Economia

Dificuldades na economia derrubam mercados no Brasil

Previsões de crescimento em baixa e dúvidas sobre a capacidade do governo Bolsonaro de impulsionar as reformas econômicas derrubaram esta semana a Bolsa de São Paulo e fizeram o real sofrer a maior depreciação do ano, um cenário que pode se agravar, segundo analistas.

O índice Ibovespa disparou, chegando a 15%, desde a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, em janeiro, até meados de março, quando superou pela primeira vez os 100.000 pontos, mas desde então, foi perdendo quase todos os ganhos e nesta sexta, fechou abaixo dos 90.000 pontos pela primeira vez em 2019.

A desilusão com as expectativas de uma rápida reativação da maior economia latino-americana, graças a uma política de ajustes fiscais e privatizações, também ajudou a fazer o real despencar perante o dólar. A moeda americana era negociada na quinta e na sexta a mais de 4 reais, seu maior valor de fechamento em oito meses.

Os mercados brasileiros foram impactados, como os do resto do mundo, pela guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Mas estes “ventos contrários” se aprofundaram pela fragilidade da economia brasileira, que luta ainda por se recuperar da grave recessão de 2015-2016, afirma William Jackson, da consultoria Capital Economics, baseada em Londres.

“Havia a esperança de que a chegada de Bolsonaro ao poder provocasse uma guinada positiva na economia, mas não vemos nenhuma evidência disso”, declarou o analista à AFP.

Esta semana, os protestos maciços contra os bloqueios de fundos para as universidades e as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, primogênito do presidente, aumentaram as dúvidas sobre a capacidade de recuperação.

“A economia está flertando com a recessão”, adverte Jackson.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reduziu nesta terça sua previsão de crescimento em 2019, de 2,25% para 1,5% e não usou de sutilezas para definir a situação do país: o Brasil, disse, está “no fundo do poço” e só poderá começar a sair dali quando o Congresso decidir aprovar a polêmica reforma da Previdência.

Os indicadores de conjuntura da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que o PIB brasileiro encolheu 0,1% no primeiro trimestre do ano com relação ao último de 2018 (os resultados oficiais serão divulgados em 30 de maio).

E as previsões do mercado, que no começo do ano eram de um crescimento de cerca de 3%, não param de ser revistos para baixo há 11 semanas, situando-se agora em 1,45%, de acordo com a última pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central.

Muitos analistas consideram, inclusive, que se trata de uma previsão otimista demais.

Marcos Casarin, da Oxford Economics, acredita que o crescimento da principal economia latino-americana ficará pelo terceiro ano consecutivo em torno de 1%.

“O Brasil nunca teve uma recuperação tão lenta”, reforça Casarin, que atribui estes resultados fracos à falta de dinamismo do governo e dos atores econômicos, que debilitaram o crédito, os investimentos e o consumo.

“Todo mundo tinha que pagar suas dívidas ao mesmo tempo”, afirma.

Mas Casarin considera pouco provável que o país caia em uma dupla recessão, que se caracteriza pela ocorrência de dois trimestres consecutivos de contração da economia.

“Já chegamos no fundo”, garante.

“Há uma possibilidade de dupla recessão, mas desencadeada por uma crise [política] interna”, provocada, por exemplo, por um fracasso na aprovação da reforma da Previdência, afirma.

AFP/IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Pela primeira vez na história do país, um presidente afronta a grande quadrilha que ao longo dos anos tem dilapidado o patrimônio do povo, levando a grande maioria de brasileiros a uma miserabilidade total. Assim, força mito, resista. O Brasil precisa isolar os cofres públicos desses canalhas.

    1. Aham. Principalmente dilapidando o patrimônio do povo carioca, haja vista as denúncias de corrupção e envolvimento da família Bolsonaro com as milícias cariocas. Acorda, Alice. Quem sempre foi envolvido e tirou vantagem da lama, não vai querer limpá-la. Ademais, o seu mito luta tanto contra a "grande quadrilha", sendo que, durante anos, foi deputado, usufruiu de todos os benefícios decorrentes de conchavos, acordos e das próprias benesses imorais, apesar de legais, concedidas aos parlamentares, como verbas parlamentares, apartamento funcional, farra das passagens aéreas e tantas outras.

    2. "Mito" é proselitismo eleitoral, e que se saiba a campanha já passou faz tempo. A hora é de dissecar o cadáver e expor a necrose administrativa, além, é claro, de conduzir a canoa furada a porto seguro.

    3. Vc precisa estudar um pouco de história . Não se iluda com farsantes. A história está repleta de farsantes.

    4. Vc não sabe distinguir um farsante de um estadista. Estamos diante de um farsante que não sabe se comportar com um líder e nem sabe onde quer chegar.

    5. Parte da quadrilha realmente não fazia, mas chamar de honesto quem ficava com os salários dos assessores fantasmas…

    6. Vai se tratar, Bolsominion. O problema só Bolso nem é político e ideológico. É de saúde mental. O seu deve ser também.

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Política

Risco de descumprir meta fiscal, justificativa para cortes na Educação, não leva a impeachment

Não há risco de impeachment se o governo não cumprir a meta fiscal de déficit primário (diferença entre receita e despesa antes do pagamento de juros), fixada em R$ 139 bilhões, como chegou a cogitar o presidente Jair Bolsonaro, ao justificar os cortes na Educação, para cumprir o objetivo fiscal. Segundo especialistas, o máximo que pode acontecer é ter que aprovar meta revisada no Congresso. Não há precedente histórico de o Congresso não ter dado essa autorização.

— Não há um problema de responsabilidade fiscal caso não se cumpra a meta. Não é uma obrigação, mas sim medidas bimestrais de tentar cumpri-la, como os contingenciamentos em caso de queda da arrecadação. Agora, há consequências econômicas e fiscais, obviamente: piora da confiança no ajuste fiscal, intensificação do crescimento da dívida, afirma Fábio Klein, economista da Tendências Consultoria, especialista em contas públicas.

