Polêmica

“Ser deputado é tranquilo… Faço de conta que trabalho”, diz Paulo Maluf

6abr2016---o-deputado-federal-paulo-maluf-pp-sp-participa-da-comissao-especial-de-impeachment-na-camara-dos-deputados-em-brasilia-df-1459965535751_615x300Foto: Márcio Neves/UOL

Depois de ser duas vezes candidato à Presidência, prefeito de São Paulo outras duas, governador do Estado paulista e quatro vezes deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP), aos 84 anos, diz preferir o último posto.

“Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87 anos. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais”, diz. E completa: “(Ser) deputado é tranquilo: trabalho terça, quarta e quinta metade do tempo. Faço de conta que estou trabalhando.”

Criticado por ter faltado a 8 das 10 reuniões da comissão especial que discutiu o impeachment na Câmara (“não tinha obrigação”), o político explica, em entrevista à BBC Brasil, que sua defesa pelo afastamento de Dilma Rousseff é apenas política.

“Ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment”, diz, acusando o presidente de seu partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), de ter negociado apoio ao governo sem consultar os demais políticos de sua base. Para Maluf, a negociação de cargos foi “espúria, para não dizer pornográfica” e Nogueira se comportaria de maneira “monocrática”, como um “ditadorzinho do Piauí”.

O político diz ainda considerar “uma vergonha nacional” o fato de seu partido ser o recordista de citações na Lava Jato, com mais de 30 investigados. Ele também comenta os casos de corrupção em que esteve envolvido, como sua recente condenação à prisão pelo Tribunal Criminal de Paris, por lavagem de dinheiro – à qual recorre na Suprema Corte Francesa.

Leia os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Depois de defender o governo, o senhor anunciou que vai votar pelo impeachment. Por quê?

Paulo Maluf – Tenho muito respeito pela pessoa física da presidenta Dilma. Por todas as informações que tenho, e tenho informações na área econômica e política, ela é uma mulher correta e honesta. Sob este aspecto, deve ser inocentada.

Entretanto, no processo de votação, o meu partido (PP) e seu presidente Ciro Nogueira negociaram de maneira espúria. Toda negociação de partido tem que ser feita ou pela bancada, ou pelo diretório. Não pelo presidente. O presidente negociou presidência da Caixa Econômica Federal, Ministério da Saúde, Ministério das Relações Institucionais.

Como ele decidiu monocraticamente, pode parecer perante a opinião pública que fui parte desta negociata. Só tem uma maneira de provar que não fui: votar pelo impeachment. Portanto ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment.

BBC Brasil – Isso significa o prenúncio de um divórcio com o PP?

Maluf – Não. O partido não fechou a questão. Se eu votasse contra uma decisão do diretório nacional eu poderia até ser punido. Mas não. Para provar que não sou base da operação de compra e venda, tenho que votar pelo impeachment.

A negociação de cargos é espúria, para não dizer pornográfica. Não é o presidente do partido que vai lá e pega uns carguinhos para seus companheiros.

BBC Brasil – E qual deveria ter sido a postura do governo nesta articulação?

Maluf – O governo por meio de seu ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, poderia ter procurado a executiva do partido e a bancada e ter uma discussão aberta sobre quais são os pecados ou não do governo e como ele gostaria que fôssemos parte do governo. Foram no mínimo subterrâneos. Fizeram o acordo no porão da igreja e não no altar.

BBC Brasil – Como fica o clima entre o senhor e o presidente do partido daqui para frente?

Maluf – Não fica nada. Ele que vá ao governo e diga: eu decidi e não consultei o Maluf. Ponto final. Não tem clima nenhum. Uma coisa é a sua amizade pessoal, que tenho com muita gente, inclusive do PT, inclusive com o próprio Lula, que almoçou na minha casa. Mas eu sou independente. Tenho meu eleitorado.

O presidente do partido avançou o sinal e não consultou ninguém. Esse é um ditadorzinho do Piauí e quer dar ordem? Ele é senador, não vota na Câmara!

BBC Brasil – Acha que o governo vai conseguir apoio suficiente no processo de impeachment?

