Judiciário

‘Se buscássemos aliados, seriam importantes Lula, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral’, diz Deltan da Lava Jato sobre diálogo que cita FHC

Em meio à polêmica dos diálogos divulgados pelo site The Intercept que apontam para a tese de que teria participado de conluio com o ex-juiz Sérgio Moro na Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na maior operação já deflagrada no país contra a corrupção, afirma que ele e seus colegas jamais agiram para não ‘melindrar’ o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Se buscássemos aliados, seriam importantes Lula, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, políticos muito influentes, mas que foram condenados e presos. Seriam também aliados importantes Renan, Aécio, Temer e outros que foram delatados na Lava Jato e acusados pela Procuradoria-Geral da República”, afirma Deltan, em entrevista ao Estadão.

Entre os diálogos divulgados – cuja autenticidade não é reconhecida por Deltan – existe uma mensagem que indica suposta preocupação da força-tarefa em ‘melindrar’ FHC com a abertura de uma investigação, pois ele seria ‘um aliado importante’.

Segundo o procurador, ‘os fatos deixam claro que influência, dinheiro e poder jamais foram critérios para aferir responsabilidade na Lava Jato’. “As teorias inventadas contra a operação brigam contra fatos.”

Na entrevista, Deltan diz que ele e os outros procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná nunca agiram para tirar o ex-presidente Lula do cenário político. “É uma teoria da conspiração que não se verifica.”

Deltan negou que estivesse inseguro quando concluía a denúncia contra o petista no processo do triplex do Guarujá – ação que condenou Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, via três instâncias judiciais, e o levou para a prisão da Lava Jato em abril de 2018.

“O Ministério Público só apresenta denúncia quando há provas robustas. A condenação do ex-presidente e sua confirmação em dois tribunais superiores independentes confirmam isso.”

Taxativo, ele diz que denunciou o petista ‘pelo mesmo motivo que embasou denúncias contra outros réus da Lava Jato, a existência de provas de um crime e de sua autoria’. “Ninguém tem prazer em acusar alguém ou ao constatar tanta corrupção no país, ainda mais quando praticada por quem deveria dar o bom exemplo.”

Deltan diz que dorme com a consciência tranquila. “Sim, sempre.”

Na entrevista ao Estadão, o procurador diz que não tem medo do que ainda possa ser divulgado sobre as mensagens que lhe são atribuídas e também a seus colegas e a Moro. “O que receio é que a luta contra a corrupção pare na Lava Jato. Se queremos superar a corrupção política como problema sistêmico, é necessária a aprovação de leis no Congresso que mudem as condições que favorecem práticas espúrias e sua impunidade.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Falou tudo, se tivesse se articulado com esses aí, a operação lava jato seria festejada, cantada em verso e prosa aos quatro cantos desse país, pela grande mídia, pelos intelectuais, pelos artistas. Qualquer um que ousasse ao menos provocar a operação, seria um anti patriota, assim estariam as grandes empreteiras com sua fábricas de propinas, o políticos e seus laranjas com milhões de dólares em sua contas no país e exterior, e éramos um país em progressista, que respeita os direitos humanos, as minorias, enquanto nos porões e submundo os ladrões dissecavam o que restava do patrimônio brasileiro. Infelizmente

  2. Esse jornal eletrônico do gringo que vive com o deputado federal perdeu a entrada. A caravana passou!!!!

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Diversos

No RN, 45 mil crianças e adolescentes são vítimas das piores formas do trabalho infantil

O Rio Grande do Norte tem cerca de 45 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos sendo exploradas em atividades que constam da Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), criada através de decreto de 2008. Os dados são divulgados dias depois de o presidente da República Jair Bolsonaro enaltecer o trabalho infantil em redes sociais.

A auditora fiscal da Secretaria de Trabalho no Rio Grande do Norte, Marinalva Cardoso Dantas, destaca que esses dados são alarmantes mas até 2015, eram 70 mil. Ela aponta que a exploração do trabalho de crianças e adolescentes no RN é móvel e, hoje, o grande volume de pedintes e vendedores nos cruzamentos das principais avenidas da capital obedece à lógica perversa de adultos submetendo vulneráveis à situação de risco através do trabalho infantil, inclusive.

Há depoimentos feitos a grupos de abordagem do município de Parnamirim, onde crianças e adolescentes afirmam que trabalham para arrecadar dinheiro para facções criminosas. O procurador regional do Ministério Público do Trabalho, Xisto Tiago de Medeiros Neto, explica que as piores formas de trabalho infantil ocorrem em locais considerados insalubres, perigosos, penosos ou em situações de risco e de exploração da criança. Quanto à natureza das tarefas, identifica-se com maior gravidade no âmbito das atividades criminosas: exploração sexual comercial, pornografia e tráfico de drogas.

Em 2018, o Ministério do Trabalho lavrou 12 autos de infração por em supermercados, limpeza urbana, postos de gasolina e oficinas de automóveis. Este ano já foram 9 autos de infração em 68 empresas que incluem atividades em lixão, padarias, bares, lavajatos, RAIS (Declaração de alvará judicial inexistente para trabalhar abaixo da idade mínima, muito comum em empresas familiares).

O trabalho infantil, que priva crianças e adolescentes de ter uma infância normal, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é uma atividade ilegal e violação grave aos direitos humanos. Marinalva Dantas disse que o Brasil era conhecido internacionalmente pela segurança nos dados pesquisados mas desde 2016 que o IBGE não publica novos dados sobre o trabalho infantil. Os 45 mil apontados por ela são resultados de cruzamento de variáveis do próprio Instituto de Estatísticas. Por decisão governamental, a próxima PNAD (Pesquisa Nacional Por Amostragem de Domicílio) não terá mais a faixa etária dos 14 anos.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Quantas são viciadas em droga, prostituídas, ou estão fazendo parte do exército do tráfico? Trabalho digno dessa crianças com carga horária reduzida, talvez seja o remédio pra uma sociedade mais limpa.

