Judiciário

Promotores querem fixar data para prender Lula ‘com força policial’

mi_15297370480196721Os promotores de Justiça que acusam Lula por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no caso tríplex querem autorização judicial – se for decretada a prisão preventiva do ex-presidente e de outros seis investigados -, para ‘fixar a data para a respectiva execução e cumprimento dos mandados’.

O pedido de prisão será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4. Vara Criminal da Capital.

“Em caso de deferimento, que os mandados sejam entregues em mãos a um dos promotores de Justiça subscritores da denúncia, a fim de que sejam posteriormente cumpridos na forma a ser estabelecida pelo Ministério Público, inclusive com uso de força policial, caso necessária, com evidente respeito à legislação vigente, tudo a fim de obter a melhor forma de operacionalização das medidas, evitando violação dos direitos fundamentais dos denunciados”, assinalam os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo.

“É que os denunciados praticaram inúmeros crimes graves, que geraram prejuízos financeiros vultosos a diversas vítimas, durante alongado período temporal, além de uma organização em quadrilha, o que demonstra que em liberdade poderão continuar delinquindo e prejudicando outras inúmeras vitimas. Presente, portanto, a garantia da ordem pública, consistente na necessidade de se manter a ordem na sociedade”, alegam os promotores.

Além de Lula, os promotores requereram a prisão do empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (que já está preso como réu da Operação Lava Jato) e ex-dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop).

Caso não seja acolhido o requerimento de prisão, os promotores pedem que Lula e os outros 15 alvos da acusação – inclusive a ex-primeira dama Marisa Letícia e o filho mais velho do casal Lula, Fábio Luiz – fiquem proibidos ‘de se ausentar do país, com busca e apreensão dos passaportes de todos os denunciados’.

“Pede-se também decreto cautelar de proibição por parte de quaisquer dos denunciados, de manter contato com as vítimas e testemunhas arroladas na denúncia por meios remotos, eletrônicos, mensagens de texto, aplicativos de aparelho celular, e-mails, contato telefônico ou encontro pessoal.”

No pedido de prisão contra Lula, os promotores afirmam. “Ao passo que milhares de famílias se viram lesadas, despojadas do sonho da casa própria, malgrado regular pagamento, o ex-presidente da República e denunciado Luiz Inácio Lula da Silva se viu contemplado com um tríplex situado de frente para a praia das Astúrias no município de Guarujá, com direito a outras benesses, tais como: pagamento de reforma integral no imóvel para proporcionar mais bem estar a família, instalação de elevador privativo entre os três andares para evitar utilização das escadas, pagamento integral de móveis planejados na cozinha, área de serviço, dormitórios; enfim, em todos os ambientes da casa com a inserção, outrossim, de eletrodomésticos tudo às custas do denunciado Léo Pinheiro, responsável direto pela OAS Empreendimentos S.A, segundo a qual para outros ex-cooperados Bancoop mostrou-se altamente enérgica e arrebatadora de seus direitos.”

Segundo os promotores, ‘o ex-presidente tem a sua conduta implicada no delito de lavagem de dinheiro à medida em que deliberadamente desconsiderou a origem do dinheiro empregado no condomínio Solaris do qual lhe resultou um tríplex, sem que despendesse qualquer valor compatível para adquiri-lo, sem que constasse no termo de adesão de 2005 de sua esposa Marisa Letícia, aquela unidade autônoma ou qualquer alusão àquele tríplex e não cota como faz questão de pronunciar’.

“Não por outra razão já antevendo a possibilidade de produzir lavagem de dinheiro dolosamente consignou falsidade em seu imposto de renda declarando outro apartamento que não lhe pertencia, no ano de 2015, referente ao exercício financeiro de 2014, conforme noticiado e publicado pelo próprio Instituto Lula”, afirma a Promotoria criminal de São Paulo, em alusão a um comunicado em 30 de janeiro de 2016 da entidade sob o título ‘Documentos do Guarujá-desmontando a farsa’.

