Economia

Transferência do Coaf para o Banco Central pode ter consequências negativas

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

POR MAÍLSON DA NÓBREGA

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC) teria atendido a interesses do presidente Bolsonaro, que não gostou de certas declarações do seu titular, Roberto Leonel. Ainda que esse motivo seja improcedente, a medida não faz o menor sentido.

O BC tem por missão assegurar o cumprimento das metas para a inflação fixadas pelo Conselho Monetário Nacional e zelar pela solidez do sistema financeiro. Suas funções são cumpridas por meio da política monetária, da regulação e da fiscalização. Ao Coaf cabem os trabalhos de inteligência financeira, bem como os de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. O Coaf será um corpo estranho na estrutura do Banco Central.

O BC ganhou estatura e reconhecimento internacional por uma série de mudanças, especialmente as que aboliram funções incompatíveis com sua missão. Até 1987, havia uma diretoria encarregada do financiamento ao agronegócio, com equipes de avaliação de projetos à moda do BNDES. Ao BC cabia, ainda, a gestão da dívida pública interna e externa, transferida para o Tesouro Nacional com benefício para as duas instituições. Outra inovação relevante foi a criação do Comitê de Política Monetária (Copom), em 1996, com o objetivo de institucionalizar o processo de decisão sobra a taxa básica de juros (Selic). A assunção, agora, das funções de inteligência financeira, estranhas à sua missão, constitui flagrante retrocesso.

A criação do Coaf (1998) decorreu do Acordo de Viena (1988), coordenado pela ONU. O Brasil é um de seus signatários. O objetivo inicial – combater a lavagem de dinheiro associada ao tráfico de drogas – foi depois ampliado por outros acordos que incorporaram o enfrentamento da corrupção e do terrorismo.

Órgãos similares ao Coaf foram estabelecidos mundo afora. Nos EUA ele é vinculado à Secretaria do Tesouro, o ministério das finanças. É assim em toda parte. Seria de indagar por que o governo americano não transferiu seu Coaf para o Federal Reserve System, o banco central. Provavelmente por ser sem sentido.

O Coaf faz parte de um sistema internacional que troca informações e se relaciona com o objetivo de aperfeiçoar a tarefa de combate à lavagem de dinheiro. Nele se inclui o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi, na sigla em francês), que pertence à OCDE. Cabe-lhe encorajar maior conformidade com os padrões estabelecidos. O Gafi promove a classificação dos órgãos de inteligência financeira e de combate à lavagem de dinheiro.

O Brasil liderou a disseminação de instituições semelhantes ao Coaf na América do Sul. O Coaf tem certificação de qualidade atestada por instituições que tratam do mesmo assunto nos EUA. É bem classificado pelo Gafi. Por certo, todos estão lá fora se perguntando as razões de tão disparatada transferência. Não se sabem as consequências para o prestígio e para a certificação de que goza o Coaf. Ou se estaremos sujeitos a sanções ou desclassificação. Nem em que medida tudo isso pode prejudicar nosso pedido de filiação como membro da OCDE, o chamado clube dos ricos.

Pela Medida Provisória (MP) 893, de 19/8/2019, a Unidade de Inteligência Financeira, novo nome do Coaf, é “vinculada administrativamente ao Banco Central do Brasil”. Trata-se de arranjo estranho e sem precedente no serviço público federal. Talvez não tenha paralelo em outro país. Ora, o BC e a unidade são órgãos de segundo escalão. Na ordem normal das coisas, os dois devem ser vinculados a um ministério ou à Presidência da República. É esquisito e surpreendente.

Outro aspecto que deveria ter merecido atenção especial diz respeito à tecnologia. O Coaf utiliza o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), enquanto o BC tem seu próprio sistema, o Sisbacen. A Secretaria da Receita Federal, um dos provedores de informações para o Coaf, também utiliza o Serpro. Os sistemas do Serpro e do Sisbacen se conversam? Por certo, felizmente, não haverá problema de suprimento de informações pelas instituições financeiras.

Na pressa, parece que não se percebeu que Unidade de Inteligência Financeira é a denominação genérica adotada para tipificar as organizações oficiais de combate à lavagem de dinheiro em todo o mundo. É como mudar o nome da Brahma para cerveja. Melhor teria sido manter o nome original.

Fala-se que o Coaf atuou politicamente e excedeu suas atribuições. De fato, a divulgação dos saques sequenciais de R$ 2 mil feitos pelo senador Flávio Bolsonaro dificilmente poderia se enquadrar na missão do órgão. A origem dos recursos, a Assembleia do Rio de Janeiro, era lícita. O Coaf se ocupa de coibir a lavagem de dinheiro, que envolve geralmente transações internacionais ilícitas. Se houve desvio de conduta, caberia adotar medidas para punir os responsáveis e promover os ajustes com vistas a evitar a repetição. Optou-se por uma medida radical e extravagante, que pode ter consequências negativas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, concordou com a transferência do Coaf para o BC e declarou que vai trabalhar em favor da aprovação da respectiva MP. Ele faria bem se se inteirasse dos riscos e da inconveniência dessa mudança, antes de ser peremptório em relação ao assunto. Seja como for, espera-se que o exame da MP no Congresso possa cercar-se dos cuidados que o caso requer. A rigor, a melhor solução para supostos desvios de conduta no Coaf seria sua correção. O Congresso faria bem ao País se rejeitasse a medida provisória.

O Estado de S.Paulo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lotofácil da Independência tem 33 apostas ganhadoras

A Lotofácil da Independência, que sorteou um prêmio de R$ 95 milhões nesta sexta-feira, teve 33 apostadores que acertaram os 15 números. Cada um vai receber um prêmio de R$ R$ 3.014.770,55. O sorteio ocorreu no Espaço Loterias Caixa em São Paulo (SP).

