Judiciário

Advogado faz “pedido de socorro e diz que a 5ª Vara Cível de Natal é inoperante e prejudica a justiça potiguar”

Por JURI NEWS

Em tom de desabafo, o advogado Pablo Pinto relata em artigo intitulado ‘Pedido de Socorro dos Atolados na 5ª Vara Cível de Natal’ a inoperância do referido órgão jurisdicional.

“Conversas com o magistrado e ouvidorias nada resolveram. São anos para uma decisão, movimentação, um simples ato ordinatório ou uma diligência da secretaria”, desabafa o advogado que preside o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RN.

Segundo ele, a Seccional potiguar da OAB “cobrou do Tribunal de Justiça a intervenção no órgão jurisdicional em junho de 2016, de lá para cá não existiu qualquer melhora na prestação de serviços ao jurisdicionado”.

Pablo Pinto diz que a inoperância da 5ª Vara põe em xeque a utilidade das garantias dos magistrados e a capacidade do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte gerir a estrutura. “Até quando os jurisdicionados usuários da 5ª Vara Cível da Comarca de Natal serão penalizados com a obstaculização do acesso à Justiça?”, questiona. “Afinal, a quem eu posso culpar quando prestar informações aos meus clientes: o magistrado ou o tribunal omisso – ou seria, dolosamente omisso?”.

DO BLOG: O Juiz da 5ª Vara Cível de Natal é o Dr. Lamarck Araújo. No meio da advocacia é numa boca só que a inoperância da 5º vara.

Vejam o grave teor da carta do advogado Pablo Pinto:

Pedido de Socorro dos Atolados na 5ª Vara Cível de Natal

A advocacia não é profissão para covardes, o confronto permanente de teses em defesa de direitos coloca diariamente o advogado na linha de fogo, quase sempre, com a exposição pessoal.

A exposição pessoal do advogado acaba sendo o preço que se deve pagar pelo zelo profissional e pela responsabilidade confiada, pois muitas vezes a ciência jurídica se afasta do processo e outras tantas vezes a injustiça combatida vem de quem deveria garantir a Justiça.

Recursos processuais não são suficientes, a aristocracia judicial blindou-se contra a responsabilização, especialmente contra a morosidade e a falta de isonomia.

Há anos venho desgastando meu relacionamento com clientes para explicar a inoperância da 5ª Vara Cível da Comarca de Natal. Conversas com o magistrado e ouvidorias nada resolveram.

Explicar em uma sala de aula o quão democrático e justo é a distribuição por sorteio é fácil, dá até para falar em distribuição equitativa do ônus, mas tente os mesmos argumentos para a parte interessada no resultado do processo pendente de movimentação na precitada Vara.

Seria muita incoerência afirmar que não existem beneficiados, é claro que existem, e são aqueles a quem não interessa o resultado do processo, ou seja, aqueles a quem o direito condena.

São anos para uma decisão, movimentação, um simples ato ordinatório ou uma diligência da secretaria.

A delongada espera macula o direito de acesso ao Judiciário, que se esvanece a cada dia que excede a determinação constitucional da razoável duração do processo insculpida no Art. 5º, LXXVIII: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.”.

Resta igualmente fulminado o Art. 4º do Código de Processo Civil: “As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa.”

A Ouvidoria efetivamente nada faz, apenas colhe do magistrado a resposta que lhe convém, sem qualquer apreciação ou adoção de providência, parecendo que o Tribunal não toma conhecimento.

O texto padrão para respostas das ouvidorias, cujo teor transcrevo por deferência ao contraditório, é:

Inicialmente, convém ressaltar que o PJE organiza os processos em caixas, conforme a prioridade e sequência cronológica de chegada, de modo que os mesmos sejam cumpridos segundo esta ordem. Se há atos pendentes de expedição, certamente há processos na mesma situação com movimentação mais antiga.

Lembramos ainda que o Juízo da 5ª Vara Cível possui acervo de cerca de 5.000 (cinco mil) processos, desproporcional ao número de servidores, pois conta a Secretaria com um número deficitário de funcionários, ocasionando enormes prejuízos ao funcionamento do Juízo, diante da carência de pessoal para executar até mesmo tarefas mais urgentes e essenciais ao funcionamento da Vara. É impossível, portanto, com este reduzido quadro de pessoal, manter a celeridade processual no nível desejado.

Diante de tal quadro, a culpa pela morosidade processual não deve ser atribuída ao Magistrado nem aos funcionários que exercem suas funções nesta Vara, que estão empenhados em desenvolver o seu trabalho pautados nos princípios da eficiência e da celeridade. A morosidade se deve à total desproporção entre o volume de trabalho e o número de servidores para executá-lo, problema já levado ao conhecimento do Tribunal de Justiça. Assim, apesar de todos os esforços do Magistrado e dos serventuários que aqui atuam, a grande quantidade de processos impede que alcancemos a celeridade idealizada para a prestação jurisdicional, gerando insatisfação e reclamação, com se deu no caso em comento.

