposta, segundo o Placar da Previdência. O PSL, partido do presidente, agrega outros 34 votos já certos para aprovar o texto, de uma bancada de 54 deputados.

O relatório da reforma da Previdência será apresentado nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa do caminho que precisa percorrer no Congresso. A previsão é que o texto seja votado no colegiado no dia 17 de abril.

Bolsonaro também disse que, apesar de defender o texto da maneira como foi enviado, tem certeza de que o Parlamento o modificará. Para o presidente, alguns pontos, como as alterações no BPC (benefício de prestação continuada, o auxílio a idosos carentes) e na aposentadoria rural devem ser retirados pelos deputados. De acordo com ele, se a capitalização (modelo em que as contribuições vão para contas individuais que bancarão os benefícios no futuro) atrasar a tramitação da reforma, o novo regime deve ser suprimido porque não é “essencial no momento”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O pior governo da história

    Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985. Nas regiões que alavancaram sua candidatura, a maioria dos eleitores já está arrependido do voto.

    No Sudeste, onde conquistou 65,4% dos votos válidos, o percentual de frustrados chega a 59%, segundo o Datafolha. Na região Sul, onde o presidente alcançou seu maior índice de votação, 68%, apenas 39% classificam seu governo como ótimo ou bom —e 54% dizem que ele fez menos do que o esperado.
    DEUS ACIMA DE TUDO LIVRE O BRASIL DE BOLSONARO

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Polícia

Preso homem sem perna suspeito de praticar assaltos; veja vídeo do crime

Um homem sem a perna esquerda, que é chamado pelos policiais de “Saci do Crime”, foi preso nesta sexta (5) após trocar tiros com um PM de folga do 15º Batalhão (Duque de Caxias) em Anchieta, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo o G1, o homem foi baleado e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde está sob custódia.

Opinião dos leitores

  1. A notícia está atrasada…. foi preso na sexta, foi solto , provavelmente por ser "dimenor" ou pela adorada audiência de custódia. Porém não durou muito, já teve o CPF cancelado hehehe. Ê Brasil vei!

  2. Muito triste a situação da criminalidade no Brasil!!! Até o Saci entrou p o crime!!! Chegou ao fim nosso folclore?

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Tecnologia

Online: filhos de Bolsonaro lideram lista de influenciadores de direita

Quem são os principais influenciadores digitais da direita hoje? Desde a campanha presidencial que elegeu Jair Bolsonaro, essa pergunta tem implicações profundas.

Empossado, Bolsonaro e seu entorno não descuidam da base digital. Cultivam um séquito de tuiteiros que reverberam e reforçam o discurso presidencial. Algumas vezes, reproduzem projetos de governo e o discurso oficial. Outras, servem de instrumento para ataques a adversários.

Pedi à Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP/FGV), especialista em acompanhamento de mídias sociais, que levantasse quem são os mais influentes. A métrica usada foi o número de retuítes entre 1 de janeiro e 24 de março.

O estudo considerou “direita” quem apoia as pautas econômicas, identitárias e de governo. Ou seja, os que em regra não criticam (ou criticam muito pouco) Bolsonaro. Esse grupo se diferencia da “centro-direita”, cujo apoio se dá sobretudo nas pautas econômicas e algumas da segurança pública.

O MBL (Movimento Brasil Livre), por exemplo, cada vez mais crítico ao governo, entrou na categoria “centro-direita”.

“No Brasil, a direita sempre foi subsidiária do centro. Agora, está ocorrendo o oposto, ou seja, o centro perdeu protagonismo. Mas isso tende a mudar”, diz o professor Marco Aurélio Ruediger, diretor do DAPP. Para ele, houve uma fissura entre a direita e a centro-direita, que está mais ou menos controlada até que se vote a reforma da Previdência.

Depois, a tendência é o centro procurar outro caminho e Bolsonaro se refugiar em sua base de seguidores fiéis. “A velocidade em que isso se dará vai depender da realidade política no Congresso Nacional”, afirma Ruediger.