Os números sorteados foram 02, 03, 05, 06, 07, 08, 09, 13, 14, 16, 18, 22, 23, 24 e 25.

Houve 5.589 apostas com 14 acertos e cada um ganhou R$ 1.786,85; 206.981 tiveram 13 acertos e receberam R$ 20; 2.504.156 apostas fizeram 12 pontos e ganharam R$ 8 e 12.782.296 fizeram 11 acertos e levaram R$ 4.

O próximo sorteio da Lotofácil, que não será um prêmio especial como o deste sábado, será na segunda-feira (9) e tem um prêmio estimado de R$ 2 milhões. As apostas custam R$ 2.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

PROJEÇÃO: Alta do dólar pode afetar negativamente as dívidas das empresas no 3º trimestre

A desvalorização do real frente ao dólar no decorrer deste terceiro trimestre vai influenciar os resultados das empresas no período. Se por um lado, as receitas das exportadoras se beneficiam do movimento, por outro empresas que possuem dívidas em moeda estrangeira podem sentir o peso da alta recente da divisa norte-americana.

Ao final do segundo trimestre, o dólar estava cotado em R$ 3,84, e neste início de setembro, opera próximo de R$ 4,10, tendo chegado ao pico de R$ 4,18 na última segunda-feira, 2.

Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física do Santander, lembra que as companhias aéreas têm aproximadamente 90% de sua dívida líquida em dólar, e isso deve provocar ajustes nos resultados do terceiro trimestre deste ano.

“A CVC, que possui parcela de suas vendas referente a destinos internacionais, também deve mostrar desejo menor dos consumidores para esse tipo de viagem. Por fim, a Sabesp, que possui cerca de 50% da sua dívida em moedas estrangeiras, incluindo o dólar, também sofrerá alguma marcação a mercado negativa em seu próximo balanço trimestral”, explica Peretti.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Moro faz visita a prédio da PF onde Lula está preso

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Sergio Moro aproveitou esta sexta-feira (6), durante sua viagem a Curitiba, onde deu uma palestra, para ir à Superintendência da PF no Paraná, onde Lula está preso, informa Bela Megale em O Globo.

Lá, o ministro da Justiça teve uma reunião a portas fechadas com Luciano Flores, o chefe da corporação no estado.

Foi a primeira vez que Moro visitou o local desde que deixou de ser juiz da Lava Jato -o compromisso não constava da agenda do ministro até o fim desta tarde.

A reunião de Moro com Flores, no quarto andar do prédio, aconteceu a poucos metros da cela onde o petista está preso. Quando o ministro subiu, quase deu de cara com Gleisi Hoffmann, que visitava Lula no quinto andar no mesmo horário.

O Antagonista

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gastronomia

Confira as quatro receitas do especial de aniversário do Papo de Fogão

PRATO 1 – Feijoada de Frutos do Mar

Ingredientes:
1kg Feijão branco (Argentino ou gordo)
150g Cebola picada
150g Alho picado
Açafrão da terra a gosto
Urucum a gosto
300g Anéis de Lula
300g Tentáculos de polvo
250g Mexilhões
250g filé de camarão
250g Peixe (atum e tilápia) em cubos médios
Azeite de oliva a gosto
500ml Leite de coco
Limão a gosto
50g Pimentão amarelo picado
50g Pimentão vermelho picado
Pimenta de cheiro a gosto em rodelas
Coentro a gosto

Modo de preparo
Cozinhe os tentáculos do polvo com água, sal, meia cebola e uma cabeça de alho cortada ao meio, por aproximadamente 40 minutos. Reserve o polvo e a água do cozimento.
Em uma panela grande refogue a cebola e alho no azeite.
Adicione os anéis de Lula e continue refogando até começar a grudar no fundo.
Adicione açafrão da terra e o urucum, mexa bem e, em seguida, coloque o caldo do cozimento do polvo para deglacear (soltar o fundo da panela).
Adicione o feijão já pré-cozido “all dente” e deixe cozinhar até que o feijão ganhe corpo e as lulas fiquem tenras.
Adicione o leite de coco, cozinhe por mais alguns minutinhos e finalize adicionado os demais frutos do mar.
Cubos de peixe branco, o atum, os tentáculos, o mexilhão e o camarão.
Acerte o sal e acrescente a pimenta, os pimentões coloridos e o cheiro verde.
Sirva em seguida.
Pode acompanhar arroz, farofa e couve refogada.

PRATO 2 – Ossobuco de cordeiro com cuscuz temperado

Ossobuco
Ingredientes:
2 pedaços de ossobuco de cordeiro
1 tomate picado
1/2 cebola branca ralada
200ml de vinho tinto seco
100ml de água
100ml de molho de tomate
3 dentes de alho ralado
2 folhas de louro
1 punhado de alecrim fresco
1/4 de pimentão verde picado
2 colheres de sopa de alho-poró picado
1 colher de chá de páprica
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite

Modo de preparo:
Tempere o ossobuco com sal e pimenta do reino.
Em uma tigela coloque o ossobuco de cordeiro, todos os temperos sólidos, o azeite e misture para aderir bem a carne.
Coloque o vinho e deixe marinar por 1 hora.
Coloque tudo numa panela, acrescente a água, o molho de tomate, misture e coloque para cozinhar em fogo muito baixo por 3 a 4 horas.
Quando a carne estiver bem macia, retire e bata o molho no liquidificador ou com o mixer.
O caldo tem de ficar grosso. Se necessário use um pouco de farinha de trigo.
Coloque novamente o ossobuco na panela.
Preparo: 70 min
Cozimento: 3 a 4 horas

Cuscuz
2 xícaras de cuscuz cozido
1/2 cebola picada
1 tomate picado
50g de bacon picado
1/4 de pimentão verde picado
1/4 de pimentão vermelho picado
1 colher de sopa de alho-poró picado
1 dente de alho ralado
Salsa e cebolinha a gosto
Sal a gosto

Modo de preparo:
Em uma frigideira coloque o azeite, o bacon e deixe fritar.
Quando estiver dourado acrescente o alho, metade da cebola, metade do alho-poró e refogue um pouco.
Acrescente o cuscuz e misture por dois minutos.
Desligue o fogo, acrescente o tomate, os pimentões, a salsa, a cebolinha e o restante da cebola e do alho-poró e misture tudo.
Preparo: 5 min
Cozimento: 7 min

Montagem do prato:
Coloque o cuscuz no meio do prato e abra um buraco, onde será colocado um pouco de molho e o ossobuco. Coloque molho por cima do ossobuco e um pouco mais de molho ao redor do cuscuz.
Sirva em seguida.

