Política

VERGONHA: Deputados pressionam por alívio em regra de aposentadoria de político

Bancadas de diferentes partidos e diferentes posições políticas pressionam o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), por um alívio nas novas regras de aposentadoria de quem ocupa cargos eletivos —um lobby em causa própria.

A proposta atualmente em tramitação no Congresso prevê o fim da aposentadoria especial para quem ainda vai ocupar um mandato eletivo e também torna o requisito para os atuais políticos bem mais rígido.

Para ter direito à aposentadoria especial, os políticos teriam de completar 65 anos de idade, se homem, e 62 anos, se mulher, e trabalhar 30% a mais do que o tempo restante para completar o período mínimo de contribuição.

equipe econômica quer preservar esse trecho da reforma da Previdência. Afrouxar as regras de aposentadoria dos políticos seria uma contradição ao discurso do governo de que todos serão afetados pela proposta.

No entanto, parlamentares voltaram a discutir uma tentativa de suavizar as regras para quem ocupa cargo eletivo, às vésperas da votação do texto na comissão especial da Câmara.

Em debate no Senado nesta quarta-feira (19), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, reconheceu que a mudança sugerida para ocupantes de cargos eletivos “é a mais dura de todas”.

“Eu não tenho dúvidas que ele [Moreira] deve, de alguma forma, ou manter isso ou… Ele está debruçado sobre esse tema. Vai depender muito da pressão e da sensibilidade junto aos demais parlamentares”, disse Marinho.

Líderes e deputados não querem a paternidade de uma alteração no texto que beneficiaria os atuais ocupantes de cargos eletivos.

Por isso, a estratégia seria que o relator pudesse prever o alívio nas regras para político no novo voto a ser apresentado na próxima semana.

Assim, nenhum partido precisaria apresentar um destaque —votação específica para analisar a questão dos congressistas.

Moreira resiste à ideia de ceder no trecho da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência que afeta políticos.

Hoje, ainda está em vigor o PSSC (Plano de Seguridade Social dos Congressistas), que exige 35 anos de contribuição previdenciária e 60 anos de idade.

Por esse modelo, é possível receber uma aposentadoria no valor total do salário de um deputado federal ou senador, que supera R$ 33 mil. Isso depende de quantos anos ele permanece no mandato.
Se o parlamentar ficar 35 anos no cargo, receberá o valor integral.

Se for metade desse tempo, a aposentadoria será de 50% do salário (hoje de aproximadamente R$ 16,5 mil), o que ainda é muito acima do teto do INSS (R$ 5,8 mil).

A proposta de reforma da Previdência acaba com o PSSC e prevê uma transição dura para quem já entrou nessa aposentadoria especial.

Às vésperas do novo relatório de Moreira, representantes de instituições financeiras também intensificaram o lobby contra a proposta de elevar, de 15% para 20%, a alíquota da CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido) para bancos.

Uma proposta apresentada ao relator pouparia startups, bancos menores e cooperativas de crédito. A ideia é aumentar a tributação para instituições financeiras com lucro líquido anual acima de R$ 1 bilhão.
Cerca de R$ 50 bilhões seriam arrecadados em dez anos com a taxa extra sobre todas as instituições financeiras. Ao poupar algumas empresas do setor, essa receita poderia cair aproximadamente 10%.

O primeiro relatório do tucano, divulgado na semana passada, foi resultado de um acordo com líderes de partidos independentes ao presidente Jair Bolsonaro e reduziu as resistências em relação à reforma.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Para surpresa de …… ninguem. Podem ter certeza que farão de tudo para que a Reforma não passe.

  2. Se um ex presidente dos corruptos que esta preso, disse que mais de 70% dos deputados não
    prestavam para nada, eu vou dizer o que.

  3. Esperar o que, desse pessoal que sempre leva vantagem em tudo? Pior é o povo que sempre vota nos mesmos e merecem toda sacanagem que eles fazem. Quando a população sair do pão e do circo que aliena e eles adoram a situação muda. Não vê o PT arrombou o país e ainda tem quem diga que são Santos. Um povo assim merece os governantes e legisladores que tem.

  4. Esses desgraçados querem se dar bem a todo custo, e lascar o trabalhador.
    É bom ir marcando quem são esses vadios e botar pra rodar na próxima eleição.

  5. Se é para fazer a reforma, que façam para todos . Político tem que ser tratado igual. Teto do INSS para todos. Não tem que aliviar. Esses caras mamam a vida toda e ainda querem ter privilégios.
    Outra coisa , para se aposentar devem ter o tempo de contribuição igual. Nada de tempo proporcional.

  6. O Dep. Kataguari levou ao plenário a listinta vermelha com o nome e os valores capitalizados em bancos privados pelo louculistas da esquerda hipócrita. Todos eles são marajás da aposentadoria. Em média cada um tem MEIO MILHÃO DE REAIS CAPITALIZADOS EM BANCOS PRIVADOS. Aí ficam com mimimi p grego ver!
    "RATOS SAÍAM DO ESGOTO"
    "BARATAS MOSTREM SUAS PATAS"
    ESQUERDISTAS DEIXEM DE SER HIPÓCRITAS!

  7. Safados, mais uma vez legislando em causa própria. Esses FDP vão mais uma vez de beneficiar enquanto o povão vai pagar a conta novamente. Esse Rogério Marinho é o maior estrume que nosso estado já produziu, vai produzir um dano aos trabalhadores que só muito mais tarde é que saberão o tamanho do estrago por ele produzido. Enquanto maioria do povão vai trabalhar a vida inteira e não vai conseguir sequer de aposentar , esses canalhas que já nascem aposentados vão viver a vida inteira rindo e desfrutando de suas fortunas, e nunca saberão de verdade o que é dá um prego numa Barra de sabão. Nossa sina será triste após essa aprovação.

