Diversos

Projeto que promete viagem só de ida para Marte atrai 200 mil candidatos; brasileiros entre os mais interessados

2013-599031078-20130322073702506rts.jpg_20130322Muitas pessoas cultivam o sonho de morar em outro planeta. Em Marte, especificamente, são 202.586. Este é o número de candidatos que, nos últimos cinco meses, mandaram vídeos e e-mails para o Projeto Mars One, capitaneado pelo engenheiro holandês Bas Landscorp. Ele admite que ainda não tem toda a tecnologia necessária para mandar 24 selecionados para o planeta vizinho — e muito menos para retirá-los dali. Ainda assim, é grande o fascínio exercido pelo ambiente inóspito, frio, seco e de radiação na superfície.

O tíquete para Marte não é barato. Estima-se que o custo para envio dos primeiros colonos chegue a US$ 6 bilhões. Para bancá-lo, o Mars One passará os próximos dois anos afunilando sua lista de candidatos. Da peneira sairão seis equipes, cada uma composta por quatro pessoas, que se enfrentarão em um reality show (um dos coordenadores do projeto é co-criador do Big Brother), com transmissão prevista para dezenas de países. O quarteto vencedor será o primeiro levado ao espaço, e sua missão também será acompanhada pelo espectadores. A audiência do programa e a cooperação da iniciativa privada bancariam o envio das naves.

— O local da disputa ainda não foi definido, mas provavelmente será um ambiente inóspito e de temperatura baixa, o mais próximo possível do que sabemos de Marte — revela Thais Russomano, coordenadora do Laboratório de Microgravidade da PUC-RS e consultora do Mars One. — Não sabemos por quanto tempo o treinamento será transmitido, mas sua duração é de dez anos. Os tripulantes terão de adquirir o maior conhecimento técnico possível para sobreviverem em um planeta que tem apenas um terço da gravidade terrestre, sem um invólucro gasoso que sirva como proteção para as radiações solares e com a água congelada no solo. Se não souberem perfurá-lo, não serão autossuficientes.

A diminuição da gravidade causará alterações em todo o organismo, como a perda de cálcio dos ossos e a troca gasosa entre o sangue e o ar presente nos pulmões. A exposição recorde à radiação solar será outro desafio.

Além de acompanhar as aulas de sobrevivência em Marte, o programa televisivo, como todo reality show que se preze, vai explorar o perfil psicológico de seus participantes. Entre as características fundamentais para quem quiser entrar na expedição estão a capacidade de liderança, dedicação e — considerando que a viagem não tem volta — desprendimento.

Dono de uma pousada em Nova Friburgo, João Carlos Leal, de 52 anos, garante que cumpre as exigências. Seu interesse pelo espaço começou aos 8 anos, quando viu a decolagem da primeira missão Apollo. Colecionador de filmes de ficção científica, ele considera que sua idade é um trunfo.

— Terei 62 anos quando lançarem a primeira nave, mas muitos homens da minha família vivem bem até quase os 80 — avalia. — Posso, então, contribuir muito com a equipe. Mais de metade dos inscritos têm menos de 30 anos. Essas pessoas ainda têm muito o que fazer por aqui. Já vivi muita coisa na Terra, seria bom experimentar algo diferente. São sete meses de viagem até Marte e o resto da vida no planeta. Uma pessoa madura pode se adaptar melhor ao confinamento do que um jovem, que logo ficaria depressivo.

Leal precisou de muita conversa para explicar à família por que havia se inscrito no projeto.

— Algumas pessoas não sabiam se deviam me dar parabéns ou os pêsames — brinca. — Afinal, é uma morte em vida. Mas terei muito tempo para curtir meus filhos. O caçula tem 12 anos. Quando for embora, ele terá quase 23. Estará na faculdade e interessado em outras coisas.