DICA 1 – Ceviche de filé de sol

Convidado: Chef Marcelo Sérvulo
Ingredientes
300 gramas de filé de sol
2 limão siciliano
50 gramas de cebola roxa
50 ml de azeite

Modo de preparo:
Corte o filé em tiras bem fininhas
Esprema os dois limões siciliano e coloque sobre o filé e misture.
Corte a cebola roxa em tirinhas bem finas e acrescente ao filé
Acrescente o azeite e misture tudo.
Deixe marinar, na geladeira, por duas horas e depois é só servir.


DICA 2 – Filé ao gorgonzola

Ingredientes:
200g de filé cortado em tiras
50g de queijo gorgonzola
100ml de leite
100ml de creme de leite
½ cebola picada
Sal e pimenta do reino a gosto
1 colher de sobremesa de amido de milho
1 colher de banha de porco

Modo de preparo:
Tempere a carne com sal e pimenta do reino a gosto.
Aqueça bem um frigideira, coloque uma colher de banha de porco, acrescente o filé e deixe fritar um pouco.
Acrescente a cebola, quando estiver começando a ficar transparente, coloque o leite, o creme de leite e o queijo gorgonzola.
Misture bem até derreter todo o queijo.
Coloque o amido de milho em 50ml de água e vá colocando na frigideira para engrossar.
Ajuste o sal e sirva com torradas, pão ou com uma massa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

A pedido da defesa, julgamento de recurso de Lula não será mais no plenário virtual do STF

O ministro Edson Fachin , relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal ( STF ), atendeu nesta sexta-feira a um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e retirou um recurso dele do plenário virtual – um sistema de julgamentos da Corte que não necessita do encontro físico entre os ministros. O julgamento virtual estava marcado para acontecer do dia 13 ao 19 de setembro. Agora, ocorrerá no plenário físico da Segunda Turma, em data a ser agendada pelo presidente do colegiado, o ministro Ricardo Lewandowski.

O recurso questiona a ordem de alegações finais em uma ação penal que apura se a Odebrecht comprou um terreno para o Instituto Lula. Na semana passada, a Segunda Turma do STF anulou a condenação imposta ao ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine por um detalhe processual. O então juiz Sérgio Moro havia aberto prazo conjunto para todos os réus se manifestarem. No entendimento da Segunda Turma, primeiro teriam que apresentar alegações os réus delatores e, em seguida, os réus delatados.

Nesse processo, Fachin já determinou que sejam reapresentadas as alegações finais, de acordo com o novo entendimento. A decisão não implicou na libertação de Lula, porque a ação ainda não foi julgada – e, portanto, não há sentença a ser anulada. Ainda assim, a defesa pediu para o assunto ser discutido na sessão presencial, porque os advogados poderão fazer sustentação oral.

Pode ser a primeira vez que o ministro Celso de Mello vota sobre a tese. Quando foi julgado o recurso de Bendine, o ministro estava de licença médica. A votação terminou em três votos a um. Celso de Mello seria o quinto voto. Apesar de não ter potencial para reverter o placar, a defesa tem esperança de convencer o decano, para somar mais um voto quando o assunto for julgado em plenário, com a presença dos onze integrantes do STF.

Há ainda outro recurso da defesa de Lula pedindo a anulação de duas condenações do ex-presidente com base no caso Bendine. Esse julgamento ainda não foi agendado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Se todo CANALHA bandido fosse igual a esse luladrão, interpelando milhares de processo indiscriminadamente e repetidamente, teríamos que multiplicar por mil o número de juízes e funcionários, com tudo isso, a justiça era mais morosa do que a de hoje.

    1. Se todo analfabeto e imbecil como você gostasse de ler, estudar, entender como de fato funciona o mundo, teríamos outra sociedade. Mas por enquanto, nessas épocas Bolsonarianas, temos que aguentar e esperar passar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo vai usar megaleilão de petróleo para fazer repasses para estados e municípios neste ano

O governo decidiu parcelar o pagamento da arrecadação com o megaleilão de petróleo marcado para novembro. Resolução publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na tarde desta sexta-feira, estabelece que R$ 70,77 bilhões serão pagos neste ano. Outros R$ 35,79 bilhões serão recebidos em 2020.

A arrecadação do leilão do excedente da cessão onerosa será dividida com estados e municípios. Parte desse valor também vai para a Petrobras. A transferência para a estatal e para os governos regionais será toda feita neste ano, segundo uma fonte. Com isso, todo o valor arrecadado no próximo ano ficará para o governo federal.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que a medida foi tomada para incentivar o aumento da atratividade do leilão previsto para o dia 6 de novembro.

“O parcelamento do bônus de assinatura deve proporcionar ganhos de liquidez no mercado, ampliando o espectro de negociação das empresas junto às instituições financeiras, sem reduzir o valor auferido pelo poder público”, considerou o ministério, em nota.

Nesta semana, o Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a divisão dos valores para estados e municípios e também autoriza o pagamento à Petrobras. O texto definiu também um critério mais vantajoso para o Rio de Janeiro, que receberá no total R$ 2,5 bilhões . O leilão irá ofertar blocos de exploração de petróleo na costa fluminense.

