Política

“CARONEIROS”: Eduardo Bolsonaro e Alexandre Frota batem boca no Twitter após post sobre Datena

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou o deputado federal Alexandre Frota (PSL) no Twitter após o ex-ator ironizar reunião do filho do presidente Jair Bolsonaro com o apresentador de TV da Rede Bandeirantes, José Luiz Datena, e outros membros do PSL.

Na reunião, os políticos trataram sobre uma possível filiação de Datena ao PSL. O apresentador teria intenção de disputar prefeitura de São Paulo em 2020.

Antes de atacar Frota, Eduardo Bolsonaro, presidente do PSL em São Paulo, disse torcer pela efetivação da filiação.

“Tivemos hoje uma boa reunião do PSL com Datena. Nesta ocasião conversamos sobre eventual filiação ao PSL. Está tudo em aberto e torcemos para que uma pessoa reconhecida pela defesa da segurança pública venha e enaltecer os quadros do PSL-SP”, disse.

Horas depois, o deputado federal Alexandre Frota, também filiado ao PSL, ironizou o encontro e disse esperar que Datena não desista da filiação “como fez na eleição passada”.

“Olha que bom, o Datenão no PSL, vou torcer, espero que não desista como fez na eleição passada . A Corte toda montada, inclusive a nova do PLS, Dra. Karina Kufa. Os Estaduais devem estar felizes. Olha o Gil Carteiro Reaça e o Príncipe Orleans”, alfinetou.

Após a publicação de Frota, o 03 respondeu o colega de partido: “Falou o deputado eleito na carona do Bolsonaro e que só fala mal da direita. Acredite, eu não queria essa função de presidente, relutei muito, mas não podemos fugir da nossa responsabilidade de moralizar o partido. Isso evitará eleição de caroneiros”.

Frota rebateu: “Existe filho caroneiro também. Só para te lembrar, em 2014, você não teve nem 85 mil votos, mas para a gente não brigar no Twitter eu vou falar no Plenário e vou no estatuto do PSL ,vou pedir auditoria vou querer saber quantas reuniões você compareceu e quantas atas assinou ?”

Filiação de Datena

Caso a filiação se confirme, não será a 1ª vez que o comunicador estará ligado oficialmente a 1 partido político. Datena filiou-se ao PP (Partido Progressista) em 2015 para concorrer à prefeitura de São Paulo –mas acabou desistindo.

Datena também ensaiou uma candidatura ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo em 2018, mas a ideia também não vingou.

Antes do PP, o jornalista foi filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores) por 13 anos –de 2002 a 2015. À época, quando se desfiliou, o partido afirmou que ele não faria falta.

“Não fará falta, pois não tem o perfil do partido; ele tem outro pensamento, outra conduta, nunca frequentou as reuniões partidárias”, declarou Jorge Parada, então presidente municipal da sigla.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Eu acho que o paulista não vai errar duas vezes, já errou demais, isso é uma piada do final de semana. Datena Prefeito de SP isso é uma piada.

  2. Carluxo o menino mal empregava funcionária fantasma há 18 anos em seu gabinete, isso q é a nova política?
    Não, Issoo é corrupção! Corrupção no pt dos outros é refresco.

    1. Não fala isso Sandro, daqui a pouco aparece um monte de "cidadãos de bem" para defender a faMILÍCIA BOZOnaro … kkkkkkkkkk

    2. Corrupção tem q ser combatida e o corrupto tem q ir pra cadeia. Quem tenta desarticular as ações de combate a corrupção e enaltece decisões da justiça que favorecem os corruptos, tem que ser jogado na lata do lixo pelos brasileiros. Pelo menos não votando neles.

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Política

Bolsonaro não esperou análise de Moro para decreto pró-armamento

O presidente da República Jair Bolsonaro não aguardou os pareceres jurídicos da equipe do ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, antes de assinar o decreto que ampliou significativamente as permissões para porte de armas e uso de equipamento até então restrito às Forças Armadas. Faltava uma hora para a solenidade no Palácio do Planalto quando a consultoria jurídica do ministério só recebeu o texto elaborado pela Casa Civil. O prazo, segundo pareceres a que o Estado teve acesso, era insuficiente para realizar uma análise aprofundada.

O decreto teve a sua legalidade questionada por pareceres de técnicos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. No outro lado da Praça dos Três poderes, a ministra Rosa Weber, do Supremo, pediu informações ao governo para poder decidir sobre um pedido do partido Rede Sustentabilidade que quer a anulação do decreto. Juristas, entidades do terceiro setor e partidos políticos de oposição apontam também inconstitucionalidade no decreto.

“Com solicitação de extrema urgência, os autos foram remetidos a esta Consultoria, na data de 07/05/2019, às 15h”, disse a Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Conforme o presidente Jair Bolsonaro havia anunciado publicamente no domingo, 5, a solenidade de assinatura do decreto ocorreu às 16h da terça-feira, 7 – uma hora depois.

“Diante do requerimento de urgência e considerando a complexidade do tema e o exíguo (curto) prazo concedido para análise, este órgão consultivo fica impedido de proceder a uma análise mais acurada do texto da proposta, limitando-se às alterações de maior relevo promovidas no Decreto 5.123, de 2004”, frisou o parecer, indicando que alguns trechos sequer foram analisados.

O sinal verde do responsável pela consultoria jurídica do Ministério da Justiça, João Bosco Teixeira, só veio depois da própria assinatura do decreto pelo presidente Bolsonaro, às 16h30 daquele dia. O parecer foi assinado eletronicamente às 18h27. “Em síntese, esta Consultoria Jurídica manifesta-se no sentido da inexistência de óbice legal (inconstitucionalidade ou ilegalidade) à edição do decreto proposto, com os ajustes formais sugeridos na minuta anexa ao parecer ora aprovado”, disse Teixeira.