Aqui o ranking da direita, e depois a lista de temas tratados por eles

1-) Eduardo Bolsonaro: 130.971

Deputado federal pelo PSL-SP, filho de Bolsonaro

2-) Carlos Bolsonaro: 94.649

Vereador pelo PSC do Rio, filho de Bolsonaro

3-) Damares Alves: 51.532

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

4-) Alexandre Mega: 48.865

Influenciador digital

5-) Renova Mídia: 47.489

Portal de conteúdo pró-Bolsonaro

6-) Carla Zambelli: 45.071

Deputada federal pelo PSL-SP

7-) Presidente (JoelAlexandreM): 41.962

Canal extraoficial que reproduz conteúdo pró-Bolsonaro

8- ) Leandro Ruschel: 39.790

Youtuber conservador

9-) Terça Livre: 39.185

Portal de notícias pró-Bolsonaro

10-) Alexandre Garcia: 35.973

Jornalista, ex-TV Globo

Temas mais tratados

1-) Donald Trump

2-) EUA

3-) Imprensa

4-) Sergio Moro

5-) TV Globo

6-) Juan Guaidó

7-) Nicolás Maduro

8- Lava Jato

9-) Reforma da Previdência

10-) Rodrigo Maia

Notícias ao Minuto

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Política

Lula sobre Bolsonaro: ‘Presidente incapaz e que nos enche de vergonha’

Neste domingo (7) em que completa um ano de prisão, Luiz Inácio Lula da Silva teve um artigo escrito por ele publicado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O ex-presidente da República começa o texto reafirmando que está “preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu”.

Lula também se diz “indignado” com “cada dia” em que passou detido na sede da Polícia Federal em Curitiba após ter sua condenação confirmada pelo TRF4, que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão a ele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá (SP).

“Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial”, escreveu o petista.

Lula também se disse “angustiado” com “o que se passa com o Brasil”.

“Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros. Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo”, afirmou o ex-presidente, que chegou a ser candidato ao Planalto no pleito de 2018.

No mesmo artigo, Lula contesta ainda a maneira como foi tratado pela Justiça durante o processo de investigação contra ele, quando Dilma Rousseff ainda estava na Presidência.

“Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos”, disse o ex-presidente.

“Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição”, acrescentou.

Depois, o líder do Partido dos Trabalhadores reforça que é inocente e reafirma que foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro sem provas. “Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim”, cobra o ex-presidente.

Por fim, Lula diz que aqueles que querem ele preso têm medo da “organização do povo que se identifica” com o projeto que ele tem para o país. O petista também ataca o atual presidente, Jair Bolsonaro.

“Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha”, afirma.

Notícias ao Minuto

Opinião dos leitores

  1. Se tudo isso foi pensado e falado por Lula,é sinal de que ele n está nada bem,sua saúde mental está grave.
    Como que uma pessoa que se deixou corromper pelo dinheiro e pelo poder,depois de tantas provas de acusações,pode falar de um governo que pode não ser o melhor mas,bem.superior aos doa últimos 12 anos,está sendo.exemplar nos quesitos honestidade,civilismo e tentando mudar o país,pondo fim ao vicioso esquema corrupto deasa nossa política vergonhosa.

  2. Bandido, lixo , hipócrita , corrupto, infeliz das costas oca, fedido, podre limpe a boca pra falar de Bolsonaro seu verme!!! Voce e sua corja estão indignados pois não conseguem chamar nosso presidente de corrupto!!! Bando de mal caráter!!

  3. É bem você ladräo de 19 dedos que vai nos orgulhar. Você é um condenado e preso por desviar recursos públicos. Entrou para a história como o maior ladräo de todos os tempos.

  4. Sinal de que o Presidente está no caminho certo, sem atalhos,é o mais correto.
    Gostaria que lula falasse de sua biografia e também de sua turma

  5. Esse meliante deveria era devolver tudo que roubou do Brasil,para entidades beneficentes e instituições de saúde,para quando desencarnar passar menos tempo no INFERNO!!!

  6. Essa questão da inocência de Lula já foi negado por todos as instâncias e tribunais, inclusiva pela ONU.
    O povo brasileiro, realmente tem Deus com O seu conterrâneo, só uma com ajuda divino, foi que o Brasil se livrou de ser a Venezuela de hoje. Lula tá completando hoje 1 ano de prisão.
    Só posso repetir a frase do filósofo e políticos Ciro Gomes. LULA TA PRESO BABACAS.

  7. Falou um que nos enche de orgulho.
    Corrupto, preso, responde a meia dezena de processos…
    Ele esquece que apenas para esquerda e a manada, esse tipo de adjetivo é algo positivo.