A previsão é de uma arrecadação total de R$ 106,5 bilhões . Desse valor, R$ 33,69 bilhões ficarão com a Petrobras por conta da renegociação de um contrato que permitiu a exploração de blocos de Petróleo, chamado de cessão onerosa. Além da parte do Rio, estados e municípios irão dividir R$ 21,85 bilhões. Todas essas transferências serão feitas ainda neste ano, segundo fontes.

O governo federal ficará com R$ 48,82 bilhões — sendo R$ 13 bilhões neste ano e R$ 35,79 em 2020. O Ministério da Economia já avisou que usará esse dinheiro para reduzir o rombo nas contas públicas.

No contrato da cessão onerosa, a Petrobras obteve em 2010 o direito de explorar até cinco bilhões de barris de petróleo por contratação direta, sem licitação. Em troca, a empresa antecipou o pagamento de R$ 74,8 bilhões ao governo.

Depois, foi descoberto um volume maior de petróleo na região. É esse excedente que será leiloado. A Petrobras vai receber cerca de R$ 30 bilhões porque as condições do mercado, como o preço do barril de petróleo, mudaram nove anos depois.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Marinha emite alerta de ventos fortes no litoral potiguar

A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ventos fortes que podem chegar até 61 km/h no litoral do Rio Grande do Norte, com rajadas. O comunicado vale a partir desta sexta (6) até as 9h da segunda-feira (9).

O alerta é para todo o litoral potiguar até o litoral do Maranhão.

Por conta do mau tempo, a Capitania dos Portos do RN recomenda que embarcações de pequeno porte evitem navegar neste período e que as outras embarcações redobrem a atenção de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) mantém todos as informações sobre alertas de ressaca e mau tempo em vigor atualizadas em seu site.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Entenda por que o novo PGR Augusto Aras é criticado pela esquerda e pela direita

Minutos após ser confirmada a indicação do subprocurador Augusto Aras para o posto de procurador-geral da República, o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro passou a ser alvejado por críticas de bolsonaristas nas redes sociais. De perfil discreto e com trânsito em diversas alas do Ministério Público, Aras tem sido criticado à esquerda e à direita por declarações em entrevistas e discursos públicos, desde que começaram a circular informações sobre sua possível escolha para a chefia da PGR.

Parlamentares do PSL o classificaram de “esquerdista” e chegaram a enviar dossiês ao Palácio do Planalto que mostrariam a conexão dele com ideias de esquerda. Nas redes socias, os apoiadores do presidente passaram a compartilhar trechos de entrevistas e declarações públicas de Aras, que demostrariam seu “esquerdismo”.

Para direitistas e bolsonaristas, o novo PGR tem inclinação política à esquerda pelo fato de já ter defendido a ex-presidente Dilma Rousseff. Recentemente, no entanto, Aras expressou opiniões alinhadas às de Bolsonaro. Afirmou, entre outros, ser contra a criminalização da homofobia e teceu críticas à “ideologia de gênero”.

“Eu não posso, como cidadão que conhece a vida, como sexagenário, estudioso, professor, aceitar ideologia de gênero […]. Não cabe para nós admitir artificialidades. Contra a ideologia de gênero é um dos nossos mais importantes valores, da família e da dignidade da pessoa humana”, afirmou à Folha de S.Paulo.

See para a direita, Aras é um esquerdista de primeira hora, para a esquerda a indicação do subprocurador também não agradou. No Twitter, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, afirmou nesta sexta-feira que Augusto Aras é um conservador sob medida para a PGR de Bolsonaro: “Pela primeira vez desde FHC, presidente ignora lista tríplice. Na campanha para o cargo, Aras falou contra a ideologia de gênero e a criminalização da homofobia”.

A vice-líder do PT na Câmara, Erika Kokay (PT-DF) também criticou a escolha de Aras:

“Novo PGR indicado por Bolsonaro, Augusto Aras, declara-se conservador, contra “ideologia de gênero”, criminalização da homofobia e cotas raciais em universidades. Defende excludente de ilicitude para ruralistas que atirarem em mov. sociais. É o medievalismo na Procuradoria-Geral da República (PGR)”.

Em entrevista ao GLOBO, em agosto, o então subprocurador rebateu as críticas que estava sofrendo:

“Todas as minhas manifestações estão no contexto da Constituição e das leis do país. Reconheço uma doutrina política de Estado, adotada pelo Constituinte de 88, que é a democracia participativa, e neste universo, tudo que for contrário a esta democracia participativa merecerá o meu repúdio, formalmente e informalmente, é assim que eu tenho produzido as minhas ações na minha atividade funcional. Essa é a doutrina. Se é de esquerda ou de direita, do ponto de vista acadêmico, essa é uma discussão superada na ciência política”, afirmou ao GLOBO na ocasião.

A repercussão da escolha de Bolsonaro para a PGR fez com que o presidente dedicasse 15 minutos de sua live semanal desta quinta-feira para se justificar. O presidente também chegou a pedir “desculpas” e “paciência” para apoiadores que o esperavam na chegada do Palácio.

— Pessoal, desculpa aí. Vamos ter paciência. O Brasil tem muita, mas muita coisa errada. Não vamos ter outra chance a não ser essa que Deus me deu — disse, em seguida.

Bolsonaro explicou que tinha um “universo pequeno” para escolher o novo procurador e rebateu os pedidos para que fosse colocado um integrante da força-tarefa da Lava-Jato, dizendo que não basta apenas o combate à corrupção, mas também posições em outras áreas, como a questão ambiental.

Crítica da direita e do bolsonarismo

Em uma entrevista de 40 minutos para a TV Câmara de Salvador, em 2016, o novo procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a direita radical se aproveitava da “doutrina do medo” contra os mais pobres ecomo forma de supressão de direitos e garantias sociais: “Essa política do medo tem consequências desastrosas, que é o crescimento de toda […] uma doutrina de direita, uma direita radical”, afirmou.