Os promotores invocam a tese da ‘cegueira deliberada em crimes de lavagem de dinheiro’. Segundo eles, as Cortes americanas têm exigido, em regra: 1) a ciência do agente quanto à elevada probabilidade de que os bens, direitos ou valores envolvidos provenham de crime; 2) o atuar de forma indiferente do agente a esse conhecimento, e 3) a escolha deliberada do agente em permanecer ignorante a respeito de todos os fatos, quando possível a alternativa.

“Ora, exatamente o que aconteceu! Era possível não receber o tríplex! Era possível não receber benesses patrimoniais! Estava em seu (de Lula) poder de conhecimento que, enquanto milhares de famílias ficaram sem seus apartamentos, por inércia da própria OAS, que os preteriu cometendo toda sorte de crime patrimonial em comunhão de esforços com integrantes da Bancoop intrinsecamente ligados ao Partido dos Trabalhadores. Léo Pinheiro,da OAS, dando continuidade ao que foi deliberado pelo núcleo Bancoop contemplou-lhe com tríplex e expendeu esforços coletivos para ocultá-lo.”

No pedido de prisão, os promotores são taxativos. “Apurou-se que Léo Pinheiro, Roberto Moreira Ferreira, Igor Pontes, Fábio Yonamine, Paulo Gordilho, expenderam esforços para contemplar a família do ex-presidente da República com um tríplex no referido condomínio, no edifício Salinas, número 164 A, ocultando a verdadeira propriedade do imóvel mantendo a titularidade de sua empresa no registro imobiliário com o fito de torná-los clandestinos, conforme relação de proprietários de folhas 492 e matrícula 104801 do Registro de Imóveis de Guarujá de folhas 1181/1182 donde se constata que a propriedade do imóvel sempre esteve em nome da OAS, porém a propriedade de fato era cuidadosamente disponibilizada para o casal presidencial.”

Segundo a acusação, ‘com a colocação de dinheiro ilícito neste empreendimento, e em detrimento de milhares de vítimas da Bancoop e da própria OAS, sucessora, deixou-se de construir inúmeros empreendimentos imobiliários, deixou-se de realizar o sonho da casa própria a milhares de pessoas; mas, ao reverso, com recursos materiais provenientes de crimes antecedentes de estelionato e congêneres, os denunciados finalizaram a construção dos edifícios do condomínio Solaris e, em agosto de 2013 o condomínio foi apresentado com a contemplação e ocultação criminosa de um tríplex para o ex-presidente da República e esposa, inclusive quem o geriu foi a própria OAS Empreendimentos S/A destoando das demais gerências dos outros empreendimentos, não se furtando até mesmo a registrar a convenção coletiva do condomínio no cartório próprio’.

“Reitera-se que, enquanto milhares de famílias eram literalmente ameaçadas com cobranças extracontratuais, indevidas e que geravam um desequilíbrio financeiro gritante, tanto pela Bancoop, objeto de denúncia ministerial já mencionada, e pela OAS, fruto desta investigação, os denunciados Luiz Inácio Lula da Silva e esposa conseguiram transformar a ‘participação’ declarada perante a Justiça Eleitoral, em seu segundo mandato em um aprazível tríplex com churrasqueira, elevador privativo e piscina à beira da não menos deleitável praia das Astúrias, em Guarujá.”

Segundo o pedido de prisão. “A ocultação se mostrou clara à medida em que sempre procuraram disfarçar que a família teria disponibilidade sobre o imóvel. Todas as benesses materiais inseridas naquele tríplex foram pagas pela OAS, através do denunciado Léo Pinheiro para beneficiar a família presidencial. Por meio de ordem de Léo Pinheiro, replicada a Fábio e, novamente, replicada a Roberto Moreira, o denunciado Igor Pontes contratou a empresa Tallento Construtora Ltda para execução de uma reforma absoluta no imóvel 164 A, do edifício Salinas, disponibilizado à família ‘Lula da Silva’, que se deu entre abril e setembro de 2014. Realce-se que se tratou de reforma, não atos de decoração. Na referida reforma, a generosa OAS expendeu R$ 777.189,13 tratando de efetuar as seguintes atividades: demolição de portas, bancadas, piso, parede, escada, piscina, piso externo; manipulação de paredes, vedações e estruturas, pisos e revestimentos, execução de cobertura em estrutura metálica, adequações hidráulicas, elétricas, portas, janelas, caixilhos, elevador privativo, limpeza – caçambas para retirada de entulhos – impermeabilização, equipes, atividades na cozinha, tais como: retirada do azulejo existente, fornecimento e instalação de revestimento Eliane, fornecimento e instalação de bancada em granito Arabesco, realocação de pontos elétricos, pontos de água,…; que não foram arcados pelos denunciados Lula e Marisa, mas que para eles eram destinados.”

