Esporte

Confira os resultados da abertura da Copa RN, classificação e jogos da próxima rodada

Reprodução: FNF

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Esporte

Primeira rodada – segundo turno do Campeonato Potiguar: América vence Santa Cruz na Arena das Dunas e ABC arranca empate contra o Globo em Ceará-Mirim

América vence Santa Cruz na Arena das Dunas

O América venceu Santa Cruz por 2 a 0 na tarde deste domingo (24), na Arena das Dunas, em jogo válido pela primeira rodada da Copa Rio Grande do Norte, equivalente ao segundo turno do Campeonato Potiguar. Os gols da partida foram marcados Adriano Pardal e Jean Patrik.

O América abriu o placar com Adriano Pardal, após pênalti marcado aos 3 minutos do primeiro tempo. Já na segunda etapa, o alvirrubro aproveitou grande chance e ampliou o placar com Jean Patrik que dominou e chutou forte.

Com a vitória, o alvirrubro assume 2ª colocação, com 3 pontos, enquanto que o Santa Cruz permanece na 7ª posição, com zero pontos ganhos.

Na próxima rodada, a 2ª, o América enfrenta o Potiguar, quarta-feira (27), no Estádio Nogueirão, em Mossoró. Enquanto que o Santa Cruz recebe o Força e Luz, na quarta-feira (27), às 15h, na Arena das Dunas, em Natal.

ABC e Globo empatam em Ceará-Mirim

Neste domingo (22), Jogando no Estádio Barrettão, Globo e ABC ficaram no empate por 1 x 1, na estreia do turno do Campeonato Potiguar. Radamés abriu o placar para a “Águia” enquanto Neto empatou para o Alvinegro.

Com esse resultado, o ABC e Globo ficam empatados na terceira colocação do campeonato, com 1 ponto ganho. Na próxima quarta-feira (27), pela segunda rodada, o ABC recebe o Palmeira de Goianinha no Estádio Frasqueirão, enquanto que o Globo enfrenta o Assu no Estádio Edgarzão.

Com informações da FNF

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Finanças

Novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ocultou imóveis da Justiça

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a posse de imóveis durante quase toda a sua carreira política iniciada no final dos anos 1990, em Ma capá.

Levantamento de escrituras e registros no único cartório de imóveis e nos três cartórios de notas da capital do Amapá mostram um cenário bem diverso do que o político, por obrigação legal, tornou público a cada eleição.

O artigo 350 do Código Eleitoral define como crime “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.

Davi, 41, conquistou o comando do Senado no último dia 2 ao derrotar Renan Calheiros (MDB-AL), alcançando projeção política inédita em sua carreira.

O amapaense já disputou sete eleições, tendo sido vereador (2001-2002) e deputado federal (2003-2014) antes de virar senador, em 2015.

O agora presidente do Senado é membro de uma família com patrimônio elevado no Amapá, possuidora de mais de uma centena de imóveis, postos de gasolina, empresas e retransmissoras de TV, entre outros.

Desde 2002, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes nenhum.

Em 2002, 2010 e 2012, por exemplo, declarou não ter nem um centavo de patrimônio. No ano passado, quando disputou e perdeu o governo do Amapá, afirmou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil —uma casa de R$ 585 mil, além de depósitos e aplicações bancárias.

Os registros cartoriais em Macapá, no entanto, mostram que desde o final dos anos 90 até pelo menos 2016 há registros de aquisições imobiliárias feitas pelo senador no centro e em condomínios residenciais da cidade.

O ano de 2012 é um dos mais representativos: Davi disse à Justiça não ter patrimônio. Na época, era deputado federal de terceiro mandato, com salário de R$ 26,7 mil, além de outros benefícios.

Naquele ano, os registros nos cartórios de Macapá mostram que ele era proprietário de três lotes em um condomínio residencial da cidade, tendo informado no início daquele ano a construção de uma casa de 179 metros quadrados.

Além disso, ele adquiriu em fevereiro de 2012 uma outra casa no bairro Trem, um dos mais tradicionais da cidade. Foram pagos por essa casa R$ 585 mil, um mês após a assinatura do contrato de compromisso de compra e venda, de acordo com a escritura pública do imóvel.

Ao lavrar a escritura desse imóvel, em 2016, ele declarou ao cartório que os R$ 585 mil não representavam nem um terço do patrimônio dele e de sua mulher (no nome de quem não há imóveis, isoladamente, registrados nos cartórios locais). Ou seja, segundo essa declaração, que impede a penhora por dívidas, o casal teria na ocasião um patrimônio de pelo menos R$ 1,7 milhão. Dois anos depois, Davi afirmou à Justiça que reunia R$ 770 mil em bens.

“Atribuem à presente instituição, para efeitos fiscais, o valor de R$ 585.000,00 e declara que esse valor é inferior a um terço do patrimônio líquido do casal”, diz a escritura pública de compra e venda e de instituição do imóvel como “bem de família”, datado de 23 de maio de 2016.

De acordo com o Código Civil, o “bem de família” não pode sofrer execução por dívidas posteriores à sua instituição e não pode representar mais de um terço do patrimônio dos cônjuges.

Ao todo, a Folha localizou nos quatro cartórios escrituras e registros atestando a aquisição de cinco terrenos (nos residenciais Lagoa e Irmãos Platon) e duas casas do fim dos anos 90 até 2015. No período, houve a venda de apenas um terreno, em 2012, por R$ 42 mil.

Corretores que vendem lotes e imóveis nos mesmos conjuntos residenciais, além de funcionários, disseram avaliar em cerca de R$ 2 milhões só as duas casas, com os respectivos terrenos.

A empresa que administra um dos loteamentos (Platon) diz que o lote de 1.000 metros quadrados (os em nome de Davi somam 1.125), sem obras e na parte que não tem asfalto, é vendido a R$ 210 mil à vista ou R$ 300 mil, financiados.

A análise das declarações de bens de Davi à Justiça mostra outras discrepâncias.

Em 2002, quando disputou e obteve seu primeiro mandato como deputado federal, afirmou não ter nenhum bem. Em 2006, declarou uma Kombi, uma picape e uma lancha no valor total de R$ 130 mil. Nas duas eleições seguintes, em 2010 e 2012, esses bens e o valor desapareceram. Ele voltou a informar à Justiça ter patrimônio zero.

Somente em 2014, quando derrotou o clã de José Sarney e se elegeu senador, Davi informou à Justiça Eleitoral um imóvel —uma casa também no valor de R$ 585 mil, na avenida Odilardo Silva, 2105, no centro de Macapá. O imóvel não tem relação com as duas casas registradas em seu nome nos cartórios da cidade.

Davi repetiu a informação em 2018, mas dessa vez sem especificar endereço.

A casa na Odilardo Silva não está registrada nos cartórios de Macapá. Na prefeitura, o lote está vinculado ao nome de um parente, Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem. Quando a reportagem da Folha a visitou, havia pregado no portão um adesivo de campanha do presidente do Senado.

Ascendentes da família do presidente do Senado, cujo nome completo é David Samuel Alcolumbre Tobelem, migraram no início do século 20 de Marrocos para a região norte do país.Os ascendentes se estabeleceram no comércio local —o pai de Davi, Samuel, tinha comércio de autopeças— e expandiram os negócios no decorrer dos anos, o que inclui hoje ramificações no interior e em outros estados.