  2. Esse povo que em tudo vê escravidão prefere ver um jovem drogado, roubando, pedindo esmola nos sinais, se prostituindo do que trabalhando. Esse povo representa os "ideais" deletérios do Foro de São Paulo.

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Política

Governo do Estado não estipula prazo para apresentar reforma

Mesmo com a retirada dos estados e municípios do texto-base da reforma previdenciária que foi votado na Câmara dos Deputados, em primeiro turno, não há perspectiva de quando o Governo estadual enviará uma proposta de mudança no Regime Próprio da Previdência Social (GPPS) para discussão e votação na Assembleia Legislativa.

O secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, informa que não tem previsão de data para o envio da matéria ao parlamento estadual: “Nós precisamos enfrentar a questão da reforma previdenciária, estamos fazendo nossos estudos próprios, mas vamos esperar a conclusão da reforma nacional”.

Aldemir Freire disse que qualquer Estado gostaria de estar na reforma nacional. “O que vale é fazer uma reforma centralizada, porque o que vai sair depois é um bicho de sete cabeças, cada um vai ter suas próprias regras”, disse.

Para o secretário, o fato de os estados ficarem de fora da reforma previdenciária nacional não deve ser atribuída, por exemplo, aos governadores do Nordeste, que vinham discutindo a exclusão de quatro pontos da proposta original do governo federal, que terminaram sendo retiradas, como as mudanças nas aposentadorias rurais e no benefício de prestação continuada (BPC) e até mesmo o sistema de capitalização, mas ai também terminaram tirando os estados.

O secretário disse que os governadores defendiam a adoção de uma série de medidas para “resolver e reforçar neste momento a receita previdenciária”, como os bônus da cessão onerosa e um percentual com o aumento da contribuição sobre o lucro líquido (CLL), que seriam distribuídos aos Estados vinculados à questão previdenciária com a dotação de receitas extraordinárias.

Em relação a algumas medidas que podem constar da reforma previdenciária estadual, o secretário exemplificou que, para haver a elevação das alíquotas de contribuições, “é preciso entender o momento em que os servidores contam com três folhas de pagamento salarial em atrasos e não se pode impor empobrecimento ao servidor”.

Segundo Aldemir Freire, “é preciso enfrentar isso no momento adequado”. Ele pondera que elevar a alíquota de 11% para 14% ajuda a enfrentar o déficit, mas não resolve, porque de acordo com estudos da Secretaria do Tesouro Nacional (STF) haveria um crescimento na receita previdenciária de R$ 130 milhões ao ano, quando o déficit anual da previdência chega a cerca de R$ 1,7 bilhão no RN.

“É impossível zerar esse déficit previdenciário”, acrescentou Freire, para quem a implantação da previdência complementar “é bom para o futuro e daqui a 30 anos, mas hoje acentua o déficit”.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Vamos em frente Governadora. Se o senado não incluir os estados e municípios na RdaP 2019, faça vicê mesma se espelhando na Paraíba ou em outro estado do Rn. Siu aposentado como médico e quero contribuir com o meu Rn.
    Os Sindicatos vão ficar , acertadamente , CONTRA , e porque cabêlo de fogo pretende aparecer sem a melancia na cabeça , já basta o cabelo pintado de ketchup, tem outros/as.

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Política

Mulher de Eduardo Bolsonaro conseguiu passaporte diplomático dois dias antes de indicação para embaixada

A mulher de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Wolf Bolsonaro, ganhou passaporte diplomático da Câmara dois dias antes de Jair Bolsonaro admitir a indicação do Zero Três para a embaixada em Washington.

O passaporte foi emitido na última terça-feira.

O de Eduardo saiu bem antes, em 6 de fevereiro.

Época

Opinião dos leitores

  1. Essa imprensa lixo não tem jeito.
    A manchete tendenciosa, repetida da mesma forma aqui, é de uma desonestidade intelectual enorme.
    Sabe pq o deputado e a esposa receberam passaporte diplomático?
    Pq TODOS os parlamentares têm passaporte diplomático.
    Todos os 513 deputados e suas esposas.
    Típica notícia q visa induzir q Eduardo e a.mulher foram beneficiados.
    Imprensa lixo.

  2. Qual brasileiro não faria ( ou triste lembrança ), igual ao Pai / presidente Bolsonaro. O certo é mandar Carlos para a Rússia e deixar aqui apenas o Senador por São Paulo ( cuidado no Dória ).

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Política

Congresso está mais forte por causa de governo sem coalizão de Bolsonaro, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (13), em entrevista à Folha, que o Congresso tem se fortalecido por causa da forma com que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) faz política, sem uma base de coalizão apoiando o governo.

Para Maia, se Bolsonaro mantiver esse modelo de relação com o Parlamento, terá dificuldade em aprovar projetos do governo.
Na avaliação dele, somente propostas que interessam ao estado brasileiro, como as reformas da Previdência e a tributária, terão sucesso.

Na entrevista, realizada na residência oficial da Presidência da Câmara, Maia negou se considerar um “primeiro-ministro”, mas disse ter chegado ao “topo” de sua carreira política no comando da Casa com a aprovação do primeiro turno da reforma da Previdência, concluído na noite desta sexta-feira (12).