“A reforma, absolutamente incomum, contemplou a instalação de um elevador privativo no tríplex. Também gastaram a quantia de R$ 2.280,00 pela mão-de-obra de içamento do elevador até a cobertura do ex-presidente, nos termos do depoimento de Sérgio Antonio dos Santos Santiago, bem como fizeram uma readequação da estrutura do imóvel que não foi concebido para receber um aparelho desta natureza, conforme informou o proprietário da empresa que construiu o condomínio. Enfim, prepararam o tríplex para servi-lo.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA

Nota

A íntegra do pedido de prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgada pela mídia revela que os Promotores de Justiça Cassio Roberto Conserino, José Carlos Blat, Fernando Henrique de Moraes Araújo fundamentaram tal requerimento principalmente nas seguintes alegações:

1) Lula teria feito críticas à atuação do Ministério Público e a decisões judiciais;

2) Lula “poderia inflamar a população a se voltar contra as investigações criminais”;

3) Lula usou de seus “parceiros políticos” para requerer ao CNMP medida liminar para suspender a sua oitiva durante as investigações;

4) Lula se colocaria acima da lei.

Essa fundamentação claramente revela uma tentativa de banalização do instituto da prisão preventiva, o que é incompatível com a responsabilidade que um membro do Ministério Público deve ter ao exercer suas funções.

Buscou-se, de fato, amordaçar um líder político, impedir a manifestação do seu pensamento e até mesmo o exercício de seus direitos. Somente na ditadura, quando foram suspensas todas as garantias do cidadão, é que opinião e o exercício de direitos eram causa para a privação da liberdade.

Lula jamais se colocou contra as investigações ou contra a autoridade das instituições. Mas tem o direito, como qualquer cidadão, de se insurgir contra ilegalidades e arbitrariedades. Não há nisso qualquer ilegalidade ou muito menos justificativa jurídica para um pedido de prisão cautelar.

Os promotores também não dispõem de um fato concreto para justificar as imputações criminais feitas ao ex-Presidente Lula e aos seus familiares. Não caminharam um passo além da hipótese. Basearam a acusação de ocultação de patrimônio em declarações opinativas que, à toda evidência, não podem superar o título de propriedade que é dotado de fé pública.

O pedido de prisão preventiva é a prova cabal de que a violação ao princípio do promotor natural – reconhecida no caso pelo Conselho Nacional do Ministério Público-CNMP – produz resultados nefastos para os envolvidos e para toda sociedade.

Por tudo isso, espera-se que a Justiça rejeite o pedido, mantendo-se fiel à ordem jurídica que foi desprezada pelos promotores de justiça ao formularem o pedido de previsão cautelar do ex-Presidente Lula.

Cristiano Zanin Martins

COM A PALAVRA, A BANCOOP

A Bancoop, em que pese às diversas solicitações protocoladas desde o ano passado, por seus advogados junto à 2ª Promotoria de Justiça Criminal não teve acesso ao conteúdo da questionável investigação presidida pelo promotor de justiça José Carlos Guillem Blat e pelo promotor de justiça Cássio Roberto Conserino. Do mesmo modo, não conseguiu acesso a denúncia apresentada na tarde de hoje.