  8. É de se esperar que se posicione como homem e se curve diante de um julgamento imparcial. O resto é conversa de político enrolador.

  9. Bandido vergonhoso. Só numa previdência privada tinha mais de 9 milhões. Isso era o que não conseguiu esconder. Imagine o que tem por aí esse criminoso e sua família…

  10. Sérgio Cabral tb fala que é um erro e um absurdo os mais de 200 anos de pena que já tem nas costas, e é um m3nino na frente de lula em termos de malandragem e corrupção, portanto LULADRAO tire sua pena e se não dizer acordo de delação, vai ser bem difícil sair daí.

  11. Um safado desse, que foi eleito com a promessa de acabar com a corrupção no
    Pais e o resultado todos nós sabemos.

  12. Esse verme preso…é ladrao profissional, todo o mentiroso acredita na sua própria mentira, calma virão outras condenações , a hora que Sérgio Cabral abrir a boca da farsa de trazer a COPA DO MUNDO e as OLIMPÍADAS irá ladrao sem dedos irá morar na cadeia

  13. Você perdeu molusco 9dedos, foi desmacarado. Feliz aniversário, é que apodreça na cadeia para pagar o mal que você fez ao Brasil, bandido!!!

  14. Pelo visto aprendeu a escrever também ! Um safado que fez o que fez, querer dar uma de inocente ! Era só o que faltava !

  15. Vergonha é ter um ex presidente preso por corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro , corrupção ativa e passiva.

  16. Isso e piada e, o cara roubou o pais, tá preso, e nos q estamos pagando o rombo. Piada né, kkkkkkkkkkkl

  17. Esse pessoal do PT É muito cara de pau
    O cara preso por roubo e com vergonha de um presidente que apenas assumiu o poder a três meses

  18. Fique indignado não luladrao, fique preso, é isso q queremos, não é pro seu mal não, é pra dar exemplo

  19. Aí fala o chefe da maior história de corrupção descoberta até hoje. Ótima referência…
    Ele é seus comparsas quebraram o Brasil!
    Que moral una pessoa dessas tem?
    Ops… Moral ele até tem, mas com os acéfalos que o idolatram.

    1. Amigo um ex presidente lixo pode escrever só em um jornal lixo e bandido. Bolsonaro está fazendo bem quem diz que não é assim e do os mídia petistas

    2. NUNCA ANTES VISTO NA HISTÓRIA
      Eis os fatos: Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985. Nas regiões que alavancaram sua candidatura, a maioria dos eleitores já está arrependido do voto.

      No Sudeste, onde conquistou 65,4% dos votos válidos, o percentual de frustrados chega a 59%, segundo o Datafolha.
      DEUS ACIMA DE TUDO NOS LIVRE O BRASIL DO DOIDO BOLSONARO

  20. Capaz foi esse o senhor é sua corja do PT que faliram o Brasil é nos colocaram aonde estamos hoje!!

    1. Oh, saudades do PT ladrão aonde se trocava de carro todo ano; qd o Brasil tinha pleno emprego e falou mão de obra; qd o Brasil tinha respeitado lá fora e o presidente ñ era considerado "pernona non grata "; os salários eram aumentados acima da inflação; qd os EUA era considerado, apenas, um parceiro econômico e ñ éramos vassalos como agora.
      Q saudades do PT ladrão.

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Política

Bancada federal aumenta valor para terminal da Redinha

A bancada federal do Rio Grande do Rio Grande do Norte revisou o processo de escolha do contingenciamento de 21,6% em parte das emendas impositivas, imposto pelo Governo Federal. A principal mudança foi no valor para o projeto do terminal turístico da Redinha, na zona Norte de Natal, que passa a ter R$ 8,5 milhões, e não mais R$ 1 milhão como previsto anteriormente. A retificação está em ata de deliberação assinada pela bancada nesta quarta-feira (3). O valor original destinado era de R$ 24,628 milhões.

Em nota distribuída pela assessoria de imprensa do coordenador da bancada, deputado Rafael Motta (PSB), foi informado que “esse valor foi obtido a partir da readequação em 15% das emendas indicadas para as áreas da Saúde e da Educação”. As decisões sobre as demais emendas foram mantidas, inclusive a de não contingenciar 21,6% sobre a emenda da Barragem de Oiticica, que perdeu cerca de R$ 10 milhões (menos de 20% do valor total, R$ 50 milhões), ficando disponível para as obras o montante de R$ 40.937.872.