Na ocasião, o novo PGR também defendeu o direito de minorias, como mulheres, negros e pobres e afimou que os grupos eram as “maiores vítimas” do abuso de autoridade em comunidades.

— Quem sofre o maior abuso de autoridade é a comunidade pobre da periferia. É a comunidade negra, é a mulher, é a comunidade sem representação política. Essas minorias, ou maiorias não representadas, que são as maiores vítimas. Então quando é que alguém que mora em uma zona nobre, que tem um padrão econômico elevado, que é autoridade, sofre abuso de autoridade? — , afirmou. —Quem sofre no cotidiano a dor de uma prisão ilegal, a humilhação, um tapa na cara sem nenhuma razão de ser, só porque é um cidadão que vai passando acidentalmente num momento infeliz, é o pobre, é o desprotegido, é aquele que não tem ninguém por si, a não ser Deus no céu e por testemunha.

Diversos trechos da entrevista de Aras à TV Câmara de Salvador estão sendo usados nas redes sociais para atacar o novo PGR. Em um deles, no encerramento do programa, Aras cita o slogan do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha à Presidência de 2002. O trecho também serviu como “munição” dos direitistas para críticas a escolha de Jair Bolsonaro.

“Agora, mais do que nunca, a esperança precisa vencer o medo, porque o medo está nos conduzindo a renunciar a todos os direitos sociais que nós conquistamos a duras penas”, afirmou o então subprocurador.

O nome de Aras foi levado a Bolsonaro pelo ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que comandava a bancada da bala na Câmara. O subprocurador conquistou a simpatia do presidente ao defender que o Ministério Público não pode atuar como um óbice para o desenvolvimento econômico, mas sim de forma preventiva para corrigir futuros equívocos.

Em entrevista ao GLOBO, em agosto, Augusto Aras afirmou em entrevista ao GLOBO, que a Operação Lava-Jato tem “pequenos desvios a serem corrigidos” e citou o “personalismo” como o principal deles .

“Numa gestão porventura nossa, apenas buscaremos cumprir os compromissos que o constituinte entregou ao Ministério Público Federal, de zelar pela impessoalidade, pela transparência, pela publicidade, pela moralidade administrativa, pela legalidade, pela economicidade, pela efetividade. Isto porque existem vários elementos que ao longo desses últimos anos destoaram-se, especialmente no personalismo. Precisamos tornar todas as operações iguais e com possibilidades amplas para que todos os colegas que tenham expertise, vontade e disposição tenham o direito de participar desses trabalhos. Esse não pode ser um clube seleto para corporativistas”, afirmou Aras.

Che Guevera e MST

Outro vídeo que passou a circular logo após o nome de Aras ganhar força no Planalto foi um trecho e de uma sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), de abril de 2016, em que o novo PGR cita uma frase atribuída ao guerrilheiro comunista Che Guevara: “Meus caros futuros colegas do 28º concurso, “hay que endurecerse pero sin perder la ternura”.

O vídeo em que Aras cita Guevara também passou a ser compartilhado por bolsonaristas como prova do “esquerdismo” do novo chefe do Ministério Público.

Outra frente de críticas foi aberta pela base mais radical de Bolsonaro por causa de um discurso de Aras em 2008 na Câmara dos Deputados, em que ele defendeu movimentos sociais, entre eles o MST, na Comissão de Legislação Participativa. O subprocurador protestava contra a criminalização dos movimentos.

“O MST, como movimento importante da sociedade brasileira, passa a ser, neste momento, alvo da ação, provavelmente, de uns poucos que infelizmente estão na cúpula de um órgão ministerial gaúcho e que representam, sim, uma reação a esse movimento social que trouxe maior politização às comunidades operárias e trabalhadoras”, afirmou.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Não respeitar a escolha dos membros da própria instituição, a lista tríplice resultante de eleição interna, é que de fato é o grande problema, Indicando um forte indício de tentativa de aparelhar a própria instituição com finalidades políticas ideológicas que desvirtuam a própria atuacao independente da instituição.
    Acordem!
    A DITADURA JA COMECOU!

  2. Se é criticado pelos xiitas corruptos da esquerda e os loucos radicais da direita, com certeza é um excelente nome.

  3. O novo PGR era esquerdista no tempo do PT para tentar um lugar de destaque. Mudou-se o governo, o Aras passou a apoiar o bolsonarismo com a mesma intenção. Parece que conseguiu!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mega-Sena de R$ 80 milhões será sorteada somente na segunda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O concurso 2.186 pode pagar um prêmio de R$ 78 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre somente na segunda-feira (9). Normalmente, esta loteria é sorteada nos sábados. Porém, com o feriado de 7 de setembro, a Caixa havia antecipado o sorteio do sábado (7) para esta sexta-feira (6). Contudo, o banco mudou a data do sorteio da última quinta-feira (5) para a próxima segunda (9/9).

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

G1

Opinião dos leitores

  1. Hoje não tem sorteio da MEGA SENA. Será na próxima 2a feira. É bom corrigir a matéria.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

Auditoria do Instituto Chico Mendes encontrou desvios de R$ 40 milhões só em abastecimentos e manutenção de sucatas

Auditoria do Instituto Chico Mendes (ICMBio), ordenada pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), descobriu casos absurdos de desperdício, malversação e corrupção, como nos quase R$40 milhões gastos em gestões anteriores com “combustível e manutenção” de sucatas de veículos. Com o achado, o ministério vai recuperar o equivalente a quase metade das verbas contingenciadas. E tudo indica que os gestores de contratos serão demitidos e entregues à Justiça.

A auditoria constatou que o ICMBio pagava regularmente combustível para mover uma “frota” de cerca de 400 sucatas, que já não funcionam.

