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Prévia da inflação oficial é a menor para abril em 11 anos

Tomate puxou a alta de preços na prévia do IPCA de abril (Foto: Reprodução/TV Morena)

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), ganhou força de março para abril, passando de 0,15% para 0,21%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (20). Essa foi a menor taxa para um mês de abril desde 2006, quando ficou em 0,17%.

No acumulado do ano, a taxa é de 1,22%, abaixo dos 3,32% referentes ao mesmo período do ano anterior (de janeiro a abril).

No acumulado de 12 meses, o índice caiu para 4,41%, abaixo dos 4,73% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Segundo o IBGE, é a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde janeiro de 2010 (4,31%). Em abril de 2016, a taxa havia ficado em 0,51%.

Tomate puxa

O tomate, que ficou 30,79% mais caro, foi destaque de alta no ranking dos maiores impactos no índice. Além dele, outros alimentos passaram a custar mais de março para abril, a exemplo da batata-inglesa (11,63%), dos ovos (5,5%) e do leite longa vida (1,49%).

Já em relação aos grupos, os de alimentação e bebidas, com 0,31% de variação, e saúde e cuidados pessoais, com 0,91%, foram os principais responsáveis pelo resultado do IPCA-15, segundo o IBGE.

Os remédios são outro destaque, com alta de 0,86%, refletindo parte do reajuste anual, que passou a valer a partir de 31 de março, entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo do medicamento. Plano de saúde (1,07%), artigos de higiene pessoal (0,92%) e serviços médicos e dentários (0,89%) também exerceram influência sobre o resultado do grupo saúde e cuidados pessoais.

Por região

Quanto aos índices regionais, a região metropolitana de Recife apresentou o maior resultado (0,53%) em razão da alta registrada na gasolina, 5,03%, segundo o IBGE. O índice mais baixo foi o da região metropolitana de Belo Horizonte (-0,07%), onde os combustíveis tiveram variação de -3,32%.

O índice

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de março a 12 de abril e comparados com 14 de fevereiro a 14 de março. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Previsões

Nesta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão para a inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,09% para 4,06%, a sexta queda consecutiva.

Com isso, o mercado financeiro estimou que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. Na semana passada, o mercado já tinha estimado que a meta seria cumprida. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.

G1

 

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  1. bate ferro disse:

    O Brasil no rumo certo. Ordem e Progresso. Parabéns presidente Temer.

  2. Gustavo Henrique disse:

    Eu vou no mercado e constato justamento o contrário.

  3. Frederico Feitosa disse:

    Inflação caindo, produção industrial entrando em recuperação, economia voltando a crescer, taxa de desemprego começando a estabilizar, só notícia boas ao BRASIL e HORRÍVEIS ao PT. É tudo que o PT não quer ver acontecer.
    Nem o BEM do BRASIL, muito menos as REFORMAS que o PT tanto prometeu e não fez.

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Salário mínimo de R$ 946 não representará aumento real, destaca governo

13ºsalárioA Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou na internet o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017.

Na sexta-feira (15), quando a proposta foi enviada ao Congresso Nacional, os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, já haviam divulgado parte do conteúdo. O projeto explicita que o salário mínimo previsto para 2017, de R$ 946, não representará um aumento real ante os R$ 880 pagos hoje.

“Vale salientar que, para 2017, não haverá correção real do valor do salário mínimo, pois essa [correção] corresponde ao crescimento real do PIB [Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos em um país] em 2015, que foi de -3,85%”, diz a proposta do governo.

O trecho refere-se à fórmula para cálculo da remuneração mínima da economia, vigente até 2019. Segundo a fórmula, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do PIB dois anos antes.

O projeto da LDO 2017 também conta com recursos que viriam da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para o próximo ano, conforme já haviam adiantado os ministros. O governo prevê a arrecadação de R$ 33,24 bilhões em receitas com a CPMF, caso a Proposta de Emenda à Constitução (PEC) 140/2015, que prevê a recriação do tributo, seja aprovada pelo Congresso.

A proposta prevê ainda aumento permanente de receita de R$ 21,4 bilhões em razão do crescimento real da atividade econômica, levando-se em conta projeções de expansão de 1% do PIB; de 9,85% das vendas de veículos; de 15,67% no volume de importações; de 8,31% no volume de aplicações financeiras e de 4,1% nas vendas de bebidas.

O governo também espera aumento de R$ 3,078 milhões na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em decorrência da elevação das alíquotas sobre sorvetes, cigarros e chocolates. Conta ainda com R$ 336 milhões da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devido à redução da desoneração de computadores em 2016 com impacto em 2016.