Segundo o economista Raul Velloso, o governo poderia ter esperado mais um pouco para fazer os cortes , “não é ainda a hora da morte”, diz:

— A princípio, eu iria empurrando. Cumprir no segundo, terceiro mês, quarto mês. Porém, quanto mais se precaver, mais apertar agora, mais fácil fica cumprir a meta e não ter que pedir nada ao Congresso.

No caso da presidente Dilma Rousseff, houve uso de outros órgãos, como a Caixa Econômica Federal, para honrar compromissos, e uso de créditos suplementares sem autorização do Congresso, o que motivou o processo de impeachment da presidente.

A atividade econômica em queda neste início do ano, frustrando as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), motivou o contingenciamento de gastos. Projetava-se expansão de 2,5%, mas as previsões do mercado atuais já estão perto de 1%. Com isso, o governo, ao analisar o relatório bimestral de receitas e despesas, verificou que o déficit previsto subiria para R$ 169 bilhões. Valor R$ 30 bilhões maior que a meta. Por isso, o contingenciamento. Pela piora na economia, não deve ser suspenso neste ano. A cada bimestre, essa relação entre despesa e receita é avaliada, para saber como está o cumprimento da meta.

— É chamado de contingenciamento porque as despesas não saem do orçamento, mas não se pode executar essas despesas. Nas avaliações seguintes, vendo que a receita vai se recuperar, pode liberar. Agora, na visão da Instituição Fiscal Independente (IFI, ligada ao Senado), esse corte dificilmente vai ser revisto. É muito difícil que a receita se recupere, afirma Daniel Couri, analista do IFI.

O Ministério de Educação foi o que sofreu o maior corte em valor. O Orçamento previsto de R$ 23,6 bilhões caiu para R$ 17,8 bilhões. Uma perda de quase R$ 6 bilhões. A recessão e a estagnação que já vêm desde segundo trimestre de 2014 vem provocando cortes nos recursos discricionários — aqueles que o governo pode cortar — da Educação. Em 2014, o ministério recebeu R$ 40,5 bilhões, caindo para R$ 25,7 bilhões no ano passado.

— Os gastos discricionários do governo caíram quase pela metade. Eram de R$ 191 bilhões em 2014, baixando para R$ 101 bilhões neste ano, afirma Couri.

Segundo Velloso, esses contingenciamentos são “muito comuns”:

— Isso é super-rotineiro, infelizmente, a cada ano a situação piora um pouco. Estamos num quadro recessivo há bastante tempo e isso faz com que a receita caia.

Já o teto de gastos, medida que só admite que as despesas sofram correção da inflação do ano anterior, sem qualquer ganho real, não corre o risco de ser descumprido neste ano, segundo Couri. Pelas contas da instituição, sem a reforma da Previdência para mexer nos gastos obrigatórios, como por exemplo o de aposentadorias, pensões e pagamento do funcionalismo, “há risco elevado de descumprimento”, mas só a partir de 2022.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Qual a lógica?
    Corta recursos fazendo contingenciamento para a Educação e ao mesmo tempo perdoa dívidas dos partidos e doa milhões em emendas pros deputados aprovaram a reforma da previdência.
    Isso, além de gastar Rio de dinheiro com propaganda pra aprovar a reforma e viagens inúteis para os Estados Unidos com delegações imensas, como foi a do filho dele levando condecoração para Olavo de Carvalho e a visita a Dálias sem convite, só pra se autopromover e fugir das manifestações convocadas em todo o Brasil.

  2. Não há precedente histórico do congresso… Portanto faz bem em não correr riscos com essa quadrilha. Importante é não deixar eles roubarem, assim talvez na eleição da próxima legislatura, esses congressistas atuais não tenham roubado suficiente pra comprar novo mandato. Só isso é uma contribuição enorme de Bolsonaro com o país.

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Política

PSDB estuda novo código de ética para afastar Aécio

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

De saída da presidência do PSDB , que escolhe um novo dirigente no fim deste mês, Geraldo Alckmin , ex-governador de São Paulo, quer deixar como marca um código de ética para o partido.

A proposta estudada pela comissão responsável prevê o afastamento da sigla de réus em processos criminais, como o deputado federal Aécio Neves (MG) e Marconi Perillo, ex-governador de Goiás.

Quem for condenado criminalmente em segunda instância pode ser expulso, como é o caso de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do partido, condenado por peculato e lavagem de dinheiro. Azeredo está preso, acusado de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 3,5 milhões de três estatais mineiras (Comig, Copasa e Bemge) para o caixa dois de sua campanha à reeleição em 1998.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E quadrilha tem ética?
    Olha os componentes desse partido, ao longo dos anos composto so por corruptos, bandidos e trambiqueiros. Dessa turma ai, não escapa um.

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Política

Centrão articula para reduzir poderes do Executivo e aprovar limite à edição de MPs

Líderes do centrão esboçaram ontem algumas medidas a serem votadas pelo Legislativo para reduzir poderes do Executivo. Entre as ações estão a imposição de novos limites à edição de Medidas Provisórias (MPs) e a derrubada de decretos do presidente Jair Bolsonaro, como o que atribuiu ao ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), nessa semana, a avaliação de indicações para cargos de segundo e terceiro escalões.

Líder do DEM, o deputado Elmar Nascimento (BA), disse que “todos os líderes” com quem conversou, inclusive os presidentes do Senado e da Câmara, querem alguma restrição à edição de MPs. Ele consideram que o mecanismo, apesar da previsão constitucional de que as medidas versem sobre temas de “relevância e urgência”, acabam servindo, na prática, para o presidente da República legislar sobre diversos assuntos.

— Estamos estudando se será via PEC (Proposta de Emenda à Constituição). Isso não é um problema só do atual governo. Todos os governos vêm legislando muito via Medida Provisória, e nós queremos estabelecer com mais clareza as situações em que elas podem ser emitidas — afirmou Elmar.

Aliados dizem concordar com a necessidade de limitar as MPs.

— É uma coisa que precisa ser discutida, porque o governo legisla demais — diz Marcos Pereira (SP), presidente do PRB. — A grande maioria das propostas que o Congresso aprecia vêm do Executivo, e o Legislativo está lá praticamente para referendar o que o Executivo faz. Isso tem que mudar.

