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Análise histórica refuta ideia de que ciência e religião são ramos inimigos

Foto: Andreas Solaro – 24.dez.2016/AFP

Em 1966, pouco mais de 50 anos atrás, o respeitado antropólogo canadense Anthony Wallace previu com confiança a morte global da religião devido ao avanço da ciência: “A crença em poderes sobrenaturais está fadada a acabar em todo o mundo, graças à crescente adequação e difusão do conhecimento científico”.

A visão de Wallace não era heterodoxa. Pelo contrário, as ciências sociais modernas, que se desenvolveram na Europa ocidental do século 19, tomaram sua própria experiência histórica de secularização e a viram como modelo universal. Uma premissa era adotada pelas ciências sociais, às vezes supondo e outras vezes prevendo que todas as culturas acabariam por convergir em algo semelhante à democracia secular, ocidental e liberal. Então aconteceu algo mais próximo do contrário disso.

Não apenas o secularismo não continuou a avançar globalmente, como também países tão diversos quanto Irã, Índia, Argélia e Turquia viram seus governos seculares serem substituídos por governos religiosos ou assistiram à ascensão de influentes movimentos nacionalistas religiosos. A secularização, conforme foi prevista pelas ciências sociais, fracassou.

É claro que esse fracasso não foi absoluto. A crença e a prática religiosa continuam em declínio em muitos países ocidentais. Os dados mais recentes de recenseamento realizado na Austrália, por exemplo, indicam que 30% da população se identifica como não tendo religião, e essa porcentagem vem crescendo. Pesquisas internacionais confirmam níveis comparativamente baixos de engajamento religioso na Europa ocidental e na Australásia. Mesmo nos Estados Unidos, há muito tempo motivo de constrangimento para a tese da secularização, a descrença está em alta.

A porcentagem de ateus nos EUA chegou hoje ao pico (se é que “pico” é a palavra indicada) de cerca de 3%. Mesmo assim, globalmente falando, o número total de pessoas que se consideram religiosas permanece alto, e as tendências demográficas sugerem que o padrão global para o futuro imediato será de crescimento da religião. Mas essa não é a única falha da tese da secularização.

AVANÇO DA CIÊNCIA

Cientistas, intelectuais e cientistas sociais esperavam que o avanço da ciência moderna incentivaria a secularização –que a ciência seria uma força da secularização. Mas isso simplesmente não vem acontecendo. As características principais que as sociedades em que a religião continua forte têm em comum estão ligadas menos à ciência do que a sentimentos de segurança existencial e proteção contra algumas das incertezas fundamentais da vida, sob a forma de bens públicos.

Uma rede de seguridade social pode estar correlacionada a avanços científicos, mas apenas de maneira fraca, e, mais uma vez, o caso dos Estados Unidos é instrutivo. Os EUA podem ser descritos como a sociedade científica e tecnologicamente mais avançada do mundo, mas, ao mesmo tempo, é a mais religiosa das sociedades ocidentais. Como concluiu o sociólogo britânico David Martin em “The Future of Christianity” (o futuro do cristianismo, 2011), “não existe uma relação consistente entre o grau de avanço científico e um perfil reduzido de influência de crenças e práticas religiosas”.

A história da ciência e da secularização torna-se ainda mais intrigante quando refletimos sobre as sociedades em que ocorreram reações importantes contra agendas secularistas. O primeiro premiê da Índia, Jawaharlal Nehru (1889-1964), defendeu ideais seculares e científicos e incluiu a educação científica no projeto de modernização do país. Nehru acreditava que as visões hindus de um passado védico e os sonhos muçulmanos de uma teocracia islâmica sucumbiriam diante do avanço histórico inexorável da secularização. “O tempo avança apenas em mão única”, declarou. Mas, como atesta a subsequente ascensão dos fundamentalismos hindu e islâmico, Nehru se equivocou. Além disso, a vinculação da ciência com uma agenda de secularização teve efeito contrário ao desejado; uma das baixas colaterais da resistência ao secularismo foi a ciência.

