Economia

RN TEM A 2ª PIOR SITUAÇÃO: Estados tiram R$ 7 bi de novos regimes de Previdência para pagar aposentados

Pelo menos 12 estados que adotaram o sistema de capitalização da Previdência para parte dos seus servidores extinguiram o modelo ou sacaram recursos para pagar benefícios.

Cruzamento de dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia e de institutos de previdência estaduais mostram desvio de recursos superior a R$ 7 bilhões.

Desses estados, 10 estão atualmente em situação de irregularidade em relação ao equilíbrio financeiro e atuarial no sistema da secretaria. Outros dois estão sob análise.

O sistema conhecido como “segregação de massa” foi uma tentativa de governadores para tentar equilibrar seus regimes próprios de Previdência.

Os regimes públicos de Previdência são de repartição simples, pelo qual trabalhadores da ativa pagam benefícios dos que já se aposentaram.

Leis aprovadas nas Assembleias definiam que novos servidores, a partir de uma data de corte, passariam a contribuir para um fundo de previdência, junto com o governo estadual, que capitalizaria tais recursos para bancar a aposentadoria total desses mesmos segurados.

Servidores antigos ficaram no regime de repartição simples, que continuaria deficitário até pagar o último beneficiário. No futuro, restaria somente o fundo capitalizado.

Apenas quatro estados (São Paulo, Acre, Mato Grosso e Pernambuco) não fizeram a segregação para a capitalização, o que mostra a aposta feita desde meados da década de 1990 neste modelo.

O agravamento da crise fiscal nos estados a partir de 2013, no entanto, levou muitos governadores a rever decisão de seus antecessores e a sacar esses recursos.

Além disso, a implantação da previdência complementar no governo federal, para pagar aposentadorias acima do teto do INSS, colocou esse novo modelo como solução para tentar equilibrar as despesas com inativos.

“Alguns estados que implementaram a segregação de massas, não sendo capazes de suportar os sucessivos déficits do fundo em regime de repartição simples, extinguiram o fundo novo [de capitalização] para, no processo de unificação, utilizar dos seus recursos capitalizados para o pagamento das despesas previdenciárias”, disse o Tesouro Nacional ao analisar a questão no seu boletim sobre os entes subnacionais.

Minas Gerais, por exemplo, criou um fundo em 2002 que chegou a ter R$ 3,3 bilhões. Uma lei de 2013 extinguiu a segregação e os recursos foram utilizados para bancar despesas com os demais inativos.

A extinção dos fundos em Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe resultou na transferência de cerca de R$ 2 bilhões para pagar outros aposentados.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Não se preocupem: a governadora é contra a reforma da previdência! Ela deve ter um plano mirabolante para pagar em dia a folha de todos os servidores, sejam aposentados e da ativa… O RN é uma potência econômica, não precisa de reforma da previdência não!!!

  2. Quem provocou o caos. Favor corrigir. Alguém tirou empréstimo do fundo previdênciario. Favor que for direito,no poder investigar punir e recuperar os recursos. Aqui é pior que a lava jato em Curitiba.

  3. Com a quantidade de sonegação sem ser declarada. E o monte de processo contra a previdência social na justiça Federal. Vai ter que haver uma intervenção Federal .

  4. Ou seja, sacaram o dinheiro dos servidores mais novos para bancar a o regime próprio dos que já estavam aposentados.
    Os fundos que garantiriam a aposentadoria dos novos servidores, bancou o privilégio dos marajás.
    Dane-se o futuro.
    E não s aumentos irresponsáveis concedidos a quem já ganhava muito bem?
    A gestão pública no Brasil deveria ser levado a sério. Mais gestores deveriam ser responsabilizados. Corruptos, punidos. Mais políticos, defenestrados para sempre.

  5. Triste RN sem norte e sem sorte. Não tem mais senadores (há apenas 3 nulidades ocupando as vagas e gastando o nosso dinheiro), atravessa uma crise financeira sem fim e ainda eleje uma governadora do PT, Fatão do Gópi Bokus Lula Bezerra. E o que ela fez até agora? Só Deus na causa.

  6. O RN gastou 1 bilhão que bancária a aposentadoria dos novos servidores, falando q em pouco tempo devolveria o dinheiro. Nunca mais falou no assunto. Agora está atrás de empréstimo para pagar folha de novo.

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Política

Só 10 diretórios do PSL estão aptos a receber fundo partidário, entre eles o do RN. 17 estão irregular

Dos 27 diretórios estaduais do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, 17 estão com irregularidades na papelada e impossibilitados de receber recursos públicos por meio do fundo partidário.

Rio Grande do Norte, Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Roraima e Tocantins são os únicos aptos.

Para o maior colégio eleitoral, São Paulo, a perspectiva é que o PSL nacional só possa repassar recursos públicos em dezembro. A informação é do blog do jornalista Guilherme Amado, da Época.

GRANDE PONTO

Opinião dos leitores

  1. Como foi o partido que mais elegeu com menor custo, deve votar pela redução dessa aberração ao nosso bolso. Concordo com o deputado CORONEL AZEVEDO.

  2. Esse fundo partidário bilionário é um verdadeiro "tapa na cara" dos contribuintes brasileiros.

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Política

‘Certas coisas eu não peço, mando’, diz Bolsonaro sobre exoneração de diretor do Inpe

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, neste domingo, 4, que a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, ocorreu por uma solicitação sua.

Para o presidente, não havia mais “clima” para que ele continuasse no cargo. A demissão ocorreu após a divulgação pelo órgão de dados sobre o aumento do desmatamento da Amazônia neste ano. Bolsonaro confirmou que o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, demitiu Galvão a seu pedido.

“Eu não peço. Certas coisas eu mando. Por isso que sou presidente. Após as declarações dele a meu respeito, pessoais, não tinha clima para continuar mais. Não tinha clima”, afirmou.

Bolsonaro negou ter censurado os dados, contestados por ele, sobre o aumento do desmatamento na Amazônia em 2019. “Eu não censurei, eu não disse que não tinha que divulgar, mas a forma com que foi divulgado…com áreas sobrepostas, áreas acumuladas. É complicado. Não é a posição de um brasileiro que quer servir a sua pátria está preocupado com os negócios do Brasil. É lamentável”, completou.

O presidente voltou a dizer que os dados sobre o aumento do desmatamento estariam sendo usados no exterior para “desacreditar o Brasil”. “Estamos adiantados com Mercosul, com Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, isso dá um freio na gente, perde todo mundo”, avaliou.

Bolsonaro repetiu que deveria ter sido avisado antes da divulgação dos dados pelo Inpe. “Eu acho até que se um funcionário como ele descobre um dado desse, ele tinha que chegar apavorado até para os ministros para falar olha o que vai estourar, o que a gente vai divulgar, o absurdo. Avisa o presidente para não ser surpreendido”, afirmou. “Ele tem que manter reservados esses dados antes de sair. Ele tem a responsabilidade”, completou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

    1. Não confunda força com autoridade, que é inerente à toda função de chefia, ainda mais a um Presidente da República legitimamente escolhido pelo povo.

    2. Ele não precisa de argumentos para lidar com subordinados. A autoridade do cargo é mais que suficiente.

  1. E tá mais que certo . Se o pr3sidente da República não poder mandar em nada fecha as portas e entrega pra bandidagem da ESQUERDA

  2. Boa, presidente! Seguindo seu exemplo, quebrarei minha balança e meu espelho por deslealdade. Onde já se viu mostrar o que eu não quero ver???

