Judiciário

Lewandowski diz que, se plenário demorar, pode decidir sobre anulações na Lava Jato

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou nesta terça-feira (17) que, se o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) “demorar muito” para analisar o caso da anulação de uma sentença da Lava Jato, poderá “decidir sim ou não”, individualmente, sobre pedidos semelhantes.

No dia 27 de agosto, a Primeira Turma do STF anulou, por 3 votos a 1, a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras.

Bendine havia sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em uma ação ligada à Lava Jato. Foi a primeira vez que o Supremo anulou uma decisão do ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

A questão central foi a definição da ordem das alegações finais —se quem fala por último é o réu ou os delatores. Bendine foi delatado.

Desde a decisão, Lewandowski recebeu ao menos quatro pedidos para que condenações sejam canceladas seguindo a mesma lógica. Nesse sentido, os réus, e não os delatores, deveriam expor sua defesa por último.

Relator da Lava Jato no STF e integrante da Primeira Turma, o ministro Edson Fachin submeteu o caso ao plenário da corte. Ainda não há data para o julgamento. A Folha mostrou que a expectativa é que o tema seja apreciado em outubro.

“Se o Supremo, pelo seu plenário, estiver na iminência de examinar essa questão, não há porque eu me antecipar. Há várias questões, mas vai depender do meu convencimento. Se demorar muito, eu vou decidir sim ou não [sobre os pedidos de anulação]”, afirmou Lewandowski.

O ministro disse que, por ora, não pretende tomar decisões sobre os pedidos já realizados. “Vou aguardar um pouquinho, não sei se o plenário vai pautar. Vamos aguardar”, disse o ministro.

Questionado sobre se a tendência é esperar o posicionamento do plenário, ele respondeu “sim ou não”.

“Se eu me convencer, eu estendo ou não estendo”, disse ele, sobre anular as decisões questionadas. “Como há a possibilidade de o plenário analisar, vamos aguardar um pouco os acontecimentos.”

Lewandowski explicou, porém, que antes de qualquer decisão precisa avaliar caso a caso.

“Primeiro vou ver se cabe a extensão, em sendo uma outra ação penal; se cabe sendo um outro processo, uma outra ação penal”, disse. “Normalmente as extensões ocorrem dentro do mesmo habeas corpus, dentro do mesmo processo, em réus que estejam na mesma situação.”

O ministro do Supremo explicou que o Código de Processo Penal prevê que réus com uma sentença mais branda que um outro no mesmo processo têm direito ao mesmo entendimento.

“Isso tem sentido porque vigora entre nós o princípio máximo da isonomia, da igualdade. Por que não dar o mesmo tratamento? Primeira coisa é verificar se estão na mesma situação.”

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. BG!!
    SE EU PUDESSE FAZER UMA PERGUNTA A ESSE MINISTRO DO STF, FARIA A SEGUINTE PERGUNTA.
    SE MICHEL TEMER PAU DE GALINHEIRO DISSE NA RODA VIVA QUE O AFASTAMENTO DE QUERIDA FOI GOLPE, PORQUE O SR MINISTRO, SEGUI O O RITO???

  2. Mais uma prova inequívoca de que a Constituição de1988 exauriu-se. É bananeira que já deu cacho. O Brasil urge pela extinção de todos os seus cargos viciosos, digo, vitalícios. Daí a necessidade duma nova Carta Magna.

  3. Estão ansiosos pra fazer o q mais gostam: proteger os bandidos de colarinho branco desse país…e isso, com o aval e torcida de uma enorme parcela da população brasileira, q apóia e aplaude esse tipo de crime!

  4. Esse tipo de atitude, é a verdadeira desfaçatez com a ordem pública. Um simples ministro do stf, pago pelo contribuinte, servidor do país, impor uma decisão monocrática já externada antecipadamente, e livrar um criminoso que comandou o maior assalto a cofres públicos do mundo, levando o país inteiro a um índice de desemprego jamais visto, de miserabilidade e ao caos social. Isso só irá cristalizar a idéia de que no Brasil, o crime compensa.

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Economia

Em meio a cortes, Orçamento destina R$ 4,7 bi de vantagens para militares

Em contraste com o aperto geral em serviços públicos, custeio e investimentos, o projeto de Orçamento federal de 2020 destina R$ 4,7 bilhões à criação de vantagens para a carreira militar.

O montante —suficiente para recompor, com sobras, as verbas para obras em estradas e bolsas da Capes, entre outras combinações possíveis— decorre de benefícios instituídos pela reforma previdenciária das Forças Armadas.

Como contrapartida às exigências de maiores contribuição e tempo de serviço para as pensões, o governo Jair Bolsonaro (PSL) incluiu no texto, que tramita na Câmara dos Deputados, a alta imediata da remuneração da caserna.

Para tanto, propõem-se, por exemplo, o aumento do adicional de habilitação —recebido por militares que passam por cursos de qualificação— e a criação do chamado adicional de disponibilidade.

A justificativa, para defensores do projeto, é a dedicação exclusiva e a prontidão permanente dos profissionais. Duplica-se, além disso, a ajuda de custo para os que vão para a reserva, de 4 para 8 vezes o valor do soldo.

Segundo o cálculo oficial, as novas regras para a inatividade proporcionarão economia de R$ 97 bilhões ao longo de uma década. Já a melhora das carreiras custará quase R$ 87 bilhões no mesmo período.

Em 2020, porém, não se nota um saldo positivo: calcula-se um déficit de R$ 43,5 bilhões na Previdência dos militares, apenas R$ 2,5 bilhões abaixo do projetado para este ano.