Por outro lado, há expectativa de redução de R$ 7 milhões nas contribuições do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e de R$ 2,025 milhões na arrecadação da contribuição para Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

No total, descontadas as transferências aos entes federados e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o aumento permanente de receita total em 2017 será de R$ 48,6 bilhões, afirma o governo.

O projeto da LDO prevê meta fiscal 0 para o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) em 2017. No entanto, prevê a possibilidade de um abatimento de R$ 42 bilhões em frustração de receitas e R$ 23 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nesse caso, haveria déficit de R$ 65 bilhões.

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  1. Juvenal disse:

    Nada contra o aumento do salário mínimo, que, sinceramente, acho que deveria ser bem maior. O problema é que o país está no fundo do poço, as empresas cada vez mais demitindo e os servidores públicos sem aumento que chegue perto, pelo menos, de metade da inflação. Ai fica a pergunta: como é que uma empresa que não consegue vender sua produção ou um servidor público que não tem aumento, vai ter condições de bancar esse aumento do salário mínimo?

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Inflação em 2017 deve ficar no teto da meta, diz pesquisa Focus

banco centralO Brasil deve fechar 2017 com a inflação no teto da meta oficial, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, realizado semanalmente pelo BC com uma centena de economistas, mostrou ainda pioras nas expectativas de preços para este ano também diante da postura mais moderada da política monetária do Banco Central.

Para o próximo ano, a alta do IPCA deve ser de 6%, exatamente no limite máximo estabelecido pelo governo, de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No Focus da semana anterior, a elevação esperada era de 5,80%.

Para 2016, o cenário de inflação também piorou, com alta do IPCA de 7,56% – a previsão anterior era de 7,26%. Nesse caso, se confirmado, o BC não terá cumprido a meta, de 4,5%, com tolerância de 2 pontos.

O levantamento também mostrou que, mesmo com a pressão cada vez maior das expectativas inflacionárias, as projeções são de que a Selic será mantida neste ano em 14,25%. E, para 2017, elas recuaram a 12,50%. No Focus anterior, a projeção era de 12,75%.

O BC sinalizou que não deve mexer na taxa básica de juros tão cedo diante da fraqueza econômica do país, que enfrenta severa recessão. O cenário para a atividade econômica também continuou em deterioração. A mediana das projeções no Focus apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano recuará 3,21% – a projeção da semana anterior era de 3,01%. É esperada alguma retomada para 2017, porém com expansão de apenas 0,60%. Na pesquisa anterior, os economistas previam avanço de 0,70%.

Fonte: Veja

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Copom surpreende e mantém taxa básica de juros em 14,25% ao ano

dinheirojpg13061022842pmO Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 14,25% ao ano, surpreendendo os analistas do mercado, que esperavam elevação de pelo menos 0,5 ponto percentual como medida para tentar conter a escalada da inflação.

Em comunicado, o Banco Central diz que considerou a “elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas” para manter a taxa Selic. “O Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 ponto percentual”, informa o BC.

Às vésperas da reunião do Copom, o presidente do BC, Alexandre Tombini, divulgou uma inesperada nota comentando as previsões do FMI sobre a economia brasileira. A atitude embaralhou as projeções do mercado financeiro, que horas antes de decisão ainda não tinha uma opinião predominante sobre o rumo dos juros.

O comentário ainda reverberou entre ex-diretores do BC, que se mostraram perplexos diante das declarações de Tombini. Ao mesmo tempo, a sinalização de menos agressividade no aperto monetário agradou ao governo e ao PT, que já espera uma mudança na orientação da política monetária.

Em meio a uma profunda recessão e elevação das projeções para a inflação, o BC se viu dividido entre subir os juros – e ancorar as expectativas sobre a evolução dos preços – ou manter inalterada a Selic e evitar uma queda ainda maior da economia.

Com a manutenção da Selic nesta quarta-feira, o Brasil segue disparado como maior pagador de juro real (descontada a inflação) do mundo. Nas projeções da Infinity Asset, só um corte da magnitude de 4,5 pontos porcentuais faria com que o Brasil saísse da liderança do ranking.

De outubro de 2014, quando estava em 11% ao ano, a julho de 2015, a taxa Selic cresceu 3,25 pontos percentuais, resultado de sete elevações seguidas. Na reunião de setembro do ano passado o Copom decidiu suspender o aperto monetário, mantendo o patamar dos juros básicos pela primeira vez em meses.