    1. Clara, vc fez o melhor comentário que já li nesse blog. Me representa..kkk

    2. Estaria correto, embora o exemplo não seja apropriado ao caso. O presidente crê que os dados estão incorretos e que sua divulgação se deu por razões políticas, prejudicando sua imagem e a do Brasil, inclusive no exterior. Digamos que ele substituiu uma "balança quebrada" por outra que reproduzirá fielmente a realidade. E devidamente aferida.

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Política

Câmara dos Deputados gasta R$ 93 milhões com despesas médicas em 6 meses

Câmara dos Deputados gastou R$ 93 milhões com assistência médica e odontológica de parlamentares e servidores de janeiro a junho deste ano. O valor é quase o mesmo desembolsado para esses serviços em todo o ano passado, quando foram despendidos R$ 100 milhões, e se aproxima do montante total previsto no Orçamento de 2019 – R$ 117 milhões.

Todos os deputados têm direito a um plano de saúde, que é bancado pela Casa. Os R$ 93 milhões, contudo, foram usados para serviços adicionais: custear o departamento médico da Câmara e reembolsar despesas dos parlamentares e dos servidores não cobertas pelo plano, como o tratamento dentário de Marco Feliciano (Podemos-SP) revelado pelo Estado neste sábado, 3.

Como mostrou a reportagem, o  deputado pastor foi reembolsado em R$ 157 mil para um tratamento odontológico realizado em uma clínica de Luziânia (GO). O parlamentar argumentou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca.

O deputado reconheceu que o valor do seu tratamento ficou “caro”, mas disse que encontrou orçamentos mais onerosos para os cofres públicos. “É um tratamento caro, mas foi para saúde, e não para estética. Foi para poder trabalhar. Como sou empregado, e onde trabalho há esta alternativa, eu precisava do tratamento”, afirmou. “Não há crime.”

Os reembolsos médicos e odontológicos são permitidos a deputados e servidores apesar de todos terem acesso ao plano de saúde completo com cobertura em rede ligado à Caixa Econômica Federal.

O convênio, administrado pelo Programa de Assistência à Saúde da Câmara dos Deputados (Pró-Saúde), presta assistência em todo o território nacional e dá acesso aos principais hospitais do País. Entre os serviços oferecidos, estão atendimentos médico-hospitalar, odontológico, fisioterápico, psiquiátrico e até home care  – quando o paciente recebe o tratamento em sua casa.

O contrato é uma das despesas fixas mais altas da Câmara. Assinado em 2017, ele custa ao Parlamento R$ 445 milhões por dois anos de vigência.

Além do plano de saúde, a Câmara possui uma estrutura médica equivalente a um mini-hospital, que inclui tomógrafo e uma UTI móvel. Há 70 médicos de 17 especialidades diferentes à disposição de parlamentares e servidores no local.

Reembolso. Ainda assim, a Casa autoriza o reembolso de despesas. Gastos de até R$ 50 mil podem ser autorizados diretamente pela segunda-vice-presidência da Câmara. Acima disso, é preciso de autorização da Mesa Diretora.

Em 2018, os reembolsos chegaram a R$ 8 milhões. No total, 203 parlamentares pediram o ressarcimento. Cerca de 40% desse valor foi pago a um único parlamentar, o ex-deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM). Ele teve um reembolso autorizado de R$ 3,2 milhões. Branco sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou internado por um longo período no Hospital Sírio-Libanês.

Desde 2013, a Câmara limita a transparência sobre quanto e como cada parlamentar ou servidor pede de reembolso médico-hospitalar. Os dados são possíveis de ser obtidos através de um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI). Mas não é possível saber o motivo despesa nem onde foi gasto.

Neste domingo, 4, o Estado tentou contato com segundo-vice-presidente da Câmara, Luciano Bivar (PSL-PE), responsável por liberar parte dos reembolsos, mas não teve resposta.

Em nota, a Câmara afirmou que o reembolso da despesa odontológica de Feliciano foi autorizado pela Mesa Diretora, de acordo com o Ato da Mesa 89/2013, que estabelece as normas para esse tipo de pagamento. E que o “parecer do departamento médico foi seguido em sua totalidade”.

Estado questionou a Casa sobre a justificativa e os pareceres que embasaram a decisão, mas a assessoria da Câmara informou que,  para outras informações, era necessário fazer uma solicitação por meio da Lei de Acesso à Informação. Desde junho, a reportagem pediu, via  Lei de Acesso, detalhes do tratamento, mas todas as solicitações foram negadas.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Que absurdo! Viva os dentes de Marcos Feliciano ! E o nosso salário não da nem para fazer uma restauração nas clínicas populares, acho que ele deveria dar um tratamento dentário equivalente aos eleitores dele.

  2. A coisa virou esculhambação, virou zona, pois enquanto a farra da saúde toma conta da câmara, o cidadão comum está morrendo a míngua nas filas e corredores dos hospitais públicos desse Brasil esculhambado, isso é uma vergonha, temos que fechar essa casa e reabri-la com metade dos deputados.

  3. Porque esses parlamentores,,ão pagam suas despesas médicas com seus gordos salários, porque a sociedade tem que fazê lo? BRASIL.

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Clima

Terremoto de magnitude 5.8 atinge região do Atlântico a 1000 km do Litoral Potiguar e 700 km de Fernando de Noronha

Um terremoto de magnitude 5.8 atingiu a região central do Oceano Atlântico na noite deste domingo, 4, por volta das 22h. Um eventual tsunami poderia atingir o nordeste brasileiro, Como Natal, Recife e Fortaleza.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o hipocentro do tremor ocorreu a 10 km de profundidade depois do fundo do mar, considerado muito raso. Até o momento, não há registro de alerta de tsunami.

De acordo com o Observatório Sismológico dos EUA, não foram registradas réplicas do tremor. A região não é habitada. As localidades mais próximas são Fernando de Noronha (a 730 km do epicentro do tremor) e as cidades do litoral nordestino, como Rio Grande do Norte (1.099 km do epicentro do tremor). Devido a distância, as ondas podem provocar alterações no mar.

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Judiciário

Procurador da República convidou Moro para proferir palestra em 2016

O procurador da República Celso Antônio Três foi autor do convite ao então juiz federal Sergio Moro para proferir palestra em Novo Hamburgo (RS), no dia 21 de setembro de 2016, sob o tema “Enfrentamento da corrupção sistêmica“.

Reportagem publicada neste domingo (4) na Folha, com base em mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, revela que “Moro omitiu palestra remunerada em prestação de contas como juiz federal”.

Três foi filiado ao PT nos anos 80, atuou na fase inicial do caso Banestado –investigação sobre bilionária lavagem de dinheiro no Paraná julgada pelo juiz Sergio Moro. O procurador atraiu a antipatia da força-tarefa da Lava Jato ao redigir documento criticando as “10 Medidas Contra a Corrupção”, propostas defendidas por Moro e pelos procuradores de Curitiba.

Ele atua na Procuradoria da República em Novo Hamburgo. Participa de programa semanal de debates na Rádio ABC, do Grupo Sinos, entidade empresarial que viabilizou a palestra de Moro.

A intermediação do procurador foi revelada em mensagem ao editor deste Blog em 15 de março de 2017, dois dias antes da publicação de reportagem em que Três fazia críticas à divulgação de delações da Operação Lava Jato.

A menção à palestra do juiz no Grupo Sinos foi feita quando este editor pediu informações ao procurador sobre suas críticas à operação e seu relacionamento com a força-tarefa.

Frederico Vasconcelos/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Palestra à luz do dia, doação dos valores à caridade, pessoas com deficiência, valores declarados, cadastro de palestras do TRF4 criado só no ano seguinte, nota de resposta não publicada, nada a esconder. O ex juiz Moro é um herói nacional. Honesto, competente, trabalhador, ético, caridoso, uma figura pública exemplar, um grande brasileiro. Sua estatura ainda fica maior quando vemos quem são os seus detratores.