Entre os ministérios, o da Defesa é o que mais gasta com pessoal ativo e inativo —em 2019, estão autorizados desembolsos de R$ 81,1 bilhões.

Os valores de 2020 ainda não estão claros, porque grande parte deles depende de autorização especial do Congresso —em razão do atual descumprimento da regra constitucional que impede fazer dívida para pagar compromissos cotidianos da administração.

Entretanto o gasto adicional com as carreiras das Forças Armadas consta de um anexo sobre encargos com contratações e reajustes salariais.

Trata-se de um caso raro, no primeiro projeto orçamentário de Bolsonaro, de elevação de uma despesa por iniciativa do Executivo federal.

Grandes rubricas, como a Previdência e os programas assistenciais, recebem mais verbas por imposições legais.

Os benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no exemplo mais importante, saltam de R$ 631 bilhões para R$ 683 bilhões, mesmo sem alta do salário mínimo acima da inflação.

Como há um teto para o gasto total inscrito em 2016 na Constituição, o governo é forçado a comprimir as atividades e programas não obrigatórios —efeito que tende a se tornar mais visível a cada ano.

As vítimas mais costumeiras são as obras públicas e outros investimentos, em queda desde o início do segundo mandato da petista Dilma Rousseff.

Em 2020, eles contarão com R$ 19,5 bilhões, equivalentes a 0,26% do Produto Interno Bruto. Para manter o nível observado até 2014, próximo a 1% do PIB, seriam necessários R$ 75 bilhões.

A queda do investimento afeta, em especial, o Dnit, responsável pelas rodovias federais. Os comandos de Exército, Marinha e Aeronáutica também contabilizam redução expressiva de recursos.

O arrocho chega também ao custeio, categoria que engloba atividades tão diferentes quanto a manutenção da máquina administrativa —iluminação, limpeza, segurança— e bolsas de estudo.

Um dos cortes mais rumorosos se dá na Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), cujas verbas de execução não obrigatória caem de R$ 4,1 bilhões para R$ 2,1 bilhões no próximo ano.

Como no caso do contingenciamento imposto às universidades, a repercussão é amplificada pelas tensões entre o bolsonarismo e os setores de educação e ciência.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. É normal esse odio da Folha Sp pelos militares. Aliás, é o principal motivo de odiarem o Bolsonaro. Mas, olhem só a razão desse privilegio: insegurança no Rio – bota as FA: insegurança em Belem – bota as FA: caos na fronteira com a Venezuela – bota as FA: queimada na Amazonia – bota as FA: transportar orgao humano para transplante – bota as FA. Greve nas PM – bota as FA. E quando vão para a reserva, continuam a contribuir com a Previdencia, pra quem ainda não sabe. A VERDADEIRA JUSTIÇA CONSISTE EM TRATAR COM DESIGUALDADE OS DESIGUAIS!

  2. Aqui PM faz greve toda semana e quando chegar a reforma da previdência diz q é militar p ganhar as é militar benesses. Nunca vi um militar de verdade fazer greve, pode chover canivete mas não faz greve. Fez greve não é militar.

  3. porque será que esse pessoal de esquerda odeia os militares? fica defendendo cuba, venezuela, coreia do norte, porem quando saem do brasil, vão para o estados unidos, alemanha, frança

  4. Depois de 16 anos de cortes contínuos em seus orçamentos, sendo reduzido quase a metade, finalmente as forças armadas vão poder respirar. Precisam de muito mais, existem muito equipamentos obsoletos que precisam ser substituídos. As forças armadas forma quase dizimadas nos últimos 16 anos e tem que voltar a ter material de trabalho, ser valorizada e reestruturada.

  5. Já policial militar/bombeiro não tem benesse nenhuma. Só arriscar a vida.
    Triste de quem confiou nesse sindicalista que assumiu a Presidência,
    E de quem achou que a reforma da Previdência acabaria com os privilégios.

  6. Situação complicada. As atividades laborais são distintas, portanto os salários nem sempre podem, ou devem ser isonômicos.

    1. Orçamento alto para militares, comemorar datas nos quartéis,, ceder Alcântara pros Estados Unidos, brigar com a Venezuela , armamento frouxo, nesses campos o Homi parece a
      vontade . Para resolver os problemas do Brasil, ele aprendeu as palavras "ideologia e seus derivados, no tocante e questão pronunciando o U". De resto nåo enxergo nada nesse desgoverno.

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Política

Desbloqueio do Orçamento vai liberar R$ 1,4 bilhão para emendas de parlamentares

O governo vai liberar R$ 1,4 bilhão de emendas impositivas dos parlamentares com o desbloqueio parcial do Orçamento nesta sexta-feira, 20. Do total de R$ 12,3 bilhões liberados, R$ 8,3 são para livre distribuição entre ministérios, R$ 1,4 bilhão para as emendas e mais R$ 2,6 para Educação e combate a desmatamentos e incêndios. A informação de que o valor da primeira etapa de liberação ficaria em torno de R$ 12 bilhões foi antecipada pelo Estadão/Broadcast.

O total do desbloqueio foi confirmado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Hoje, o Orçamento tem cerca de R$ 34 bilhões bloqueados, o que provoca um estrangulamento nos ministérios e órgãos do governo federal.