“No sistema presidencialista, o presidente é sempre a figura mais poderosa. Acho que a forma como o presidente compreende a relação com o Legislativo dá a impressão de que o Parlamento está mais forte. Mas o Parlamento está mais forte exatamente pela forma com que o presidente faz política. Quando os governos fazem presidencialismo de coalizão, assumem prerrogativas do Legislativo. E a decisão do presidente de governar sem uma coalizão nos obriga a recuperar a nossa prerrogativa”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Muito pelo contrário, o CONGRESSO está mais FRACO o povo tá de olho nesse centrão corrupto que so vota por DINHEIRO. Bolsonaro SABE que COALIZÃO, é IGUAL a LOTEAR MINISTÉRIO. FHC que comessou com essa putaria, o resultado disso todo mundo já conhece. Portanto, pode deixar os ministérios com os Generais, que é melhor pro País.
    Fora Rodrigo Centrão Coalizão Maia. na próxima lesgislatura vc e sua trupe vai rodar.
    Tu viu a queda do seu primo aqui no RN. Com vcs centrão, vai ser igualzinho.

  2. Bolsonaro não faz a menor ideia do que Rodrigo Maia quis dizer kkkkkkkkkk
    Mas ele tem Moro e Guedes para explicar isso daí kkkkkkkk

  3. Foram as pautas bombas que atenderam aos interesse de bandidos e grupos, que mais tiveram prioridades no congresso, tudo, como forma de retaliar o governo Bolsonaro, tendo em vista ele não ter proseguido na política do toma lá dá cá, tão comuns nos governos anteriores. O congresso não deu a menor importância aos projetos de interesse da população, até o pacote anti crime foi deixado no segundo plano. Portanto, mais uma vez, esses membros do congresso demonstram apáticos às reais necessidades da população.

  4. A música que retrata essa declaracão é: "Só tem véia, só tem véia no forró da coréia, só tem véia, só tem véia no forró da coréia…".

  5. Pronto!!!
    Confessou o que todo mundo já sabe.
    Foi no governo FHC, que se deu início a essa tal coalizão, tudo pra roubar o povo brasileiro, que o diga esses vagabundos, desonestos da Câmara Federal. Foi uma cambada ja preso, Eduardo Cunha, Gedel Vieira, Os irmãos safadoes da JBS friboi, mala de dinheiro, o diabo, agora esse corrupto do Rodrigo Centrão Maia, ainda sai com essa. Num tô dizendo que esse infeliz, $ó pen$a em articulação.
    Vai trabalhar corrupto, o povo brasileiro não merece isso, o nosso povo é sofrido seu fdp e vc no bem bom, as custas desse mesmo povo, era pra vc ter VERGONHA de está insistindo nesse assunto.

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Finanças

44 municípios do RN têm o FPM zerado no primeiro repasse de julho

A primeira parcela do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi zerada para 44 municípios do Rio Grande do Norte. O repasse foi creditado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, dia 10.

Historicamente, as maiores dificuldades no repasse do FPM se concentram no segundo semestre do ano, com altos índices de municípios com o fundo zerado, e maiores quedas nos percentuais, uma vez que coincide com o período em que a Receita Federal realiza a restituição do Imposto de Renda de quem pagou a mais no ano anterior.

A título de esclarecimento, como o FPM é composto por Imposto de Renda e Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) essa situação tornar-se repetitiva, anualmente.

O Movimento Municipalista Brasileiro luta, especialmente, por mudanças no pacto federativo, garantindo novas receitas, competências e responsabilidades aos entes, e maiores recursos para os municípios.

Além disso, na avaliação da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN, a situação dos municípios tende a não se agravar graças ao repasse extra de 1% do FPM nos meses de julho e dezembro, garantindo uma oxigenação financeira aos entes municipais

Muniucípios com FPM zerado

• Afonso Bezerra;
• Antônio Martins;
• Apodi;
• Baraúna;
• Caiçara do Norte;
• Caicó;
• Caraúbas;
• Extremoz;
• Felipe Guerra;
• Florânia;
• Galinhos;
• Governador Dix-Sept Rosado;
• Grossos;
• Guamaré;
• Ielmo Marinho;
• Ipanguaçu;
• Jandaira;
• Janduis;
• João Câmara;
• Lagoa D’Anta;
• Lagoa de Velhos;
• Martins;
• Mossoró;
• Paraná;
• Pedra Grande;
• Pedro Avelino;
• Pendências;
• Porto do Mangue;
• Rafael Godeiro;
• Rio do Fogo;
• Santa Maria;
• Santana do Matos;
• Santo Antônio;
• São Bento do Norte;
• São Bento do Trairi;
• São Miguel do Gostoso;
• São Pedro;
• Senador Georgino Avelino;
• Sítio Novo;
• Taípu;
• Tenente Laurentino;
• Tibau;
• Triunfo Potiguar;
• Vila Flor.

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Economia

BC precisará se sentir confortável com reforma para cortar juro, diz Meirelles

Para o secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, um corte da taxa básica de juro (Selic) agora vai depender do conforto que a aprovação da reforma em primeiro turno dará aos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Meirelles, desde quando era ministro da Fazenda, evitou tecer comentários que pudessem sugerir interferências na política monetária do Banco Central, postura que parece querer manter agora como secretário da Fazenda do Estado de São Paulo.

“Olha, vai, evidentemente, depender de os membros do Copom se sentirem confortáveis de que de fato, com a aprovação da reforma, o custo Brasil vai ficar baixo e a taxa neutra [de juro] não subirá mais”, disse o secretário, para quem isso poderia permitir o BC cortar o juro.

