Economia

Reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023

A reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023. A estimativa consta de relatório divulgado hoje (22) pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Economia. Segundo a nota técnica, a renda per capta do brasileiro subirá R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pensões sejam aprovadas.

Para chegar a esses valores, o estudo comparou os efeitos da aprovação da reforma da Previdência sobre o crescimento da economia. Os cálculos mostram diferenças crescentes no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) nos cenários com e sem a aprovação das medidas.

Caso as regras para a Previdência Social e dos servidores públicos não mudem, o país cresceria apenas 0,8% em 2019. No segundo semestre de 2020, a economia voltaria a entrar em recessão, mas o país ainda fecharia o ano com expansão de 0,3%. Nos anos seguintes, o recuo seria maior: -0,5% em 2021, -1,1% em 2022 e -1,8% em 2023.

Num cenário que considerou a aprovação da reforma da Previdência conforme enviada ao Congresso Nacional, o PIB cresceria 2,9% ao ano em 2019, 2020 e 2021. O ritmo de expansão se aceleraria para 3,3% ao ano em 2022 e 2023. Apenas em 2023, a diferença entre as estimativas de crescimento do PIB nos dois cenários se situaria em 5,1 pontos percentuais.

O estudo trabalhou com um cenário intermediário, que considera a aprovação parcial da reforma da Previdência nas condições previstas pelas instituições financeiras. Nessa simulação, chamada de “consenso de mercado”, o PIB cresceria 2,5% em 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% ao ano de 2021 a 2023. A renda per capita (por habitante) subiria em ritmo menor, com expansão de R$ 4.642 até 2023. A estimativa sobre a criação de empregos nesse cenário com aprovação parcial não foi divulgada.

Ciclo virtuoso

Segundo o relatório da SPE, o crescimento da economia após a aprovação da reforma da Previdência decorre de um ciclo virtuoso proporcionado pela diminuição dos gastos públicos e pela alocação de despesas obrigatórias, como a da Previdência Social, em outros ramos, como o investimento (obras públicas que melhoram a infraestrutura). Isso ocorre porque a redução dos gastos com a Previdência faz o governo se endividar menos, o que permite a redução dos juros e acarreta expansão do PIB.

A alta da produção, do investimento e do consumo estimula a criação de empregos. Esse processo melhora a arrecadação porque as pessoas pagam mais tributos sem que a legislação precise mudar. Com mais receitas, a situação das contas públicas melhora, permitindo o ressurgimento do superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida pública) e a contenção do endividamento público.

De acordo com o estudo, o Brasil sairá de um déficit primário de 1,6% do PIB em 2018 para um superávit de 1,1% em 2023 (com aprovação total da reforma) ou de 0,6% (com aprovação parcial). Com a manutenção das regras atuais da Previdência, o país encerraria 2023 com déficit primário de 1% do PIB. A dívida bruta do governo geral, que fechou 2018 em 77,1% do PIB, cairia para 76,1% em 2023 com aprovação total, mas subiria para 80,5% no cenário de aprovação parcial e para 102,3% sem nenhuma reforma. A taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 6,5% ao ano, cairia para 5,6% ao ano até 2023 com a aprovação total, mas subiria para 8% ao ano no cenário de aprovação parcial e para 18,5% ao ano caso a reforma não seja feita.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O governo do B171 está com 45 milhões pra que a mídia engane o povo e possa aprovar essa farsa . Não tem ROMBO na previdência, existe ROUBO

  2. Kkkkk conta outra! A reforma trabalhista também ia criar empregos e o resultado foi precarizar a situação do trabalhador. Governo carniceiro esse.

  3. A reforma trabalhista também ia criar milhoes de empregos mais em 2018 gerou milhões de desempregados,isso aí é manchete enganosa.

  4. Que mentira criminosa é essa. Bando de indecentes! A reforma trabalhista também ia criar, onde estão os empregos. Canalhas mentirosos. A população brasileira não pode aceitar esse crime contra o povo chamada reforma da previdência. Pau nesses desgraçados. Vamos à guerra

  5. Fake news com força!
    Alguém lembra quando venderam metade do pais na era FHC prometendo q tdo o dinheiro melhoraraia a saúde e educação?
    E a reforma trabalhista?
    Enganam o povo.

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Diversos

Opositores denunciam duas mortes perto da fronteira com o Brasil; feridos são tratados em Roraima

Apesar do clima pacífico do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela, há relatos de que ao menos 2 venezuelanos morreram e 31 ficaram feridos em confrontos entre forças do regime de Nicolás Maduro e manifestantes favoráveis ao opositor Juan Guaidó na cidade de Santa Elena de Uairén neste sábado, 23.

As mortes teriam ocorrido durante intervenção da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) contra um grupo de manifestantes na cidade que pedia a liberação da passagem dos caminhões para que a ajuda humanitária possa chegar ao país. O Parlamento venezuelano, único órgão controlado pela oposição, afirmou que no total há 4 mortos nos confrontos desde sexta-feira na região da fronteira entre Venezuela e Brasil.

“O que ocorre na fronteira com o Brasil não é uma repressão comum. O que ocorre em Santa Elena é um massacre contra o povo indígena, já contabilizamos 4 mortos e mais de 20 feridos de bala”, afirmou o deputador venezuelano opositor Juan Andrés Mejía. Ainda não há confirmação oficial sobre o número de mortos e feridos do lado venezuelano da fronteira.

A ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, crítica ao governo Maduro, também afirmou que as ações na cidade deixaram mortos e feridos. “Os dois mortos são resultantes da repressão de militares durante distúrbios em Santa Elena de Uairén. Ambos morreram por impactos de bala, um deles na cabeça”, declarou Olnar Ortiz, ativista da ONG na região.

A agência Reuters informou que um relatório do hospital em Santa Elena de Uairén lido por um médico a um de seus repórteres descreve duas mortes e o atendimento a pelo menos uma dúzia de feridos.

No começo desta tarde, uma ambulância venezuelana passou duas vezes pela fronteira trazendo cinco feridos com arma de fogo para um hospital de Pacaraima. O estado de todos eles é grave, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, por isso serão tratados na capital do Estado, Boa Vista. O veículo já voltou para Venezuela e, segundo militares brasileiros, deve trazer mais feridos para o hospital brasileiro.

Carla Servita, médica venezuelana que mora em Santa Elena e participou dos traslados, afirmou que duas pessoas morreram neste sábado após confrontos na cidade venezuelana, onde comércios estão fechados e os soldados da GNB e do Exército patrulham as ruas. “(A situação) está horrível, todos os comércios estão fechados e a guarda (GNB) está na rua”, disse ao Estado.

Associated Press/Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Diversos

Hospitais de Roraima atendem 13 venezuelanos feridos em confrontos

Os hospitais de Roraima atenderam desde ontem (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou neste sábado (23) a Secretaria de Saúde (Sesau-RR) do estado, por meio de nota.

De todos os atendidos, ao menos cinco foram liberados, enquanto os demais continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, três dos quais em estado grave, segundo a Sesau-RR. Nove deles se feriram em confronto com militares em Kumarakapay, vila a cerca de 70 km da fronteira.

Um dos atendidos, identificado como Lino Benavides, deu entrada na noite de sexta-feira no hospital em Boa Vista com traumatismo craniano e permanece em observação. Outro, Kleber Perez, foi atingido por um tiro no tórax e encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O terceiro, Rolando Garcia Martinez, está sedado e respira com ajuda de aparelhos, informou a Sesau-RR.

A tensão na região fronteiriça se intensificou desde quinta-feira (21) à noite, quando o governo do presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira, de modo a evitar a entrada de toneladas de ajuda humanitária enviada por Brasil e Estados Unidos, no que o regime venezuelano acusa ser uma tentativa de invadir seu território.

Na manhã deste sábado, dois caminhões com ajuda humanitária saíram de Boa Vista e percorreram os 214 km até Pacaraima, na fronteira. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um desses caminhões já cruzou o limite entre os dois países e encontra-se em território venezuelano.

Agência Brasil

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Política

Caminhões na fronteira com Colômbia são queimados; ajuda brasileira segue detida

Os dois caminhões com ajuda humanitária que saíram do Brasil com destino à Venezuela continuam detidos na fronteira com o país, na região entre a cidade brasileira de Pacaraima (RR) e Santa Elena de Uairén, na Venezuela. O relato da reportagem contradiz o anúncio feito mais cedo pelo presidente autodeclarado, Juan Guaidó, de que os veículos tinham conseguido cruzar a fronteira.

Há pouco, surgiram novos relatos de que na fronteira venezuelana com a Colômbia, na ponte São Francisco de Paula Santander, venezuelanos correram para resgatar caixas de comida e remédios de caminhões em chamas. Fernando Flores, que estava no local e disse ser um parlamentar no Equador, afirmou que guardas nacionais venezuelanos incendiaram os caminhões quando estes entraram em território venezuelano, sob ordens do presidente do país, Nicolás Maduro.

Maduro prometeu bloquear todas as remessas de ajuda, consideradas por ele um “cavalo de Troia” com o objetivo de “pavimentar o caminho para uma intervenção militar estrangeira”.

Associated Press/Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. E os patriotas bolsominions não irão pegar as armas de verdade é defenderem a pátria? De que mesmo hein?

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Política

Saída de Bebianno muda relação do governo Bolsonaro com o Congresso

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

A saída de Gustavo Bebianno do comando da Secretaria-Geral da Presidência trouxe impactos diretos na relação do Palácio do Planalto com o Congresso.

Logo que foi anunciada a exoneração de Bebianno, o governo confirmou para seu lugar o general Floriano Peixoto, terceiro ministro militar no Palácio do Planalto, isolando o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como o único civil do prédio a ocupar um posto do primeiro escalão.

A demissão do advogado em meio à crise das candidaturas de laranjas do PSL, caso revelado pela Folha, exigirá ajustes finos na relação entre Executivo e Legislativo.

A fritura pública à qual Bebianno foi exposto por cinco dias antes de ter sua demissão confirmada estremeceu a confiança de parlamentares no governo. Embora Bebianno não tivesse formalmente o papel de articulador político, era o único dos quatro ministros palacianos com bom trânsito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Parlamentares veem com reserva o elevado número de militares no Planalto, por considerarem que eles pertencem a um universo muito diferente da classe política.