O contingenciamento em 21,6%, afirma a bancada, não foi aplicado no caso de Oiticica “pois não se pode comprometer o cronograma atual da obra, que está em fase de conclusão”.

Segundo a bancada, o contingenciamento dos recursos foi imposto pelo Governo Federal e não significa corte, tendo acontecido o mesmo em anos anteriores, incluindo a reposição dos valores contingenciados ao longo do ano.

A decisão da bancada, segundo a nota, portanto, não é sobre o que é mais importante, e sim sobre o que é mais urgente. A decisão de não contingenciar recursos previstos para a Segurança Pública também será mantida, já que essa área é a que demanda, com mais urgência, investimentos no Rio Grande do Norte, principalmente em Natal. A bancada reiterou que atuará fortemente junto ao Governo Federal para que haja o cumprimento da legislação e o pagamento integral dos recursos previstos para 2019 para o RN.

Rafael Motta diz que a bancada vai trabalhar agora em favor do descontingenciamento, para que todos os recursos programados para 2019 possam de fato chegar ao RN. Ele acredita que a Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatório o pagamento das emendas parlamentares de bancada vai pôr fim à quebra de expectativas oriunda dos contingenciamentos do Governo Federal.

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Política

Debate sobre reforma tributária causa novo mal-estar entre Câmara e governo

POR ANDREIA SADI

A retomada da discussão sobre a reforma tributária provocou um novo mal-estar nos bastidores do poder. Integrantes do governo se queixaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o que chamaram de “atropelo” no debate.

Maia respondeu a eles que a Câmara já trabalhar com uma proposta de reforma. Acrescentou que os deputados não aceitam o secretário da Receita, Marcos Cintra, como interlocutor. Isso porque Cintra usou redes sociais para criticar parlamentares.

No último dia 2, Rodrigo Maia, se reuniu com o economista Bernard Appy para montar um projeto de reforma tributária e apresentar à Câmara.

Um dia depois, integrantes da equipe econômica divulgaram que o governo quer mandar em maio uma reforma tributária à Câmara, capitaneada justamente por Marcos Cintra.

Ao blog, Maia disse na semana passada que o texto-base a ser discutido não será o proposto por Cintra, mas o que foi elaborado por Appy e articulado com parlamentares. O texto foi protocolado na semana passada.

Segundo apurou o blog, a apresentação da proposta, apadrinhada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), foi articulada nos bastidores com Rodrigo Maia.

Integrantes da equipe econômica que trabalham para pacificar a relação entre Maia e Bolsonaro procuraram o presidente da Câmara nos últimos dias. A argumentação foi a de que Maia havia “atropelado” a reforma a ser proposta por Marcos Cintra.

O presidente da Câmara, então, respondeu com a ordem cronológica dos fatos e avisou que deputados estão incomodados com as críticas de Cintra.

Um dos exemplos: Cintra foi às redes sociais dizer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “peitou a oposição” e “mostrou que não precisa ter apoio de ninguém para aprovar seus projetos no Legislativo”.

Colegas de Cintra no Ministério da Economia disseram ao blog neste sábado (6), de forma reservada, que o secretário errou ao publicar as mensagens.

Após as conversas entre Maia e integrantes da equipe econômica, Cintra mudou o tom. Nesta sexta-feira, o secretário relatou nas redes sociais que se encontrou com Appy para “alinhar a estratégia”” da reforma tributária. E disse que um “acordo entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia para fazer a reforma tributária começou a dar frutos”.

Nos bastidores, para Maia e os aliados, a mudança no tom ocorreu para que o governo não perca o protagonismo da reforma.

G1

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Política

Responsável por demarcações no Ministério da Agricultura atuou contra indígenas

Uma advogada com atuação em 16 processos e em quase 50 recursos que buscam de alguma forma impedir novas demarcações de terras indígenas ganhou, há dois meses, cargo no governo de Jair Bolsonaro para atuar como uma das principais responsáveis por por essa atribuição. Luana Ruiz Silva de Figueiredo é, desde 25 de janeiro, secretária-adjunta da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura.

Ela é a número dois da secretaria, que passou a ser responsável por novas delimitações de áreas para populações indígenas — atribuição que antes cabia à Fundação Nacional do Índio (Funai) . Na ausência do secretário, o líder ruralista Luiz Nabhan Garcia, cabe a Luana comandar a secretaria.