Só o patrimônio declarado à Justiça por irmãos de Davi e dois de seus primos em 2014 —quando foram candidatos—, somam mais de 100 itens, entre apartamentos, terrenos, casas, galpões, salas, embarcações, veículos e empresas, entre outros bens.A família têm também postos de gasolina e participação nas retransmissoras do SBT e da Band no estado.

OUTRO LADO

A Folha enviou no dia 8 de fevereiro à assessoria do presidente do Senado questionamentos específicos sobre os imóveis e as razões de eles não terem sido informados por Davi Alcolumbre à Justiça.

Sob o argumento de que havia erros em pressupostos das perguntas e que seria preciso um pouco mais de tempo para reunir documentação a respeito, foi pedido um prazo maior, o que foi atendido pelo jornal.

No dia 11, a assessoria do senador enviou no fim do dia uma resposta genérica, afirmando apenas que “os bens mencionados na matéria foram declarados aos órgãos competentes”. Após novo contato, afirmou que iria permitir que os repórteres consultassem a documentação que disseram ter levantado, o que ocorreria até o dia seguinte.

Apesar de insistentes contatos posteriores da Folha, isso nunca ocorreu.

A reportagem reenviou as perguntas, de forma mais detalhada, na última quinta (21) pela manhã.

A assessoria e a chefia de gabinete de Davi Alcolumbre afirmaram, novamente, que não conseguiriam dar as respostas ou dar acesso à documentação mencionada até a conclusão desta reportagem.

Em resposta preliminar, dada por telefone no dia 9 sob o argumento de que era preciso mais tempo, a assessoria do senador tinha dito que Davi já vendeu alguns dos imóveis citados, mas que não registrou por completo em cartório. Não foi dito quais seriam esses imóveis, o porquê de eles não terem sido declarados nem o que teria sido feito com o dinheiro da venda.

Sobre outro ponto, afirmou ter havido um erro da Justiça Eleitoral no preenchimento da casa declarada em 2014, que não seria na Odilardo Silva, 2105, mas na Acelino Leão, 1061, cuja compra, conforme registro em cartório, ocorreu em janeiro de 2012 por declarados R$ 585 mil.

A assessoria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, disse à Folha ser impossível ter havido erro por parte do tribunal, já que os pedidos de registro de candidatura são inseridos no sistema pelos partidos políticos ou pelos próprios candidatos.

De acordo com o tribunal, os sistemas de 2014 e 2018 não são exatamente os mesmos, “mas obedecem às mesmas regras de divulgar exatamente as informações cadastradas pelos partidos políticos e pelos candidatos”.

Não há, também, em todos esses anos, registro de qualquer pedido de retificação de dados pelo senador.
A pena de prisão e multa prevista pelo Código Eleitoral não é aplicada de forma imediata.

Caso o Ministério Público Eleitoral entenda que houve irregularidade, poderá, por exemplo, peticionar o senador para corrigir sua última declaração, apresentada nas eleições de 2018.

A retificação, no entanto, não significa que a Justiça Eleitoral, caso um processo seja aberto, aceitará uma nova declaração de bens.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Agora os alienados petralhas acreditam em ocultação. De bens. É por este crime que Luladrao está preso babacas.

  2. Só tem VAGABUNDO. Ou país para ter LADRÃO. Estamos é F_ _ _ _ _ S com essa CORJA . Não escapa UM.

    1. Esse homem só em ter enfrentado um dos maiores corruptos da história do brasil e ter feito o senador Renan Calheiros desistir da disputa da pres. do senado já é pra ser chamado de santo, o resto é intriga da oposição.

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Diversos

Soldados de Maduro roubam do lado brasileiro da fronteira

Militares venezuelanos roubando transeuntes que estão do lado brasileiro da fronteira. Tiros ao alto. Um êxodo de centenas de indígenas da etnia pemón, a maioria crianças. E até um casal de ciclistas argentinos em viagem há um ano.

Com o fechamento da fronteira entre Brasil e Venezuela, na última sexta-feira (22), as diversas trilhas ao longo da fronteira entre os dois países se transformaram em palco de violência, dramas familiares e expectativa sobre os próximos dias.

Neste domingo (24), a Folha acompanhou a volta do deputado oposicionista venezuelano Luis Silva, 59, que na véspera havia cruzado a fronteira para acompanhar a chegada das duas camionetes com doações dos governos do Brasil e dos Estados Unidos.

O engenheiro agrônomo está em seu primeiro mandato e é filiado à Ação Democrática, tradicional partido de centro-direita. Passou dois dias com a roupa do corpo. Na volta à Venezuela, trazia duas caixas de bombom Garoto para os filhos e uma escova de dente comprada no Brasil.

Para fazer o percurso entre Santa Elena e Pacaraima, que, quando a fronteira está aberta, toma apenas 10 minutos de carro, se tornou um martírio de 5 horas, a maior parte a pé atravessando campos abertos e mato. A travessia foi feita graças a um guia pemón, etnia que habita os dois lados da fronteira.

A parte mais perigosa está no primeiro trecho, na região onde estão os postos aduaneiros, palco de dois conflitos entre manifestantes e militares venezuelanos nos últimas horas.

A trilha é do lado brasileiro e acompanha a linha divisória, marcada por bases de concreto pintadas de branco. No início da caminhada, venezuelanos que chegavam ao Brasil advertiram de que os militares do regime de Nicolás Maduro estavam atacando migrantes mesmo do lado brasileiro.

O aviso logo se confirmou. Dois militares venezuelanos começaram a correr para tentar alcançar o nosso grupo, que incluía um casal formado por uma venezuelana e um paulista. Eles estavam acompanhados por um carregador que, a duras penas, tentava puxar um carrinho com duas malas pelo lavrado (savana), a vegetação típica da região.

Moradores de São Paulo, Anderson e Aracelis de Moraes queriam chegar até Puerto Ordaz, a 620 km da fronteira, para entregar medicamentos e alimentos para a mãe da venezuelana, que tem câncer no cérebro. “São apenas para prolongar um pouco a sua vida.”

Por causa da bagagem, Anderson e o carregador ficaram para trás e foram alcançados pelos militares venezuelanos. Mesmo estando do lado brasileiro, ficaram sob a mira de fuzis e foram obrigados a entregar as duas malas no lado venezuelano.

“Os caras saíram do monte, engatilharam a arma e disseram: ‘Para, para, para, eu também sou malandro’. O cara do carrinho me pediu dinheiro e largou o carrinho e saiu correndo”, contou Anderson, esbaforido.

Depois de ser obrigado a deixar a mala na linha da fronteira, os militares correram na direção de outro transeunte. Aproveitando a distração, Anderson correu. “Saí correndo para a direção onde vocês estavam. Até que cheguei ao monte, e eles atiraram para cima de novo.”

Depois do susto e sem os medicamentos, o casal desistiu de viajar a Puerto Ordaz. Chorando muito, Aracelis não falava.

“A mãe dela não consegue um remédio que custa R$ 9 no Brasil. A minha esposa está em depressão todos esses meses, não consigo vê-la do jeito que está”, disse.

ÊXODO EM MASSA

Com a trilha mais curta sem condições de segurança, o guia pemón decidiu fazer uma volta maior, que incluía cruzar um morro com vegetação fechada. Para despistar os militares, o deputado decidiu trocar de camisa e tirar o boné.