Um exemplo é o próprio horário de trabalho. Votações importantes na Câmara e no Senado costumam entrar pela madrugada, enquanto militares têm o hábito de começar cedo e encerrarem o trabalho nas primeiras horas da noite.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro tem oito ministros militares, estando três deles alocados no Planalto: Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). São todos generais reformados do Exército, assim como o vice-presidente, Hamilton Mourão. Além deles, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, é general da ativa do Exército.

O principal ajuste que deverá ser feito na articulação política é a interlocução do Planalto com Maia.

Embora ambos sejam do DEM, Onyx e Maia não têm boa relação. O ministro trabalhou de forma contrária à reeleição do deputado para o comando da Câmara. Parlamentares ouvidos pela Folha em condição de anonimato dizem que Maia poderá falar diretamente com Bolsonaro, esvaziando a função de Onyx.

O presidente da Câmara estabeleceu também boa interlocução com a equipe econômica, chefiada por Paulo Guedes, com quem fala diariamente.

Apesar das dificuldades de diálogo na Câmara, Onyx tem um forte aliado no comando do Senado, a quem ajudou eleger para a presidência: Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A Casa Civil estabeleceu ainda duas secretarias especiais para o diálogo com as duas Casas legislativas. O ex-deputado Carlos Manato, cuidará da Câmara e o ex-senador Paulo Bauer, receberá as demandas do Senado.

Além disso, a articulação política é dividida ainda com as lideranças do governo no Congresso. Em seu primeiro mandato como deputado, o major Vitor Hugo (PSL-GO) assumiu o cargo de líder do governo na Câmara. Já o senador e ex-ministro do governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi escalado líder no Senado.

Há ainda expectativa sobre o papel dos filhos parlamentares de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo (PSL-SP), o senador Flávio (PSL-RJ) e o vereador Carlos (PSC-RJ) —a onipresença dele no Planalto incomodou a ala militar.

O governo ainda desenha o papel do vice Mourão. Com extensa agenda diária, recebendo parlamentares, embaixadores e empresários, ele dá sinais de que não pretende adotar postura de discrição.

Mourão foi escalado por Bolsonaro a viajar para a Colômbia neste domingo (24), onde participa, ao lado do chanceler Ernesto Araújo, de uma reunião sobre a crise política na Venezuela.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

Estratégia de Guedes para contas públicas, venda de imóveis do Estado frustra expectativa

A venda de imóveis da União, um capítulo crucial dentro da estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para levar adiante o ajuste das contas públicas, não tem apresentado bons resultados.

Das 567 propriedades que entraram no processo de alienação em 2016 e 2017, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, apenas 39 foram vendidas. O resultado financeiro foi ínfimo. Representou uma arrecadação de R$ 42,9 milhões.

Os dados são da Caixa Econômica Federal, que operou a venda desses imóveis.

Esse sistema está previsto em lei de dezembro de 2015, quando os governos anteriores passaram a usar essa medida para elevar a receita.

O contrato com o banco público, no entanto, não foi renovado no ano passado. Com isso, a equipe econômica do ex-presidente Temer passou a publicar editais no DOU (Diário Oficial Da União) para anunciar a venda de imóveis federais.

Essa fase do processo de alienação envolveu essencialmente propriedades no Distrito Federal. De 41 ofertas, a comercialização foi efetivada em 17, o que rendeu R$ 107,4 milhões aos cofres públicos.

O balanço do ano anterior foi realizado já pelo atual Ministério da Economia, na gestão do presidente Jair Bolsonaro, e reúne dados consolidados até agosto.

Um das primeiras medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro, a venda de imóveis foi uma das diretrizes apontadas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a reunião ministerial de 3 de janeiro.

O ministro ressaltou que a União detém quase 700 mil propriedades atualmente. A ideia é fazer uma avaliação de quais imóveis podem ser comercializados e quais devem ser mantidos.

“Pensem o que isso significa em termos de custo de manutenção”, afirmou o ministro à época, sobre a quantidade de imóveis.

O Ministério da Economia informou que o levantamento das unidades a serem alienadas ainda está sendo realizado e não quis se manifestar sobre os resultados das vendas nos anos anteriores.

Ex-diretor do Sistema da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, declarou que esse é um problema histórico.

“A União é uma péssima administradora. Isso é visto há vários governos, que tiveram dificuldades em vender os imóveis, pois as condições de manutenção estão muito ruins”, disse.

Para ele, que também teve frustrações nas tentativas de alienações, o governo vai precisar melhorar a gestão se quiser vender uma grande quantidade de propriedades.

O uso de recursos com a comercialização de imóveis é uma das possibilidades em estudo pela equipe econômica para viabilizar a troca dos regimes previdenciários.

A reforma da Previdência já prevê a criação de um sistema de capitalização, no qual cada trabalhador poderá fazer a própria poupança para a aposentadoria.

Atualmente, o regime é de repartição, e os recursos pagos pelos trabalhadores atuais bancam as aposentadorias de quem já está inativo.

Como o sistema de repartição perderá recursos para o novo regime, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, informou que está em estudo a modelagem de um fundo de transição.