Esclareço ainda que, em conformidade com o novo Código de Processo Civil, em vigor desde 18/03/2016, as movimentações processuais neste Juízo da 5ª Vara Cível seguem a ordem cronológica, excetuando-se as preferências legais e os atos urgentes, assim reconhecidos pelo juiz no pronunciamento judicial a ser efetivado. Para tanto, foi expedida por este Juízo a Portaria nº 02/2017-GJ5VC, que disciplina o cumprimento dos processos em consonância com o novo CPC.

Em conversa pessoal com o magistrado para tentar, em vão, impulsionar o feito, nada mais faz do que lamuriar os referidos déficits e culpar a distribuição de recursos humanos feita pelo tribunal, invocando sofrer algum tipo de preterição, represália ou perseguição.

A impressão que transparece do comportamento pessoal do magistrado, é de que está precisando de tratamento para se recuperar, e é perceptível que ele está desestabilizado.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte, com Nota de Apoio do Conselho Federal da instituição, cobrou do Tribunal de Justiça a Intervenção no órgão jurisdicional em junho de 2016, de lá para cá não existiu qualquer melhora na prestação de serviços ao jurisdicionado.

Até quando os jurisdicionados usuários da 5ª Vara Cível da Comarca de Natal serão penalizados com a obstaculização do acesso à Justiça?

Afinal, a quem eu posso culpar quando prestar informações aos meus clientes: o magistrado ou o tribunal omisso – ou seria, dolosamente omisso?

As afirmações prestadas pelo juiz Lamarck nas conversas acerca da distribuição de recursos humanos na primeira instância são acusações sérias e o tribunal se mostra letárgico, mesmo depois de instado por um número incontável de ouvidorias, não sei se chegou a haver representações (pelo caráter sigiloso do procedimento), mas haverá a minha logo em seguida à publicação deste artigo.

O Tribunal não poder alegar desconhecimento, as ouvidorias, com certeza, chamam atenção e foram respondidas, pois a Vara é melhor em responder ouvidorias que movimentar os processos. Ademais a OAB pediu a intervenção face à gravidade… será que o Tribunal não ter resolvido, pelo menos equiparado a quantidade de servidores ou respondido as afirmações do juiz não configura estar o magistrado certo e o tribunal possui Varas privilegiadas e Varas “perseguidas”?

O fato é que a inoperância da Quinta Vara põe em xeque a utilidade das garantias dos magistrados e a capacidade do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte gerir a estrutura.

O Conselho Nacional de Justiça editou a publicação Justiça em Números 2017, tendo como base as informações referentes ao ano de 2016, no qual consta às fls. 72 que temos a menor produtividade dos magistrados (962) dentre os tribunais de pequeno porte e o segundo pior do Brasil, sendo a média nacional 1.773. Extrai-se ainda, às fls. 92, que a carga de trabalho média do magistrado potiguar é de 4.179 e 8.143 a nacional.

Apanhado os números iniciais tenho, por honestidade, que analisar a produtividade do magistrado a quem dirijo estas linhas. A produtividade disponibilizada pelo TJRN está atualizada até junho de 2017, constando 4902 processos em tramitação, valor que corresponde a 117,3% da carga médias dos magistrados potiguares em 2016, e 60,2% da média nacional.

Registro ainda que analisando a produtividade do magistrado fiquei deveras surpreso, pois a produtividade lançada supera em muito a experiência que temos, inclusive, supera a de varas e magistrados extremamente elogiados pelos jurisdicionados em geral, principalmente pelos advogados, o que me leva a duvidar do sistema utilizado pela corregedoria.

Conversei com dezenas de advogados, cheguei a participar de reuniões para discutir o que a sociedade pode fazer nesses casos e todos, sem exceção, ficaram desconfortáveis com a apresentação desses números, pois não é a experiência de nenhum colega.

O certo é que o Tribunal precisa se posicionar, o magistrado informa a todos os advogados e responde ao tribunal formalmente através das ouvidorias, qual a resposta do Tribunal para o problema?

Chamo à colação alguns números da última correição citados pela OAB no pedido de intervenção: ““600 mandados; 670 contestações; 120 cartas devolvidas pelos correios; 630 Avisos de Recebimento – AR’s; 350 ofícios; e, aproximadamente, 4.000 petições.” Um total de 6.370 expedientes que deixaram de produzir efeitos processuais, sem contar a infinidade de decisões e despachos aguardando publicação, alguns há mais de 2 anos.

O tal apoio jurisdicional prestado nada resolveu, as reclamações dentre os advogados continuam crescentes e cada vez as paralisações descritas são maiores.

Os advogados são os principais usuários do Judiciário, representando a sociedade em face do Estado, por conseguinte, as queixas não devem ser desconsideradas pelo corporativismo ou inação da administração judicial.

O prejuízo atinge principalmente as pessoas naturais e jurídicas que tiveram o azar de serem punidas com a distribuição por sorteio.

Encerro com a frase do ilustre mestre Rui Barbosa em sua Oração aos Moços: “Mas justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta. Porque a dilação ilegal nas mãos do julgador contraria o direito escrito das partes e, assim, as lesa no patrimônio, honra e liberdade. Os juízes tardinheiros são culpados, que a lassidão comum vai tolerando. Mas sua culpa tresdobra com a terrível agravante de que o lesado não tem meio de reagir contra o delinqüente poderoso, em cujas mãos jaz a sorte do litígio pendente.”