O secretário participou nesta tarde do seminário “Brasa em Casa. O Brasil no Divã”, que acontece neste sábado na capital paulista. O evento tem como objetivo propor reflexões ao jovem brasileiro por meio de palestras e gerar oportunidades de trabalho em grandes empresas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. não conseguindo pensar muito na reforma da previdência, pois minha preocupação ainda é se algum dia vou arrumar um emprego

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Política

A OFENSIVA CONTINUA: Ciro diz que movimento de Tabata é ‘partido clandestino’ e que ela faz dupla militância

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes disse neste sábado (13) que a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), que votou contra a orientação da sigla na reforma da Previdência, fez “dupla militância” e afirmou considerar grave a atuação do movimento do qual ela participa —e que ele chamou de “partido clandestino”.

“Todo mundo pode participar de qualquer movimento, mas se você tem um partido clandestino para burlar a legislação que proíbe financiamento empresarial, isso é uma coisa muito mais grave”, afirmou Ciro em evento em São Paulo.

“Você pega um partido clandestino, que tem suas regras próprias, seu programa próprio, você se infiltra nos outros partidos e usa os outros partidos, fundo partidário, tempo de TV, coeficiente eleitoral para se eleger e fazer o serviço do outro partido? Aí é um problema de dupla militância, não tem nada a ver com a compreensão de reforma da Previdência que nós temos”, completou.

Tabata faz parte do Acredito, fundado em 2017 com a bandeira da renovação política, assim como Felipe Rigoni (PSB-ES), que também contrariou seu partido e votou a favor da reforma da Previdência.

Esse é tema prioritário do movimento, do qual Tabata é co-fundadora. Entre as principais bandeiras do Acredito estão ainda combater a desigualdade e a rejeição à polarização.

No próprio PDT houve outros sete que votaram contra a orientação da legenda. O partido abriu processo na comissão de ética para avaliação punição aos dissidentes.

Candidato derrotado do PDT à Presidência da República em 2018, Ciro ressaltou ter estimulado a entrada de Tabata na política e afirmou ser quem mais está sofrendo com a situação.

“Eu não sirvo a dois senhores. Se tem alguém que está sofrendo com essa questão da Tabata sou eu. Sabe quem recrutou a Tabata? Quem estimulou a Tabata a entrar na política? Quem assinou a filiação dela? Fui eu”, disse Ciro, para quem ela é “uma mulher extraordinária que tem o futuro pela frente”.

À Folha, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou na quinta-feira (11) que está avaliando o caso para tomar uma “atitude cirúrgica” contra os dissidentes.

Ele vem defendendo que os deputados que votaram a favor da reforma deixem o partido. Na sexta (12), em evento em Belo Horizonte, Ciro disse que Tabata “deveria ter a dignidade de sair” da legenda.

Após a votação da Previdência, Alexandre Frota (PSL-SP), em sua conta no Twitter, afirmou que o PSL estaria “de braços abertos” para a deputada do PDT.

Em uma postagem no Instagram, o Movimento Brasil Livre também se posicionou: “o Brasil só tem a ganhar com uma esquerda e uma direita que enxergam além do prisma ideológico.”

Para o governador de São Paulo, João Doria, Tabata tem “rosto, alma e coração do novo PSDB”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O corone quer q todos a seus pés, está em campanha desde q perdeu , um hora é Lula, outra hora diz vcs não conhecê o Lula ladrão, todos farinha do mesmo saco, PT PTD PSOL PCDB PSTU PSB ETC.

  2. Ciro não se elege a nada no Brasil , no entanto , vai conseguir uma proeza e eleger Tábata prefeita de São Paulo pelo partido Novo / Podemos etc. no próximo ano.

  3. E ele? num momento diz que luladrão é inocente, em outro diz que conhece a roubalheira dele desde o mensalão. Qual coroné que está falando? Muita cara de pau.

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Judiciário

Ex-delegado acusado de vazar documentos e demitido por Moro recorre da demissão

O advogado Ricardo Escobar, que defende o ex-delegado de Polícia Federal Sílvio de Oliveira Salazar, demitido pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, informa que seu cliente está recorrendo da decisão administrativa.

Em nota enviada ao Blog, Escobar diz que o processo disciplinar que levou à demissão “não obedeceu aos ditames da ampla defesa e do contraditório”.

Conforme este Blog divulgou, Moro demitiu o delegado Salazar, que foi processado sob a acusação de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional e corrupção passiva. [veja aqui o post com a portaria].

Em sua decisão, Moro cita, entre outras irregularidades praticadas por Salazar, “publicar, sem ordem expressa da autoridade competente, documentos oficiais, embora não reservados” e “divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição”.

Escobar afirma que “o vazamento precisa ser devidamente comprovado, por meio de correspondente processo administrativo e, ou judicial, em que se demonstre ter o servidor violado o seu dever legal de sigilo”.

Segundo a defesa de Salazar, o ato de demissão “já foi objeto de ação judicial anulatória que, ao final, provará a sua inocência”.

Folhapress

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Política

Ida de Eduardo Bolsonaro para embaixada seria ‘retrocesso’, diz Olavo de Carvalho

O escritor Olavo de Carvalho afirmou nesta sexta-feira (12) que a ida do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil em Washington seria um “retrocesso” e representaria “a destruição da carreira” do parlamentar.

Em um vídeo publicado no YouTube, o guru da família Bolsonaro disse que o deputado assinou um requerimento para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Foro de São Paulo —organização que reúne partidos de esquerda na América Latina— e que ele deveria se dedicar a esse tema no Parlamento.