Opinião dos leitores

  1. Ministro sem qualquer crédito. Sendo investigado por falcatruas com investimentos de idosos.

  2. Parece que é um dos donos do banco BTG PACTUAL. Banqueiro indecente. Pau nesse maladrão.

  3. Paulo Guedes é dono do BTG Pactual, instituição bancária brasileira. O BTG Pactual atua na venda de previdência privada no Chile, país no qual Guedes atuou na constituição da reforma previdenciária e onde tem muitos amigos. Acho que não é difícil de entender…

  4. Esse indivíduo dispensa comentários, ele quer destruir o Estado para se dá bem depois que sair, é investidor e empreendedor, não está nem aí para servidor público e o repito o Estado como todo. Interesses próprios e da área de investimento acima de tudo e de todos. Aguentem Brasileiros, já falei um milhão de vezes, enquanto não exigirmos com força que eles façam e trabalhem para o povo, esse país vai quebrar rapidinho, falta bem pouco. !!

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Economia

‘Hoje, o maior latifundiário do País é o índio’, diz secretário

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou ontem que o governo de Jair Bolsonaro precisa enfrentar uma espécie de “maldição de viés político e ideológico”, arraigada nas instituições, se não quiser fracassar Nabhan citou como decisão ideológica a desapropriação de uma área de 500 mil hectares, em Mato Grosso, com base em estudo antropológico que indicava a presença de “seis a dez índios” no local.

“Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio”, disse ele. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), amigo de Bolsonaro e responsável pela reforma agrária, Nabhan foi alvo de críticas, recentemente, por ter recusado pedidos de parlamentares para nomeações no Incra, mas afirmou não acreditar em retaliação no Congresso por causa de cargos. “Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, argumentou.

O governo decidiu reabrir nomeações do segundo escalão, que haviam sido suspensas após problemas no Incra. Como assegurar agora que essas indicações sejam técnicas?

Quando aceitei o convite para estar aqui à frente da secretaria, deixei claro que nunca fui político. Minha função aqui é tentar reverter, de forma técnica, o que há de pior nessas situações fundiárias, que foram resultado de governos anteriores. Havia aqui forte influência política e ideológica, principalmente no Incra.

Mas partidos que podem vir a compor a base aliada ameaçam votar contra propostas consideradas prioritárias para o ajuste fiscal, como a reforma da Previdência, se não conseguirem cargos O sr. acha mesmo possível conter esse “toma lá, dá cá”?

A gente tenta conciliar as indicações políticas, porque os parlamentares fazem parte de todo esse processo. Nós dependemos do Congresso para as mudanças. Então, é evidente que precisamos ter uma boa relação. Mas as nomeações não podem ter um viés ideológico.

A reforma da Previdência também traz mudanças para o trabalhador do campo. Isso não pode forçar o êxodo rural?

Não. A proposta é muito boa e o País precisa ter uma política previdenciária que traga equilíbrio. Não dá para brincar com o cofre público. Há uma espécie de maldição de viés político e ideológico, que existe no Brasil há séculos, de interferir em um processo de administração do País. Isso é muito ruim e prejudicial.

O sr. foi acusado de ter destratado deputados que estiveram aqui pedindo a revisão de exonerações de seus afilhados políticos no Incra. Como responde?

Eu aprendi a ter educação de berço e nunca destratei ninguém. É evidente que alguns parlamentares querem impor uma nomeação ou revogar alguma exoneração. Nós sabemos que existe um ranço muito retrógrado dentro do Incra, com nomeações feitas por governos que tinham até conivência com os próprios invasores de propriedades e relação muito harmônica com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Agora, vêm aqui dez, vinte parlamentares querendo indicar um nome para a superintendência do Incra. Nós só temos uma por Estado. Como atender? É impossível. Precisamos fazer uma avaliação técnica. Tenho humildade de dizer que não estou muito habituado com essa questão política.

O governo vai nomear militares da reserva para superintendências do Incra?

Se eu tiver aqui um general, um coronel ou qualquer oficial que preencha todos os requisitos e as necessidades para ocupar um cargo à frente dessa gestão, que é técnica, não tenho nenhuma objeção. Ao contrário, tenho até uma admiração muito grande pelos militares e pela capacidade que têm.

Deputados e senadores têm se queixado muito da articulação política do governo com o Congresso. Como melhorar isso?

Olha, um governo que tem 50 dias, que entrou agora e vê tantos vícios, com uma herança ruim que foi deixada, sempre tem coisas a aprimorar. Muito em breve haverá sintonia quase que perfeita entre o governo e o Congresso. Eu acompanhei o presidente Bolsonaro durante a campanha e sempre o vi com muita vontade de acertar. Agora, se o Legislativo e o Judiciário vão colaborar, é outro problema. Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

A saída do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, não terá impacto negativo nas negociações com o Congresso?

Acredito que não. Quando o casamento não dá mais certo, se promove uma separação. Não quero fazer crítica ao Bebianno, que, por sinal, é meu amigo. Mas só porque você casou e separou, passa a ser ruim? Claro que não. Se não deu certo, bola para frente.

Mas é que, nesse caso, houve uma queda de braço com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Os filhos dele estão interferindo muito no governo?

Não. Os filhos talvez não estejam habituados a essa situação. São coisas decorrentes de uma família muito ligada. Se houve falhas e equívocos, serão prontamente corrigidos. É aquela história: em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Eu presenciei o Carlos Bolsonaro ajudando muito o pai na campanha. Então, isso é natural, as coisas vão se ajustando no decorrer do tempo. Agora, eu achei um desrespeito muito grande o vazamento daquela conversa íntima entre o Bebianno e o presidente.