Mais duas horas de caminhada e chegamos a uma comunidade pemón do lado brasileiro. Ali, cerca de 300 indígenas haviam chegado de uma vez neste domingo (24), fugindo da perseguição do regime chavista.

É um êxodo oculto, já eles são recebidos por parentes e não chegam a se registrar oficialmente no Brasil.

Os pemones se transformaram em uma das principais forças opositoras nesta região da Venezuela.

Na manhã de sexta-feira, um confronto com o Exército na comunidade San Francisco de Yuruani deixou um morto e um ferido em estado grave, trasladado a Boa Vista (RR).

Um dos que fugiram para o Brasil é o pemón Alexis Romero. “Estão torturando os pemones detidos. O governo quer acabar com a nossa guarda territorial”, disse. Ele afirma que o território pemón está sendo invadido por criminosos pró-Maduro para o controle de minas de ouro.

Em meio a comunidades indígenas, uma aparição inusitada: um casal de argentinos que viaja há um ano de bicicleta buscava uma forma de cruzar para o Brasil.

“Vimos que houve uma onda de violência, não sabemos bem o foco”, afirmou o ciclista, que se identificou como Ernesto. “As pessoas estão assustadas.”

A viagem continuou, agora de carro. Em poucos minutos, finalmente chegamos a território venezuelano. Em seguida, mais uma pequena trilha pela selva. No caminho, mais dois grupos de pemones fugindo a pé para o Brasil, formados principalmente por mulheres e crianças.

A última parte da viagem foi de carro. Próximo de Santa Elena, o deputado e este repórter se separaram. Em meio à despedida, uma última declaração.

“Os que guardam a fronteira são criminosos. Vimos como roubaram os pertences dos humildes venezuelanos que vieram ao Brasil comprar comida para a sua família”, disse Silva. ”A melhor ajuda humanitária de que nós venezuelanos necessitamos é a saída imediata do usurpador Nicolás Maduro.”

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Em toda a guerra a primeira vítima sacrificada é a VERDADE!
    Mente-se para obter a opinião pública favorável. Mas ninguém tem razão e todos perdem sempre.
    Essa guerra não é nossa.
    A ONU solicitou ajuda do Brasil para enviar tropa ao Haiti afim de ajudá-los no processo de recuperação depois dos terremotos que devastaram aquele país e teve uma respista negativa alegando questões orçamentárias e financeiras.
    Como é que para mandar ajuda pra Venezuela ou mesmo para guerrear com eles nos temos condições?

    1. O Brasil manteve tropas no haiti por mais de 10 anos. O envio foi após uma guerra civil provocada por um regime ditatorial. Qualquer semelhança é mera coincidência?

    2. Como bem você disse, a primeira sacrificada é a verdade. É público e notório que o Brasil enviou e manteve tropas no Haiti por vários anos.

    3. Desde quando petista tem compromisso com a verdade? Essa gente só tem compromisso com seus próprios interesses, com a tomada e manutenção do poder, que lhes abre as portas para a roubalheira.

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Televisão

‘Green Book’, ‘Roma’ e ‘Bohemian Rhapsody’ são os principais vencedores do Oscar 2019; confira lista completa dos ganhadores

Reprodução: TV GLOBO

A cerimônia do Oscar consagrou “Green Book: O Guia”, “Roma” e “Bohemian Rhapsody” neste domingo (24), em Los Angeles.

A noite também foi importante pelo recorde de maior número de prêmios para profissionais negros (7 estatuetas) e para mulheres (15) em toda história da premiação.

“Green Book: O Guia”, sobre a amizade entre um motorista racista e um músico negro, venceu como Melhor Filme, além de Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante (Mahershala Ali). A cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury levou quatro estatuetas, incluindo melhor ator para Rami Malek.

“Roma” deu três prêmios a Alfonso Cuarón, incluindo sua segunda estatueta como diretor e o primeiro Oscar de Filme Estrangeiro para o México.

Outros destaques do Oscar 2019:

“A Favorita” bateu a favorita: Olivia Colman foi Melhor Atriz pelo filme “A Favorita”. No discurso, ela pediu desculpas a Glenn Close, que era apontada como favorita ao prêmio, na 7ª indicação sem vitória

Lady Gaga levou por Melhor Canção com “Shallow”, a única estatueta de “Nasce uma estrela”

Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar “oficial”, após prêmio honorário em 2006. Foi pelo roteiro original de “Infiltrado na Klan”

“Pantera Negra” levou 3 prêmios técnicos: trilha sonora, figurino (o 1º para profissional negro) e direção de arte (1º para uma mulher negra)

A Netflix foi premiada quatro vezes: além de “Roma”, levou documentário em curta-metragem com “Absorvendo o tabu”

Rami Malek foi o melhor ator e celebrou a chance de contar a história de Freddie Mercury: ‘um homem gay, um imigrante, que viveu a vida sem pedir licença’

Show do Queen abriu a cerimônia, a primeira sem apresentador em 30 anos

“Essa é uma história de amor. Sobre sabermos amar uns aos outros apesar das diferenças”, disse o diretor Peter Farrelly ao agradecer no palco pelo Oscar de Melhor Filme de “Green book: O guia”.

Três vezes Alfonso Cuarón

Alfonso Cuarón discursando com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por ‘Roma’ — Foto: Mike Blake/Reuters

Cuarón levou prêmios de Fotografia, Filme Estrangeiro e Diretor. “Eu cresci vendo filmes em língua estrangeira… Como ‘Cidadão Kane’, ‘Turabão’ e ‘O poderoso chefão'”, comentou o mexicano ao vencer com “Roma” o prêmio de Filme Estrangeiro.

No último discurso, ele disse: “Agradeço à Academia por reconhecer um filme que trata de uma mulher indígena, e uma das 70 milhões de empregadas domésticas sem direitos trabalhistas. Uma personagem historicamente sempre deixada para trás. ”

“O nosso trabalho é olhar para onde ninguém olha. Essa responsabilidade se torna muito maior numa época onde estamos sendo encorajados a não olhar. Muito obrigado Libo (sua babá na vida real, que inspirou o filme)”, disse Cuarón.

Spike Lee e seu primeiro Oscar ‘oficial’

Spike Lee pula em Samuel L. Jackson após o anúncio do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por ‘Infiltrado na Klan’ — Foto: Mike Blake/ Reuters

Spike Lee levou seu primeiro Oscar competindo com outros profissionais, pelo roteiro adaptado de “Infiltrado na Klan”. Em 2006, o americano ganhou um Oscar Honorário e na época criticou a quantidade de negros concorrendo ao prêmio.

“Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios”, disse ele em seu discurso.

“Os ancestrais vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Precisamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”, disse, citando seu próprio filme.

Pantera Negra e vitórias inéditas para negros

Ruth E. Carter ganhou o Oscar de Melhor Figurino e se tornou a primeira pessoa negra a levar nesta categoria. Outra vitória inédita veio com Hannah Beachler, a primeira mulher negra a ganhar em Direção de Arte.

“Isso levou tanto tempo… Spike Lee, obrigado por ser meu começo. Espero que isso te deixe orgulhoso. Marvel criou o primeiro super-herói negro, mas com o nosso figurino o transformamos em um rei africano”, disse Ruth. A figurinista já havia sido duas vezes indicada, por “Amistad (1997) e “Malcom X” (1992), dirigido por Lee.