  2. E tome mi mi mi. Onde estavam esses esquerdistas quando o PT e seus asseclas tomaram o país de assalto?? Bando de hipócritas.

  3. Podem arranjar três, quatro e até mil para envolver o PT. Isso não muda o fato do moro ter escondido a remuneração pela palestra, conforme determina a legislação. Outra coisa importante é que o moro ao se justificar, assume como verdadeiros os vazamentos que dizem carecer de comprovação. É contradição.

    1. Sem noção, ninguém vai achar que tudo do divulgado foi mentira, lógico que tem algumas coisas verídicas, tiradas de contexto, tirada de uma frase inteira que tem porém, não, sim, pode ser; com essas manobras, sai diversas interpretações, que podem incriminar falsamente o moro. Apesar de que até agora, não teve nada que incriminasse nosso herói Dr Sérgio MORO, a não ser o fato da maior parte do dinheiro das palestras, ele ter doado pra instituições de caridade, inclusive, ele só confessou a doação, pra indicar pra onde o dinheiro das palestras tiveram destinos

    2. A raiva do PT é porque Moro doou o dinheiro pra caridade e não se enriqueceu mesmo licitamente ao contrário dos petistas que enricaram ilicitamente com o roubo da petrobras

    3. Senhores, essa está bem fácil: A Resolução do TRF da 4ª Região que obriga ao magistrado federal informar acerca de palestra proferida e remunerada somente foi publicada em 13 de fevereiro de 2017, ou seja, quase 5 meses antes da palestra que o então juiz federal Sérgio Moro proferiu em Novo Hamburgo (RS), no dia 21 de setembro de 2016. Como sequer havia norma impositiva na época da mencionada palestra, não haveria obrigação alguma do magistrado declarar tal palestra.

  4. Rodaram m, colocaram a vida do cara pelo avesso e descobriram isso ?? Tem nem multa de biblioteca não?
    Herói Nacional

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Jornalismo

‘Não leio jornal para não começar o dia envenenado’, afirma Bolsonaro

Jair Bolsonaro durante a posse do novo ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, no Pal.acio do Planalto. Brasilia, 09Abr2019.Foto: Sérgio Lima/PODER 360
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não lê jornais para não começar o dia envenenado e disse que não trabalha pensando na reeleição em 2022, mas ressaltou que, se não for reconduzido ao cargo, espera ser substituído por “alguém melhor”.

As declarações foram dadas na manhã deste domingo (4) a uma plateia formada por cerca de 2.000 fiéis da igreja evangélica Fonte da Vida.

No culto, Bolsonaro afirmou que sabia que seu governo seria alvo de jornalistas. “Eu muitas vezes não leio jornal nenhum para não começar o dia envenenado. Não trabalho pensando em 2022”, disse.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Faz muito bem. Eu também selecionou bastante o que leio. Inclusive em grupos de amigos. Mensagens de certas pessoas eu ignoro.

  2. Está certo presidente. Infelizmente a maioria da mídia brasileira não tem compromisso com a verdade.

  3. Você não lê porquê é um despreparado sem educação e seus filhos também, e desculpe maioria que o colocou no poder também, sr Bolsonaro pare de governar pra seus amigos e familiares nós somos uma nação chamada Brasil, que o mundo todo ama menos você e sua milicia.

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Política

Bolsonaro diz que União já gastou R$ 9,9 bi indenizações a anistiados

Menos de uma semana após ter dado declaração no mínimo polêmica sobre o pai do presidente da OAB, que é um dos desaparecidos políticos do período da ditadura militar, o presidente Jair Bolsonaro criticou na manhã deste domingo, 4, o pagamento de indenizações e pensões a anistiados políticos. Segundo ele, até hoje a União gastou R$ 9,9 bilhões com esses pagamentos. “Dinheiro suado, do povo ordeiro e trabalhador, pago a 39.370 pessoas ditas perseguidas e autointituladas defensoras da democracia”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Na sequência, em outra mensagem, o presidente ainda aproveitou para também criticar o PT. “Nunca no mundo um país foi tão roubado quanto o Brasil na era PT (2003 a 2016) por um projeto de poder e enriquecimento”, escreveu o presidente. A Lei da Anistia, no entanto, foi criada em novembro de 2002. É ela que regulamenta a “reparação econômica” que pode ser feita “em prestação única ou em prestação mensal, permanente e continuada” a civis e militares que tenham sido perseguidos no período militar.

BR18

Opinião dos leitores

  1. Esses vagabundos tinham é que indenizar o Brasil por ter feito assaltos e assassinado pessoas na época. Revoga tudo isso presidente!!

  2. A ditadura cubana matou 100 mil no primeiro ano aqui com toda investigação partidária acharam 400, em Cuba alguém foi indenizado ?

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Diversos

Concursos: 25 órgãos abrem as inscrições para quase 6 mil vagas nesta segunda-feira

Pelo menos 25 órgãos abrem as inscrições nesta segunda-feira (5) para 5.948 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Só na Prefeitura de Cuiabá são 4.699 vagas, incluindo as de cadastro de reserva.

Os salários chegam a R$ 9.600,92 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Veja abaixo os detalhes de cada concurso:

Aeronáutica

  • Inscrições: até 30/08/2019
  • 252 vagas
  • Cargos de nível médio
  • Local das vagas: Guaratinguetá (SP)
  • Veja o edital

Câmara Municipal de Fortaleza (CE)

  • Inscrições: até 31/08/2019
  • 31 vagas
  • Salários de até R$ 4.182,48
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais

  • Inscrições: até 08/09/2019
  • 12 vagas
  • Salários de até R$ 8.483,00
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans)

  • Inscrições: até 03/09/2019
  • 12 vagas
  • Salários de até R$ 3.802,48
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Rondônia

  • 16/08/2019
  • 160 vagas
  • R$ 1.200,00
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Almirante Tamandaré (PR)

  • Inscrições: até 09/08/2019
  • 4 vagas
  • Salários de até R$ 998,00
  • Cargo de nível fundamental (coveiro)
  • Veja o edital

Prefeitura de Anapu (PA)

  • Inscrições: até 19/08/2019
  • 8 vagas
  • Salário de R$ 1.474,20
  • Cargo de nível médio (agente de trânsito)
  • Veja o edital

Prefeitura de Birigui (SP)

  • Inscrições: até 06/09/2019
  • 74 vagas
  • Salários de até R$ 3.630,78
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Capitão de Campos (PI)

  • Inscrições: até 30/08/2019
  • 12 vagas
  • Salários de até R$ 998,00
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Cuiabá (MT)

  • Inscrições: até 19/08/2019
  • 4.699 vagas
  • Salários de até R$ 3.183,71
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Governador Celso Ramos (SC)

  • Inscrições: até 07/08/2019
  • 8 vagas
  • Salários de até R$ 1.368,21
  • Cargos de nível fundamental e médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Guaxupé (MG)

  • Inscrições: até 06/09/2019
  • 23 vagas
  • Salários de até R$ 2.892,70
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Ilhabela (SP)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 17 vagas
  • Salários de até R$ 1.631,00
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Inconfidentes (MG)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 64 vagas
  • Salários de até R$ 9.489,05
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Mairiporã (SP)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 10 vagas
  • Salários de até R$ 5.598,94
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Muriaé (MG)