O descontingenciamento será possível porque julho e agosto tiveram arrecadação de R$ 8 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões previstos inicialmente. O resultado positivo se deu principalmente devido à venda de empresas da Petrobras e de ações do IRB, espécie de seguradora das seguradoras, pelo Banco do Brasil. Além disso, haverá recolhimento novo de dividendos por parte da Caixa Econômica Federal e do BNDES.

Uma parte do desbloqueio se deve ao acordo entre governo, Câmara, Senado, Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal sobre a destinação dos R$ 2,66 bilhões recebidos pela Lava Jato (correspondentes a 80% de uma multa imposta à Petrobras por órgãos americanos) que vão ser direcionados ao combate às queimadas na Amazônia e à educação.

Estadão Conteúdo

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Polícia

MP denuncia Najila Trindade por acusação caluniosa e extorsão em caso Neymar

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta terça-feira Najila Trindade por acusação caluniosa e extorsão no caso Neymar. A modelo havia acusado o atacante de estupro durante um encontro em Paris, na França, em 15 de maio. Com a denúncia do MP-SP, o próximo passo é a Justiça avaliar a abertura de um processo contra Najila.

No último dia 10, a Polícia Civil de São Paulo já havia indiciado a modelo pelos crimes de denunciação caluniosa, fraude processual e extorsão. Além disso, o ex-marido da modelo, Estivens Alves, foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico.

A investigação do caso já havia sido arquivada no dia 8 de agosto pela juíza Ana Paula Gomes Galvão da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica Familiar. A delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, de Santo Amaro, afirmou não ter encontrado provas para indiciar Neymar na investigação. A delegada informou que não poderia oferecer detalhes da decisão, pois o inquérito corre sob segredo de justiça. A defesa de Najila tentou a reabertura do caso, mas o pedido foi negado.

Outras duas investigações estavam em curso a partir do suposto estupro. Uma delas, solicitada pela defesa de Neymar, alegou denunciação caluniosa e extorsão de Najila. O indiciamento da modelo ocorreu nesta peça de investigação. Denunciação caluniosa é um crime previsto no Código Penal na qual a pessoa acusa outra e mobiliza o Estado, fazendo com que se instaure investigação policial. O outro inquérito foi aberto pelos delegados para apurar o desaparecimento de objetos eletrônicos da casa da modelo.

No dia 11 de setembro, Najila compareceu à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro para prestar depoimento sobre um inquérito em que Neymar é acusado de divulgar imagens íntimas dela na internet. A modelo disse estar “devastada”. “Já conseguiram provar que eu não fui violentada nem nada, mas não conseguiram indiciar ele por esse crime que ele fez. Ele está trabalhando igual no futebol: driblando e caindo”, ironizou. “É um crime óbvio que ele cometeu na frente de todos, esse crime de exposição, para me humilhar. Eu não autorizei nada e jamais imaginei que ele (Neymar) fosse capaz de fazer isso”, concluiu.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Mais uma pilantra que está caindo nesse novo Brasil!!! Novos temos de justiça, apesar do STF e dos defensores de bandidos…

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Política

Câmara conclui votação de projeto de licitações e veda compra de itens de luxo

Foto: Pedro França/Agência Senado

A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (17) a votação de projeto que aumenta o valor para dispensa de licitação em contratações de obras de engenharia e serviços e que proíbe a compra de itens de luxo pelo Executivo, Legislativo e Judiciário.

O projeto volta agora para análise do Senado.

O texto-base já havia sido aprovado pelo plenário da Casa em 25 de junho, mas faltava a apreciação de destaques pelos deputados.

Entre as mudanças, o projeto estabelece que obras e serviços de engenharia ou manutenção de veículos automotores poderão ficar dispensados de licitação se a contratação envolver valores inferiores a R$ 100 mil.

Antes, o limite era de R$ 33 mil. No caso de outros serviços e compras, o valor para dispensa subiu de R$ 17,5 mil para R$ 50 mil.

Uma alteração aprovada na quarta-feira (11), durante análise dos destaques, vedou a compra de artigos de luxo pelo Executivo, Legislativo e Judiciário.

A intenção é evitar episódios como o registrado em maio em um contrato de refeições de integrantes e convidados do STF (Supremo Tribunal Federal).

O valor final, de quase R$ 482 mil, envolvia um menu com lagostas, camarão e vinhos, entre outros artigos luxuosos.

A modificação inserida determina que os itens contratados para suprir as demandas da administração pública federal, distrital, estadual e municipal sejam de qualidade comum. Cada um dos poderes deverá definir os valores limite para as categorias comum e luxo.

Outra mudança aprovada prevê que o pregão não se aplica às contratações de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual e de obras e serviços de engenharia, exceto alguns serviços de engenharia.

O texto também exige seguro-garantia de até 30% do valor do contrato para assegurar a finalização de grandes obras e inverte as fases do processo de licitação: as propostas apresentadas serão primeiro julgadas e só depois haverá cobrança dos documentos de habilitação do vencedor.

Os requisitos para contratações se tornam mais rígidos: as empresas serão obrigadas a apresentar documentos que comprovem seu comprometimento, como certidões negativas e habilitação econômica e financeira.

Esses documentos, porém, poderão ser dispensados em casos de entrega imediata e quando o valor for de até um quarto do valor de dispensa de licitação em compras gerais (ou seja, R$ 12,5 mil), e R$ 300 mil para produtos de pesquisa e desenvolvimento.