Um Oscar para Gaga

Lady Gaga não foi a Melhor Atriz, mas levou Melhor Música por “Shallow”, junto com Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt, coautores da canção.

Ela se emocionou e agradeceu ao diretor do filme e colega de elenco em “Nasce uma estrela”, com quem tinha cantado a música antes de rosto coladinho:

“Bradley [Cooper], não tem nenhuma pessoa no planeta com quem eu poderia cantar essa música a não ser você. Obrigada.”

“Não é sobre ganhar, é não desistir. Se você tem um sonho, lute por ele. Existe uma disciplina. Não é sobre quantas vezes você foi rejeitado, caiu e teve que levantar. É quantas vezes você fica em pé, levanta a cabeça e vai adiante”, ela disse.

O cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos foi um dos nomes lembrados na seção que homenageou os artistas que morreram no último ano.

Veja a lista de premiados do Oscar 2019:

Melhor Filme

“Green Book: O guia”
“Bohemian Rhapsody”
“Infiltrado na Klan”
“A favorita”
“Pantera Negra”
“Roma”
“Nasce uma estrela”
“Vice”

Ator

Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”)
Christian Bale (“Vice”)
Bradley Cooper (“Nasce Uma Estrela”)
Willem Dafoe (“No Portal da Eternidade”)
Viggo Mortensen (“Green Book”)

Atriz

Olivia Colman (“A Favorita”)
Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”)
Glenn Close (“A Esposa”)
Yalitza Aparicio (“Roma”)
Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”)

Diretor

Alfonso Cuarón (“Roma”)
Spike Lee (“Infiltrado na Klan”)
Yorgos Lanthimos (“A Favorita”)
Adam McKay (“Vice”)
Pawel Pawlikowski (“Guerra fria”)

Atriz coadjuvante

Regina King – “Se a rua Beale falasse”
Amy Adams – “Vice”
Emma Stone – “A favorita”
Rachel Weisz – “A favorita”
Marina de Tavira – “Roma”

Trilha sonora original

“Pantera Negra”
“Se a rua Beale falasse”
“O retorno de Mary Poppins”
“Infiltrado na Klan”
“Ilha dos cachorros”

Ator coadjuvante

Mahershala Ali – “Green Book – O guia”
Adam Driver – “Infiltrado na Klan”
Richard E. Grant – “Poderia me perdoar?”
Sam Elliott – “Nasce uma estrela”
Sam Rockwell – “Vice”

Roteiro adaptado

“Infiltrado na Klan”
“A balada de Buster Scruggs”
“Poderia me perdoar?”
“Se a rua Beale falasse”
“Nasce uma estrela”

Roteiro original

“Green Book – O guia”
“A favorita”
“No coração da escuridão”
“Roma”
“Vice”

Edição

“Bohemian Rhapsody”
“Infiltrado na Klan”
“A favorita”
“Green Book – o guia”
“Vice”

Fotografia

“Roma”
“Guerra fria”
“A favorita”
“Never Look Away”
“Nasce uma estrela”

Filme de língua estrangeira

“Roma”
“Cafarnaum”
“Guerra fria”
“Never Look Away”
“Assunto de família”

Melhor animação

“Homem-Aranha no Aranhaverso”
“Os Incríveis 2”
“Ilha dos Cachorros”
“Mirai”
“WiFi Ralph – Quebrando a Internet”

Canção original

“Shallow”, “Nasce uma estrela”
“All The Stars”, “Pantera Negra”
“I’ll Fight”, “RBG”
“The Place Where Lost Things Go”, “O retorno de Mary Poppins”
“When A Cowboy Trades His Spurs for Wings”, “A balada de Buster Scruggs”

Figurino

“Pantera Negra”
“A balada de Buster Scruggs”
“A favorita”
“O retorno de Mary Poppins”
“Duas rainhas”

Curta-metragem

“Skin”
“Detainment”
“Fauve”
“Marguerite”
“Mother”

Edição de som

“Bohemian Rhapsody”
“Pantera Negra”
“O primeiro homem”
“Um lugar silencioso”
“Roma”

Mixagem de som

“Bohemian Rhapsody”
“Pantera Negra”
“O primeiro homem”
“Roma”
“Nasce uma estrela”

Curta de animação

“Animal Behavior”
“Bao”
“Late Afternoon”
“One Small Step”
“Weekends”

Direção de arte

“Pantera Negra”
“A favorita”
“O primeiro homem”
“O retorno de Mary Poppins”
“Roma”

Efeitos visuais

“Vingadores: Guerra infinita”
“Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível ”
“O primeiro homem”
“Ready Player One”
“Solo: Uma história Star Wars”

Maquiagem e penteado

“Vice”
“Duas rainhas”
“Border”

Documentário

“Free Solo”
“Hale County”
“Minding the Gap”
“Of Fathers and Sons”
“RBG”

Documentário curta-metragem

“Absorvendo o tabu”
“Black Sheep”
“End Game”
“Lifeboat”
“A Night at the Garden”

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Agora cresça e apareça quem tiver coragem para desbancar a posição de "lanterninha" do cinema brasileiro.

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Segurança

Ministério da Defesa anuncia acordo para evitar confrontos na fronteira com a Venezuela

O Ministério da Defesa brasileiro anunciou neste domingo (24) ter chegado a um acordo para evitar novos confrontos na fronteira com a Venezuela, após negociação entre militares dos dois países.

Em nota, o ministério afirmou ter intercedido “para que novos incidentes, na linha de fronteira, envolvendo venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana, não voltem a se repetir”.

Manifestantes e militares venezuelanos se enfrentaram nos últimos dois dias na fronteira. No sábado, venezuelanos que estavam no Brasil atacaram uma base do exército na Venezuela, após duas caminhonetes com comida não conseguirem entrar no país.

No domingo, manifestantes jogaram pedras contra a Guarda Nacional Bolivariana, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. Pouco depois, a Força Nacional brasileira fez uma barreira de contenção para impedir o avanço dos manifestantes e interromper o confronto.

O Ministério da Defesa afirmou que, como parte do acordo, “os veículos antidistúrbios, que estavam na barreira montada no país vizinho, recuaram imediatamente”. “Foi entendida a inconveniência da presença desse tipo de aparato militar”, segundo a nota.

No lado brasileiro, o ministério diz que “controle dos acolhidos foi reforçado para evitar novos confrontos” e destacou que “reitera a confiança numa solução urgente para a situação na Venezuela”. “A fronteira do Brasil continua aberta para acolher os refugiados”, conclui.