O sr. defende uma revisão na demarcação de terras indígenas, como a Raposa Serra do Sol?

O que puder ser revertido na forma da lei, talvez a gente possa reverter. Não podemos permitir que um Estado fique quase 90% à mercê de políticas ideológicas. Há interferência ideológica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Decisão judicial se respeita, mas, no meu entendimento, houve equívoco do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol. Quer ver outro exemplo? Lá na Amazônia Legal, no noroeste de Mato Grosso, houve um laudo antropológico dizendo que existe a possibilidade de ter ali de seis a dez índios isolados. Aí vem o governo com toda aquela parafernália e decreta a desapropriação de 500 mil hectares. O que é isso? Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio. Não podemos transformar o índio em megalatifundiário.

E por que o Incra agora vai romper o diálogo com o MST?

Durante décadas, nós assistimos ao Incra ser comandado por invasores de propriedade, pelo MST e um emaranhado de siglas. A legislação determina que qualquer entidade de defesa de classe precisa ter personalidade jurídica e um estatuto, além de ata registrada em cartório. Aí, sim, se torna legal. Uma sigla vai lá, destrói, ateia fogo, faz vandalismo, terrorismo e fica por isso mesmo? Isso não é movimento social. Invasão é crime. Não podemos manter diálogo com foras da lei nem nos submeter a pressões. O MST ameaça desestabilizar toda a ordem e depois é recebido? Nós não podemos brincar e levar nesse deboche o dinheiro do contribuinte.

O governo vai rever a política de reforma agrária?

Sem dúvida. Fará uma revisão ampla, total e irrestrita. Não podemos compactuar com a indústria da invasão. Se o governo Bolsonaro ceder e entrar nesse viés político e ideológico, ele também estará fadado ao fracasso. E nós temos a convicção de que o presidente fará um governo com soluções administrativas. Há assentamentos que são favelas rurais. Se há propriedade rural improdutiva, que não cumpre função social, será desapropriada. Agora, o governo não encontra essas terras. É certo que existem entidades que querem fazer a reforma agrária dentro da lei. Não dá para ter mais a farra de algumas ONGs que estão ali com interesses escusos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Terra, todos querem. Menos prá gerar a própria sobrevivência. Que haja quem produza, gere emprego e renda. VOTO FAXINA 2020

  2. E o que tem de idiota dando opiniao sem nenhuma baliza de coerencia e brincadeira, por exemplo, de fato, o indio era o dono, viemos nos carapalidas e ocupamos….comece Senhor Leo a procurar um canto para ir morar kkkkkkk comico se nao fosse tragico.

  3. Na verdade não são os índios, e sim as ONGs mantidas por estrangeiros que os manipulam…

  4. Filho da p*** é quem pensa que os índios estão errados, errados estão os que querem tomar as terras dos índios, quem chegou primeiro foram os índios ou esses canalha s latifundiários sem escrúpulos?

    1. Tú és o rei dos idiotas! deporta então todos os imigrantes, transforma esse país numa aldeia, babaca

    2. Então petista vou mandar uma família de índios para sua casa já que você é tão socialista

    3. LEOsado vamos devolver as terras para os homens das cavernas , pq eles foram os pioneiros essa é a sua lógica. Não passas de um BOBO ALEGRE ativista de sofá !!!

    4. Na verdade não dá pra comparar índio com imigrantes Gagaça. Imigrantes, apesar de uma cultura diferente, convive na mesma sociedade que nós. Os índios têm cultura diferente e precisa viver numa sociedade com valores totalmente diferentes dos nossos.
      Waldemir, duvido que um índio queira morar na nossa casa, por melhor que ela seja. Eles querem terra e floresta, pois é disso que eles vivem. Tirar a terra e floresta pra índio é como tirar sua casa e seu emprego pra você.
      VTNC, nossos primeiros habitantes foram os índios sim. Só que eles habitaram, além de cavernas, florestas também.

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Diversos

14 mil urnas eletrônicas vão virar cabides, cadeiras e para-choques

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo participou, nos últimos dias, de programa nacional para descarte sustentável de 274 toneladas de urnas eletrônicas ‘antigas e inservíveis’, além de componentes que encerraram sua vida útil.

Em São Paulo, esses ‘resíduos tecnológicos’, como são chamados, compreenderam 14 mil urnas eletrônicas modelos 1996 e 2004 e módulos impressores externos 2002, baterias e bobinas, entre outros componentes.

Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da Corte paulista, ‘o descarte ecologicamente correto, realizado pela Justiça Eleitoral em todo o país, permitirá a reciclagem da imensa maioria dos itens e minimizará o impacto ambiental’.

Foi realizada licitação em âmbito nacional.

A empresa vencedora da licitação, Gersol Gerenciamento de Resíduos Sólidos Ltda, com sede em Betim (MG), deverá dar destinação adequada aos equipamentos e materiais, inclusive, com a reciclagem de, no mínimo, 95% dos componentes.

“Este número pode chegar a 98%, sendo ínfima a quantidade descartada”, afirma Danilo Gonçalves Costa, diretor financeiro da organização.

O que não for aproveitado irá para aterros sanitários credenciados.