O prazo de pagamento caiu de 90 para 45 dias, e o que atrasar estará sujeito à incidência de juros e correção monetária.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Depois de tantos atentados a ética e aos maus costumes, pelo menos essa assumiram com responsabilidade

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Judiciário

MPF arquiva representação contra o ministro do Meio Ambiente no RN

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou uma representação que tramitava no Rio Grande do Norte e buscava responsabilizar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e outras autoridades por declarações verbais, postagens na internet e por atos concretos que, no entender dos autores da representação, poderiam configurar crimes ou atos de improbidade administrativa.

As declarações e postagens questionadas consistiram na colocação em dúvida da precisão dos dados sobre desmatamento no Brasil, na insinuação de ser injusta a norma que proíbe o plantio de soja transgênica apenas em terras indígenas e na suscitação de desconfiança quanto à correção de pagamentos autorizados pelo Ibama na gestão anterior (custeio de um curso de alemão para um servidor da autarquia na Alemanha e gasto de quase R$ 30 milhões com aluguel de carros).

Entretanto, para o procurador da República Kleber Martins de Araújo – que promoveu o arquivamento – as falas do ministro encontram-se nos limites de sua liberdade de expressão, que é a regra constitucional, consistente no direito de tornar pública a opinião que se tem acerca de determinado tema, ainda que essa opinião seja completamente equivocada.

Na visão do representante do MPF, “não se pode (…) atribuir (…) caráter ilícito a manifestações públicas apenas porque quem tem contato com elas discorda do seu teor; porque seu conteúdo é ‘politicamente incorreto’, é ácido, sarcástico; porque vai na contramão de ‘ideias progressistas’; porque desagrada grupos de pessoas (…); porque destoa de um pensamento majoritário na Academia, na imprensa, no governo ou mesmo no conjunto da sociedade. Não desbordando dos limites constitucionais (…), o pensamento manifestado não é passível de sanção jurídica; se ele encerra uma má ideia, deverá ser ‘combatido’ também no campo das ideias, com a apresentação, se for o caso, do(s) ponto(s) de vista contrário(s) (…)”.

Licitude – Já os atos concretos do ministro questionados pela representação incluem desde a revisão de multas aplicadas pelo Ibama, passando pela exoneração de 21 dos 27 superintendentes estaduais dessa autarquia, chegando ao recebimento em gabinete da “bancada ruralista” da Câmara dos Deputados. Contudo, para o procurador, a mera descrição desses atos permite concluir, sem dificuldade, serem eles lícitos, inseridos na atribuição da autoridade que o tomou, não tendo qualquer traço formal ou material de improbidade administrativa.

Kleber Martins pontuou que que a representação, na realidade, parece ter se prestado a dar vazão à discordância dos representantes para com as premissas ideológicas das quais parte o novo titular do Ministério do Meio Ambiente – “protagonismo da iniciativa privada, interpretação ‘pró-empreendedor’ na tensa relação entre desenvolvimento e meio ambiente, necessidade de ‘desaparelhamento’ e redução do ‘tamanho’ dos órgãos e entidades ambientais, desconfiança em relação aos atos das gestões passadas e necessidade de revisá-los” -, mas que a Constituição Federal permite que as agendas dos ocupantes que se sucedem no Executivo Federal oscilem entre o liberalismo e o estatismo, não podendo ser acusados de incorrer em ilicitude apenas porque destoam da agenda política dos seus opositores ou antecessores.

“A afirmação da representante de que todos os atos por ela apontados seriam destinados a uma espécie de enfraquecimento deliberado da ‘política ambiental brasileira’ é meramente retórica, exagerada. Há normas constitucionais e legais que balizam a política ambiental brasileira e não se vislumbra naqueles atos, em princípio, risco de malferimento às mesmas; o alarde da representante é hipotético e sem respaldo em fatos concretos”, destacou o procurador da República.

Presidente

Os mesmos fundamentos justificaram o arquivamento da representação quanto à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; ao presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim; e à secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Ana Maria Pellini, apontados como envolvidos em menor escala em atos pontuais. O próprio presidente da República Jair Bolsonaro também chegou a ser alvo da representação, mas a acusação contra ele não foi considerada porque os atos de improbidade atribuídos ao ocupante da Presidência não podem ser objeto de ação de improbidade, mas de processo por crime de responsabilidade no Senado Federal, fora da alçada do Ministério Público.

Apesar do arquivamento, o representante do MPF enviou cópia da representação à Procuradoria-Geral da República, que detém a atribuição para providências contra o Presidente da República e Ministros de Estado no campo penal.

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Meio Ambiente

[VÌDEO] Incêndio florestal em Patu já dura mais de 24 horas

O Blog recebeu imagens exclusivas do incêndio que atinge a cidade de Patu desde a tarde desta segunda-feira (16). Já são mais de 24 horas de combate às chamas. Pelas iamgens, é possível ver dois focos do incêndio nas imediações do centro do município.

Militares do Corpo de Bombeiros ainda lutam para tentar controlar um incêndio florestal. O Governo do Estado anunciou o envio de um efetivo extra para ajudar no combate às chamas, que ainda ameçam o Santuário do Lima.

Opinião dos leitores

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Diversos

Governo envia 30 bombeiros e instala posto de comando para combater incêndio florestal em Patu

Foto: Ivanízio Ramos

Governo do Estado montou uma força-tarefa para combater o incêndio florestal que atinge uma área de densa vegetação no município de Patu, no Oeste potiguar. Trinta bombeiros militares foram enviados para combater as chamas e o foco do combate será o isolamento da Serra do Lima para evitar que fogo atinja o Santuário que fica no local e que é ponto de turismo religioso no estado.