Resumo dos confrontos no fim de semana
Sábado (23)

As fronteiras da Venezuela com o Brasil e a Colômbia ficaram fechadas durante todo o fim de semana e frustraram as tentativas de entrega de ajuda humanitária

Venezuelanos protestaram e atacaram uma base do exército venezuelano na fronteira com o Brasil após 2 caminhonetes com comida não conseguirem entrar no país

3 pessoas morreram em protestos em Santa Elena, cidade venezuelana a 15 km da fronteira com o Brasil

Na fronteira com a Colômbia, 2 caminhões com ajuda humanitária foram incendiados, segundo o governo colombiano

Maduro afirmou em discurso que não era mendigo, rompeu relações diplomáticas com Colômbia e disse que estava disposto a comprar toda comida que o Brasil quiser vender

Guaidó voltou a apelar a militares para que eles retirem o apoio ao presidente da Venezuela: “Vocês não devem lealdade a quem queima comida”

Domingo (24)

O Brasil condenou os confrontos na fronteira da Venezuela e o “caráter criminoso do regime Maduro”

A Colômbia fechou por 2 dias parte da sua fronteira com a Venezuela, onde ocorreram os confrontos de sábado, para “avaliar danos”

Manifestantes voltaram a entrar em confronto com militares venezuelanos na fronteira do Brasil com a Venezuela

3 militares venezuelanos desertaram pela fronteira em Pacaraima

Um prefeito venezuelano fugiu pela mata, disse ser perseguido pelo governo Maduro e denunciou 25 mortes em áreas da Venezuela perto do Brasil

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos condenou a violência nas fronteiras da Venezuela e pediu que o regime Maduro repudie as ações

Veja a íntegra da nota do Ministério da Defesa:

Fronteira do Brasil continua aberta para acolher os refugiados

Brasília, 24/02/2019 – O Ministério da Defesa intercedeu para que novos incidentes, na linha de fronteira, envolvendo venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana, não voltem a se repetir.

Os veículos antidistúrbios, que estavam na barreira montada no país vizinho, recuaram imediatamente. Militares brasileiros e venezuelanos negociaram, no local, e foi entendida a inconveniência da presença desse tipo de aparato militar. No lado brasileiro, o controle dos acolhidos foi reforçado para evitar novos confrontos.

Há um ano, o Brasil está engajado na Operação Acolhida – ação humanitária para atender aos irmãos venezuelanos que chegam no País. Por isso, o Ministério da Defesa reitera a confiança numa solução urgente para a situação na Venezuela.

A fronteira do Brasil continua aberta para acolher os refugiados.

G1

 

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Diversos

PSL/RN trata sobre situação do Porto de Natal com Governo Federal

Cumprindo agenda institucional em Brasília/DF, os representantes do Partido Social Liberal do Rio Grande do Norte (PSL/RN) estiveram reunidos com o Ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, General Santos Cruz, para tratar de assuntos relacionados à gestão estratégica no Estado. Na pauta, a crise gerada após a apreensão de toneladas de cocaína no Porto de Natal.

A situação é, segundo eles, resultado de uma ação efetiva da Polícia Federal que visa eliminar o tráfico de drogas na região portuária. “Este não é um problema que surgiu a partir da assunção do Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. É justamente o contrário, agora inicia-se a solução. Quando ele [Ministro Tarcísio] assumiu o cargo, ele foi alertado sobre a sistemática de ações em nossos portos e desencadeou investigações, com o apoio e parceria da Polícia Federal, nas quais foram identificados vários focos de contrabando e tráfico de drogas. Em seguida, ele iniciou a substituição de cargos de direção destes locais. Há uma necessidade evidente de uma parada momentânea e rápida para que se tomem todas as medidas para uma interrupção dessa vazão ou desse liberalismo que há nos nossos portos, adotando sistemáticas mais modernas e eficazes”, pontuou o General Araújo Lima, secretário-geral do PSL/RN.

Para ele, as medidas que estão sendo tomadas desde a primeira apreensão de drogas no Porto de Natal resultarão positivamente. “Não podemos aceitar que os nossos portos continuem sendo vias de acesso de ações criminais. Nós precisamos e vamos evitar que os nossos portos sejam utilizados como porta de entrada e/ou saída de drogas e contrabando, por exemplo. O problema das drogas está acabando com a nossa juventude e várias mudanças vão ocorrer justamente para que tenhamos uma gestão mais rígida e de maior combate ao crime”, concluiu Araújo Lima.

Na última sexta-feira (22), o novo Diretor-Presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Almirante de Esquadra Elis Treidler Öberg, foi empossado. A Codern é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura, que gerencia o Porto de Natal.

Opinião dos leitores

  1. Estamos correndo o risco de perder as tarifas do porto para o Ceará, que não brinca! Bancada federal do Rio Grande do Norte acorda!!!

  2. Precisamos voltar a exportar melões, mangas e peixes
    Que instalem logo o escâner e que ele demore a quebrar kkkkkk

    1. Colocar um escâner no porto de Natal (ou talvez construir a descomunal ponte Natal-Fernando de Noronha idealizada por Miguel Mossoró) é tarefa das mais fáceis. Já instalar o ponto eletrônico nas repartições públicas do Governo do Estado seria o fim do mundo.

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Esporte

Flamengo diz que ofereceu indenizações que seriam o dobro de casos parecidos

Dezessete dias após a tragédia que vitimou 10 jogadores da base do Flamengo e deixou outros três feridos em um incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento em Vargem Grande, zona oeste o Rio, o presidente do clube, Rodolfo Landim, concedeu sua primeira entrevista coletiva sobre o assunto. Até então ele não tinha se colocado a disposição para questionamentos públicos sobre o caso.

O dirigente disse que o clube está negociando individualmente com as famílias o valor das indenizações. Na semana passada, rejeitou proposta de acordo coletivo sugerida pela Defensoria Pública, Ministério Público e Ministério Público do Trabalho.

O Flamengo diz calcular o valor com base em “jurisprudência do STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, apesar de reconhecer que a tragédia seria sem precedentes na história. O clube não explicou que jurisprudência seria essa.

Também na semana passada, as famílias divulgaram que o clube ofereceu uma indenização entre R$ 300 e R$ 400 mil por vítima, mais um salário mínimo mensal pelo período de 10 anos.

Já a Defensoria Pública e o Ministério Público sugeriram indenização de R$ 2 milhões por vítima, além de um salário de R$ 10 mil por mês por 30 anos.

O clube alegou ter negado a proposta da Justiça porque tem o desejo de negociar as indenizações individualmente com as famílias das vítimas, embora as próprias famílias tenham manifestado o interesse de que os pagamentos fossem negociados coletivamente.

Existe o temor de que uma negociação individualizada possa levar a valores muito discrepantes para cada vítima. O resultado que as famílias tentam evitar é que parentes de jogadores que tinham possibilidades maiores na carreira recebam mais do que outros de potencial inferior.

“Tudo está sendo feito com enorme respeito e consideração com as famílias. Somos uma instituição de 123 anos que precisa ser respeitada. O Flamengo entende que deve conversar com cada família individualmente e não abrimos mão disso”, disse Landim.

Landim insistiu nas negociações individualizadas e chegou a criticar que ao menos duas famílias estejam neste momento sendo orientadas por advogados privados e não pela Defensoria Pública.

Landim precisou ser lembrado por jornalistas que esse é um direito das famílias que perderam seus filhos no incêndio para reconhecer a legitimidade da opção.

Na última sexta-feira, uma tentativa de mediação judicial entre famílias e Flamengo terminou sem acordo no Tribunal de Justiça do Rio. Segundo parentes das vítimas, o Flamengo se negou a pagar o pedido e seus representantes com poder de decisão deixaram a reunião no meio.

“Durante essa reunião, houve a participação muito forte de duas advogadas, que conseguiram criar um clima dentro desse grupo”, justificou Landim.