“Essa CPI arrisca ser o acontecimento mais importante da nossa história parlamentar”, disse Olavo.

“Você não pode começar uma coisa dessa envergadura, desse valor e importância, para depois assumir um posto diplomático em que você não vai poder nem falar do assunto. O diplomata tem lá as suas obrigações regulamentares e não vai poder nem ficar falando do Foro de São Paulo. Isso seria um retrocesso, seria a destruição da carreira do Eduardo Bolsonaro”, acrescentou o escritor, que vive no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.

Apesar de ter se manifestado contra a eventual nomeação, Olavo destacou que “está com Eduardo com o seu pai até a morte” e que é amigo dos dois.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira (11) que decidiu indicar seu filho Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas que a decisão de aceitar ou não o cargo cabia ao deputado.

A fala do mandatário ocorreu um dia depois do aniversário de 35 anos do parlamentar, idade mínima requerida para o posto.

A divulgação ocorreu fora dos padrões diplomáticos —a praxe é que o nome de um novo embaixador só seja conhecido depois de consultas formais ao país que receberá o novo embaixador, um trâmite conhecido por agrément.

A possibilidade gerou fortes reações, que vão desde a inexperiência de Eduardo para ocupar a principal função da diplomacia brasileira no exterior a críticas de que o caso configuraria nepotismo.

Tanto Bolsonaro quanto Eduardo dizem que não há nepotismo na indicação. Eles argumentam que o envio do filho do presidente da República para Washington colocaria as relações dos dois países em um outro patamar e ajudaria a estreitar os laços entre Brasil e Estados Unidos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Olava de Carvalho comunista, traidor do povo… como que ele vai falar isso do filho do presidente?!?!?!?!!?!?

    1. Escreve quem conhece BANDIDAGEM…exemplo é o ídolo verme PTralha Lula

    2. Melhor do que roubar a nação como fazia a família luladrão. Da mulher, filhos, primos e irmãos, tendo ele como o grande chefão.

    3. E não temos um filho do presidente que roubava os cofres públicos do RJ juntamente com milicianos? Ou só vale o roubo do PT? Esse pessoal do PSL deveria fazer uma lavagem na consciência e criticar também os próprios ladrões.

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Economia

Motoristas de app vendem de cerveja a eletrônicos e cosméticos no carro

No carro de Pedro Madureira Neto, 39, o chá e o cafezinho são cortesia que o motorista criado no interior faz questão de manter. Mas um cardápio dá outras opções: o passageiro da Uber, 99 ou Cabify pode escolher comprar chiclete, amendoim, chocolate, refrigerante, água de coco e até uma cerveja antes de chegar ao destino. Os preços variam de R$ 2 a R$ 9.

As corridas por aplicativo são uma espécie de bico que Pedro faz para não perder a viagem da sua casa, na zona sul de São Paulo, ao trabalho como tecnólogo em construção civil numa empresa na zona norte da cidade. As vendas durante o percurso garantem mais um extra —em média R$ 50 por semana.

Ele é um dos poucos motoristas que atingiu as cinco estrelas na avaliação e garante que a oferta de produtos não prejudicou a nota.

Isso porque “não é camelô”, diz Marlon Luz, 38, que oferece desde kit com escova e pasta de dente até snacks. Já apostou na cerveja long neck a R$ 5 durante o Carnaval, que “vendeu bem fácil”, mas o maior sucesso, diz, é o combo para celular: carregador portátil, cabo USB e fone de ouvido. Principalmente para quem vem e vai ao aeroporto.

“Não ofereço para não amolar o passageiro, mas tem uma plaquinha indicando quais são os produtos disponíveis. A pessoa pede se quiser e nunca ninguém reclamou”, diz Marlon.

As vendas inauguram um novo mercado: kits ou caixas de produtos feitos por empresas para serem vendidos dentro dos carros. Algumas fabricantes negociam diretamente com os condutores, como é o caso dos acessórios para celular da Multilaser.

Há também uma parceria institucional da Uber desde maio com o posto de combustíveis Ipiranga e uma empresa de lanches rápidos, a Cargo, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O motorista pega na loja de conveniência uma caixa com snacks, bebidas e doces, vende nas corridas e fica com parte do lucro. O cliente pode pagar sem intermediação, basta escanear um QR Code.

A Cabify afirma que não é contra a comercialização, embora ainda não tenha contrato com fornecedores.

Já a 99 se diz favorável ao movimento e afirma ter conversas avançadas com empresas para firmar parcerias do tipo.

Marlon vê a iniciativa como “oportunidade de faturar um pouquinho a mais com o mínimo de esforço e ainda ganhar melhores avaliações”, diz.

Bem, isso na categoria mais barata de viagens por aplicativo, diz o motorista Anderson Mendes, 37. Ele dirige um carro luxuoso, com corridas mais caras, e acha que as guloseimas não agradaram.

“Funciona com um público mais jovem. Mas teve quem deu nota mais baixa”, diz. Isso porque as pessoas se acostumaram a ter água e bala de graça, defende Anderson. “Aí quando você explica ‘esse aqui tem que pagar’ a pessoa te olha torto. Uma moça insistiu em pegar dizendo que o filho ficou com vontade ao ver o chocolate”, conta.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

Ministro contradiz Bolsonaro e prevê mais 4,2 mil pontos com radar no país

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Contrariando declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, um documento assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, encaminhado à Câmara dos Deputados, informa que, de um total de 8 mil trechos licitados, 4.204 pontos devem começar a ser monitorados por radares do governo ainda em 2019. Os contratos citados fazem parte de um edital de 2016, publicado na gestão do ex-presidente Michel Temer, que dividia as rodovias em 24 lotes, 18 licitados até o início deste ano.