Pablo de Medeiros Pinto, advogado  

Opinião dos leitores

  1. Meu amigo, o Judiciário só é ligeiro para:
    1- Voltar para Natal na quinta-feira;
    2- Receber auxílios francamente imorais, e;
    3- Decidir pelo recebimento retroativo de auxílios francamente imorais.
    E mais uma coisa: se Juiz recebe auxílio moradia porque na comarca dele não tem imóvel funcional por que então não se fiscaliza se ele mora na Comarca como manda a LOMAN? (pergunta que rola no Zap, cuja resposta ninguém sabe dar). Se ele recebe mas mora na capital, tá recebendo ilegalmente, ou não?

  2. O Juiz também é vítima!Com mais de 4500 processos para julgar, o que pode fazer uma única pessoa???Os verdadeiros culpados estão na penumbra e indiferentes a tudo já que o problema é muito antigo. De quebra deixam os mais modernos na linha de tiro para se escorraçado pela população!

  3. Parabéns pela coragem!
    Vamos denunciar os promotores e juízes que só aparecem terça, quarta e quinta.
    Bando de cara de pau, só pensam em regalias

  4. Os falsos moralistas sisudos que só pensam em dinheiro, mas trabalho que é bom nada…
    Vamos apoiar a PEC para acabar essas regalias de férias de 60dias e respeito ao teto, chega de imoralidade desses cara de pau

  5. Isso é só um respingo da imagem do judiciário perante a sociedade, voltada pra encher os bolsos mas totalmente inoperante.
    Férias 60dias, licenças prêmio 90 dias, folgas e cursos fora do Estado, por meses, até mesmo no exterior e pago pela população contribuem para a morosidade, é muita folga e pouca dedicação, mas AUXÍLIO MORADIA tá em dia!

  6. precisamos acionar com urgência o CNJ, tenho um Alvará para ser confeccionado no juizado da segunda vara da fazendas pública, já faz três meses!!!

  7. Vocês, reclamantes, são uns apressadinhos natos, e nem levam em consideração que a classe de juízes, tê, toda razão do mundo em demorar a analisar os processos que são a eles atribuídos, pois a classe é espoliada, maltratada, ganha pouco, não tem nenhuma ajuda, trabalham em salas insalubres, quentes ou geladas, dependendo do tempo, sem ajuda pra moradia, sem receber diarias, sem auxilio alimentação. andando de ônibus, e recebem um salário irrisório que não mal consegue dar para viver. Tenham dó senhores reclamantes.

  8. Prezado, representei na CORREGEDORIA acerca de um absurdo ocorrido numa vara cível de uma comarca bemmmmmm pertinho de Natal. Pedi à vara exatamente a lista IMPRESSA (lógico que impressa, até mesmo para poder analisá-la) de processos pendentes. A vara não forneceu!!!!!!!!!!! A juíza RECONHECEU O ERRO, até porque era flagrante e absurda a negativa (se não reconhecesse seu erro, seria como dizer que não há defunto com um "presunto" a seus pés). Reconheceu o erro, mas se manteve sem fornecer a lista!!!!! Sabe o que a DOUTA CORREGEDORIA fez? Arquivou a representação sem, sequer, determinar o fornecimento da lista!!!! Isso mesmo!!!! Alegou, repetindo A FALA DA PRÓPRIA VARA ACUSADA que esta teria "mostrado a lista numa tela de computador" (se quiserem podem rir). A DOUTA CORREGEDORIA nem se deu ao trabalho de averiguar se a fala da vara era verdade (é o mesmo que ouvir o ladrão e absolvê-lo de plano só porque este alega que não furtou – podem rir). Foi isso que a DOUTA CORREGEDORIA FEZ e disse que EUZINHO não tive prejuízo (ou seja, NÃO tive a lista requerida, mas segundo a DOUTA CORREGEDORIA, mesmo sem o objeto requerido, eu não tive prejuízo. Mas como assim????!!!). Senhores da OAB, para quem recorrer nesses casos? para o CNJ? tiramos da CORREGEDORIA formada pelos "pares" daqueles titulares das varas, e submetemos ao CNJ que também é formado por seus "pares"? Meu processo já estava de molho e continua de molho (talvez agora mais que antes, kkkk). Se depois desse comentário eu sentir que meu processo parou de vez, terei de marcar uma reunião nessa OAB.