O Brasil teve 10.289 inscritos no projeto — Leal está entre os 79 compatriotas cujo perfil já foi publicado no site do Mars One. O país é o quarto entre aqueles com maior número de candidatos. O ranking é liderado por EUA, Índia e China. Ao todo, 140 nações têm pessoas inscritas no projeto.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. acho um absurdo isso nao passa de uma jogada de marketing onde sera possivel viver em outro planeta, que noticia sem noção ridiculo

  2. Já é hora de mandar a parte do movimento dissidente do MST. Como consolo, criariam o MSM, ou seja, o "Movimento dos Sem Marte". Acho que seria uma boa idéia. Só assim, o Brasil se livraria de uma leva de desocupados, que por falta do que fazer, vivem de tumultuar e prejudicar a vida dos outros.

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Política

Zenaide garante R$ 2,5 milhões e inaugura nova escola em São Gonçalo

Foto: Divulgação

Com recursos destinados pela senadora Dra. Zenaide Maia, foi inaugurada nesta quinta-feira (18) a Escola Municipal Maurício Fernandes de Oliveira, no Conjunto Regomoleiro III, em São Gonçalo do Amarante.

A parlamentar destinou R$ 2,5 milhões para a obra. A Prefeitura entrou com contrapartida de R$ 721,7 mil. A unidade conta com oito salas de aula, biblioteca, pátio coberto e estrutura acessível para pessoas com deficiência.

“Educação não é gasto. É investimento. Somente a educação previne a violência e reduz as desigualdades sociais. Isso é vontade política do gestor e desta senadora, o que permitiu que esse sonho se realizasse”, afirmou Zenaide.

O prefeito Jaime Calado destacou a parceria que viabilizou a obra. “A senadora mandou esse dinheiro, que foi fundamental. A Prefeitura cedeu o terreno e entrou com contrapartida. Mas o principal é que tudo isso fica para a comunidade. Esse trabalho da gente, da senadora, fica para vocês. Quem recebe a confiança do povo não pode retribuir só com palavras. Tem que ser assim, com muito trabalho”, disse.

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Política

Jaques Wagner rebate acusações e crava: “minha candidatura está absolutamente mantida”

Foto: Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT) se pronunciou na tarde desta quinta-feira (18), após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Ao comentar os US$ 55 mil e 33 mil euros – o equivalente a cerca de R$ 471 mil em valores atuais – encontrados em endereços ligados a ele, o parlamentar afirmou que os recursos têm origem em diárias recebidas durante sua atuação no Congresso e em valores adquiridos para viagens ao exterior.

“Estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém do Master. Estou absolutamente à vontade”, declarou em entrevista à BandNews TV.

Wagner também minimizou sua relação com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo ele, os dois se encontraram apenas duas vezes. Em uma dessas ocasiões, afirmou ter apresentado ao banqueiro o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

A investigação da Polícia Federal aponta suspeitas de que o senador tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos que somariam R$ 3,5 milhões, supostamente repassados pelo Banco Master por meio de uma empresa ligada a um familiar. De acordo com os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas no contexto das fraudes apuradas na Operação Compliance Zero.

Ao rebater as acusações, Wagner afirmou que o imóvel citado é um apartamento ainda em construção, cuja aquisição negociava para sua filha. O senador também confirmou que teve celulares apreendidos durante a operação.

Questionado sobre os impactos políticos da investigação, Wagner revelou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o assunto não envolveu uma eventual saída da liderança do governo no Senado. De acordo com o parlamentar, Lula manifestou solidariedade diante da situação.

“Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para me retirar. Não acho que ele faça isso, mas, se fizer, é um direito dele”, afirmou, ao salientar também que sua pré-candidatura ao Senado está mantida.

“Em relação à minha candidatura, está absolutamente mantida. Estou muito seguro de tudo que fiz”, ressaltou.

Correio 24h

 

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Geral

Política é acusada de desviar R$ 41 mil para pagar mãe de santo por ‘amarração amorosa’

Foto: Reprodução

A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, está afastada do cargo desde agosto e pode enfrentar consequências mais severas caso seja condenada pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Uma eventual sentença desfavorável pode resultar na perda definitiva do mandato, na devolução de recursos públicos e até em pena de prisão.