O procedimento, dividido em etapas, consiste no recolhimento, transporte, armazenagem, logística reversa e destinação final, missão acompanhada de perto por uma comissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após seu recolhimento, os materiais são enviados a Betim, onde são desmontados, separados por tipo e triturados para então serem destinados à reciclagem.

Equipamentos obsoletos podem se transformar em matéria-prima e serem reintegrados ao processo de produção, dando origem a inúmeros produtos como cabides, cadeiras, para-choques e painéis automotores, por exemplo.

Segundo o TRE paulista, ‘a correta destinação de equipamentos, que antes entulhavam as repartições, proporciona a renovação da cadeia produtiva, valorizando a sustentabilidade’.

O último procedimento desta natureza ocorreu em 2012.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Fronteira entre Venezuela e Colômbia tem confronto

Andres Martinez Casares/Reuters

Desde o início, o clima é de tensão na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. Tropas venezuelanas jogaram bombas gás lacrimogêneo contra manifestantes que protestam contra o fechamento da fronteira, o que impede a passagem de ajuda humanitária internacional. Os manifestantes reagiram atirando pedras.

Um dos locais onde ocorreram os confrontos foi na Ponte Francisco de Paula Santander, que liga o estado venezuelano de Táchira com o colombiano Norte de Santander.

O governo de Nicolás Maduro mandou fechar as fronteiras em uma área onde grupos ligados a Juan Guaidó, deputado que se autoproclamou presidente e é reconhecido como presidente interino do país por grande parte da comunidade internacional, preparam o envio de doações de alimentos e remédios para os venezuelanos.

Deserção

De acordo com a agência argentina Télam, quatro militares da Guarda Nacional Boliviarana desertaram, cruzaram a fronteira e foram a cidade de Cúcuta, na Colômbia. Ele pedem proteção ao governo de Iván Duque.

Três militares atravessaram a Ponte Internacional Simón Bolívar em dois tanques e entregaram-se aos militares da Colômbia. Um quarto militar atravessou a Ponte Santander que liga Ureña, na Venezuela, a El Escobal, na Colômbia.

Pelo Twitter, Juan Guaidó disse que as deserções são justificadas. De acordo com ele, os militares se colocaram ao lado “do povo e da Constituição.”

Agência Brasil/Télam/RTP

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Diversos

Mega-Sena pode pagar R$ 37 milhões em sorteio deste sábado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Mega-Sena sorteia hoje (23) um prêmio de R$ 37 milhões. As seis dezenas do concurso 2.127 serão sorteadas às 20h no Caminhão da Sorte, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica credenciada pela Caixa em todo o país.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50 e quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de o apostador ganhar.

Agência Brasil

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Segurança

Dicas de segurança para minimizar riscos de acidentes com energia durante período chuvoso

A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) emitiu uma nota com dicas de segurança para minimizar os riscos de acidente em dias chuvosos como este sábado (23). Confira abaixo.

Dicas

Não ligue equipamentos elétricos se você estiver molhado ou descalço;
Em caso de choque elétrico dentro de casa, desligue IMEDIATAMENTE o disjuntor;
Desconecte das tomadas os aparelhos eletrônicos que não estiverem sendo usados;
Se perceber que as paredes da casa estão úmidas, evite o contato com elas e não ligue equipamentos elétricos em tomadas instaladas ali, pois elas podem ser fonte de choques (veja dica acima) e mau funcionamento de equipamentos;
Evite ficar em áreas descampadas (abertas) como campos de futebol, piscina, lagos, lagoas, praias, árvores, postes, mastros e locais elevados. Recomenda-se ficar dentro de casa ou em local abrigado durante a chuva;
Não fique debaixo de árvores e/ou estruturas metálicas durante temporais com raios e, em casa, evite o contato com objetos com estrutura metálica como fogão, canos, etc, sobretudo se a casa estiver em campo aberto;
Não realize serviços em locais onde o risco de exposição aos raios seja maior, a exemplo de instalação ou manutenção de antenas de TV;
Não instale, desligue ou remova antenas se estiver chovendo. Se sua antena cair sobre a rede ou próximo a ela, nunca tente segurá-la ou recuperá-la;
Caso encontre um fio caído, jamais se aproxime e ligue imediatamente para o 116 da Cosern.

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Política

Proposta para militares deve chegar ao Congresso antes do prazo, diz Rogério Marinho

O projeto que muda as regras de inatividade dos militares das Forças Armadas pode ser enviado antes de 20 de março, diz o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. O período de 30 dias estabelecido pelo governo federal para preparar o texto e encaminhá-lo ao Congresso Nacional desagradou aos parlamentares.

O secretário confirma que haverá aumento do tempo mínimo de serviço dos militares de 30 anos para 35 anos, com elevação da alíquota de 7,5% para 10,5%. As pensões também vão pagar a mesma alíquota de 10,5%.

Para Marinho, o prazo de um mês que o governo pediu para enviar o texto dos militares “não arranha” a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto só deve engrenar após o Carnaval e chegar à comissão especial em meados de abril, após ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Como mostrou o Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, os congressistas não gostaram de ter de esperar mais 30 dias para conhecer a proposta que vai atacar o déficit dos militares. Eles querem que o governo acelere o envio dessa proposta, ou ameaçam atrasar a tramitação da PEC.