Maluf – É muito difícil. Infelizmente, a oposição radicalizou. Recebi ontem (quarta-feira), sem exagero, cem mensagens me congratulando porque mudei de posição. Eu estou onde estava, não me influencio por mensagens que me mandam. Não preciso do fulano de Rondônia que me mandou um e-mail para conseguir votos. Mas, eu digo, tem muito deputado que se influencia. [Por isso,] Hoje, é mais problemático barrar o impeachment.

BBC Brasil – O tiro então saiu pela culatra?

Maluf – Acho para Dilma o tiro foi pela culatra. Dos 49 (deputados), ela poderia ter 29 (votos contra o impeachment). Acho que hoje não tem 20.

BBC Brasil – Há pedidos de impeachment contra Dilma, contra o vice Michel Temer e contra o ministro Marco Aurélio Mello, do STF. A ferramenta estaria sendo banalizada?

Maluf – Vamos falar de coisa séria! Uma entidade que não existe pede impeachment de um ministro do Supremo e você leva a sério? O ministro Marco Aurélio é um dos mais brilhantes, corretos e corajosos ministros que o Brasil já teve.

Agora, Movimento Brasil Livre eu não sei quem representa. A mim, não representa! Na minha visão, o impeachment sobre Michel Temer não vai se concretizar porque o Eduardo Cunha, que é muito esperto, pediu aos partidos para indicarem os membros (da comissão especial que avaliará o caso). Enquanto os partidos não indicarem, ele está coberto para não abrir (a comissão).

BBC Brasil – Alega-se que o pedido contra Temer é pautado pelos mesmos argumentos que os encaminhados a Dilma. Como avalia?

Maluf – Veja, os argumentos contra a presidenta Dilma são fracos. Os argumentos também contra Temer são fracos, não existem. O ridículo tem que ter um limite. Acho o seguinte: Dilma é correta e não tem razão para o impeachment.

As pedaladas na minha visão não são crime. Como também para o Michel. Mas minha posição é política (no caso de Dilma). No mínimo, a minha história tem que ser respeitada. Não me consultaram, eu tomo a decisão que os meus eleitores vão achar melhor.

BBC Brasil – O senhor diz que Dilma é íntegra e que o pedido de impeachment é fraco. Seu endosso ao impeachment não seria uma retaliação na direção errada, já que suas críticas são endereçadas ao presidente do seu partido?

Maluf – Não. Ela acertou na administração, mas errou na condução do processo político. Ela tinha que discutir com o partido, e não com o presidente do partido.

BBC Brasil – Como vê um eventual governo Temer?

Maluf – Conheço o Michel Temer há mais de 30 anos. É íntegro, correto e competente. Acho que fará um bom governo.

BBC Brasil – Muito se fala sobre a integridade dos deputados que fazem parte da comissão que avalia o impeachment, uma vez que mais de 30 são réus em diferentes tipos de ação. Como vê os comentários?

Maluf – O que acho verdadeiramente é que o fato de ser alvo de uma ação é democrático. Ser alvo não quer dizer que estão condenados.

BBC Brasil – Então têm legitimidade?

Maluf – Lógico que têm legitimidade. Olha, processos, eu saí da prefeitura com 150. Até porque eu plantei eucalipto e reclamaram que eu estava chupando água da terra. Das 150 ações, ganhei 147. O Maluf foi processado porque tem democracia. Na Rússia você não é processado… Nem no Afeganistão.

BBC Brasil – Essas três ações que restam…?

Maluf – Vou ganhar também. Você sabe que aqui tem muitos recursos. Se você ganha o Ministério Público recorre. Ganha de novo, o MP recorre. Enquanto não ganhar em última instância, não ganhou.

BBC Brasil – O senhor fala da Justiça brasileira, mas também tem processos no exterior, como na Justiça francesa, onde foi condenado a três anos de prisão por lavagem de dinheiro entre 1996 e 2005. E nestes casos?

Maluf – Também recorri. Lá é um absurdo, o mais absurdo do mundo. Abri uma conta secreta, sabe como foi? Em nome de Sylvia Lutfalla Maluf. Bem secreta: mulher do Paulo Maluf. Mais secreta ainda: mora na (ele cita seu endereço no Jardim América, bairro nobre de São Paulo). Mais secreta ainda: na avenue George V, num banco menor da França que é o Crédit Agricole.