  8. E os petralhas são os piores defensores dessa aberração, que tanto sangra o o país ao longo da história, mesmo que não aprove a reforma, tem que acabar com esse privilégio dos políticos, que não querem ser igual a nós trabalhadores, e que falamos a vida inteira pra se aposentar.

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Judiciário

CASO IASMIN: Pedreiro é condenado a 31 anos de prisão

O pedreiro Marcondes Gomes da Silva, 45, acusado de matar a menina Iasmin Lorena de 12 anos, em março do ano passado em Natal, foi condenado a 31 anos de prisão em regime fechado pelo tribunal de júri. Respondendo por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e emprego de meio cruel), estupro de vulnerável e ocultação de cadáver, ele confessou parte dos crimes perante a Justiça. O julgamento realizado no Fórum Miguel Seabra Fagundes iniciou às 8h45, e só foi concluído às 17h. Marcondes está preso há cerca de um ano, custodiado na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

De acordo com a sentença assinada pelo juiz de Direito José Armando Ponte Dias, a pena-base do réu foi fixada em nove anos de reclusão para o crime de estupro de vulnerável. Já a ocultação de cadáver, que no entendimento do tribunal foi agravada devido a intenção do pedreiro em assegurar a impunidade quanto à prática do homicídio, somou mais dois anos à pena; enquanto o homicídio em si rendeu mais 20 anos de reclusão em regime fechado.

A secretaria da 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal, onde corre o processo nº 0105676-72.2018.8.20.0001 referente ao caso, informou que ainda cabe recurso e adiantou que a defesa que representa o réu irá recorrer da decisão.

As penas imputadas não foram máximas, pois Marcondes confessou o crime de homicídio, é réu primário e teve atenuante por bom comportamento dentro do sistema prisional. O pedreiro terá direito ao regime semiaberto após cumprir 2/5 (dois quintos) da pena, ou daqui cerca de 12 anos.

“Havendo os três delitos sido cometidos mediante mais de uma ação, impõe-se a cumulação de penas em razão do concurso material de crimes, na forma do art. 69 do Código Penal, razão pela qual unifico as penas impostas em definitivo a cada delito, de modo a impor ao réu a pena final, total e definitiva de 31 anos de reclusão”, escreveu na sentença o juiz José Armando Ponte Dias Júnior.

Marcondes também foi condenado a pagar as custas processuais, e foi negada a possibilidade de recorrer da decisão em liberdade, “haja vista a gravidade concreta dos delitos, fazendo-se necessária a sua custódia cautelar para garantia da ordem pública”, acrescentou o magistrado.

Para acessar a reportagem completa só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pedreiro-a-condenado-a-31-anos/451605

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. 30 anos,,, com direito a sair cumpridos 12 nos. absurdo. As sentenças deviam ser maiores e cumulativas. Enquanto houver essa benevolência para criminosos , crimes não minimizam nesse país. Reforma Judiciária urgente…

  2. Só doze anos? Matou uma menina com crueldade e só vai ficar pouco mais de uma década no xilindró? Se fosse num país sério, ia tomar uma injeçãozinha e iria se encontrar com o capiroto…
    Lixoooooooooo

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Política

Sergio Moro esvazia escândalo após ida ao Senado

O ministro Sergio Moro desanimou os políticos que queriam atacá-lo na audiência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A discussão acabou sendo sobre quem é contra ou a favor da Lava-Jato e sobre quem quer soltar bandido, o que favorece muito a posição do ministro Moro enquanto juiz da Lava-Jato.

Fica claro que o interesse do PT é apenas soltar o ex-presidente Lula e com isso perde-se a capacidade de contestar o ministro Sergio Moro. No momento, o que foi definido na audiência é que crime é a invasão de telefones de autoridades brasileiras. Apenas PT e PDT tentam criar um clima, e a não ser que apareçam outras coisas muito graves, o escândalo, como apresentado pelo site Intercept e pela oposição, está esvaziado.

MERVAL PEREIRA – O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Olha, eu vi ele passar vergonha. Até mesmo membros da mesma organização criminosa, como é o caso do General Heleno , achou que ele não deveria ter ido.

  2. Moro já está fazendo a campanha rumo a 2022, e os Petralhas estão cortando prego….rsssssssssss

  3. E o blogueiro que apenas replica notícias requentadas dos grandes veículos de comunicação, desesperados pela aprovação da reforma da previdência, continua sua campanha pró moro e a imoralidade praticada por ele em parceria com o MPF que somente na República dos bananas é levada como uma prática jurídica normal….parabéns, continue assim inflando o seu herói e seu mito, caro minion Light!?????

  4. Resumo: uma coisa ficou marcada e institucionalizada na audiência no Senado do dia 19 – a de que é normal a promiscuidade entre juiz e membro do MP. “Isso é normal”. Será?

  5. Ficamos sabendo, depois da audiência do Senado, pela boca do ex-juiz Moro e de parlamentares aliados, que é da tradição jurídica brasileira essa “coisa” de “comunicação entre juiz e procuradores” e quejandos. Tradição? Se Moro está certo, os brasileiros estão com sérios problemas. E digo eu: Se tudo isso é normal, temos de estocar alimentos, aponta o professor Lênio Streck

  6. Deu uma aula jurídica aos PeTralhas e seus discípulos, ficaram todos caladinhos, pois ficou claro que esses imbecis do PT só queriam a soltura do ladrãozinho LULA e seus comparsas. Vai mofar na cadeia. Moro no STF vai moralizar a casa.

  7. Kkkkkkkk valeu meu futuro presidente! Esses senadores vagabundos deram um tiro no próprio pé…

  8. Herói Nacional, depois de 8 anos do atual presidente, será levado nos braços do povo brasileiro
    e eleito presidente do Brasil.
    Depois será eleito e reeleito ficando no poder por também 8 anos o nordestino, homem inteligente e capacitado o Ministro Rogério Marinho. Brasil enfim será elevado ao primeiro Mundo.