A governadora Fátima Bezerra reuniu todas as forças de Segurança Pública e o prefeito da cidade, Rivelino Câmara, na tarde desta terça-feira (17) e confirmou apoio ao município. “Todos os esforços serão feitos para combater as chamas e preservar o Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis que é um dos maiores destinos de religiosidade do Nordeste”, disse a governadora.

Um posto de comando será montado naquela cidade, liderado pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Monteiro Júnior, com o apoio da Defesa Civil e da Polícia Militar. O objetivo é acompanhar de perto e definir as melhores estratégias para conter as chamas. “O combate é realizado no corpo a corpo e o melhor momento para se agir contra um incêndio florestal é no período noturno, devido à umidade do ar, temperaturas mais amenas e menor intensidade de ventos. Nossa equipe é altamente capacitada e, desde ontem (16), 15 bombeiros militares das cidades de Caicó, Currais Novos e Mossoró, mais três viaturas de combate a incêndio atuam no local”, ressalta Monteiro.

Na reunião foi formalizada uma parceria entre o Governo e município de Patu para preservar o Santuário do Lima que é patrimônio do Rio Grande do Norte. “O Governo parou para nos receber. A reunião foi muito importante com a presença da governadora, do vice-governador, dos Comandantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e o do secretário de Segurança Pública. Todos voltados para solucionar este desastre ambiental que atingiu nosso município”, destacou o prefeito Rivelino Câmara.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte – Emparn, apesar de ter chovido bem na região de Patu, nesta época do ano o período é seco, com umidade relativa baixa, em média 30%, e também com ventos mais fortes, o que favorece a ocorrência de queimadas. O Corpo de Bombeiros atua com utilização de pick ups, pois a região de serra dificulta a chegada de veículos de grande porte. A operação de combate ao fogo conta também com o auxílio de outros os órgãos públicos de segurança estadual e municipal, como Defesa Civil e da Polícia Militar.

Participaram da reunião o vice-governador, Antenor Roberto, Cel. Monteiro Júnior (Comandante Geral do Corpo de Bombeiros), Cel. Francisco Canindé de Araújo (Segurança Pública), Cel. Alarico Azevedo (Comandante Geral da Polícia Militar) e o Ten. Cel. Carvalho (Defesa Civil).

Opinião dos leitores

  1. As queimadas na Amazonia os esquerdeopatas colocam a culpa no governo federal, e aqui na serra de Patú a culpa é de quem, da governadora petista!

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Cidades

Câmara convoca sessão extraordinária para debater revisão do Plano Diretor de Natal

Foto: Elpídio Júnior

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Paulinho Freire (PSDB), convocou uma sessão extraordinária para a próxima quinta-feira (19), a partir das 13h45, para que o Poder Executivo preste informações sobre o processo de elaboração do novo Plano Diretor de Natal, a fim de atualizar os parlamentares e a população sobre os principais pontos acerca da revisão do instrumento e a previsão da chegada dele à Câmara para apreciação e votação.

“Vamos debater com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo sobre o andamento do Plano Diretor, que ainda não chegou à Casa. Sabemos que o Executivo tem que cumprir várias etapas até que o Grupo Gestor possa finalizar a redação e enviar o Plano ao Legislativo, mas queremos discutir e informar à sociedade sobre como anda todo o processo”, explicou o presidente Paulinho Freire.

“Desta forma, convidamos os natalenses a participarem da sessão extraordinária, bem como do fórum de debates que vamos abrir a partir do mês de outubro com profissionais renomados da cidade, autoridades e demais atores sociais que querem contribuir para a elaboração do Plano Diretor de Natal”, concluiu.

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Diversos

[VÍDEO] Pombo defeca sobre a cabeça de deputado durante entrevista sobre fezes de pombos

O deputado democrata de Illinois (EUA) Jaime Andrade estava dando entrevista. na semana passada. para a emissora afiliada CBS sobre o problema do excesso de fezes em uma estação de trem de Chicago quando, ironicamente, foi atingido na cabeça por fezes de um pombo.

O problema é tão grave que a Irving Park Blue Line Station é conhecida como “estação do cocô”.

Quando as fezes da ave atingiram a cabeça de Andrade, a entrevista foi interrompida.

“Acho que eles me pegaram. Vou ter que me limpar”, disse o parlamentar, constrangido.


Extra

Opinião dos leitores

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Economia

Brasileiros já pagaram R$ 32 bilhões em taxas extras na conta de luz

As bandeiras tarifárias, taxas extras que passaram a ser incluídas mensalmente na conta de luz, já custaram um total de R$ 32,24 bilhões aos consumidores de todo o País. O valor, sem incluir correções monetárias, soma tudo o que foi pago de janeiro de 2015, quando as bandeiras tarifárias entraram em vigor, até junho de 2019, além da previsão de desembolso até dezembro.

Os dados fazem parte de um levantamento técnico feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao qual o Estado teve acesso. O relatório avalia os resultados financeiros do mecanismo de cobrança criado para evitar rombos no setor elétrico, por causa dos períodos críticos de seca e da consequente baixa nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, o que afeta diretamente no custo da energia.

O sistema de bandeiras tarifárias é dividido em cores. A bandeira verde não tem cobrança extra. Na amarela, a taxa cobrada na conta mensal é de R$ 1,50 a cada 100 kWh. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 4 a cada 100 kWh. No segundo nível da bandeira vermelha, o consumidor paga R$ 6 a cada 100 kWh.