  9. Muito oportuno esse desabafo/denúncia feita pelo advogado Pablo Pinto, que demonstrou muita coragem. Entendo seu desespero, que não é privilégio só seu. Eu tenho um "problema" na 1º Vara Cível que chega a ser cômico, para não dizer trágico : numa execução para cumprimento de sentença, a parte executada depositou o valor cobrado em agosto/16, encerrando a ação, fiz o pedido de levantamento no mês seguinte e ATÉ HOJE O JUIZ NÃO DESPACHOU A PETIÇÃO DE LIBERAÇÃO, sob a simples alegação de que o processo se encontrava na famosa fila. De nada adiantou os vários pedidos pessoais e petições para a desejada liberação do valor. O pior é que se for para a Corregedoria de nada vai adiantar. Muito pelo contrário. Estão aí os exemplos. Qto a falta de funcionários nas varas cíveis é outra demonstração de incompetência injustificável, tendo em vista a GRANDE quantidade de dinheiro que é arrecadado (compulsoriamente) e controlado pelo próprio Tribunal de Justiça no tal Fundo de Desenvolvimento da Justiça – FDJ (que é claramente inconstitucional), advindo de forma automática de todos os atos praticados pelos Ofícios de Notas do Estado sobre todo tipo de escrituras públicas, reconhecimentos de firmas, autenticações, registros, averbações, etc, há vários anos. Existe milhões de reais depositados, quantia que aumenta diariamente. Se pelo menos uma pequena parte desse dinheiro também fosse revertido para o aparelhamento das secretarias cíveis, inclusive com contratação de pessoal qualificado, já resolveria muita coisa de atraso nos procedimentos processuais, e deixaria alguns juízes de "saia curta", pois não teriam mais essa desculpa.

  10. Se fossem apenas as varas. Processo de um conhecido foi distribuído a uma desembargadora em 2013. Em 2014, após alguns andamentos, foi concluso ao gabinete. Apenas em 21017 foi julgado. A desembargadora deu voto pela incompetência da Justiça Estadual e remeteu para a Federal. Sem falar que esse processo rola desde 2009.
    As varas do interior funcionam a base de estagiários e servidores cedidos (sem capacidade técnica). Ai, sobrecarregam os juízes, pois, todos os meses são ajuizadas várias ações.

  11. Tenho um processo nessa vara concluso pra sentença (só aguardando a decisão do juiz) há exatos quatro anos.

  12. Tenho um processo que apenas aguarda a assinatura do juiz faz mais de 4 meses, apenas aguardando a canetada dele. Detalhe é no juizado especial, que deveria ser mais "célere" e o processo já faz uns 3 anos !

  13. Não é só lá não, já é uma coisa quase generalizada! Uma vez lá no complexo judiciário em Potilândia me informaram uma sala errada três vezes, quase perdi a audiência. O estagiário que me atendeu me informou o lugar errado, logo em seguida mais duas pessoas que eram funcionários, um deles me levou até a sala, pasmem! Sala errada! Se não fosse meu Advogado, que já sabe que isso é corriqueiro lá, eu estaria rodando até hoje. O tribunal não faz concursos a muito tempo, os estagiários ganham uma bolsa e os funcionários cedidos umas gratificações. Nós sabemos que estágios são para aprender e não para trabalhar no lugar dos funcionários. Isso não é economia, que o TJ se orgulha tanto em dizer que faz! Isso é atraso nos processos! Incompetência!

  14. O judiciário economiza contratando estagiários e funcionários municipais ou estaduais cedidos, que não possuem qualificação na àre. Isso não é economia às custas de tanta incompetência.

  15. Já vi processo da 5ªvara cível ter sentença prolatada que demorou 1 ano e 1 mês para ser enviada para publicação no Diário!!!!!

    Além da situação da 5º vara cível, deveriam também verificar a 2ª Vara Cível, onde os processos nunca andam e quando andam, andam errados porque os servidores não se dão nem ao trabalho de ler os autos e o juiz parece ter a mesma atenção e dedicação…ou seja, zero

  16. Sabe a diferença de um juiz para Deus ??? É que Deus não se acha juiz ….já esses nobres ?
    50% dessa culpa é a própria OAB ,aonde os presidentes só pensa na vaga para desembargador do quinto constitucional,a única ,digo ; ÚNICA PROFISSÃO NO BRASIL que tem 2 meses de férias + férias forense são os magistrados,cadê a OAB que coloca a boca no trombone???

  17. Meu caro colega esse é o sentimento de todos! E a sociedade vai pagando a fatura. Até quando?

  18. Na verdade, ao que vemos nos corredores, todas as varas cíveis estão sem estrutura. Não existe servidores em número suficiente para atender a demanda. Se existem varas criminais com 9 ou 10 servidores para atender 400 processos, existem cíveis com 5 servidores para 4000 processos. O Tribunal não faz remanejamento de servidores porque esses não querem. Assim, não há juiz que dê conta. São distribuídos mais de 100 processos novos por mês nas cíveis, o que só aumenta o número e não tem quem dê conta. É distribuir, treinar e punir servidor que não trabalhar. Além do que, o Tribunal deveria impor a carga de dois expedientes para os servidores. Pela tarde, nas secretarias, só ficam os juízes, praticamente. Na justiça federal, por vara, são quase 20 servidores. Como pode se culpar a 5. vara? Não depende do juiz apenas.

  19. Estamos aguardando as alegações que estão submetidos a trabalho escravo. E que somente com um incremento de 100% nos vencimentos (da mesma forma que a desembargadora Luislinda) eles passarão a produzir melhor.
    Sugestão: implantar um sistema digital de avaliação de desempenho/atendimento nos mesmos moldes da UBER.

  20. Férias a mais, licenças prêmio, folgas e cursos fora do Estado, por meses, até mesmo no exterior e pago pela população são também contados para a morosidade?

