Política

Reformas de Temer vão acabar com o Brasil, diz sociólogo

Por Novo Jornal

O professor de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), Jessé José Freire de Souza, de 56 anos, não é um dos mais entusiasmados com o futuro do Brasil nas mãos do atual presidente Michel Temer. O novo governo enfrenta resistência nas ruas de parte da sociedade civil, sobretudo quando se coloca em pauta as reformas previstas pela administração peemedebista, coloca.

As possíveis mudanças na Previdência Social, como o aumento da idade mínima para aposentadoria; o ajuste fiscal e a regulamentação da terceirização para atividade-fim, previstas nas reformas previdenciária e trabalhista sob a batututa da Presidência da República são alvos de protesto no país.

Para Souza, essas mudanças significam nada mais do que a derrocada do país. “É um pacote que vai atrasar o Brasil 50 anos em cinco meses. Esse é o problema. Vamos retirar os direitos dos trabalhadores, que já têm pouco; vamos cortar a educação e saúde pública para o povo ser explorado. Vamos ter uma regressão política de grandes proporções”, avaliou o sociólogo.

Segundo ele, o governo federal pode se preparar para mais lutas nas ruas porque os brasileiros que tiveram uma ascensão social nos últimos anos, sobretudo com as gestões de Lula e Dilma, vão ter um ponto que irão protestar quando virem alguns direitos retirados. “Vamos ter uma regressão política de grandes proporções. Mas não acho que isso vai se dar sem consequências. O jogo político não é tão simples porque 40 milhões de pessoas subiram na vida e agora vão ter que descer. Vai explicar o que a elas? Que Jesus virou as costas?”, ironizou o professor.

Ainda de acordo com Jessé Souza, o que houve no país, antes de Dilma Rousseff ser impedida e deixar vaga sua cadeira de presidente do país, foi um boicote político. Na visão do acadêmico, o Congresso e a elite econômica são os grandes responsáveis pela condução do que ele chama de “golpe”.

“A economia estava indo muito bem; a crise econômica foi inventada politicamente para derrubar o governo. Teve boicote não só do Congresso, mas também dessa elite econômica, que deixou de investir. Ela retraiu investimentos, promoveu evasão fiscal”, destacou Souza, autor de 24 livros em sua carreira, todos voltados para o contexto político e social brasileiro.
“A crise fiscal do Estado se deve porque os ricos têm quase todo o dinheiro do país; eles compram o Congresso para que não sejam taxados. Se você não pode taxar esse pessoal, você tem que pedir emprestado a eles. Esse é o mecanismo da dívida pública, que o público não conhece simplesmente porque quase que a totalidade dos analistas econômicos não fala sobre”, completou.

O erro de Dilma

A elite econômica foi a grande articuladora do golpe, atuando por trás da mídia tradicional, contou Souza. Por trás desse grupo acumulador de riquezas, estava o capital financeiro. Para o professor, o erro de Dilma foi exatamente bater de frente com essa classe, atuante no agronegócio, comércio, indústria e outros setores econômicos, sem ter base, mecanismos de defesa.
“Se você pegar todas as frações do capital: o agronegócio, indústria, comércio, etc., eles confiam seus ganhos ao rentismo, ou seja, aos juros. Trabalhamos em grande medida para pagar juros a uma meia dúzia de pessoas”, disse Jessé Souza.

Ele conta que em 2012 a presidente Dilma fez um ataque a esse sistema ao pedir a redução dos juros bancários, “um ataque que a meu ver foi mal feito porque para você atacar quem manda no país você precisa estar bem armado”. A queda de braço, lembra o cientista político, durou até 2013, quando começaram as manifestações nacionais contra o aumento das tarifas dos transportes públicos, que rapidamente, manipuladas pela mídia, se transformaram em protestos contra o governo federal. Foi o início do processo de impeachment deste ano, pontua Souza.

Em 2018, quem é que vai competir com o Lula?

O livro mais recente do sociólogo Jessé Souza, 56, foi lançado há cerca de um mês. Intitulado “A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado”, a obra traz na visão do autor as circunstâncias e o cenário nacional por trás do processo de impeachment que derrubou Dilma Rousseff e colocou Michel Temer em seu lugar, no Palácio do Planalto. A saída da então presidente representou também o fim de 13 anos de gestão do Partido dos Trabalhadores, que começou com Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2003.

Não foi raro ver nas redes sociais apoiadores da saída dos petistas da presidência lançarem frases do tipo: “o fim de uma era” ou “adeus, PT”, por exemplo. Contudo, abertamente contra o ainda bem recente processo de impedimento de Dilma, Jessé Souza não acha que o partido caracterizado pela estrela vermelha deixou o jogo político brasileiro.

A prova, indica o sociólogo, é o que ele chama de perseguição, existente contra a cúpula do PT e, sobretudo, contra Lula. “Não acho que se possa antecipar resultados políticos porque a política tem sempre uma luta pela narrativa, pela interpretação. Vejo agora uma perseguição ao partido nos últimos níveis, que inclusive, não me parece uma demonstração de força, mas sim de desespero”, destaca. “Se houver eleições em 2018, quem é que vai competir com o Lula?”, questiona Souza.

Segundo ele, nesse contexto político a grande mídia é uma das peças-chave, uma ferramenta de manipulação por quem quer ver Lula, Dilma e o PT longe da cadeira de presidente. “Temos uma imprensa de país ditatorial, que repete a fraude e a perseguição o tempo inteiro. Estamos entrando num quadro patológico”, pontuou.

O estímulo à educação e a ascensão econômica de cerca de 40 milhões de brasileiros desde 2003 são apontados pelo professor de ciência política da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), como as causas do ódio de setores da sociedade ao PT, a maioria formados por uma classe média conservadora. Sendo o maior símbolo do partido, Lula é o principal alvo do anti-petismo, considerou.
“Por que as pessoas odeiam Lula? Não é ele, é o que ele representa. Embora eu tenha críticas ao governo petista por várias questões não terem sido contempladas, como a não redemocratização da mídia que, para mim, foi uma enorme ingenuidade; é inegável que Lula, em seu governo, propiciou a maior ascensão social em um país de mais de 500 anos de escravidão e desigualdade abissal. Essa é a grande questão, esse cara é odiado por isso”, ressaltou o professor.

É nesse contexto que grupos de pensamentos conservadores e até fascistas da classe média vão ganhando forma. Jessé Souza diz que foram mais de dez anos de ódio, ressentimento e medo reprimidos com a ascensão dos pobres. Esse setor da sociedade não gostou nada de ver seus empregados domésticos ou o auxiliar de serviços gerais do trabalho frequentarem os mesmos shoppings ou aeroportos. O golpe permitiu colocar esse sentimento reprimido para fora, conta Souza.
“A classe média não gostou nada disso, mas era uma irritação que você toma duas doses no barzinho e conversa com o amigo com mesmo pensamento e ficava nisso, porque é ilegítimo você, em um país cristão, ser contra as pessoas subirem na vida. Mas essa raiva já existia. Quando os governos petistas começaram a investir em ensino, no fundo essa classe média começou a ter medo, um medo irracional, de perder seu espaço”, afirmou o sociólogo.

O PT, na avaliação de Jessé, já havia escapado anos atrás de outra tentativa de golpe e saído de pé, no escândalo que ficou conhecido como ‘mensalão’. A partir desse episódio, a elite econômica e a mídia teriam encontrado os alvos perfeitos para personificar a corrupção brasileira: “Essa foi uma mentira estúpida, como se o PT tivesse inventado a corrupção. Você pega um partido só, um político só e esquece que o sistema político foi montado para ser corrupto”.

Opinião dos leitores

  1. Este cientista político (?) é uma verdadeira "Mãe Diná" especializada em advinhar o passado.
    Já quanto ao presente e ao futuro, é puro ressentimento e revanchismo petralha.
    Tudo leva a crer que seja portador de uma modalidade de autismo ainda não catalogada pela medicina. Quanta fuga da realidade para uma pessoa só!

  2. esse precisa comer muita farinha com rapadura para poder desenvolveros miolos desta careca pois de economia não entendem de builufas de nada.ele ta mas para o PT do que para o brasil perdeu á boquinha ai esta falando nada com nada

  3. Tem muita gente "alienada" com "esquerda e direita". É levando fumo e apoiando esse governo que tá retirando os poucos benefícios dos trabalhadores. Acordem! Não sejam massa de manobra desse povo, tenham pensamento críticos. Ser burro é apenas uma opção, reflitam!

  4. "A economia vinha muito bem", frase do sociólogo.Não dá pra entender uma economia muito bem, e com 12 milhões de desempregados.Ou é desinformado ou um petralha de carteirinha!!!!!

  5. Vendo os comentários abaixo, não é nenhuma surpresa sermos o que somos. País onde o conhecimento é visto com desgosto enquanto o bom é ser burro.

  6. Quem tem boca fala o que quer…Esse Sr., de acordo com o texto, é mais um dos que fecham os olhos para os erros dos governos petistas e insistem nesse processo de vitimização. Fica uma pergunta no ar:
    Qual ação estruturante para o Brasil foi desencadeada nestes 13 anos do PT?
    A resposta é nenhuma, em sua enorme maioria foram tomadas medidas populistas, aparelhamento do Estado em favor deles e uma infindável e intrincada rede de corrupção. Se houve ou não golpe a verdade é que não sabemos mas de uma coisa não temos dúvidas: a continuar esse sistema e o país iria literalmente chegar ao fundo do poço, do qual ficamos bem próximo.

  7. Comentar…Se não é um golpe ,porque o presidente já começo a trabalhar de maneira contrária as necessidades e direitos do povo Brasileiro?Olha onde o homicídio começou,na democracia, educação.kkkk .E preciso sabedoria Espiritual para enxergar.A luta é,em primeiro lugar Espiritual povo Brasileiro.

  8. Obrigado Roberto Jefferson, vc salvou o Brasil, se não teria sido pior. Ao invés de Dilma série os Zé, Dirceu e Genoino.

  9. Professor de UF, não tem como esperar outro texto. Ainda, mais de um sociólogo, fosse pelo menos de economista. Ainda bem bem que Brasil acordou dessa revolução cultural comunista.

  10. O CARA ERA ENTUSIASTA DO IMPEDIMENTO, MAS FOI O UNICO QUE FALOU A VERDADE ATÉ AGORA!!!! OS ESTADOS ESTAO ATRASADOS E ATOLADOS POR CAUSA DESSE POVO QUE GANHA COM A MISERIA DOS OUTROS, A CRISE CHEGOU REALMENTE: PARA O POVO E PARA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS QUE ESTAO PAGANDO A CONTA COM OS JUROS ALTOS, SEM CONTAR QUE O COMERCIO SÓ TENDE A CAIR E FECHAR AS PORTAS SEM O PODER DE COMPRA DOS SERVIDORES PÚBLICOS !! AGORA OS BZBOES E ALIENADOS NAO CONSEGUEM VER ISSO !!! O PIOR CEGO É O QUE NAO QUER VER!!!!!!!

  11. ESSE CIDADÃO DEVERIA SER O PRESIDENTE DO BRASIL, DEVE TÁ CHEIO DE SOLUÇÕES PARA O DESEMPREGO, DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA, PELO SISTEMÁTICO DESCONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS, DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS E PARA OS PIORES ÍNDICES DE EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA DO MUNDO! SIM, DIGAM A ELE QUE OS SEUS DADOS ESTATÍSTICOS ESTÃO SUPERADOS A QUASE 10 ANOS!!!

  12. O PT não inventou a corrupção, aperfeiçoou-la. E essa história de elite é tudo blá-blá-blá para enganar os trouxas. O PT é um partido burguês. Lula é da elite. Os dirigentes da CIT São da elite. Esse sociólogo é da elite. Elite política e econômica. É um povo que esqueceu os pobres e os trabalhadores, para beneficiar-se com a corrupção e em favor das oligarquias , banqueiros.

  13. De uma isenção que faria Goebbels parecer um mero torcedor do nazismo.
    Acho desonesto alguém avaliar uma corrente política ou econômica sem antes deixar claro que deve favores a corrente contrária.
    Mas nossos sábios esquecem de dizer, por exemplo, que foram exonerados da presidência de órgão público pelo criticado, como se isso fosse lançar alguma suspeita acerca de suas opiniões. Iria?

  14. Se ele vai estar na papuda , esperamos que apareçam Cidadãos decentes para gerir este gigante País.

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Política

VÍDEO: Felipe Neto anuncia candidatura à presidência da República

O youtuber Felipe Neto surpreendeu seus fãs ao anunciar, na tarde desta quinta-feira (3/4), sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. A revelação foi feita por meio de um vídeo compartilhado em suas redes sociais, deixando seus milhões de seguidores intrigados com a novidade.

Logo no início de sua fala, o empresário explicou os motivos que o levaram a se afastar de assuntos políticos. Neto afirmou que esse distanciamento foi necessário para que pudesse se aprofundar ainda mais nas questões políticas do país.

Explicou afastamento de assuntos políticos

“Eu precisava ter um olhar de fora. Como em toda a minha carreira, baseio minhas opiniões no domínio da informação e no meu maior anseio de ser um guardião da verdade”, declarou Neto em sua fala.

“Eu anuncio minha pré-candidatura à presidência da República, e esse não é um gesto de vaidade”, destacou o influenciador, argumentando que já construiu um legado financeiro e na comunicação que garantem seu sustento e reconhecimento pelo resto da vida.

“Quero ser presidente porque, embora seja um homem de fora da política, possuo a maior arma do nosso tempo: o uso das redes”, afirmou.

Criação de uma nova rede social

Felipe Neto então ajustou seu discurso, aprofundando-se na forma como as redes sociais atualmente acessam nossos gostos, interesses pessoais e ideologias. A partir desse argumento, o youtuber revelou mais uma novidade.

O influenciador digital detalhou o projeto de criação de uma nova rede social, cujo objetivo seria permitir que os usuários compartilhassem com a empresa criadora suas preferências e necessidades:

“Uma espécie de laboratório onde cada cidadão, enquanto interage com os conteúdos, cede informações para que possamos compreender as preferências e necessidades do povo brasileiro”, explicou.

Segundo Felipe Neto, essa rede social estaria diretamente integrada ao seu projeto político, funcionando como uma espécie de ministério para retratar a opinião da maioria dos brasileiros sobre dados históricos.

Ao final de seu pronunciamento, Felipe Neto prometeu trazer mais detalhes sobre seus projetos em um vídeo que será publicado em suas redes sociais nesta sexta-feira (4/4), ao meio-dia.

Metrópoles 

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Brasil

Justiça Federal concede prisão domiciliar a Roberto Jefferson

Fábio Vieira/Metrópoles

A 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concedeu, na última quarta-feira (2/4), prisão domiciliar para o ex-deputado Roberto Jefferson.

A decisão da Justiça Federal não significa a imediata transferência para o regime domiciliar humanitário, já que há outra prisão preventiva em vigor, decretada pelo ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O colegiado atendeu ao pedido da defesa e levou em consideração a situação de “extrema debilidade” do ex-deputado Roberto Jefferson. O julgamento do habeas corpus, que teve relatoria da desembargadora federal Andréa Esmeraldo, se baseou num relatório da Junta Médica da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). De acordo com o documento, as complicações enfrentadas pelo ex-parlamentar estão associadas ao ambiente hospitalar de infecção.

Jefferson é proibido de usar as redes sociais ou aplicativos de comunicação e, também, de sair do estado do Rio de Janeiro, exceto em situação de emergência médica que deve ser comprovada e comunicada à Justiça Federal. Além disso, o ex-parlamentar teve cassados seus documentos de posse e registro de armas de fogo.

Metrópoles

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Geral

Anatel adia decisão sobre expansão da Starlink no Brasil: empresa de Musk quer operar mais 7,5 mil satélites; pedido foi feito em 2023

Foto: Odd Andersen/AFP

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou nesta nesta quinta-feira a análise do pedido de expansão de operação da Starlink. A empresa americana, que provê serviço de internet via satélite e pertence ao bilionário Elon Musk, quer aumentar em 7,5 mil o número de satélites em operação no Brasil.

O pedido entrou na pauta da reunião que acontecerá nesta quinta, mas o tema foi adiado por pelo menos 120 dias.

O requerimento foi feito pela Starlink em dezembro de 2023. Atualmente a empresa tem 6.350 mil satélites em operação no país.

O relator do processo na Anatel, conselheiro Alexandre Freire, publicou o relatório do processo em fevereiro deste ano. A análise do caso estava prevista para acontecer ainda naquele mês, o que não aconteceu.

Como funciona a Starlink

A empresa que provê serviços de internet é um braço da SpaceX, companhia de exploração espacial do bilionário sul-africano, Elon Musk.

A Starlink usa satélites para oferecer serviços de acesso à internet focado em lugares de difícil acesso, como áreas rurais e alto mar, por exemplo.

A companhia usa satélites de “não geostacionários”, que se movem a uma altitude mais baixa em comparação com os equipamentos “geostacionários”. Com o satélite mais próximo da terra, o envio do sinal é mais rápido, o que faz com que a internet também seja mais veloz. O lançamento dos satélites é feito pela SpaceX.

Entenda como funciona a tecnologia de conexão por satélite — Foto: O Globo

 Imagem: O Globo

O Globo

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VÍDEO: No dia do aniversário, homem é preso por tráfico de drogas e agradece a Deus por único vício ser a maconha

Um homem foi preso pela Rocam por tráfico de drogas durante uma ação no Passo da Pátria, na zona Leste de Natal. A ocorrência foi registrada nessa quarta-feira (2). A prisão aconteceu no dia do aniversário do suspeito, segundo a Polícia Militar.

“O indivíduo não presenciou nossas equipes nas incursões, quando se deu conta, já estava na delegacia. É aniversário dele e acho que ele teve esse desprazer”, comentou um PM que participou da ação.

Com ele, os policiais apreenderam sete porções de cocaína, oito porções de crack, uma balança de precisão, R$ 445 em dinheiro fracionado, um celular e outros materiais.

Na delegacia, o suspeito falou com a reportagem da TV Tropical e afirmou que seu único vício é a maconha. Ele também negou ser dono do material apreendido.

“Só não é meu. Graças a Deus nunca fui preso. Sou usuário só de maconha, graças a Deus esse é meu único vício”, afirmou à TV Tropical.

Portal da Tropical

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Ministros têm responsabilidade pela queda da popularidade de Lula, diz Sidônio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação), Sidônio Palmeira, declarou nesta quinta-feira (3) que todos os ministros têm responsabilidade pela queda da popularidade do governo. Disse, no entanto, que não se “isenta” da culpa, pois isso já “vem de algum período” anterior a sua gestão.

“Não tem nada de eu me isentar de impopularidade. Zero. Eu acho que a impopularidade tem responsabilidade de todos os ministros. Todas as áreas, a área política, gestão, comunicação, todo mundo”, afirmou a jornalistas, depois de evento de balanço dos 2 anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de abril mostra que a desaprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu e chegou a 56%. É o pior índice desde o início do mandato do petista. É ainda a 1ª vez que a percentagem passa de 50%.

O levantamento foi realizado de 27 a 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 p.p. (pontos percentuais), para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos. Eis a íntegra (PDF – 12 MB).

Segundo o chefe da Secom, seu papel à frente da comunicação do governo é informar. “Quanto à opinião da população sobre o governo, se acha isso, ou disso e daquilo, aí não é questão de a gente ficar definindo”, falou.

CAMPANHA DE 2026

Ainda em fala a jornalistas, Sidônio negou que o evento, que contou com a presença de vários ministros e líderes no Congresso, tenha tido um tom de campanha.“Eu acho que é uma leitura errada”, declarou.

Voltou várias vezes a falar que o papel do ato foi apenas para divulgar as ações do governo e mostrar à população o que são os serviços oferecidos pela gestão.

“Eu, como ministro, não penso em campanha política,não quero dizer isso.Eu penso no governo, objetivamente nisso”, declarou Sidônio.

Poder 360

Opinião dos leitores

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Lula exige “reciprocidade” dos EUA e diz que Brasil “não bate continência”

Foto: reprodução/YouTube .Gov

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma série de tarifas recíprocas que vão de 10% a 50% sobre produtos importados aos norte-americanos, o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as medidas adotadas, afirmando que o Brasil não “bate continência” para nenhuma bandeira que não a nacional.

“Um país [o Brasil] que não tolera ameaça à democracia, que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela”, afirmou Lula ao participar de um evento para apresentar um balanço das ações do governo desde o início do mandato, em 2023.

O presidente brasileiro exigiu “reciprocidade no tratamento” internacional e defendeu o “multilateralismo e o livre comércio”, afirmando que responderá à qualquer tentativa de imposição de um protecionismo que, de acordo com ele, “não cabe mais hoje no mundo”.

“Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, afirmou.

A lei referida por Lula, foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (2) em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial. O projeto determina critérios para a reciprocidade, em casos de ações estrangeiras que objetivem impactar “negativamente a competitividade internacional brasileira”.

No anúncio das tarifas, Trump afirmou que essa medida já deveria ter sido tomada há muito tempo, citando como “injustiça” as barreiras tarifárias de países com relações comerciais com os americanos. Ele classificou as tarifas como “gentis”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Lula tá jogando pra galera, em se falando de barreiras comerciais, o Brasil ocupa a quarta colocação entre os países que mais impõe barreiras e taxas.

  2. Se Lula realmente aplicar a reciprocidade, terá que reduzir as tarifas para 10%, o que seria incrível para termos produtos americanos mais baratos. Analisei as medidas de Trump e comecei a me perguntar se ele não se inspirou no Brasil, desde os tempos de Sarney, com esse protecionismo que impede os brasileiros de acessarem produtos melhores e mais acessíveis. Não há nada mais tipicamente brasileiro e ultrapassado do que esse tarifaço estrutural. Para Lula ser verdadeiramente recíproco, só resta reduzir as tarifas a 10%.

  3. Esse idiota tá achando que com sua mentiras e bravata vai fazer o povo acreditar nele novamente, para a população como um todo, Lula é o grande mentiroso.

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PL dá início a coleta de assinaturas para levar anistia ao 8/1 direto a plenário

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, durante reunião com representantes partidários | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou de estratégia e deu início a uma coleta de assinaturas entre deputados para pautar a anistia aos envolvidos do 8 de Janeiro direto a plenário. Até o momento, o partido conta com 165 assinaturas, entre 257 necessárias.

A intenção, conforme indicou o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), nesta quinta-feira (3), é alcançar o apoio para uma votação de urgência na primeira quinzena de abril. O movimento depende de decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) , mas aumenta pressão para pautar a proposta em plenário.

“Nós vamos trabalhar com celeridade para que na próxima reunião de líderes, na quinta-feira que vem, a gente tenha essas 257 assinaturas, que aí já não dependeremos mais da autorização do presidente Motta e dos líderes. Com 257 assinaturas, entrará na pauta na semana seguinte”, afirmou Sóstenes, após reunião com outros representantes partidários.

O deputado prevê ampliar o número de assinaturas em visitas a reuniões de bancadas partidárias na próxima semana. Entre as previsões está a participação de encontro com deputados do PP, na terça-feira que vem.

O novo caminho é uma possibilidade prevista no regimento interno da Câmara, que estabelece a inclusão automática para discussão e votação de projetos indicados como “de relevante e inadiável interesse nacional, a requerimento da maioria absoluta da composição da Câmara”. Ainda assim, será necessário contar com aval do presidente da Casa, Hugo Motta.

A forma mais tradicional é indicação dos líderes partidários, mas a falta de avanços nesse sentido levou à nova campanha do partido. O PL também promete manter uma obstrução “moderada”, que abrirá exceções para projetos de destaque, mas atuará para uma análise mais lenta entre projetos na Câmara.

Questionado pela reportagem do R7, Sóstenes nega uma eventual trava à formação da comissão especial do IR (Imposto de Renda), que deverá ser instalada na próxima semana. O líder sustenta, no entanto, que só fará indicação para o colegiado quando houver maioria de nomes postos por outros partidos.

R7

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Governo Federal compra móveis escolares por preço 50% acima do mercado; custo total foi de R$ 3 bilhões

Carteiras escolares no padrão exigido pelo FNDE | Foto: FNDE/Divulgação

Uma compra de carteiras escolares pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) foi aprovada em 2024 por 50% a mais que o valor de mercado desses itens.

O custo ficou em R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão acima do que seria com os preços estimados pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 2022 ao analisar o edital.

Um conjunto para mesa para professor que custava R$ 368,88 em 2022 (reajustado pela inflação, R$ 387,55) teve sua compra aprovada por até R$ 1.072, por exemplo, segundo os preços homologados pelo FNDE em um pregão no ano passado.

Foram registradas atas de preços, documentos que autorizam o governo federal ou outros órgãos a comprar das empresas vencedoras do pregão pelos valores registrados quando houver necessidade. Essas atas valem até setembro deste ano.

Com base nessas atas, já foram firmados 14 contratos por diferentes órgãos públicos no país, com valor total de R$ 21,9 milhões, permitindo compras até 2026. Apenas uma pequena parte da compra foi efetivada até agora, portanto.

Restrições questionadas

Segundo empresas que ficaram de fora do pregão eletrônico, o prazo dado pelo ministério para obter a documentação para participar do certame não foi suficiente, o que acabou restringindo a competitividade.

“No termo de referência do edital, há a exigência de laudos e documentos de itens lançados há pouco no mercado (…), não sendo possível o atendimento de tais exigências pela grande maioria dos fornecedores”, alegou a MC Indústria e Comércio de Móveis Ltda.

O FNDE pediu laudos e certificações que não são exigidas pelo Inmetro, para os quais esses fornecedores disseram não estar prontos. O fundo, porém, rejeitou esses recursos, argumentando que os laudos seriam necessários para garantir a qualidade.

“Exigir laudos e certificações de mobiliários escolares é crucial por várias razões”, disse o FNDE em resposta a um recurso. “Primeiro, garantem a segurança dos alunos, assegurando que os móveis atendem a normas que reduzem riscos de acidentes e lesões.”

“Segundo, a certificação garante a durabilidade dos produtos, fabricados com materiais de qualidade e processos adequados, resultando em móveis mais resistentes ao uso intenso. Além disso, a ergonomia é fundamental: móveis certificados proporcionam conforto e evitam problemas de saúde, como dores nas costas e problemas posturais.”

O FNDE é um órgão vinculado ao Ministério da Educação, responsável pelas aquisições de materiais, equipamentos e obras nas escolas. É comandado por Fernanda Pacobahyba. Servidora de carreira do estado do Ceará, ela é próxima do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e foi secretária da Fazenda quando Camilo governou o estado.

No governo Jair Bolsonaro, o órgão foi entregue ao PP e enfrentou investigações sobre irregularidades em repasses para prefeituras.

Questionamento da CGU

O edital tinha sido alvo de questionamentos da CGU em 2022, ainda no governo Bolsonaro. O órgão de controle apontou um risco de sobrepreço de R$ 1,6 bilhão e pediu que o FNDE refizesse o edital e a pesquisa de preços.

Um dos problemas apontados pela CGU —a quantidade exagerada de móveis prevista, de 10 milhões de carteiras— foi corrigido, mas os preços do pregão, realizado em junho de 2024 e vencido por sete empresas, continuaram acima da média de mercado.

De acordo com o edital publicado pelo FNDE, a inflação em 2023 para móveis escolares pode ser estimada em por volta de 5%. Os preços aceitos pelo FNDE, porém, são até 176% maiores que as referências usadas pela CGU em 2022.

O pregão permite comprar 4,5 milhões de carteiras escolares de tamanhos variados, incluindo conjuntos para professores e alunos cadeirantes, num total de R$ 3 bilhões. Os preços estão R$ 1 bilhão acima do que a CGU havia estimado.

No edital do pregão, o FNDE listou 145 licitações realizadas pelo Brasil para comprar carteiras escolares entre 2022 e 2023. Na grande maioria desses certames, os preços ficaram abaixo daqueles aceitos pelo FNDE, mesmo considerando a inflação.

Procurado, o FNDE disse que “as certificações exigidas seguem normas de segurança e sustentabilidade, protegendo estudantes e assegurando responsabilidade ambiental”.

“Com ampla participação de fornecedores de diversas regiões, a licitação garante abrangência nacional e otimização logística, beneficiando milhares de municípios. O FNDE reafirma seu compromisso com a educação pública, garantindo padrões de qualidade que promovam conforto e dignidade aos estudantes”, afirmou o órgão ao UOL.

Cotação de preços

Segundo a CGU, um dos motivos das estimativas de preço infladas do primeiro edital foi a inclusão no cálculo de propostas de preços enviadas por firmas da Abime (Associação Brasileira das Indústrias de Móveis Escolares), que estavam acima do valor de mercado.

Empresas da associação sugeriram vender por R$ 786 um conjunto de carteira escolar que custava em média R$ 374,90, por exemplo.

A controladoria recomendou que as propostas fossem excluídas e que fosse considerada apenas a estimativa das compras realizadas no Comprasnet (hoje Compras.gov.br).

No pregão de 2024, o governo optou por usar estimativas de preço sigilosas. As empresas que conseguiram participar competiram entre si pelos melhores lances.

Os lotes foram divididos por região, considerando as diferenças de preço em cada local do Brasil, e uma empresa diferente venceu cada um deles.

Algumas das vencedoras pertencem à Abime e foram responsáveis pelas propostas de preço questionadas pela CGU. Procurada, a Abime disse que não tem conhecimento específico sobre o pregão e que, por isso, não tem condições de se manifestar.

As empresas que venceram o pregão são a Delta Produtos e Serviços, Incomel Indústria de Móveis, Indústria e Comércio Móveis Kutz, Maqmóveis Indústria e Comércio de Móveis, Milanflex Indústria e Comércio de Móveis, Movesco e Tecno 2000.

Apenas a Maqmóveis respondeu ao contato da reportagem. “A empresa considerou todas as normas de segurança obrigatórias para os produtos, bem como os requisitos específicos dos móveis e as particularidades tributárias e logísticas de cada estado e região”, disse a empresa.

“A Maqmóveis declara, ainda, que cumpriu integralmente a legislação vigente e os termos do edital, com preços compatíveis com os de mercado e inferiores aos de inúmeros outros licitantes, tendo vencido três lotes.”

UOL – por Natália Portinari

Opinião dos leitores

  1. Esse é o método PT de governar, cumprindo todos os protocolos, a corrupção vem em primeiro lugar.

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Prefeitura de Ceará-Mirim investe mais de R$ 2,5 milhões na reforma de escolas municipais

A Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim está promovendo a reforma simultânea de cinco escolas da rede municipal de ensino. As unidades beneficiadas nesta etapa são: CEI Menino Jesus (Ceará-Mirim), Escola Severino Pinheiro (Mineiro), Escola Ester Paiva (Massangana), Escola Maria de Lourdes (Gravatá) e Escola Emídio Ferreira (Rio dos Índios).

Além dessas, mais três escolas estão com obras programadas para iniciar em breve. As reformas na CEI Rafael Sobral (Ceará-Mirim) e na Escola Alcides Câmara (Capela) terão início na próxima segunda-feira (07). Já a Escola São Miguel também passará por melhorias nos próximos dias.

Os recursos para as obras são provenientes tanto do Governo Federal quanto do município, totalizando um investimento de mais de R$ 2,5 milhões. O prefeito Antônio Henrique destacou que a gestão municipal tem priorizado investimentos na educação, não apenas com reformas estruturais, mas também na qualidade da merenda escolar, no transporte dos alunos e na aquisição de novas mobílias para diversas unidades de ensino.

“Nosso objetivo é melhorar cada vez mais a qualidade da educação em nossa cidade, oferecendo um ambiente adequado para o aprendizado e o desenvolvimento dos nossos alunos”, ressaltou o prefeito.

A Prefeitura de Ceará-Mirim reafirma seu compromisso com a educação e segue trabalhando para proporcionar melhores condições de ensino para todos os estudantes do município.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a equipe do prefeito Antônio Henrique, sucesso!!! Ceará Mirim só ganha mais a cada dia

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Geral

Falar sobre a morte com crianças é essencial para um luto saudável


Especialista explica como diálogo sincero e a escuta podem ajudar as crianças a lidarem com a perda

A morte de um ente querido é um momento difícil para qualquer pessoa, mas pode ser especialmente desafiador para as crianças. Ainda em desenvolvimento emocional e cognitivo, elas podem ter dificuldades para compreender e expressar o luto. Oferecer o suporte adequado e abordar o tema com sensibilidade são passos fundamentais para ajudá-las a enfrentar essa experiência de maneira saudável.

Muitas vezes, na tentativa de protegê-las do sofrimento, os adultos evitam falar sobre o assunto, omitem informações ou recorrem a eufemismos que podem gerar confusão. No entanto, a forma como o luto é vivenciado pelos adultos influencia diretamente a maneira como a criança processa suas emoções e constrói sua compreensão sobre a morte.

A forma como cada criança encara a perda varia conforme sua idade. As mais novas, por exemplo, podem não compreender a irreversibilidade da morte, enquanto as mais velhas começam a ter consciência da finitude da vida. Por isso, é essencial abordar o tema com clareza e honestidade, evitando expressões como “virou uma estrela” ou “foi dormir para sempre”, que podem gerar interpretações errôneas.

A psicóloga especialista em luto, Alexsandra Sousa, que integra a equipe do cemitério, crematório e funerária Morada da Paz, reforça a importância de um diálogo aberto e franco com as crianças.
“Muitas vezes, imaginamos que o mundo infantil é marcado apenas pela leveza e pela ausência de sofrimento. Por isso, falar sobre a morte pode ser um desafio para as famílias, que tendem a afastar o tema do universo infantil. No entanto, quando observamos as crianças com atenção, percebemos que suas vidas, assim como as dos adultos, também incluem desafios, e elas inevitavelmente precisarão lidar com essa realidade em algum momento”, explica a psicóloga.

A valor do diálogo e da escuta

Abrir espaço para que a criança expresse seus sentimentos e dúvidas é fundamental. Os adultos devem acolher suas emoções, responder às perguntas com sinceridade e respeitar o tempo de cada uma para assimilar a perda. Evitar o assunto ou esconder a verdade pode dificultar esse processo e gerar insegurança.

A comunicação clara é o melhor caminho. Alexsandra alerta que, ao falar sobre a morte, é essencial adequar a linguagem à idade da criança, evitando eufemismos que possam gerar medo ou confusão.

“É muito importante entender que a percepção da criança sobre a morte é diferente da do adulto. Estudos indicam que o conceito de finitude se desenvolve gradualmente, conforme o avanço cognitivo.

Criar um ambiente seguro para conversas sinceras sobre a morte, a
tristeza e os medos permite que a criança compreenda que não está sozinha nesse processo”, ressalta a especialista.

Assim como os adultos, as crianças têm o direito de vivenciar e expressar as emoções que acompanham a perda. Validar sentimentos como tristeza e saudade é essencial para um luto saudável.

“Elas percebem a ausência e sofrem com isso. Para que o luto seja ressignificado e superado de maneira saudável, ele precisa ser vivido e reconhecido. Por isso, é essencial explicar o ocorrido, acolher a dor e legitimar os sentimentos da criança”, afirma Alexsandra.

Durante o processo de luto, a criança pode apresentar momentos de confusão emocional, sentimentos de culpa ou até mesmo sinais de autopunição. “É fundamental que os adultos estejam atentos a essas manifestações e, se necessário, busquem ajuda especializada para oferecer suporte adequado”, alerta a psicóloga.

Turma do Vilinha: um apoio na jornada do luto infantil

Para facilitar o diálogo sobre a morte com as crianças e auxiliar pais e responsáveis, o Morada da Paz criou o projeto Turma do Vilinha. A iniciativa disponibiliza livros, cartilhas e jogos que abordam o tema de forma leve e didática, ajudando os pequenos a compreender o luto.

Todo o material está disponível gratuitamente no site www.turmadovilinha.com.br, servindo como um recurso valioso para famílias que buscam apoio nesse momento delicado.

Lidar com a morte é um desafio tanto para adultos quanto para crianças, mas faz parte da vida. Abordar o tema de maneira aberta e acolhedora ajuda os pequenos a expressarem suas emoções, entenderem o ciclo da vida e fortalecerem laços familiares. O luto, embora doloroso, também pode ser um momento de conexão e crescimento para toda a família.

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