O Estado solicitou ao Ministério da Justiça o documento citado pelo consultor jurídico, com propostas de alterações no decreto, para verificar se elas foram incorporadas ou não no decreto. A pasta não forneceu a minuta. Contudo, o fato de o parecer ter sido assinado depois da publicação do decreto é um indicativo de que as mudanças podem não ter sido realizadas.

Um dia depois da assinatura do decreto, o consultor jurídico de Moro fez um complemento no parecer para registrar que “foram realizadas reuniões” na Casa Civil com a presença de setores do Ministério da Justiça. O complemento salientou, ainda, que a minuta da Casa Civil só foi “enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública no final do dia 06/05/2019”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Improviso, falta de planejamento e competencia, desrespeito com o direito e legalidade.
    Moro está tendo o que merece. Pois também não respeita o direito e a legalidade. Cria suas próprias regras para fazer o quer bem quer. Agora prova do próprio veneno ao pegar alguém pior que ele que submete e humilha publicamente.
    Lamentável!
    Que vergonha!

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Política

Bolsonaro: “Governo talvez tenha um ‘tsunami’ semana que vem”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 10, que seu governo enfrenta alguns problemas devido à forma como ele escolheu governar, sem permitir que sejam feitas indicações políticas para a composição da estrutura de seu governo. Ele disse, ainda, que poderá enfrentar “um tsunami na semana que vem”, mas não explicou o que poderia ser. O presidente participou do evento “Nação Caixa” nesta manhã, em Brasília, e falou brevemente a gestores da Caixa Econômica Federal.

“A imagem distorcida da Caixa era em função disso. Cada partido tinha uma presidência, uma vice-presidência. Não tinha como dar certo. Escolhi nossos ministros por critério técnico, todos têm liberdade para decidir”, afirmou.

O presidente contou que fez apenas duas indicações para o seu governo: o do secretário da Pesca, Jorge Seif Junior, e “um jovenzinho” para a Apex. “Se por ventura eu indicar alguém, falei para os ministros, eles têm poder de veto. O que eu quero deles, na ponta da linha, é produtividade. Tem que atender o fim, a quem se destina a instituição. E assim estamos governando. Alguns problemas? Sim, talvez tenha um tsunami na semana que vem. Mas a gente vence esse obstáculo com toda certeza. Somos humanos, alguns erram, uns erros são imperdoáveis, outros não”, comentou.

Nesta semana, o governo enfrentou algumas derrotas no Congresso. Na quinta-feira, 9, a comissão especial que analisa a medida provisória 870, que definiu a estrutura do governo Bolsonaro, decidiu por transferir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, defendeu e continua insistindo que o órgão deve ficar sob sua responsabilidade.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também encerrou o dia sem colocar a medida em votação pelo plenário da Casa, o que torna sua aprovação mais arriscada, já que a matéria perde a validade em 3 de junho. A medida, no entanto, deverá ser pautada para votação na próxima semana.

No evento desta sexta, Bolsonaro tentou explicar, ainda, um recente problema que o governo enfrentou com os lotéricos, mas, ao não conseguir esclarecer exatamente o que queria dizer, afirmou apenas “não é minha praia” e fez um gesto simulando armas com as duas mãos.

Bolsonaro relembrou o início da sua trajetória como deputado, nos anos 1990. “Quem esquece o seu passado, nunca terá futuro. Cheguei na Câmara em 1991, militar, uma Câmara vinda de eleições, fruto de uma nova Constituição, enfrentando um monte de gente de esquerda, mas mantivemos a posição”, disse. O presidente contou, também, que decidiu disputar as eleições mesmo sem ter recursos e apoios “para ajudar o Brasil”. “Eu tinha que arriscar”, disse.

Ainda no evento, o presidente comentou o episódio em que foi atacado em Juiz de Fora (MG) durante a campanha eleitoral e se emocionou. Ele foi aplaudido na sequência. Bolsonaro disse ainda que quando conheceu o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, “foi amor à primeira vista”, mas em seguida disse que os dois se deram um “abraço hétero” no evento desta sexta.

Terra

Opinião dos leitores

  1. Lógico, o cara parece que é analfabeto. Passa 30 anos como deputado e não sabe o que significa "separação dos poderes". Enquanto ele "invadir" os outros poderes, vai ser assim, só derrota. Quando era deputado, defendia muito a tripartição dos poderes, agora quer legislar, administrar e aplicar a lei. Infelizmente, vendeu uma ideia falsa de como iria governar, agora está provando do próprio veneno. Vamos esperar as cenas do próximo capitulo. Avante!

    1. Se não terminar na cadeia nem duplicar os 12 milhões de desempregados deixados pelo PT, já vai ser um avanço.

    2. Deve aumentar o número de desempregados, cadeia não creio, mas manicômio sim

    3. Sr. Atento, muito bem colocado, vamos aguardar e torcer pelo tsunami

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Diversos

Não sou contra, se estiver com pai e mãe, diz ministra da Família sobre menor praticar tiro

Após o presidente Jair Bolsonaro assinar um decreto permitindo que crianças e adolescentes pratiquem tiro esportivo sem autorização judicial, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse não ser contra a medida e falou que a ideia não nasceu “na cabeça” do presidente, mas na demanda de famílias.

Ela declarou acreditar que não haverá uma grande procura de famílias no Brasil para que menores de 18 anos aprender a atirar. De acordo com o decreto presidencial, menores de 18 anos de idade poderão atirar em clubes voltados para a prática apenas com a autorização de um de seus responsáveis legais. Antes disso, o tiro desportivo para esse público só era permitido com aval de um juiz.