  21. BG
    Um judiciário CARÍSSIMO e cheios de previlegios para retorno ZERO para sociedade Brasileira. Até quando iremos TOLERAR isso???????>

  22. Ah se fosse só essa. Inclua nesse rol a 7a. Vara tb. Aguardo decisão de um processo só faz 12 (DOZE) ANOS. Agora em maio/2018 completará 13 (TREZE) e nada de solução definitiva. Todos os dias vejo o site e não sei como desde 06/2016 está na mesa do juiz aguardando…… Fazer o que?

  23. E dá-lhe feriado pra o judiciário. A aristocracia do século 21 (leia-se: no Brasil). Países de primeiro mundo não tem disso.

    1. Falou tudo, compartilho do seu comentário!
      Verdadeira nova aristocracia!

  24. Sei muito bem o que é isso nobre colega, e o pior que isso não só privilégio da 5a Vara não. Ouvidoria é balela.

  25. A justiça é assim: um sempre defendendo o outro "intra muros" nada de providências! O cidadão que necessita dela que se fôda. Mas garanto que as duas férias anuais, os recessos do judiciário, o auxílio moradia o juiz deve estar recebendo.

    1. Se fosse só está vara, mas são em todas processos se arrastam por anos esperando uma decisão ou melhor uma dádiva dos deuses dos tribunais!!!

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Geral

Quase 4 em cada 10 brasileiros relatam dificuldades para pagar contas em maio; problema é mais intenso nas regiões Norte e Nordeste

Foto: iStock

Levantamento do PoderData divulgado nesta terça-feira (9) mostra que 37% dos brasileiros deixaram de pagar alguma conta ou conhecem alguém que enfrentou essa situação no último mês.

A inadimplência é mais elevada entre as famílias de menor renda. Entre quem recebe até dois salários mínimos, 66% relataram atraso em pagamentos. O índice cai para 13% entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos e para apenas 1% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Regionalmente, os maiores percentuais foram registrados no Norte (54%) e no Nordeste (49%). Já os menores índices aparecem no Sul (27%) e no Sudeste (29%).

Entre os entrevistados com contas em atraso, 42% afirmaram que programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, ajudaram de alguma forma. Outros 33% disseram que as iniciativas não tiveram impacto, enquanto 19% afirmaram não conhecer o programa.

A pesquisa também identificou diferenças na percepção econômica conforme a avaliação do governo federal. Entre os que consideram o governo Lula melhor que o de Bolsonaro, 46% relataram atraso em contas. Já entre os que avaliam o atual governo como pior, o percentual foi de 27%.

O levantamento ouviu 2.500 pessoas em 155 municípios entre 30 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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PESQUISA GERP: 52% desaprovam governo Lula; 40% aprovam

Foto: Evaristo Sá/AFP

Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (9) mostra que 52% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Lula, enquanto 40% aprovam a gestão. Outros 8% não souberam ou não responderam.

Na avaliação do governo, 45% classificam a administração como ruim ou péssima, 33% como ótima ou boa, e 21% como regular. Apenas 1% não respondeu.

O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 2 e 5 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01792/2026 e foi custeada pela própria Gerp.

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Reforma do Centro de Convenções de Natal é paralisada por falta de pagamento do Governo do RN

Foto: reprodução/Natal Convention Bureau

A reforma do Centro de Convenções de Natal está paralisada devido à falta de pagamento pelos serviços já executados pela empresa contratada. A obra é conduzida pelo Governo do Rio Grande do Norte e integra um conjunto de melhorias consideradas essenciais para o equipamento.

Interrupção pode elevar custos

Com os serviços suspensos, existe o risco de prejuízos financeiros decorrentes da exposição das áreas em obras às condições climáticas. Além disso, a paralisação pode resultar em reajustes contratuais, necessidade de reparos e aumento dos custos para conclusão da reforma.

Obra busca atender normas de acessibilidade

Entre as principais finalidades da intervenção está a adequação do espaço às normas de acessibilidade e o cumprimento de determinações judiciais. As melhorias visam garantir mais segurança, autonomia e inclusão para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Equipamento é estratégico para o turismo

Responsável por sediar feiras, congressos, exposições e eventos corporativos, o Centro de Convenções desempenha papel importante na movimentação da economia potiguar. Com a interrupção dos trabalhos, cresce a preocupação quanto à capacidade do espaço de atender futuras demandas do setor de eventos.

Governo do Estado é pressionado a solucionar impasse

Os trabalhos realizados seguiram as exigências técnicas previstas no contrato e passaram pelo acompanhamento da fiscalização responsável, no entanto, o pagamento não foi efetuado. Assim, a continuidade da obra tornou-se inviável diante da ausência de repasses pelos serviços já concluídos.

Diante do cenário, cresce a expectativa por uma solução que permita a regularização dos pagamentos e a retomada dos serviços. A medida é considerada fundamental para evitar novos prejuízos ao patrimônio público, ao turismo e à economia do estado.

