Jornalismo

Lava Jato articulou apoio a Moro diante de tensão com STF, mostram mensagens

Procuradores na linha de frente da Operação Lava Jato se articularam para proteger Sergio Moro e evitar que tensões entre ele e o Supremo Tribunal Federal paralisassem as investigações num momento crítico para a força-tarefa em 2016, segundo mensagens privadas enviadas por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site.

O objetivo era evitar que a divulgação de papéis encontrados pela Polícia Federal na casa de um executivo da Odebrecht acirrasse o confronto com o STF ao expor indevidamente dezenas de políticos que tinham direito a foro especial –e que só podiam ser investigados com autorização da corte.

O episódio deixou Moro contrariado por criar novo foco de atrito com o Supremo, um dia depois de ele ser repreendido pelo tribunal por causa da divulgação das escutas telefônicas que tiveram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como alvo naquele ano.

As mensagens indicam que os procuradores e o então juiz temiam que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, desmembrasse os inquéritos que estavam sob controle de Moro em Curitiba e os esvaziasse num momento em que as investigações sobre a Odebrecht avançavam rapidamente.

Os diálogos sugerem que o incidente foi causado por um descuido da Polícia Federal no dia 22 de março de 2016, quando ela anexou os documentos da Odebrecht aos autos de um processo da Lava Jato sem preservar seu sigilo, o que permitiu a divulgação do material por um blog mantido pelo jornalista Fernando Rodrigues na época.

Assim que soube, no dia seguinte, Moro escreveu ao procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, para reclamar da polícia e avisar que acabara de impor sigilo aos papéis.
“Tremenda bola nas costas da Pf”, disse. “E vai parecer afronta”, acrescentou, referindo-se à reação que esperava do Supremo.

Moro avisou que teria de enviar ao tribunal pelo menos um dos inquéritos em andamento em Curitiba, que tinha o marqueteiro petista João Santana como alvo. Deltan disse ter contatado a Procuradoria-Geral da República e sugeriu que o juiz enviasse outro inquérito, com foco na Odebrecht.

Horas depois, o procurador escreveu novamente a Moro para discutir a situação e sugeriu que não tinha havido má-fé na divulgação dos papéis pela PF. “Continua sendo lambança”, respondeu o juiz, no Telegram. “Não pode cometer esse tipo de erro agora.”

Deltan procurou então encorajar Moro e lhe prometeu apoio incondicional. “Saiba não só que a imensa maioria da sociedade está com Vc, mas que nós faremos tudo o que for necessário para defender Vc de injustas acusações”, escreveu.

Moro disse que temia pressões para que sua atuação fosse examinada pelo Conselho Nacional de Justiça e comunicou que mandaria para o Supremo os três principais processos que envolviam a Odebrecht, inclusive os que a força-tarefa tinha sugerido manter em Curitiba.

Deltan prometeu ao juiz que falaria com o representante do Ministério Público Federal no CNJ e sugeriu que tentaria apressar uma das denúncias que a força-tarefa estava preparando. A medida permitiria que o caso fosse encaminhado ao STF já com os acusados e crimes definidos na denúncia.

Os diálogos analisados pela Folha e pelo Intercept fazem parte de um pacote de mensagens que o site começou a revelar no último dia 9. O material reúne conversas mantidas pelos procuradores da Lava Jato em vários grupos do aplicativo Telegram desde 2014.

vazamento das mensagens expôs a proximidade entre Moro e a força-tarefa e pôs em dúvida sua imparcialidade como juiz na condução dos processos da Lava Jato, obrigando-o a ir até uma comissão do Senado para se explicar na última quarta-feira (19).

Moro, que deixou a magistratura no ano passado para ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), diz não reconhecer a autenticidade das mensagens obtidas pelo Intercept, considera sua divulgação sensacionalista e nega ter cometido ilegalidades na condução da Lava Jato –o que deve ser avaliado nesta semana pelo Supremo.

força-tarefa da Lava Jato também não reconhece as mensagens como autênticas, mas, assim como Moro, não apontou indícios de fraude nos diálogos revelados.

Segundo a legislação, juízes devem se manter imparciais diante da acusação e da defesa. Se estiverem de alguma forma comprometidos com uma das partes, devem se considerar suspeitos e, assim, ficam impedidos de julgar a ação. Quando isso ocorre, o caso é enviado para outro magistrado.

As mensagens mostram também que procuradores e policiais se mobilizaram em diversos momentos para manter o juiz como um aliado da força-tarefa, seguindo sua orientação até mesmo quando criticou uma procuradora cujo desempenho numa audiência lhe parecera fraco.

No caso da lista da Odebrecht, Deltan procurou o delegado Márcio Anselmo, que chefiava as investigações sobre a empresa, minutos depois de receber a reclamação do juiz. “Moro está chateado”, escreveu. “Vai apanhar mais do STF, porque vai parecer afronta”, acrescentou, repetindo a palavra usada pelo juiz antes.

O procurador sugeriu que o policial fizesse uma análise mais aprofundada da lista para verificar se os valores correspondiam a contribuições políticas feitas legalmente ou não e fez um apelo.

“Por favor nos ajude a pensar o que podemos fazer em relação a isso”, escreveu.

Anselmo respondeu no fim do dia, de acordo com as mensagens. Disse que correra para anexar os papéis aos autos dentro do prazo legal e que não via motivo para “todo esse alvoroço”, acrescentando a Deltan que parte do material já tinha sido exibido a três integrantes da força-tarefa um mês antes, quando foi encontrado.

Deltan afirmou ao delegado que ele cometera um erro na sua avaliação e pediu que fosse mais cuidadoso. “O receio é que isso seja usado pelo STF contra a operação e contra o Moro. O momento é que ficou ruim”, explicou. “Vem porrada.”

No dia seguinte, Moro pediu a Deltan que ajudasse a conter o grupo antipetista MBL (Movimento Brasil Livre), após um protesto em frente ao apartamento do ministro Teori Zavascki em Porto Alegre, em que militantes estenderam faixas que o chamavam de “traidor” e “pelego do PT” e pediam que deixasse “Moro trabalhar”.

“Nao.sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro”, digitou Moro no Telegram, no fim da noite. “Isso nao ajuda evidentemente.”

Deltan disse que ia procurar saber, mas observou que talvez fosse melhor não fazer nada. “Não sendo violento ou vandalizar, não acho que seja o caso de nos metermos nisso por um lado ou outro”, disse. Mais tarde, o procurador disse que a força-tarefa não tinha contato com o MBL, e Moro não insistiu mais no assunto.

Em 28 de março, após receber manifestação formal do Ministério Público sobre os processos, Moro mandou para o STF dois inquéritos e uma ação penal que estavam em andamento em Curitiba, incluindo os autos com a lista da Odebrecht, para que Teori decidisse o que fazer com eles.