O caso da Turquia é ainda mais claro. Como a maioria dos nacionalistas pioneiros, Mustafá Kemal Ataturk, o fundador da república turca, foi um secularista engajado. Ele acreditava que a ciência estava destinada a tomar o lugar da religião. Para garantir que a Turquia se posicionasse do lado certo da história, ele deu à ciência, em especial à biologia evolutiva, uma posição central no sistema de ensino público da república turca nascente.

O resultado disso foi que a evolução passou a ser associada a todo o programa político de Ataturk, incluindo o secularismo. Procurando contrariar os ideais secularistas dos fundadores da república, os partidos islâmicos turcos também vêm atacando o ensino do evolucionismo. Para eles, a teoria da evolução está ligada ao materialismo secular. Esse sentimento culminou em junho deste ano com a decisão de tirar o ensino da evolução do currículo colegial. Mais uma vez, a ciência virou vítima da culpa por associação.

Os Estados Unidos representam um contexto cultural diferente, onde pode parecer que a questão crucial é um conflito entre as leituras literais do Livro de Gênesis e aspectos chaves da história da evolução. Na realidade, porém, boa parte do discurso criacionista trata de valores morais. Também no caso dos EUA, vemos o antievolucionismo sendo motivado, pelo menos em parte, pela ideia de que a teoria da evolução é um pretexto para a promoção do materialismo secular e seus valores. Como acontece na Índia e na Turquia, o secularismo está, na realidade, prejudicando a ciência.

Para resumir, a secularização global não é inevitável, e, quando acontece, não é causada pela ciência. Além disso, quando se procura usar a ciência para promover o secularismo, os resultados podem prejudicar a ciência. A tese de que “a ciência causa secularização” não passa no teste empírico, e recrutar a ciência como instrumento de secularização é uma estratégia que deixa a desejar. A combinação de ciência e secularização é tão inapta que levanta a pergunta de por que alguém chegou a pensar que não fosse.

Historicamente, duas fontes relacionadas promoveram a ideia de que a ciência tomaria o lugar da religião. Primeiro, as noções de progresso da história, em especial ligadas ao filósofo francês Auguste Comte, defendiam uma teoria segundo a qual as sociedades passam por três estágios –religioso, metafísico e científico (ou “positivo”). Comte cunhou o termo “sociologia” e queria reduzir a influência social da religião, substituindo-a por uma nova ciência da sociedade. A influência de Comte se estendeu aos “jovens turcos” e a Kemal Ataturk.

Também no século 19 surgiu o “modelo conflitante” de ciência e religião. Era a ideia de que a história pode ser entendida em termos de um “conflito entre duas épocas na evolução do pensamento humano –a teológica e a científica”. Essa descrição vem da influente obra “A History of the Warfare of Science with Theology in Christendom” (uma história da guerra da ciência com a teologia na cristandade, 1896), de Andrew Dickson White, cujo título resume bem a teoria geral do autor.

A obra de White, assim como o anterior “History of the Conflict Between Religion and Science” (história do conflito entre religião e ciência, 1874), de John William Draper, firmou a tese do conflito como o modo padrão de encarar as relações históricas entre ciência e religião. As duas obras foram traduzidas para muitos idiomas. O livro de Draper teve mais de 50 tiragens apenas nos Estados Unidos, foi convertido para 20 línguas e virou best-seller na fase final do Império Otomano, onde contribuiu para a visão de Ataturk de que o progresso exigia que a ciência fosse ganhando ascendência sobre a religião.

APOIO

Hoje as pessoas sentem menos certeza de que a história avança rumo a um destino único, passando por uma série determinada de etapas. E, apesar da persistência popular da ideia de um conflito duradouro entre ciência e religião, a maioria dos historiadores da ciência não defende essa visão.