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Incrições para a 56ª edição da Corrida Augusto Severo começam nesta quarta-feira, 10

As inscrições para a 56ª edição da Corrida Augusto Severo começam, no formato online, nesta quarta-feira (10), para corredores residentes em Macaíba e de fora da cidade. O calendário oficial foi anunciado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL), na noite desta segunda-feira (8), durante lançamento da prova, um dos eventos esportivos mais tradicionais do Rio Grande do Norte e que, anualmente, reúne milhares de atletas de diversas cidades do Estado.

A novidade deste ano é que os atletas residentes em Macaíba poderão fazer as inscrições em dois formatos: online e presencialmente. As inscrições online começam já nesta quarta-feira, 10 de junho, para o público externo mediante o pagamento de taxa de R$ 80,00 e para corredores residentes em Macaíba, ao valor de R$ 20,00 no primeiro lote e de R$ 40,00 no segundo lote. Nestes casos, o atleta fica isento da doação de 2 quilos de alimento não perecível no ato de recebimento do kit corredor.

As inscrições para a prova Kids acontecem no dia 17 de junho. E as inscrições presenciais ocorrem na sede da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, na Praça da Juventude, para os atletas macaibenses, nos dias 18, das 15h às 21h, e 19, das 9h às 15h. Para os casos de inscrições presenciais, os kits serão entregues mediante a doação de 2 quilos de alimento não perecível.

Os kits corredor serão entregues na sede da Secretaria de Esportes nos dias 30 e 31 de julho das 10h às 22h e das 10h às 15h, no dia 01 de agosto, data da prova, sendo às 18h a Corrida kids e às 19h30 Corrida adulto.

O lançamento aconteceu na Praça da Juventude e contou com a presença do prefeito Emídio Júnior, além de coordenadores de grupos de corrida da cidade e de municípios da região, reforçando a importância da prova para o fortalecimento do esporte, da integração social e da promoção da saúde.

Durante o lançamento, foram apresentados os detalhes da edição deste ano, que contará com percursos de 5 km e 10 km pelas principais ruas do Centro da cidade. A largada e a chegada acontecerão nas imediações da Praça Paulo Holanda Paz, tradicional ponto de encontro dos participantes e do público que acompanha a competição.

A expectativa da organização é de mais uma grande participação de corredores e do público, celebrando o esporte e a tradição que marcam a história de Macaíba. A Corrida Augusto Severo é realizada em parceria com a Federação Norte-rio-grandense de Atletismo (FNA).

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Geral

Sem novas provas, PGR e PF devem negar proposta de delação de Vorcaro

Foto: Reprodução/SAP

A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro enfrenta forte resistência na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF). Nos bastidores, a hipótese mais provável é a rejeição do acordo.

Investigadores avaliam que as informações apresentadas por Vorcaro vêm perdendo credibilidade à medida que novas operações são realizadas e dados extraídos de seu celular são analisados. Além disso, parte dos documentos que poderiam comprovar suas alegações já não estaria mais sob seu controle.

A PGR tem três opções: rejeitar a proposta, aceitá-la ou conceder mais prazo para ajustes. Entre elas, a rejeição é considerada a mais provável, enquanto a aprovação é vista como remota, salvo a apresentação de fatos inéditos acompanhados de provas consistentes.

Apesar disso, Vorcaro ainda deve apresentar um complemento à proposta. As negociações foram retomadas após a troca de sua equipe jurídica, que passou a adotar uma estratégia de maior transparência com a PF e a PGR.

Nos meios políticos, a tensão em torno de uma possível delação diminuiu nas últimas semanas. A avaliação é que a nova proposta não trouxe revelações de grande impacto, embora seja mais detalhada que as versões anteriores.

Um eventual acordo, caso avance, pode se concentrar principalmente na devolução de recursos ligados ao esquema investigado envolvendo o Banco Master.

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Morada da Paz lança Jardim dos Pequenos para acolher mães enlutadas e preservar memórias

Foto: Divulgação

Pensado para ser um espaço permanente de homenagem à memória de crianças, o novo produto do Grupo Morada, o Jardim dos Pequenos, foi inaugurado na última sexta-feira (29). O lançamento aconteceu de forma simbólica, no Morada da Paz Emaús, durante o encerramento de uma edição especial do Chá da Saudade, feito com mães enlutadas que viveram perdas gestacionais ou infantis.

Ao longo de três encontros, realizados no mês de maio, as participantes encontraram um espaço de escuta, acolhimento e partilha de experiências. Alexsandra Souza, psicóloga responsável pela condução do grupo, conta que um dos aspectos mais importantes da iniciativa foi a validação de uma dor que muitas vezes não encontra reconhecimento social.

“Quando uma mulher descobre uma gestação, ela já começa a construir sonhos, planos e expectativas para aquela criança. Quando essa perda acontece, não é apenas uma vida que parte, mas também uma série de projetos e futuros imaginados que são interrompidos. É uma dor profunda, legítima e que precisa ser acolhida”, afirma.

Segundo ela, muitas participantes chegaram ao grupo acreditando que precisavam lidar com a dor sozinhas. Ao longo dos encontros, encontraram identificação e apoio na experiência de outras mães. “A partilha permitiu que sentimentos guardados por anos encontrassem espaço para existir. Muitas relataram que falar sobre seus filhos pela primeira vez de forma aberta foi libertador e curativo.”