“Não é uma criação nossa, não nasceu na cabeça do presidente. É uma demanda reprimida, famílias estavam querendo isso há muito tempo”, disse Damares, após uma cerimônia de lançamento da versão atualizada do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em seguida, ela relativizou a demanda no Brasil: “Não vejo demanda de famílias querendo. Mas vai atender àquelas que já querem. Não sou contra, se tiver acompanhada do pai e da mãe e quiser aprender a atirar, eu não sou contra.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Eita…cheio de analfabeto funcional que corre pra longe de um livro e mal tem grana pra pagar prestação do carro, imagine pra uma arma…patéticos….

  2. Não é o Estados Unidos; aquele país maravilhoso que vive em guerra invadindo os países para pegar o petróleo e suas riquezas; que permite as pessoas usarem armas a vontade e de vez em quando um jovem ou adolescente invade uma escola, ligreja ou Shopping e assassina centenas de pessoas?

  3. Os pais são responsáveis pelos filhos, na minha opinião não vejo problema. Eu mesmo queria ter convivido com as armas mas meu pai não deixou.

  4. Concordo… Parabéns ministra. Queremos um país livre e nao um país comunista onde o estado escolhe ate a profissão do seu futuro "escravo"

  5. Pratico tiro a 6 anos, minha filha vai treinar tambem em breve!! Importante, muito bom o esporte!!!

  6. Assim como foi previsto a merda (usando o linguajar do governo e apoiadores) que ia dar esse governo, é fácil prever que será mais uma cagads entre as tantas que já deram. O Brasil transformou-se no pais da diarréia administrativa e política.

    1. Grande merda foi o que seu presidente presidiário nos colocou !!

    2. Como sempre a petralhada barraqueira com sua língua "afiada" falando as asneiras que lhes são peculiares, espero que os militares aprontem outros "tsunamis"

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Política

Centrão usa mudança do Coaf para tentar esvaziar poder de Moro

A mobilização de partidos do chamado centrão para tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça e manter a restrição ao trabalho de auditores fiscais nos últimos dias evidenciou uma articulação no Congresso para frear o que parlamentares consideram abusos.

Dirigentes partidários também começaram a se articular para submeter a votação projeto que pune abuso de autoridade, como mostrou o Painel nesta sexta-feira (10).

O assunto é tratado em uma proposta que está no Senado sob a relatoria do líder do DEM na Casa, Rodrigo Pacheco (MG). A matéria ainda não tem data para ser votada.

Na quinta-feira (9), integrantes de PP, PSD, DEM, PR, MDB, DEM e PSDB somaram-se a nomes de PT, PDT e PSB para levar o Conselho para o Ministério da Economia, tirando-o da Justiça.

A vitória do centrão se deu na comissão que analisou a MP 870, responsável pelo redesenho de ministérios do governo Jair Bolsonaro e suas atribuições.

Deputados e senadores têm explicitado a intenção de esvaziar os superpoderes do ministro Sergio Moro. O ex-juiz é tido como um dos alicerces morais do governo Bolsonaro, que, embora tenha pouco mais de cinco meses, acumula sucessivos desgastes.

O Coaf é considerado por Moro como estratégico para as ações de combate à corrupção de seu ministério.

“Se queremos enfrentar facções, milícias, precisamos ter uma estrutura forte do Estado. E essa estrutura deve ficar sim sob a égide do Ministério da Justiça, que tem a competência, a expertise. Para a felicidade do povo brasileiro hoje, tem a figura do [ex] juiz Sergio Moro”, defendeu o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), em uma das sessões da comissão.

Parlamentares reagiram à tentativa de personificação.

“É absolutamente inapropriado dizer que, se não funcionar debaixo do poder do ministro Sergio Moro, não vai funcionar”, disse o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL).

O líder do DEM na Casa, Elmar Nascimento (BA), foi na mesma linha.

“Sob a égide do discurso de combate à corrupção nasceram todos os Estados fascistas do mundo. Por que é que vai se dotar o Ministério da Justiça do instrumento que poderá oferecer perseguição a quem quer que seja de forma aleatória de um órgão que tem funcionado tão bem no Ministério da Economia?”, indagou Nascimento.

Criado em 1998, o Coaf é um órgão de inteligência financeira que recebe informações de setores obrigados por lei a informar transações suspeitas de lavagem de dinheiro.

Até o fim do ano passado, o órgão funcionava no Ministério da Fazenda, pasta que foi hipertrofiada e substituída pelo Ministério da Economia.

Foi o Coaf que, no ano passado, identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Outro ponto que gerou polêmica na MP foi a inclusão de um parágrafo segundo o qual a competência do auditor da Receita Federal “limita-se, em matéria criminal, à investigação dos crimes contra a ordem tributária ou relacionados ao controle aduaneiro”.

O texto diz que indícios de outros crimes identificados pelos auditores não podem ser compartilhados, sem ordem judicial, com órgãos ou autoridades a quem é vedado o acesso direto às informações bancárias e fiscais.

O jabuti (tema estranho à proposta) foi incluído pelo relator da MP e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

“A limitação de atuação dos auditores fiscais ao rol taxativo de crime específico contra a ordem tributária e o controle aduaneiro fulmina a investigação e a eventual punição de quem comete crimes complexos”, criticou Olímpio.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Rapaz o BG virou uma filial da Folha, se eu quisesse ler a Folha eu ia lá no próprio site do Jornal. Depois perde seu leitores e não sabe pq foi, uma pena ter metido a cara num viés político que só tem afastado o cidadão dos sites de notícias.

  2. Simplesmente vergonhoso. Esse pessoal não votou pelo Brasil, mas visando apenas desgastar o grande herói Sérgio Moro. Decepcionantes os votos dos 14 representes do pivo., Ou melhor, representantes de seus interesses provavelmente inconfessáveis.

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Política

Com base dispersa, Bolsonaro acumula derrotas no Congresso

Sem base consolidada, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) acumula derrotas e pena para entender a lógica de funcionamento do Congresso durante os cem primeiros dias da 56ª Legislatura, completados neste sábado (11).