As empresas contratadas deveriam fazer a instalação dos radares, a um custo total de R$ 1 bilhão. Mas no início do governo o presidente contestou a instalação. “Após revelação do @MInfraestrutura de pedidos prontos de mais de 8.000 novos radares eletrônicos nas rodovias federais do País, determinei de imediato o cancelamento de suas instalações. Sabemos que a grande maioria destes tem o único intuito de retorno financeiro ao Estado”, publicou o presidente em sua conta no Twitter no dia 31 de março. “Demos um golpe na indústria da multa e ainda economizamos.”

Preocupado com o teor das declarações do presidente, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) cobrou explicações ao ministro da Infraestrutura, que enviou resposta no dia 11 de junho.

No documento, Freitas diz que, “considerando o contingenciamento orçamentário, ficou demonstrada a possibilidade de monitorar, no exercício de 2019, 4.204 pontos. Nesse cenário, haverá priorização dos pontos de maior criticidade”, diz. No caso, também se explica que não há nenhum veto à instalação dos demais aparelhos.

No texto de dez páginas enviado à Câmara, o ministro defende a importância dos radares para a redução de acidentes e mortes nas vias federais. Mas ressalta que nem sempre o aparelho é a melhor alternativa para reduzir acidentes. Segundo o documento, uma alternativa possível, conforme critérios técnicos, é eliminar ou substituir radares por manutenção da via, adequação do traçado da pista, melhoria da sinalização horizontal e vertical, implementação de passarelas e iluminação.

O ministro diverge do presidente ao dizer que uma possível redução do total de radares, caso ocorra, será por causa do contingenciamento orçamentário da União e critérios técnicos. Bolsonaro alega a existência de uma “indústria das multas”.

“É importante ressaltar que a definição da localização de radares em rodovias federais é uma questão puramente técnica e tem base na avaliação de segmentos críticos, ou seja, definidos em função dos registros de acidentes e da probabilidade de novas ocorrências”, afirma o documento do ministro.

Freitas acrescenta, ainda, que o Dnit tem celebrado contratos decorrentes do edital firmado em 2016, mas a execução integral pode esbarrar na situação fiscal do País. “Por isso se faz necessária uma avaliação dos pontos críticos, onde os acidentes são causados por excesso de velocidade.”

Justiça

Procurado, o Planalto encaminhou a demanda ao Ministério da Infraestrutura, que o repassou ao Dnit. O departamento informou que está para ser homologado um acordo entre Ministério da Infraestrutura, Ministério Público Federal e o próprio departamento que permitirá a instalação de radares (em menor número) nos pontos mais sensíveis, prioritariamente em áreas urbanas.

Segundo o órgão, o novo número de radares (sem citar a quantidade) “está coerente com a disponibilidade orçamentária do Dnit para tal finalidade”. “Caso o acordo seja efetivamente homologado, o Dnit entende que o assunto está concluído em relação ao planejamento para 2019, restando apenas sua execução, conforme os termos previstos na negociação”, diz o órgão de trânsito.

Segundo o Dnit, tal acordo envolve decisão judicial de 10 de abril, da 5.ª Vara Federal Cível de Brasília, que determina que o governo se abstenha de retirar radares das rodovias e impõe a renovação, em caráter emergencial, de contratos com concessionárias que fornecem os medidores de velocidade. A magistrada atendeu a uma ação popular movida contra a União após as declarações de Bolsonaro no Twitter.

O número de aparelhos a ser instalado, porém, é menor do que o previsto no documento enviado à Câmara. O acordo envolveria cerca de mil aparelhos e dois mil trechos, em um prazo de dois meses.

Entre 2012 e 2018, o total de acidentes em rodovias federais caiu de 184 mil para 69 mil. Já as mortes recuaram de 6.987 para 4.496 no mesmo período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O lobby da indústria da multa continua imbatível. R$1 bilhão é muita grana. Daria, se bem usado, para dotar as BRs do Brasil com as melhores sinalizações verticais e horizontais. Mas, o que essa galera do Denit quer mesmo é ir fundo no bolso do contribuinte.

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Política

ARTICULAÇÃO: Paulo Guedes saiu de campo e enviou time para barrar desidratação

Envolvido na elaboração das medidas para estimular o crescimento na fase pós-Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu se recolher e só comentar o resultado da reforma após a votação final da proposta pelo plenário da Câmara.

Depois da crise política provocada por críticas feitas pelo ministro na época da apresentação do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP), na fase da Comissão Especial, a tática traçada foi a de evitar ruídos desnecessários. Isso porque, no plenário, havia risco elevado de uma desidratação da economia na votação dos destaques com a mobilização da oposição e de lideranças dos partidos do Centrão, bloco informal independente ao governo que reúne DEM, PP, PL, Solidariedade e PRB.

Teve início uma maratona de mais de 48 horas que levou ao plenário força-tarefa de técnicos da equipe econômica para barrar os destaques mais perigosos.

A comemoração do ministro foi reservada no seu gabinete depois que um assessor interrompeu uma reunião de trabalho, na noite de quarta-feira (10), para informar que a proposta tinha sido aprovada por 379 votos. Na hora da comemoração, aplausos de todos os presentes. Guedes atribuiu a vitória ao trabalho de toda a equipe. Na segunda-feira (15), o ministro reunirá seus colaboradores para decidir se espera a votação do segundo turno após o recesso para anunciar as medidas ou se as lança imediatamente.