O deputado Elmar Nascimento diz, ainda, que já pediu para sua assessoria fazer um pente-fino nas propostas que tramitam na Câmara, para não ficar “a reboque” da pauta do governo. Ele cita a reforma tributária, projetos de segurança pública e controle ao preço do gás de cozinha como prioridades.

Decretos na berlinda

Além dessa frente, há um arsenal de projetos engatilhados que podem ser usados para retaliar o governo, como o que revoga o decreto que ampliou a autorização para o porte de armas.

Há uma articulação para votação desses Projetos de Decreto Legislativo, mas eles não devem ser pautados na semana que vem, na avaliação de líderes ouvidos pelo GLOBO. A estratégia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para evitar o desgaste público, é destravar o andamento dos trabalhos, votando as duas Medidas Provisórias sobre abertura de capital de empresas de aviação e Infraero, que estão na pauta.

Há, porém, resistência de parte do PP e do PR, que devem se unir à oposição para tentar barrar o andamento da Medida Provisória 870, que reduziu o número de ministérios no início do ano. Se não for aprovada até 3 de junho, essa MP perde a validade, o que levaria ao retorno das 29 pastas do governo Michel Temer.

— O problema é que o governo está governando via decreto — diz Elmar Nascimento. — Mas isso não temos como mudar, só podemos interferir via Projeto de Decreto Legislativo (para derrubar decretos do Executivo).

Líder do Podemos na Câmara, José Nelto (GO) diz que um grupo de líderes de partidos que se consideram independentes vão se reunir com Rodrigo Maia para pedir uma “pauta propositiva”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Se não comprar os poderes e a imprensa, não governa… É o mecanismo cancerígena que funciona no Brasil, do menor município até o Planalto. Só corre riscos de ir morar em Curitiba.

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Economia

Autor do texto distribuído por Bolsonaro se diz assustado com repercussão: “Já disseram que sou da CIA e aluno do Olavo”

Um ex-candidato a vereador pelo Novo-RJ, que em 2018 escolheu o colega de partido João Amoêdo no primeiro turno e preferiu anular seu voto a optar entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo, disse ser o autor do texto compartilhado pelo presidente nesta sexta-feira (17).

Distribuída por Bolsonaro em grupos de WhatsApp, a mensagem sustenta que o mandatário com cinco meses no cargo estaria sofrendo pressão por não ceder a “conchavos” de corporações, o que estaria tornando o Brasil “ingovernável”.

Paulo Portinho, 46, afirmou à Folha que o texto é seu —e se diz “realmente assustado” com a repercussão dele. “Tô torcendo para que acabe hoje à noite, com o próximo tema.”

“Já disseram que eu escrevi a carta de renúncia do Bolsonaro, que sou da CIA, que sou aluno do Olavo [de Carvalho]”, afirma e ri ao mencionar o escritor que virou guru da ala ideológica do governo Bolsonaro.

Professor de finanças, escritor de livros na área e funcionário na CVM (Comissão de Valores Imobiliários), Portinho conta que foi avisado por um amigo que o líder da nação havia divulgado seus escritos, que classificou como “um texto de rede social de quem vê que as coisas estão andando e tenta entender”. Publicou-o no sábado (11), em seu Facebook, e diz que não tem ideia de como ele foi parar no WhatsApp presidencial.

Ele afirma ter “zero relação com o governo” e ser um liberal, fiador de ideias que casam mais com o ministro da Economia, Paulo Guedes, do que com membros da chamada ala olavista do governo. “Sou só uma pessoa que defende algo um pouquinho mais liberal.”

Portinho diz esperar que sua vida “não mude por conta disso” e preferiu não opinar sobre os rumos do bolsonarismo. “Estão achando que sou analista político. Não sou.”

Não é, mas tem um blog no qual, até 2018, dava seus pitacos sobre temas dessa seara. O último post, de setembro, questiona no título: “Por que as pessoas acham que o nazismo é de esquerda?”.

Spoiler: Portinho refuta que ele seja de direita e diz que “maldade não tem ideologia”.

Sobre seu país natal, ele diz à reportagem: “A única coisa que falo é que minha esperança no Brasil é a de que os três Poderes atinjam seu grau máximo de racionalidade. Não adianta esperar que todo mundo se abrace, seja amigo. Mas o Judiciário tem condição de ajudar, o Legislativo, o Executivo.”

Em sua tentativa de entrar na política, três anos trás, naufragou: teve 602 votos para a Câmara dos Vereadores carioca, 0,02% do total.

Folhapress

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Saúde

RN teve 1.330 casos de dengue confirmados até 20 de abril

As arboviroses transmitidas pelo mosquito aedes aegypti continuam levando muitas pessoas às unidades de saúde no Rio Grande do Norte. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), até o dia 20 de abril, foram feitas 5.457 notificações de pessoas atendidas nos hospitais com suspeita de dengue, e desse total, 1.330 casos foram confirmados. Em relação ao zika vírus, há 37 casos notificados como prováveis.

A chikungunya levou 664 pessoas a procurarem unidades de saúde no mesmo período, e 258 tiveram o diagnóstico confirmado para a doença. “Embora o número de casos notificados seja menor que o registrado em 2018 no mesmo período, os casos confirmados já ultrapassam o ano anterior”, explica a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi.

Ela destaca que municípios e a população têm um papel essencial na prevenção dessas doenças. “É necessário que todos tomem as medidas de prevenção à proliferação do mosquito: receber o agente de combate às endemias em suas residências, eliminar água de vasos de flores, tampar tonéis e tanques, não deixar água acumulada, lavar semanalmente depósitos de água, manter caixas de água e tanques devidamente fechados e colocar o lixo em sacos plásticos, mantendo a lixeira fechada, entre outras”.

É importante lembrar que o período chuvoso continua, e a alternância com os dias de sol e calor formam o ambiente ideal para a proliferação do aedes aegypti. Os ovos do mosquito, quando entram em contato com a água, dão origem a novos mosquitos, e os ambientes quente e úmidos são ideais para que as fêmeas depositem seus ovos. “Infelizmente essas condições ideais estão presentes em nosso estado nessa época do ano, por isso o cuidado de evitar acúmulo de água deve ser constante”, orienta.