A auditoria descobriu um “almoxarifado virtual” abastecido por uma empresa PR Suply, que gerou um buraco de R$8 milhões no ICMBio.

Salles comemora a economia de R$40 milhões decorrente do fim dos desvios criminosos. Dinheiro precioso em tempo de contingenciamento.

CLÁUDIO HUMBERTO

Opinião dos leitores

  1. Aonde foi que o PT e seus bandidos não roubaram o dinheiro do contribuinte, me diga? Meteram a mão até em dízimo das igrejas.

  2. Tem q botar é na cadeia, já q não temos pena de morte. quantas pessoas morreram nas filas de hospitais por falta de verba

  3. Ficou claro porque se desesperaram com a "venda" dos recursos da Amazônia para os gringos disfarçada de doações?
    Ou será que precisa desenhar?
    A última coisa que estão se preocupando é com planta e bicho.
    Cambada de descarados.

  4. Meu DEUS! Eu acho que o pt só não roubou mesmo o ar que respiramos, de resto, não ficou nada sem eles terem surrupiado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Sem-terra queima floresta para barrar reintegração

A Polícia Civil do Pará fez o flagrante de “nefasto cenário de queimadas e crimes ambientais” no município de Redenção (PA), “provocados pelos integrantes do acampamento sem-terra”. Os invasores de duas fazendas chamaram a polícia para “denunciar” supostos crimes ambientais dos proprietários. Chegando ao local, a polícia viu que era tudo mentira, e identificou “prática de crimes bárbaros” dos sem-terra.

A Polícia Civil concluiu que as queimadas foram provocadas pelos sem-terra para impedir reintegração de posse ordenada pela Justiça.

Em vídeo de sem-terra admite à polícia que a queimada era para tentar impedir a reintegração. E que pagou pixuleco de R$20 a cada invasor.

Um líder sem-terra, Divino Souza foi preso pela tentativa de homicídio qualificado de policiais militares que atuaram no caso.

Relatório Circunstanciado da Delegacia de Conflitos Agrários atribui a sem-terras diversos crimes: de cárcere privado a porte ilegal de armas.

CLÁUDIO HUMBERTO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Neymar marca em retorno, mas Brasil fica só no empate com a Colômbia

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Seleção Brasileira disputou sua primeira partida após o título da Copa América na noite desta sexta-feira. Escalado como titular em sua volta ao time nacional, o atacante Neymar deu uma assistência e marcou um gol no empate por 2 a 2 contra a Colômbia, em Miami.

Na etapa inicial, Casemiro recebeu de Neymar e abriu o placar de cabeça. A Colômbia, no entanto, virou com dois gols de Muriel, o primeiro em cobrança de pênalti. No segundo tempo, o camisa 10 aproveitou assistência de Daniel Alves para empatar.

Após o amistoso contra a Colômbia, a delegação brasileira permanece em território norte-americano e, no sábado, segue para Los Angeles. Às 20 horas (de Brasília) desta terça-feira, a Seleção entra em campo para reencontrar o Peru, derrotado na final da Copa América.

Opinião dos leitores

  1. Vixi nem sabia de tal jogo. Futebol brasileiro super ultrapassado, treinadores desatualizados, vejam quem são os treinadores na ponta da tabela do brasileiro série A, dois estrangeiros. Se a seleção brasileira ainda quiser ganhar uma copa, que tenha um treinador estrangeiro. Hoje em a base não ganha nada e a seleção principal não mete medo mais em ninguem.

  2. Fora Tite ! Um técnico que perdeu a credibilidade com algumas convocações inadequadas.
    Neymar é um jogador bom, mas é um indisciplinado que deveria ficar um pouco na geladeira para aprender a ser profissional. O gol marcado ontem , contra a Colômbia foi pura sorte por falha grande na defesa da Colômbia .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo Bolsonaro ameaça tirar cargos de deputados federais infiéis e “desmontar o centrão”

O ministro da Secretaria-Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos , afirmou em reuniões com parlamentares nesta semana que quer “desmontar o centrão” da Câmara dos Deputados, revendo indicações de parlamentares para cargos.

Ele contou a interlocutores ouvidos pelo GLOBO que está analisando toda votação na Câmara para saber se os deputados que ganharam cargos votaram com o governo, e chegou a citar nominalmente os “infiéis” que estavam a ponto de perder postos nos estados.

Houve “infidelidade” em partidos que geralmente votam com o governo nas votações da reforma da Previdência, na proposta derrotada de manter o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça, na derrubada pelo Congresso de vetos presidenciais, entre outros.

Apesar de o governo não ter destravado todas as indicações feitas por parlamentares neste ano, há deputados que mantiveram indicados que já estão posicionados desde o governo de Michel Temer. Há situações desse tipo no Ibama, Incra e Funasa, entre outros. Há, também, quem tenha aliados no governo e tenha conseguido novos nomes.

Em agosto, o DEM emplacou um nome no comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o PP indicou o novo presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dois dos cargos mais cobiçados do governo.

Partidos como DEM, PP, PL, SD, PSD, PRB e os demais da centro-direita têm optado, neste governo, por não compôr uma base formal. Por isso, as orientações nas votações são decididas caso a caso. Líderes veem essa estratégia como uma decorrência natural da atitude do governo, que não cedeu cargos de primeiro escalão no início do mandato e tem dificuldade de dialogar com dirigentes partidários.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Chamar ESSE VAGABUNDO USURPADOR, MILICIANO, IMBECIL, DESVAIRADO DE JOGAR PEDRA NA LUA, CRETINO, ENERGUMENO E TODOS ADJETIVOS MARGINAIS E POUCO …..O FILHO UM TREMENDO LADRAO FLAVIO BOLSONARO, A FAMILIA TODA MAMA HA ANOS NAS TETAS DO GOVERNO, TENHAM VERGONHA DE DEFEDER ESSE VAGABUNDO BOLSOTRALHA, CADE O QUEIROZ COM OS DESVIOS? PORQUE O VAGABUNDO Nao manda PRENDER? FAMÍLIA OPORTUNISTA E QUEM BAJULA TAMBEM

    1. Ômi, dirija esse seu ódio também pra essa esquerdalha, que comprovadamente promoveram o maior assalto a cofres públicos do pais. E que foram os responsáveis pela ascensão de Bolsonaro ao poder, tudo como resposta a corrupção sistêmica em toda a administração desse país, e comandada por luladrão.