Colisões renomadas, como o caso de Galileu, foram determinadas pela política e pelas personalidades envolvidas, não apenas pela ciência e pela religião. Darwin teve defensores religiosos importantes e detratores científicos, além de detratores religiosos e defensores científicos. Muitas outras supostas instâncias de conflito entre ciência e religião foram expostas como sendo pura invenção.

Na realidade, contrariando o conflito, a norma histórica muitas vezes tem sido de apoio mútuo entre ciência e religião. Em seus anos formativos, no século 17, a ciência moderna dependeu da legitimação religiosa. Nos séculos 18 e 19, a teologia natural ajudou a popularizar a ciência.

O modelo de conflito ciência-religião nos deu uma visão equivocada do passado e, quando somado a expectativas de secularização, levou a uma visão falha do futuro. A teoria da secularização fracassou como descrição e como previsão. A pergunta real é por que continuamos a nos deparar com proponentes do conflito entre ciência e religião.

Muitos são cientistas renomados. Seria supérfluo repetir as reflexões de Richard Dawkins sobre esse tema, mas ele está longe de ser uma voz solitária. Stephen Hawking acha que “a ciência vai sair ganhando porque ela funciona”; Sam Harris declarou que “a ciência precisa destruir a religião”; Stephen Weimberg pensa que a ciência enfraqueceu as certezas religiosas; Colin Blakemore prevê que, com o tempo, a ciência acabará tornando a religião desnecessária. As evidências históricas não fundamentam essas alegações. Na realidade, sugerem que elas são equivocadas.

Então por que elas persistem? As respostas são políticas. Deixando de lado qualquer apreço remanescente por visões oitocentistas ultrapassadas da história, precisamos pensar no medo do fundamentalismo islâmico, na rejeição ao criacionismo, na aversão às alianças entre a direita religiosa e a negação da mudança climática e nos temores de erosão da autoridade científica. Podemos nos solidarizar com essas preocupações, mas não há como disfarçar o fato de que elas nascem de uma intrusão indesejável de compromissos normativos na discussão.

O pensamento fantasioso, pautado pelo que se deseja –esperar que a ciência seja vitoriosa sobre a religião– não substitui uma avaliação sóbria e refletida das realidades atuais. Levar essa defesa da causa da ciência adiante provavelmente terá efeito oposto ao pretendido.

A religião não vai desaparecer no futuro próximo, e a ciência não vai destruí-la. Na realidade, é a ciência que sofre ameaças crescentes à sua autoridade e legitimidade social. Em vista disso, a ciência precisa de todos os aliados possíveis. Seus defensores fariam bem em parar de retratar a religião como sua inimiga ou de insistir que o único caminho para um futuro seguro está no casamento entre ciência e secularismo.

PETER HARRISON é diretor do Instituto de Estudos Avançados de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de Queensland. Seu livro mais recente é “The Territories of Science and Religion” (2015), e sua coletânea editada “Narratives of Secularization” (2017) será publicada neste ano.

Tradução de CLARA ALLAIN

Folha de São Paulo

 

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Janones promete campanha “mais baixa que a anterior” contra Flávio Bolsonaro

Imagem: reprodução

O deputado André Janones (Rede) afirmou que fará uma campanha “mais baixa que a anterior” contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com o presidente Lula (PT). A declaração foi enviada à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, após a divulgação de pesquisa do instituto Atlas, que apontou empate técnico em São Paulo entre Lula e Flávio.

O parlamentar detalhou sua estratégia para prejudicar o pré-candidato da direita. “A brincadeira nem começou ainda e vou fazer uma campanha mais baixa que a anterior. O Flávio será amassado e haverá choro e ranger de dentes”, afirmou.

Na opinião do deputado, o resultado da pesquisa não reflete o cenário definitivo da disputa, e a vantagem deverá se consolidar a favor de Lula. “Ao final, não sobrará pedra sobre pedra”, definiu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na corrida eleitoral em São Paulo, segundo a pesquisa divulgada na quarta-feira (1º/4).