“O ideal seria antes aprofundar as apurações para remeter os processos apenas diante de indícios mais concretos de que esses pagamentos seriam também ilícitos”, anotou em seu despacho.

“A cautela recomenda, porém, que a questão seja submetida desde logo ao Egrégio Supremo Tribunal Federal.”

Em 22 de abril, Teori decidiu devolver os três processos a Curitiba, mantendo no STF somente as planilhas da Odebrecht que listavam políticos, que foram preservadas sob sigilo. Primeiro relator da Lava Jato no Supremo, Teori morreu num acidente aéreo em janeiro de 2017.

A retomada dos inquéritos foi importante para o avanço das investigações sobre a Odebrecht.

Nessa época, os procuradores já haviam convencido uma funcionária do departamento responsável por pagamentos de propina da empreiteira a cooperar e estavam começando a negociar acordos de delação premiada com os principais executivos da empresa.

Procurado, Moro afirmou que sempre respeitou o MBL e voltou a criticar invasão de celulares. Já equipe de procuradores da Lava Jato não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Segundo levantamento feito pelo CNJ a pedido da Folha na semana passada, 55 processos foram abertos para examinar a atuação de Moro na Lava Jato e 34 já foram arquivados sem punição para o ex-juiz, incluindo diversas reclamações por causa da divulgação das escutas em 2016.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse Sr Luciano está bastante revioltado, o que está havendo? perdeu alguma vantagem? porque quer ver Lula solto? será ele (LULA) inocente?

  2. Ou você é cego ou tapado robô chamado Sérgio Nogueira. Pois o que se trata aqui é de como se formou e atuou uma organização coordenada com fim determinado utilizando-se os instrumentos do direito e as instituições públicas ao Revel do que preceitua a Constituição Federal e as consequentes garantias do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, visando atingir finalidades políticas e econômicas que pesaram a pátria submetendo-a aos interesses americanos.
    Acorde alienado. Ou vc recebe pra fixar o dia todo postando asneiras com vários nomes fakes, como já sabemos que ocorre e está sendo investigado?

    1. Procure Franklim Capistrano e marque uma consulta.
      E largue essa faculdade de direito por correspondência ou pare de se achar mais que um imbecil da manada.
      Você verá que está errado e é mero repetidor de mantra para soltar bandido.

    2. Em que mundo esse Luciano vive, no Brasil todas as partes tem acesso ao juiz, inclusive e principalmente os que estão defendendo o país e seus cidadãos. Como um bandidos ladrão ou assassino terá capacidade de ter uma consulta com o juiz, só se este for um juiz canalha. quem estiver lutando pela punição é que terá toda a orientação pra que a justiça seja feita e o transgressor pague pelo ato insano que praticou. Portanto, o juiz Moro não forjou provas, considerou todas hipótese da defesa, até às inimagináveis, onde estes promoveram o direito ao contraditório e a ampla defesa. Somente após tudo isso, Moro proferiu a sentença condenatória do comandante do maior roubo a cofres públicos do mundo, e que foi confirmada pelo TRF 4 e o STJ. Quer mais o que idiotas? E tripudiar disso, é somente uma forma do canalha mor manter seu egocentrismo psicopatológico, e evitar que apareça outro canalha e comande esse partido que tem a aparência igual a quadrilha de patifes ladrões.

    3. Sou advogado há mais de 10 (dez) anos e desafio meus colegas advogados a comprovarem se alguma vez na vida um juiz lhe forneceu o número do seu telefone para trocar mensagens e juntos traçarem estratégia de defesa para o seu cliente.

  3. Isso é fantástico! Qualquer jornalista faz um blog ou uma materia e contrata um suposto "haker" e consegue as informações pra denegrir qualquer pessoa como se essas informações fossem obtidas de forma legal e ainda mais sem serem adulteradas.
    Bandido não deveria ter direito nenhum somente pagar o que deve a sociedade, a pena pra quem é político deveria ser ainda maior por iludir tantos brasileiros ignorantes que acham que estão sendo beneficiados com um bolsa alguma coisa e são roubados na saúde na educação segurança e tantas outras coisas.

  4. Ainda não vi uma palavra, uma vírgula que enfrentasse o principal problema de todo réu em ação em penal: há provas ou não de sua culpa?
    Havendo, elas foram valoradas de acordo? Se foram, pouco importa que tipo de conversa os atores do processo tiveram entre si. Isso é mimimi de defensor de bandido. O juiz deve ser imparcial até o momento de avaliar as provas e isso se mede a partir desta avaliação. Simples assim.
    Fora a manada de idiotas úteis, os jornalistas mercenários e os membros da OrCrim, ninguém se ilude com mais esse plano infalível para soltar Lula.
    E concluo dizendo que Lula ainda tem mais 10 processos. Só para não trazer alegria demais aos desiludidos de amanhã.

  5. Moro, quero ser seu amigo, pq caso não seja, jamais ganho uma causa contra um amigo seu, pois imparcialidade é seu sobrenome kkkk.

    1. Se vc fosse desonesto, jamais o juiz Moro seria complacente, hj ele já não julga, mas está tentando endurecer as leis, até enviou um projeto de lei nesse sentido, como parte da sociedade, principalmente os ditos de esquerda e o centrão, não tem medido esforços pra não aprovar, e assim continuarem roubando os bens do povo, sem que a justiça o alcancem, e se mantenham no poder e continuem cometendo atos contra os cofres públicos brasileiros, provocando miséria, desemprego e infra estrutura deficitária.

    2. Claro Dulce, do mesmo jeito que ele mostra te agora. Não sei se você notou, mas para se ter isonomia em processos, o juiz não pode ter relação com as partes. Ele está para julgar, não dizer como se tem que montar um defesa. A partir do momento que direciona, ele sabe qual a sua opinião e no que irá escolher. Quanto a honestidade, faço o melhor e mais justo, algo que não posso garantir a você. De uma estudada no direito desde a época de sua criação, as leis romanas que são a base para as nossas atuais e vai começar a entender como se faz um julgamento sem direcionamento. Não basta votar pelo que a população quer, julgue da forma adequada. Se Lula roubou, que pague seus erros, mas, seja justo em seu julgamento. Preste atenção, justo no julgamento. Compreendeu? Faço minha parte por honestidade, jamais diria que você é desonesto por não o conhecer, agora se você fala sobre mim sem me conhecer, eu sou o desonesto?

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Jornalismo

Ala pró-reforma da Previdência calcula chegar a 325 votos

O grupo de deputados que trabalha pela aprovação da reforma da Previdência começou a mapear o apoio à proposta no plenário da Câmara. Hoje, essa ala prevê contar com o aval de 80% a 85% de cada sigla que endossa a medida. Já entre os 145 deputados da oposição, há 10 votos favoráveis. A estimativa, considerada otimista, é de 325 votos a favor das mudanças nas regras de aposentadoria –17 a mais do que os 308 necessários. O plano é votar o texto antes do recesso.