  9. Esvazia? Kkkkkkkkkkk esse Merval é Morista juramentado! Quando vierem os áudios com a voz inconfundível do marreco de Maringá, os bolsominions vão pirar! Kkkkk Começou agora! Kkkkkk

    1. Um áudio com a voz de Moro pedindo uma pizza? Ou ele criticando seu time preferido?
      Nasto, vc é um néscio.

  10. Moro vai sair desse episódio mais forte que fumo de Arapiraca. De modo que vai se credenciando a ganhar as eleições presidenciais já no primeiro turno… kkķkk.
    Pra desespero dos petralhas e da esquerda derrotada.

  11. Alguns " senadores " tentaram tirar o MOMEM do foco mais o cara é tranquilo. Não perdeu controle se saiu muito bem .

  12. Cortou as pernas dos ptralhas. Agora é esperar que os outros processos contra luladrao sejam julgados e almente um pouco mais os anos que nove dedos vai passar na prisão.

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Economia

Banco Central mantém juros básicos no menor nível da história; entidades repercutem

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu hoje (19), por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano. É a décima vez seguida que a taxa se mantém inalterada. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o BC só poderá reduzir a Selic após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A entidade cobrou engajamento do governo para mudanças na legislação que reduzam os gastos públicos.

“A decisão mostra a cautela do Banco Central em relação à tramitação da reforma da Previdência e aos possíveis impactos sobre as variáveis econômicas, como o câmbio, o déficit nas contas públicas e o investimento”, informou a CNI em comunicado.

Para a entidade, existe um ambiente favorável à redução dos juros porque a inflação continua abaixo da meta e porque a economia segue com crescimento baixo. “No plano doméstico, diminuíram as pressões sobre os preços e a inflação continua abaixo da meta, e as dificuldades de recuperação da atividade indicam que a economia crescerá menos de 1% neste ano. Além disso, o desemprego continua alto, o que compromete o consumo das famílias”, ressaltou a confederação.

De acordo com a CNI, no cenário internacional, a desaceleração da economia mundial estimula o corte de juros em países emergentes, como o Brasil, antes mesmo de o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, voltar a cortar as taxas. “A queda dos juros é fundamental para estimular os investimentos, o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico e a criação de empregos”, conclui o comunicado.

Firjan

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) se posicionou argumentando que havia condições para uma redução da taxa, com objetivo de estimular o quadro econômico. “A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação”, sustentou a entidade.

A Firjan reiterou, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência, com a inclusão de estados e municípios, “é condição fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e a retomada do crescimento sustentável. Sem isso, corremos o risco de voltar a conviver com um ambiente de baixo crescimento e inflação e juros altos”.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para o fim de julho.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

CNI: reforma da Previdência abrirá caminho para reduzir juros

O Banco Central (BC) só poderá reduzir os juros básicos da economia após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que cobrou engajamento do governo para mudanças na legislação que reduzam os gastos públicos.
Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, no menor nível da história. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para o fim de julho.

“A decisão mostra a cautela do Banco Central em relação à tramitação da reforma da Previdência e aos possíveis impactos sobre as variáveis econômicas, como o câmbio, o déficit nas contas públicas e o investimento”, informou a CNI em comunicado.

Para a entidade, existe um ambiente favorável à redução dos juros porque a inflação continua abaixo da meta e porque a economia segue com crescimento baixo. “No plano doméstico, diminuíram as pressões sobre os preços e a inflação continua abaixo da meta, e as dificuldades de recuperação da atividade indicam que a economia crescerá menos de 1% neste ano. Além disso, o desemprego continua alto, o que compromete o consumo das famílias”, ressaltou a confederação.

De acordo com a CNI, no cenário internacional, a desaceleração da economia mundial estimula o corte de juros em países emergentes, como o Brasil, antes mesmo de o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, voltar a cortar as taxas. “A queda dos juros é fundamental para estimular os investimentos, o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico e a criação de empregos”, conclui o comunicado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa CNI que estão falando é a presidida pelo tal Robson?
    Se é, não deveria estar emitindo opinião. Primeiro, teria que afastar toda a diretoria, comandada por um sujeito que já foi detido por desviar dinheiro fruto de propina.
    E o pior: embolsam verbas da entidade, dizem que vão se afastar e, logo depois, aparecem pousando de bacanas.
    Ô país desmantelado….

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Política

‘Legislativo não pode fazer o que fez’, diz Bolsonaro sobre mudança em MP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou nesta quarta (19) a decisão do Congresso de modificar medida provisória e manter no Ministério da Justiça a atribuição de demarcar terras indígenas no país.

Pela manhã, ele editou uma medida provisória que reverte decisão de maio do Legislativo e devolve a tarefa ao Ministério da Agricultura.

“O Legistativo não pode fazer o que fez”, disse Bolsonaro após evento da Aeronáutica em Guaratinguetá (SP). “A iniciativa de mudar [MP] é privativa nossa.”

“A questão de reserva indígena quem decide, na ponta da linha, sou eu. Sou eu quem assina o decreto demarcatório e eu não vou assinar nenhuma nova reserva indígena no Brasil.”

“Nós temos uma área maior que a região Sudeste —Rio, São Paulo e Minas Gerais— como terra indígena”, afirmou. “É uma pressão externa, de ONGs de fora do Brasil. E só tem reserva indígena praticamente em área rica, nós queremos integrar o índio à sociedade.”

Publicada no Diário Oficial, a nova MP, de número 886, assinada por Bolsonaro e pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), estabelece que constituem áreas de competência do Ministério da Agricultura a reforma agrária, a regularização fundiária de áreas rurais, a Amazônia Legal, as terras indígenas e as terras quilombolas.