Juliana foi denunciada pelo MP-SP sob suspeita de utilizar verba pública para contratar uma mãe de santo com a finalidade de realizar um ritual de amarração amorosa. A defesa da vice-prefeita não comentou a acusação, segundo reportagem do G1.

Além dela, também foram denunciados Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos, que prestava serviços à prefeitura.

Segundo a denúncia, os três teriam integrado uma associação criminosa entre 2021 e 2024 para fraudar licitações da área da Saúde em Ribeira. O Ministério Público aponta irregularidades em contratos, emissão de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.

De acordo com a promotoria, Juliana teria desviado R$ 41,2 mil para custear o suposto ritual, com o objetivo de afastar Lauro da esposa e iniciar um relacionamento com ele. O pagamento à mãe de santo teria sido realizado por intermédio da empresa W.F. Da Silva Treinamentos.

Em razão das suspeitas, a Justiça determinou a suspensão dos contratos relacionados aos pregões investigados. A mãe de santo envolvida no caso, conhecida como Mentora Samantha, afirmou ter sofrido prejuízo superior a R$ 300 mil.

“O valor do trabalho ficou R$ 380 mil. Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, declarou.

Correio 24h

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Política

Única parlamentar do RN, Carla Dickson participa de homenagem nacional aos 122 anos da Assembleia de Deus no Brasil

Foto: Divulgação

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) participou, nesta quarta-feira (17), no Congresso Nacional, da solenidade festiva em homenagem aos 122 anos Evangélica Assembleia de Deus no Brasil. O evento reuniu pastores, lideranças evangélicas e parlamentares, para celebrar a trajetória da igreja, reconhecida pelo trabalho de evangelização, assistência social e fortalecimento da fé cristã no país. A celebração faz referência à fundação da Assembleia, em 18 de junho de 1911, em Belém (PA), pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren.

Carla Dickson foi a única representante da bancada federal do Rio Grande do Norte presente na solenidade, reforçando sua proximidade com o segmento evangélico e seu compromisso com a defesa da liberdade religiosa e dos valores cristãos.

“Foi uma honra representar meu Estado nesse momento tão significativo para milhões de brasileiros. A Assembleia de Deus tem uma história centenária de evangelização, acolhimento e transformação social, levando esperança às famílias e desenvolvendo um trabalho que ultrapassa os templos e chega nas comunidades em todo o país”, destacou a parlamentar.

A solenidade também prestou homenagem ao pastor-presidente das Assembleias de Deus no Brasil, Wellington da Costa Júnior, em reconhecimento à liderança e à contribuição para o fortalecimento da obra pentecostal no país. O evento marcou a celebração da história, expansão e relevância social da igreja, considerada uma das maiores denominações evangélicas do Brasil e do mundo.

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Mundo

CENSURA ILEGAL: Rumble e Trump Media pedem julgamento de Moraes à revelia nos EUA

Foto: Rosinei Coutinho

As empresas Rumble e Trump Media, esta última ligada ao presidente americano Donald Trump, pediram à Justiça Federal da Flórida que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), seja julgado à revelia no processo movido contra ele nos Estados Unidos.

Em petição apresentada nesta quinta-feira (18), as empresas afirmam que Moraes foi citado por meio de um procedimento autorizado pela própria Justiça americana e tinha até o dia 15 de junho para se manifestar. Segundo os autores da ação, o ministro não apresentou resposta, não pediu prorrogação do prazo e tampouco constituiu defesa no processo.

A Rumble e a Trump Media sustentam que tentaram notificar Moraes por meses pelos canais previstos na Convenção da Haia e não obtiveram sucesso.

Diante disso, a Justiça da Flórida autorizou a citação de Moraes por e-mail.

De acordo com a petição, os documentos foram enviados a dois endereços eletrônicos vinculados ao STF, e houve confirmação de entrega em um deles.

Caso a Justiça dos EUA acolha o requerimento, o processo seguirá para uma nova etapa, em que a Rumble e a Trump Media poderão tentar obter uma decisão favorável mesmo sem uma manifestação de Moraes sobre o mérito das acusações.