Folhapress

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Política

CRISE NA VENEZUELA: “Sofremos cortes diários de energia elétrica”, revela governador de RR

O governador de Roraima, Antônio Denarium, afirmou hoje (24), em coletiva de imprensa, que foi determinada a urgência na construção do linhão de Tucuruí, que vai permitir interligar o estado ao sistema elétrico nacional. Atualmente, o estado depende do fornecimento de energia por parte da Venezuela e o agravamento da crise política no país vizinho tem prejudicado a oferta do serviço.

“Com esse agravamento da crise política na Venezuela, nós já estamos tendo alguns cortes durante o dia, do fornecimento [de energia]”, afirmou. Segundo ele, em uma reunião por videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro, na última sexta-feira, ficou acertado a prioridade dos investimentos no setor, para que o estado deixe de depender da compra de energia da Venezuela.

“Já teve um alinhamento, por parte do governo do estado de Roraima, com o presidente Bolsonaro, sobre a construção do linhão de Turcuruí. Fizemos uma reunião e ficou determinada a urgência”, informou.

Roraima é o único estado que não está interligado ao sistema elétrico nacional. Desde julho de 2001, grande parte do estado, incluindo a capital, Boa Vista, é suprida por energia elétrica proveniente da Venezuela, por meio de um sistema de transmissão situado parte em território venezuelano, parte em território brasileiro.

O contrato da Eletronorte com a Corpoelec, empresa encarregada do setor elétrico na Venezuela, prevê o fornecimento de até 200 megawatts (MW) para a empresa de distribuição de energia local, Eletrobras Distribuição Roraima. O prazo final do contrato é 2021 e, até o momento, a empresa não manifestou interesse em renová-lo. Desde 2010, a Corpoelec passou a reduzir o montante de energia exportada, trazendo dificuldades ao atendimento do mercado do estado de Roraima.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Na matéria fala, quê o sistema eletrônico daqiele estado não é ligado ao Sistema elétrico Nacional, desde 2001 naquela época quem fez isso foi Fernando Henrique Cardoso, se for para falar falem dele, ou cobrem do governo atual. Pois é quem está no poder agora quê pode resilver o problema. Já estamos indo caminhando 4 anos da saída da gestão do partido dos trabalhadores e vocês ainda olham o retrovisor. Aprendam à olhar para frente. E seguir em frente e vamos se unir e trabalhar para o crescimento do nosso país.

  2. 13 anos de burrismo, e nao resolveram o problema de roraima.. Preferiram deixar um Estado inteiro dependente de uma país instavel e com um louco assassino comunista no poder, amigo do PT, a liga do mal.

  3. Irresponsabilidade dos governos petistas, em vez de interligar o estado de Roraima ao sistema nacional prefiriu doar o dinheiro ao ditador da Venezuela, ainda tem quem defenda essa corrupção. Vergonha…

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Política

Após episódio com Gilmar Mendes, Supremo e parlamentares querem limitar atuação da Receita Federal

O vazamento de dados sobre uma investigação tributária envolvendo Gilmar Mendes gerou um movimento entre congressistas e ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir um projeto de lei com o objetivo de limitar os poderes de atuação da Receita Federal. Se concretizada, a mudança poderá causar impacto no modo como o Fisco tem cooperado com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro, a exemplo da Operação Lava Jato.

Segundo o Estadão/Broadcast apurou, ministros do Supremo, durante almoço na semana passada, reprovaram a atuação da Receita, que elaborou relatório apontando possíveis atos de “corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte do ministro Gilmar Mendes e familiares”. Dos 11 ministros, sete estavam no encontro.

O projeto de lei com limites à atuação do Fisco vem sendo discutido em conversas reservadas de ministros do Supremo com parlamentares. A boa interlocução de integrantes da Corte com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é considerada um dos trunfos para fazer a ideia prosperar.

O descontentamento de setores do Judiciário ficou claro em discurso do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, em evento de posse da diretoria do Sindifisco – entidade que representa os auditores -, na quarta-feira, 20.

Em seu discurso, Toffoli disse ser necessário “delimitar” o modo como age a Receita. “Qual seria o nível de detalhamento dessas explorações bancárias e fiscais cometidas pelo Fisco no seu exercício legítimo de fiscalizar?”, questionou o presidente do Supremo. “É extremamente relevante delimitarmos para dar mais segurança para a atuação do Fisco e dos auditores da Receita.”

O presidente do Supremo afirmou ainda que já votou em alguns casos a favor da possibilidade de o Fisco ter acesso ao sigilo bancário dos contribuintes sem autorização da Justiça. No entanto, os auditores presentes entenderam a afirmação como um recado de Toffoli de que poderá mudar de postura.

No mesmo evento estava o secretário especial da Receita, Marcos Cintra. Quando questionado se o Fisco deve subsidiar grandes operações, ele afirmou que a atuação deve ser somente “se o órgão competente requisitar informações”. O texto do novo projeto de lei em discussão pretende deixar mais claros os limites de atuação da Receita. A crítica é que os auditores têm avançado no campo criminal em vez de focar em possíveis irregularidades tributárias.

De acordo com um deputado que participa das conversas, além do projeto, também é discutida a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes – a quem a Receita Federal está subordinada -, para que ele explique o vazamento de dados envolvendo Gilmar Mendes.

Modelo

O ponto central da tensão com ministros do STF e políticos é o modelo de atuação, especialmente em casos envolvendo agentes públicos, empregado pelo Fisco nos últimos anos. O modelo segue os padrões das autoridades tributárias de países desenvolvidos.

Antes reativa, pois só atuava por solicitação de outros órgãos fiscalizadores, a Receita passou a se valer do aprendizado obtido na cooperação com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Passou a atuar de maneira proativa.

No entendimento de Gilmar Mendes e dos parlamentares que defendem uma mudança na atuação do Fisco, esse tipo de trabalho inverte a lógica da Receita. Ao mirar primeiro os possíveis crimes, o Fisco estaria deixando a questão tributária em segundo plano. O atual modelo era defendido pela antiga cúpula da Receita, mas foi criticado por Cintra, escolhido por Guedes.

Auditores ouvidos pelo Estado lembraram que a Receita era criticada no passado justamente por esse modelo de atuação reativo defendido pela atual direção. Quando estourava um grande escândalo de corrupção e era revelada a evolução patrimonial suspeita de políticos, disse um auditor, a primeira pergunta era: como a Receita não viu isso?

Para evitar esse tipo de questionamento, o Fisco estabeleceu métodos de atuação proativa e os empregou na prospecção de possíveis agentes públicos com movimentações suspeitas por meio da EEP Fraude, grupo responsável por mapear irregularidades tributárias de autoridades, servidores e políticos.

Moro

A nomeação de Cintra gerou descontentamento na instituição desde o início pelo fato de ele não ser um auditor fiscal. A situação piorou após o vazamento do caso Gilmar Mendes e das declarações dadas por ele no evento de posse da nova diretoria do Sindifisco Além de criticar o auditor responsável pelo relatório, Cintra reforçou a tese do ministro de que teria havido uma investigação criminal e não apenas tributária.

Além de Cintra, os auditores reclamam do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que não teria saído em defesa da Receita. No entendimento dos auditores, o modelo de atuação empregado no trabalho que resultou no relatório sobre Gilmar Mendes é uma consequência da experiência adquirida pelo Fisco nos últimos cinco anos de cooperação com a Lava Jato. Por isso, o incômodo dos auditores com o silêncio de Moro.