Na sequência, o texto afirma que tais competências incluem “a identificação, o reconhecimento, a delimitação, a demarcação e a titulação das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos e das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas”.

Até o final do ano passado, 112 terras indígenas aguardavam estudos na Funai (Fundação Nacional do Índio) com o objetivo de demarcação e outras 42 já haviam sido identificadas e delimitadas, aguardando apenas a decisão do governo para sua demarcação —ou do Ministério da Justiça ou do Planalto.

Indígenas reivindicam outras cerca de 500 terras como de ocupação tradicional.

Na primeira medida provisória que editou no seu governo e que reestruturou a administração pública federal, em janeiro, Bolsonaro havia retirado a demarcação de terras indígenas da alçada da Funai e enviado para a pasta da Agricultura.

Foi a primeira vez na história moderna da política indigenista, desde a criação do antigo SPI (Serviço de Proteção ao Índio) em 1910, antecessor da Funai, que o serviço de demarcação foi retirado do órgão indigenista.

Com a nova MP desta quarta-feira, que também terá de ser avaliada por Câmara e Senado, Bolsonaro driblou a decisão do Congresso de maio, que fora comemorada como uma vitória por indígenas e pela Frente Parlamentar Indígena, coordenado pela deputada Joênia Wapichana (Rede-AP).

Pela votação de maio, a Funai, com todas as suas atribuições originais, havia voltado para a pasta da Justiça, hoje sob o comando do ministro Sergio Moro (Justiça). Ele já disse que não gostaria de ficar com a Funai sob seu comando, mas foi a decisão do Congresso.

Na época, a bancada ruralista no Parlamento chegou a emitir uma carta pública para dizer que iria reverter a decisão no plenário, mas acabou derrotada pelos parlamentares. Na semana passada, após pressão do agronegócio, o presidente da Funai, o general do Exército da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, anunciou sua saída do cargo.

Nesta manhã, Bolsonaro também decidiu transferir a articulação política da Casa Civil para a Secretaria de Governo, que será assumida pelo general Luiz Eduardo Ramos.

Passaram por mudanças Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral.

A Casa Civil, comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni, foi a que mais teve desmembramentos. Pela medida provisória, a pasta perde a função de fazer a análise jurídica de decretos e projetos de lei, o comando da imprensa nacional e a articulação com o Legislativo.

Questionado sobre a mudança, publicada no Diário Oficial, Bolsonaro disse que “a gente mexeu nos quadradinhos debaixo daqueles ministérios”, para que “que seja definida melhor a função de cada um”. “Nós queremos é cumprir o objetivo.”

Segundo comunicado oficial divulgado nesta quarta, Onyx Lorenzoni vai ficar encarregado da articulação política até o final da reforma da Previdência.

Folhapress

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Política

‘É coincidência’, diz presidente da CCJ sobre abuso de autoridade ser pautado após caso Moro

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), classificou como uma coincidência a Casa pautar um projeto que pune abuso de autoridade, além de criminalizar o caixa dois, após a divulgação das supostas mensagens entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol.

Durante audiência com Moro na CCJ, Simone Tebet afirmou que a proposta estava esperando relatório há mais de dois meses. “Foi debatido com o ministro, foi esclarecido que já se encontra há mais de 60 dias com o relator, que foi apenas uma coincidência e que na realidade traz no seu bojo várias sugestões do Ministério Público, da magistratura, alterando significativamente muitos artigos que foram aprovados na Câmara”, disse a presidente do colegiado após a audiência.

Moro pediu cautela aos senadores e afirmou que discutir a proposta precipitadamente pode resultar em retrocessos. A previsão é que a proposta seja votada na CCJ no próximo dia 26, mas há uma tentativa de levar o texto diretamente ao plenário. Simome Tebet afirmou que haveria um acordo nesse sentido, mas, ainda sem definição.

Ela afirmou que a CCJ ficou “satisfeita” com as informações dadas pelo ministro ao longo do dia, mas citou a possibilidade de o caso ainda se prolongar com fatos novos.

Estadão Conteúdo

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Cultura

Governo apresenta projeto do Parque da Fortaleza dos Reis Magos

O Governo do Estado apresentou nesta quarta-feira (19) o projeto para remodelar o entorno de uma das principais edificações históricas do Rio Grande do Norte. Batizado de Parque da Fortaleza dos Reis Magos, o projeto exposto busca dar um novo tratamento urbanístico e paisagístico na área da fortaleza, entregando um novo espaço urbano para os potiguares e um inédito atrativo turístico para o estado.

O plano foi feito pelo escritório do arquiteto potiguar Haroldo Maranhão, a pedido da Fundação José Augusto (FJA). “Este projeto aproveita todos os aspectos da beleza daquela área e não pode ficar perdido nas gavetas. O Governo está totalmente empenhado em transformar este sonho em realidade. Um povo que não cuida de sua cultura é um povo sem memória”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

O planejamento é de que a obra seja executada com R$ 19 milhões ainda disponíveis no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. “Este projeto não vai adiante sem parceria, por isso estamos aqui unidos Governo, prefeitura, Exército, Iphan, sociedade civil organizada e setor produtivo dando o primeiro passo”, completou Fátima.

A parceria é necessária pois a área envolvida no projeto não está sob responsabilidade do Governo do Estado, mas sim do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Exército e da Prefeitura do Natal. Apenas a gestão da fortaleza é feita pela Governo. Por isso, o a gestão estadual convocou para a apresentação do projeto o prefeito de Natal, Álvaro Dias, representantes do Exército, Rômulo Campos, superintendente da Secretaria de Patrimônio da União no RN (SPU-RN), e Márcio Granzotto, superintendente substituto do Iphan no RN.