Marinho afirma que não há motivo para preocupação e que o Congresso poderá inclusive votar a proposta dos militares antes da reforma mais ampla, caso prefira dessa maneira. “A votação do projeto dos militares é mais célere, depende do ritmo que o Congresso quiser dar”, diz. Um projeto de lei requer quórum menor para ser aprovado do que uma PEC, que exige apoio de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos de votação.

Segundo Marinho, ele será o negociador dos detalhes do texto no Congresso Nacional, mas o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é quem atuará como articulador político da reforma da Previdência.

A estratégia de detalhar os pontos da proposta já começou nesta semana, na reunião com governadores e com a bancada do PSL, e continuará na semana que vem, quando Marinho deve se reunir com as bancadas de quatro partidos e com a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA).

Marinho ressalta que o presidente Jair Bolsonaro será o grande comandante do processo de negociação ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, que é fiador da política econômica. “Bolsonaro está colocando seu capital político em risco em prol desse conjunto de medidas. Poderíamos não colocar nada e ver o circo pegar fogo”, diz.

Após Guedes estabelecer a economia de R$ 1 trilhão como um piso para a reforma da Previdência, o secretário afirma que o ministro “tem responsabilidade e sabe o tamanho do problema”. “Poderíamos ficar na zona de conforto, mas achamos que é necessário uma reforma ampla”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber desses intelectuais se às viúvas dos militares e políticos também vão receber 50% do que o marido ganhava na ativa. Vamos ver se vai ter dois pesos e duas medidas.!

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Meio Ambiente

Agência Nacional de Energia Elétrica inspeciona 21 barragens

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou hoje (22) a lista das 21 usinas hidrelétricas que foram inspecionadas desde o dia 12. Segundo nota divulgada pela agência reguladora, nenhuma das barragens vistoriadas apresenta risco.
As visitas, in loco, foram feitas por força-tarefa que inclui tanto representantes da Aneel quanto de agências estaduais. A operação, que começou no último dia 12, vai fiscalizar, até maio, as barragens de 142 usinas hidrelétricas em 18 estados.

De acordo com a Aneel, até o momento, foram vistoriadas barragens em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso.

A lista completa está disponível na página da Aneel.

A força-tarefa “não identificou anomalias que possam afetar a segurança das barragens vistoriadas”, acrescentou a agência.

Agência Brasil

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Economia

Quem tem direito adquirido não precisa antecipar aposentadoria

A cada anúncio de reforma da Previdência, a situação se repete: tanto no setor público como na iniciativa privada, trabalhadores que ultrapassaram o tempo mínimo de contribuição correm para antecipar a aposentadoria. Essa movimentação, no entanto, é arriscada e pode prejudicar o segurado se feita de maneira precipitada.

Quem cumpriu os requisitos para se aposentar pelas regras atuais está preservado pelo direito adquirido e não será afetado pela reforma da Previdência. Nesses casos, o trabalhador mantém o direito a aposentar-se pelos critérios presentes, mesmo que uma emenda à Constituição entre em vigor.

O direito adquirido vale independentemente se o trabalhador entrar com pedido de aposentadoria antes ou depois de uma reforma da Constituição. A situação, na verdade, vale para qualquer direito. Isso porque a legislação, em tese, não pode retroagir, apenas ser aplicada a partir do momento em que passar a vigorar.

“Essa é uma questão definida dentro do sistema judiciário. Durante a reforma da Previdência no fim dos anos 1990, houve uma controvérsia, mas o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicionou na época sobre o assunto e determinou que o direito adquirido vale para quem tenha completado os requisitos nos termos da norma anterior. Não precisa ter feito o requerimento, basta ter completado o direito”, explica o mestre em direito constitucional Rodrigo Mello, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (Uniceub).

Espera

O secretário de Previdência da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, confirma que quem já conquistou o direito à aposentadoria não apenas não será afetado como poderá escolher se permanecerá na regra atual ou se aposentará pela nova legislação. Ele aconselha o trabalhador a esperar a reforma entrar em vigor para somente então decidir como quer se aposentar.

“Que o trabalhador espere. Pode ser que a nova regra, se ele esperar mais um tempo, seja mais vantajosa do que aquela em que ele obteve o direito pelas regras atuais”, disse Rolim durante a entrevista coletiva na última quarta-feira (20), quando técnicos detalharam a reforma da Previdência.

Segundo Rolim, o trabalhador pode ter vantagem na regra de cálculo e aumentar o valor do benefício se esperar mais um pouco. “Hoje, dependendo da idade, a pessoa terá uma taxa de reposição [indicador usado no cálculo do benefício] menor que na nova regra. Então pode ser mais interessante para esse segurado ficar mais alguns anos e aposentar-se com um benefício maior”, explicou.

Caso a caso

Rodrigo Mello, do Uniceub, concorda com o secretário, mas diz que cada caso é único. Ele recomenda que o trabalhador tenha cautela neste momento e analise todos os cenários. “Em primeiro lugar, o segurado precisa verificar se entrou na situação de direito adquirido. Se sim, ele deverá simular o valor do benefício com quatro opções”, aconselha. Esses quatros cenários são a aposentadoria pela norma atual, pela regra de transição da legislação atual (caso o trabalhador esteja enquadrado numa regra de transição), na transição proposta pela reforma e nas regras definitivas depois da reforma.