Na avaliação da Aneel, o principal benefício das bandeiras tarifárias é dar transparência de forma objetiva e de curto prazo para o consumidor sobre o custo de sua energia. E isso se refletiu em redução de custos, segundo a agência.

Antes da adoção do modelo baseado em cobrança mensal, o consumidor só conhecia os custos do aumento de sua tarifa na data anual do reajuste da distribuidora de energia. Dessa forma, a empresa comprava energia durante todo o ano, a preços variáveis, para só repassar esses custos um ano depois ao consumidor. Invariavelmente, isso significava aumentos pesados na conta de luz, os quais incluíam ainda os reajustes automáticos que as distribuidoras cobravam todo ano.

Os técnicos da Aneel calcularam os efeitos financeiros que as bandeiras tarifárias tiveram, ao evitar essa cobrança de juros que havia no modelo anterior. Os cálculos mostraram que R$ 3,71 bilhões referentes a juros foram economizados por consumidores de todo o País.

As bandeiras também tiveram efeito direto nos reajustes anuais cobrados pelas distribuidoras, reduzindo um repasse tarifário adicional. O levantamento mostra que, nos anos de 2016, 2017 e 2018, as bandeiras evitaram um repasse médio de 11,06%, 2,12% e 4,26%, respectivamente, para o consumidor nacional. Em 2019, a partir dos dados fechados até agosto, as bandeiras já evitaram um repasse tarifário adicional médio de 4,49%.

“As bandeiras tarifárias sinalizam, mês a mês, o custo da energia elétrica que será cobrada dos consumidores, com a ressalva de que esse sistema não impõe um custo novo para o consumidor pagar, sendo apenas uma forma diferente de cobrar um custo que já estava incluído na conta de energia, mas que geralmente passava despercebido pelo consumidor”, explica a Aneel, em sua nota técnica.

“As bandeiras sinalizam para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia. Desse modo, as bandeiras evitam que os custos sejam acumulados e incorporados às tarifas de uma única vez, dando estabilidade tarifária. Além disso, como os custos são pagos no momento em que ocorrem, as bandeiras evitam a incorporação de juros (Selic, taxa básica de juros) no cálculo.”

O ano de 2015, quando as bandeiras foram criadas, foi o mais pesado para o consumidor, que bancou R$ 14,7 bilhões de taxas extras naquele ano. Em 2016, o valor caiu para R$ 3,5 bilhões. Em 2017, subiu para R$ 6,2 bilhões, chegando a R$ 7,3 bilhões no ano passado. Neste ano, o valor total previsto por enquanto é de R$ 524 milhões.

Sem bandeira, Amazonas pagou mais
De todo o País, apenas o Estado do Amazonas ficou de fora do novo modelo das bandeiras tarifárias, o que custou nada menos que R$ 34,3 milhões a mais para o consumidor do Estado, entre 2015 e 2018, do que se estivesse no sistema de bandeiras tarifárias.

O motivo da exclusão está relacionado a uma ação movida pelo Ministério Público Federal. Em setembro de 2015, a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas acatou um pedido do MPF e suspendeu os efeitos das bandeiras no Estado, mantendo o modelo anterior de repasse depois de 12 meses.

A suspensão gerou uma despesa financeira causada exclusivamente por efeito da liminar. Depois de apurar um saldo negativo de R$ 410,2 milhões na arrecadação tarifária para suportar o aumento do preço de energia suportado pela concessionária, ainda faltava apurar o custo financeiro desse rombo. Ao fechar as contas, a Amazonas Distribuidora apresentou uma fatura total de R$ 444,5 milhões, incluindo os R$ 34,3 milhões de juros.

Estadão Conteúdo

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Judiciário

Na despedida, Raquel diz que vê com ‘preocupação a atuação de qualquer governo que visa proteger setores’

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se despediu do cargo nesta terça, 17, ostentando média de uma denúncia criminal apresentada por semana, e um total de 224 acusados.

“Eu saio do cargo com imensa esperança de que dias melhores virão. Que temos uma população mais educada e informada pelo trabalho da imprensa. E vejo com grande satisfação que as instituições estão fortes e respondendo aos anseios da população. Não com a celeridade que almejamos, mas com competência.”

Ela deixa o mandato após dois anos de atuação. Raquel assumiu o cargo em 2017, indicada pelo então presidente Michel Temer, que chegou a ser denunciado por ela. “Considero que o mandato de dois anos é muito exaustivo, intenso. Fizemos um trabalho no limite de nossas forças e capacidades.”

Em seu último dia como procuradora-geral, Raquel denunciou o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Domingos Brazão por supostamente atrapalhar investigação no caso Marielle, a ex-vereadora assassinada em 2018 com seu motorista.

“O modo como foram engendrados depoimentos que conduziram a Polícia Civil, a um certo tempo, a indicar que os autores eram pessoas que não tinham participado da atuação. O inquérito inicial apontou para receptores que não eram os verdadeiros. Estou pedindo o deslocamento de competência para que haja uma investigação para se chegar aos mandantes.”

Raquel enalteceu o fato de ter sido a primeira mulher a chegar ao cargo de PGR. “Acho que abri espaço para outras mulheres também exercerem a função e para meninas ocuparem grandes cargos públicos.”

Em seu último dia no topo da instituição, ela disse que ‘a democracia é algo difícil de ser construído, mas não é difícil de perdê-la’. “Meu papel continuará sendo lutar pela democracia, trabalhamos muito para mostrar o Ministério Público Federal como guardião da Constituição.”