Janones se filiou à Rede Sustentabilidade no último dia 26 de março, em Brasília. Antes, ele estava no Avante.

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Extremoz realiza espetáculo “Paixão de Cristo” nesta sexta-feira (03)

A Prefeitura de Extremoz promove, nesta sexta-feira (03), o tradicional espetáculo “Paixão de Cristo”, reforçando uma das mais importantes manifestações de fé do município. A encenação será realizada a partir das 17h30, em frente à Igreja Matriz.

O evento reúne moradores, artistas locais e visitantes em um momento de reflexão e celebração religiosa, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações. A iniciativa integra a programação da Semana Santa e busca valorizar a cultura e a espiritualidade da população.

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VÍDEO: Mãe retira bebê às pressas de carro durante assalto em Candelária; criminosos fogem no veículo

Um assalto foi registrado nesta semana no bairro de Candelária, na Zona Sul de Natal. O crime aconteceu próximo a uma padaria na que fica na Avenida Jaguarari e foi flagrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram um carro modelo Volkswagen Taos estacionando no local, com uma mãe, duas passageiras e um bebê. Em poucos segundos, um homem se aproxima e anuncia o assalto, sendo acompanhado por outro indivíduo. Momentos antes eles haviam descido de um veículo branco mais adiante.

Um dos criminosos abre a porta do veículo e obriga a motorista a sair. Em desespero, ela retira o bebê do carro, enquanto as outras passageiras também saem do veículo. A ação dura poucos segundos. Em seguida, os bandidos entram no veículo e fogem. A Polícia Militar foi acionada e realizou buscas na região, mas, até o momento, ninguém foi preso.

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Flávio Rocha transfere o título para o RN e se filia ao Partido Novo

Foto: Bloomberg/Bloomberg via Getty Images

Chegando ao limite do prazo de filiação, o empresário Flávio Rocha apareceu no sistema do TRE/RN como eleitor no RN e filiado ao Partido Novo.

O convite do Partido Novo no RN para Flávio se filiar à legenda já tinha acontecido há uns 30 dias e se consumou.

Flávio filiado ao Novo e eleitor no RN passa a ser um ativo importante e disponível para as eleições de 2026 no RN.

O partido Novo no RN é presidido pelo administrador Renato Cunha Lima.

Opinião dos leitores

  1. Flávio Rocha retornando para a política!? Vai se uma campanha curiosa, o indivíduo vai fazer corpo a corpo no calçadão de midway que não pertence mais ao grupo familiar dele? Quais são serão as plataformas dele? Vai defender o estado mínimo, atacar a esquerda e defender a meritocracia? Afinal qual vai ser a dele? Que se iniciem os jogos com os patriotas e devotos de pneus dos muros dos quartéis do exército.

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VÍDEO: Mais imagens do helicóptero que fez um ‘pit stop’ na praia de Cotovelo para pegar duas jovens e um pet

O BLOGDOBG recebeu novas imagens que mostram um helicóptero que pousou na faixa de areia da praia de Cotovelo, no litoral sul do RN, para buscar duas mulheres e um cachorro, na quinta-feira (2).

A cena chamou a atenção de um banhista que frequentava a praia e registrou momento em que um homem acompanhava as mulheres até a areonave e logo em seguida, o helicóptero decola.

Opinião dos leitores

  1. Pousos realizados para conveniência ou turismo (embarque/desembarque de passageiros) em áreas de banhistas podem ser configurados como voos irregulares ou ilegais, sujeitos a fiscalização da ANAC.

  2. será que não era Vivi Barcii, que estava aproveitando o litoral potiguar em uma das aeronaves de Vorcaro.