Mais uma vez, a Bancoop informa que as transferências foram realizadas para atender o desejo da grande maioria dos cooperados dos empreendimentos, em consonância com o estabelecido no Acordo Judicial firmado entre a Bancoop e o Ministério Público do Estado de São Paulo. Os cooperados fizeram entre eles a opção pela transferência, sem a participação da cooperativa. Estas opções foram referendadas em assembleias da Bancoop e homologadas em juízo.

Após essas deliberações coletivas, a maioria dos cooperados de cada um dos grupos fez a adesão voluntária e individual ao acordo. A adesão da grande maioria dos cooperados era uma das cláusulas resolutivas dos acordos, sem a qual a transferência não se efetivaria.

Após a homologação pela Justiça, o Ministério Público sempre foi notificado para tomar ciência dos acordos que culminaram com as transferências dos empreendimentos, podendo, assim, verificar se os mesmos cumpriam as determinações do Acordo Judicial estabelecido entre a Bancoop e o MP nos autos da Ação Civil Pública (processo nº 583.00.2007.245877-1, 37ª. Vara Cível do Foro Central de São Paulo).

A Bancoop tem a certeza de que todos os procedimentos adotados respeitam a Lei do Cooperativismo (Lei 5.764/71), seu Estatuto Social e as determinações do que foi estabelecido por meio do Acordo Judicial firmado entre a cooperativa e o Ministério Público do Estado de São Paulo.

As transferências de empreendimentos que foram assumidos pelos próprios cooperados ou por construtoras contribuíram para a solução dos entraves e com a redução do número de cooperados que aguardavam a entrega de suas unidades. Hoje, restam 76 cooperados, em três empreendimentos, que aguardam a entrega de seus imóveis.

Por tudo isso, a cooperativa também está certa de que a denúncia não tem fundamento e a Justiça esclarecerá e refutará todas as alegações feitas pelos promotores justiça.

A Bancoop, como sempre, está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.”

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO, DEFENSOR DE JOÃO VACCARI NETO

“Acho um grande absurdo tanto a denúncia quanto mais o pedido de prisão. João Vaccari foi presidente da Bancoop até 2010. A situação que envolve o tríplex é posterior à saída de Vaccari da Bancoop. De modo que ele não tem nada a ver com a história do tríplex. Com relação à OAS realizar o empreendimento que antes era da Bancoop isto se dá por deliberação exclusiva dos cooperados, sem nenhuma participação do Vaccari ou da sua diretoria para que isso ocorresse. Portanto, o processo que inclui Vaccari é um absurdo porque ele não tem absolutamente nada, nada com a OAS que realizou o empreendimento, muito menos com a história do tríplex, que é posterior à sua saída da Bancoop. Já com relação ao pedido de prisão de João Vaccari Neto isso é um absurdo ainda maior porque não há um único elemento fático que possa ensejar tal medida extrema.”

Isto É, com AE

Opinião dos leitores

  1. Até que o MP andava bem, mas asdim já é demasiado. Querem ser polícia? Ter poder de polícia é uma coisa. Ser responsável pelo controle externo da polícia é importante, mas pretender ser policial, sem treinamento próprio e correr o risco de atirar ou matar alguém (lógico que uma operação de prisão sempre envolve risco), é no mínimo estupidez. Calma promotores. Não facam como a mariposa que, encantada com o brilho da chama, voam para ela ferozmente e lá morre queimada. Os senhores estão no caminho certo, mas não dá pra cruzar, cabecear e ficar no gol ao mesmo tempo. Isso é trabalho de equipe. Não busquem atalhos para passar a frente dos demais procuradores que já vem palmilhando esse rastro. Sejam serenos.

  2. Calma ai Dr com o andor…As coisas não são da forma como o Sr quer…Até agora não existe a necessidade imediata da prisão preventiva…deixe a coisa acontecer naturalmente sem força a barra…o resultado do seu relatório vem no tempo certo….

  3. Engraçado, SP com tantos bandidos, inclusive condenados pela justiça de outros países e nada desses promotores aparecer para prende-los….