E mandei os recursos para lá via Banco Central. Não tem conta mais limpa! Mas o gerente lá, que é um idiota, disse “lavagem de dinheiro no Brasil”. Bom, então quem tem que me julgar é o tribunal brasileiro, não vocês! Eu vou ganhar, eu recorri. (Dizem que) Eu quase destruí o sistema cambial brasileiro porque mandei um milhão de euros. Um milhão, com M de merda. Que lavagem que eu fiz?

Maluf é dono da Eucatex, de outras grandes empresas, entendeu? Mandei esse dinheirinho lá sabe para quê? Minha mulher é um exemplo de mulher. Somos casados há 60 anos. E ela gosta de fazer comprinhas, é isso. Mandei aquilo para lá para ajudar a balança comercial francesa. E eles querem roubar meu dinheiro! Pode publicar isso.

BBC Brasil – Já que o senhor levantou essa bola: brinca-se que seu nome não apareceu na lista da Odebrecht…

Maluf – Nem Odebrecht, nem Camargo Correa, nem Andrade Gutierrez, nem mensalão, nem petrolão, nem Lava Jato e nem Panamá. Esta é a prova provada de que as outras agressões eram políticas, sem base nenhuma. Dá licença: ‘Frangogate’ (escândalo de suposta compra superfaturada de frangos para merenda escolar, do qual foi absolvido).

Minha mulher tinha no sítio quatro galinhas que vendeu para um frigorífico e o frigorífico vendeu não sei para quem. Aí dizem que Maluf está fornecendo material para merenda escolar da prefeitura. Sabe, quando se tem má-fé, tudo vale. Mas não tem problema: estou vivo. Me imploram para ser prefeito de novo. Se eu fosse nomeado, quem sabe aceitaria, porque 84 anos não são 48. Mas fazer uma campanha na minha idade, o pior que pode acontecer é ganhar a eleição. Quando é que vou me aposentar? Nunca!

BBC Brasil – Uma candidatura à prefeitura está na mira?

Maluf – De jeito nenhum. Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais. Não aceito ser ministro, ser governador, ser prefeito… nada. (Ser) Deputado é tranquilo: trabalha terça, quarta e quinta metade do tempo… Faço de conta que estou trabalhando.

BBC Brasil – O senhor apoiou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) à prefeitura e recentemente recomendou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) como presidente em 2018. Qual é a diferença entre eles?

Maluf – Haddad tem uma grande qualidade neste mar de lama: ele é honesto. Não tem nada, posso te garantir. Então não tenho nenhum ressentimento de tê-lo apoiado. O Alckmin eu conheço desde que era secretário de Transportes, aos 40 anos, e ele tinha uns 20. Magrinho, vereador de Pindamonhangaba, que vinha despachar comigo. Acho que ele é uma das reservas morais deste país. Não querendo repetir a fala do ministro (do Supremo Luis Roberto) Barroso, mas, né? ‘Meu Deus, é isso que nos espera?’

Se o Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel Temer, ele não ia aparecer naquela foto (tirada após o anúncio de rompimento do PMDB com o governo) e, portanto, subir o Michel (a uma possível Presidência). Quem propõe isso? O presidente da Câmara que é o segundo na sucessão? Aquilo não ficou bem. Tanto que o ministro do Supremo (Barroso) fez uma indiscrição que foi gravada. Você pode publicar: se Eduardo Cunha fosse realmente amigo do Michel, ele não compareceria naquela reunião, tanto que Renan Calheiros não foi.

BBC Brasil – Como avalia a operação Lava Jato e a atuação do juiz Sérgio Moro?

Maluf – Ele está imbuído de ser um justiceiro, o que para mim é uma qualidade em um juiz. São uns 20 juízes no gabinete dele. E um deles cometeu um deslize, tanto que ele reconheceu e se desculpou com o Supremo. Se eu fosse o juiz, fechava os autos das gravações de Lula e Dilma e mandava para o Supremo. Agora, tirar o segredo de justiça de uma gravação ilegal… Não acho que ele fez de maneira pensada, nunca nunca, mas ele ter pedido desculpas ao supremo já demonstra que ele sabe que errou.