A Selic é usada nas negociações de títulos públicos e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Fonte: IstoÉ

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  1. JORGE ALMADA disse:

    Em fim prevaleceu o BOM SENSO. A Taxa Selic se manteve no mesmo patamar 14,25%, já considerada muito alta e não tem influência nenhuma no controle da inflação. O aumento da inflação é devido a ajustes dos preços administrados, a desvalorização do real e NÃO PELO CONSUMO. O governo ainda não percebeu QUE JÁ EXISTE UMA REDUÇÃO DO CONSUMO , pelo endividamento do brasileiro ( cartão de crédito), o custo da energia elétrica, e dos combustíveis, pelo desemprego e pela alta dos preços generalizada.

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Inflação: consumidor não deve esperar alívio em janeiro, segundo IBGE

O Brasil fechou 2015 com inflação de 10,67%, a mais alta em 13 anos (em 2002, foi de 12,53%), e o ano novo começa prometendo… mais aumentos.

Este começo de ano terá novos reajustes em algumas capitais do país, principalmente de tarifas de ônibus e contas de luz, água e esgoto, e isso vai “pesar” no orçamento das famílias.

A afirmação é da coordenadora de Índices de Preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina Nunes dos Santos.

“Já são conhecidos vários itens que vão pesar no custo de vida. Um deles é o gasto com transporte, importante no orçamento das famílias. Alguns Estados já se manifestaram com aumentos relativamente fortes nas passagens dos ônibus urbanos”, disse.

“A energia elétrica vai ter reajuste também em algumas regiões. Contas de água e esgoto também aumentam, e para quem fuma, o cigarro também terá um aumento grande. Ou seja, janeiro vai concentrar alguns reajustes expressivos e de peso no orçamento das famílias”, afirmou.

Para 2016, o Banco Central prevê inflação de 6,2% e o governo, de 5,4%, segundo as projeções mais recentes.

Subindo

Em São Paulo, por exemplo, entra em vigor neste sábado (9) o aumento na tarifa do transporte público, de 8,57% para ônibus, trens e metrô.

Ainda em São Paulo, a contribuição para a iluminação pública será reajustada em 73% neste mês, de acordo com o IBGE. A data para que a mudança entre em vigor ainda não foi definida.

No mês passado, também na contribuição para iluminação pública, Curitiba teve aumento de 18%. A variação não foi considerada nos cálculos da inflação de 2015 e só será validada agora em janeiro.

Já a cidade do Rio de Janeiro teve aumento na tarifa de ônibus (11,7%), em 2 de janeiro. Além disso, o preço da passagem nos coletivos intermunicipais também vai subir 10,48% a partir deste domingo (10).

Belém terá aumento de 20% na conta de água e esgoto a partir do dia 23 de janeiro. Na capital paraense, não havia reajuste nessa categoria há sete anos.

Cigarro

Segundo o IBGE, no caso do cigarro, o aumento foi em dia 31 de dezembro do ano passado, mas só deve refletir nos indicadores econômicos a partir deste mês.

Os preços variaram de 10% a 20% de acordo com diferentes marcas e fabricantes.

Agência Brasil

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Governo prevê queda maior do PIB também em 2016 e inflação de 6,47%

Após piorar a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o governo admitiu oficialmente, nesta segunda-feira (23), que o nível de atividade da economia deverá registrar um desempenho pior no ano de 2016 e, também, que deverá arrecadar menos com um eventual retorno da CPMF do que estimado anteriormente, em setembro.

Em mensagem enviada à Comissão Mista de Orçamento (CMO), o Ministério do Planejamento estimou um “encolhimento” de 1,9% para o PIB no ano que vem, contra a previsão anterior de um recuo de 1%.

O governo tem informado que utiliza as projeções do mercado financeiro para as suas estimativas oficiais. Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

Para os economistas do mercado financeiro, o PIB deverá registrar uma contração de 3,15% neste ano e de cerca de 2% em 2016. As previsões foram feitas na semana passada e divulgadas também nesta segunda-feira pelo Banco Central, que faz levantamento com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, o governo também enviou nova estimativa para o ano que vem – com piora.

No documento enviado ao Legislativo, o governo passou a prever uma alta de 6,47% para o IPCA do próximo ano, conta a previsão anterior, feita há menos de um mês atrás, de 5,94%.

O mercado financeiro, porém, já acredita que a inflação deverá estourar o teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro no próximo ano – somando 6,64%.