O encontro serviu para o Governo iniciar o alinhamento com os entes sobre a possibilidade de intervenção na região. “Esse projeto merece nosso aplauso, assim como a iniciativa do Governo. Nosso turismo não pode depender só das belezas naturais, precisamos de outros atrativos. Vamos trabalhar em conjunto nessa ação, como já estamos em outras”, garantiu o prefeito Álvaro Dias.

A proposta de criação do parque inclui com a construção de um mirante para a Fortaleza dos Reis Magos, um pavilhão com o jardim de esculturas, quiosques de artesanato, centro de informações turísticas, posto policial e banheiros. A segunda etapa conta com a criação de ciclovias e passeios desde Ponta Negra até o Centro Histórico, conectando ainda com a Ribeira e a Cidade Alta, tendo a fortaleza e o parque como pontos centrais do percurso. Também está prevista a recuperação e o alargamento da passarela da fortaleza, além do local para eventos chamado Largo dos Potiguares e o Calçadão da Zila, em homenagem a poetisa Zila Mamede. “A nossa ideia é retomar a conexão que a cidade perdeu com toda aquela área, criando um grande circuito turístico e paisagístico, reabrindo a janela de Natal para o rio Potengi e dotando a fortaleza de infraestrutura digna de visitação e uso da população”, pontuou o arquiteto Haroldo Maranhão, que formatou o projeto em conjunto com a arquiteta Marcela Scheer e o arquiteto Jessé Góis.

A execução do projeto influencia diretamente na candidatura do forte como Patrimônio Mundial. O Governo deu início ao trabalho técnico para candidatar a fortaleza, em conjunto com o Iphan, como Patrimônio Histórico da Humanidade junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A formatação da proposta, que inclui uma série de aspectos técnicos, está sendo feita para que a edificação histórica seja inclusa como bem seriado do conjunto de fortificações do Brasil. “Ficamos muito felizes quando o Iphan nos comunicou que poderíamos resgatar a verba do PAC. A iniciativa do parque só reforça nossa candidatura”, destacou Crispiniano Neto, diretor-geral da FJA.

A iniciativa também foi bem saudada pelo presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Lima. O poeta, advogado e entusiasta na defesa da história potiguar destacou a importância envolvida no projeto do parque. “Essa ação é um resgate histórico fantástico da importância da fortaleza. Não se pode abandonar aquele monumento”, disse ele.

Além do projeto do parque, o estado está investindo, por meio do programa Governo Cidadão, cerca de R$ 3,9 milhões na recuperação da Fortaleza dos Reis Magos. A ação segue as orientações que norteiam os critérios de intervenção em prédios históricos, levando em conta a cautela necessária para assegurar a preservação histórica.

Opinião dos leitores

  1. Torcer para sair do papel e ver essa obra pronta ainda nessa gestão, sendo otimista ao extremo.

  2. Antes de pensar em um projeto e fantasiar um serviço desta dimensão, deveria pensar em resolver a situação criada pela negligência de alguns órgãos "fiscalizadores" para a obra de Restauro da Fortaleza dos Reis magos, a execução da Obra está sendo extremamente prejudicada e sem nenhuma atitude para solução.

  3. O projeto passou por concorrência?

    Teve licitação?

    Qual o critério para a contratação?

    1. Licitação para o PT é coisa ultrapassada, este projeto é uma "ação entre amigos".

  4. Outra obra que não sai do papel, o parque do Vale das cascatas que o diga. Daqui a pouco chega um besta se metendo de entendido e entra com um embargo alegando que ali é caminho de siris e marias farinhas.

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Política

Fernando Freire deixa a prisão e cumprirá resto da pena em casa

O ex-governador Fernando Freire, após cumprir quatro anos de pena em regime fechado, conseguiu o direito de deixar a prisão para cumprir o resto da pena em casa no semi-aberto. A mudança de regime foi conseguida nesta quarta-feira (19).

Fernando cumpria uma pena total de 96 anos, mas hoje a pena foi reduzida para 12 anos o que permitiu que ele fosse para casa. Contudo, ele continuará sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e terá que permanecer em casa a noite.

O ex-governador estava cumprindo pena no Quartel do Comando-Geral da PM. A condenação envolve vários processos de peculato, que é quando o funcionário público se utiliza da sua função para desviar dinheiro público. A autorização para deixar a prisão foi assinada pelo juiz Henrique Baltazar.

Opinião dos leitores

  1. A despeito de qualquer coisa, Fernando Freire ao menos puxou cadeia. Muitos outros no máximo são exonerados. Realmente, era para ele ter passado mais tempo, mas para a justiça bostileira, esse político ficou preso até demais.

  2. Imagino que, a esta altura, uma quilométrica romaria formada por políticos, empresários, lobistas, marqueteiros e xeleléus deve estar se deslocando rumo à residência do ex-governador para prestar-lhe solidariedade.

  3. Esse homem já era pra tá solto.
    Não trás mais problemas pra ninguém, já pagou a pena.
    Dizem que está liso, e o homem liso é um cadáver ambulante.

  4. Uma pena de 96 anos é reduzida para 12 e agora o sujeito vai para casa! Que país é esse?

  5. Fernando Freire pagou sozinho por muitos, enquanto que outros políticos roubaram milhões na Lava Jato e estão soltos.Tomara que consiga refazer a sua vida foi muita injustiça.

    1. Foi muita injustiça mesmo, era pra passar os 96 anos preso.

  6. Enquanto isso Ubarana paga sozinha os desvios dos precatórios do TJ, BG procure saber a quantas andam os processos dos outros larápios.

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Política

Onyx fica na articulação política até fim da reforma da Previdência

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) vai ficar encarregado da articulação política do governo até o final da reforma da Previdência, informou a Secretaria de Governo em comunicado divulgado no início da noite desta quarta-feira (19).