    2. Nota-se que "isso" (o bosta) é um ex dependente de bolsas e mamador das tetas, e como o nome diz, se esconde no anonimato, tudo indica, com a finalidade de "virar casaca", porque seu ídolo vai apodrecer do "xilindró"

    3. Bip bip bip bip, detectado um PETISTA apavorado, ou vai perder, ou já perdeu a boquinha. Kkkkkk
      Praque tanto ódio meu camarada, aguenta que doi menos, é melhor Jair se acustumando, porquê PT ladrão nunca mais.
      Depois do Mito, vai ser Sérgio Moro, ou o nobre eleitor se agustuma, ou vai infartar.
      Fica calmo, o regime democrático é assim, não vale apenas toecer tanto por ladrões e esquecer o País Ta??
      Kkkkkkk

  2. Deputados nao tem cargos no executivo. Os cargos do executivo sao todos preenchidos por criterios unicanente tecnicos. Acabou o toma la da ca. Nova politica. Dificil para o grupo globo entender isso? Jornal persegue nosso presidente.

    1. Observador…..Como acabou o toma la da cá aonde varios deputados estão nos ministerios entroca de emendas palamentares

    2. Claro, critério UNICAMENTE TÉCNICOS como indicar o filhote para o cargo "besta" de Embaixador do Brasil nos E.U.A.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

União quer repassar R$ 9,3 bi em gastos em Educação para Estados e municípios

O governo federal estuda transferir para os Estados e municípios a parcela que fica para os cofres federais do Salário Educação, contribuição social paga por empresas destinada ao financiamento de 12 programas ligados ao ensino básico. Em contrapartida, governadores e prefeitos terão que assumir a totalidade das obrigações que são bancadas com os recursos, que vão desde a compra de merenda escolar e de material didático a transporte de alunos e obras em escolas e creches.

Com isso, a equipe econômica conseguiria abrir um espaço de R$ 9,3 bilhões no teto de gastos, o mecanismo que proíbe que as despesas obrigatórias cresçam em ritmo superior à inflação. Ao retirar do Orçamento federal os pagamentos dos programas do Salário Educação, que são gastos obrigatórios, o governo ganha margem para aumentar as chamadas despesas discricionárias, como o custeio da máquina e investimentos, em 2020.

A iniciativa é mais uma na lista do governo de estratégias para reduzir os gastos obrigatórios, que incluem o pagamento de salários e aposentadoria.

A vantagem dessa medida é que ela poderia ser feita por um projeto de lei, o que exigiria o apoio da maioria simples na Câmara e no Senado – outras mudanças, principalmente as que envolvem os servidores públicos, precisam ser feitas via proposta de emenda à Constituição (PEC), que exige o aval de três quintos dos deputados e senadores.

A alteração, além de reduzir as despesas obrigatórias e aumentar o espaço do teto de gastos, está em linha com a estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, batizada de três Ds: desindexar, desvincular e desobrigar. Em resumo, os três Ds acabam com a obrigação do governo de gastar em determinadas áreas e de reajustar certas despesas. Na prática, pode significar fim de reajuste obrigatório de salários e aposentadorias, demissão facilitada de servidores e cortes na obrigatoriedade de investir em saúde e educação, por exemplo.

Origem

A arrecadação do Salário Educação vem de uma contribuição social de 2,5% sobre a folha paga pelas empresas para o financiamento da educação básica. Hoje, compete à Receita Federal fazer a arrecadação. Do total, R$ 40% ficam com a União e 60% com Estados e municípios. Em 2018, essa divisão representou R$ 12,8 bilhões para governadores e prefeitos e R$ 9,3 bilhões para a União.

Esses recursos alimentam o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Dentro de cada Estado, a distribuição dos recursos para a rede estadual e municipal é feita de maneira uniforme, com base no número de matrículas dos alunos.

O dinheiro do salário educação banca 12 programas integralmente ou parcialmente, que teriam que ser assumidos pelos governadores e prefeitos. Estudos do governo federal mostram que a medida aumentaria a eficiência dos recursos ao diminuir o papel intermediário desempenhado pela União. Um dos problemas apontados é que, da forma como está a divisão, não há redução nas desigualdades sócio-educacionais entre Estados e municípios.

O dinheiro do Salário Educação não pode ser utilizado para pagamento de pessoal e não é contabilizado para fins de cumprimento do mínimo constitucional em educação.

Para o ex-presidente do FNDE, deputado Gastão Vieira (PROS-MA), a ideia é boa porque os recursos iriam direto para os Estados, dentro da política do ministro Paulo Guedes de “menos Brasília e mais Brasil”. Vieira informou que está fazendo um estudo com consulta de especialistas sobre a proposta. Ele admite, no entanto, que a resistência será forte. Os críticos, segundo ele, argumentam que a proposta pode esvaziar programas tradicionais, como o da alimentação e de compra de material didático.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Nova rodada de revisões do PIB indica que país não consegue crescer nem 2%

Economistas de importantes bancos e consultorias têm revisado suas projeções de crescimento para níveis inferiores a 2% em 2020. Se esse cenário se concretizar, será o quarto ano seguido em que o Brasil terá expansão abaixo dessa marca.