O presidente conseguiu alavancar um grande número de candidatos de seu partido, o PSL, formando a segunda maior bancada da Câmara, com 54 deputados. A sigla é, porém, a única que formalmente integra a base de seu governo. Outras 20 legendas são consideradas independentes e votam com os bolsonaristas esporadicamente.

São 325 deputados dispersos que, insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo Executivo ao Legislativo, têm enviado uma série de recados a Bolsonaro e agido por vezes como aliados improváveis da oposição —que formalmente conta com 134 membros.

A primeira delas aconteceu em 15 de fevereiro, quando a Câmara derrubou o decreto que alterava a LAI (Lei de Acesso à Informação) para aumentar o número de servidores que poderiam declarar sigilosos documentos.

A mais recente veio às vésperas da efeméride: na quinta-feira (9), comissão mista aprovou a medida provisória que altera a estrutura ministerial, devolvendo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Economia. Pior ainda: o texto do governo ameaça caducar caso não seja votado até o dia 3 de junho.

Se isso acontecer, a Esplanada voltará a ter o tamanho que possuía no governo Michel Temer, com 29 pastas.

Questionado na quinta se seria possível cumprir o prazo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alfinetou o Planalto: “Já vi governo com bom diálogo votar 30 medidas provisórias num dia. O governo do PT, do presidente Lula”, afirmou.

O episódio mostra outra faceta desta Legislatura: a centralização do poder de Maia, eleito com ampla maioria por seus pares —à revelia do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que trabalhou contra sua recondução ao posto.

O presidente da Casa é colocado como o principal fiador da reforma da Previdência, a pauta prioritária do governo. Deputados ouvidos pela Folha são taxativos: sem a atuação do parlamentar, o texto não avançaria no Legislativo.

O envolvimento de Maia no tema da mudança das regras da aposentadoria é tanto que o deputado chega a quebrar certos protocolos. Durante as duas visitas do ministro Paulo Guedes (Economia) à Casa para defender a reforma, o presidente passou parte da audiência sentado à mesa da comissão, gesto incomum.

A proposta avança a passos lentos: demorou mais de dois meses para sair da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), etapa cumprida pela de Temer em menos de dez dias.

Agora, passa pela comissão especial, onde deputados do centrão —grupo liderado por PP, PR, DEM e PRB, que tem articulado as derrotas ao governo— já dizem que não será possível completar a tramitação na Câmara até julho, como quer o governo.

A principal queixa de parlamentares é de inabilidade política. Deputados reclamam desde o início de fevereiro, quando foram empossados, que membros do governo não se mobilizam para defender as pautas prioritárias.

Outro alvo de reclamações constantes é o PSL. Composto quase totalmente por novatos, o partido tem lentamente entendido que o Parlamento não funciona do mesmo jeito que as redes sociais, dizem colegas.

Alguns deputados ouvidos pela Folha citaram, por exemplo, casos como o em que a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), usou seu tempo de fala durante sessão da CCJ. Partidos do centrão, naquela sessão de 24 de abril, abriam mão de discursar para fazer avançar mais rápido a Previdência.

Também dizem que deputados reagem desproporcionalmente às críticas da oposição, caindo em provocação.

Membros do centrão, porém, dizem que os bolsonaristas têm melhorado sua atuação. Se a reunião com Guedes na CCJ foi um fracasso, com a oposição dominando os discursos até que a sessão implodisse aos gritos de “tchutchuca é a mãe”, a segunda correu como o esperado, com a base intercalando discursos para blindar o ministro e arrefecer os ânimos.

O problema é, diz um parlamentar, que não se pode aprender a pilotar um avião depois de decolar.

“Esses deputados, principalmente aqueles de redes sociais, tem um período de adaptação à realidade de um Parlamento, onde você não fala sozinho como nas redes”, diz o líder do Novo, Marcel Van Hattem (RS), cujo partido também é composto por deputados de primeiro mandato.

Apesar da sequência de derrotas, levantamento feito pelo Movimento Acredito mostra que 94% das votações em plenário tiveram resultado igual ao orientado pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

Os dados foram levantados no gabinete compartilhado dos deputados Felipe Rigoni (PSB-ES), Tabata Amaral (PDT-SP) e do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) a partir de informações públicas do Congresso.

A média parece boa: Bolsonaro supera as votações obtidas por Lula em seu primeiro mandato (com 87% de alinhamento, e Dilma Rousseff em seus dois termos, com 92% e 63%, respectivamente), perdendo apenas para o FHC e Lula reeleito.

Segundo técnicos, porém, a taxa de se deve a uma inversão de papéis: a orientação do governo estaria a reboque dos projetos pautados por Maia e o centrão.

Um exemplo foi a votação da PEC do Orçamento Impositivo, que engessou o poder do Executivo para decidir seus gastos. O texto foi aprovado com ampla maioria e contou inclusive com orientação favorável por parte do governo.

A manobra, porém, visava evitar que a aprovação do texto fosse classificada como uma derrota acachapante.

DERROTAS DO GOVERNO
19.fev
Câmara derruba decreto que muda LAI (Lei de Acesso à Informação)

26.mar
Câmara aprova em votação relâmpago PEC que engessa Orçamento

15.abr
Centrão inverte pauta e CCJ atrasa votação da reforma da Previdência

9.mai
Comissão aprova volta de Coaf para Economia e Funai para Justiça

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Caro BG… o que houve?? Quem te viu, quem te vê…. muita parcialidade em seu blog. Tá usando "tesoura press"???

  2. Vocês que perderam as eleições deveriam ficar calados com os rabos entre as pernas, pois não haverá terceiro turno. Felizmente vocês não tiveram votos, o povo quiz votar mais em vocês. Calados!!!!

  3. BG, seria interessante você ler bem as matérias antes de divulgá-las e comentá-las. O corte no Mec e nos Ifrn foi de 30% nas despesas do dia a dia, entendeu? Isso corresponde a 7% de corte das referidas verbas e Não 30% das verbas totais.