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Fonte: G1

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VÍDEO: Inflação, desemprego, corrupção. 87% dos brasileiros concordam que vivemos uma crise econômica

Foi pensando em como se relacionar com consumidores durante a crise que, nos últimos meses, o IBOPE Inteligência realizou uma série de pesquisas com o objetivo de compreender em profundidade o contexto atual do país e seu impacto no comportamento e no consumo da população brasileira.

Isto É, via Ibope

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  1. DHYEGO PETTY disse:

    Vaga de emprego no RN
    http://www.empregodorn.com

  2. Laura disse:

    E a crise ética e moral???

  3. J.Ribeiro disse:

    Dilson Andrade seu comentário ficou melhor do que ao da reportagem, tendo em vista, que nunca ouvi e não vivi tanta banalização no seio do poder e da politica. Aonde chegamos! Tudo depende de decisão politica e hoje vivemos refém de tanta lei que só quem cumpre são os pobres e os trabalhadores.

  4. Dilson Andrade disse:

    Acho que a matéria ficou em meia informação, vivemos várias crises: Econômica, Política, Institucional, Moral e quem sabe jurídica depois das nomeações dos ex advogados do PT para o STF.
    Nosso momento histórico é muito pior que 31 de março de 1964.
    Hoje até os princípios basilares da sociedade brasileira estão sendo mudados e distorcidos.
    Vivemos a década da dissimulação, enrolação, falta de caráter, mentiras em nome do poder.
    O preço a ser pago começa a ser cobrado e povão que votou no PT vai pagar, primeiro com o desemprego, depois com o desespero de não ver futuro com a economia falida e o país improdutivo.
    Mais o que importa é o PT no poder.

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Orçamento de 2016 prevê inflação de 5,4%, déficit de R$ 30,5 bilhões e mínimo de R$ 865,50

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5,4% em 2016. A previsão está no Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) entregue hoje (31) pelo Poder Executivo ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Já o Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e riquezas produzidos em um país) deve crescer 0,2%. De acordo com a proposta orçamentária, inflação só atingirá 4,5%, que é o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a partir de 2017.

“Há uma elevação temporária da inflação este ano, mas, com as ações já tomadas pelo Banco Central, prevê-se convergência para a meta até 2017”, afirmou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa.

Para 2015, a estimativa é inflação de 9,25% e retração de 1,8% do PIB. Com relação à atividade econômica, Barbosa disse que a recuperação deve começar, lenta, em 2016. “A nossa expectativa é que ganhe mais velocidade nos anos seguintes. Parte dessa recuperação está sendo puxada pelo aumento do saldo [da balança] comercial. Mas a demanda interna, o consumo, o investimento doméstico, está contribuindo para uma queda. O saldo comercial não será suficiente para contrabalançar a queda [este ano]”, disse.

O PLOA prevê também que o país encerrará 2016 com déficit primário de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB. O salário mínimo para o ano que vem ficará em R$ 865,50. Além da proposta orçamentária para 2016, Nelson Barbosa e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entregaram a Renan Calheiros o projeto de lei para o Plano Plurianual 2016-2019, que deve ser apresentado a cada início de um novo mandato presidencial. Pelo plano, o salário mínimo atingirá R$ 910,40 em 2017, R$ 957,80 em 2018 e R$ 1.020,80 em 2019.

No domingo (30), o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), já havia adiantado que o projeto de lei do Orçamento para 2016 poderia prever déficit. De acordo com ele, o governo e os parlamentares poderão negociar alternativas para cobrir o resultado negativo durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional. “Com a frustração da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], se não tiver outra solução, a saída é apresentar o Orçamento com o déficit e depois negociar. Aí, é uma conversa do Congresso com o Executivo”, disse Delcídio.

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Prévia da inflação chega a 8,24% em 12 meses; maior desde janeiro de 2004

Considerado a prévia da inflação oficial, o IPCA-15 para maio foi de 0,60%, informou o IBGE nesta sexta-feira (22). O índice mede a variação de preços no intervalo entre os dias 15 do mês de referência e do imediatamente anterior, e representou em maio uma desaceleração frente a abril, que teve alta de 1,07%.

O indicador fechou o acumulado em 12 meses encerrados em maio em 8,24% e superou o teto da meta, de 6,5% ao ano. Trata-se do resultado mais elevado desde janeiro de 2004 (8,46%).

No acumulados cinco primeiros meses do ano, o IPCA-15 foi de 5,23%, acima do centro da meta, de 4,5%.