  • Inscrições: até 06/09/2019
  • 127 vagas
  • Salários de até R$ 2.135,54
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Penha (SC)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 57 vagas
  • Salários de até R$ 8.178,62
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Santa Juliana (MG)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 2 vagas
  • Salários de até R$ 6.600,00
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Santa Teresa (ES)

  • Inscrições: até 09/08/2019
  • 37 vagas
  • Salários de até R$ 1.250,00
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de São José dos Campos (SP)

  • Inscrições: até 09/09/2019
  • 200 vagas
  • Salários de R$ 1.250,00
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Terra Nova do Norte (MT)

  • Inscrições: até 18/08/2019
  • 15 vagas
  • Salários de até R$ 1.932,23
  • Cargos de nível fundamental
  • Veja o edital

Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Pains (MG)

  • Inscrições: até 05/09/2019
  • 19 vagas
  • Salários de até R$ 1.878,23
  • Cargos de nível fundamental e médio
  • Veja o edital

Serviço de Saneamento Ambiental Águas do Pantanal de Cáceres (MT)

  • Inscrições: até 08/09/2019
  • 30 vagas
  • Salários de até R$ 4.968,31
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Tribunal de Justiça do Maranhão

  • Inscrições: até 28/08/2019
  • 63 vagas
  • Salários de até R$ 8.230,35
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital
  • Inscrições: até 19/08/2019
  • 12 vagas
  • Salários de até R$ 9.600,92
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

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Religião

Papa Francisco condena ataques a ‘pessoas indefesas’ nos EUA

Foto: Yara Nardi/Reuters

O papa Francisco condenou na manhã deste domingo (4) os ataques a “pessoas indefesas” nos Estados Unidos. Neste fim de semana, em um intervalo de 12 horas, dois criminosos mataram 29 pessoas e feriram 46 em dois atentados– um no Texas e outro em Ohio.

Em pronunciamento na praça São Pedro, no Vaticano, Francisco manifestou apoio às vítimas e familiares desses assassinatos em massa e as de um terceiro, ocorrido no domingo passado na Califórnia – onde três pessoas foram mortas durante um festival gastronômico.

O papa ressaltou que os três ataques foram contra pessoas indefesas.

G1

Opinião dos leitores

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Judiciário

Gilmar Mendes chama Lava-Jato de “organização criminosa para investigar”

O Supremo Tribunal Federal está no centro de uma turbulência que atinge os poderes. Diálogos trocados entre o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Paraná, e outros integrantes do Ministério Público Federal indicam a origem de uma investigação informal contra o presidente da Corte, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes a partir de familiarfes.
A reação em torno do caso começou na semana passada, com decisões determinando o envio das mensagens ao tribunal. Em entrevista exclusiva ao Correio na noite da última quinta-feira, Mendes, um crítico a determinadas ações policiais e medidas judiciais — como a condução coercitiva — aponta falhas em órgãos de correção, para impedir erros e abusos por parte dos integrantes da força-tarefa.
O magistrado diz que faltou experiência por parte dos procuradores e que condutas de integrantes da Lava-Jato evidenciam a existência de uma “Orcrim”. “Há uma organização criminosa para investigar pessoas.” Indicado para a Corte em 2002 pelo ex-presidente Fernando Henrique, ele é doutor em direito pela Universidade de Münster, na Alemanha. Um dos integrantes mais controversos do STF e respeitados pelos colegas, Mendes é alvo de críticas na internet e nas ruas — se antes de petistas, agora, de defensores da Lava-Jato.
Com informações do Correio Braziliense

Opinião dos leitores

  1. Gilmar Mendes não tem moral para falar da lava jato, pois foi o ministro do STF que mais soltou bandido da cadeia, isso deve ter um motivo muito forte que só ele pode explicar para o povo brasileiro que paga seu altíssimo salário e benesses.

  2. Tem instituições que seus representantes pensam que são Deuses….Uma hora a corda vai romper. .

  3. Esse senhor cada vez mais, mostra de qual lado está! O dos bandidos! Ainda vou estar vivo para ver esse BANDIDO DE TOGA, sair do Supremo preso!

  4. Gilmar Mendes não tem respaldo moral nem pra chamar o PCC e o CV de quadrilha, porque ele é mais bandido do que Marcola e Beira Mar.

  5. Se a LJ for uma organização criminosa, é totalmente aceitável, desbaratou e desmantelou a maior quadrilha de dinheiro público do mundo, nada no mundo é comparável a roubalheira esquerdalha; agora inaceitável é a organização criminosa dentro do STF, paga com dinheiro público, pior que é muito dinheiro, cujo objetivos principais é a impunidade, legalização de privilégios às castas ditas superiores, liberar criminosos, sentença que beneficiam elites financeiras com dinheiro da nação…enfim, prejuízos irreparáveis a nação esse gm e seus comparsas dão a nação sob uma proteção do capeta. Picareta

  6. Eu vi o respeito que colegas como Barroso tem. Piada, mais uma né. STF é a instituição mais vergonhosa do Brasil.

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Judiciário

Decisão de Alexandre faz ‘pressão indevida’ sobre auditores da Receita, diz Associação

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal afirmou, nesta sexta, 2, que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, faz ‘pressão indevida’ sobre os profissionais do órgão. O magistrado determinou a suspensão de devassa do órgão sobre 133 contribuintes, e também o afastamento de dois auditores.

O despacho foi proferido no inquérito das fake news, que apura ataques à Corte. O ministro chegou a determinar buscas e apreensões contra críticos do Supremo nas redes sociais.

Conforme revelou o Estado em fevereiro, a Receita Federal incluiu a advogada Roberta Maria Rangel, mulher do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, e a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça, entre contribuintes alvo de apuração preliminar por indícios de irregularidades tributárias. Foi a mesma investigação que atingiu o ministro do STF Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar Feitosa.

Em decisão, Alexandre viu ‘desvio de finalidade’ e determinou a suspensão dos procedimentos no órgão. Também afastou os auditores Wilson Nelson da Silva e Luciano Francisco Castro.

Segundo a Associação, o presidente da Unafisco Nacional Mauro Silva fez contato telefônico com os dois Auditores Fiscais.

“Foi asseverado que a entidade tomará todas as medidas cabíveis em defesa de ambos, porque o assunto diz respeito ao órgão, a todos os Auditores Fiscais, ao País, mas acima de tudo, à questão humana, às famílias que sentem os efeitos dessa nefasta decisão do Supremo Tribunal Federal.”, diz a entidade

A Associação afirma que o ‘despacho do Ministro revela que mesmo com provas, obtidas do processo administrativo disciplinar (PAD), de que não houve dolo na atuação dos Auditores no vazamento de informações sigilosas, o Ministro Alexandre de Moraes decidiu afastá-los’.