O mapa de votos, porém, leva em consideração que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sofrerá alterações em pontos cruciais para garantir o apoio, como redução na idade mínima para professores e uma nova regra de transição.

Mudança nesses pontos também é negociada entre ascentrais sindicais e partidos de centro e centro-direita. Dirigentes da Força, da CUT, da UGT e da CSB estiveram na terça (18) com líderes de DEM, PP, PL, PRB e Solidariedade para discutir o relatório de Moreira.

Os sindicalistas estiveram ainda com o PC do B. Eles querem alterar cinco questões, entre elas a regra de cálculo das aposentadorias. Haverá nova rodada de conversas na terça (25).

Apesar da disposição de Moreira em suavizar o corte de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador para o BNDES, membros da equipe econômica do governo consideram importante para a defesa da reforma junto à sociedade que os bancos participem do sacrifício.

Um membro do time de Paulo Guedes (Economia) é claro ao falar sobre o assunto. “Todo mundo está fazendo sacrifício. Como a gente vai seguir financiando um banco que empresta a empresários enquanto o trabalhador está quebrado? Não dá.”

PAINEL FOLHA

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Economia

Com crise, renda do trabalhador chegou a cair mais de 16% em 5 anos

Os anos de crise, além de terem destruído empregos e levado ao aumento da informalidade, também corroeram o rendimento dos trabalhadores da maioria dos segmentos. A depender da área de atuação, a perda real (já considerada a inflação) superou os 16% nos últimos cinco anos. De nove setores da iniciativa privada analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cinco tiveram quedas significativas na renda que o trabalhador recebe habitualmente por mês.

Entre o primeiro trimestre de 2014, antes da recessão, e os três primeiros meses deste ano, os trabalhadores de alojamento e alimentação (de hotéis, pousadas, restaurantes ou vendedores de alimentos), da construção e do transporte foram os que tiveram as maiores perdas reais de rendimento, de 7,2% a 16,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – Contínua, do IBGE, selecionados para o Estado pela consultoria LCA.

Entre os trabalhadores da iniciativa privada, apenas os da agricultura tiveram aumento real expressivo do rendimento habitual, de 5,2% durante esse mesmo período. No grupo que inclui quem trabalha no setor público, houve um aumento real ainda maior, de 7,5%.

queda na renda das famílias e o aumento da informalidade – sobretudo em atividades ligadas aos serviços, como o transporte com aplicativos e a venda de alimentos – e o afundamento do setor de construção civil ajudam a explicar o menor rendimento que esses trabalhadores têm recebido, avalia o economista Cosmo Donato, da LCA.

Por um lado, as famílias têm menos condição de gastar com alimentação fora de casa, transporte e lazer hoje do que gastavam em 2014, diz Donato. “Por outro lado, desempregados da indústria e do comércio recorreram ao transporte e à alimentação para sobreviver, vendendo comida na rua ou se tornando motoristas de aplicativos, por exemplo. A informalidade puxou o rendimento para baixo.”

O motorista particular e taxista Wallinson de Melo, de 34 anos, é um dos trabalhadores que sentiram o impacto do aumento da informalidade em seu segmento. “Até 2014, a gente conseguia tirar facilmente até R$ 12 mil por mês. Foi quando realizei o sonho de comprar uma casa para a minha mãe, na Paraíba. Hoje, com sorte, ganho R$ 6 mil. Com o desemprego, as pessoas trocaram o táxi pelo ônibus e a concorrência aumentou, muito engenheiro virou Uber. Aquele tempo não volta.”

Desequilíbrio

Muitos que perderam o emprego caíram na informalidade ou conseguiram novas vagas com remuneração mais baixa; quem se manteve empregado, não conseguiu ser promovido, avalia o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Luís Oreiro. “O garçom de um restaurante com menos dinheiro no bolso gasta menos no mercadinho. O dono do mercadinho deixa de ir no restaurante. A queda no rendimento habitual gera um efeito negativo, em cascata, na economia.”

 

Desalento é maior entre as mulheres nordestinas

“A crise ainda se reflete na renda dos trabalhadores. O empresário que tinha planos de expandir, desistiu. Muitos hotéis passaram a desativar momentaneamente alguns andares, em períodos de movimento mais fraco”, acrescenta Darly Abreu, diretor do Sinthoresp (sindicato que reúne, entre outros, trabalhadores de hotéis, restaurantes, lanchonetes e bares).

Ele lembra que, além da renda habitual, quem trabalha em restaurantes ganha menos gorjetas do que antes da crise.

‘Dava até para escolher onde pagavam mais’

Quando Raimundo dos Santos, de 54 anos chega ao trabalho, ele não consegue deixar de comparar a situação atual do setor de construção civil com o que o setor era há cinco anos. “Nesta obra aqui devem ter umas 300 pessoas trabalhando. É muita gente. Mas não tem outro canteiro assim por aqui por perto. Em 2014, dava até para escolher onde pagavam mais.”

“O trabalhador ficou com um buraco na renda. O setor da construção perdeu mais de 1 milhão de postos de trabalho na crise. Os benefícios que as empresas davam para segurar os bons empregados ficaram no passado”, diz.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) José Luís Oreiro avalia que a construção ainda deve patinar. “Ela foi expandida de 2008 a 2014, por investimento público, e ainda teve a bolha imobiliária, que aumentou o valor dos imóveis e estimulou lançamentos. Esses vetores estão ausentes agora. A recuperação vai demorar.”

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Com 4 meses de governo Bolsonaro, mesmo sem ter implementado medidas paliativas pra evitar que a economia decline mais, o governo tem enviado propostas ao congresso, que se aprovadas, mesmo em parte, irá dar um impulso enorme pra sair dessa crise, podendo até ser o remédio eficaz a evitar novas crises para os próximos 15 anos.

    1. Mulher…pare de escrever coisa que vc não sabe… O governo está perdido, sem rumo… Ele não está preocupado com desemprego, educação, etc… Procure ler mais e analisar melhor o cenário atual…

    2. Correto, Dulce. Fomos (des) governados por canalhas de esquerda por mais de 20 anos e nos deixaram nessa difícil situação. Nada no Brasil funciona a contento. Bolsonaro, com apenas 5 meses no governo, já consertou muita coisa. Infelizmente, o Congresso e o STF não estão colaborando com o Brasil. E a petralhada continua torcendo e agindo contra o nosso país. Veja por aqui mesmo. Petralha, que idolatra um presidiário ANALFABETO, recomendando leitura é algo surreal. Essa gente não se manca. Rsrsrsrs

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Política

‘Dificilmente teremos concursos nos próximos anos’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) falou neste sábado, 22, que a redução de concursos públicos do goveno não deve atingir a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. “Fora isso, dificilmente teremos concursos no Brasil nos próximos poucos anos”, afirmou o presidente a jornalistas.