Conforme medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta, a função foi transferida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para a Secretaria de Governo, que será assumida pelo general Luiz Eduardo Ramos.

Em nota, a Secretaria de Governo afirmou que a transferência das atividades que pertenciam à Casa Civil “se dará de forma paulatina”, até que Ramos “possa se inteirar de toda a pasta sob o seu comando.”

“Dessa forma, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, continuará à frente da articulação política do governo até o final do processo da Reforma da Previdência, em discussão na Câmara dos Deputados.”

Na última sexta (14), um dia depois de demitir o general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, Bolsonaro disse que seu governo pretendia “mudar as caixinhas” das atribuições de três dos quatro ministérios que estão no Palácio do Planalto.

Passaram por mudanças Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral. A Casa Civil foi a que mais teve desmembramentos. Pela medida provisória, a pasta perde a função de fazer a análise jurídica de decretos e projetos de lei, o comando da imprensa nacional e a articulação com o Legislativo.

A Secretaria-Geral, cujo titular é o general Floriano Peixoto, passa a ter sob seu comando a imprensa nacional (responsável pela publicação do Diário Oficial, por exemplo) e a SAJ (subchefia de Assuntos Jurídicos). O órgão, comandado por Jorge Francisco de Oliveira, é responsável por toda análise jurídica de atos assinados pelo presidente e tradicionalmente ficava vinculado à Casa Civil.

Onyx seguirá com as funções de coordenação ministerial e passará a comandar o PPI (programa de parcerias e investimentos), antes sob o guarda-chuva da Secretaria de Governo. O órgão é responsável por elaborar e acompanhar programas de infraestrutura e privatizações.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social), alvo de disputas no governo, seguirá sob o comando da pasta.

Anunciado na semana passada, Ramos só deve tomar posse em julho. Ele é general da ativa do Exército e seu desligamento da função para assumir o ministério requer algum tempo.

Em entrevista no Palácio do Planalto na terça (18), Bolsonaro elogiou Ramos dizendo que o general já tem vivência em Brasília e boa relação com a imprensa e com o Legislativo. Embora hoje ele esteja em São Paulo, no comando do Sudeste do Exército, o ministro já exerceu a função de assessor parlamentar.

Desde o início do governo, deputados e senadores se queixavam do tratamento dado por Onyx às bancadas e aos partidos. A relação entre o Legislativo e o Executivo é vista como frágil e, na terça, o Senado impôs nova derrota ao Planalto ao derrubar decreto de Bolsonaro que flexibiliza porte e posse de armas. O assunto ainda precisa ser analisado pela Câmara.

Folhapress

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Cidades

Marinha emite aviso de mau tempo entre os dias 21 e 22 de junho

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), emitiu uma aviso de mau tempo informando que ventos fortes de até 60 km/h (direção Leste-Sudeste) atingirão o litoral do Rio Grande do Norte, ao norte de Touros (RN). O aviso se extende até o litoral do Maranhão até São Luis (MA) e é válido entre o dia 21 à noite e o dia 22 também à noite.

A Capitania dos Portos recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem a navegação e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e mais itens de segurança.

Outras informações sobre as previsões meteorológicas poderão ser obtidas no site do Centro de Hidrografia da Marinha: www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm

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Política

Moro: “Não tenho apego ao cargo, se houver irregularidades, eu saio”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durou pouco mais de oito horas a reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado com a participação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para falar sobre notícias publicadas pelo site The Intercept, que revelaram supostas trocas de mensagens atribuídas a Moro e a membros da força-tarefa da Lava Jato, na época em que o ministro atuava como juiz da operação Lava Jato, em Curitiba.

Ao responder os questionamentos dos parlamentares, Moro disse várias vezes que não se recordava das mensagens e colocou em dúvida a autenticidade delas. Ele disse ainda não ter apego ao cargo e que se que houver qualquer irregularidade comprovada, ele deixará o cargo.

“Estou absolutamente tranquilo quanto a isso, mas, se é esse o problema, então o site apresente tudo. Aí a sociedade vai poder ver, de pronto, se houve alguma incorreção da minha parte. Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. [O site que] Apresente tudo. Vamos submeter isso, então, ao escrutínio público. E, se houver ali irregularidade da minha parte, eu saio”, disse Moro.

Segundo o site The Intercept Brasil, as mensagens foram trocadas entre 2015 e 2018 e obtidas a partir da invasão de aparelhos dos procuradores por hackers ainda não identificados. Ao falar da troca de mensagens, o ministro disse que as conversas entre juízes, promotores, advogados e poiliciais são corriqueiras e que sempre atuou de forma imparcial.

“No sistema brasileiro, o juiz atua já na fase de investigação, autorizando diligências requeridas pela polícia ou pelo Ministério Público. Depois, [este mesmo juiz] atua na fase da ação penal, autorizando novas diligências [requeridas] não só pela polícia ou pelo Ministério Público, mas também pela defesa”, afirmou Moro

Mais de 40 senadores se increveram para interpelar o ministro. Questionado sobre a possibilidade de, caso os arquivos de mensagens ainda estarem disponíveis, abrir acesso a eles, Moro disse que teria de avaliar a possibilidade. Ele disse que saiu do aplicativo Telegram no ano passado e acredita que elas já tenham sido apagadas.

“A informação que eu tenho é que uma vez saindo do Telegram ou apagando as mensagens, elas são apagadas das nuvens [local de armazenamento de dados remoto]. Ter-se-ia que ver isso. Não sou especialista técnico. O Telegram não tem representação legal no Brasil”, disse.

Ministério

O ministro disse que aceitou o convite para ocupar um posto no governo federal em novembro de 2018, com o propósito de consolidar o trabalho que vinha sendo realizado pela força-tarefa da Lava Jato, que apura casos de corrupção.