“Essa contradição fática sugere que o afastamento não foi uma medida juridicamente justificada, mas que pode ter o objetivo apenas de intimidar a atuação de outros Auditores Fiscais na fiscalização de autoridades públicas de alto escalão. Tal medida, se comprovadamente assim encaminhada, é apta a revelar desvio de finalidade na decisão do STF, além de, por caracterizar “pressão indevida”, fazer emergir mais diretamente a ilicitude da decisão por violar o art. 36 da Convenção da ONU já referida”, diz.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. *Auditora Fiscal da Receita Federal, de forma bastante elucidativa, esclarece os fatos relativos ao caso do contribuinte Gilmar Mendes*

    “Prezados,
    Assisti nesta semana à entrevista da Globo News com o Ministro Gilmar Mendes, onde também, de forma infeliz, atribuiu ao auditor fiscal da Receita Federal, Marco Aurelio Silva Canal, como coordenador da Equipe de seleção da Calicute, a responsabilidade pela ação abusiva e policialesca da Receita Federal em sua pessoa.
    Inicialmente, esclareço que o CONTRIBUINTE GILMAR MENDES incidiu em CRITÉRIOS TÉCNICOS E IMPESSOAIS PREVISTOS na Nota Técnica no.48, cujo teor foi publicado indevidamente em uma reportagem no CONJUR.
    Reproduzo abaixo trechos do próprio CONJUR:
    “O software lançou uma rede de pescador nos dados fiscais DE MILHÕES DE PESSOAS. DOS 800 MIL OCUPANTES DE CARGOS PUBLICOS , a EEP selecionou parentes de primeiro e de segundo graus, seus cônjuges e empregados domésticos, além das empresas registradas nos nomes de todos eles e seus sócios. E aí foram selecionadas pessoas que tiveram AUMENTO PATRIMONIAL SUPERIOR A R$500 mil, declararam RENDIMENTO ISENTO DE TRIBUTAÇÃO ACIMA de R$500 mil e valor de patrimônio acima de R$5 milhões.
    Esse PRIMEIRO filtro chegou a 799 pessoas. E aí foi aplicada a SEGUNDA peneira, de quem teve RENDA NÃO TRIBUTÁVEL acima de R$2,5 milhões e RECEITA BRUTA DE PESSOA FÍSICA ACIMA de R$10 milhões. Foi assim que se chegou às 134 pessoas, que ainda passarão por outro filtro.” (os destaques no texto foram meus).

    FOI POR TER UMA RECEITA BRUTA SUPERIOR A R$10 MILHÕES E RENDIMENTOS ISENTOS SUPERIORES A R$2,5 MILHÕES , é que o CONTRIBUINTE GILMAR MENDES caiu na rede para ser analisado junto com outros 133 agentes públicos.

    Todo o processo de seleção foi TRANSPARENTE E IMPESSOAL.

    As NOTAS TÉCNICAS emitidas pela Coordenação responsável pela área de seleção têm como função registrar e dar transparência às seleções de âmbito nacional. SÃO DOCUMENTOS INTERNOS DA RECEITA FEDERAL E SIGILOSOS.
    A Nota Técnica 48/2018, publicada indevidamente pelo Conjur, registra a impessoalidade adotada na seleção dos agentes públicos, em que o CONTRIBUINTE GILMAR MENDES incidiu.

    O auditor Marco Aurelio Silva Canal, por sua competência, profissionalismo e dedicação, atua como Coordenador da Equipe de Seleção da Operação Lava Jato e na Operação Calicute.
    Com a experiência obtida na Operação Lava Jato, contribuiu para identificar o modus operandi dos SONEGADORES envolvidos na Operação.
    Este modus operandi foi reproduzido pela Receita Federal, que chegou aos critérios registrados na Nota 48 e para ser aplicado a TODOS agentes PÚBLICOS.
    É lamentável a postura do CONTRIBUINTE GILMAR MENDES, desmerecendo o auditor Marco Aurelio Silva Canal.
    Seria de bom tom que, em função do cargo que ocupa, fizesse Justiça, apresentando todo o teor do Relatório da Receita Federal, que julga ser perseguição, apresentando suas justificativas.
    A apresentação de justificativas deveria ser um procedimento sigiloso, entre auditor e contribuinte durante um procedimento fiscal, mas face à repercussão e a insistência em se dizer perseguido, deveria ser o primeiro a abrir seu sigilo fiscal a toda a sociedade, de modo a fazer JUSTIÇA.

    Registro aqui meu agradecimento e apoio ao Auditor Marco Aurelio Silva Canal e a toda a equipe da Receita Federal que atua na Operação Calicute. Sou testemunha do profissionalismo e correição com que agem. E por isso suplico, debaixo de lágrimas, como cidadã, que resistam a essas pressões. Vocês são fundamentais para o país.

    Luciene Ferro da Cunha
    Auditora Fiscal da Receita Federal “

    1. O Brasil precisa de vcs. O povo tá acordando. Bravos auditores fiscais não se deixem intimidar.

  2. É invasão de área de atuação e uso excesso de poder que tem um único objetivo que é a proteção de uma determinado grupo de pessoas de uma pseuda fiscalização indevida.

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Polícia

Maiores assassinatos em massa nos EUA em 2019 deixaram 55 mortos; relembre

Os Estados Unidos tiveram em uma semana semana três assassinatos em massa. Os dois últimos ocorreram num intervalo de aproximadamente 13 horas e deixaram 29 mortos. Apenas os seis maiores ataques desse tipo este ano, que repercutiram no Brasil e são lembrados abaixo pelo G1, deixaram 55 mortos.

Em El Paso, cidade texana na fronteira dos Estados Unidos com o México, foram 20 mortos neste sábado (3) em um centro comercial — entre, eles, estavam seis mexicanos.
Em Dayton, no estado de Ohio, o ataque a tiros na madrugada de domingo (4) numa região de bares no centro da cidade deixou 9 mortos.

A legislação norte-americana considera assassinato em massa (“mass killing”) quando ao menos três pessoas — fora o assassino — são mortas num mesmo incidente. Isso vale tanto para os assassinatos ocorridos neste fim de semana como, por exemplo, para um ataque dentro de uma única casa com o objetivo de matar pessoas específicas.

Para o levantamento feito pelo G1, foram considerados somente os tiroteios ocorridos em locais ou eventos de acesso público onde os tiros foram disparados de forma aparentemente aleatória, sem conexão com outros crimes, como seria o caso de uma chacina relacionada ao tráfico de drogas ou a um assalto.

Os seis maiores ataques de 2019

Dayton, Ohio, 4 de agosto — 9 mortos
El Paso, Texas, 3 de agosto — 20 mortos
Gilroy, Califórnia, 28 de julho — 3 mortos
Virginia Beach, Virgínia, 31 de maio — 12 mortos
Aurora, Chicago, 15 de fevereiro — 6 mortos
Sebring, Flórida, 23 de janeiro – 5 mortos

Outros ataques

De acordo com o jornal norte-americano “The New York Times”, o ataque em Dayton na madrugada deste domingo foi o 32º assassinato em massa com uso de arma no país neste ano.

Entre os casos com repercussão nos Estados Unidos apontados pela publicação e desconsiderados no levantamento feito pelo G1, está o assassinato de cinco integrantes nação Yakama. Eles foram baleados numa comunidade remota da reserva indígena Yakama, no estado de Washington. Os assassinatos são parte de uma onda de crimes na reserva. Quatro pessoas foram presas por este ataque.

Em outro caso, do mês de julho, foram achados dentro de um apartamento residencial no Condado de St. Louis, no estado do Missouri, os corpos de cinco homens com idade entre 37 e 65 anos que foram mortos a tiros. A polícia relacionou o caso com o tráfico de drogas.

Controle de armas nos EUA

A discussão sobre o controle de armas ganha força cada vez que um novo ataque em massa à mão armada ocorre nos Estados Unidos, país com legislação flexível para compra de armas e munições.

Em março de 2018, milhares de norte-americanos foram às ruas protestar em defesa do endurecimento do controle de armas no país. Os atos ocorreram após a tragédia que matou 17 pessoas em uma escola em Parkland, na Flórida. O atirador era um ex-aluno de 19 anos que tinha um rifle AR-15.

Um ano após o massacre, 26 estados nos EUA tinham aprovado 67 leis sobre controle de armas. O governo de Donald Trump proibiu, em dezembro, a venda de acessórios que permitem que uma arma semiautomática dispare centenas de cartuchos por minuto.