No início do mês, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo optou por não promover concursos públicos por um tempo. Segundo Guedes, cerca de 40% do funcionalismo federal atual deve aposentar-se em até cinco anos, o que possibilitará ao governo enxugar a máquina pública sem demitir.

Veja

Opinião dos leitores

  1. O Estado brasileiro foi "inchado" pelos governos petralhas. Por isso falta dinheiro para investimentos e até para pagar os salários dos próprios servidores. O tamanho da máquina tem de diminuir.

  2. Oh coisa boa! Por isso votei no mito, para acabar com essa farra de servidores públicos. SERVIDOR PÚBLICO, É A DESGRACA DE UM PAÍS.

    1. Já sei que você é doido para ser funcionário terceirizado hehehe

  3. Poxa, logo agora que minha mula estava negociando com o Congresso transformar a atividade de concurseiro em profissão regulamentada?

    1. Essa lógica de vocês da esquerda é bizarra. De onde você acha que vem o dinheiro que paga os altos salários do servidor público? Acham que cai do céu ou brota do chão? É o suor do autônomo, agricultor, comerciante e etc.! Estado desinchado JÁ!

    2. Desconfio bastante de quem usa termos como esse "bozo". Neste caso, mais um incompetente e/preguiçoso, incapaz de se submeter a um concurso? Será que está encostado em algum sindicato ou universidade pública?

    3. A inveja nunca se deixa esconder.
      A manada vermelha não entende que a razão dessa medida está no descalabro que o país foi jogado na época que seus bandidos de estimação governavam.
      O país não pode ser um grande empregador. Quem tem que assumir esse papel é a indústria, comércio e serviços.
      Mas vá dizer isso a um jumento e espere que ele entenda…

    1. Então os próprios esquerdopatas são conscientes de que não têm competência para se submeter a concursos ou falta disposição para estudar? Ou os dois?

    2. A propósito, caro petralha, para esses que vc chama de minions não há tempo ruim. Por que eles têm disposição de sobra para estudar e trabalhar. Diferente de vcs. Rsrsrsrs

    3. A grande maioria desses concurseiro são esquerdopatas, portanto agora vão se tornar liberal, e seus rumos agora serão empreender e investir no mercado, logo, agora sim, produzir riquezas para o país.

    4. Mas os mamadores do governo se ferraram muito mais BOA MITO PARABENS

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Judiciário

Parlamentares buscam apoio para reabertura do Fórum Varella Barca

A vereadora Nina Souza e o deputado estadual Ubaldo Fernandes, reuniram-se, na última quinta-feira (20), com o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Eudo Rodrigues Leite, para solicitar apoio na campanha em prol da reativação do Fórum Varella Barca, na Zona Norte de Natal.

O Fórum Varella Barca foi desativado no final do ano passado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e os serviços foram transferidos para o Complexo Judiciário de Potilândia. Quatro Juizados Especiais e três Varas Criminais deixaram de operar na Zona Norte de Natal, fazendo com que os moradores da região tenham que se deslocar para Potilândia.

Nina Souza se mostrou otimista com a reunião. “Saímos felizes da audiência, pois o Procurador-Geral foi receptivo ao nosso pleito e se comprometeu em estudar a demanda. Queremos conscientizar o Tribunal de Justiça da importância do Fórum em funcionamento na maior região da capital e para isso precisamos do apoio das instituições”, afirmou a vereadora.

Acompanharam a reunião, o Deputado Estadual Ubaldo Fernandes, além do presidente do Movimento Pro-Natal, Naelson Borja, e representantes da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas

Opinião dos leitores

  1. 2020 ali na bica, se aproximando, logo os vereadores natalenses (sim, Ubaldo Albino é só mais um "vereador estadual") redescobrem a sempre relegada Zona Norte. Filme velho e vergonhoso, já deviam ter incinerado essa película.

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Política

Presidente reage e critica possibilidade de reeleição nas presidências do Congresso

Foto: Sérgio Lima

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste sábado, 22, indiretamente, a articulação que surgiu, por iniciativa de um grupo de parlamentares, para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita reeleições nas presidências da Câmara e do Senado, sem qualquer limitação. A articulação foi noticiada pelo Estadão/Broadcast neste fim de semana.

Atualmente, a Constituição proíbe que os presidentes das Casas sejam reconduzidos aos cargos na mesma legislatura. Na prática, isso significa que, em 2021, o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não poderão concorrer à reeleição. A PEC mudaria isso.

“Veja, por exemplo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O cara fica eternamente lá”, criticou Bolsonaro, ao falar da articulação que surgiu no Congresso Nacional. “Qualquer eleição de quem já tem mandato, ele o candidato já sai com a máquina na mão. Ele tem um orçamento grande lá dentro. Isso aí é um atrativo para ganhar simpatizantes”, acrescentou.

Bolsonaro afirmou, porém, que a decisão sobre permitir ou não reeleição cabe ao próprio Parlamento. “No meu entender, a Câmara que vai decidir, é coisa interna deles. Se eu fosse parlamentar, eu saberia como votar…”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente falou neste sábado a jornalistas, na saída da Coordenadoria de Saúde do Palácio do Planalto, em Brasília, onde esteve para exames de rotina.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Polícia

Deputada federal vai depor sobre morte de marido

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) vai depor à polícia, na próxima segunda-feira (24), sobre a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo. O depoimento, segundo a assessoria da parlamentar, será na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro.

A delegada Barbara Lomba afirmou que todos os moradores da casa onde Anderson foi morto fazem parte da investigação.

“A deputada federal Flordelis comparecerá à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo na segunda-feira para prestar depoimento como testemunha no caso do assassinato do pastor Anderson do Carmo. Embora, como parlamentar, a deputada tenha a prerrogativa de escolher o dia e o local do depoimento, ela decidiu aceitar o convite nos termos formulados pela polícia, porque tem o interesse de colaborar com as investigações”, informou, em nota, a assessoria da parlamentar.

Procurada, a Polícia Civil respondeu, também em nota, mas não confirmou o depoimento de Flordelis: “De acordo com a Delegacia de Homicídios, as investigações continuam em andamento, testemunhas e familiares estão sendo ouvidos e diligências sendo realizadas. Quanto à demanda exata [sobre o depoimento], ainda não temos informações”.

Um dos filhos do casal confessou ter matado Anderson, com seis tiros, mas a polícia continua investigando o caso para saber se há mais envolvidos no assassinato e quais seriam os motivos do crime.