  4. Tudo petralhas corrupto..
    Tem que pegar o salário dos aSSessores, aí tá "serto" kkkkkkkkkkk

  5. É A VELHA POLÍTICA. ESSES POLÍTICOS SÃO CORRUPTOS. QUEREM CARGOS, PRIVILÉGIOS, MORDOMIAS, VANTAGENS, PROPINAS, MENSALÃO, DINHEIRO,…

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Televisão

Jussier Santos é o convidado deste sábado do programa Cara a Cara com BG

Ex-presidente do América-RN nas décadas de 1970 e 1990, Jussier Santos é o convidado deste sábado do programa Cara a Cara com BG.

Cara a Cara com BG, sábado, às 8h30, na TV Ponta Negra.

Acompanhe o programa através dos canais: Cabo Telecom 120 (sinal digital) e 805 (HD); NET 13 (sinal digital) e
513 (HD); Sky HD 313.1. Logo

Opinião dos leitores

  1. Jussier é um referencial do turismo do RN. Inteligente, coerente e uma figura humana da melhor qualidade. Essa entrevista será um sucesso!

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Televisão

Rafaela Cunha e Ireme Saraiva são as convidadas do Papo de Fogão deste sábado

O programa Papo de Fogão deste sábado (11) será especial com a participação de Rafaela Cunha e Ireme Saraiva, mãe e filha que, juntas, administram uma empresa de alimentação.

Rafaela vai fazer o filé au poivre e Irene Saraiva vai fazer o bolo de cenoura vulcão.

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Política

‘Padrão de vida muito acima da média’, diz juíza ao negar desbloqueio a Temer

Ao rejeitar o desbloqueio de R$ 111 mil reais mensais de aposentadorias e aluguéis do ex-presidente Michel Temer, a juíza da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Caroline Figueiredo, afirmou que os gastos do emedebista representam um “padrão muito acima da média da vida brasileira”. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 9, mesmo dia em que Temer se apresentou para o cumprimento de sua prisão preventiva, no âmbito da Operação Descontaminação, braço da Lava Jato no Rio.

O ex-presidente apresentou à Justiça no dia 9 de abril um detalhamento de seus gastos mensais e afirmou que paga, em média, R$ 96.766,31 em despesas. Contra ele, recai bloqueio de até R$ 62 milhões que atingiu R$ 8,2 milhões de contas do emedebista.

Entre os pagamentos, estão R$ 500 com clube, R$ 9 mil com funcionários, R$ 1,5 mil com diarista, R$ 13 mil com cartões de crédito do ex-presidente e sua mulher, Marcela, e outros débitos, que segundo a magistrada, chegam a R$ 51,9 mil.

“O que demonstra um padrão de vida muito acima da média brasileira, já que, segundo dados recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o rendimento mensal domiciliar per capita da população Brasileira é de R$ 1.373,001”, pontua a juíza.

A juíza diz que, ao contrário do que diz a defesa, “a garantia de reparação do dano material e moral causados pelos delitos em exame, por ser de interesse público, na medida em que afeta toda a sociedade brasileira, vítima dos supostos crimes cometidos pelo então Presidente da República, por óbvio se sobrepõe aos interesses particulares do requerente e de seus familiares”.

A magistrada ainda diz que “a imposição de restrições financeiras ao alto padrão de vida de Michel Temer é decorrência lógica e natural da medida cautelar efetivada, a fim de resguardar a efetividade da ação penal em que o requerente é réu”.

A juíza ainda diz que, sobre a origem dos rendimentos ter a ver com aposentadorias da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (R$ 22 mil), rendimentos com aluguéis de salas comerciais (R$ 80 mil), e dois planos de previdência que chegam aos R$ 8 mil, Temer “deixou de juntar extratos bancários e contracheques ou outros documentos hábeis a comprovar que o bloqueio incidiu sobre referidas verbas, de forma que não há como acolher o pleito de desbloqueio sem a devida comprovação da natureza do numerário constrito”.

“Não há qualquer comprovação de que a medida tenha alcançado verba impenhorável, tampouco ficou demonstrada a incidência de qualquer causa legal que permita seu levantamento, de forma que o caso é de indeferimento do pedido”, escreve.

A prisão

Temer e seu amigo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, são alvos da Operação Descontaminação, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio para investigar supostos desvios em contratos de obras na usina Angra 3, operada pela Eletronuclear. Os investigadores apontam desvios de R$ 1,8 bilhão.

Na sessão desta quarta-feira, 8, o TRF-2 decretou a prisão preventiva de Temer e Lima. Por dois votos a um, os desembargadores da Turma Especializada derrubaram liminar em habeas corpus dada em março e acolheram recurso do Ministério Público Federal, mandando o ex-presidente e seu antigo aliado de volta para a cadeia da Lava Jato.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. A lei do Karma (acao e consequência) é implacável.
    "O que plantares, será o que colherás!"
    Aos poucos, todos os que participaram da armação política, jurídica e midiática, apoiados por importantes setores das polícias, militares, empresários e igrejas evangélicas, para derrubar um governo eleito legitimamente, estão caindo um a um.
    Vejam: Cunha Henrique Alves, Aécio, Serra, Temer, Jucá, Moreira Franco…
    Moro está sendo fritado; os militares, a Globo e o Supremo estão sendo atacados violentamente…
    Quem manda é Olavo de Carvalho e Steven Banner. Tendo sido o primeiro, agraciado com a maior condecoração que o governo Brasileiro concede a uma pessoa.
    Da pra acreditar nisso?
    Bolsonaro também não perde por esperar para colher o querem pkantado: ódio, intolerância, medo e arrogância.