Na manhã deste domingo, o presidente Donald Trump lamentou as mortes e elogiou a atuação da polícia nos dois casos. “Deus abençoe o povo de El Paso, Texas. Deus abençoe o povo de Dayton, Ohio”, escreveu em uma rede social.

O presidente Jair Bolsonaro disse que não se evita ataques a tiros como os dois ocorridos neste final de semana nos Estados Unidos “desarmando o povo”.

G1

Opinião dos leitores

  1. O problema NUNCA é a arma assim como os veículos não são culpados pelos acidentes e por aí vai. O problema está NO SEU USUÁRIO. Que seja aferida com zelo a capacidade (Inclusive a sanidade mental) de quem irá adquirir uma arma. Do mesmo jeito que ocorre com os veículos, com os aviões, embarcações, etc. Senão, a vida será impossível já que TUDO pode sempre ser usado para o mal. Água pode afogar, comida pode envenenar…

  2. Se num país dito desenvolvido a realidade é essa, imagine num país como o nosso onde temos muita gente estúpida que não tem a menor condição de andar armado.

  3. Fica uma perguntar para os defensores de que todos temos que ter uma arma, se isso é uma obrigação do estado de nos proteger, vale a pena liberar o porte? Se não temos uma sensibilade nem de escutar o próximo imagine com uma arma na mão

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Polícia

Sargento da PM reage e assaltante é baleado dentro de ônibus em Natal

Um sargento da Polícia Militar reagiu a um assalto a ônibus e baleou um dos bandidos na tarde de sábado (3) na avenida Mário Negócio, bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal. O outro criminoso conseguiu fugir.

O policial do Regimento de Polícia Montada era passageiro de um ônibus que faz a linha Pajuçara – Petrópolis. Segundo o relatório policial, na parada em frente ao Hospital Luís Antonio, no bairro das Quintas, os dois assaltantes entraram no ônibus. Momentos depois, sacaram uma arma e anunciaram o crime, começando a recolher celulares, bolsas, dinheiro e outros bens das vítimas.

De acordo com o militar, ele mesmo entregou seus pertences aos assaltantes. Porém, quando percebeu os criminosos distraídos, deu voz de prisão, apontando sua arma.

Nesse momento, porém, um dos assaltantes direcionou a arma para ele que, para se proteger, atirou, baleando o criminoso – um homem de 21 anos – na altura do abdômem. Ao perceber a situação, o outro criminoso fugiu.

A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e o suspeito ferido, socorrido ao Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, na Zona Leste da capital.

O sargento, o motorista do ônibus e outras testemunhas foram à Delegacia de Plantão prestar depoimento sobre o caso. A arma usada pelo assaltante foi apreendida.

G1

Opinião dos leitores

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Política

Bolsonaro diz estar ‘chateado’ com críticas de Celso de Mello: ‘Foi para o lado pessoal’

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 4, que ficou “chateado” com as críticas feitas a ele pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, em entrevista ao Estado.

Em entrevista publicada no sábado, 3, o ministro afirmou – ao comentar a decisão do STF que manteve a demarcação de terras indígenas com a Funai – que o presidente “minimiza perigosamente a importância da Constituição” e “degrada a autoridade do Parlamento brasileiro”, ao reeditar o trecho de uma medida provisória que foi rejeitada pelo Congresso no mesmo ano.

“Me equivoquei na questão da MP. Foi assessor que fez, mas a responsabilidade é minha. Estou chateado porque ele (Mello) foi para o lado pessoal”, respondeu a jornalistas, ao deixar o Palácio do Alvorada para participar de um culto evangélico em Brasília.

Bolsonaro aproveitou para alfinetar a decisão de Mello no caso no qual o STF passou a considerar a homofobia como crime. “Acredito que esse tipo de decisão cabe ao Congresso”, repetiu. “Mas eu tenho que ficar quieto. Não posso criticar decisão de um Poder ou outro, tenho que respeitar os Poderes”, completou.

Separação de Poderes

Mais tarde, já durante o culto em celebração aos 25 anos da Igreja Apostólica Fonte da Vida, Bolsonaro disse que brigas entre os poderes da República só têm um perdedor: a população. Ele disse estar trabalhando pelo País, assim como os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

“Todos nós temos acusações, alguns mais ou menos, mas temos a responsabilidade de tocar o Brasil para frente. Não vou criticar o Legislativo e o Judiciário, e espero que eles não me critiquem também”, afirmou, em discurso durante um culto evangélico em Brasília. “Não trabalho pensando em 2022. Isso será uma consequência se trabalharmos bem”, completou.

Ele se emocionou e chegou a chorar durante o culto quando o pastor Apóstolo César Augusto lembrou ter visitado o presidente no hospital após o atentado sofrido por ele durante a campanha eleitoral no ano passado.

Para o público da igreja, Bolsonaro disse que o advogado-geral da União (AGU) “é pastor e terrivelmente evangélico”. O presidente já afirmou diversas vezes que pretende indicar um ministro “terrivelmente” evangélico para o Supremo Tribunal Federal. “Eu sou terrivelmente cristão”, completou, sob aplausos do público.

Bolsonaro lembrou também que sua primeira viagem oficial neste ano foi para Israel e apontou que o escritório de negócios do Brasil em Jerusalém estaria quase concluído.

Nepotismo
O presidente voltou a defender, neste domingo, 4, a indicação do seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixador nos Estados Unidos. O presidente chamou as críticas de que a indicação seria nepotismo de “hipocrisia”, mas admitiu que o Senado pode barrar a indicação de Eduardo.

“Sim, o Senado pode barrar sim. Mas imagine que no dia seguinte eu demita o (ministro de Relações Exteriores) Ernesto Araújo e coloque meu filho. Ele não vai ser embaixador, ele vai comandar 200 embaixadores e agregados mundo afora. Alguém vai tirar meu filho de lá? Hipocrisia de vocês”, respondeu a jornalistas, ao deixar o Palácio do Alvorada para participar de um culto evangélico em Brasília.

Questionado se pretende mesmo nomear Eduardo ministro no caso de reprovação do seu nome para embaixador, Bolsonaro disse que não trabalha com essa hipótese. “Não vou fazer isso”.

Bolsonaro criticou ainda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo na administração pública. “O STF decidiu sobre nepotismo e sobre tipificar homofobia como racismo. Acho que quem tem que decidir sobre essas coisas é o Poder Legislativo. Teve um parlamentar contra o nepotismo que foi pego na Lava Jato. Tem nada a ver parente”, completou.

O presidente disse partir do princípio que a indicação de um filho eleito para um cargo não seria nepotismo. “Tem ministro com toda certeza que tem parente empregado, com DAS (função comissionada), e daí?”, questionou. “Que mania de que tudo que é parente de político não presta. Tenho um filho que está para ir para os EUA e foi elogiado pelo presidente norte-americano Donald Trump. Vocês massacraram meu filho: fritador de hamburger”, acrescentou.

O presidente também rebateu matéria do jornal O Globo que contabilizou a contratação de 102 parentes entre si como assessores nos seus gabinetes e nos gabinetes de seus filhos, desse 1989.

“Não tenho 102 parentes, tem uma mentira deslavada ali. Já botei parentes no meu gabinete no passado, antes que nepotismo fosse crime”, afirmou, lembrando que a primeira dama, Michele Bolsonaro, trabalhou em seu gabinete antes do relacionamento.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer que esse presidente está acima de críticas? Engraçado, votei querendo mudanças, não alguém blindado.