OP9

Opinião dos leitores

  1. E não tem nenhuma atitude nem do Estado e nem do município, são dois secretários de saúde incompetentes , os postos de saúde e as upas cheia de pacientes, cadê os carros fumacê? cadê os agentes de endemias que antes percorria as residências? , é muito triste o descaso dos governantes, não é falta de dinheiro e falta de competência

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Política

Coaf aponta operações bancárias suspeitas de ministro do Turismo

Relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do governo federal) aponta operações atípicas em contas bancárias de Marcelo Álvaro Antônio (PSL), ministro do Turismo de Jair Bolsonaro. Segundo o órgão do Ministério da Justiça, o pivô das investigações sobre candidaturas de laranjas do PSL movimentou R$ 1,96 milhão de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019.

O jornal Folha de S.Paulo teve acesso ao documento, que relata “operação suspeita” e afirma ter havido depósitos e saques em dinheiro vivo que apresentaram “atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômica-financeira”, além de movimentação de recursos “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”.

O valor de R$ 1,96 milhão, movimentado em duas contas do Banco do Brasil, considera créditos e débitos, como saques, depósitos, transferências, cheques e pagamentos de boletos, entre outros. As operações em dinheiro vivo informadas pelo BB foram de valores acima de R$ 50 mil.

O relatório diz que, no período analisado, Álvaro Antônio tinha como rendimento registrado apenas o seu salário líquido como deputado federal, de R$ 22,1 mil. E que a única empresa cadastrada em seu nome estava inapta na Receita Federal, pelo motivo de omissão de declarações.

Em agosto de 2018, em sua declaração de bens entregue à Justiça eleitoral, Álvaro Antônio registrou patrimônio de R$ 773 mil. À época das últimas eleições, ele era presidente em Minas do PSL, mesmo partido de Bolsonaro, e foi reeleito para o cargo de deputado federal, tendo sido o mais votado no estado.

O documento do Coaf com as movimentações suspeitas do ministro foi enviado no mês passado para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e, agora, deve ir para Minas Gerais, onde há apurações sobre esquema de candidaturas de laranjas do PSL.

O Coaf é o responsável no governo federal pela produção de inteligência financeira, em auxílio ao combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. O órgão recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos.

A unidade atualmente está vinculada ao Ministério da Justiça de Sergio Moro, mas há movimentação no Congresso para devolvê-lo ao Ministério da Economia.

Em fevereiro, em relação ao escândalo dos laranjas, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou foro privilegiado para o ministro do Turismo e decidiu que a competência de investigação do caso é da primeira instância, por serem fatos que ocorreram durante a campanha, inexistindo vínculo com o mandato de deputado federal na Câmara.

O caso das laranjas foi revelado pela Folha de S.Paulo em fevereiro. Dias depois, o Ministério Público e a Polícia Federal abriram investigação, ainda em andamento. Bolsonaro tem dito que aguarda a conclusão das investigações sobre o ministro do Turismo para decidir o que fará nesse caso.

Em reportagem do dia 4 de fevereiro, o jornal mostrou que o ministro do Turismo patrocinou um esquema de candidaturas de fachada que desviou dinheiro público do PSL para empresas ligadas ao seu gabinete e a seus assessores.

Quatro candidatas, escolhidas pelo político, receberam R$ 279 mil, ficando entre as 20 que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro, mas não tiveram sinal de que tenham feito campanha efetiva. A mais bem sucedida delas não chegou a ter nem mil votos.

No início deste mês, a PF realizou a primeira operação do caso e disse que já tem provas de que essas mulheres mentiram sobre os gastos em suas campanhas e que as empresas supostamente contratadas, como gráficas e consultorias, não realizaram os serviços declarados ou os fizeram para outros candidatos.

Depoimentos prestados, áudios obtidos no inquérito e documentos colhidos levam a investigação a Álvaro Antônio. PF e Ministério Público agora aprofundam a apuração para identificar qual foi a participação do ministro em eventuais crimes.

Outro lado

Em nota enviada pela assessoria do Ministério do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio afirma que coloca à disposição das autoridades seus sigilos bancário e fiscal e que todas as suas movimentações têm lastro legal e foram declaradas.

“O ministro Álvaro Antônio abre, de imediato, mão do seu sigilo bancário e fiscal. Está à disposição das autoridades competentes. Não há a menor necessidade de se especular em relação a esses fatos e nem isso é adequado. Todas as suas movimentações financeiras têm lastro legal e foram devidamente declaradas na Receita Federal”, diz a nota.

A assessoria do ministério afirma ainda confiar no trabalho dos investigadores.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Na mão do Moro o coaf é apartidário, já conseguiu detectar o filho de Bolsonaro e ministro. diferente da época petralha, que o Brasil era assaltados em bilhões e ninguém nem sabia que coaf existia. É por isso que os petralhas e bandidos tanto querem afasta-lo de Moro. Sabem que a qualquer minuto pode ser flagrado e o povo não será assaltado.

    1. O Coaf identificou as movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro e Queiroz, em 2018. Portanto, o SEU "MICO" ainda não tinha assumido. Antes de publicar algum, pesquise primeiro, para não passar vergonha na Internet.

  2. Essa equipe de Bolsonaro sao todos principiantes, estão deixando rastro em tudo quanto é canto das pequenas(iniciais) falcateuas que estão fazendo, queria vê se fosse um ze dirceu, Sarney, LULADRAO….

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Saúde

Ministro diz que baixa adesão a vacinação pode comprometer hospitais

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a baixa adesão à campanha nacional contra a gripe, que até agora imunizou 56% do público-alvo, pode comprometer o sistema de hospitais públicos em alguns meses. De acordo com o ministro, a gripe pode agravar outras doenças e levar a um grande número de internações.

Segundo Mandetta, um dos casos mais preocupantes é do Rio de Janeiro, que tem o menor índice de vacinação do país (38,2% de adesão). “Nós temos muita tuberculose no Rio de Janeiro, números altíssimos, e se você não vacina contra a gripe, essas pessoas são imunossuprimidas e é muito provável que a gente tenha em junho, julho e agosto quadros de pneumonia em cima de quadros de tuberculose. Vai haver uma pressão por leitos de UTI e não vai ter”, disse.