Mantido informado a todo momento dos detalhes da negociação pelo seu secretário de Previdência, Rogério Marinho, Guedes deu o sinal verde para a negociação de acordo com a oposição que acabou destravando a votação dos destaques (sugestões de mudança ao texto-base). A conclusão do primeiro turno revelou Alessandro Molon (PSB-RJ) como o líder de oposição.

O governo cedeu e autorizou que o tempo mínimo de contribuição dos homens na reforma ficasse em 15 anos – a proposta aprovada na quarta-feira previa 20 anos. Articulador do acordo, Molon contou, em discurso no plenário, que Guedes soube entender a crueldade da regra e acabou aceitando o destaque.

Durante toda a jornada de votação, Marinho e seu time na retaguarda não deixaram o plenário. O bunker da equipe econômica foi instalado no gabinete do líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

No plenário, o secretário fez um corpo a corpo com os parlamentares que ainda estavam em dúvida sobre como votar (sim ou não à reforma), explicando detalhes dos destaques que seriam votados. Para autoridades que telefonavam, a pedido dos deputados, transmitia segurança sobre itens da proposta que já tinham até mesmo sido vencidos na Comissão Especial.

Em pelo menos duas ocasiões, passou o telefone para o seu adjunto, Bruno Bianco, para dar explicações sobre a aposentadoria para as pessoas com deficiência – uma preocupação que estava presente no plenário. Envolvidos nas negociações finais desde sábado, Marinho e Bianco não conseguiram dormir mais do que três horas por dia.

Tensão

Assessores contam que um dos momentos de maior tensão foi na votação do destaque 44, que poderia retirar R$ 110 bilhões da economia da reforma. O destaque, apresentado pelo PDT, retirava o pedágio de 100% da regra de transição – que acabou rejeitado, para alívio do governo. O destaque foi apresentado pelo PDT, mas havia um acordo para que a mudança fosse rejeitada em troca de apoio à proposta da mesma sigla que abrandava as regras das professores.

No entanto, no meio da votação, o PDT orientou sua bancada a se posicionar favorável à mudança. Foi um dos técnicos da equipe econômica que percebeu o que estava acontecendo. Nem Marinho nem Maia estavam nesse momento no plenário. Eles foram chamados e começou a movimentação para reverter a situação.

Moreira subiu à tribuna para explicar o destaque e alertar sobre o impacto que teria na economia. “São quase R$ 200 bilhões, vamos destruir a reforma da Previdência.”

Para o deputado, Darcisio Perondi (MDB-RS), os negociadores tiveram êxito ao se aproximarem do PSB, PDT e PCdo B, isolando o PT. “Um deputado ao meu lado comentou que quando viu o DEM orientando o mesmo voto do PSB e do PDT perguntou se tinha acordado de um sonho.”

Estadão Conteúdo

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Economia

Termina na segunda prazo para retorno de pequenas empresas ao Simples

O prazo para que as micro e pequenas empresas (MPE) excluídas do Simples Nacional solicitem retorno ao sistema termina na próxima segunda-feira (15). A orientação consta da Resolução nº 146, do Comitê Gestor do Simples Nacional, da Receita Federal.

O Simples Nacional é regime tributário diferenciado, que reúne, em um único documento de arrecadação, os principais tributos federais, estaduais, municipais e previdenciários devidos às MPEs.

Conforme detalha a resolução, a possibilidade de retorno se aplica a negócios de pequeno porte que tenham sido retirados do sistema em 1º de janeiro de 2018. A outra condição é de que tenham aderido ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN). É necessário ainda que a MPE não apresente nenhuma das restrições previstas na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

De acordo com a lei, não podem aderir ao Simples Nacional, por exemplo, empreendimentos que trabalhem com importação ou fabricação de automóveis e motocicletas. Atacadistas de cigarros, armas de fogo, pólvoras e explosivos também entram na categoria daqueles que não estão habilitados à inscrição.

Foi publicada em 03 de julho de 2019 a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) nº 146, de 26 de junho de 2019, que regulamentou a possibilidade de as empresas excluídas do Simples Nacional em 1º de janeiro de 2018 poderem realizar nova opção por esse regime. A nova opção foi autorizada de forma extraordinária pela Lei Complementar nº 168, publicada em 12 de junho de 2019.

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Esporte

De Marielle a Bolsonaro, como política do país chegou ao Flamengo

Três dias após o site The Intercept Brasil divulgar as primeiras mensagens atribuídas ao então juiz Sergio Moro (hoje ministro da Justiça) para o procurador Deltan Dallagnol e colocar em xeque sua condução do processo da Lava-Jato, Jair Bolsonaro (PSL) levou o seu ministro às tribunas do estádio Mané Garrincha, em Brasília, para assistir à partida entre CSA e Flamengo pela Copa do Brasil.

O evento rendeu foto nas redes sociais oficiais do clube com diretores do Flamengo ao lado de Moro e Bolsonaro, este com uma camisa rubro-negra autografada (o presidente é torcedor do Palmeiras e do Botafogo). A postagem recebeu críticas, elogios e colocou, mais uma vez, o time no meio do polarizado debate político brasileiro.

Antes, no dia 31 de março (data em que o golpe de 1964 completou 35 anos), clubes como Corinthians, Vasco e Bahia se posicionaram contra uma possível celebração da data e recordaram a luta pela democracia. O Flamengo ficou em silêncio.

Um grupo de torcedores do clube, no entanto, se reuniu na sede de remo para lembrar a morte de Stuart Angel, atleta rubro-negro perseguido e assassinado pela ditadura militar. Um dia depois, a diretoria do Flamengo emitiu nota negando participação no ato e dizendo que a instituição “não se posiciona sobre assuntos políticos”.