BBC Brasil – Muita gente diz que a operação, apesar de sem precedentes no combate à corrupção no país, privilegiaria investigações contra o PT. Como vê os comentários?

Maluf – Não, eu acho que não. Quando você está nos holofotes, você tem 50 repórteres que querem conhecer a sua vida. Não encontraram nada dele, então até que me provem o contrário eu o acho correto.

BBC Brasil- O PP é recordista de citações na Lava Jato. Como vê?

Maluf – Isso é uma vergonha nacional. O (deputado) Jair Bolsonaro, que saiu do partido, infelizmente, porque é um homem correto, disse: na Lava Jato só não tem dois, eu e o Maluf, o resto foi tudo. Hahahaha. Eu não preciso de dinheiro para me eleger! Você anda nas marginais, Maluf que fez. Nos túneis, Maluf que fez. No metrô, Maluf que começou. Eu tenho serviços prestados. Construí 999 escolas no Estado.

UOL

Opinião dos leitores

    1. Lula Ministro da Educação.
      Vacari Ministro da Economia
      Delubio Ministro da Justiça
      Dirceu Gabinete Civil
      Dilma Presidente da Petrobras.
      Agora vai…

  1. Só disse a verdade. Foi um grande governador e prefeito de SP. O povo de lá o adora. E fará certo em votar a favor do impeachment.

  2. É muuuita cara de pau mesmo…e o povo ainda vota nesse imundo, por isso q esse país nunca vai pra frente!

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Em Mossoró, Álvaro Dias participa da Festa do Bode ao lado de Cabo Deyvison

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, visitou, na noite deste sábado, a Festa do Bode 2026, em Mossoró, ao lado do vereador Cabo Deyvison, candidato a deputado federal. A agenda foi marcada pelo contato direto com a população e pela valorização das tradições e da cultura do município.

Durante a visita, Álvaro percorreu os espaços da feira, visitou estandes de artesanato local, conferiu os animais em exposição e conversou com moradores e visitantes. O candidato também participou do tradicional tiro ao alvo, momento que o fez relembrar as brincadeiras da infância em Caicó.

Álvaro recebeu o carinho do público e destacou a importância da Festa do Bode para valorizar a cultura, a produção rural, o artesanato e a economia de Mossoró.

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O número é 555: Zenaide começa campanha na madrugada com o povo e pede disputa propositiva

A campanha de Zenaide para a reeleição ao Senado começou já no primeiro segundo após a meia noite deste domingo (16). A senadora estava ao lado do candidato a governador Allyson Bezerra, do candidato a vice Hermano Morais e do colega de chapa, também candidato ao Senado, Tércio Tinoco. Juntos adesivaram carros de pessoas que voluntariamente quiseram expressar apoio ao grupo.

Zenaide agradeceu ao povo que a incentivou a buscar a reeleição. “Gente que me parou na rua, no posto de saúde, na feira e disse: Doutora, vai de novo!”.  A senadora pediu que os potiguares esperem dela “uma campanha de compromisso”, andando por toda a Natal e pelos 167 municípios do estado, já que em todos há frutos do trabalho dela como parlamentar.

Zenaide se dirigiu também aos concorrentes. “Que a gente faça uma campanha limpa, uma campanha de propostas. Não de ataque. Que a gente discuta problemas e soluções”.

A senadora lembrou também de pautas que dependem dela para serem aprovadas como o fim da escala 6 x 1, mais financiamento para o SUS e a garantia de direitos para os trabalhadores de aplicativo.

Este domingo, primeiro dia de campanha, foi reservado por Zenaide para diversos momentos de encontro com o povo. O primeiro deles, já a partir das 8h, nas Rocas, zona leste de Natal. A senadora também tem agenda em outros bairros, além de cidades da região metropolitana.