Entre as mães que participaram do grupo, está Anne Michelle. Ela perdeu o filho Luís Eduardo há quase sete anos. Ela conta que o acolhimento do grupo e conhecer o jardim foram experiências transformadoras.

“Sempre acreditei que conseguiria lidar com essa dor sozinha, mas descobri a importância de ter um espaço para falar sobre ela. Ver outras mães compartilhando histórias parecidas me fez perceber que eu não estava sozinha. Quando conheci o Jardim dos Pequenos, foi um momento mágico, saber que existe um lugar pensado para homenagear meu filho é algo que vou levar para a vida inteira.”

 

Um jardim para cultivar memória

Localizado no Morada da Paz Emaús, o Jardim dos Pequenos foi concebido como um espaço de homenagem dedicado à memória de crianças que partiram precocemente, incluindo bebês que faleceram ainda durante a gestação.

Inspirado em uma tradição japonesa de reverência à memória infantil, o ambiente reúne esculturas que representam proteção, ternura, amor e permanência. Cada família poderá escolher uma peça para representar sua criança, criando um espaço coletivo de memória e afeto.

Mariana Simonetti, psicóloga do luto e idealizadora do projeto, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de acolher uma dor frequentemente invisibilizada. “Queríamos criar um espaço que reconhecesse essas histórias e dissesse a essas mulheres que seus filhos existiram e continuam tendo um lugar na memória”, destaca.

Como forma de homenagem, as mães participantes do grupo receberam do Morada da Paz uma escultura para representar seus filhos no Jardim dos Pequenos.

As esculturas foram desenvolvidas pela ceramista Marina Pantoja, que participou da construção do projeto desde as primeiras etapas de concepção. “Quando fui conhecendo o projeto e entendendo o trabalho desenvolvido pelo Morada com o acolhimento ao luto, percebi a responsabilidade que aquelas peças carregavam. Não seriam apenas esculturas decorativas, mas símbolos capazes de representar memórias muito importantes para cada família”, relata a artista.

Os elementos escolhidos são anjos, meninos, meninas, corações, girassóis e borboletas, figuras frequentemente associadas à infância, à transformação e à permanência dos vínculos. “Buscamos símbolos que pudessem dialogar com diferentes experiências e sentimentos”, conta Marina.

Diário do Amor

Além do Jardim dos Pequenos, o Grupo Morada também lançou o Diário do Amor, uma extensão do Diário da Vida, livro desenvolvido para conduzir pessoas enlutadas no registro de memórias, histórias e sentimentos sobre um ente querido que faleceu.

A proposta do diário é utilizar a escrita como uma ferramenta de elaboração do luto, oferecendo às famílias um espaço íntimo e simbólico para transformar saudade em memória registrada. Nesta versão, o Diário do Amor foi pensado especialmente para famílias que vivenciaram perdas gestacionais ou infantis, permitindo que mães, pais e familiares possam escrever sobre a criança, registrar lembranças, sentimentos, sonhos e vínculos que permanecem.

O material reforça a importância de reconhecer essas histórias e legitimar afetos que, muitas vezes, não encontram espaço para serem compartilhados. Assim como o Jardim dos Pequenos, o Diário do Amor nasce como uma forma de cuidado, acolhimento e preservação da memória.

Joias Memoriais

Além do Jardim dos Pequenos, o Grupo Morada também passa a oferecer as Joias Memoriais, uma nova forma de homenagem permanente. Por meio de processos especializados, parte das cinzas ou materiais biológicos pode ser transformada em diamantes ou cristais memoriais, posteriormente lapidados e incorporados a joias personalizadas.

A proposta busca atender famílias que desejam manter uma representação física e afetiva da presença de seus entes queridos, transformando a memória em um símbolo de continuidade.

As iniciativas fazem parte do movimento do Morada da Paz de ampliar sua atuação para além dos serviços funerários tradicionais, criando espaços, rituais e experiências que auxiliem famílias na elaboração do luto e na preservação dos vínculos afetivos.

“O luto não é sobre esquecer. Os vínculos permanecem. O que muda é a forma como aprendemos a conviver com a saudade. Quando oferecemos espaços de memória e acolhimento, ajudamos as pessoas a reconhecer que o amor continua existindo, mesmo após a despedida”, destaca Yannina Martins, Analista de Produtos do Morada da Paz.

Ao apresentar o Jardim dos Pequenos, o Diário do Amor e as Joias Memoriais, o Morada da Paz reforça sua proposta de construir novas formas de cuidado, acolhimento e homenagem, reconhecendo que algumas presenças permanecem vivas nas histórias, nos afetos e nas memórias que continuam sendo compartilhadas.

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Judiciário

MP arquiva inquérito sobre aterro RCC em Extremoz

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Extremoz e do promotor de Justiça Rodrigo Martins da Câmara, promoveu o arquivamento do Inquérito Civil que apurava supostas irregularidades ambientais envolvendo o aterro da empresa RCC Correia Gestão de Resíduos, localizado no município de Extremoz/RN. A decisão ocorreu após nova perícia técnica realizada no empreendimento, que constatou a regularidade da operação e o cumprimento das exigências ambientais estabelecidas pelo IDEMA.