Raquel rebateu as críticas do ministro do Supremo, Edson Fachin, segundo o qual ela não teria dado seguimento a casos da Lava Jato por até dois anos.

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba foi fortalecida, disse Raquel.

“Também fortaleci as forças-tarefa dó Rio e de São Paulo e fiz de tudo para que elas atuassem com toda a estrutura necessária. Por isso, tenho muita consciência de que não segurei nenhum caso. Posso dizer com muita tranquilidade que o número de denúncias apresentadas, 64, supera em muito o número que muitos dos procuradores apresentaram em quatro anos.”

Raquel disse que vê ‘com muita preocupação sempre a atuação de qualquer governo que visa proteger alguns setores em detrimento de outros’. “O governante deve desenhar políticas públicas inclusivas para gerar uma sociedade plural.”

“Eu acho que toda semente plantada, vai germinar. O Brasil, hoje, é solo fértil para muitas coisas.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ela louca, esquece que barrou a delação premiada que acusava as mulheres de Gilmar Mendes e Tofolli. Por quê?

  2. Judiciário corrupto de merda. Noventa bilhões por ano para processos de corruptos prescreverem.

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Política

CCJ rejeita mudanças e projeto que altera regras eleitorais segue para o Plenário

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em reunião extraordinária nesta terça-feira (17), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitou todas as mudanças polêmicas do PL 5.029/2019 e manteve apenas a garantia de que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, apelidado de Fundo Eleitoral, não será aumentado e terá, para as eleições de 2020, o mesmo montante das eleições de 2018, ou seja, R$ 1,7 bilhão.

O projeto seguiu para votação no Plenário do Senado Federal já nesta tarde, mas deve retornar à Câmara dos Deputados, em virtude das mudanças aprovadas pelos senadores.

O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo relator Weverton (PDT-MA) após acordo com as lideranças partidárias. O substitutivo aprovado retira praticamente todo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e mantém apenas um dispositivo que altera a Lei das Eleições (Lei 9.504, de 1997), garantindo o Fundo Eleitoral para o ano que vem. O valor de R$ 1,7 bilhão, igual ao disponibilizado para as eleições de 2018, ainda terá de ser incluído na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020. Segundo Weverton, o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Marcelo Castro (MDB-PI), já se comprometeu em garantir que o acordo será cumprido.

O relator afirmou também que o Congresso Nacional pode se debruçar com calma, a partir de agora, na modernização da Lei das Eleições e da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096, de 1995).

Pontos rejeitados

O texto original do projeto previa exceções ao limite de gastos de campanhas; estabelecia novos itens nos quais podem ser usados recursos do Fundo Partidário; definia critérios para análise de inelegibilidade; e autorizava o retorno da propaganda partidária semestral. Também alterava regras relacionadas à gestão de partidos políticos.

Ampliava, ainda, as possibilidades de uso dos recursos do fundo partidário por parte das legendas, com a permissão para contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse ou litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, relacionados ao processo eleitoral, ao exercício de mandato eletivo ou que possa acarretar reconhecimento de inelegibilidade.

A proposta permitia o pagamento de passagens aéreas com recursos do fundo partidário para uso por parte de pessoas não filiadas ao partido, segundo critérios próprios do partido, desde que para congressos, reuniões, convenções e palestras. Alterava, ainda, regras relativas à prestação de contas partidária.

Agência Senado

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Trânsito

STTU precisa apagar urgentemente a faixa de pedestre em local de semáforo desativado na Av. Salgado Filho

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) precisa apagar a faixa de pedestre na área de semáforo desativado na Avenida Salgado Filho, na Zona Sul da capital.

Embora o semáforo não mais funcione e o acesso de pedestre no canteiro central esteja bloqueado com cones, diversas pessoas estão atravessando a via, até mesmo, pedindo parada aos motoristas, confiando na faixa de pedestre pintada para o “projeto” anterior.

Nesta terça-feira(17), freadas bruscas foram presenciadas no trecho. Por pouco, engavetamentos ou atropelamentos não ocorreram.

Em decorrência, no fim da tarde, um engarrafamento, sentido Zona Sul, acabou se formando com pessoas pedindo paradas na faixa de pedestre.

Houve até mesmo bate-boca entre motoristas e pedestres.

Opinião dos leitores

  1. sinceramente eu acho um absurdo os motoristas de carro estarem em ultimo lugar nessa historia. PREGUIÇA DO BRASILEIRO DE SE DIRIGIR ATÉ A FAIXA DE PEDESTRE MAIS SEGURA E COM SEMÁFORO PARA FAZER A TRAVESSIA. MAS AÍ QUEREM FACILITAR DEMAIS A VIDA DO PEDESTRE PREGUIÇOSO PARA ELE NAO TER QUE ANDAR TANTO ATE A PROXIMA FAIXA DE PEDESTRE. PELO AMOR DE DEUS, PEDESTRES PREGUIÇOSOS, TEM UMA FAIXA DE PEDESTRE A 150 METROS MAIS À FRENTE. USEM ESSA OUTRA FAIXA E DEIXEM DE PREGUIÇA. NA RUA TEM MAIS PEDESTRE OU TEM MAIS CARRO? ENTAO PRONTO, O FAVORECIMENTO NAO DEVE SER PARA O PEDESTRE E SIM PARA FAZER O TRANSITO DE CARROS FLUIR, SIMPLES ASSIM. JA TA INSUPORTAVEL VIVER EM NATAL, E O PIOR É QUE É UMA CIDADE AINDA PEQUENA, MAS COM PROBLEMAS DE CONGESTIONAMENTO DE CIDADE GRANDE, SIMPLESMENTE PORQUE NAO SAO FEITOS MAIS TUNEIS NA CIDADE. E AS PASSARELAS QUE FAZEM OS PEDESTRES TEM PREGUIÇA E MEDO, BOTA UMA GUARNIÇÃO DA POLICIA MUNICIPAL NESSAS PASSARELAS OMI. EM SAO PAULO A AVENIDA PAULISTA É UM POLICIAL EM CADA ESQUINA PARA GARANTIR A SEGURANÇA DOS PEDESTRES. MAS AQUI EM NATAL A GENTE TEM UM SUBMUNDO DO PREFEITO ALVARO DIAS.