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PF descobre que lobista do Careca do INSS comprou duas joias para ex-chefe de gabinete de Lula


Evaristo Sá / AFP

A generosidade da lobista Roberta Luchsinger com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, se estendeu à família do ex-chefe de gabinete de Lula. As investigações da PF descobriram também que a amiga de Fábio Luiz Lula da Silva e lobista do Careca do INSS, comprou duas joias que Marcola pediu para presentear familiares no Dia das Mães de 2024.

Ele mandou por WhatsApp a foto do modelo. Roberta pagou a fatura de R$ 9,2 mil. Ao longo de 2024, a lobista repassou a Marcola um total de R$ 217 mil, entre transferências bancárias, boletos de contas que ela pagou e esses presentes.

Quatro meses atrás, depois que a PF já havia apreendido o celular de Roberta, ele devolveu R$ 249 mil — a diferença corresponderia ao total desembolsado por ela acrescidos de juros e correção monetária.

Blog do Lauro Jardim / O Globo 

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Álvaro Dias abre campanha atacando gestão Fátima e mira em candidato do PT: “Pra mudar o que tá aí”


Reprodução / Instagram Álvaro Dias

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), iniciou sua campanha eleitoral neste domingo (16), com um vídeo tecendo críticas à gestão de Fátima Bezerra (PT) e responsabilizando também o seu adversário petista, Carlos Eduardo Xavier, que integrou o executivo estadual no atual mandato ocupando os cargos de Secretário de Tributação e Secretário da Fazenda.


“Meus amigos, a campanha eleitoral começa hoje, de agora até o dia da eleição. Vamos conversar muito aqui nas redes sociais, no rádio, na TV e nas ruas, sobre o Rio Grande do Norte e sobre o Estado que queremos pra viver e o que taí depois de oito anos de governo Fátima”, disparou Álvaro Dias.

O ex-prefeito de Natal ainda reforçou as críticas ao atual governo. “O que taí é a falta de estrutura da saúde, é a insegurança das pessoas, são as crateras nas estradas e a maquiagem na educação. Vamos dizer não à Fátima e ao seu candidato, que a maior obra que fez foi aumentar o ICSM e sufocar ainda mais o orçamento das famílias e do nosso estado”, criticou o candidato.

Álvaro encerrou o vídeo ressaltando que pretende mudar a realidade do Estado. “Vamos mudar o que taí e fazer um Rio Grande do Norte diferente e melhor para todos”, concluiu.

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TSE recebe 13 registros de candidaturas à Presidência; confira os nomes


Arte / Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 13 pedidos de registro de candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os nomes terminou às 19h desse sábado (15). A surpresa foi o nome do coach Pablo Marçal (PRTB), que disputou à Prefeitura de São Paulo em 2024 e ficou inelegível.

O protocolo do pedido, no entanto, não significa que a candidatura esteja automaticamente autorizada. Os registros ainda vão passar pela análise da Justiça Eleitoral.

O último a oficializar o registro foi Pablo Marçal (PRTB), que, apesar de inelegível, foi incluído na disputa na reta final do prazo. Horas antes, a Executiva Nacional do partido aprovou a saída de Leonardo Avalanche, até então candidato da legenda ao Palácio do Planalto, para abrir espaço ao empresário.

Marçal conseguiu neste sábado uma liminar da Justiça Eleitoral que reconheceu provisoriamente sua filiação ao PRTB com efeitos retroativos a 4 de abril, data-limite para que candidatos estivessem filiados ao partido pelo qual pretendiam concorrer. A decisão permitiu que a legenda apresentasse o pedido de registro.

A medida, porém, não suspendeu a inelegibilidade de Marçal. O empresário acumula condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) relacionadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e, atualmente, está impedido de concorrer até 2032.

A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16), quando os candidatos já podem pedir votos e realizar atos de campanha. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Candidatos à Presidência da República

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente da República, Lula disputa mais um mandato no Palácio do Planalto. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, comandou o país entre 2003 e 2010 e voltou à Presidência em 2023. Antes de chegar ao Executivo, também exerceu mandato de deputado federal por São Paulo.

Flávio Bolsonaro (PL)

Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, Flávio Bolsonaro é advogado, empresário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de chegar ao Senado, cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual no Rio e disputou a Prefeitura da capital fluminense em 2016.