    1. Predendo o chefão o restante se acaba por si propio2

    2. Tem inclusive o Italiano cessari batiste que seu "guru" ou melhor o sapo barbudo como bem dizia Leonel Brizola deu visto permanente no Brasil para livra-lo da prisão perpetua na ITÁLIA, vão se enxergar ptRALHAS dissimulados.

    1. Ontonho o processo está em segredo de justiça, você quer porque quer manter seu guru solto mais não se avexe não que a PAPUDA vem ai para "elle" e sua trupe de ladrões..

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Geral

Trump aposta em reabertura “natural” de Ormuz e minimiza crise do petróleo em meio à guerra com o Irã

Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz deverá “se abrir naturalmente” após o fim da guerra contra o Irã, adotando um tom otimista mesmo diante da escalada dos preços do petróleo no mercado internacional.

Em pronunciamento em horário nobre, Trump declarou que o Irã estaria “essencialmente dizimado” e que, ao término do conflito, o próprio interesse econômico do país levaria à reabertura da importante rota marítima. “Eles vão querer vender petróleo, porque é tudo o que têm para se reconstruir”, disse.

O estreito é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e permanece fechado há semanas, agravando a crise energética mundial. Apesar disso, Trump minimizou os impactos nos Estados Unidos e afirmou que a normalização do tráfego fará os preços da gasolina caírem rapidamente.

O presidente também pressionou aliados internacionais a assumirem protagonismo na reabertura da via, sugerindo que outros países liderem uma operação para retomar o controle da região. Segundo ele, “os países que dependem do petróleo devem cuidar dessa passagem”.

Especialistas, no entanto, avaliam que o fim do conflito não garante, por si só, a retomada do fluxo no estreito, sobretudo diante das ameaças do Irã de manter o bloqueio. A situação segue como um dos principais pontos de tensão no cenário geopolítico atual.

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Geral

VÍDEO: Ex-ministro do STF contesta julgamentos do 8 de janeiro e diz que não houve tentativa de golpe

Vídeo: Reprodução/Instagram

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, criticou a atuação da Corte nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que o tribunal não seria competente para julgar os envolvidos.

Durante declaração a rádio Itatiaia, Marco Aurélio sustentou que cidadãos comuns e até ex-autoridades, como um ex-presidente da República, deveriam ser julgados pela primeira instância, respeitando o princípio do juiz natural. Segundo ele, o STF estaria assumindo uma competência que, em sua visão, não estaria prevista na Constituição.

O ex-ministro também questionou as penas aplicadas aos envolvidos nos atos, classificando-as como elevadas. Para ele, as condenações seriam desproporcionais em comparação com crimes mais graves, como homicídio e latrocínio.

Ao comentar a possibilidade de tentativa de golpe de Estado, Marco Aurélio afirmou que não houve respaldo das Forças Armadas, o que, segundo seu entendimento, inviabilizaria qualquer tentativa concreta. Ele também argumentou que a mera cogitação não configura crime, defendendo que não haveria base para punição nesse aspecto.

As declarações reacendem o debate jurídico e político sobre a atuação do STF nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro e seus desdobramentos.

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Geral

VÍDEO: Relatório dos EUA mira Moraes e fala em “censura” com impacto nas eleições de 2026

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @metropoles

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos colocou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no centro de uma nova controvérsia internacional ao apontar suposta violação à liberdade de expressão com possíveis reflexos nas eleições brasileiras de 2026.

A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Segundo o documento, elaborado por parlamentares ligados ao Partido Republicano, decisões de Moraes configurariam uma “campanha de censura e lawfare” que, na visão do comitê, atinge a democracia brasileira e pode impactar o debate público no período eleitoral. O texto também cita nomes como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, afirmando que medidas judiciais poderiam limitar a atuação de aliados políticos nas redes sociais.

O relatório reúne dezenas de anexos com decisões judiciais brasileiras que determinaram remoção de conteúdos e bloqueio de contas em plataformas digitais. Entre os exemplos citados, estão ordens direcionadas a empresas estrangeiras para retirada de postagens e suspensão de perfis, inclusive com alcance fora do Brasil.