O nome de Luana aparece como advogada de produtores rurais em Mato Grosso do Sul que buscaram a Justiça Federal para pedir a retirada de indígenas de terras que consideram privadas, para tentar se manter em territórios demarcados e para contestar atos de demarcação, além de outras demandas que buscam evitar a destinação de áreas a comunidades tradicionais. Entre os clientes está a Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul). Parte das ações contesta atos da Funai.

Além disso, os pais da secretária-adjunta são produtores em Mato Grosso do Sul e estão em situação de conflito com comunidades indígenas da região.

Transferência da defesa

A advogada diz que, assim que assumiu o cargo, protocolou nos processos em curso na Justiça Federal a transferência das defesas para outros advogados, ligados a escritórios de advocacia que não o seu. Segundo Luana, seu nome ainda aparece nos processos porque as varas responsáveis ainda não processaram a atualização. A secretária-adjunta afirma também que comunicou o caso da família – que tem “terras invadidas por índios ”, segundo ela — à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Antes de chegar ao cargo, porém, Luana teve forte atuação na fase de transição do governo. Ela participou das discussões sobre a transferência da atribuição de novas demarcações da Funai para o Ministério da Agricultura . Ao mesmo tempo, advogava para produtores rurais contra iniciativas que pudessem ser benéficas aos índios.

Tanto Luana quanto Nabhan têm um histórico de atuação em defesa dos interesses de grandes produtores rurais. Ela, em varas federais em Mato Grosso do Sul e em recursos junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Ele, como principal liderança da União Democrática Ruralista (UDR).

Luana, Nabhan e Bolsonaro já deram diversas declarações contra novas demarcações de terras indígenas. O presidente já afirmou que, se depender dele, “nem um centímetro” a mais será demarcado. A Secretaria Especial de Assuntos Fundiários prepara, inclusive, uma revisão de antigos atos de delimitação de terras indígenas.

Os principais processos tocados por Luana dizem respeito ao que seus clientes consideram como invasões de propriedades privadas. Numa audiência na Câmara dos Deputados no fim de 2017, a advogada afirmou que Mato Grosso do Sul tinha 123 “propriedades privadas invadidas”. Ela foi convidada à audiência para falar “em nome dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul”.

“Em um processo judicial, estamos eu e o meu cliente de um lado. Do outro, estão os indígenas, o advogado dos indígenas, normalmente franqueado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), um procurador federal representando os índios, um procurador federal representando a União, um advogado da União representando a União Federal e um procurador da República, porque lá o MPF (Ministério Público Federal) representa o índio, e não fiscaliza a lei. Que falta de balanço temos nos processos”, disse Luana na audiência.

Para o Ministério da Agricultura, o fato de ser produtora rural e defender que invasão é crime não configura conflito de competência na atuação como secretária-adjunta. A pasta sustenta que Luana está apta para o exercício do cargo, a partir do momento em que deixou as defesas nos processos na Justiça contra indígenas , licenciou-se do exercício da advocacia e comunicou a Comissão de Ética Pública da Presidência sobre a situação da família.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Uma facção pior.
    Que vai deixar o nordeste a míngua, p tampo vai mostrar.
    A velha política pura , tudo por e para São Paulo, eles a locomotiva e nós o vagão de merda

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Política

Aos 100 dias, Bolsonaro tem a pior avaliação entre presidentes de 1º mandato

Envolto em contínua crise política e sem assistir a uma melhora na economia, Jair Bolsonaro (PSL) registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985.

Mas 59%, segundo o Datafolha, ainda acreditam que ele fará uma gestão ótima ou boa. O presidente completa cem dias de mandato na próxima quarta-feira (10).

Segundo o instituto, 30% dos brasileiros consideram o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo, índice semelhante ao daqueles que consideram ótimo ou bom (32%) ou regular (33%). Não souberam opinar 4% dos entrevistados.

O instituto ouviu 2.086 pessoas com mais de 16 anos em 130 municípios nos dias 2 e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Antecessores de Bolsonaro nas mesmas condições tiveram melhor desempenho. Fernando Collor (então no PRN) era reprovado por 19% em 1990, enquanto Fernando Henrique Cardoso (PSDB) marcava 16% de índices ruim ou péssimo em 1995.