O celular do pastor ainda não foi entregue às autoridades. Os policiais encontraram uma pistola na casa e verificaram os restos de um grande volume de material queimado no quintal do imóvel.

Agência Brasil

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Política

Bolsonaro confirma pressão de partidos por ministérios: “O que mais pedem é o da Minas e Energia, não sei por quê”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (22), que “há pedidos” de políticos pela indicação de ministros.

“Não pretendo mudar ministros, você sabe que há pedidos, é natural. O ministério que mais pedem é o da Minas e Energia, não sei por quê. Ninguém pede o da Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos]. É natural acontecer isso aí, a gente conversa, se expõe e se explica e grande parte deles [líderes políticos] entende a situação que nos encontramos”, disse Bolsonaro, pouco depois de deixar o departamento médico do Palácio do Planalto, onde fez exames de rotina.

Bolsonaro alegou que o Brasil não pode voltar a ter “ministros de partido.”

“Vamos supor que eu dê o ministério X para tal partido. Daí o PV me pede o Meio Ambiente e bota o Zequinha [o ex-ministro Sarney Filho] lá. Como fica o agronegócio? Todos pedem com essa política de querer botar o meu homem ou mulher nesse ministério. Todos pedem, sem exceção”, declarou.

O mandatário argumentou ainda que “pela primeira vez” há no país um presidente “horando o que prometeu na campanha”. “O que eu mais ouço falar, o pessoal mais tranquilo, parlamentar antigo, é que hoje ele tem acesso a todos os ministérios”, disse Bolsonaro. “Antigamente ele tinha acesso ao ministério do partido dele. Isso que mudou”, acrescentou.

Bolsonaro voltou a falar sobre a articulação política do seu governo.

Por meio de medida provisória publicada na quarta-feira (19), o presidente transferiu a articulação política de Onyx Lorenzoni (ministro da Casa Civil) para o general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Lembrando que Onyx é seu aliado de longa data, Bolsonaro disse que o chefe da Casa Civil “é um bom articulador”. Mas emendou: “A situação é difícil dele, é o fusível que tem a menor resistência, queima mais rapidamente, segundo dizem por aí.”

Nesta sexta-feira (21), o presidente usou uma analogia semelhante para se referir aos ministros que despacham no Palácio do Planalto.

“Bem, todo mundo diz, e é verdade: tem três ministérios aqui dentro [do Planalto], Secretaria do Governo, Secretaria-Geral e Casa Civil, que são fusíveis. Para evitar queimar o presidente, eles se queimam”, afirmou o mandatário, na sexta-feira.

Bolsonaro também comentou, neste sábado, a demissão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, que ocorreu na quinta-feira (13).

O presidente disse que não tem “nada pessoal” contra Santos Cruz, mas alegou que seu ex-auxiliar tinha “uma difícil articulação conversando com parlamentares.”

Citando que o substituto de Santos Cruz, general Ramos, já foi assessor parlamentar do Exército, Bolsonaro disse que seu novo ministro “tem bom trânsito com parlamentares”. “É uma pessoa de comportamento alegre em relação ao anterior. Então isso vai ajudar a quebrar barreiras com toda certeza”, concluiu o presidente.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Hummm. Eu sei que ele não sabe. Se já foi pobre não se lembra mais. Só falta-lhe escarrar no prato em que comeu durante quase 30 anos no baixo clero.

    1. Comeu o que? Quase 3 décadas por lá e não há NADA contra ele. E já vasculharam TUDO o que podiam. Aliás, ele recebeu até elogios de corruptos por não participar das falcatruas. Lembra do que disse Sérgio Machado? E os Odebrecht? Seus "heróis" podem se gabar disso? Da cadeia? Rsrsrsrs.

    2. Desconfio que esse rapaz é um filho que Bolsonaro teve fora do casamento.

    3. Não creio que seja filho, apena um devoto do Messias com nenhum senso crítico, qualquer um que discorde é petista, gayzista, abortista, venezuelista, antipatriota…

  2. Realmente não tem jeito pra esse país, todos só pensam no bolso e no partido só no ano de eleição que pensam 10% no povo.

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Diversos

Marinha emite aviso de mau tempo no litoral potiguar

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), participa que poderão ser observados ventos fortes de direção Leste a Sudeste até 60km/h (33 nós) entre o litoral do Rio Grande do Norte, ao norte de Touros (RN) e o litoral do Maranhão até São Luis (MA), entre o dia 21 à noite e 12 horas do dia 23.

A Capitania dos Portos recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem a navegação e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e mais itens de segurança.

Maiores informações sobre as previsões meteorológicas poderão ser obtidas no site do Centro de Hidrografia da Marinha – CHM – no endereço www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm

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Cultura

Com interprete de libras, Prefeitura de São Gonçalo transmite ao vivo final do Quatrocentão

Foto: Júnior Santos

Transmitindo ao vivo em sua página no facebook, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN vai inserir um interprete de libras na transmissão da final do Arraiá Quatrocentão, que acontece neste sábado (22), no ginásio de Esportes Senador Luiz de Barros, em Santo Antônio do Potengi. Seis quadrilhas juninas disputam o título de 2019. A campeã representa o Rio Grande do Norte no “Nordestão de Quadrilhas Juninas”.

“É de extrema importância darmos maior atenção às pessoas com deficiência auditiva. A Prefeitura tem uma secretaria municipal da Pessoa com Deficiência; a de Educação tem um centro de atendimento especializado; e agora a Comunicação vai transmitir, pela primeira vez, um evento com interprete de libras. Precisamos promover a inclusão em todas as áreas”, ressaltou Rodolfo Maia, secretário de Comunicação e Eventos.

Opinião dos leitores

  1. Prefeito mande seus funcionários, ajeitar os buracos, que tem em Cidade das Rosas,o pessoal está muito satisfeito com o sr………

  2. Tudo em SGA é notícia, até a prosaica presença de um intérprete de libras num evento de massas. Menos o fato de o cachorro ser balançado pelo rabo.

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Política

Bolsonaro admite erros na articulação política

Após experimentar derrotas em série no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu ontem que seu governo enfrenta problemas na articulação política. Ele atribuiu as dificuldades à “inexperiência” e admitiu que teve de adotar o modelo que era usado no Palácio do Planalto de Michel Temer.

O mea-culpa veio ontem, mas as mudanças já haviam sido oficializadas na quarta-feira por medida provisória. Nela, o presidente tirou a articulação política da Casa Civil, chefiada por Onyx Lorenzoni (DEM). “Quando montamos aqui, no primeiro momento, por inexperiência nossa, tivemos algumas mudanças nas funções de cada um que não deram certo”, disse o presidente em entrevista. “Em grande parte, retornamos ao que era feito em governo anterior.”