Os autores do documento sustentam que essas decisões teriam efeitos globais e poderiam interferir na liberdade de expressão até mesmo em território americano. O tema, inclusive, tem ampliado tensões entre Moraes e setores políticos dos Estados Unidos, especialmente aliados do ex-presidente Donald Trump.

Procurado, Moraes não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento do ministro.

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Geral

Cadu nega exoneração e diz que segue no cargo de secretário da Fazenda

Foto: Reprodução

O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu, entrou em contato com o Blog do BG para esclarecer que continua no cargo e não foi exonerado, respondendo questionamentos levantados após sua participação em agenda oficial do Governo do Rio Grande do Norte.

A manifestação ocorre após a repercussão da matéria que apontava possível irregularidade na presença do pré-candidato ao governo durante visita às obras em Macau, ao lado da governadora Fátima Bezerra. Segundo Cadu, por ainda exercer a função de secretário, não há qualquer ilegalidade em sua participação no evento.

Com o esclarecimento, o secretário reforça que segue regularmente à frente da Secretaria da Fazenda, esclarecendo a interpretação de que estaria participando de atos oficiais sem vínculo com o governo.

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Saúde

Greve na saúde trava atendimentos no RN e pacientes ficam sem consultas e exames

Foto: Magnus Nascimento

A greve de servidores vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares já provoca impactos diretos no atendimento em hospitais universitários do Rio Grande do Norte. A paralisação, iniciada na última segunda-feira (30), atinge consultas, exames e cirurgias eletivas, que passaram a funcionar de forma parcial.

No estado, o movimento afeta unidades importantes como o Hospital Universitário Onofre Lopes, a Maternidade Escola Januário Cicco e o Hospital Universitário Ana Bezerra. Apesar da paralisação, os trabalhadores mantêm equipes mínimas para garantir serviços essenciais, como UTIs.

A greve tem caráter nacional e foi aprovada em assembleias realizadas em mais de 45 hospitais da rede. Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, reposição de perdas acumuladas — estimadas em cerca de 25% —, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação.

Na prática, pacientes já sentem os efeitos. Consultas e exames estão sendo remarcados, em alguns casos com previsão de meses de espera. Usuários do SUS relatam dificuldades para dar continuidade a tratamentos, principalmente aqueles que dependem exclusivamente da rede pública.

Segundo representantes do movimento, a paralisação ocorre após dois anos de negociações sem avanços. A categoria rejeitou proposta apresentada com base apenas na inflação e cobra valorização diante do desgaste enfrentado, especialmente durante a pandemia. Enquanto isso, a retomada total dos atendimentos segue sem previsão.

Com informações da Tribuna do Norte

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Geral

LUXO, ROMANCE e ESCÂNDALO: Vorcaro distribuía apartamentos milionários a namoradas, revela investigação

Foto: Reprodução / YouTube

As investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro revelaram um padrão de vida marcado por ostentação e presentes de alto valor. Segundo apurações ligadas ao caso do Banco Master, o empresário costumava presentear namoradas com imóveis milionários.

A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Entre as beneficiadas está Tatiana Costa Lima, que teria recebido um apartamento duplex na Vila Nova Conceição, em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões. Já Karolina Trainotti, que se define como “sugar baby”, ganhou um imóvel estimado em R$ 4,4 milhões, adquirido por meio de empresas ligadas ao banqueiro.

O caso mais chamativo envolve a ex-noiva Martha Graeff, que, segundo a CPMI, teria recebido cerca de R$ 520 milhões em bens, incluindo imóveis, carros e joias. Entre os presentes estaria uma mansão em uma área nobre de Miami, avaliada em R$ 450 milhões.

As informações vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro. Preso desde março, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com autoridades e pode ser obrigado a pagar uma das maiores multas já aplicadas no país.

A expectativa é que o banqueiro revele detalhes sobre o destino de recursos e bens adquiridos de forma ilícita, incluindo os imóveis entregues como presentes, ampliando ainda mais o alcance das investigações.