  2. E esse cel. Batista q já está com o pé na cova. Esse não aguente nem um ano de xadrez, vai bater as botas.

  3. Tem é q mofar na cadeia. É uma pena q esses corruptos estão sendo presos na terceira idade, o bom é começar a pegar os novinhos pra ficarem mofando na cadeia e dar exemplo aos que ainda nem entrarem na vida política

  4. BG
    A população Brasileira passando por apuros, desemprego, fome, sem assistência medica segurança ZERO e esses políticos vagabundos e ladrões se banqueteando. Só um paredão mesmo.

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Educação

Corte no orçamento de universidades será julgado por plenário do STF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de dez dias para o presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre o bloqueio de 30% das despesas de custeio das universidades federais, e submeteu o processo para julgamento do plenário da Corte. A decisão, que ocorre após o PDT entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o corte anunciado, tem o intuito de dar tramitação mais rápida ao assunto.

O envio do processo ao plenário do STF significa que Celso de Mello, relator do processo, não analisará o pedido de liminar apresentado pelo partido. O partido pedia, na ação, que fossem suspensos os efeitos do decreto que determinou o congelamento de verbas até o julgamento da ação. A decisão determina que o plenário analise diretamente o mérito do bloqueio, sem passar pelo pedido de liminar.

Não há data para julgamento da ação. Celso de Mello precisará terminar seu voto para que o assunto seja apresentado para análise dos outros ministros, o que não tem prazo para ocorrer.

Polêmica

O bloqueio de 30% no orçamento de universidades e institutos federais foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) um dia após o ministro Abraham Weintraub ter dito ao jornal O Estado de S. Paulo que instituições de ensino seriam penalizadas com corte de verbas por “balbúrdia”. A pasta esclareceu que o corte seria feito em todas as instituições federais, não só nas que tivessem casos considerados como “bagunça”.

O PDT entrou com a ação há uma semana, após o bloqueio ter sido confirmado em decreto publicado no Diário Oficial. No processo, o partido alega que o bloqueio fere artigos da Constituição que tratam do dever do Estado com a educação e da autonomia administrativa e de gestão financeira das universidades.

IstoÉ

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Diversos

É melhor jogar na loteria quando prêmio está acumulado, diz professora

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A realização do sonho de virar milionário acertando na lotaria é mais vantajosa para os apostadores quando os prêmios estão acumulados, é o que diz a probabilista e professora emérita do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB) Chang Chung Yu Dórea. Isso talvez explique as diversas filas de apostadores nas lotéricas nos vários cantos do país. Amanhã (11), a Caixa sorteia o terceiro maior prêmio da história da Mega-Sena, perdendo apenas para duas Megas da Virada.

Acumulado pela 14ª vez consecutiva, o sorteio do Concurso 2.150 da Mega-Sena vai pagar um prêmio de R$ 275 milhões. A chance de uma aposta de seis números ganhar o prêmio é de um em 50 milhões. Ou seja, probabilisticamente, é mais fácil ser acertado por um raio, cuja chance de acidente é de 1 em 1,5 milhão de acontecer, do que levar a bolada da Mega.

A professora, diz que apesar de a chance de acerto continuar o mesmo, o valor do prêmio compensa o risco. “Eu sempre digo que vale a pena jogar quando o prêmio acumula. Vou pagar os mesmos R$ 3,50 pela aposta, a minha chance de ganhar continua a mesma, mas se acertar eu ganho mais”, disse Chang Chung. “Já que vai jogar; joga quando acumula. Nesse caso vale a pena ficar na fila, justifica a fila”.

Segundo a Caixa, o prêmio que será sorteado no sábado pode ser o maior prêmio já pago na modalidade, considerando-se apenas os concursos regulares (sem Mega da Virada). Caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 1 milhão em rendimentos mensais (R$ 1.021.625).

Sequência de números

Na última quarta-feira, mais uma vez ninguém acertou as seis dezenas sorteadas: 21-23-37-44-46-48. Questionada sobre a grande repetição de concursos acumulados, a professora disse que o motivo não se deve aos números sorteados. Chang Chung disse que, do ponto de vista da matemática, não há diferença entre as dezenas sorteadas e que os resultados anteriores, com números sorteados quase em sequência, não interferem no concurso seguinte.

“Esses números em sequência ou próximos não tem nada a ver. Todos os números têm a mesma probabilidade de sair, tanto pode sair 1,2,3,4,5,6 como os sorteados na quarta”, disse.

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  1. Quem ganhou hoje na loteria foram os servidores da semsur. Obg Prefeito, Álvaro Dias, por exonerar o Sr. Jonny Costa, as coisas na secretaria agora vão começar a andar. Pense em um cara arrogante, prepotente e pedante. Só sabe tratar a todos aos gritos e com humilhação.

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Política

“A vida do cidadão de bem não tem preço. Daqueles que estão à margem da lei, paciência”, diz Bolsonaro ao defender decreto pró-armamentos

Foto: Sérgio Lima

Em evento que contou com protesto contra o corte de verbas para as universidades federais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta sexta-feira (10) à tarde, em Curitiba, que o decreto que amplia o direito ao porte de armas a diversas categorias profissionais está “no limite da lei”.

“Não é como uma política de segurança pública, mas o respeito ao direito do cidadão à legítima defesa, afinal nós temos que respeitar a vontade popular”, afirmou em evento na capital paranaense, em alusão ao referendo do desarmamento, de 2005.

Bolsonaro elogiou o decreto, que está sendo contestado por especialistas e parlamentares por ser supostamente inconstitucional, já que o presidente teria ultrapassado sua competência.

“Não recuamos daqueles que se dizem especialistas em segurança, mas que, se estouram um ‘traque’ ao lado deles, caem no chão”, disse, arrancando risos do público. “A vida do cidadão de bem não tem preço, daqueles que estão à margem da lei, paciência”, afirmou.