Procurada, a Receita não quis se manifestar sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Isso uma vergonha ! Até quando o povo vai aguentar esse desserviço.
    Acorda Brasil ! Vamos para às ruas protestar.

  2. Chega a ser hilário tais posicionamentos de alguns no que tange aos seus interesses pessoais em detrimento aos da grande maioria de brasileiros, esta história de querer limitar atuação da Receita Federal é uma forma que estão buscando para esfraquecer o sistema de controle fiscal.
    Temos no Brasil um regime tributário desigual e cheio de entrelinhas e de muitas interpretações quando se tratar de pagar impostos e contribuições por parte da massa abastada, já os assalariados não tem para onde correr e tudo descontado na fonte.
    Este tipo de contribuinte que não quer ser fiscalizado faz uso do expediente que é legal aos olhos da lei que é ter tudo em nome da Pessoa Jurídica, pois os seus rendimentos são retidos como lucros e dividendos distribuídos cujo o imposto sobre eles é igual a zero, já o trabalhador que só tem o salário não pode fazer uso deste mecanismo.
    O principio fiscalizatório usado pela Receita Federal é o mesmo que foi criado pelo legislativo e também o que é aplicado pelo STF e STJ quando trata de assuntos jurídicos de cunho tributário, portanto, não tem nada de errado, talvez o único erro na concepção deles é que antes da fiscalização apurar quaisquer irregularidade eles e para serem avisados e como são autoridades não podem passar por este tipo de procedimento em razão de uma pseuda imunidade fiscal, já são donatários de foro privilegiado que é uma grande aberração.

  3. Uma vergonha. Estão com medo? De que? Deveria existir lei, em que qualquer agente público, independente da esfera ou poder não haver sequer sigilo bancário, fiscal ou seja outro qualquer

  4. Viiiiixe! O Legislativo corrupto querendo isso, não é novidade. O STF também? Huuuummmmm!

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Polícia

Novos confrontos entre opositores e a guarda venezuelana ocorrem em Pacaraima

Manifestantes venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana voltaram a entrar em confronto neste domingo, 24.

O conflito começou quando manifestantes venezuelanos do lado brasileiro cruzaram a fronteira e jogaram pedras em uma coluna da GNB que estava a cerca de 400 metros do marco fronteiriço. A GNB reagiu com bombas de gás. Algumas caíram em território brasileiro.

A coluna está reforçada por duas tanquetas da GNB, o que não tinha ocorrido neste sábado, 23. Ontem, dois sargentos da guarda que participaram dos confrontos com manifestantes desertaram.

Estadão Conteúdo

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Judiciário

Substituta de Moro na Lava Jato não reconhece cinco das nove delações de réus confessos

Em sua mais recente sentença na Operação Lava Jato, a juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, endureceu as penas para acusados que só resolveram colaborar em meio à ação penal. Todos os nove condenados neste processo confessaram crimes, mas a magistrada só reconheceu as delações de quatro, executivos ligados à Odebrecht, que já têm seus acordos homologados pelo Supremo Tribunal Federal, e cujos relatos embasaram o início das investigações. Outros cinco réus amargaram penas que chegam aos 11 anos de prisão e tiveram atenuantes que chegaram a, no máximo, 6 meses.

A ação é referente ao contrato PAC SMS, da área internacional da Petrobras, firmado em 2009, no valor de US$ 825 milhões.

As propinas de US$ 56 milhões de empreiteiras a ex-diretores da estatal, em benefício também do MDB e do PT, segundo os investigadores, foram alvo da Operação De jà-vu, 51.ª fase da Lava Jato.

Das investigações, a força-tarefa ofereceu denúncia contra três ex-executivos da estatal, quatro delatores da Odebrecht e dois operadores de propinas.

Os ex-executivos da Odebrecht também foram condenados: Olívio Rodrigues (6 anos e 8 meses), César Rocha (6 anos e 11 meses), Márcio Faria e Rogério Araújo (11 anos e 7 meses).

No entanto, eles tiveram suas delações, todas reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, endossadas pela juíza federal, que viu efetividade nos acordos. Seus relatos são peça chave das investigações em torno do contrato da área internacional da Petrobras. As penas de todos foram substituídas pelas previstas em seus acordos de colaboração.

Aos quatro da Odebrecht, a magistrada determinou que “as penas a serem oportunamente unificadas deste com os outros processos (se neles houver condenações), não ultrapassarão o total de trinta anos de reclusão”.

Do total, o regime fechado ficou estipulado entre seis e nove meses, descontado o tempo em que eles chegaram a ficar presos preventivamente na Lava Jato.

Já aqueles que confessaram crimes e até tentaram oferecer acordos de delação premiada não tiveram a mesma sorte. Nenhum sequer tiveram sua pena reduzida.

Foram sentenciados, por corrupção e lavagem de dinheiro, os ex-executivos da Petrobras, Aluísio Telles (11 anos e 4 meses), Ulisses Sobral Calile, (11 anos e 4 meses), e Rodrigo Zambrotti Pinaud (9 anos e 10 meses). Os três ex-agentes da estatal tentaram acordos de delação premiada e confessaram crimes durante a ação, no entanto, nem o Ministério Público Federal nem a juíza reconheceram a efetividade dos termos.

Sobre todos os acordos frustrados, a magistrada viu “problemas em reconhecer a colaboração sem a formalização” do termo, “eis que tal fato envolve um aspecto discricionário da competência do MPF, pois não serve à persecução realizar acordo com todos os envolvidos no crime, o que seria sinônimo de impunidade”.

“O reconhecimento dos ilícitos pelo condenado adveio tardiamente, somente após a descoberta de todo o esquema criminoso pelos órgãos de persecução penal. Não serviu, eficazmente, à identificação dos demais coautores ou partícipes da ação criminosa, tampouco à recuperação total ou parcial do produto do crime, e nem foi decisivo na localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime”, anotou.

A pena dos três levou em consideração uma redução de seis meses, em razão da confissão dos crimes.

Além de delatar, o operador de propinas Mário Miranda chegou a oferecer US$ 7,2 milhões em uma conta que mantinha no exterior a título de reparação à Petrobras. A juíza, todavia, o impôs pena de 6 anos e 8 meses por lavagem de dinheiro, soma que ainda considerou redução de seis meses. Gabriela Hardt, no entanto, afirmou que os valores não “foram recuperados, o que inviabiliza a redução da pena por arrependimento”.

“O reconhecimento dos ilícitos pelo condenado adveio tardiamente, somente após a descoberta de todo o esquema criminoso pelos órgãos de persecução penal. Não serviu, eficazmente, à identificação dos demais coautores ou partícipes da ação criminosa, tampouco à recuperação total ou parcial do produto do crime, e nem foi decisivo na localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime”, escreveu.

Ângelo Tadeu Lauria, ligado ao lobista João Henriques, admitiu a entrega de malas de dinheiro a emissários do MDB e do PT decorrentes do contrato da Petrobras, o que não o poupou de uma pena de 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro.