Ronaldo Caiado (PSD)

Médico de formação, Caiado deixou o governo de Goiás para disputar a Presidência. Ele comandou o estado entre 2019 e 2026 e tem uma longa trajetória no Congresso Nacional, onde exerceu mandatos de deputado federal e senador. Ligado historicamente ao agronegócio, migrou do União Brasil para o PSD neste ano.

Romeu Zema (Novo)

Empresário e ex-governador de Minas Gerais, Zema chegou à política eleitoral em 2018, quando venceu a disputa pelo governo mineiro. Foi reeleito em 2022 e deixou o cargo em 2026 para concorrer ao Planalto. Formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), trabalhou por quase três décadas no Grupo Zema, conglomerado fundado por sua família.

Renan Santos (Missão)

Um dos fundadores e principais dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é o presidente nacional do Missão, partido criado a partir do grupo e registrado pelo TSE em 2025. Empresário e ativista político, nunca exerceu cargo eletivo. Chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação.

Augusto Cury (Avante)

Psiquiatra, escritor e empresário, Augusto Cury ficou conhecido nacionalmente pela publicação de livros voltados à psicologia e ao desenvolvimento pessoal. Autor de obras como O Vendedor de Sonhos, faz em 2026 sua estreia em uma disputa eleitoral.

Samara Martins (UP)

Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), Samara Martins atua em movimentos populares, de mulheres e do movimento negro. Em 2022, foi candidata a vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles, também pela Unidade Popular. Atualmente, integra a direção nacional da legenda.

Hertz Dias (PSTU)

Professor de História, rapper e militante do movimento negro, Hertz Dias é filiado ao PSTU e já participou de outras eleições. Em 2018, concorreu à Vice-Presidência na chapa de Vera Lúcia; em 2020, disputou a Prefeitura de São Luís (MA); e, em 2022, tentou o governo do Maranhão.

Edmilson Costa (PCB)

Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Edmilson Costa é um dos dirigentes históricos do Partido Comunista Brasileiro. Militante da legenda desde a década de 1970, também é autor de livros sobre economia e capitalismo e já disputou a vice-presidência da República, em 2010.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta é um dos nomes mais recorrentes da legenda nas eleições presidenciais. Foi um dos fundadores do PT, integrou a tendência Causa Operária e, depois, participou da criação do PCO. Ele já concorreu ao Palácio do Planalto em 2002, 2010 e 2014.

Clariana Barão (DC)

Advogada de Mato Grosso, Clariana Barão preside o diretório estadual do Democracia Cristã no estado. Ela foi escolhida para a corrida presidencial depois que o partido ficou sem os nomes inicialmente cogitados para a disputa e faz sua primeira tentativa de conquistar um cargo eletivo.

Wilson Grassi (Democrata)

Veterinário, Wilson Grassi construiu sua atuação pública principalmente em torno da defesa e da proteção animal. Já disputou eleições para deputado estadual, deputado federal e vereador de São Paulo, mas nunca foi eleito. Em 2026, foi escolhido pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), para disputar a Presidência.

Pablo Marçal (PRTB)

Empresário e influenciador digital, Marçal ganhou projeção política ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024. Dois anos antes, tentou concorrer à Presidência pelo Pros, mas a candidatura não chegou às urnas devido a uma disputa interna da legenda. Agora, foi escolhido pelo PRTB para substituir Leonardo Avalanche na corrida pelo Planalto, embora esteja inelegível até 2032.

Metrópoles

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Geral

Mesmo inelegível, Pablo Marçal é lançado pelo PRTB à Presidência da República


Foto: Reuteres

O Partido Renovador Trabalhista Nacional (PRTB) oficializou, neste sábado (15), o pedido de registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República para o pleito de 2026. A movimentação foi viabilizada por uma liminar concedida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP), que autorizou a desfiliação do empresário do União Brasil e sua subsequente entrada no PRTB.

Embora a decisão de primeira instância tenha equacionado a viabilidade partidária, o deferimento final do registro depende do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que a chapa enfrente contestação imediata de adversários políticos e do Ministério Público Eleitoral (MPE), visto que Marçal encontra-se inabilitado para disputar cargos públicos até 2032.