Segundo a promoção de arquivamento, o laudo técnico confirmou que a empresa realizou todas as adequações estruturais e operacionais necessárias, incluindo implantação de sistemas de drenagem, regularização do sistema de combate a incêndio, instalação de dispositivos de monitoramento ambiental e correta segregação e destinação dos resíduos recebidos no local.

O Ministério Público também destacou que não foram constatados indícios de poluição hídrica ou degradação ambiental iminente, reconhecendo que o empreendimento atualmente opera dentro dos parâmetros técnicos exigidos pela legislação ambiental vigente.

Na decisão, o promotor Rodrigo Martins da Câmara ressaltou ainda que a fiscalização contínua da atividade é atribuição do órgão ambiental licenciador, o IDEMA, entendendo que o principal objetivo da investigação foi alcançado com a adequação física e ambiental do empreendimento.

O arquivamento reforça a regularidade das atividades desenvolvidas pela RCC Correia Gestão de Resíduos em Extremoz, demonstrando que a operação segue atendendo às condicionantes ambientais e às normas técnicas exigidas pelos órgãos competentes.

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Política

Flávio Bolsonaro vence Lula no 2º turno, diz pesquisa Gerp

Foto: Reprodução

 

Pesquisa do Instituto Gerp divulgada nesta terça-feira (9) afirma que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais com 44,7% dos votos contra 39,1% do petista. Dos entrevistados, 13,1% disseram não votar em nenhum dos dois e 3,2% não souberam responder.

Já entre Lula e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), também no 2º turno, o presidente da República venceria com 39,2% contra 34,5% do pré-candidato. Em relação a Ronaldo Caiado (PSD), Lula levaria a disputa com 38,9% contra 33,8% do ex-governador de Goiás.

Quando perguntados sobre qual candidato cada entrevistado mais rejeita, em um cenário de resposta única, Lula tem a maior rejeição com 50%, Flávio vem em seguida com 43%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Romeu Zema e Caiado tem 1% da rejeição cada.

Primeiro turno

No primeiro turno, em pesquisa estimulada, Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente. O senador 35% dos votos enquanto o presidente tem 34%. O pré-candidato Renan Santos (Missão) aparece em seguida com 4%. Já Zema, Caiado e Joaquim Barbosa (DC) têm 2% cada, Augusto Cury (Avante) soma 1% das intenções de voto. Outros 12% ainda não sabem e 7% não escolhem nenhum dos candidatos.

Quando perguntados sobre a certeza na definição do voto, 77% dos entrevistados responderam ter a escolha totalmente definida, 20% disseram que ainda podem mudar de opinião e 3% não sabem.

A pesquisa do Instituto Gerp ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de junho de 2026. A margem de erro estimada é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95,55%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-01792/2026.

Jovem Pan News

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Política

VÍDEO: Hermano Morais se enrola ao justificar saída da base de Fátima para apoiar Allyson

Vídeo: Reprodução

Em entrevista ao programa Contraponto, da rádio 96 FM, nesta terça-feira (9), o deputado estadual Hermano Morais (MDB) se enrolou ao tentar justificar sua saída da base da governadora Fátima Bezerra (PT) para ser pré-candidato a vice-governador na chapa do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil).

Ao explicar sua mudança de lado, Hermano acabou entrando em contradição. Lembrou que votou em Carlos Eduardo em 2018, não em Fátima, mas afirmou que apoiou a reeleição da governadora em 2022 porque reconhecia o esforço dela para recuperar e reequilibrar as contas públicas, acreditando que o estado entraria em um ciclo de crescimento, retomada de investimentos e avanço no desenvolvimento. Logo em seguida, no entanto, citou exatamente a situação fiscal do Rio Grande do Norte como argumento para justificar o rompimento com a governadora e sua adesão à pré-candidatura de Allyson.

Questionado pelo jornalista Diógenes Dantas se só havia percebido os problemas fiscais agora, Hermano garantiu que já chamava a atenção para os rumos da gestão antes, mas alegou que permaneceu na base porque a janela partidária só ocorre no fim do mandato. Apesar dessas discordâncias, ele seguiu votando com o governo e manteve indicados ocupando cargos na administração estadual até recentemente, quando anunciou sua saída do PV para o MDB do vice-governador Walter Alves, que também rompeu com Fátima Bezerra para apoiar Allyson Bezerra.

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Religião

CONVITE: Padre Motta convida fiéis para tradicional jantar de confraternização em Natal

Fotos e Vídeo: Divulgação

Estar à mesa é um ato sagrado, um gesto profundamente simbólico. E quem nos convoca para a mesa é sempre Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele amava estar à mesa com seus amigos, familiares e discípulos, partilhando a vida, a alegria e a comunhão.

E eu, Padre Motta, quero convidar cada um de vocês para vivermos mais um momento do nosso tradicional jantar no restaurante Tábua de Carne, no dia 16 de junho, terça-feira.

Venha participar conosco. Adquira já sua senha, faça sua contribuição e viva este momento especial de fraternidade, amizade e encontro. Espero por você!

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