De acordo com Mandetta, o Ministério da Saúde traçou sua estratégia e identificou os estados com mais fragilidade para se fazer a campanha. O próprio Rio de Janeiro foi escolhido como local de lançamento da campanha.

“A gente tem chamado a atenção, pedido [para que as pessoas se vacinem], mas isso é a estratégia de cada cidade, de cada comunidade. As comunidades precisam se organizar. O que o governo federal faz é levar a mensagem. Agora o que precisa é as pessoas terem atitude e procurarem [os postos de vacinação] porque é um ato voluntário”, disse.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe vai até o dia 31 de maio. O público-alvo da campanha inclui 59,5 milhões de pessoas, entre elas crianças até cinco anos e gestantes.

Notícias ao Minuto

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Política

Texto alternativo de reforma manterá economia e prazo acordados com Paulo Guedes

A operação montada na comissão especial da Câmara para elaborar um texto alternativo de reforma da Previdência não ocorrerá à revelia do ministro Paulo Guedes (Economia).

Parlamentares trabalham com a orientação de preservar a meta de economia de R$ 1 trilhão e de não atrasar o cronograma de votação acordado com o ministro. Marcelo Ramos (PRAM), presidente do colegiado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), comandante da Câmara, são avalistas desses termos.

Foi na esteira da polêmica mensagem divulgada por Bolsonaro que Maia cristalizou o plano de dar ao Parlamento uma agenda paralela à do governo, centrada na economia. Ele espera amarrar estratégia com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Painel/Folha de S.Paulo

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Saúde

Prefeito de Parnamirim sanciona Lei do Plano de Cargos da Saúde

O prefeito Rosano Taveira sancionou e publicou ontem, 17, no Diário Oficial do município, a Lei Complementar nº 0149/2019, que cria o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos da Saúde (PCCV), mostrando comprometimento com a saúde de Parnamirim e com os servidores que passam a ter o plano que fixa as diretrizes básicas da política de pessoal do órgão, a estrutura de cargos que compõem o seu quadro de pessoal e os respectivos níveis e classes de remuneração.

Para o gestor esse é um momento muito especial. A saúde vive hoje um marco porque é através desse Plano construído com a participação de representantes do Executivo, do Legislativo e do Sindicato que vamos conseguir valorizar os profissionais e ao mesmo tempo fazer refletir na qualidade de atendimento à população”, disse o prefeito Rosano Taveira.

Opinião dos leitores

  1. Mariano e Gil, vcs são imbecis ou idiotas mesmo? Uma coisa não tem nada a ver com a outra, engarrafamento é um problema de toda grande cidade, e se tem jabuti ou não, o que interessa é que vai beneficiar vários profissionais com melhor salário, por consequência estes profissionais iram trabalhar com mais dedicação a população. Parabéns ao prefeito #Taveira pela bela ação.

  2. O famigerado plano de cargos, destruidor de orçamento público. Pode olhar direitinho q tem um jabuti no meio.

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Saúde

Hipertensão atinge 24,7% dos moradores de capitais brasileiras

Uma pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018) mostrou que a hipertensão atinge 24,7% dos moradores das capitais do Brasil. Do grupo de entrevistados, 60,9% de pessoas com mais de 65 anos disseram ser hipertensas. É o grupo mais significativo. Entre os entrevistados com idades entre 45 e 54 anos, 49,5% afirmaram ter hipertensão. Os dados foram divulgados hoje (17), no Dia Mundial da Hipertensão. O Vigitel 2018 entrevistou 52.395 pessoas nas capitais brasileiras.

Além disso, a pesquisa mostra que a doença, também conhecida como “pressão alta”, atinge mais pessoas no Rio de Janeiro, Maceió, João Pessoa e Vitória. Já São Luís, Porto Velho, Palmas e Boa Vista são as capitais com menor incidência de hipertensão entre seus habitantes.

Dados preliminares do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostram que, em 2017, o Brasil registrou 141.878 mortes devido a hipertensão ou a causas relacionadas a ela. Isso significa que 388,7 pessoas morreram a cada dia. Segundo o ministério, grande parte dessas mortes é evitável e 37% dessas mortes são precoces, ou seja, em pessoas com menos de 70 anos de idade.

O sal de cozinha é um dos maiores vilões da pressão alta. Isso porque o seu principal componente é o sódio, presente também em alimentos industrializados. Dados do ministério revelam ainda que, embora 90% dos homens e 70% das mulheres consumam mais sal do que o máximo recomendado, 85,1% dos brasileiros adultos consideram seu consumo de sal adequado.

Prevenção e diagnóstico

Para o combate à hipertensão, o ministério recomenda a adoção de um estilo de vida saudável desde a infância até a terceira idade e a realização dos exames de saúde pelo menos uma vez no ano. A prática de exercícios físicos é outro hábito recomendado pela pasta.

Tratamento

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos para hipertensão em unidades básicas de saúde e em cerca de 31 mil unidades farmacêuticas credenciadas ao programa Farmácia Popular.

Para retirar os remédios, é preciso apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (120 dias). A receita pode ser emitida por um profissional da rede pública ou de hospitais e clínicas privadas.

Agência Brasil

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Economia

CPI afirma que empresas sonegaram R$ 311,6 milhões em impostos

A CPI da Sonegação Tributária acusa empresas de factoring de terem deixado de pagar R$ 311,6 milhões em impostos à cidade de São Paulo nos últimos cinco anos.

CPI é a abreviação de Comissão Parlamentar de Inquérito. No caso, trata-se de uma investigação aberta em março de 2018 na Câmara Municipal de São Paulo com o objetivo de apurar eventuais práticas ilegais por parte de empresas prestadoras de serviço.

De acordo com a investigação, o valor sonegado por empresas de factoring seria quase oito vezes maior do que os cerca de R$ 39,2 milhões efetivamente arrecadados.

Há 1.114 empresas de factoring cadastradas no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com atuação na capital paulista.