O quadro é agravado pelo fato de que, anteriormente, o país havia vivido um triênio de recessão, caracterizado por expansão muito fraca, de 0,5%, em 2014, e quedas superiores a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), em 2015 e 2016.

Fatores como desaceleração da economia global, crise política e econômica na Argentina e um nível muito baixo de investimentos no Brasil têm contribuído para a reavaliação do cenário para 2020.

Nesta sexta-feira (6), por exemplo, o Bradesco anunciou mudanças em suas previsões. Embora tenha mantido a estimativa de um crescimento anêmico, de apenas 0,8% em 2019, o banco reduziu de 2,2% para 1,9% o número esperado para o próximo ano.

“A mudança é ligada principalmente ao cenário externo, que tem incerteza política, além da comercial”, diz Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe da instituição.

“O Brasil é muito ligado aos ciclos da economia global. Embora a nossa economia seja bastante fechada, a nossa indústria é mais aberta”, afirma.

O contexto de fraco crescimento global, com risco de recessão em alguns países ricos, foi agravado nos últimos meses pelo aumento da temperatura da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Todas as instituições que revisaram seus números de crescimento em 2020 ressaltaram esse aspecto como crucial para o ajuste em seus cenários.

Foram os casos do banco suíço UBS —que cortou sua previsão de expansão no próximo ano de 2,2% para 1,5%— e das consultorias MB Associados e Tendências, que mudaram suas projeções de 2% para, respectivamente, 1,6% e 1,8%.

O Itaú Unibanco também espera crescimento baixo, de 1,7% em 2020, mas já havia ajustado seu cenário em meados de junho, quando abandonou a expectativa anterior de 2%.

“Nos últimos meses, ficou mais claro quão adverso é o cenário de guerra comercial e agravamento da crise argentina para os países emergentes”, diz Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria.

A disputa entre Estados Unidos e China inicialmente favorece o Brasil com aumento das exportações, mas, quando o conflito afeta o crescimento econômico dos países, reduz a demanda por produtos e os preços das matérias-primas.

Tony Volpon, economista-chefe do UBS, diz que o crescimento de 0,4% do PIB brasileiro no segundo trimestre deste ano —acima da estimativa média de 0,2% do mercado— não mudou o cenário mais pessimista para o futuro.

Ele ressalta que o agravamento do cenário externo contribui para uma continuação da trajetória de expansão muito fraca da economia brasileira nos últimos anos.

“Estamos caminhando para o quarto ano de crescimento próximo a 1%. Aliás, essa foi, exatamente, a expansão anualizada registrada no segundo trimestre”, diz Volpon.

Esse desempenho tem sido classificado pelo economista em seus relatórios de expansão medíocre, porém estável.

Segundo especialistas, o Brasil vive a recuperação após um período recessivo mais lenta da história.
Embora o risco de recessão em alguns países ricos e as incertezas que rondam tanto a Argentina quanto as relações entre China e Estados Unidos estejam ganhando peso, há fatores domésticos que também explicam a lenta retomada.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, ressalta que a demora do governo em conseguir deslanchar seu programa de concessões e privatizações contou para a revisão feita recentemente em sua projeção de crescimento.

“Houve concentração necessária na reforma da Previdência e, agora, na tributária, que atrasou outras reformas.”

O problema é que, embora a reforma da Previdência seja considerada crucial para o reequilíbrio fiscal, tem prevalecido entre os economistas a visão de que ela não será suficiente para dar início a um ciclo de investimentos privados.

Segundo Vale, a retomada pode ser também prejudicada pelo ruído político causado por polêmicas nas quais o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem se envolvido, como a relacionada ao aumento do desmatamento na Amazônia:

“Essa é uma causa mais difusa, com efeitos negativos mais no longo do que no curto prazo”, afirma o especialista.

Somados à instabilidade externa, esses dois fatores podem levar o país a um quarto ano de crescimento próximo a 1%, em 2020, segundo Vale.

Já Barbosa, do Bradesco, vê chances de uma melhora do cenário de 2020, mais para a frente, caso as tentativas recentes de acordo para as disputas comerciais entre China e EUA sejam bem-sucedidas.

“Os dois países estão esticando a corda, mas não querem chegar a um ponto de não retorno, em que a incerteza prejudique a economia.”

Para ele, há espaço para continuação da queda de juros no Brasil, o que tende a contribuir para uma recuperação da demanda. Mas concorda que a aceleração de concessões e privatizações é essencial para animar empresários.

Sem solução para as desavenças entre os governos chinês e americano e para a falta de investimento na economia brasileira, há o risco de que as projeções de crescimento para o país continuem piorando.

Dados do boletim Focus, do Banco Central, mostram que, desde 2009, projeções feitas em julho para o PIB no ano seguinte foram quase sempre superestimadas. A projeção mais recente do Focus para o crescimento em 2020 é de 2,10%. ​

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Engraçado, não diz que o país foi um dos que mais cresceram, conforme o noticiário nacional e internacional desta semana, na frente de países importantes. Todos com crescimento menos que 1%.

  2. As previsões dos Bancos, maiores agiotas legalizados do país, são meras especulações. O novo governo pegou um país destruído economicamente pela esquerda podre que usou mal e desviou criminosamente o dinheiro público . Agora que o país começa a andar , os derrotados ficam criticando sem uma fundamentação plausível. É o choro dos que perderam .

  3. A foice de sao paulo é um lixo. Calma. Primeiro tira a dilmanta. Depois faz o teto de gastos, depois a reforma trabalhista q gerará milhares de empregos, depois a reforma da previdencia, depois mais uma reforma trabalhista e por ultimo a reforma tributária q vai fazer os ricos pagarem mais e os pobres menos. Calma. A economia vai crescer. É so o começo.

    1. Só faltou dizer pra esperar o bolo crescer, pra dividir com os mais pobres!
      Enquanto isso a Bolívia cresce a 4% ao ano.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *