Polêmica

“Ser deputado é tranquilo… Faço de conta que trabalho”, diz Paulo Maluf

6abr2016---o-deputado-federal-paulo-maluf-pp-sp-participa-da-comissao-especial-de-impeachment-na-camara-dos-deputados-em-brasilia-df-1459965535751_615x300Foto: Márcio Neves/UOL

Depois de ser duas vezes candidato à Presidência, prefeito de São Paulo outras duas, governador do Estado paulista e quatro vezes deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP), aos 84 anos, diz preferir o último posto.

“Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87 anos. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais”, diz. E completa: “(Ser) deputado é tranquilo: trabalho terça, quarta e quinta metade do tempo. Faço de conta que estou trabalhando.”

Criticado por ter faltado a 8 das 10 reuniões da comissão especial que discutiu o impeachment na Câmara (“não tinha obrigação”), o político explica, em entrevista à BBC Brasil, que sua defesa pelo afastamento de Dilma Rousseff é apenas política.

“Ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment”, diz, acusando o presidente de seu partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), de ter negociado apoio ao governo sem consultar os demais políticos de sua base. Para Maluf, a negociação de cargos foi “espúria, para não dizer pornográfica” e Nogueira se comportaria de maneira “monocrática”, como um “ditadorzinho do Piauí”.

O político diz ainda considerar “uma vergonha nacional” o fato de seu partido ser o recordista de citações na Lava Jato, com mais de 30 investigados. Ele também comenta os casos de corrupção em que esteve envolvido, como sua recente condenação à prisão pelo Tribunal Criminal de Paris, por lavagem de dinheiro – à qual recorre na Suprema Corte Francesa.

Leia os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Depois de defender o governo, o senhor anunciou que vai votar pelo impeachment. Por quê?

Paulo Maluf – Tenho muito respeito pela pessoa física da presidenta Dilma. Por todas as informações que tenho, e tenho informações na área econômica e política, ela é uma mulher correta e honesta. Sob este aspecto, deve ser inocentada.

Entretanto, no processo de votação, o meu partido (PP) e seu presidente Ciro Nogueira negociaram de maneira espúria. Toda negociação de partido tem que ser feita ou pela bancada, ou pelo diretório. Não pelo presidente. O presidente negociou presidência da Caixa Econômica Federal, Ministério da Saúde, Ministério das Relações Institucionais.

Como ele decidiu monocraticamente, pode parecer perante a opinião pública que fui parte desta negociata. Só tem uma maneira de provar que não fui: votar pelo impeachment. Portanto ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment.

BBC Brasil – Isso significa o prenúncio de um divórcio com o PP?

Maluf – Não. O partido não fechou a questão. Se eu votasse contra uma decisão do diretório nacional eu poderia até ser punido. Mas não. Para provar que não sou base da operação de compra e venda, tenho que votar pelo impeachment.

A negociação de cargos é espúria, para não dizer pornográfica. Não é o presidente do partido que vai lá e pega uns carguinhos para seus companheiros.

BBC Brasil – E qual deveria ter sido a postura do governo nesta articulação?

Maluf – O governo por meio de seu ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, poderia ter procurado a executiva do partido e a bancada e ter uma discussão aberta sobre quais são os pecados ou não do governo e como ele gostaria que fôssemos parte do governo. Foram no mínimo subterrâneos. Fizeram o acordo no porão da igreja e não no altar.

BBC Brasil – Como fica o clima entre o senhor e o presidente do partido daqui para frente?

Maluf – Não fica nada. Ele que vá ao governo e diga: eu decidi e não consultei o Maluf. Ponto final. Não tem clima nenhum. Uma coisa é a sua amizade pessoal, que tenho com muita gente, inclusive do PT, inclusive com o próprio Lula, que almoçou na minha casa. Mas eu sou independente. Tenho meu eleitorado.

O presidente do partido avançou o sinal e não consultou ninguém. Esse é um ditadorzinho do Piauí e quer dar ordem? Ele é senador, não vota na Câmara!

BBC Brasil – Acha que o governo vai conseguir apoio suficiente no processo de impeachment?

Maluf – É muito difícil. Infelizmente, a oposição radicalizou. Recebi ontem (quarta-feira), sem exagero, cem mensagens me congratulando porque mudei de posição. Eu estou onde estava, não me influencio por mensagens que me mandam. Não preciso do fulano de Rondônia que me mandou um e-mail para conseguir votos. Mas, eu digo, tem muito deputado que se influencia. [Por isso,] Hoje, é mais problemático barrar o impeachment.

BBC Brasil – O tiro então saiu pela culatra?

Maluf – Acho para Dilma o tiro foi pela culatra. Dos 49 (deputados), ela poderia ter 29 (votos contra o impeachment). Acho que hoje não tem 20.

BBC Brasil – Há pedidos de impeachment contra Dilma, contra o vice Michel Temer e contra o ministro Marco Aurélio Mello, do STF. A ferramenta estaria sendo banalizada?

Maluf – Vamos falar de coisa séria! Uma entidade que não existe pede impeachment de um ministro do Supremo e você leva a sério? O ministro Marco Aurélio é um dos mais brilhantes, corretos e corajosos ministros que o Brasil já teve.

Agora, Movimento Brasil Livre eu não sei quem representa. A mim, não representa! Na minha visão, o impeachment sobre Michel Temer não vai se concretizar porque o Eduardo Cunha, que é muito esperto, pediu aos partidos para indicarem os membros (da comissão especial que avaliará o caso). Enquanto os partidos não indicarem, ele está coberto para não abrir (a comissão).

BBC Brasil – Alega-se que o pedido contra Temer é pautado pelos mesmos argumentos que os encaminhados a Dilma. Como avalia?

Maluf – Veja, os argumentos contra a presidenta Dilma são fracos. Os argumentos também contra Temer são fracos, não existem. O ridículo tem que ter um limite. Acho o seguinte: Dilma é correta e não tem razão para o impeachment.

As pedaladas na minha visão não são crime. Como também para o Michel. Mas minha posição é política (no caso de Dilma). No mínimo, a minha história tem que ser respeitada. Não me consultaram, eu tomo a decisão que os meus eleitores vão achar melhor.

BBC Brasil – O senhor diz que Dilma é íntegra e que o pedido de impeachment é fraco. Seu endosso ao impeachment não seria uma retaliação na direção errada, já que suas críticas são endereçadas ao presidente do seu partido?

Maluf – Não. Ela acertou na administração, mas errou na condução do processo político. Ela tinha que discutir com o partido, e não com o presidente do partido.

BBC Brasil – Como vê um eventual governo Temer?

Maluf – Conheço o Michel Temer há mais de 30 anos. É íntegro, correto e competente. Acho que fará um bom governo.

BBC Brasil – Muito se fala sobre a integridade dos deputados que fazem parte da comissão que avalia o impeachment, uma vez que mais de 30 são réus em diferentes tipos de ação. Como vê os comentários?

Maluf – O que acho verdadeiramente é que o fato de ser alvo de uma ação é democrático. Ser alvo não quer dizer que estão condenados.

BBC Brasil – Então têm legitimidade?

Maluf – Lógico que têm legitimidade. Olha, processos, eu saí da prefeitura com 150. Até porque eu plantei eucalipto e reclamaram que eu estava chupando água da terra. Das 150 ações, ganhei 147. O Maluf foi processado porque tem democracia. Na Rússia você não é processado… Nem no Afeganistão.

BBC Brasil – Essas três ações que restam…?

Maluf – Vou ganhar também. Você sabe que aqui tem muitos recursos. Se você ganha o Ministério Público recorre. Ganha de novo, o MP recorre. Enquanto não ganhar em última instância, não ganhou.

BBC Brasil – O senhor fala da Justiça brasileira, mas também tem processos no exterior, como na Justiça francesa, onde foi condenado a três anos de prisão por lavagem de dinheiro entre 1996 e 2005. E nestes casos?

Maluf – Também recorri. Lá é um absurdo, o mais absurdo do mundo. Abri uma conta secreta, sabe como foi? Em nome de Sylvia Lutfalla Maluf. Bem secreta: mulher do Paulo Maluf. Mais secreta ainda: mora na (ele cita seu endereço no Jardim América, bairro nobre de São Paulo). Mais secreta ainda: na avenue George V, num banco menor da França que é o Crédit Agricole.

E mandei os recursos para lá via Banco Central. Não tem conta mais limpa! Mas o gerente lá, que é um idiota, disse “lavagem de dinheiro no Brasil”. Bom, então quem tem que me julgar é o tribunal brasileiro, não vocês! Eu vou ganhar, eu recorri. (Dizem que) Eu quase destruí o sistema cambial brasileiro porque mandei um milhão de euros. Um milhão, com M de merda. Que lavagem que eu fiz?

Maluf é dono da Eucatex, de outras grandes empresas, entendeu? Mandei esse dinheirinho lá sabe para quê? Minha mulher é um exemplo de mulher. Somos casados há 60 anos. E ela gosta de fazer comprinhas, é isso. Mandei aquilo para lá para ajudar a balança comercial francesa. E eles querem roubar meu dinheiro! Pode publicar isso.

BBC Brasil – Já que o senhor levantou essa bola: brinca-se que seu nome não apareceu na lista da Odebrecht…

Maluf – Nem Odebrecht, nem Camargo Correa, nem Andrade Gutierrez, nem mensalão, nem petrolão, nem Lava Jato e nem Panamá. Esta é a prova provada de que as outras agressões eram políticas, sem base nenhuma. Dá licença: ‘Frangogate’ (escândalo de suposta compra superfaturada de frangos para merenda escolar, do qual foi absolvido).

Minha mulher tinha no sítio quatro galinhas que vendeu para um frigorífico e o frigorífico vendeu não sei para quem. Aí dizem que Maluf está fornecendo material para merenda escolar da prefeitura. Sabe, quando se tem má-fé, tudo vale. Mas não tem problema: estou vivo. Me imploram para ser prefeito de novo. Se eu fosse nomeado, quem sabe aceitaria, porque 84 anos não são 48. Mas fazer uma campanha na minha idade, o pior que pode acontecer é ganhar a eleição. Quando é que vou me aposentar? Nunca!

BBC Brasil – Uma candidatura à prefeitura está na mira?

Maluf – De jeito nenhum. Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais. Não aceito ser ministro, ser governador, ser prefeito… nada. (Ser) Deputado é tranquilo: trabalha terça, quarta e quinta metade do tempo… Faço de conta que estou trabalhando.

BBC Brasil – O senhor apoiou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) à prefeitura e recentemente recomendou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) como presidente em 2018. Qual é a diferença entre eles?

Maluf – Haddad tem uma grande qualidade neste mar de lama: ele é honesto. Não tem nada, posso te garantir. Então não tenho nenhum ressentimento de tê-lo apoiado. O Alckmin eu conheço desde que era secretário de Transportes, aos 40 anos, e ele tinha uns 20. Magrinho, vereador de Pindamonhangaba, que vinha despachar comigo. Acho que ele é uma das reservas morais deste país. Não querendo repetir a fala do ministro (do Supremo Luis Roberto) Barroso, mas, né? ‘Meu Deus, é isso que nos espera?’

Se o Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel Temer, ele não ia aparecer naquela foto (tirada após o anúncio de rompimento do PMDB com o governo) e, portanto, subir o Michel (a uma possível Presidência). Quem propõe isso? O presidente da Câmara que é o segundo na sucessão? Aquilo não ficou bem. Tanto que o ministro do Supremo (Barroso) fez uma indiscrição que foi gravada. Você pode publicar: se Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel, ele não compareceria naquela reunião, tanto que Renan Calheiros não foi.

BBC Brasil – Como avalia a operação Lava Jato e a atuação do juiz Sérgio Moro?

Maluf – Ele está imbuído de ser um justiceiro, o que para mim é uma qualidade em um juiz. São uns 20 juízes no gabinete dele. E um deles cometeu um deslize, tanto que ele reconheceu e se desculpou com o Supremo. Se eu fosse o juiz, fechava os autos das gravações de Lula e Dilma e mandava para o Supremo. Agora, tirar o segredo de justiça de uma gravação ilegal… Não acho que ele fez de maneira pensada, nunca nunca, mas ele ter pedido desculpas ao supremo já demonstra que ele sabe que errou.

BBC Brasil – Muita gente diz que a operação, apesar de sem precedentes no combate à corrupção no país, privilegiaria investigações contra o PT. Como vê os comentários?

Maluf – Não, eu acho que não. Quando você está nos holofotes, você tem 50 repórteres que querem conhecer a sua vida. Não encontraram nada dele, então até que me provem o contrário eu o acho correto.

BBC Brasil- O PP é recordista de citações na Lava Jato. Como vê?

Maluf – Isso é uma vergonha nacional. O (deputado) Jair Bolsonaro, que saiu do partido, infelizmente, porque é um homem correto, disse: na Lava Jato só não tem dois, eu e o Maluf, o resto foi tudo. Hahahaha. Eu não preciso de dinheiro para me eleger! Você anda nas marginais, Maluf que fez. Nos túneis, Maluf que fez. No metrô, Maluf que começou. Eu tenho serviços prestados. Construí 999 escolas no Estado.

UOL

Opinião dos leitores

    1. Lula Ministro da Educação.
      Vacari Ministro da Economia
      Delubio Ministro da Justiça
      Dirceu Gabinete Civil
      Dilma Presidente da Petrobras.
      Agora vai…

  1. Só disse a verdade. Foi um grande governador e prefeito de SP. O povo de lá o adora. E fará certo em votar a favor do impeachment.

  2. É muuuita cara de pau mesmo…e o povo ainda vota nesse imundo, por isso q esse país nunca vai pra frente!

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Brasil

Após alta, Bolsonaro coloca tornozeleira e passa a cumprir domiciliar

Vídeo: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta hospitalar nesta sexta-feira (26) após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatar o pedido da defesa e conceder prisão domiciliar para o antigo chefe do Executivo.

Com a alta, Bolsonaro colocou uma tornozeleira eletrônica às 8h45 e deixou o hospital às 9h45, para passar cumprir prisão domiciliar temporária pelo prazo inicial de 90 dias. A medida foi concedida para permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. Ao fim do período, o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção da domiciliar.

A decisão aconteceu após a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar favorável à transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou demonstrado por laudos médicos que a saúde de Bolsonaro precisa de vigilância constante, o que pode ser melhor oferecido no “ambiente familiar”.

O despacho de Moraes foi dado pouco mais de uma semana após o ex-presidente ter sido internado em um hospital de Brasília com broncopneumonia e em meio ao aumento do desgaste do STF com a crise relacionada ao Banco Master.

Mesmo fora do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro seguirá submetido a um conjunto de regras de monitoramento impostas pelo STF.

CNN

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Brasil

VÍDEO: Policiais federais aprovam estado de greve

 

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Uma publicação partilhada por Fenapef (@fenapef_oficial)

Vídeo: Reprodução

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) aprovou, nesta quinta-feira (26), um estado de greve de policiais federais após insatisfação com a valorização da categoria.

Segundo o vice-presidente da federação, Marcos Avelino, a medida visa providências do Governo Brasileiro quanto ao reconhecimento dos agentes.

O encerramento do terceiro dia de Assembleia Geral Extraordinária ocorreu em Brasília, no Distrito Federal, e reuniu 27 sindicatos. Em nota, a federação informou que os presidentes dos sindicatos pertencentes ao sistema sindical, retornaram aos seus estados para alinharem todas as informações e deliberarem junto às bases as possibilidades de movimento em cada região.

Em uma publicação nas redes sociais, a Fenapef afirmou aque a mobilização tem como objetivo a valorização da categoria e a garantia de que nenhum direito dos policiais federais seja prejudicado.

De acordo com Avelino, o governo federal abriu um canal de negociação com a federação. “Nós temos interlocução com dois importantes ministérios e aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, declarou.

Além do estado de greve, a Fenapef ainda aprovou, que todos os sindicatos façam as suas AGES (Assembleias Gerais Extraordinárias) na próxima semana, visando a deliberar as novas providências e ações frente ao momento de negociação com o governo federal.

CNN

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Polícia

PM diz que ataques em Natal são tentativa de intimidar ações contra o crime organizado

Foto: Magnus Nascimento

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) informou, em nota oficial, que os ataques registrados nesta quinta-feira (26), em Natal, são tentativas de intimidação por parte de grupos criminosos para forçar o recuo da corporação, que vem realizando ações contra o crime organizado no local.

Durante os ataques, um ônibus foi atacado após uma troca de tiros entre homens armados e policiais militares na Vila de Ponta Negra, no bairro de Ponta Negra, na zona Sul da capital potiguar. Segundo a PM, a ocorrência aconteceu quando os suspeitos atiraram contra policiais militares da Força Tática do 5º BPM.

A guarnição estava realizando a averiguação de denúncias anônimas relacionadas ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo em um edifício na região. Ao entrar no local, que possui acesso livre e se dirigiram ao último pavimento.

Em um dos apartamentos, que a porta estava entreaberta, foi possível visualizar um carregador de pistola em seu interior. Diante da situação de flagrante, a equipe entrou no imóvel, momento em que foi surpreendida por diversos disparos de arma de fogo, sendo necessário o revide à injusta agressão.

Após o confronto, o suspeito foi alvejado e socorrido ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Com ele, a Polícia realizou a apreensão de materiais como uma pistola, carregadores municiados, balança de precisão, dinheiro, drogas, sacos e um aparelho celular. O material foi encaminhado à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.

​”A produtividade operacional das unidades neste período demonstra o cerco fechado contra a criminalidade. A Polícia Militar reitera que o policiamento ostensivo nas comunidades permanece intensificado. Tentativas de intimidação por meio de danos ao patrimônio público e privado apenas reforçam a necessidade da continuidade das operações para garantir a segurança da sociedade norte-rio-grandense”, disse a PM em nota.

Tribuna do Norte

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Jornalismo

Potiguar apresenta temas de inovação em importante fórum chinês

Foto: Divulgação

O empresário potiguar Erich Rodrigues participou, nesta semana, de uma das mais relevantes agendas globais de inovação e tecnologia: o ZGC Forum 2026 (Zhongguancun Forum), realizado em Pequim, na China. O evento é um dos principais encontros internacionais voltados ao futuro da engenharia, da indústria e da transformação digital, reunindo governos, academia e lideranças empresariais de diversos países.

Organizado por instituições de destaque da China, entre elas o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Academia Chinesa de Engenharia, o fórum tem como tema central em 2026 a integração entre inovação tecnológica e desenvolvimento industrial, refletindo uma mudança estrutural na forma como novas tecnologias são concebidas, aplicadas e escaladas globalmente.

Durante o evento, foram apresentados estudos baseados na análise de 189 frentes globais de engenharia, com dados provenientes de mais de 2,1 milhões de artigos científicos e 530 mil famílias de patentes. O levantamento aponta quatro grandes tendências que devem moldar o futuro: a engenharia impulsionada por inteligência artificial, a inovação orientada à aplicação prática, a expansão das fronteiras tecnológicas e a transição verde e de baixo carbono.

Além da participação no fórum principal, Erich Rodrigues integrou uma agenda estratégica na Peking University, uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas da Ásia. Ele foi um dos convidados do encontro – “Building the New Silk Road Together: China-Brazil Entrepreneurs Going Global”, realizado na National School of Development, reunindo uma delegação brasileira e empresários chineses em um ambiente voltado à cooperação internacional.

Durante o encontro, Erich apresentou perspectivas sobre inovação aplicada, conectando tendências globais às oportunidades de desenvolvimento no Brasil e contribuindo para o debate sobre internacionalização, inovação e aproximação entre China e Brasil.

Para Erich, a experiência reforça a importância de transformar conhecimento em ação prática:

“Estamos vivendo uma mudança estrutural na economia global, na qual inovação, tecnologia e aplicação prática estão completamente integradas. Mais do que acompanhar tendências, nosso foco é transformar aprendizado em ação, convertendo conhecimento global em soluções concretas que fortalecem nossas empresas e ampliam nossa capacidade de inovar no mercado brasileiro.”

A presença potiguar em um dos principais fóruns de inovação do mundo reforça o papel crescente de lideranças regionais no debate sobre tecnologia, desenvolvimento e inserção global do Brasil.

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Geral

Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, diz presidente de sindicato de servidores

Foto: Marcos Oliveira

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alison Souza, o teto constitucional do serviço público, hoje em R$ 46,3 mil, “não é suportável” pelas carreiras do serviço público, e algumas parcelas adicionais, como as funções comissionadas, deveriam estar fora do teto.

“Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária (reajuste) ao teto remuneratório”, disse Alison durante uma reunião online com servidores representados pelo Sindilegis nesta terça (24).

“A outra questão que a gente defendeu é que as funções de confiança sejam consideradas fora do teto, embora devam ser consideradas remuneratórias”, diz ele. A diferença é que verbas indenizatórias não pagam Imposto de Renda. Funções de confiança são um pagamento adicional que alguns servidores recebem para exercer funções de chefia ou de assessoramento.

À coluna Andreza Matais, Alison disse que levou essas propostas do Sindilegis ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) que tratou do teto constitucional e dos penduricalhos.

Nesta quarta (25), o STF fixou regras mais rígidas para os penduricalhos de magistrados e integrantes do Ministério Público. Agora, esses penduricalhos só poderão chegar, no máximo, a 35% do teto atual.

“Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós”, disse ele à coluna.

“O que nós defendemos é que a política remuneratória do Estado brasileiro garanta a justa recomposição inflacionária, que é o que todo trabalhador defende; não é nada diferente do que todos os trabalhadores do país querem, inclusive para os que ganham o teto”, disse Alison.

À coluna, o presidente do Sindilegis disse que os salários no Poder Legislativo estão perdendo a atratividade.

Metrópoles

Opinião dos leitores

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Educação

Hackathon do Colégio Porto apresenta soluções sustentáveis para problemas da cidade do Natal

Foto: Divulgação

Numa manhã dedicada a desenvolver propostas e soluções para os problemas da comunidade, terminou nesta quinta-feira (26) mais uma edição do Hackathon do Colégio Porto, em Natal, reunindo estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio. A maratona de criatividade, inovação e pensamento crítico movimentou os estudantes, que buscaram desenvolver seus projetos com foco nos problemas da capital potiguar.

Durante três dias, os alunos foram desafiados a buscar soluções com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, priorizando áreas como educação de qualidade, trabalho decente e cidades sustentáveis. Ao final da programação, os projetos foram apresentados em formato de pitch para uma banca avaliadora.

Mais do que uma competição, o evento se consolidou como um espaço de formação prática e desenvolvimento de habilidades essenciais. “Muitas vezes, as pessoas associam o hackathon a uma maratona de programação, quando, na verdade, é uma maratona de desenvolvimento do pensamento crítico. Aqui, os estudantes pensam soluções viáveis para problemas reais, alinhadas aos objetivos de desenvolvimento”, destacou a professora Kennia Ísis, orientadora pedagógica do Porto.

*Soluções para problemas reais*

Mais do que atender uma agenda de compromissos sociais importantes, o Hackathon buscou apresentar potenciais soluções para as demandas da cidade. É o que explica a aluna Valentina Medeiros, do 6º ano. “A gente identificou que os alagamentos são um problema em Natal, então buscamos uma solução, que é o site EcoRota, que facilitasse a vida de quem precisa se locomover na cidade em situações como esta”, explicou ela.

A questão do lixo nas ruas foi outro problema identificado pelos estudantes. De acordo com Antônio Fernandes, também do 6º ano, o seu grupo também apresentou uma proposta de solução que usa tecnologia. “A ideia é que qualquer possa possa registrar um local com lixo e marcar no aplicativo, que notifica os governantes para que possam fazer a coleta”, disse.

Com o tema “DNA Porto: Saber, Gerar, Habitar”, o Hackathon 2026 contou com a parceria do Sebrae/RN e reforçou o compromisso da instituição com a formação de estudantes preparados para os desafios contemporâneos, conectando educação, inovação e impacto social.

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Opinião dos leitores

  1. Laurinha, minha sobrinha linda e muito inteligente faz parte dessa equipe maravilhosa!
    Parabéns a todos e ao Colégio Porto!! 👏🏾👏🏾👏🏾

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Geral

PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro lidera disputa de 2ºT contra Lula

Foto: Reprodução 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em todos os cenários de primeiro turno da disputa presidencial, além de também registrarem empate técnico no segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (27) pelo instituto Gerp.

No primeiro cenário, Lula soma 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Em seguida aparecem Ciro Gomes (7%), Ratinho Júnior (4%), Romeu Zema (3%), Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (1%) e Aldo Rebelo (0%). Nenhum deles soma 3%, e 6% não souberam ou não responderam.

Segundo turno
No segundo turno, o levantamento indica Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, e Lula com 45%. Outros 5% afirmaram que votariam em nenhum dos candidatos, e 3% não souberam ou não responderam.

Rejeição
No recorte de rejeição, o levantamento mostra que Lula lidera, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam no petista. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro, com 45% de rejeição.

Entre os demais nomes testados, Zema registra 16%, empatado com Eduardo Leite (16%). Ratinho Júnior aparece com 15%, seguido por Ronaldo Caiado (13%) e Ciro Gomes (12%). Renan Santos e Aldo Rebelo têm 11% cada. Além disso, 1% dos entrevistados disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos, enquanto 1% afirmaram que não votariam em nenhum deles. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas. Os dados foram ponderados de acordo com sexo, faixa etária, renda do chefe do domicílio e regiões do país. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. Ela está registrada no TSE com o número BR-02846/2026

Jovem Pan News

Opinião dos leitores

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Geral

Bandigalado é atração neste sábado (28), no Festival Saint Patrcik’s Day, na Rampa

Foto: Divulgação

A Bandigalado Rock Natal será uma das atrações do Festival Saint Patrick’s Day, que vai acontecer neste sábado (28), na Rampa, a partir das 16 horas. O show da banda irá iniciar às 18 horas, com a banda Dionísia abrindo o palco às 16 horas e a banda MobyDick fechando o set às 20 horas. O último lote de ingressos (quase esgotados) ainda está disponível pelo App Outgo.

A Bandigalado é uma banda de rock natalense composta por sete integrantes: Alexandre Azevedo (vocal), Lucien Dantas (bateria), André Macedo (baixo), Cláudio Macedo (guitarra base), Silvério Neto (guitarra solo), Misael Queiroz (guitarra solo) e Pedro Ratts (teclado). A banda foi fundada em 2011 por Alexandre, Lucien, André e Cláudio, amigos de infância e fãs de rock, para se divertirem e confraternizarem com amigos e familiares próximos. Profissionais liberais e sem qualquer experiência com música, os fundadores tiveram que estudar e desenvolver suas habilidades em cada instrumento, para poder se apresentar entre amigos. Com o passar do tempo, a banda se desenvolveu e incorporou novos músicos. O quinto integrante a entrar foi Silvério, decisivo para a “profissionalização” da banda, elevando o nível e possibilitando tocar músicas mais elaboradas. Na sequência veio Misael, para abrilhantar o time e ampliar as possibilidades de repertório, especialmente em rock nacional. Por fim, Pedro assumiu os teclados, fechando a configuração ideal para a banda.

Hoje a Bandigalado se apresenta em diversos eventos privados e, mais recentemente, se apresentou no badalado Fest Bossa & Jazz, na famosa praia de Pipa, em agosto de 2025, o que rendeu à banda um novo convite para se apresentar na Paraíba, em novembro, no Fest Bossa & Jazz Bananeiras. O nome da banda vem do famoso termo “galado”, apelido jocoso com o qual os natalenses chamavam os militares americanos que aqui estiveram na época da Segunda Guerra, quando frequentavam as festas em seus trajes de gala e conquistavam os corações das moças natalenses. Bandigalado é rock, amizade e som de excelente qualidade. Contatos para shows com Alexandre Azevedo pelo (84) 99461-2027.

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Geral

VÍDEO: Lula diz que brasileiro gasta muito com cachorro, mas que a china não tem esse problema

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a gerar repercussão ao comentar os hábitos de consumo dos brasileiros, desta vez ao citar os gastos com animais de estimação. Durante evento em Goiás, o petista afirmou que esse tipo de despesa é mais comum no Brasil do que na China, arrancando risos da plateia.

Ao se dirigir ao executivo Zhu Huarong, Lula disse que os brasileiros têm forte apego a cães e vêm investindo cada vez mais em cuidados como veterinário, higiene e até tratamento dentário. Segundo ele, essa mudança de comportamento pesa no orçamento familiar e só é percebida no fim do mês.

O presidente também relembrou experiências pessoais, contando que sempre teve cachorro e chegou a cuidar de filhotes em casa, inclusive alimentando-os durante a madrugada. Em sua avaliação, o padrão mudou ao longo dos anos, com os pets passando a receber tratamento mais próximo ao de membros da família.

Em tom crítico, Lula afirmou que esse novo padrão de consumo representa uma espécie de “sequestro” do salário, ao incluir despesas frequentes com banho, alimentação específica e acompanhamento veterinário. A fala gerou reações, principalmente por tratar como supérfluo um gasto que muitos consideram essencial.

A comparação com a China também chamou atenção. Em algumas regiões do país asiático ainda há registros do consumo de carne de cachorro, prática que vem sendo cada vez mais questionada e combatida internamente. O episódio reacende o debate sobre custo de vida e prioridades no orçamento das famílias brasileiras.

Com informações de Pleno News

Opinião dos leitores

  1. O cachorro mais caro do Brasil é bancado pelo povo brasileiro, e é o presidente e a esbaJanja. Olhemos o cartão corporativo, até com gastos públicos com sigilo de 100 anos. Por que será ???

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Política

VÍDEO: Dino critica “inquéritos longos” em voto contra CPMI do INSS

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @diario360

O ministro Flávio Dino afirmou que investigações sem prazo definido podem se transformar em práticas típicas de regimes autoritários. A declaração foi dada durante julgamento no Supremo Tribunal Federal que decidiu contra a prorrogação da CPMI do INSS.

Ao justificar seu voto, Dino defendeu a necessidade de limites temporais nas investigações, alertando para o risco de “pescaria probatória” — quando apurações se tornam amplas e indefinidas, sem foco claro. Para o ministro, esse tipo de condução compromete garantias legais e pode abrir margem para excessos.

O posicionamento, no entanto, gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas passaram a comparar a fala com a duração do chamado inquérito das fake news, que tramita há anos no próprio STF, levantando questionamentos sobre possível disparidade de critérios.

A decisão da Corte, que barrou a continuidade da CPMI, seguiu o entendimento majoritário de que cabe ao Congresso deliberar sobre a prorrogação de comissões parlamentares. Nesse contexto, Dino reforçou que o Judiciário não deve ultrapassar os limites de sua atuação institucional.

Opinião dos leitores

  1. Realmente não tem… lá eles comem o cachorro…quer que a gente faça o mesmo? A fome tá assim no Brasil?

  2. *População: quase unanimidade a favor de continuar a CPMI do roubo contra aposentados;
    *André Mendonça: a favor de continuar a investigação;
    *Ministro ex-governador do PT: contra continuar a investigação;
    *Ministro ex-advogado do PT: contra continuar a investigação;
    *Ministro envolvido no caso Banco Master que mantém inquérito das fake-news aberto há SETE ANOS: contra continuar a investigação;
    *Desculpa contra a investigação: nenhuma investigação pode permanecer aberta indefinidamente;
    *Avalie você.

  3. O supremo não votou conta a Cpi; o que eles disseram foi que o congresso é quem deve resolver suas questões.

  4. Tem uma hora que ele coça a cabeça e deve estar pensando “que é que eu estou falando, meus parça aqui tem inquérito com mais de 7 anos”. Nosso STF virou um antro de sujeira e sujeitos da pior espécie.

  5. Que contra senso do STF, não é Dino ??? Vc é inteligente, mas não pense que os outros não são inteligente ou mais inteligente que o sr. O inquérito das FAKE NEWS para perseguir os opositores do regime é um buraco negro que nunca se encerra

  6. Façam o que digo mais não façam o que nós fazemos. Um congresso com gente da pior especie envolvidos em tudo que não presta, o resultado é esse que estamos vendo

  7. Nossa que palavras bonitas 👏👏👏👏.Esse cidadão não tá lembrando do inquérito infinito das FAKES NEWS não ?????
    Foi criada sem tempo para terminar.Supremo do meu nojo 🤮

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