“Eu vi no convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública uma oportunidade para consolidar estes avanços anticorrupção e avançar no combate ao crime organizado e à criminalidade violenta. Foi por isto que aceitei ser ministro e é isto que estou fazendo”, afirmou Moro, garantindo jamais ter atuado “em conluio” com os procuradores.

STF

Moro também falou sobre uma possível indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que as afirmações de que haveria um acordo entre ele e o presidente Bolsonaro para que fosse indicado a uma vaga no Supremo Tribunal são “fantasiosas”. Na comissão, o ministro disse que só conheceu Bolsonaro após o resultado das eleições presidenciais de 2018 e que não havia imposto nenhuma condição ou recebido convite do presidente a respeito de uma vaga no STF.

“Todas as especulações de que eu teria sido convidado lá atrás pelo presidente Jair Bolsonaro, que proferi a sentença pensando em vaga no STF… Eu não conhecia o presidente Bolsonaro”, disse Moro. “Essa história de vaga no Supremo é uma fantasia, o que me parece é que ele [o presidente] se sente ou sentiu com uma espécie de compromisso, mas essa é uma questão que não existe. Não sei se ele vai oferecer, se eu vou aceitar, isso é uma questão que não está posta”, acrescentou.

Pacote anticrime

O ministro disse esperar que a polêmica em torno da divulgação das notícias do The Intercept não atrapalhe o ritmo de análise do pacote anticrime que o governo federal enviou ao Congresso Nacional.

“Precisamos trabalhar juntos, Poder Executivo e Congresso Nacional. Temos aqui este pacote anticrime, que tem medidas importantes que podem ser aprimoradas e, eventualmente, alteradas, o que faz parte do processo legislativo, mas espero que toda essa confusão não impacte na discussão do projeto”, disse Moro

O ministro também defendeu a aprovação do projeto que prevê o fim do foro privilegiado para diversas autoridades. Se aprovada, a medida deve retirar a prerrogativa de foro para cerca de 55 mil autoridades no país. “Acho que ninguém é a favor de abuso de autoridade. Eu não sou mais juiz, não sou mais afetado por esse projeto e posso falar com tranquilidade disso. Meu apoio para esse projeto é 100%. Sempre fui contra o foro, continuo sendo contra o foro pribvilegiado e não faço questão”, disse.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. ORA, O JUIZ TEM O CELULAR INVADIDO POR BANDIDOS (HACKER) E ELE É QUE TEM QUE PEDIR DEMISSSÃO? POR QUE? FEZ O JUIZ ALGUMA COISA ERRADA? ELE DIALOGOU COM SEUS COLABORADORES O QUE TINHA DE FALAR DOS PROCESSOS OK. QUEM DEVE SE CUIDAR É QUE INVADIU O TELEGRAM, OU SEJA O HACKER. SE FOSSE NUMA PAÍS SÉRIO OS INVASORES JÁ ESTAVAM PRESOS E AUTUADOS.

    1. Passaram vergonha foram os acusadores, ontem no senado Moro mostrou os resultados da lava jato, onde suas ações sem seletividade, pegou vários ladrões de vários partidos, pegou mega empresários selecionados pelos petralhas para receber recursos públicos irregulares, pra completar uma senadora mostrou que a legislação brasileira, prevê a cooperação dos agentes de estado, pra defender o estado de corrupção, violência… nisso o entendimento entre juíz, MP e polícia se faz necessário para alcançar os objetivos de defender o estados de ladrões e fraudadores, e é totalmente amparado pela legislação, diferente da legislação Anglo saxônica, que não prevê tal cooperação. Ainda mais se não fosse, as conversas teriam que ser periciadas, o que se torna impossível, já que como foram conseguidas clandestinamente, podem ter sido adulterada, onde retirada e colocação palavras, de textos, contextos podem ter ocorrida, pra causar o sensacionalismo e desmontar todo o legado da lava jato, que foi recuperar os bilhões roubados do povo e colocar esses ladrões na cadeia.

    2. Marcão não tem nada contra MORO, não tem do que ele se defender, nenhum processo Ta??
      O que tem é uma campanha pra querer incriminar- lo a todo custo e não vão conseguir.
      Estão procurando chifre em cabeça de cavalo. Kkkķk
      Outra coisa estão querendo a todo custo soltar o bandido chefe, também não vão conseguir, tá todo o judiciário assistindo essa presepada e vendo, que cada vez mais fica difícil soltar o bandido chefe de quadrilha.
      Se o Lula tivesse juízo, trocava de advogado, esse não dá uma dentro.lkkkk

    1. Dá-lhe Moro! Esses vermes senadores só sabem lidar com quadrilheiros, quebraram a cara diante do nosso futuro presidente…

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Diversos

Oratórios: Exposição é elogiada por sacerdotes e já soma mais de mil visitantes

Iniciativa inédita que marca sua estreia dentro do programa oficial do São João 2019, a Exposição de Oratórios, promovida pela Prefeitura do Assú por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e que acontece até o dia 24 deste mês no interior do Cine Teatro Pedro Amorim, mereceu o aplauso dos padres Crisanto Borges e Ítalo Nogueira, respectivamente, atual e próximo administrador da Paróquia de São João Batista.

Ambos estiveram no ato de lançamento da exposição, no último sábado (15) e publicamente enaltecerem a realização, frisando que engrandece ainda mais a importância da festa do padroeiro.

A mostra é aberta à visitação de 9h às 12h; e, de 19h às 22h30.

Objetos com imagens sacras e que se constituem numa forma de expressão da religiosidade do povo cristão, os tradicionais oratórios estão sendo num dos destaques da programação cultural do São João 2019.

O diretor executivo do Cine Teatro, Marcos Henrique, declarou que até a noite desta terça-feira (18) mais de mil pessoas já haviam visitado a exposição oficialmente.