Angel foi bicampeão carioca de remo pelo Flamengo em 1964 e 1965 e era também integrante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8, que ficaria conhecido principalmente pelo sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick).

O remador já havia sido homenageado pelo clube em 2010, com um memorial. A placa com seu nome, no entanto, desapareceu. Ele também tem um busto no bairro da Urca e nomeia uma ciclovia que passa pelo local.

“Quando já estava na clandestinidade, o pessoal do remo abriu as portas para ele e ele saiu por vontade, para não colocar em risco os companheiros. O clube teve papel no ciclo mais duro da ditadura”, diz David Butter, conselheiro rubro-negro e integrante do Flamengo da Gente, movimento de torcedores e sócios que ajudou a organizar homenagens ao remador.

Ele diz que a nota está em desacordo com o estatuto do clube, que prevê honrar quem prestou serviço ao Flamengo. “Vimos ali uma tentativa não de revisão, mas de silenciamento de parte dessa história”, criticou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. BG vc tem que tirar esse esquerdista do plantão de final de semana, agente mostra a verdade, da umas escovada nesse bando de corruptos e esse seu plantonistas não publicar. O que é que tem?? Não pode mais falar a verdade sobre esses vagabundos não???.

    1. Quais vagabundos? Os milicianos ou a dupla de jurista que combinava a Lava-jato?

    2. Os que estão julgados e condenados e presos.
      Esses outros, quem ta dizendo é vc. Tu tem provas????
      Responda esquerdista.
      Lula tá preso babaca.

  2. ESSA DUPLA VAI ENTRAR PRA HISTÓRIA.
    LÁ NA FRENTE MEUS NETOS VÃO ESTUDAR NO COLÉGIO ESSA MATÉRIA, VAI ESTÁ ESCRITO, JAIR MESSIAS BOLSONARO E SÉRGIO MORO, LIVROU O BRASIL DOS CORRUPTOS MENSALEIROS, LADRÕES, DESONESTOS, DO PT. NÓS SOMOS O QUE SOMOS HOJE, GRAÇAS A ESSES DOIS HERÓI BRASILEIROS.
    HÁ ESSAS ALTURAS , JA ESTAMOS ENGRESSADO NO PRIMEIRO MUNDO. kkkkkl
    esse país tem jeito, é uma questão de tempo, já no segundo mandato de Bolsonaro, já vai ser possível sentir, quando passar o bastão pra Moro, aí amigo!! Não tem quem segure.
    PT ladrão nunca mais.
    BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS.
    Avante meu Brasil!!!!!!!

    1. Livrou dos corruptos e implantaram um novo sistema mas moderno e aparelhado chamado Laranjal.
      Kkkk

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Política

Bretas diz que não há o que ajustar em bloqueio de R$ 8,2 milhões de Temer

O juiz federal Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato no Rio, negou um pedido do ex-presidente Michel Temer para ‘modular’ o confisco de R$ 8,2 milhões das contas do emedebista. Esta é a segunda solicitação de Temer para modificar o bloqueio negada pela Justiça Federal.

O ex-presidente foi preso duas vezes pela Lava Jato Rio e solto por ordens do desembargador Ivan Athié e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Suas contas foram bloqueadas em março por ordem de Marcelo Bretas, que havia determinado um confisco total de R$ 62 milhões do emedebista, alvo da Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato.

O primeiro pedido do emedebista foi negado pela juíza substituta Caroline Vieira Figueiredo em 9 de maio.

Ao indeferir a solicitação, Bretas observou que o ex-presidente não comprovou ‘a incidência de novas constrições além daquela já efetivada em março do presente ano’.

“Nem poderia ser de outra forma, visto que a implementação de novas constrições dependeriam de novo provimento judicial neste sentido, o que não ocorreu”, anotou o juiz.

“Seu pedido no sentido de que não incidam novos bloqueios sobre os proventos supostamente destinados a seu sustento carece de interesse e de possibilidade jurídica, visto que não a decisão guerreada já surtiu todos os efeitos, não havendo o quê modular.”

Temer detalhou à Justiça gastos de R$ 29.759,42, em janeiro, e R$ 51.930,89, em fevereiro, com sua família, R$ 37.331,72 com seu escritório de Advocacia e R$ 74.510,59 com sua empresa de investimentos no mesmo período.

De acordo com sua defesa, a média de gastos mensais de R$ 96.766,31 ‘se limita ao necessário para fazer frente às despesas fixas mensais dos Peticionários e, ainda, aquelas de natureza extraordinárias, as quais não são passíveis de serem arbitradas neste momento’.

Os advogados relataram à Justiça que o ex-presidente recebe uma aposentadoria de R$ 22.415,97, dois títulos de aposentadoria de R$ 6.540,79 e de R$ 2.099,71 e um título de locação de imóvel de R$ 80 mil. Segundo a defesa, o valor total de R$ 111.056,47 possibilita ‘a manutenção e sustento do Peticionário (Michel Temer) e sua família’.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO EDUARDO CARNELÓS, QUE DEFENDE MICHEL TEMER

O advogado Eduardo Carnelós afirmou que o juiz Marcelo Bretas ‘modificou a decisão anterior da juíza substituta, que indeferira nosso pedido’.

“Decidiu agora o que havia dito oralmente: mantém-se o sequestro como decretado, mas novas entradas ficam liberadas. E isso satisfaz a necessidade imediata, pois permite o acesso aos pagamentos de aposentadoria e de um aluguel, para que seja possível pagar as despesas mensais”, declarou.

Estadão Conteúdo

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