Em publicação nas redes sociais, o advogado das empresas, Martin De Luca, declarou que a ação poderá definir até que ponto decisões de autoridades estrangeiras podem produzir efeitos sobre plataformas, conteúdos e usuários localizados nos Estados Unidos.

Entenda o caso

Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprimento de ordens judiciais.

Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para funcionamento da Truth Social.

Como mostrou a CNN Brasil, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu, na segunda-feira (15), que a Justiça dos Estados Unidos suspenda a ação movida contra Moraes.

Para a AGU, as decisões questionadas pelas empresas foram proferidas pelo ministro no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal e, por isso, estão protegidas pela imunidade de jurisdição, não podendo ser submetidas à análise de um tribunal estrangeiro.

CNN

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Geral

Após receber alta, Cabo Deyvison diz ter tenho plena confiança de que a verdade será esclarecida

Foto: Divulgação

O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL-RN) informou nesta quinta-feira, 18, que recebeu alta hospitalar depois de ser alvo de um atentado. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar agradeceu as mensagens de apoio recebidas durante o período de internação e afirmou que pretende retomar as atividades em breve.

“Gratidão a Deus por ter me dado mais uma oportunidade de continuar minha missão”, escreveu.

Deyvison também agradeceu aos familiares, amigos, profissionais de saúde e agentes das forças de segurança que atuam na investigação do caso. Segundo ele, a apuração segue avançando.

“As investigações seguem avançando e tenho plena confiança de que a verdade será esclarecida”, afirmou.

O vereador fez ainda uma homenagem ao assessor, que morreu durante o atentado. “Um amigo, um irmão, que perdeu a vida e cuja memória continuará viva entre todos nós”, declarou.

ATENTADO

O atentado ocorreu na noite da última segunda-feira 15, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Dyego filmava uma transmissão ao vivo quando criminosos passaram pelo local em um veículo e efetuaram diversos disparos. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Já Cabo Deyvison foi atingido nas pernas e encaminhado inicialmente à UPA. Depois, foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. De acordo com sua equipe, o estado de saúde é estável.

Durante a manifestação, o vereador agradeceu as mensagens de apoio recebidas e elogiou a atuação dos profissionais de saúde que atenderam as vítimas. Ele destacou os servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia e afirmou que os profissionais mantiveram o equilíbrio para prestar socorro “naquele cenário horrível de terror”.

A Polícia Civil potiguar informou que o vereador era o alvo do atentado. As investigações apuram se o crime tem relação com denúncias feitas por Deyvison sobre a atuação de facções criminosas na cidade de Mossoró. Depois do ataque, os policiais localizaram o carro suspeito abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros.

No local do crime, os investigadores recolheram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. O delegado responsável pelo caso, Renato Oliveira, classificou o atentado como “bárbaro” e afirmou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que estavam na unidade.

 

Com informações da Revista Oeste

 

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Geral

Flávio cobra CPMI do Banco Master após operação da PF contra Jacques Wagner: “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder”

Foto: reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master após a Polícia Federal deflagrar uma operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu Flávio em publicação nas redes sociais.

Durante um evento em São Paulo, o senador também comentou a operação e afirmou que “o PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal”.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, também é alvo da operação. Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), há indícios de que o parlamentar possa ter recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente.

Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu cerca de US$ 49 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 248 mil, em um endereço ligado ao senador em Brasília.

A defesa de Augusto Lima negou irregularidades e afirmou que as medidas adotadas pela PF ajudarão a comprovar a legalidade dos fatos investigados. A defesa de Jaques Wagner ainda não havia se manifestado até a última atualização.

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Política

“Minha relação com Vorcaro é praticamente zero”, diz Jaques Wagner

Foto: Divulgação/PT

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse, nesta quinta-feira (18/6), que sua relação com Daniel Vorcaro é “praticamente zero”. Depois de ter sido alvo de nova fase da operação Compliance Zero, o senador baiano voltou a dizer que esteve com o dono do Banco Master apenas duas vezes e centralizou o contato com Augusto Lima, também alvo da PF.