A visita de Bolsonaro a Curitiba se deu de forma rápida e foi marcada por protestos. O evento de implantação do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública – Regional Sul (CIISPR-S), que engloba Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, durou menos de uma hora, e o presidente discursou por apenas cinco minutos.

Em frente à sede do governo paranaense, onde a segurança foi reforçada, havia protestos principalmente contra o corte de verbas para as universidades federais. Segundo os manifestantes, eram 2.000 pessoas.

O ministro de Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sentou-se ao lado do presidente durante o evento. No discurso, exaltou o programa de integração no combate ao crime organizado e as políticas do governo federal na área.

“Se todos trabalharmos juntos, deixando de lado eventuais vaidades que às vezes comprometem o bom serviço público, podemos fazer muito. Temos um grande desafio no país com os índices de criminalidade, com organizações criminais poderosas e que só serão combatidas com a integração”, afirmou.

O CIISPR-S foi a primeira das unidades integradas a serem inauguradas; preveem-se unidades nas cinco regiões brasileiras. Também já há um centro em Fortaleza, no Nordeste. As demais ainda serão implantadas e posteriormente integradas a um núcleo nacional, em Brasília.

A intenção é reunir as diversas forças de segurança e investigação, como as diferentes polícias, Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e Forças Armadas no combate ao crime organizado.

O centro paranaense já havia sido inaugurado em dezembro do ano passado pelo ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, mas só agora foi efetivamente instalado. O investimento inicial previsto era de R$ 3 milhões para cada centro.

Antes de visitar a capital paranaense, Bolsonaro esteve em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, onde participou, ao lado do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, da colocação da pedra fundamental da ponte que será construída sobre o rio Paraná e que ligará os dois países.

A nova passagem será uma alternativa à Ponte Internacional da Amizade, criada para desafogar o transporte de cargas. A obra do lado brasileiro será custeada pela Itaipu Binacional e custará R$ 463 milhões.

Folhapress

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Polícia

Câmara e Senado avaliam decreto sobre armas

Foto: Pilar Olivares

As áreas técnicas da Câmara dos Deputados e do Senado divulgaram hoje (10) pareceres contrários ao decreto que altera regras sobre aquisição, cadastro, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo no país.

A norma foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira (7). De acordo com estudo elaborado pelo Senado, o decreto contraria o que estabelece a legislação atual, o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003.

“O decreto pode contemplar qualquer pessoa, entidade ou categoria, presumindo, de forma absoluta, que ela necessitaria do porte de arma de fogo para o exercício da sua atividade profissional ou para a defesa da sua integridade física”, aponta o estudo, elaborado a pedido dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES).

Segundo o parecer, a lei atual prevê que “agentes operacionais do sistema penitenciário” tenham o porte e não todo e qualquer funcionário do sistema órgão, como estabeleceu o decreto: “Vê-se então, claramente, que o decreto é, nesses pontos, exorbitante, ampliando os servidores habilitados a portar arma naqueles órgãos”, assinala o documento.

Pela nota técnica, o decreto também teria extrapolado o poder regulamentar ao conceder o porte de arma de fogo geral e irrestrito a colecionadores e caçadores, presumindo, de forma absoluta, que tais categorias cumprem o requisito de “efetiva necessidade” do Estatuto do Desarmamento.

“É importante salientar que a concessão do porte de arma de fogo a várias dessas categorias, como por exemplo o oficial de Justiça e o agente de trânsito, são objeto de proposições legislativas que estão tramitando há vários anos no Congresso Nacional. Assim, enquanto não são autorizadas, por lei, a obterem o porte de arma de fogo, todas elas deveriam, nos termos do art. 10 do Estatuto do Desarmamento, obter autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido junto a Polícia Federal, devendo comprovar, dentre outros requisitos, ‘a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física’”, diz a nota.

Câmara

Em documento elaborado a pedido do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), técnicos apontam ilegalidades no decreto. Pela análise, técnicos dizem que o decreto não pode se sobrepor ao que diz o Estatuto do Desarmamento.

“A lei [Estatuto do Desarmamento] não permite que norma infraconstitucional estabeleça presunção absoluta ou relativa de cumprimento desse requisito. A lei é clara no sentido de que deve haver demonstração efetiva da necessidade do porte, devendo cada caso concreto ser analisado pelo órgão competente.”

Ontem (9), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já havia informado que o estudo identificou “algumas inconstitucionalidades” e que estava dialogando com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para negociar a possível retirada de trechos que poderiam ser considerados “invasão da competência do Legislativo”.

Também nesta quinta-feira, em uma live transmitida pelo Facebook, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter ido “no limite da lei” ao assinar o decreto que regulamenta a posse, o porte e a comercialização de armas e munições para caçadores, atiradores esportivos e colecionadores, os chamados CACs.

A questão dos CACs demorou um pouco sim. Não é fácil, em um decreto, fazer justiça de forma rápida. Você consulta a questão jurídica, vai ao Ministério da Defesa, da Ministério da Justiça, ouve atiradores, ouve gente do povo. E no limite da lei regulamentamos o que pudemos”. afirmou o presidente.

Agência Brasil

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Economia

Ministério estuda medidas para aumentar rentabilidade do FGTS

A Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia confirmou hoje (10) à tarde que promove estudos para melhorar a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e aumentar a rentabilidade para o trabalhador. Segundo a pasta, no entanto, as discussões estão em fase inicial e serão acompanhadas pela sociedade e pelo Congresso Nacional com total transparência.

“A Secretaria Especial de Fazenda informa que estão sendo realizados estudos para aprimoramento da gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, com o objetivo de melhorar a sua rentabilidade para o trabalhador. Esse projeto ainda está em fase inicial e todo o processo será conduzido com total transparência e em diálogo com o Congresso Nacional e demais agentes econômicos envolvidos, respeitando os contratos firmados e a função social do fundo”, informou o órgão.