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“Legado de Jair Bolsonaro”: Flávio rebate Lula e nega intenção de acabar com Pix

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em vídeo nas redes sociais, que pretenda taxar o Pix caso dispute e vença a Presidência da República. Ele classificou a informação como “fake news” e atribuiu a narrativa ao PT.

Segundo o parlamentar, o sistema de pagamentos é um “legado” do ex-presidente Jair Bolsonaro e não sofrerá cobrança. Ele também acusou o partido adversário de querer criar impostos sobre o serviço.

O tema ganhou repercussão após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o Pix durante evento na Bahia. Lula reagiu a um relatório do governo dos Estados Unidos que apontou o sistema como possível barreira comercial e afirmou que o Brasil não pretende alterar seu funcionamento.

No ano passado, o governo federal recuou de uma proposta da Receita Federal que previa o monitoramento de transações via Pix, após críticas de opositores e aliados.

Opinião dos leitores

  1. Como o pix contraia os intervalos comerciais americanas, então ele corre risco se Flávio for eleito.

  2. A ESQUERDA continua com a estratégia: “Acuse os outros, daquilo que VOCÊ está querendo fazer”.
    O PT faz acusações aos opositores, falando daquilo que está em suas gavetas para ser colocado em prática. Alguma duvida?

  3. Bom dia!
    Esse cidadão fazia rachadinha com os vencimentos dos colaboradores lotados em em seu gabinete na AL/RJ e sonha em ser Presidente da República Federativa do Brasil?????
    Pode não!

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Geral

Inmet publica alerta de chuvas de até 100 mm para 88 municípios do RN; veja lista

Foto: Inmet/Reprodução

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas para o Rio Grande do Norte até a noite de sábado (4).

O alerta laranja (perigo) atinge 88 cidades, principalmente nas regiões Oeste e Central, com previsão de chuvas de até 100 mm por dia, além de ventos entre 60 e 100 km/h.

Já o alerta amarelo (perigo potencial) abrange todos os 167 municípios do estado, incluindo os já citados no nível mais alto, com chuvas de até 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h.

Segundo o Inmet, há risco de queda de energia, galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O órgão orienta evitar abrigo sob árvores, não estacionar próximo a estruturas metálicas e, se possível, desligar aparelhos elétricos.

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Cidades sob alerta laranja no RN (chuvas de até 100 mm)

  • Acari
  • Açu
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Caicó
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Carnaubais
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Janduís
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa Nova
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pendências
  • Pilões
  • Portalegre
  • Porto do Mangue
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Rafael
  • São Vicente
  • Serra do Mel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Tibau
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

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Eleições 2026

PL e PSDB lideram crescimento na Câmara dos Deputados em janela partidária; veja movimentações por partido

oto: Reuters/Adriano Machado

Às vésperas do fim da janela partidária, o PL foi o partido que mais cresceu na Câmara dos Deputados. A legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O PSDB aparece como o segundo partido que mais cresceu

Já o União Brasil registrou a maior perda. Para reagir, a sigla aposta em uma federação com o PP.

No total, cerca de 60 deputados federais já trocaram de partido durante o período, segundo levantamento feito pela CNN Brasil com base em dados da Câmara, anúncios públicos e comunicados partidários.

A janela partidária começou em 5 de março e termina nesta sexta-feira (3), permitindo a troca de legenda sem perda de mandato para cargos proporcionais, como deputados.

Confira abaixo as movimentações por partido na Câmara dos Deputados na janela partidária

  • PL: 4 saídas e 17 adesões
  • PSDB: 3 saídas e 9 adesões
  • Missão: 1 adesão
  • PCdoB: 1 adesão
  • Podemos: 2 saídas e 3 adesões
  • PP: 1 saída e 2 adesões
  • PSD: 5 saídas e 6 adesões
  • PSOL: 1 adesão
  • PV: 1 adesão
  • PSB: 4 saídas e 4 adesões
  • Rede: 1 saída e 1 adesão
  • Republicanos: 6 saídas e 6 adesões
  • Solidariedade: 1 saída e 1 adesão
  • MDB: 5 saídas e 4 adesões
  • PRD: 3 saídas e 1 adesão
  • Avante: 3 saídas
  • PDT: 4 saídas
  • União Brasil: 18 saídas e 2 adesões