Factoring ou fomento mercantil é uma atividade comercial pela qual empresas compram, à vista, títulos que pequenos e médios estabelecimentos têm a receber, como duplicatas, promissórias ou cheques pré-datados.

As empresas de factoring compram esses créditos futuros por um valor menor que o de face. É o chamado deságio.

Numa situação hipotética, como exemplo, uma empresa tem R$ 50 mil a receber de cliente num prazo de um ano e meio. A empresa de factoring compra o crédito pagando R$ 40 mil à vista. Ou seja, ao final desse ano e meio, obteve receita bruta de R$ 10 mil.

A CPI entende que as empresas de factoring devem pagar ISS (Imposto sobre Serviços) sobre esse deságio. É a mesma posição da Prefeitura de São Paulo, segundo documentos obtidos pela Folha.

“A legislação é clara quanto a isso”, afirma o vereador Ricardo Nunes (PMDB), presidente da CPI. Segundo ele, o valor sonegado é muito maior do que os R$ 311,6 milhões apontados, “pois é uma prática que ocorre há décadas”.

A comissão parlamentar, porém, fez o cálculo com base apenas no período de cinco anos, porque esse é o prazo previsto em lei para a prescrição de uma dívida tributária.

Na última quinta-feira, a CPI determinou a quebra do sigilo bancário de três empresas afim de aprofundar as investigações. “Queremos entender melhor o modus operandi”, diz o vereador. “A legislação é tão clara que não tenho dúvida de que esse tipo de sonegação não é um ato de boa-fé.”

Ao término da investigação, previsto para junho, a CPI vai determinar que a prefeitura autue as empresas a fim de cobrar pelos valores que considera terem sido sonegados.

Em 9 de maio, o Itaú fechou acordo com a CPI pelo qual se comprometeu a trazer operações de leasing e de cartões e a empresa Rede para São Paulo. Com isso, a cidade passará a arrecadar cerca de R$ 230 milhões em impostos.

Atualmente, essas operações do banco ficam oficialmente nos municípios de Poá e Barueri, na Grande São Paulo. Em uma investigação para apurar suposta fraude fiscal por meio de simulação de endereço, parlamentares dizem terem encontrado prédios praticamente vazios nos endereços oficiais.

Em nota à Folha, o Itaú afirmou que as empresas estavam devidamente sediadas em Barueri e Poá e que o acordo atendeu ao anseio da Câmara e da prefeitura de aumentar a arrecadação.

Compra de créditos não é serviço, de acordo com empresas

O Sinfac (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo) contesta a posição da CPI da Sonegação e da prefeitura. Afirma que o ato de comprar um crédito não pode ser caraterizado como prestação de serviços.

“Senão há prestação de serviço, não incide ISS”, afirma o advogado Alexandre Fuchs das Neves, consultor jurídico do sindicato. Segundo o advogado, há vasta jurisprudência a respeito. “O sindicato respeita a atuação da CPI, mas há equívoco gigantesco”, diz.

Fuchs afirma ter alertado a comissão de que o contribuinte poderá acabar sendo prejudicado se a CPI insistir nesse equívoco e continuar a desonrar a imagem das empresas.

“Naturalmente a discussão acabará na Justiça”, afirma. “Como o Judiciário vai rever essas autuações, o contribuinte paulistano acabará arcando com as custas processuais e os honorários advocatícios da parte vencedora.”

O sindicato afirma que os valores pagos de ISS no período são referentes aos serviços de consultoria que as empresas de factoring também prestam, como, por exemplo, o de análise do risco de inadimplência.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. E depois ainda vem um monte de gente dizer que quem está quebrando o país são os servidores públicos.
    Quais servidores públicos?
    Só se for os Federais do Judiciário e do Legislativo, pois os dos Estados e Municípios estão amargando sem reajustes e no meio de um mar de terceirizações e contratações temporárias, além de milhares de estágiários sendo usados para tapar buracos e não fazer mais concurso público.
    Querem saber o que está acontecendo com a Previdência?
    Pois sim, primeiro temos a sonegação e o famoso caixa dois das empresas para bancar campanhas e desviar dinheiro; segundo temos os desvios das arrecadações e os perdões de dívidas de empresas milionárias, como o Bradesco, ItAÚ, etc; terceiro vem as castas privilegiadas do militares, legislativo e judiciário com todos os tipos de gratificações e penduricalhos pra aumentarem seus vencimentos; depois vem Terceirizados e contratados temporariamente não contribuem para o sistema de previdência pública; e por último vem os interesses do bancos em privatizar esse sistema pra ganhar rios de dinheiro fácil de nossos bolsos.
    Um roubo"""

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Política

Fake news ainda vão trazer desinformação nas próximas eleições, dizem especialistas

As fake news são um fenômeno que continuará a causar desinformação nas próximas eleições. O combate delas por meio das leis penais é insuficiente e ineficiente. O WhatsApp é a plataforma em que o enfrentamento é mais difícil. A solução não deve ser por meio de censura, mas pelo uso de ferramentas de checagem e pela prática do jornalismo profissional.

Essas são algumas das previsões e conclusões de especialistas que participaram, nesta sexta-feira (17), de um seminário internacional promovido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em parceria com a União Europeia para discutir as fake news.

Representantes de três das principais plataformas, WhatsApp, Facebook e Twitter, apresentaram no evento iniciativas tomadas para coibir a propagação de informações falsas, especialmente em período eleitoral.

“O WhatsApp não é uma plataforma pública, ele é desenhado para ser um app de mensagens particulares, diferentemente do Facebook e do Twitter, que são uma praça pública”, disse Ben Supple, gerente de políticas públicas do WhatsApp, ao tratar das dificuldades encontradas.

Segundo ele, nem o próprio aplicativo vê as mensagens trocadas, o que faz a empresa ter conhecimento limitado sobre quem são os usuários e quais são seus comportamentos.

Algumas medidas, porém, foram tomadas, como a limitação de encaminhamentos simultâneos, segundo Supple. Nas eleições de 2018 no Brasil, uma mensagem podia ser repassada para apenas 25 usuários por vez.

Ainda segundo Supple, o WhatsApp bane cerca de 2 milhões de contas por mês, por meio de inteligência artificial empregada para identificar condutas suspeitas.