  2. Ele foi o escolhido pelo nosso povo para dirigir o nosso país, juntamente com suas PROPOSTAS, é claro. Não está fazendo nada mais do que tentando cumprir com suas promessas de campanha, para o que foi eleito, mesmo sem dinheiro, sem partido forte e enfrentando TODOS os formadores de opinião. Deixem o cara governar, vão cuidar de suas vidas e aguardem as próximas eleições. Aí TENTEM elejer alguém que defenda suas ideias. É nojento a gente ver essa palhaçada desses derrotados, que querem impor uma pauta rejeitada pelo povo,impedindo o vencedor, o eleito de fazer seu trabalho.

    1. Essa cidadã cometeu atos impróprios à sua permanência na presidência, previstos na legislação. Foi julgada e condenada à perda do cargo. Sua comparação não se aplica ao atual presidente.

    2. Enquanto essa maluca estava no poder ela fez todas as asneiras que quis e gente como vc não dizia nada. Acate o conselho que dei no comentário acima e cuide da sua vida. Em 2022 haverá nova eleição para presidente.

  3. Vai querer demitir o Celso de Melo. O Brasil virou um antro miliciano e hipócrita. Tudo que é imoral para os seus adversários, pode para ele, seus parentes e aderentes.

  4. Esse Sr presidente e a família dele está achando que é dono do Brasil, espero que os assessores dele fale que ele é um mero presidente, ele atacar, quando percebeu que falou merda ai vem pedir desculpas isso é todo dia, não falar uma coisa concreta 100% despreparado, só Jesus na causa.

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Política

Famílias de Herzog, Rubens Paiva e Santa Cruz pedem à OEA que cobre Brasil por declarações do presidente da República

Familiares de mortos e desaparecidos políticos, entre eles as famílias de Fernando Santa Cruz, Vladimir Herzog e Rubens Paiva, pediram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que, diante das declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, que ‘o Estado brasileiro preste esclarecimentos sobre as circunstâncias do desaparecimento e localização dos restos mortais de Fernando e que o Estado apresente todas as informações ainda não reveladas sobre mortes e desaparecimentos políticos da ditadura que estejam em poder dos seus agentes’.

Na segunda-feira, 29, Bolsonaro disse que ‘um dia’ contaria a Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, como seu pai, Fernando, ex-militante da organização Ação Popular (AP), ‘desapareceu no período militar’.

‘Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”, disse Bolsonaro. ‘Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar às conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, e veio a desaparecer no Rio de Janeiro’, afirmou o presidente.

A fala de Bolsonaro provocou reação em cadeia na advocacia em todo o País. Na quinta, 1, a OAB protocolou no Supremo interpelação de Bolsonaro para que esclareça o que sabe sobre o desaparecimento de Fernando. O pedido é subscrito por Felipe e por 12 ex-presidentes da entidade.

Leia ofício na íntegra

À Excelentíssima Senhora Relatora sobre Memória, Verdade e Justiça e Relatora para o Brasil da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Comissária Antonia Urrejola, e ao Excelentíssimo Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Senhor Paulo Abrão

São Paulo, 1 de agosto de 2019

Ref.: Declarações do Presidente da República do Brasil referentes ao desaparecimento forçado de Fernando Santa Cruz e desmonte da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP)

Nós, familiares de Fernando Santa Cruz e parentes de mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar no Brasil (1964-1985) vimos por meio desta carta apresentar informações importantes para o monitoramento, por essa Relatoria, da situação dos direitos humanos no Brasil na área Memória, Verdade e Justiça. Ao final, fazemos pedidos que entendemos fundamentais para a promoção e proteção dos direitos humanos no Brasil, bem como para a devida reparação aos familiares de Fernando Santa Cruz.

Recebemos com profunda indignação e preocupação as recentes declarações feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre Fernando Santa Cruz, desaparecido político durante a ditadura militar (1964-1985). Em 29 de julho deste ano, conforme amplamente divulgado pela imprensa brasileira,[1] Bolsonaro disse que ‘um dia’ contaria a Felipe Santa Cruz, que é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como seu pai, Fernando, ex-militante da organização Ação Popular (AP), ‘desapareceu no período militar’. ‘Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”, disse Bolsonaro. ‘Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar às conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, e veio a desaparecer no Rio de Janeiro’, afirmou.

Em momento posterior no mesmo dia, em transmissão em rede social durante corte de cabelo, como que em deboche com o sofrimento dos familiares, o presidente disse que Fernando Santa Cruz foi morto pelo “grupo terrorista” Ação Popular do Rio de Janeiro, e não pelos militares.[2] Essas gravíssimas declarações do presidente contrariam as informações de documentos da própria ditadura, que fundamentaram a conclusão, por diferentes órgãos do Estado brasileiro, de que Fernando foi assassinado sob a responsabilidade do Estado.

Fernando nasceu em Recife (PE). Militou no movimento estudantil e participou da Juventude Universitária Católica (JUC), depois integrou a Ação Popular (AP), organização de esquerda de oposição à ditadura. Ele desapareceu em um encontro que teria no Rio de Janeiro, em 1974, com um companheiro de organização, Eduardo Collier Filho. Ambos foram presos em Copacabana por agentes do DOI-CODI-RJ, em 23 de fevereiro daquele ano, como consta no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

De acordo com o relatório da CNV, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira foi “preso e morto por agentes do Estado brasileiro” em 1974. Ainda segundo a comissão, Santa Cruz “permanece desaparecido, sem que os seus restos mortais tenham sido entregues à sua família”.[3] O relatório final da comissão diz ainda que Claudio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS-ES), afirmou em depoimento em 2014 que o corpo de Fernando Santa Cruz Oliveira foi incinerado na Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes (RJ).

Quase 30 anos antes, o Estado brasileiro já havia reconhecido sua responsabilidade pelo desaparecimento de Fernando por meio da Lei n. 9140/1995, em que seu nome consta do anexo 1.

Em 1997, a Justiça Federal decidiu que a União foi responsável pelo “sequestro, tortura, assassinato e ocultamento do corpo de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira”, assim como considerou “injuriosas” as insinuações da Advocacia da União de que, talvez, o militante da Ação Popular (AP) estivesse vivo. O juiz José Carlos Garcia, autor da sentença mandou que as expressões usadas pela advocacia fossem “riscadas dos autos, por atentatórias à dignidade do autor (Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB) e à memória de seu pai”.[4]

Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira teve o pedido de anistia deferido pela Comissão de Anistia, conforme portaria publicada em janeiro de 2013 pelo Ministério da Justiça. Além disso, a família foi indenizada pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos no processo 243/1996. Fernando consta ainda como desaparecido político no livro Direito à Memória e à Verdade, de 2007, elaborado por essa Comissão.

Em 24 de julho de 2019, dias antes das recentes declarações de Bolsonaro, foi expedida a retificação do atestado de óbito de Fernando, pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), hoje ligada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Diz o documento que ele morreu provavelmente em 23 de fevereiro de 1974, no Rio, ‘em razão de morte natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985’. Mencionando esse documento, a então presidente da CEMDP e Procuradora da República, Eugênia Augusta Gonzaga, criticou as declarações do Presidente da República sobre o desaparecimento de Fernando, e afirmou: “Ele dizer que sabe e usar isso, é uma forma de reiterar a tortura dos familiares”.[5]

A mãe de Fernando, Elzita Santa Cruz, morreu em 25 de junho de 2019. Durante 45 anos, dona Elzita cobrou notícias em quartéis, gabinetes de presidentes e de outras autoridades e junto a Organizações Não Governamentais, inclusive do exterior sempre insistindo com a frase: ‘Onde está meu filho?’. Dizia que não tinha ânsia de encontrar quem matou Fernando; queria o direito de enterrá-lo. “É uma dor muito grande porque o único crime que ele [Fernando] cometeu foi defender a igualdade social, essas coisas pelas quais eu luto até hoje”, afirmou em 2009, enquanto pedia providências ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elzita, assim como dezenas de mães e familiares de desaparecidos políticos, dedicou sua vida à busca pelos restos mortais de Fernando. Seus irmãos e filho seguem dando continuidade a essa busca, 45 anos depois do desaparecimento.