Os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alvos frequentes de críticas do atual presidente, eram mal avaliados apenas por 10% e 7% da população ao fim dos primeiros três meses do governo.

Na série histórica, Dilma é quem teve numericamente a melhor avaliação a esta altura do mandato, com 47% de ótimo/bom em 2011.

Não se comparam aqui os primeiros trimestres de presidentes reeleitos, pois suas imagens já passaram pela exposição de todo um governo além dos três meses: Lula se mantinha com uma rejeição confortável (14%), FHC amargava 36% e Dilma já começava a viver o inferno político que a derrubaria do cargo em 2016, com 60% de ruim e péssimo.

Os vices que assumiram desde a redemocratização também não são comparáveis —a aferição de Michel Temer (MDB) não foi feita, enquanto Itamar Franco tinha 11% de ruim/péssimo nesse intervalo.

Antes da posse, 65% esperavam que Bolsonaro fizesse um governo ótimo ou bom, 17%, regular, e 12%, ruim ou péssimo.

Os índices já eram os piores entre os presidentes eleitos para primeiro mandato desde a redemocratização.

Agora, a expectativa é positiva para 59%, mediana para 16% e negativa para 23%.

Nesses primeiros meses, Bolsonaro viveu diversos episódios de desgaste político: a investigação sobre milícias envolvendo o gabinete de seu filho Flávio na Assembleia do Rio, as candidaturas de laranjas de seu partido, os entrechoques entre militares e a ala do governo sob influência do escritor Olavo de Carvalho, a crise no MEC, a troca de farpas com o Congresso e a dificuldade no encaminhamento da reforma da Previdência.

A economia segue em ritmo lento, e a taxa de desemprego subiu em relação ao trimestre passado —está em 12,4%.

Assim, para 61% dos ouvidos, Bolsonaro fez menos do que se esperava no exercício do cargo. Já 13% consideram que ele fez mais, enquanto 22% avaliam que ele fez o que era esperado. Entre os descontentes, a predominam pessoas mais pobres e menos escolarizadas.

Nessa comparação, ele também perde para os primeiros mandatos de Lula e de Dilma, que tiveram o mesmo tipo de mensuração pelo Datafolha. Em 2003, o petista fez menos do que poderia para 45%, e em 2011 a ex-presidente pontuou 39% no quesito.

A aprovação de Bolsonaro é maior entre os homens (38%) do que entre as mulheres (28%).

O comportamento do presidente, que se envolveu em polêmicas como a divulgação de um vídeo pornográfico para criticar o que seriam abusos nas ruas durante o Carnaval, é avaliado como correto por 27% dos ouvidos.

Já outros 27% acham que Bolsonaro na maioria das vezes se posiciona de forma adequada, mas às vezes não. No lado negativo, 20% pensam que na maioria das vezes o presidente é inadequado, e 23% dizem que ele nunca se comporta como o cargo exige.

Há sinais de alerta para o bolsonarismo em dois grupos que apoiaram consistentemente o então candidato durante a campanha de 2018.

Os que ganham mais de 10 salários mínimos e os que têm curso superior registram numericamente também a maior rejeição ao governo até aqui: 37% e 35%, respectivamente, avaliam a gestão como ruim ou péssima.

Esses grupos também registram a maior aprovação, 41% (empatada tecnicamente com os 43% dos que ganham de 5 a 10 salários mínimos) e 36% de ótimo/bom (empatada tecnicamente com os 33% de quem tem ensino médio), indicando assim uma polarização entre o eleitor mais elitizado.

Os mais pobres (até 2 salários mínimos) são os menos contentes, com 26% de ótimo e bom.

Já o eleitorado evangélico (34% da população) segue mais entusiasmado com o presidente, que é católico, mas foi batizado por um pastor e é fortemente associado ao setor. Acham o governo até aqui ótimo ou bom 42% desse segmento, índice que cai a 27% entre católicos (50% dos brasileiros).

Brancos são os que mais aprovam Bolsonaro (39%), enquanto pretos e pardos são os que mais desaprovam (29% para cada um dois grupos).

Ainda não há uma reversão na divisão geográfica do apoio ao presidente. O Sul, sua principal fortaleza em 2018, deu a maior aprovação a ele neste levantamento: 39% (empatado com os 38% do Centro-Oeste/Norte), contra 22% de desaprovação.