Com informações de CNN Brasil

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Geral

Número de mortos com guerra no Oriente Médio pode passar de 5 mil

Foto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA

O número de mortos na guerra de EUA e Israel contra o Irã pode passar de 5 mil, segundo dados compilados pela agência de notícias Reuters no dia 2 de abril. As vítimas estão espalhadas por mais de dez países, a maior parte delas no Irã e no Líbano.

O conflito também já provocou o deslocamento de mais de 4 milhões de pessoas, especialmente no Irã e no Líbano.

Veja abaixo os territórios que registraram mortes desde o início da guerra.

Irã

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, informou que 3.527 pessoas foram mortas desde o início da guerra. Segundo o grupo, 1.606 eram civis, incluindo pelo menos 244 crianças. Os dados foram divulgados pela agência Reuters no dia 2 de abril.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho disse na sexta-feira (27) que pelo menos 1.900 pessoas foram mortas e 20.000 ficaram feridas no Irã nos ataques dos EUA e de Israel até agora.

Não está claro se esses números incluem pelo menos 104 pessoas que, segundo os militares iranianos, morreram em um ataque dos EUA a um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka em 4 de março.

Além disso um relatório da HRANA, em parceria com o Centro para Civis em Conflito (CIVIC) e a Airwars, organização britânica focada em investigação e transparência, a guerra danificou 60 hospitais ou centros médicos, 44 escolas e 129 edifícios residenciais. Estimativas do governo iraniano indicam que mais de 16 mil casas foram afetadas.

Além disso, desde o início da guerra, 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas no país, segundo a ONU.

Escola bombardeada

Um dos ataques que mais marcaram a guerra foi o bombardeio na escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul iraniano, em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito.

Segundo a rede humanitária Crescente Vermelho iraniano, 175 pessoas morreram. O embaixador do Irã na ONU, em Genebra, afirmou que 150 das vítimas eram crianças.

A mídia estatal iraniana publicou uma lista com 56 nomes e fotos das vítimas. Segundo a BBC, 48 eram crianças que tinham entre 6 e 11 anos.

g1

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Janela partidária para deputados federais, estaduais e distritais termina nesta sexta-feira (3)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A janela partidária se encerra nesta sexta-feira (3) e representa a última data para deputados federais, estaduais e distritais mudarem de partido sem risco de perder o mandato.

Aberto em 5 de março, o período de 30 dias ocorre em anos eleitorais e permite a migração de parlamentares eleitos pelo sistema proporcional. O objetivo é reorganizar as forças políticas antes das eleições de 2026, marcadas para outubro.

Neste ano, a regra não se aplica aos vereadores, já que foram eleitos em 2024 e não estão em fim de mandato.

Já ocupantes de cargos majoritários — como presidente da República, governadores e senadores — podem trocar de partido a qualquer momento, sem necessidade de justificativa.

Para cargos proporcionais, a lógica é diferente: o mandato pertence ao partido, não ao eleito. Por isso, fora da janela, a troca só é permitida com “justa causa”. Durante o período, porém, a mudança é automaticamente considerada válida pela Justiça Eleitoral.

Eleições 2026

Nas eleições gerais de 2026, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas no dia 4 de outubro para escolher seis cargos. Diferentemente de 2022, haverá votação para duas vagas ao Senado.

A ordem de votação será:

  • deputado federal
  • deputado estadual ou distrital
  • senador (primeira vaga)
  • senador (segunda vaga)
  • governador e vice-governador
  • presidente e vice-presidente da República

Com o fim da janela, o cenário partidário começa a se consolidar para a disputa eleitoral do próximo ano.

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