“Não há outras atenuantes ou agravantes a serem reconhecidas”, anotou Gabriela.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Política

Em meio aos desgastes sobre uso de recursos, líder do PSL propõe fim de fundo eleitoral

Na semana em que um ministro foi demitido e outro está ameaçado de ter o mesmo fim por causa de um esquema de candidaturas de laranjas do PSL, o líder o partido no Senado, Major Olímpio (SP), apresentou um projeto de lei que propõe a extinção do fundo especial de financiamento de campanha.

O fundo eleitoral, como é mais conhecido, foi usado para abastecer as candidaturas sob suspeita. Atualmente, as campanhas políticas são financiadas por recursos deste fundo, do fundo partidário e de doações de pessoas físicas.

Ao justificar a proposta, Olímpio argumenta que o fundo, criado em 2017, retira recursos que seriam destinados a emendas parlamentares, dinheiro usado por deputados e senadores para fazer obras em seus redutos eleitorais.

“Ora, não nos parece razoável, nem moral que as verbas que seriam objetos de emendas parlamentares que iriam ter como destinação a educação, segurança pública e a saúde brasileira sejam utilizadas para o financiamento de campanhas eleitorais”, afirmou no projeto.

“Desde a época que foi aprovado este fundo, eu, já nos debates, me posicionei contrário, votei contrário ao fundo. Resolvi materializar no projeto. Não consultei a direção nacional do partido nem as pessoas do partido. É um iniciativa minha”, disse o senador à Folha.

No entanto, Olímpio admite que “o momento está propício” para discutir o tema.

“Nos casos que estão aí manifestos em inúmeros partidos, está cada vez mais clara a falta de critérios na própria lei e ainda a imoralidade de usar recurso público, no caso, R$ 1,750 bilhão [total de recursos do fundo]. A lei é absolutamente aberta, a distribuição é feita ao bel prazer do dirigente partidário”, afirmou Olímpio, que também é presidente do PSL em São Paulo.

Na segunda-feira (18), o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, caiu após uma crise instalada no Palácio do Planalto com a revelação pela Folha da existência de um esquema de candidaturas de laranjas do PSL para desviar verba pública eleitoral.

O partido foi presidido por ele durante as eleições de 2018, em campanha presidencial de Jair Bolsonaro marcada por um discurso de ética e de combate à corrupção.

Além disso, integrantes do governo dizem acreditar na queda do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Reportagem da Folha revelou, em 4 de fevereiro, que o ministro do Turismo, deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas, todas abastecidas com verba pública do PSL, partido de Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (21), o ministro do Turismo recorreu ao foro especial e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a investigação sobre candidatas-laranjas do PSL aberta em Minas Gerais passe a tramitar perante a corte. O ministro é alvo direto da apuração da Promotoria mineira.

O senador disse que a legislação atual tem brechas que permitem que os recursos eleitorais abasteçam candidaturas de laranjas.

“Você pode falar ‘é logico que era uma candidatura [de] laranja’. O recurso teve a destinação, foi utilizado, mas, na verdade, estava ali um guarda-chuva para a campanha dos marmanjos.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Sim. Mas primeiro investigar, punir e ressarcir os cofres públicos com o dinheiro roubado pelo laranjal do partido do Bolsonaro.

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Diversos

Manifestantes entram em confronto com militares venezuelanos na fronteira brasileira

Militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e imigrantes venezuelanos que estão em território brasileiro voltaram a entrar em confronto no início da tarde deste domingo na fronteira entre os dois países em Pacaraima, Roraima. A confusão começou depois que um grupo de manifestantes insultou militares e queimou uma foto do ex-presidente Hugo Chávez. Os guardas responderam avançando sobre eles com veículos blindados, lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando com bala de borracha. Os manifestantes então atiraram pedras e devolveram as bombas de gás que conseguiram pegar no chão.

Após os confrontos, a força-tarefa do comando do Exército que está no local decidiu montar um cordão de isolamento do lado brasileiro da fronteira, com membros da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Força Nacional.

A confusão teve início às 12h50, depois que os venezuelanos atiraram pedras nos militares do seu país e terminaram de destruir um posto militar venezuelano que foi incendiado na noite de sábado. Antes, os manifestantes haviam atirado pneus queimados contra os militares, enquanto gritavam palavras de ordem pedindo o fim do regime Maduro maduro e que os integrantes da GNB abandonassem seus postos e se juntassem à oposição liderada por Juan Guaidó, que se declarou presidente interino em 23 de janeiro e foi reconhecido por 50 países, incluindo o Brasil.

Bombas caíram em território brasileiro, e o coordenador operacional adjunto da força-tarefa criada na semana passada pelo governo brasileiro para enviar ajuda à Venezuela, o coronel Georges Feres Canaã, foi até a fronteira. Ele pediu aos manifestantes que não devolvessem as bombas de volta, e quase foi atingido por uma delas.

O grupo de manifestantes venezuelanos é acompanhado por deputados opositores que estão na região. Luis Silva, deputado da Assembleia Nacional pela Ação Democrática, voltou a pedir mais ajuda do governo Bolsonaro.

— A ajuda humanitária que chegou aqui na fronteira teve que ser protegida pelo Exército brasileiro, depois que alimentos e medicamentos que entraram no país foram queimados em Táchira por funcionários do Exército venezuelano. A estratégia está sendo reavaliada e amanhã (segunda-feira) o presidente Juan Guaidó (autoproclamado presidente interino) se reunirá com o Grupo de Lima. Mesmo assim, quero garantir que a ajuda humanitária chegará sem dúvida nenhuma — afirmou ao GLOBO — Estamos muito agradecidos ao governo Bolsonaro, mas estamos pedindo mais.

Após uma reunião de emergência do comando da força-tarefa, decidiu-se montar um cordão de isolamento do lado brasileiro da fronteira. Do outro lado, três blindados da GNB estão posicionados a 50 metros da linha divisória. Um militar do Exército brasileiro utilizou um megafone para se comunicar com militares venezuelanos que se se aproximaram do limite da fronteira e informou que o cordão de isolamento foi formado “somente para garantir a integridade das pessoas”.

“A fronteira não está fechada (do lado brasileiro). As pessoas que quiserem atravessar podem fazer isso em pequenos grupos.”

A fronteira está fechada desde a última quinta-feira, por ordem do governo de Nicolás Maduro. No sábado, os militares da GNB impediram a passagem de dois caminhões de pequeno porte com alimentos enviados pelos governo brasileiro e americano a pedido da oposição venezuelana. A operação faz parte de uma articulação da oposição venezuelana, dos Estados Unidos, do Brasil e da Colômbia para levar os militares americanos a abandonar a lealdade a Maduro.

O Globo

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Política

Mais de 100 militares venezuelanos pedem refúgio na Colômbia

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou neste domingo que 104 militares venezuelanos pediram refúgio em território colombiano.

A patente dos militares não foi divulgada.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. "….104 militares venezuelanos pediram refúgio em território colombiano.", enganaram-se a contar…eu vi, pelo menos 401 🙂

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Diversos

“Intenção de Maduro é assassinar pessoas desarmadas”, diz secretário-geral da OEA

Foto: Chip Somodevilla

Em discurso na noite de ontem, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a intenção da ditadura de Nicolás Maduro é “assassinar pessoas desarmadas”.

“Esse regime é usurpador e é preciso iniciar o diálogo para levar ajuda a pacientes renais e com deficiências crônicas. É uma baixeza ética queimar caminhões com ajuda humanitária.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

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