O Nordeste é a região que mais rejeita o governo, com 39% de ruim/péssimo e 24% de ótimo/bom. Também lá existe a menor expectativa positiva: 50%.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. DATAFOLHA, sim… ehhh. Tá bom … kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Tão excluindo meus comentários pq?
    Tô achando que não se pode dizer arrependido de ter votado no presidente…
    Votei, confiei e esperava mais. Por enquanto só tô vendo birra de um adolescente brincando de governar pelas redes sociais

  3. Me decepcionei com o capitão. Confiei meu voto e esperava mais ação efetiva, determinação e comprometimento acerca dos problemas centrais que enfrentamos… por enquanto só vejo um adolescente brincando de ser presidente pelas redes sociais. Lamentável

    Obs.: vai cair cedo se continuar sendo manipulado pelo filhos paspalhões

  4. Avaliação adianta pra quê, estamos no inicio do governo, temos tempo para consertar a esculhambação com que deixaram este País.
    UMA PERGUNTA COMO TERMINARAM ESTES OUTROS GOVERNOS TÃO BEM AVALIADOS POR ESTES INSTITUTOS SEM CREDIBILIDADE.

  5. Hahahaha
    Acho pouco. Só tenho pena dos pobres de direita q cairam na armadilha e foram iludidos durante a eleição chegando ao ponto de brigarem com seus amigos e familiares. Espero q aprendam a lição.
    Antes tarde do que nunca.

  6. Culpa disso tudo é essa esquerda sebosa que bota mal gosto em tudo. Maior desafio do Bolsonaro é reforma da previdência, mas essa esquerda sebosa, não quer aceitar, gerando essas notícias que uma mídia cópia da outra.

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Política

Com contrapontos a Bolsonaro, Mourão tem reprovação menor, diz Datafolha

Os constantes contrapontos feitos pelo vice Hamilton Mourão (PRTB) ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) atenuaram sua imagem perante o eleitorado. A reprovação do vice é menor que a do titular, em parte porque ele é também mais desconhecido.

Após quase cem dias de governo, pesquisa Datafolha mostra que 18% do eleitorado considera o desempenho de Mourão ruim ou péssimo, ante 30% da taxa de Bolsonaro.

Quando se separa o eleitorado por faixa de renda e escolaridade, a diferença se mantém. De modo geral, a avaliação do vice é melhor que a de Bolsonaro, e isso se deve também ao fato de o seu trabalho ser acompanhado menos de perto que o do presidente.

A maioria dos entrevistados (59%) não soube dizer quem era o vice-presidente da República, 37% acertaram o nome de Mourão e 4% erraram.

É por isso que, quando questionados, apenas 4% dos entrevistados não souberam avaliar o desempenho de Bolsonaro —e 18% se abstiveram em relação ao vice.

Folhapress

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Polícia

Adolescente suspeito de matar policiais é apreendido em São Gonçalo do Amarante

Uma operação realizada pela Polícia Militar, na tarde deste sábado (11), resultou na prisão de dois homens e na apreensão de dois adolescentes, um deles suspeito de ter assassinado um Cabo e um Sargento da PMRN. As prisões e apreensões foram resultado de um trabalho conduzido pela equipe da Rocam (Rondas oestensicas com apoio de motocicletas)

O adolescente confessou ter assassinado o Cabo da Polícia Militar João Maria Figueiredo em Dezembro do ano passado, mas negou o outro crime contra o Sargento Elton Cabral da Silva, em Abril também de 2018. A polícia acredita que a quadrilha é responsável por vários assaltos a residências e a pessoas da região. Uma arma artesanal, um simulacro e um colete balistico foram apreendidos com o bando.

Portal BO

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Educação

Em uma década, Brasil perde um terço das escolas para adultos com aula de ensino fundamental; RN perde 39,4%

Na última década, o Brasil viu o número de escolas de educação básica aumentar 12%, de 255.445 para 286.014. No mesmo período, porém, o número dessas escolas que oferecem o ensino de jovens e adultos (EJA) do ensino fundamental recuou 34%, segundo um levantamento feito pelo G1 na série “Adultos sem diploma”.

Em 2009, 37.334 escolas tinham turmas do EJA fundamental. Já no ano passado, essa oferta só existia em 24.658 escolas, segundo os dados do Censo que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou no mês passado.

Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que a queda na oferta não está apenas relacionada ao aumento da escolarização dos adultos, que provocaria menor demanda. Apesar dos avanços, eles estimam que o número de brasileiros sem diploma varia entre 30 e 40 milhões. O país tem hoje 3,5 milhões de alunos matriculados no EJA, sendo que 59% deles estão no nível fundamental.

Houve queda em todos os estados, e apenas o Distrito Federal registrou aumento no número de escolas com a oferta. No Ceará e em Rondônia, a redução chegou a mais da metade do total de escolas em 2009. No Rio Grande do Norte, o total foi de 39,4%.

G1

Opinião dos leitores

  1. Esse é o grande legado do projeto petista "Pátria Educadora", drenou recursos dos ensinos básico e fundamental para as Universidades Que também passou à fornar, em grande escala, Drs. Analfabetos funcionais

    1. o amigo é da área de educação?? gostaria de saber como chegou a tais conclusões? tem dados oficiais que justifiquem a sua análise? participou de algum congresso Nacional ou pesquisa relacionada à EJA ou algo ligado ao tema educação?? compartilhe conosco seus ensinamentos para que possamos juntos construir um panorama melhor….espero ansiosamente suas contribuições já que parece ser bastante entendido nessa área…

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Política

Presidente da CCJ quer antecipar discussão da reforma para 15 de abril

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou ao Estadão/Broadcast neste sábado, 6, que pretende antecipar para o dia 15 de abril a discussão sobre a admissibilidade da reforma da Previdência. Segundo ele, como a discussão promete ser longa, essa seria uma forma de garantir o prazo inicial, de votação no dia 17 de abril.

O deputado emendou que está confiante de que a votação ocorrerá no prazo. “Se não votar no dia 17 é porque houve erro de percurso”, disse. Ele explicou que a ideia de antecipar para o dia 15 é garantir que todos possam falar, “mesmo que a oposição inscreva 100 pessoas”. Mas afirmou que pedirá, em contrapartida, “que eles ajam de maneira mais lúcida em algumas questões”. Se não houver o consenso, no entanto, afirmou que seguirá o regimento interno, que permite encerrar a discussão após a fala de 10 oradores.

Francischini afirmou que não acredita que os parlamentares farão qualquer compensação, dentro do texto da reforma da Previdência, à retirada das mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.

“Eles não vão fazer isso (compensar). Eles vão retirar BPC e rural e não vão acrescentar em nenhuma outra camada”, disse. O deputado emendou que acha que a oposição está muito mobilizada contra a reforma, mas são em número limitado dentro da Câmara, “cerca de 140”. O que preocupa, disse, são as mudanças que os partidos do centro querem fazer na reforma. “Problema não é aprovar a reforma, é aprovar ela fraca e ter que fazer outra em 4 ou 5 anos”, disse.

Articulação

Felipe Francischini disse ainda que falta “corpo” na articulação política do governo pela reforma da Previdência. “Vejo lideranças correndo de um lado para o outro tentando cobrir várias frentes e posições. Falta espírito de corpo mais organizado que possa auxiliar os líderes”, disse.

No entanto, avalia que esse processo é natural para um governo que foi eleito com base no apoio popular, mas com poucos partidos, e será revertido. “Geralmente (presidentes) se elegiam com 10 a 15 partidos, então quando entrava era fácil fazer essa composição partidária. É um processo natural que vai ser construído”, disse.

Francischini fez ainda um “mea culpa” em relação à confusão que ocorreu entre o ministro Paulo Guedes na CCJ essa semana, que reagiu a provocações da oposição. “O que aconteceu foi lamentável, mas não posso coibir a palavra a nenhuma parlamentar. O parlamentar tem imunidade material das suas opiniões e votos. Ele pode estar falando a coisa mais desnecessária e insignificante, mas não posso tolhê-lo”, disse.

Segundo ele, a participação do ministro na CCJ foi proveitosa e disse acreditar que Guedes respondeu de maneira eficiente aos argumentos contra a reforma. Emendou ainda que a oposição “esgotou sua fala e não tem novos argumentos”. Francischini garantiu ainda que o ministro será defendido pela sua base.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. BG, O NORDESTE ESTÁ MAIS INDEPENDENTE DO BRASIL, O NORDESTE DEPENDE MENOS DO BRASIL. É A INDEPENDÊNCIA DO NORDESTE DO BRASIL.

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