Atualmente, o FGTS rende o equivalente à taxa referencial (TR) mais 3% ao ano. Desde 2018, o fundo também distribui metade do lucro líquido do ano anterior a todos os trabalhadores. Apesar da distribuição do lucro, o rendimento é inferior à inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) registrou inflação acumulada de 4,94% nos 12 últimos meses terminados em abril.

Hoje, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que o rendimento do FGTS equivale a um imposto cobrado do trabalhador, por ser inferior à inflação. Ele também falou que o governo estuda forma de flexibilizar o saque do fundo, mas que isso exigiria mudanças na lei e diálogo com o Congresso.

Atualmente, o FGTS tem um patrimônio de R$ 525 bilhões. Em 2016, o governo do ex-presidente Michel Temer liberou o saque em contas inativas (que não recebem mais depósitos do FGTS) para cerca de 26 milhões de trabalhadores. Na época, a medida injetou R$ 44 bilhões na economia.

Formado por 8% do salário bruto do trabalhador depositados mês a mês pelo empregador, o FGTS só pode ser sacado nas seguintes situações: aposentadoria, compra da casa própria e demissão sem justa causa. Em caso de algumas doenças graves, como câncer, o dinheiro também pode ser sacado pelo empregado.


Agência Brasil

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Economia

Dólar cai no dia para R$ 3,94, mas tem quinta semana seguida de alta

O dólar terminou a sexta-feira, 10, em queda, mas acumulou alta de 0,16% na semana, marcando a quinta semana consecutiva de valorização da moeda americana no mercado brasileiro. No ano, sobe 1,80%. O aumento do temor sobre os rumos das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos pressionou o dólar nos últimos dias, mas nesta sexta a sinalização de autoridades chinesas e americanas, incluindo o presidente Donald Trump, de que as conversar vão prosseguir acalmaram os investidores. No mercado doméstico, as mesas de operação seguem atentas aos avanços da reforma da Previdência, embora nesta sexta o assunto tenha ficado em segundo plano.

Nesta sexta-feira, o dólar teve um dia volátil. Chegou a subir a R$ 3,97 pela manhã, em meio à promessa de Trump de taxar mais US$ 325 bilhões em produtos chineses. A moeda testou mínimas, a R$ 3,93, com o noticiário de que as negociações entre as duas maiores economias do mundo prosseguem, apesar dos reveses dos últimos dias. No final da dia, o dólar à vista caiu 0,17%, a R$ 3,9453.

Em meio a incertezas internas com a Previdência e externas sobre as negociações entre Washington e Pequim, os agentes utilizam o dólar como hedge, inclusive para operações na bolsa e nos juros, ressalta o gestor da Gauss Capital Carlos Menezes. Ele estima que o preço justo do dólar hoje aqui, levando em conta os fundamentos, estaria na casa dos R$ 3,70. Mas por conta das dúvidas sobre as reformas de Jair Bolsonaro e o ambiente externo, os investidores embutem um prêmio e a moeda segue na casa dos R$ 3,90.

Ao mesmo tempo, o dólar tem tido dificuldade de romper o patamar de R$ 4,00, que tem se mostrado um nível de resistência de alta. Ao longo desta semana, a moeda americana bateu em R$ 3,99 na quarta-feira, mas o patamar tem atraído vendedores e o dólar não se sustenta muito tempo nesse nível. Para Menezes, se a Previdência avançar como esperado na comissão especial, os investidores podem desmontar posições de hedge, fortalecendo o real. Por enquanto, a tramitação no Congresso tem sido mais lenta que o inicialmente esperado, o que fez os agentes redobrarem a cautela.

A piora da tensão comercial entre China e Estados Unidos esta semana levou o Bank of America Merrill Lynch a alertar seus clientes que, caso haja uma guerra no comércio entre os dois países, a economia mundial pode entrar em recessão. Já um acordo entre as duas maiores economias do mundo deve estimular a procura por risco, o que pode valorizar as moedas de emergentes.

Estadão Conteúdo

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Polícia

Polícia Federal quer Temer preso no quartel da PM

A Polícia Federal encaminhou ofício à juíza federal substituta da 7ª Vara Criminal, Caroline Vieira Figueiredo, em que pede a autorização para que o ex-presidente Michel Temer (MDB) cumpra prisão preventiva no Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A magistrada pediu manifestação da PM e do Ministério Público Federal a respeito do pleito. A defesa do ex-presidente havia pedido para que ele ficasse em uma Sala de Estado Maior, no mesmo local.

Habitualmente, autoridades com direito à Sala de Estado Maior são alojadas no Quartel do 2º Batalhão de Choque da PM, em São Paulo, que sedia o Regimento de Polícia Montada 9 de Julho, no bairro da Luz.

“Desta forma, solicitamos autorização de Vossa Excelência para a transferência imediata do preso para a sala de Estado Maior localizada no Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar do Estado de São Paulo”, afirmou o delegado da PF em São Paulo Luiz Roberto Ungaretti Godoy.

Temer está na sede da Polícia Federal. O emedebista já havia pedido habeas corpus nesta quinta-feira, 9, que será julgado na terça-feira, 14, pelo Superior Tribunal de Justiça. O recurso caiu com o ministro Antonio Saldanha Palheiro.

Temer e seu amigo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, são alvos da Operação Descontaminação, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio para investigar supostos desvios em contratos de obras na usina Angra 3, operada pela Eletronuclear. Os investigadores apontam desvios de R$ 1,8 bilhão.

A Temer e a Lima, o desembargador Abel Gomes, presidente da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), autorizou que a prisão seja cumprida em São Paulo, onde ambos alegaram ter suas famílias. A defesa de Temer requereu ao ex-presidente uma Sala de Estado Maior no Quartel General da Polícia Militar.


Estadão Conteúdo

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  1. Sortudo, vai ter o mesmo tratamento vip dispensado a Riquinho Alves aqui no RN… E, naturalmente, continuar no comando da quadrilha.

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