Bolsonaro se referia ao arranjo vigente até 2018, onde a Secretaria de Governo cuidava simultaneamente da articulação política e da liberação de emendas aos parlamentares. No governo Temer, o posto foi ocupado por Geddel Vieira Lima (MDB-BA), que hoje está preso, por Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e por Carlos Marun (MDB-MS).

Agora, a Secretaria de Governo será comandada pelo general da ativa Luiz Eduardo Ramos, recém-nomeado por Bolsonaro para o cargo. Ao anunciar sua chegada ao governo, na semana passada, o presidente enfatizou que o auxiliar tivera experiência como assessor parlamentar e que, por isso, ajudaria muito no trato com o Congresso. O anúncio da ampliação dos poderes da Secretaria de Governo veio depois.

Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “o problema da articulação política não é do ministro, mas do governo”. “A gente sabe que isso não é tão fácil sem a participação direta do presidente”, afirmou.

A condução da articulação política por Onyx era alvo de críticas por parlamentares de diferentes matizes. Na abertura dos trabalhos legislativos, ele se indispôs com Maia ao tentar costurar uma candidatura alternativa e bloquear sua reeleição. Fracassou. Ao mesmo tempo, ganhou fôlego ao apoiar a eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) contra Renan Calheiros (MDB-AL).

Os problemas, porém, foram se avolumando. Na semana passada, houve uma derrota emblemática. O Senado derrubou decretos que flexibilizam o porte de armas, promessa de campanha de Bolsonaro. Ele chegou a fazer um apelo aos deputados, em ‘live’ no Facebook, para que não enterrem a iniciativa.

Líderes do Centrão costumavam desferir as críticas mais contundentes, argumentando que o governo tinha dificuldade de dialogar e tentava “criminalizar” todo tipo de negociação política. Mas, até integrantes do PSL, partido do governo, vez ou outra disparavam contra o Planalto.

“O presidente percebeu que não estava funcionando. Deve ter recebido muitas reclamações e tenta dar outro norte ao governo”, disse o líder do PSL na Câmara dos Deputados, deputado Delegado Waldir. Segundo ele, mais do que ajustar o desenho, é importante encontrar “a pessoa certa para o lugar certo”, porque o Parlamento “gosta de respeito”. “Para articulação política, tem que ter jogo político, humildade, respeitar os parlamentares, tem de ser amado pelo Parlamento ou não vai dar conta do serviço, não”, disse Waldir.

Bolsonaro tem tentado preservar Onyx e evitou culpá-lo pelos resultados ruins no Congresso. “Onyx está fortalecido pelo PPI”, disse, referindo-se ao Programa de Parceria em Investimentos, que cuida de concessões e privatizações e passou para a Casa Civil. Onyx é aliado de primeira hora de Bolsonaro e já integrava seu time antes de ele se firmar nas pesquisas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Todo mundo erra e quebra a cara. Exceto a bailarina e Barack Obama, para quem o presidiário de Curitiba é "o cara".

    1. Em tudo Aninha.
      Tá tudo certinho, existe altos e baixos NORMAIS pra um início de governo reformista. São apenas cinco meses de governo, repito, cinco meses de governo, é humanamente impossível, deixar tudo brilhando, após de 13 anos de CAOS, ROUBO, LADROEIRA PETISTA. Nem uma fada com uma varinha de condão dava jeito, no estrago que os aloprados fizeram.
      Entendeu??
      De tempo ao tempo que tu vai vê o show do novo governo tá??

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Política

Governo apresenta ao Banco Mundial medidas adotadas na busca pelo equilíbrio fiscal do RN

A governadora Fátima Bezerra e a equipe econômica do Governo estiveram reunidos nesta sexta-feira (21) com representantes do Banco Mundial. O encontro é mais uma etapa do processo de adesão do Estado ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), encaminhado pelo Governo Federal na primeira semana de junho ao Congresso Nacional. Esse plano prevê empréstimos aos Estados com nota C na capacidade de pagamento e com garantia da União.

Nessa reunião com o Banco Mundial, o Governo fez uma explanação de como encontrou o Estado e quais medidas já foram adotadas na busca do equilíbrio fiscal e do aperfeiçoamento da gestão, a exemplo da revisão de contratos e de benefícios, projeções e auditorias. Uma demonstração detalhada desse primeiro semestre de gestão. A reunião busca esclarecimentos e propostas para dar transparência ao processo, como um dos passos para a negociação com a instituição financeira que será a financiadora do PEF ao Rio Grande do Norte.

“As reuniões de hoje fazem parte do processo de adesão do Estado ao Programa de Equilíbrio Fiscal do Governo Federal. Estamos atuando em quatro frentes: uma das frentes é responder à Secretaria do Tesouro Nacional uma série de formulários, que mostram qual é a nossa realidade fiscal, a aprovação da legislação no Congresso Nacional é uma outra frente de trabalho, bem como a aprovação de legislação específica também em âmbito local e por fim com as instituições financeiras que irão participar desse processo”, explica Aldemir Freire.

O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte duas legislações que o secretário de Planejamento considera fundamentais para a adesão ao PEF. “A PEC do crescimento sustentável das despesas e a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020, elas são pontos de partida para o equilíbrio fiscal e financeiro do Estado nos próximos anos e para a adesão do RN ao Programa de Equilíbrio Fiscal, que no período de quatro anos pode render ao Estado R$ 1,3 bilhão”, ressaltou Freire.

Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF)

O Governo Federal encaminhou, na primeira semana de junho, o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) ao Congresso. Esse plano prevê empréstimos aos Estados com nota C na capacidade de pagamento e com garantia da União. O RN pretende receber R$ 1,3 bilhão, repassados em tranches (divisões contratuais) sob condição de o Estado melhorar anualmente sua capacidade de pagamento até atingir nota B até 2022. Esse empréstimo será concedido por bancos. E como condição para receber, os Estados precisam aprovar algumas leis e um plano que permita aos mesmos recuperar o equilíbrio fiscal no período de 4 anos.

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkk. Como FATÃO vai diminuir custos, inchado a máquina e dando aumento de 16% ao judiciário, não vendendo a Caern e nem fazendo adesão ao plano da previdência? Só se o banco mundial for louco pra levar calote.

  2. Dinheiro de banco é um PALIATIVO, mas pra frente vai estourar de novo e não vai ter banco pra emprestar, o estado não vai ter dinheiro sequer pra pagar esses PAPAGAIOS.

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Turismo

[VÍDEO] Aeroporto de Natal, ao invés de divulgar a própria cidade, divulga Recife

O assunto que ganhou as redes sociais nesse final de semana, foram as iamgens da publicidade de Recife, como destino turístico, no Aeroporto de Natal.

Ao invés de divulgar Natal, o terminal de passageiros funciona como um verdadeiro outdoor para a capital pernambucana.