Já o gerente de políticas públicas do Twitter, Fernando Gallo, destacou iniciativas da plataforma como as contas que têm sua autenticidade verificada e a desativação de robôs —o que, segundo ele, fez cair pela metade o número de denúncias de spam por usuários desde 2017.

O Facebook afirmou que apostou em transparência. “Toda propaganda eleitoral que rodou no Facebook foi para uma biblioteca de anúncios, pesquisável. Todo esse conteúdo vive no Facebook por sete anos, e o pesquisador tem acesso à propaganda, ao valor gasto e ao público que foi atingido”, disse Mônica Rosina, gerente de políticas públicas do Facebook no Brasil.

O consultor de marketing digital Marcelo Vitorino propôs que o TSE passe a cadastrar empresas que fazem disparos de mensagens via WhatsApp para auxiliar candidatos que queiram contratar esse tipo de serviço de forma legal.

“Assim como o TSE homologou empresas de ‘crowdfunding’ [financiamento coletivo], facilitou muito a vida da gente. Que empresa de ‘crowdfunding’ eu vou contratar? Eu vou contratar uma que já está homologada pelo TSE. As mesmas regras poderiam ser estendidas às empresas de big data que disparam mensagens de WhatsApp, porque facilitaria para o agente político a contratação de alguém que é sabidamente seguidor da lei”, sugeriu.

Em um painel do seminário no TSE voltado à discussão dos limites da liberdade de expressão, a advogada Taís Gasparian, que advoga para a Folha e é especialista no assunto, disse que qualquer controle da liberdade de expressão tem de ser posterior à divulgação da informação. Nesse caso, há dois caminhos possíveis para quem se sentiu prejudicado: ajuizar uma ação de indenização e/ou pedir direito de resposta.

“A Constituição cita a palavra ‘censura’ duas vezes, e é para vedá-la”, afirmou.

Para o delegado Flúvio Garcia, da Polícia Federal, e para a procuradora da República Raquel Branquinho, que atua na PGR (Procuradoria-Geral da República), as leis penais não dão conta de combater as fake news.

“O caminho não é o direito penal, não é o direito processual penal que irá resolver essa questão”, disse Garcia. Apesar disso, a PF distribuiu às delegacias de todo o país um roteiro com artigos do Código Penal, do Código Eleitoral e de leis como a do racismo que preveem crimes nos quais as fake news podem se enquadrar, a fim de auxiliar os investigadores nos estados.

Nessa lista estão os crimes contra a honra na propaganda eleitoral e de divulgação de pesquisa eleitoral falsa, ambos previstos no Código Eleitoral, e o de contratação de grupo para ofender a honra ou denegrir imagem na internet.

Segundo Branquinho, é difícil enquadrar as fake news nas definições de crime existentes porque todos os tipos penais têm, além dos elementos objetivos —que são facilmente verificáveis—, elementos subjetivos dificilmente comprováveis.

Um exemplo é o artigo 323 do Código Eleitoral, que diz que é crime “divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado”. A dose de subjetividade está na parte final, que exige que a informação falsa seja apta a influenciar os eleitores.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O PT foi a pior febre que ja deu no C. Do guaxinim, como tem sabichões apaixonados por ladrões.
    Vão trabalhar comedores de extintor, bobina, mortadela kkkkkkkkkkk
    Há!!!! Já ia esquecendo.
    Lula tá preso babacas.

  2. O Minto chegou à presidência fazendo o povo acreditar em kit gay, mamadeira de piroka e que sua família era honesta kkkk só enganou trouxa

    1. Hahahaha Quem foi eleito na última eleição? Temos um governo fake pleno.

    2. As fake news infelizmente não são exclusividade do PT, caro leitor. Antes fosse, pois seria mais fácil controlar.

    3. Típico eleitor do Bozo. escreve " em quanto".
      Antes de ficar escrevendo besteiras, vai estudar seu analfa

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Economia

BC leiloará US$ 3,75 bilhões das reservas para conter alta do dólar

Para conter a volatilidade no mercado de câmbio, o Banco Central (BC) leiloará na segunda (20), terça (21) e quarta-feira (22) US$ 3 bilhões das reservas internacionais com o compromisso de comprar o dinheiro daqui a alguns meses. Desde o fim de março, a autoridade monetária não fazia esse tipo de operação.

Cada operação ocorrerá em duas etapas, das 12h15 às 12h20 e das 12h35 às 12h40. Esse será o 11º leilão desse tipo no ano. Em 2019, o Banco Central injetou US$ 7,925 bilhões das reservas internacionais no mercado.

Nos últimos dias, o dólar tem enfrentado fortes oscilações num cenário de instabilidade na economia internacional e de tensões domésticas com a revisão para baixo do crescimento econômico e as negociações em torno da reforma da Previdência. Hoje, o dólar comercial encerrou em R$ 4,102 com alta de 1,62%. A divisa está no maior nível em oito meses.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Sabe aquelas reservas de num trilhão e trezentos bilhões que o PT deixou? Pois é, a turma do bolsodoido está gastando. Como se quebra um país e deixa trilhões de reserva? Só na cabeça sem cérebro do bolsominion.

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Política

Guedes prevê enxurrada de “notícias boas” após reforma da Previdência

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, previu que haverá uma “enxurrada de notícias boas” no segundo semestre, após a aprovação da reforma da Previdência. Ele também classificou de barulho as notícias sobre o mau resultado do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, garantindo que as expectativas vão se reverter rapidamente após a aprovação da reforma. Guedes participou hoje (17) do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) e, entre outros acenos para o setor, disse que o governo fará um choque da energia barata, entre 30 a 60 dias, para ajudar a economia.

“O choque da energia barata, se cortar o gás pela metade do preço, permite a reindustrialização do Brasil. Hoje o gás é queimado, quando se retira o petróleo. Só a Vale está dizendo que vai investir US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, para fazer os gasodutos. Tem muita coisa positiva vindo por aí. Nós estamos tentando manter o foco. A bola está na marca do pênalti. Chutou a bola para dentro, vai começar uma enxurrada de notícias boas, que nós estamos preparando para o segundo semestre”, disse o ministro, que foi aplaudido pelo público do encontro, formado principalmente por representantes da indústria da construção.