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Geral

VÍDEO: “Vocês querem que eu seja honesto”, diz Lula em fala polêmica durante evento

Vídeo: Reprodução/X

O presidente Lula protagonizou uma fala que gerou repercussão nesta quarta-feira (1º) durante evento em Fortaleza, ao comentar sobre a visão de jovens em relação à política.

Ao participar da inauguração de obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o petista discursava sobre o descrédito de parte da população com os políticos quando cometeu um ato falho. Ao incentivar a participação dos jovens na política, afirmou: “Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja”.

A declaração ocorreu no momento em que Lula argumentava que, mesmo diante da percepção de que “ninguém presta”, os jovens não deveriam desistir da política e deveriam assumir responsabilidades no futuro do país.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e no meio político, ampliando o debate sobre declarações recentes do presidente, que tem intensificado agendas públicas em meio ao cenário pré-eleitoral.

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Política

VÍDEO: “PODE ISSO?”: Cadu Xavier, sem cargo, acompanha entrega de obras do governo do RN e levanta alertas da Lei Eleitoral

Imagens: Reprodução/Instagram/Fátima Bezerra

Nesta quarta-feira (1º), o pré-candidato ao governo do RN pelo PT, Cadu Xavier, acompanhou a governadora Fátima Bezerra em visita oficial às obras da 2ª etapa do Programa de Recuperação de Rodovias Estaduais em Macau, no Litoral Norte. O encontro foi registrado em vídeo publicado no perfil oficial da gestora.

No material, Cadu aparece dentro de uma retroescavadeira enquanto Fátima e o secretário de infraestrutura, Gustavo Coelho, falavam sobre os investimentos feitos no local. Segundo a Lei Eleitoral, é proibida a promoção pessoal de pré-candidatos com recursos públicos fora do período eleitoral.

A situação levanta questionamentos: “E pode, da poltrona, Cadu Xavier, sem ser governo, sem ocupar cargos, participar de eventos de entregas do governo do Estado, em parceria com o governo federal, fazendo se transformar em evento político?”.

A presença do pré-candidato em atividades oficiais chama atenção pelo risco de configuração de promoção pessoal.

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Política

Pesquisa Metadata/Grupo Dial: gestão Paulinho Freire é vista como regular ou boa para 63% dos entrevistados em Natal

Gráfico

A primeira pesquisa divulgada da parceria entre o Instituto Metadata e o Grupo Dial perguntou ao entrevistado qual avaliação dele a respeito da gestão Paulinho Freire à frente da Prefeitura de Natal.

37,03% classificam como “regular”, 26,05% veem como “boa”, 13,77% analisam com “péssima”, 8,28% definem como “ruim” enquanto 7,49% chamam de “ótima”. Já 7,38% não soube opinar ou não quis responder.

Foto: Divulgação

A pesquisa Metadata/Grupo Dial está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026 com 1.000 entrevistados nos dias 27 e 28 de março na cidade de Natal com um nível de confiança estatística de 95% e uma margem de erro máxima estimada de 3,1% pontos percentuais.

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Política

Pesquisa do Instituto Metadata/Grupo Dial aponta Álvaro Dias na liderança para o Governo do RN

Gráfico

Levantamento do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, divulgado nesta quarta-feira (1º), coloca o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), na liderança da corrida pelo Governo do RN. No cenário estimulado, ele aparece com 37,2% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os adversários.

Na segunda colocação está o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), com 28,8%, seguido por Cadu Xavier (PT) que registra 10,7%. A pesquisa também aponta 17,8% de eleitores que optam por branco, nulo ou nenhum, além de 5,5% que não souberam ou não responderam.

Foto: Divulgação

A vantagem de quase 9 pontos percentuais sobre o segundo colocado indica, neste momento, uma dianteira consistente. O resultado reforça o protagonismo de Álvaro Dias no cenário político estadual e evidencia a consolidação de seu nome como principal referência na pré-corrida eleitoral.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, com 1.000 entrevistados entre os dias 27 e 28 de março, em Natal. O levantamento apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

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