Opinião dos leitores

  1. Quando Dilma foi visitar o comparssa maduro, Henrique Alves ficou como presidente,ai ele assinou a construção desse aeroporto nas terras do pai dele chamado Aluísio Alves, em caráter de concessão, por 49 anos, manobra política com a famia idolatrada de Parnamirim.

  2. Avião ñ é alternativo p/pegar passageiro em casa, hoje todos aeroportos são distantes das cidades ( mas de trinta anos o de Belo Horizonte era longe, Guarulhos e outros) .

  3. Esta desgraça, nem era para acontecer, serviu so para corruptos, com certeza vai se acabar, tudo que se rouba um dia a desgraças chega, estamos vendo acontecer

  4. Nada demais o Ministério do Turismo sempre divulga destinos turísticos de outras cidades em.varias capitais do país.

  5. Seria bom se ele fosse arrastado por um tornado até Recife e lá ficasse. Oh! alívio para os natalenses.

  6. Em qualquer parte do mundo os interesses locais são defendidos, exceto no pequeno Rio Grande Norte, terra de ninguém !

  7. Já disse ( e muitos também disseram…) que esse aeroporto de S. Gonçalo é apenas e tão somente mais um arrumadinho de nossos políticos para se dar bem.
    Só aqui no RN se fecha uma equipamento como o antigo e ótimo Augusto Severo.
    Bem feito… parece que o "negócio" não gerou fruto$.

  8. Em qualquer parte do mundo defende-se os interesses locais, exceto no Rio Grande do Norte.
    Não é à toa que o estado regride há passos largos.

  9. Qual o problema?
    Basta o Governo RN pagar para fazer propaganda e pronto. Manter o aeroporto custa caro, e a concessionária deve fazer propaganda para clientes que querem divulgar seus destinos.

  10. Esse aeroporto de SAO GONÇALO, LONGE DE TUDO E DE TODOS, muito breve vai fechar as portas, e assim teremos de volta o nosso verdadeiro aeroporto que é o de PARNAMIRIM, PERTO DE TUDO E QUERIDO DE TODOS.

  11. Não eh errado ter divulgação do destino Recife aqui em Natal, eh errado se não houver divulgação do destino Natal lá em Recife, João Pessoa, Maceió… Eh uma questão de estratégia de marketing. Será que nossa secretaria de turismo pensa nisso?

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Judiciário

Decisão do TCU de bloquear bens de Emílio e Marcelo Odebrecht é vista como marco na corte

A decisão do Tribunal de Contas da União de bloquear os bens de Emílio e Marcelo Odebrecht em ação que apura prejuízos ao erário causados pelo grupo que leva o nome da família é tratada como marco para processos que tramitam na corte.

O argumento de que eventuais multas poderiam inviabilizar o funcionamento de empresas, nesse caso, dizem integrantes do tribunal, fica vencido, já que a medida não atinge o caixa da empreiteira. Solução semelhante pode ser usada em outros processos. A Andrade Gutierrez está na fila de julgamentos do TCU.

Rubens Ricupero está na lista de credores da Odebrecht. O valor anotado é de R$ 105 mil. A CDN, gestora de crises de comunicação, também. Nesse caso, a conta é de quase R$ 2,1 milhões.

Painel/Folha de S.Paulo

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Economia

Parcela do financiamento pesa mais no bolso do consumidor

Desde que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) começou a cortar a taxa básica de juros (Selic), a partir de outubro de 2016, o brasileiro que compra produtos financiados tem pagado a conta do não repasse integral da queda da Selic para a taxa ao consumidor, aponta o estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Nos cálculos da entidade, há casos em que a prestação ficou quase 15% mais cara.

A despesa maior com juros é visível nos itens de maior valor. Na compra de um veículo de R$ 30 mil, por exemplo, financiado em 42,3 meses, o comprador pagava uma prestação de R$ 960,82, levando em conta os juros médios apontados pela pesquisa do BC em abril deste ano, de 21,12%. Se o corte da taxa básica de juros tivesse sido repassado integralmente para o consumidor, a taxa seria de 11,74% ao ano e a prestação de R$ 838, nas contas da CNC.

Com isso, quando o comprador terminar de pagar o financiamento do carro, ele terá desembolsado R$ 42.016,85. Se o empréstimo tivesse sido contraído pela taxa menor, o carro custaria R$ 36.6545,85. É uma diferença de R$ 5.370,99.

“Para o consumidor, o não repasse integral da queda dos juros básicos às taxas finais representou um maior peso na parcela mensal dos financiamentos, especialmente diante da relativa estabilidade da massa de rendimentos”, diz o economista-chefe da CNC e responsável pelos estudos, Fabio Bentes.

Spread

Para o economista, não só o repasse do corte da taxa básica de juros não foi integral para o consumidor como o spread bancário caiu menos que a Selic. O spread é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador para captar o recurso e quanto esse banco cobra para emprestar.

Em outubro de 2016, o spread era 23,9% e terminou 2018 em 16,9%, mas voltou a subir este ano. Em abril estava 19,3%. De outubro de 2016 a dezembro de 2018, o spread caiu 41% e neste ano subiu 14%. No período todo, a queda foi de 20%. “O spread caiu menos do que a Selic (- 54,4%) no período e a gordura dos bancos aumentou”, afirma o economista.

Métricas diferentes

A Febraban, que reúne os bancos, reforça, porém, que houve redução no spread e nos juros – considerando a comparação de taxas em pontos porcentuais, metodologia usada na avaliação da entidade. Em nota, a Febraban afirma que “a queda da taxa de juros foi acompanhada da redução do spread bruto bancário”. Em abril deste ano o spread atingiu 45,8 pontos porcentuais nas operações de crédito com recursos livres para pessoa física, ante 62,3 pontos porcentuais registrados em outubro de 2016, segundo a entidade. A redução, foi de 16,5 pontos porcentuais no período.

De acordo com a Febraban, “os bancos aproveitaram a queda na taxa básica de juros para reduzir o custo do crédito ao consumidor, em alguns casos com cortes bem superiores nas taxas cobradas dos clientes”.

‘Agora a venda está péssima’

O empresário do varejo de móveis Mohamed Barakat, diz que o mercado está difícil. “Antes as vendas estavam ruins, agora estão péssimas”, afirma. Depois de ter ampliado em 7% o faturamento em 2018 em comparação com o ano anterior, ele registrou queda de 10%, de janeiro a maio deste ano. “A gente vinha com crescimento pequeno, mas neste ano vamos fechar com retração.”

Um dos fatores que explicam a reversão nos negócios é que o consumidor que comprava móveis a prazo diminui muito a sua participação nas vendas das três lojas das quais ele é sócio. Os pontos comerciais ficam na rua Teodoro Sampaio, na zona oeste da capital paulista, um tradicional corredor comercial do setor. Sob as bandeiras Kaza&Estilo, Complemento Interiores e Mosai, cada uma é voltada para um público específico: o mais abastado, o cliente de classe média e o consumidor popular.

Segundo Barakat, hoje o público que compra móveis pede desconto e paga à vista. “O cliente que não tem dinheiro na mão para pagar à vista e quer parcelar em muitas vezes está faltando.”

Ao lado do automóveis e dos materiais de construção, o setor de móveis está no rol daqueles movidos a crédito e que estão entre os mais afetados pelo não repasse integral da taxa básica de juros para o custo do financiamento ao consumidor. Em 12 meses até março deste ano, as vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 2,1% e poderiam ter crescido quase 1%, se o juro fosse menor. Diante da dificuldade, Barakat conta que começou a olhar para dentro da sua empresa. “Estamos indo atrás de tecnologia para cortar custos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Política

Projetos no Congresso destravam mais de uma Previdência em investimentos

Um conjunto de oito projetos em tramitação no Congresso, mais da metade encampada pela equipe de Jair Bolsonaro para evitar uma nova recessão, tem potencial para gerar R$ 1,4 trilhão em investimentos em dez anos, impacto maior que o da reforma da Previdência.

Diante da falta de articulação política do governo, o Congresso decidiu levar adiante a pauta econômica do país. Depois de adotar a reforma da Previdência e acelerar a tramitação da tributária, lideranças partidárias começam a elencar os projetos prioritários para um choque nos investimentos necessários para a geração de emprego.

Levantamento de Marcos Ferrari, ex-secretário de Assuntos Econômicos do extinto Ministério do Planejamento, mostra que, com os oito projetos, seria possível ampliar a taxa de investimento da economia, especialmente na infraestrutura, em 40% nos próximos dez anos, o que daria R$ 1,4 trilhão no período.

“A questão não é falta de recursos [para investimento]”, disse. “O principal é resolver gargalos. Os nós estão na escassez de projetos viáveis e na falta de eficiência regulatória.”

Para Ferrari, que deixou recentemente a diretoria de infraestrutura do BNDES, a maior parte do cálculo envolve aprimoramentos regulatórios. “Bastaria modernizar as regras de setores como telefonia, energia, saneamento e mineração para destravar investimentos”, diz. “Além disso, é preciso estabilidade nas decisões das agências reguladoras.”

Projetos como esses podem destravar aportes das empresas enquanto o governo passa por limitações orçamentárias. No primeiro trimestre, o investimento da União correspondeu a 0,35% do PIB —menor nível para o período na série histórica, iniciada em 2007.

A iniciativa privada defende que também está limitada para investir em boa parte por amarras regulatórias. Em infraestrutura, o nível de investimentos totais caiu de 2,4% do PIB em 2014 para 1,7% em 2018, segundo a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

Em telefonia, Ferrari afirma que os investimentos podem aumentar com o novo marco regulatório do setor, hoje sob a relatoria da senadora Daniella Ribeiro (líder do PP). O projeto garante que elas possam ficar com os bens hoje atrelados à concessão e ter mais flexibilidade na alocação dos investimentos, especialmente na declinante telefonia fixa.

Somente essas duas mudanças liberariam R$ 75 bilhões em investimento novo, pelos cálculos de Ferrari. Por ano, as operadoras investem hoje cerca de R$ 30 bilhões.

No setor elétrico, projeto de 2015 de deputados de PRB, PSDB, SD e PT pretende flexibilizar as regras para as concessionárias, tanto na geração como na distribuição, racionalizar descontos tarifários e dar liberdade para o consumidor contratar energia.

Na área fundiária, um projeto do senador Irajá Abreu (PSD-TO) pretende permitir a venda de terras para grupos estrangeiros, desde que se instalem no país. Ele acredita que o tema tenha ganhado força depois da abertura do capital das companhias aéreas para empresas estrangeiras.

Outro setor analisado é o saneamento básico, negócio hoje dominado pelo setor público. Em geral, as regras são definidas pelos municípios, quem presta o serviço é uma empresa estadual e quem financia é a União via bancos públicos.

Os poucos grupos privados que operam reclamam da insegurança jurídica. E falta recurso público diante da crise fiscal dos entes da Federação para massificar o acesso aos serviços de água e esgoto. O resultado é que diversas regiões ainda têm esgoto a céu aberto.

O governo tentou aprovar uma medida provisória para rever essa situação, mas ela caducou. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, costurou então um acordo para viabilizar a tramitação de projeto de lei do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que substituiu a MP. A proposta passou pelo Senado e foi para a Câmara.

Estima-se que, com a mudanças, será possível levantar mais de R$ 700 bilhões em investimentos privados.

Também está no Congresso a medida que amplia a possibilidade de acordo entre entes da Federação na desapropriação de bens públicos.

Esse projeto poderá incentivar, por exemplo, obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Boa parte está parada devido à falta de recursos, mas 42% delas não seguiram o cronograma de construção por complicações, como questionamentos na Justiça.

O governo também patina na regulamentação de uma lei aprovada em 2017 que prevê a devolução amigável de concessões por empresas em dificuldade financeira. Diante da inércia, concessionárias de rodovias e a do aeroporto de Viracopos (SP) entraram em recuperação judicial.

Outro projeto que pode ser desarquivado é o que prevê a concessão de “assentimento prévio” do Conselho de Defesa Nacional aos empreendimentos de mineração em áreas de fronteira. Estrangeiros teriam menos restrições.

Única medida encampada pelo governo que avançou, o projeto de lei das agências foi aprovado em maio. Ele barra indicações políticas e decisões regulatórias que gerem custos abusivos para sua implementação.

Só uma das quatro maiores operadoras de telefonia gasta, por ano, R$ 8 bilhões no cumprimento de regras, muitas vistas como desnecessárias, especialmente na telefonia fixa.

O governo atual, aliás, encampou outros quatro projetos, herdados de gestões passadas: o marco do setor elétrico, do saneamento, das telecomunicações e a relicitação.

Atualmente, o esforço da equipe econômica para aumentar investimentos se concentra no estímulo ao mercado de capitais e no aumento da produtividade.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirma ser necessário fortalecer as debêntures como opção de investimento. “Ao diminuir as distorções do mercado, ganhamos eficiência econômica e produtividade, e isso se traduz no crescimento no longo prazo”, disse.

O mercado de debêntures está em franca expansão. Só na área de infraestrutura, o volume de papéis chegou a R$ 21,6 bilhões, em 2018, alta de 137% ante o ano anterior.

Ele também defende realocar recursos públicos. Nos últimos anos, diz, eles foram em boa parte direcionados para projetos não rentáveis (como estádios da Copa do Mundo).

Folhapress

Opinião dos leitores

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