Assim, não pode haver mais dúvidas de que Fernando Santa Cruz foi vítima de desaparecimento forçado, praticado sob responsabilidade do Estado brasileiro. A declaração, feita pelo Presidente, de que Fernando Santa Cruz teria sido morto pelo “grupo terrorista” Ação Popular do Rio de Janeiro é falsa e ofensiva à memória de Fernando e a seus familiares. Por outro lado, a notícia de que o chefe do Poder Executivo no Brasil tem informações adicionais sobre as circunstâncias do desaparecimento gera o dever de esclarecer, em atenção às obrigações internacionais do País.

Cabe lembrar que em 2010 o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, no chamado caso da “Guerrilha do Araguaia” (Gomes Lund e outros vs. Brasil, sentença de 24 de novembro de 2010) pela prática de desaparecimentos forçados durante a ditadura militar. Conforme o exposto no parágrafo 103 da Sentença da Corte Interamericana nesse caso, o desaparecimento forçado é violação grave de direitos humanos de caráter continuado e permanente: “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subseqüente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade (…)”. Além disso, a Corte afirmou que “a privação do acesso à verdade dos fatos constitui uma forma de tratamento cruel e desumano para os familiares próximos” (par. 240). Em 2018 o Brasil foi novamente condenado no Caso Herzog e outros, em que a Corte constatou que, durante a ditadura militar, houve por parte do Estado “um plano de ataque sistemático e generalizado contra a população civil considerada ‘opositora’ à ditadura” (par. 241), em que se eram praticados crimes contra a humanidade.

Confirmando a intenção do governo brasileiro de atacar a memória e a verdade sobre as graves violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade praticados durante a ditadura militar no Brasil, e de desconstruir as políticas de reparação implementadas no País, na data de hoje, 1 de agosto de 2019, foi publicada no Diário Oficial a exoneração e substituição da presidente da CEMDP e Procuradora da República, Eugênia Augusta Gonzaga, e de outros três integrantes da Comissão. A mudança ocorre três dias depois de a Comissão ter reafirmado a responsabilidade do Estado brasileiro pelo desaparecimento de Fernando Santa Cruz, em evidente retaliação. Conforme divulgado pela imprensa, o Presidente da República afirmou que “O motivo [é] que mudou o presidente, agora é o Jair Bolsonaro, de direita. Ponto final. Quando eles botavam terrorista lá, ninguém falava nada. Agora mudou o presidente”.[6] Cabe lembrar que a CEMDP é o órgão responsável pela reparação das mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura, e pela investigação, localização e identificação das pessoas desaparecidas.

Diante do exposto, apresentamos a essa Ilustre Comissão os seguintes requerimentos:

1 – Considerando que o Presidente da República declarou possuir informações sobre o desaparecimento de Fernando Santa Cruz além daquelas que já são de conhecimento dos familiares, que seja expedido um pedido de informações endereçado ao Estado brasileiro, para: a) que preste esclarecimentos sobre as circunstâncias do desaparecimento e localização dos restos mortais de Fernando, em atenção ao direito à verdade e ao luto dos familiares, e b) que o Estado apresente todas as informações ainda não reveladas sobre mortes e desaparecimentos políticos da ditadura que estejam em poder dos seus agentes;

2 – Considerando que as declarações do Presidente da República prejudicam o conhecimento e a memória da sociedade brasileira sobre as graves violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura militar e, consequentemente, a sua capacidade de evitar a repetição das violações, e considerando seu caráter ofensivo à memória de Fernando Santa Cruz, bem como o sofrimento que provoca nos familiares; e considerando que a presidente e três outros integrantes da CEMDP foram exonerados, ao que tudo indica em razão de a Comissão reafirmar a responsabilidade do Estado brasileiro pela morte de Fernando, que seja feita e divulgada por essa Ilustre Comissão uma nota de repúdio às declarações e ao desmonte da CEMDP, que reafirme a importância da garantia dos direitos à memória, verdade, justiça e reparação referentes às graves violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura militar.

3 – Considerando que foi feita uma denúncia contra o Estado brasileiro sobre os desaparecimentos de Fernando e Eduardo Collier Filho (Petição 1844), em relação à qual não se tem notícia de deliberação por essa Ilustre Comissão, que: a) sejam fornecidas informações à família de Fernando Santa Cruz sobre os seus desdobramentos; b) que seja anexada ao caso a presente carta, de maneira que nele sejam analisadas as violações graves de direitos humanos praticadas até o presente, de forma continuada e permanente, pelo Estado brasileiro; e c) que seja incluído na denúncia o pedido de que, entre as reparações devidas pelo Estado à família Santa Cruz, seja determinado que o Estado brasileiro peça desculpas pelo sofrimento causado, tanto com a falta de esclarecimentos sobre o desaparecimento, quanto pelas novas declarações do Presidente.

Rosalina Santa Cruz

Marcelo Santa Cruz

Maria Amélia de Almeida Teles

Crimeia Alice Schmidt de Almeida

Suzana Keniger Lisboa

Laura Petit

Tatiana Merlino

Angela Mendes de Almeida

Nicolau Bruno de Almeida Leonel

Ivo Herzog

Clarice Herzog

Adriano Diogo

João Carlos Schmidt de Almeida Grabois

Maria do Amparo Araújo

Edson Teles

Janaína Teles

Vera Paiva

Marcelo Paiva

Cloves Petit de Oliveira

Mariluce Moura

Tessa Moura Lacerda

Zodja Pereira

Maria Helena Soares de Souza

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Essa historia de que lutavam contra a ditadura não comove mais ninguem, pois todos sabem que eles queriam implantar uma ditadura comunista, nos moldes da União Sovietica, China, Cuba ou Coreia do Norte. A maioria da população brasileira repudiou o PT e seus satelites comunistas na eleição de 2018. O comentário de pessoas como Paranhos (l5:56 hrs) mostra que já não se engana mais as pessoas como antigamente, quando elas se informavam apenas por midias influenciadas pela esquerda. Outra coisa, eles não mencionam, em momento algum,que houve atos terroristas praticados pelas "vitimas da ditadura", fato esse que já é do conhecimento de todo o povo brasileiro. Outra coisa, pra encerrar, o Brasil é uma nação soberana, com todos os seus Poderes Constitucionais funcionando plenamente.

  2. E o ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza da Rocinha, quem matou? Para os PTralhas deve ter sido Bolsonaro!

  3. Pronto. ONU, OEA, UE e outras organizações internacionais que se cuidem. Estas assinaturas encabeçadas pela Sra. Rosalina e outros signatários vão revolucionar a história universal. O mundo está tremendo nas bases. Hilário.

  4. Cobrem de luladrão a honra dos que foram mortos, porque a imagem da esquerda revolucionária foi totalmente desconstruída com o desbaratamento da enorme quadrilha, que se formou com os que sobreviveram dessa batalha com a direita, e posteriormente assumiram desastradamente os destinos desse país, como resultado final foi num assalto aos cofres públicos de quase 2 trilhões de reais, muitos deles presos, inclusive a justiça já conseguiu recuperar 30 bilhões de reais. Só cobrando a quem de direito, irão resgatar a imagem desses mortos, que diante desse quadro devastador dos que sobreviveram da esquerda revolucionária, ficaram comprometida a sua honestidade e finalidade.

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