Guedes, que subiu ao palco do evento com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou a participação do Congresso na condução da reforma da Previdência, considerada por ele como “a mãe das reformas”.

“Nós estamos muito confiantes na liderança dele [Rodrigo Maia] na Câmara dos Deputados, no apoio político que estamos recebendo lá. Rodrigo tem sido muito construtivo como presidente da Câmara. O [senador e presidente do Senado] Davi Alcolumbre [DEM-AP] também nos tem dado todo apoio. Se fizermos uma reforma de R$ 1 trilhão, nós temos potência fiscal para lançarmos um sistema de capitalização logo depois. E este sistema de capitalização bota o Brasil para crescer. A reforma da Previdência clareia os horizontes para investimentos privados, internos e externos. Na hora em que aprovar, os recursos começam a vir”, disse Guedes.

Um outro país

Guedes afirmou que a reforma será aprovada nos próximos meses e no segundo semestre já será possível perceber um “outro país”. Para o ministro, os resultados de crescimento do PIB abaixo do esperado na economia não são preocupantes, pois apenas indicam que houve um excesso de otimismo do mercado.

“O Brasil vai retomar o crescimento. Esta revisão [do crescimento do PIB] que está sendo feita para baixo agora não está me preocupando. Mercado financeiro é meio excitado mesmo. Isso é coisa menor. É som de batalha. É tiro para cá, tiro para lá, mas o que interessa é a marcha principal do evento. Os Poderes estão alinhados, o Congresso e o Executivo falando a mesma língua, do ponto de vista econômico. Aqui é uma barulheira na superfície, mas no mais profundo é um processo saudável, construtivo. É a dinâmica de uma sociedade aberta. Estou super confiante no Brasil”, disse o ministro.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. E se você nunca ouviu falar do termo “idiota útil”, fique sabendo que era essa a opinião que Vladimir Lenin nutria pelos ocidentais que viam com bons olhos o avanço da Revolução de 1917. Inventado na União Soviética, esse termo descrevia pessoas que davam apoio a tiranos como Lenin e Stalin, enquanto estes levavam a cabo atrocidades atrás de atrocidades. Embora as pessoas em questão ingenuamente pensavam serem aliadas dos soviéticos ou de outras ideologias progressistas, elas eram realmente desprezadas pelos soviéticos e estavam sendo cinicamente usadas.

    1. São varias metas , não é somente reforma trabalhista , impais tá travado há 16 anos !!!

  2. TAL QUAL FOI ENXURRADA DE BOAS NOTICIAS, GERANDO 6 MILHÕES DE EMPREGOS COM A REFORMA TRABALHISTA. NO ENTANTO, NEM MIL EMPREGOS FORAM GERADOS, ESTAMOS LADEIRA ABAIXO EM CRESCIMENTO DE PIB E GERAÇÃO DE EMPREGOS. SÓ NO NE SÃO 15,3% DE DESEMPREGADOS. PORTANTO, O QUE ESSE BOBALHAO FALA É SÓ FALÁCIA.

    1. simples é só não fazer e não ter dinheiro para a previdência, ta certo de mais investir 5x mais em previdência do que em saúde e educação? Povo sem senso critico só ver os números sem partidarismos. preferem ver o pais afundar só para não ter sucesso o governo, hipocrisia. leiam o PEC quem vai perder mais é a casta alta do funcionalismo publico está claro na proposta, pegam um ponto e desconsideram toda a reforma, isso é covardia intelectual. O contribuinte tem que ser estadista não governista mais parece que vocês querem ver o barco afundar só para não dá o braço a torcer.

    2. 15,3% sem contar os sub empregos e nem os que nao vao mais procurar emprego, ou seja na verdade a quantidade de desempregados atinge mais de 30% da população economicamente ativa.

    3. No primeiro ano de reforma o saldo foi positivo em quase 400 mil empregos. De resto, essa reforma pouco mudou.

    4. Não distorça. O governo previa gerar não seis, mas DOIS milhões de empregos adicionais no biênio posterior à reforma (nov/17). Ano passado foram 530 mil e no primeiro trimestre de 2019 cerca de 160 mil. Com alguma reação econômica, dá para chegar pelo menos à mais da metade dessa previsão. Nada tão discrepante. O pessoal quer medir o grau de 'lesão' aos direitos trabalhistas pelo número de ações judiciais, aí é burrice.

    5. O pessoal precisa se decidir: a) se a reforma provocou um monte de contratação precarizada, passando a ter dez funcionários onde só se tinha um (os dez custando igual ou menos do que esse); b) se a reforma fracassou e nenhum emprego foi adicionado, continuando tudo na mesma.

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Economia

Governo Federal arrecada R$ 1,2 milhão com venda de carros usados

O Ministério da Economia arrecadou R$ 1,215 milhão com a venda de 86 carros usados. O montante é 49% superior à avaliação dos veículos estimada em R$ 816 mil. O leilão de venda foi realizado na última quinta-feira (16) e ocorreu simultaneamente, de forma presencial e eletrônica. É o segundo leilão de veículos feito após a implantação do TáxiGov. No primeiro, em outubro de 2018, foram vendidos 35 veículos, dos 47 ofertados, e arrecadados R$ 568 mil.

Os carros colocados à venda eram utilizados pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pelos extintos Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Ministério da Integração Nacional. Foram leiloados, também, veículos da Advocacia Geral da União (AGU) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além da receita arrecadada, segundo o Ministério da Economia, o leilão também possibilita a redução de despesas com manutenção dos carros e compra de combustível, limpeza e manutenção de garagem. A venda foi decorrente da implantação do sistema de TáxiGov, que começou a ser implantado em março de 2017 em todos os órgãos da administração federal direta em Brasília. O serviço, que substitui o uso de carros oficiais, diminuiu em 61% os gastos do governo com transporte.

Notícias ao Minuto

Opinião dos leitores

  1. Alguns tribunais estão na contramão dessa boa ação, trocaram carros seminovos por novinhos em folha, para que seus semideuses fiquem mais confortáveis…

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