A sanção de inelegibilidade por oito anos foi aplicada decorrente de condenação por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. A defesa do influenciador buscou reverter a penalidade, mas teve os recursos rejeitados de forma unânime pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 5 de agosto.

Questionado pela BBC News Brasil sobre o lançamento da candidatura sob a condição de inelegibilidade, Marçal declarou apenas: “O Senhor proverá”.

Com informações da BBC Brasil

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Eleições 2026

Álvaro Dias participa de Congresso de Mulheres da Igreja Quadrangular em Mossoró

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou do Congresso de Mulheres da Igreja do Evangelho Quadrangular, realizado em Mossoró. O encontro reuniu fiéis em um momento de fé, comunhão e oração.

Álvaro foi acolhido pelos pastores Fabrício, de Mossoró, e Adriano, de Natal. Durante o evento, também encontrou Midiany Avelino, esposa do presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome.

Durante a programação, Álvaro acompanhou o momento de oração e destacou a importância da fé e da união entre as pessoas. Ao final, recebeu uma oração coletiva dos participantes e agradeceu pelo carinho e pelas orações dos amigos da Igreja Quadrangular de Mossoró.

A participação no congresso também reforçou a proximidade de Álvaro com diferentes segmentos da sociedade potiguar e seu respeito às manifestações de fé e às comunidades religiosas do Estado.

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Brasil

[VÍDEO] IRONIA: “Filiaram um cara com votos num partido sem votos”, diz Flávio sobre fraude no Missão


O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a filiação fraudulenta de seu nome ao Missão: “Filiaram um cara com votos num partido sem votos”.

Flávio negou ter solicitado qualquer vínculo com a legenda e afirmou esperar que a Polícia Federal identifique e responsabilize os envolvidos. A fraude em filiação partidária é crime previsto no Código Eleitoral.

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Brasil

[VÍDEO] “IRRESPONSÁVEL”: Flávio acusa Lula de pensar na eleição ao reagir aos EUA

Flávio Bolsonaro (PL) chamou Lula (PT) de “irresponsável” e acusou o presidente de colocar interesses eleitorais acima dos interesses do país ao iniciar o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.

A declaração foi feita neste sábado (15), durante agenda no Rio de Janeiro. “Está pensando na eleição e não na nossa nação”, afirmou Flávio.

O candidato do PL também acusou Lula de tensionar a relação com o governo de Donald Trump. Para ele, o presidente “atirou pedras” e “provocou” os Estados Unidos ao longo dos últimos meses.

Opinião dos leitores

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Brasil

ALERTA: PT atribui resultado da pesquisa Quaest a “efeito Lulinha”; campanha de Flávio vê recuperação após caso “Dark Horse”

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

O resultado da última pesquisa Quaest antes do início oficial da campanha foi recebido com alerta no PT e otimismo no QG de Flávio Bolsonaro (PL). A distância entre Lula e o senador caiu de cinco para três pontos em uma eventual disputa de segundo turno, configurando um empate técnico.

A jornalista Jussara Soares, em seu blog no site da CNN Brasil, relata que petistas avaliam que o noticiário envolvendo Lulinha, alvo de três inquéritos da Polícia Federal, pode ter influenciado a oscilação de Lula. Já aliados de Flávio enxergam recuperação após uma pré-campanha marcada por crises, entre elas o caso “Dark Horse”.

Na Quaest, Lula oscilou de 44% para 43%, enquanto Flávio passou de 39% para 40%. As variações ocorreram dentro da margem de erro.

A pesquisa Quaest, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026.

Opinião dos leitores

  1. E quando Lulinha fenômeno for premiado com as pulseiras de aço? Alguém tem que se responsabilizar pelas besteiras desse meliante.

  2. Eu realmente não entendo onde estão sendo feitas essas pesquisas, o PT faz eventos e não dá ninguém, Lulis vai para algum lugar é vaiado, mas nas pesquisas o Pinóquio está na frente. Pode isso Arnaldo ? Kkkk

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