Um exemplo de como o segurado pode ganhar se esperar são os servidores que ingressaram no setor público antes de 2013. Quem tomou posse até 31 de dezembro de 2003 terá direito à integralidade, aposentando-se pelo último salário da ativa, caso espere até a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Para professores, a idade mínima cai para 60 anos.

No setor privado, o trabalhador que estiver próximo de 40 anos de contribuição poderá lucrar se permanecer mais alguns anos na ativa. Isso porque, caso a reforma seja aprovada, ele poderá aposentar-se com mais de 100% da média de contribuições e sem o fator previdenciário.

Atualmente, o empregado da iniciativa privada tem o benefício calculado com base na média de 80% das maiores contribuições para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sobre esse valor, incide o fator previdenciário, indicador que diminui o benefício final à medida que aumenta a expectativa de vida da população.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. A Constituição é usada em diferentes pontos de vista, quando é para ferrar o trabalhador usa-se de um jeito e quando é para satisfazer os entendidos da lei e do poder é usada sobre outro ponto, portanto, acreditar em um "p"aís desse com gente dessa natureza é no mínimo ridículo. Deixei de acreditar nesses políticos FDP a muito tempo, rasguei o véu da ignorância.

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Judiciário

Raquel enfrenta decisão de Gilmar sobre ação contra operador do PSDB

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu de decisão que autorizou a retomada da fase de produção de provas em ação penal contra Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa e apontado como operador do PSDB.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

Vieira de Souza foi preso na última terça, 19, na Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, por suspeita de lavar dinheiro para a empreiteira Odebrecht em repasses de propinas a políticos A investigação mira também o ex-senador e ex-ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores/Governo Temer), alvo de buscas da Polícia Federal.

O ex-diretor da Dersa tem ligações antigas com políticos do PSDB Os procuradores da Lava Jato atribuem a ele o papel de operador do partido. A investigação revela que Vieira de Souza mantinha contas na Suíça com saldo de R$ 130 milhões e que, em São Paulo, zelava por um bunker com R$ 100 milhões em dinheiro vivo.

Neste caso em que Raquel apresentou recurso, Vieira de Souza foi denunciado criminalmente pelo suposto desvio de R$ 7,7 milhões em um programa de assentamentos de uma área do Rodoanel, em São Paulo. O processo está na etapa das alegações finais, fase que antecede o julgamento.

Liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, permitiu a realização de diligências, como a oitiva de testemunhas e envio de ofícios, que já haviam sido negadas em primeira instância.

De acordo com a PGR, “as providências solicitadas têm o único objetivo de retardar o andamento processual pelo menos até março deste ano, quando o réu completará 70 anos e o prazo de prescrição do crime cairá pela metade”.

No documento encaminhado ao Supremo a PGR também pede a continuidade da ação penal uma vez que as alegações finais já foram apresentadas.

A decisão do ministro, de conceder novo prazo para produção de provas, tem como fundamento a alegação de que dois corréus da ação penal firmaram delação premiada, fato que, segundo a defesa, interfere nas acusações.

Um argumento para pedir a reabertura de prazo foi o de que Vieira de Souza teria de se manifestar sobre as informações prestadas pelos delatores.

“O réu colaborador, diversamente do alegado, não tem função acusatória e, evidentemente, como qualquer sujeito processual, caso inove processualmente em sua última manifestação, fará com que seja oportunizado o contraditório para todos os sujeitos processuais”, pontuou em um trecho do documento.

Raquel destaca que as alegações de Viera de Souza ao processo já foram apresentadas, e todas as diligências efetivadas.

A PGR questiona o fato de o habeas corpus ter sido distribuído a Gilmar pelo “critério de prevenção”, por suposta conexão com os fatos investigados no inquérito 4.428.

Ela sustenta que se trata de “investigações distintas” e que a defesa, “além de forçar a conexão entre fatos distintos e inteiramente autônomos entre si, o paciente pretende usar este argumento para injustificadamente evitar a distribuição aleatória desse pedido HC”.

De acordo com a procuradora-geral, a decisão viola a Súmula 691 da Suprema Corte.

O entendimento consolidado é o de que o Supremo não pode conceder habeas corpus contra decisão liminar de instância inferior, “baseado na mera discordância em relação aos fundamentos do magistrado que indeferiu a liminar em HC”.

“A exceção para afastar a aplicação da súmula é a comprovação de flagrante ilegalidade ou teratologia na decisão impugnada, o que não se aplica ao caso de Paulo Vieira de Souza”, afirma a Procuradoria.

Os pedidos do ex-diretor da Dersa haviam sido negados, em caráter liminar, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça.

Ao final do recurso, Raquel pede “absoluta priorização da tramitação” do caso em razão do risco de prescrição dos crimes investigados.

Estadão Conteúdo

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Polícia

[FOTO] Carro capota na Via Costeira durante fortes chuvas

O sábado foi de chuvas em Natal, mas no início da tarde fortes pancadas caíram na cidade e durante esse período, um condutor perdeu o controle de um carro e capotou em plena Via Costeira.

O blog não foi informado sobre qual o modelo do carro. Fontes informaram apenas que o motorista foi socorrido consciente.

Opinião dos leitores

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