Mais cedo, o senador foi alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador e em Brasília. Durante a operação, os agentes apreenderam US$ 55 mil e 33 mil euros. Segundo a corporação, Jaques Wagner atuou a favor dos interesses do Banco Master no Senado e, em troca, teria recebido propina, incluindo um apartamento de luxo.

“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credcesta, o Augusto Lima comprou a rede de supermercados junto com um fundo espanhol. Depois, ele procurou um banco para ter fluxo de caixa e empréstimos. É ali que entra o Banco Máxima e depois o Master”, disse.

O petista disse que esteve com o dono do Master apenas duas vezes, sempre tendo como intermediário Augusto Lima, ex-sócio do Master e quem Jaques se referiu como “Guga”. Em um desses encontros, inclusive, disse que apresentou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, antes dele ir para o Ministério da Justiça.

“Estive com ele duas vezes, na primeira veio se apresentar como sócio do Augusto Lima, e uma segunda vez quando o Augusto me pediu indicação queria elevar o nível do banco e queria uma indicação jurídica”, declarou.

Metrópoles

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Política

TÁ FEIO: Deputado do PT defende que Jaques Wagner deixe liderança do governo

Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defendeu nesta 5ª feira (18.jun.2026) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe a liderança do governo no Senado. A declaração se deu depois de Wagner ser alvo da Polícia Federal na operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.

Ao Poder360, Correia afirmou que a declaração não indica movimento dos congressistas, mas uma posição individual dele. Em entrevista à BandNews, Jaques Wagner afirmou que falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois das investigações e que ele não mencionou sua saída do posto. Wagner disse não ter intenção de deixar a liderança.

Segundo Correia, Wagner deve se afastar do posto “para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”. “O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente”, escreveu Correia nas redes sociais.

O deputado relacionou as investigações à gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Essas novas informações não mudam a gênese do escândalo do Banco Master, que é o BOLSOMASTER! Foi Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro para o Banco Central, que autorizou o Banco Master a funcionar, em 2019”, declarou.

Segundo Correia, o Banco Central recebeu alertas e omitiu-se diante de irregularidades sob a gestão de Campos Neto, o que, segundo ele, permitiu perdas no crédito consignado. O deputado afirmou ainda que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tentou usar o BRB (Banco de Brasília) para socorrer a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

 

Poder 360

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Geral

Jaques Wagner diz que falou com Lula e segue na liderança do governo no Senado: ‘Acho que não vai me tirar’

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quinta-feira que vai continuar no cargo de líder do governo no Senado até decisão contrária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar disse que Lula falou com ele hoje para prestar solidariedade após o senador ser alvo de operação da Polícia Federal.

Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão que investigam suspeitas de que ele teria recebido dinheiro para favorecer os interesses do banco Master.

– Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça que eu me retire. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema – disse em entrevista à BandNews.

O petista também disse que vai manter a candidatura à reeleição ao Senado.

Mais cedo nesta quinta-feira, Wagner foi alvo de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero.

A PF apontou que Jaques Wagner foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.

O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na Operação de hoje.

A PF identificou uma mensagem em que o petista envia a Lima detalhes sobre um apartamento que ele estaria interessado em adquirir em Salvador. “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões”, escreveu ele. A mensagem é datada de novembro de 2024.

Na entrevista, Wagner disse que não recebeu dinheiro do Master.

– Nunca recebi de dinheiro de ninguém, muito menos do Master e do Augusto Lima

Ele também negou qualquer irregularidade na aquisição do apartamento:

– Sobre o apartamento, na verdade é um apartamento que está em construção. Eu tinha interesse em dar um apartamento, ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, disse a ele: “pode comprar? Depois eu vou recomprar”.

Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master – como ele mesmo chamou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira em fevereiro deste ano.

Em sinais de atuação a favor do Master, a PF citou que o senador do PT também teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo Bando de Brasília (BRB) e no Senado pela aprovação de outra emenda, conhecida como “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP) e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

Wagner está na liderança do governo no Senado durante todo o terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Nas gestões petistas passadas ele acumulou funções importantes no governo federal, como os ministérios da Casa Civil, Defesa e Relações Institucionais.

O Globo

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