“São dados oficiais e que levam em conta as assinaturas do livro de presença localizado na entrada do Cine Teatro”, explicou, citando que muitas pessoas vão ao local, mas não registram o comparecimento.

A exposição conta com 23 oratórios de famílias católicas da cidade e algumas peças que vieram de outras regiões especialmente para tal ocasião.

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Judiciário

Procuradores da Lava Jato dizem que mensagens no Telegram foram excluídas

A força-tarefa da Lava Jato no Paraná divulgou uma nota nesta quarta-feira (19) afirmando que os procuradores da operação desativaram suas contas no aplicativo Telegram em seus celulares após ataques de hackers a partir de abril deste ano.

Foi nesse aplicativo que aconteceram as trocas de mensagens em grupos de procuradores e do coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, com o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça. Os indícios de colaboração, revelados pelo site The Intercept Brasil, do à época juiz com a acusação provocaram uma crise de credibilidade na Operação Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, desde abril os integrantes da força-tarefa têm constatado ataques às suas contas no Telegram, “inclusive com sequestro de identidade virtual”.

“Tendo em vista a continuidade, nos dias subsequentes, das invasões criminosas e o risco à segurança pessoal e de comprometimento de investigações em curso, os procuradores descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo Telegram nos celulares, com a exclusão do histórico de mensagens tanto no celular como na nuvem”, disseram os procuradores em nota.

Ainda de acordo com o MPF, os procuradores, antes que a invasão dos aparelhos tivesse sido noticiada, avisaram a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, que orientou a troca de aparelhos e dos números de telefone funcionais.

A força-tarefa diz ter reativado as contas no Telegram para evitar “sequestros de identidade virtual”, mas lembra que isso não resgata o histórico de conversas excluídas.

Após a revelação dos diálogos com o ex-juiz Moro, no último dia 9, o grupo de procuradores modificou o tom sobre as mensagens atribuídas a eles pelo The Intercept Brasil.

Inicialmente, o teor das conversas reveladas foi defendido. Depois, a força-tarefa passou a priorizar declarações sobre a eventual falsificação de mensagens. Uma das notas posteriores afirmou que “novos ataques” a celulares “confirmam a possibilidade de hacker fabricar diálogos usando perfis de autoridades”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Agora é de lascar!! O cidadão é hackeado e tem que entregar o celular pra provar que o criminoso roubou as mensagens mesmo. ????

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Política

‘Vão quebrar a cara. Pode procurar outro alvo’, diz Bolsonaro sobre denúncias de site contra Moro

Foto: Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu nesta quarta-feira (19) em Guaratinguetá (SP) o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

“Vão quebrar a cara. Pode procurar outro alvo, esse já era. Sérgio Moro é nosso patrimônio”, disse ele, após participar de uma formatura de militares.

Bolsonaro havia sido perguntado por jornalistas se demitiria Moro caso alguma denúncia de irregularidade grave surgisse. Era uma referência às mensagens divulgadas pelo site The Intercept nos últimos 10 dias. Os diálogos teriam ocorrido por meio do aplicativo de mensagens Telegram na época em que o ministro era o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná. O site tem divulgado mensagens que sugerem que Moro orientou a atuação de integrantes da força-tarefa da Lava Jato.

“Não vi nada de grave ali [nas mensagens]”, disse o presidente. “Não posso me casar pensando em me separar um dia, né? Eu me caso pra ficar até que a morte nos separe. Não vi nada de anormal até agora.”
O presidente disse que o caso é “uma grande trama”. “Atacam quem está ao meu lado para tentar me atingir.” Moro foi ao Senado nesta quarta e disse que não têm nada a esconder sobre as conversas atribuídas a ele e a procuradores da Lava Jato e que não tem nenhum apego pelo cargo de ministro.

G1

Opinião dos leitores

  1. Já quebraram kķkkkkkkk agora vão enfiar pêido num cordão cambada de incompetentes.
    Kkkkkkkkkkkk

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Cultura

Rubens Ewald Filho morre em SP aos 74 anos

Foto: Gustavo Magnusson
O jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho morreu nesta quarta-feira (19) em São Paulo aos 74 anos. Considerado um dos maiores especialistas em cinema, Rubens Ewald Filho estava internado estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano, em Higienópolis, na região Central de São Paulo.

Ewald Filho foi internado no dia 23 de maio após sofrer um desmaio seguido de uma queda de escada rolante. Ele passou por um tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda, mas não resistiu.

Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho assistiu a mais de 37 mil filmes. Ele fez trabalhos como roteirista de novelas como “Éramos Seis”, “Drácula, Uma História de Amor” e “Iaiá Garcia”, além de “Gina”, da TV Globo, entre outras. Também como ator teve participações em filmes como “Independência ou Morte” e “Amor Estranho Amor”.

Ele foi grande responsável por popularizar o papel de crítico, ao falar de maneira mais técnica sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, SBT, Record e Cultura.

Na TV por assinatura, comentou filmes na HBO, Telecine e TNT, sua emissora mais recente. No canal, participava da transmissão das maiores premiações, incluindo o Oscar.

Além da crítica, escreveu livros como “Dicionário de cineastas” e atuou como consultor em projetos como o Pólo de Cinema de Paulínia (SP), entre outros.

Rubens escreveu os roteiros de “A árvore dos sexos” (1977) e “Elas são do baralho” (1977), filmes dirigidos por Abreu.

Todo seu conhecimento sobre cinema Rubens Ewald Filho deixou registrado também em livros como “Dicionário de Cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho”, “Os 100 Maiores Cineastas”, “O Oscar e eu” e “Os 100 Melhores Filmes do Século 20”.

Opinião dos leitores

  1. Foi desde sempre o único crítico de cinema de renome nacional com condições de se fazer ouvir e ser levado a sério.

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