  2. Vocês não estão entendendo, a STTU NÃO vai apagar a faixa de pedestres, eles estão esperando alguém MORRER atropelado ali, sobre a faixa de pedestres, para aparecerem na impressa dizendo: "Estão vendo, ali precisa de um semáforo, a STTU estava certa e vocês é que estão errados"

  3. É uma cacada atrás da outra, será que em um engavetamento ou morte por causa desta faixa a justiça obrigará o município a indenizar a vítima ou vítimas?

  4. Eu quero saber quem vai pagar o prejuizo ? fazem as besteira com o dinheiro do contribuinte e fica por isso mesmo.. qualquer leigo sabia que aquilo não dava certo. eu se fosse o prefeito demitia logo esse bando de incompetente. Alvaro , fica de olho aberto !!

  5. O BATE BOCA NÃO ESTÁ EXISTINDO SÓ ENTRE MOTORISTAS E PEDESTRES, tomei conhecimento que nos escalões também está acontecendo isso.

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Segurança

Nova ferramenta de Segurança Pública do RN é apresentada para o Ministério da Justiça

Fotos: Divulgação

Em reunião na manhã desta terça-feira (17), a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresentaram o sistema da Central de Atendimento e Despacho (CAD) ao diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Wellington Porcino.

Desenvolvido por alunos e professores do Instituto dentro do projeto Smart Metrópolis, o CAD é uma ferramenta de atendimento à população e auxílio às atividades realizadas pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP), da Sesed. Mais moderno do que o utilizado atualmente, o software permitirá uma integração com outras ferramentas, como os tablets utilizados em viaturas e câmeras de videomonitoramento.

De acordo com o professor do Instituto, Frederico Lopes, a integração entre os órgãos favorece a implementação de novos projetos. “Os técnicos abraçaram o projeto desenvolvido por nossos alunos, que produzem soluções que podem ser utilizadas na vida real, e agora estamos vendo o poder público perceber que as nossas ferramentas atendem as necessidades atuais. Portanto, é importante integrar os trabalhos para que os projetos possam sair do papel.”, afirmou.

Para o diretor do Ciosp, coronel Kleber Macedo, a usualidade da ferramenta dentro do sistema deixará o processo ainda mais eficaz. “O desenvolvimento dessa ferramenta nos dará autonomia operacional para que possamos avançar com novas integrações e projetos, uma vez que a ferramenta está sendo desenvolvida no Rio Grande do Norte e é algo que chamou atenção da Senasp”, disse.

Representante do Senasp, Wellington Porcino ressaltou a qualidade dos projetos desenvolvidos pelos alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “As atividades aqui do Rio Grande do Norte me deixam bastante satisfeito devido à qualidade e rapidez dos projetos, e a capacidade que os órgãos do estado possuem em promover a integração”, explicou.

Também presente na apresentação, o vice-governador do Estado, Antenor Roberto, falou da construção do CAD como uma plataforma potiguar que poderá ser utilizada além do Rio Grande do Norte. “Apresentações de projetos como esse são sempre vitoriosos para o nosso Estado. O diretor do Senasp conheceu o CAD, um sistema genuinamente potiguar, construído por jovens e totalmente integrado com a nossa secretaria de segurança, sendo uma plataforma que dará uma nova qualidade no atendimento e registros policiais no estado e, quem sabe, a sua implementação faça com que o projeto vire um case para utilização em todo o Brasil”, completou Antenor.

Na apresentação deste projeto, estiveram presentes representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Itep, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), e membros do Instituto Metrópole Digital da UFRN.

Opinião dos leitores

  1. Nao sei porque eles estao se vangloriando tanto esse projeto ja tem em São Paulo a muito tempo como pode ser um projeto genuinamente potiguar conta outra natal sempre foi pessimo em tecnologia nunca inova podemos ver pela quantidade de empresas de tecnologia e desenvolvimento de software nao existe praticamente nenhuma no estado.

  2. Resultado de investimento em tecnologia e educação transforma, muda a realidade.
    Entendo que informações em tempo real, mesmo com equipe pequena, as novas tecnologias irão auxiliar no enfrentamento das dos problemas relacionados não somente a segurança pública. Parabéns a equipe do Metrópole Digital.

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Judiciário

Eleições suplementares para prefeito de Ceará-Mirim acontecerão no dia 1º de dezembro, decide TRE-RN

Foto Divulgação

Na sessão plenária desta terça-feira (17), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou à unanimidade a Resolução n° 21/2019 que disciplina a realização das eleições suplementares para os cargos de prefeito e vice-prefeito do município de Ceará-Mirim/RN. Conforme a resolução, que entra em vigor nesta quarta-feira (18) após publicação no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), o pleito acontecerá no dia 01 de dezembro de 2019.

Veja matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

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