Com informações do Folha Press

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Inflação: 'Só com o fechamento das urnas parece ter virado problema para o Banco Central'

A inflação está acima de 6% desde março, mas só com o fechamento das urnas parece ter virado problema para o Banco Central. É isso o que demonstra o aumento dos juros em 0,25 ponto, três dias depois das eleições, e o aumento do passo para 0,5 ponto na decisão de ontem do Copom. A presidente Dilma tomou posse com juros em 10,75%. Chegará ao segundo mandato com a taxa em 11,75%.

A última vez que o IPCA esteve no centro da meta de inflação foi em agosto de 2010. De lá para cá, o índice esteve acima do limite máximo de tolerância, 6,5%, por 14 meses. Permanece acima desse teto desde agosto, e em outubro, último dado disponível, marcava 6,59%. Durante toda a campanha eleitoral, o governo e o Banco Central colocaram panos quentes sobre a questão. A oposição e os economistas que alertavam para os seus riscos eram os pessimistas.

De uma hora para outra, o BC passou a ficar preocupado com a alta do dólar e as consequências do seu enorme programa de swap cambial, que já passa de US$ 100 bilhões em contratos em aberto. Para não vender reservas — um dado usado como bandeira durante as eleições — a autoridade monetária usou os swaps, que carregam em si um risco fiscal. O BC aposta na baixa da moeda americana, mas se ela subir, terá que liquidar a diferença em reais.

O que muita gente dizia, durante todo esse tempo, era que o forte déficit em conta-corrente, na casa de 4% do PIB, era incompatível com o real valorizado. Agora, a forte pressão sobre a nossa moeda força o BC a subir juros e atrair mais capital especulativo para o país.

A alta dos preços agrícolas ameaça se tornar um novo choque. Ontem mesmo, o BC divulgou o seu índice de commodities, que apontou alta de 3,14% nos preços agropecuários em novembro. Nos últimos três meses, a alta acumulada em itens como carne bovina, trigo, açúcar, milho, entre outros, chega a 13,27%. Soma-se a isso o aumento do preço da gasolina, a escalada da energia elétrica e de outros preços administrados, e percebe-se que o cenário para a inflação é desconfortável.

Uma economia que terá crescimento zero em 2014, inflação de 6,5% e juros de 11,75%, só pode estar em forte desequilíbrio. Essa era a realidade do debate econômico, que foi minimizada durante a campanha, com a conivência do Banco Central.

Miriam Leitão, O Globo

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Índice Geral de Preços(IGP-10) tem inflação de 0,31% em setembro

A inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) avançou 0,31% em setembro. No mês anterior, o indicador havia registrado deflação de 0,55%. Apesar do aumento em relação a agosto, a taxa é inferior à verificada no mesmo período do ano passado, quando ficou em 1,05%. As informações são da Agência Brasil.

O IGP-10, que é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, acumula inflações de 2,01% no ano e 4,04% em 12 meses, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas).

A alta do índice na passagem de agosto para setembro foi provocada por avanço da taxa dos preços no atacado e no varejo. O subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que avalia o atacado, passou de uma deflação de 0,91% em agosto para uma inflação de 0,35% em setembro. O subíndice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de 0,01% em agosto para 0,26% em setembro.

Por outro lado, o subíndice de Custo da Construção, que analisa as variações de preços de materiais de construção e mão de obra, caiu de uma inflação de 0,45% em agosto para uma taxa de 0,15% em setembro.

Folha Press

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Inflação: batata e tomate voltam ao topo dos vilões entre os alimentos

A seca prolongada fez com que os preços de alimentos voltassem a acelerar com força em março. No topo das altas do IPCA estão a batata inglesa e o tomate. Os dois fazem parte de um trio, ao qual pertence ainda a cebola, e que fazem especialmente mal ao bolso dos consumidores. Como é difícil uma dona de casa voltar para casa sem um dos três, eles acabam balizando também o preço de outros alimentos. O resultado é uma percepção mais clara para o consumidor da alta nos preços. Em março, a batata inglesa subiu 35,05% depois de cair 9% em fevereiro. O tomate, que se tornou um dos alimentos folclóricos no ano passado pela forte alta de preços, subiu 32,85%. No mês anterior, tinha subido 10,70%. A cebola avançou 2,59%, desacelerando, após alta de 3,38%.

Os produtos in natura (hortaliças, legumes e frutas) são muito sensíveis ao clima e tendem a aumentar em época de chuva ou seca. Os alimentos em geral já sobem 7,14% nos últimos 12 meses. Em Porto Alegre, eles avançam 9,47%, em Curitiba, 8,14%, no Rio 8,84% e em São Paulo, 8,57%. Por outro lado, a menor variação ocorre em Belém, onde sobem 1,43%.

O Globo

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