Jornalismo

Em gravação, filha de Henrique Alves diz que é contra transferência do pai para Brasília e mostra trabalho de bastidores para evitar

Por Matheus Leitão / O Globo

Em relatório apresentado pela Polícia Federal no fim do mês de agosto, a equipe da Operação Manus cita ligação em que Andressa Alves, filha do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, diz que é contra a transferência do pai para um presídio em Brasília.

A ligação foi feita no dia 23 de agosto entre Andressa e Eduardo Alves, outro filho do ex-ministro, preso em junho após a operação que investigou corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal (RN).

Andressa deixa claro que não concorda com a “transferência do processo” para Brasília, já que a mudança também levaria à mudança de seu pai de Natal para um presídio na capital federal.

Andressa conta ao irmão que o pai deixou a decisão sobre a transferência do processo em suas mãos, para que ela e a esposa do ex-ministro, Laurita Arruda, conversassem sobre o assunto. “Meu pai falou que não tem estrutura emocional pra tomar uma decisão dessa, que era pra ‘mim’ ligar pra Laurita, e eu e ela decidir isso”, comenta.

Em outro momento da gravação, Andressa reforça o temor dela de que o pai deixe Natal e vá para Brasília. “[…] Tem que entrar com o negócio aí, porque se o processo sair daqui […], se o Juiz aceitar, meu pai pode ser transferido pra Brasília, e aí, olha a merda”, afirma ela no áudio interceptado pela PF.

Ela ainda firma que Henrique Eduardo Alves estava “abalado”, na ocasião, por uma decisão contrária da Justiça. A filha do ex-ministro também mostra preocupação com a lentidão do processo e diz que tem pressionado o advogado Marcelo Leal, que faz a defesa de Henrique Alves, para agilizar o trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“[…] Na minha cabeça, ele tem que dar prioridade para o meu pai, porque meu pai é um réu preso cara, sem motivo, olha a idade do meu pai, entendeu?”, questiona Andressa ao irmão.

No diálogo com o seu irmão Eduardo, Andressa ainda afirma que é necessário agilizar o que ela chama de “negócio no STJ”. “Esse negócio do STJ, tem que entrar o quanto antes, não dá pra esperar quinze dias, dez dias, entendeu”, diz ela.

Como revelou o Blog, a PF suspeita, ao interceptar outras conversas em outubro, que o senador Garibaldi Alves, primo de Henrique Eduardo Alves, Andressa e outros familiares buscaram ajuda do ex-presidente José Sarney para conseguir uma “soltura antecipada” do peemedebista, influenciando o julgamento de um habeas corpus na corte.

Já no diálogo interceptada em agosto pela PF, que o blog reproduz a seguir, Andressa afirma ao irmão Eduardo que o advogado Marcelo Leal chegou a chamar a atenção dela para as mensagens que ela enviava no celular. Segundo a filha do ex-ministro, ela respondeu que não mandaria mais.

No relatório entregue em agosto, a PF destaca ainda que, ao final da ligação, Andressa pede a seu irmão Eduardo que “fale com uma pessoa para conversar com algum conhecido, bem como cita ainda que [o advogado] Marcelo Leal possui [alguém] que falaria quando pedisse, sugerindo no sentido de agilizar uma votação no STJ”.

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara permanece preso na Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte, onde tem reclamando apenas da “água fria” da prisão, conforme revelou uma terceira transcrição de diálogo gravado e obtida pelo Blog.

Na ligação realizada em agosto, a família de Henrique Alves se preocupa de estar falando no telefone “normal”, assim como ocorreu nas interceptações relacionadas à “tentativa antecipada” da soltura do peemedebista. “Seu irmão desconversa para não falarem maiores detalhes na ligação”, diz a Polícia Federal no relatório.

Veja abaixo a íntegra da ligação:

ANDRESSA: e aí, tá viajando já?

EDUARDO: acabei de chegar no aeroporto

ANDRESSA: ah, você nem escreveu nada pro papai

EDUARDO: eu escrevi pra Laurita, um monte de coisas para ela passar pro meu pai

ANDRESSA: ah, como é que ela vai passar se ela não tem impressora, reenvia aí o que tu escreveu pra ela, que eu imprimo aqui e levo pra ele amanhã

EDUARDO: tá, mas acho que dá para melhorar, eu escrevi mais pra ela assim (…)

ANDRESSA: então escreve alguma coisa aí… escreve alguma coisa aí e daí eu pego e mando pra ele, eu vou levar amanhã

EDUARDO: tá

ANDRESSA: é, o Bruno falou que (…), o cara indeferiu, não deu monocraticamente

EDUARDO: é, você falou, eu sabia, o cara não dá essas coisas assim não, morrendo de medo, todo mundo

ANDRESSA: é, então tá

EDUARDO: então tá

ANDRESSA: então manda aí, um negócio, alguma coisa que ele vai gostar, ele tá meio abalado hoje, por conta disso, entendeu? não sabe mais quanto tempo, tal

EDUARDO: aí pra Turma é o que, vai ser quanto tempo? semana que vem

ANDRESSA: pois é, não sabe, não sabe

EDUARDO: mas mesmo assim, se ganhasse ia até o outro ainda? não é

ANDRESSA: é, mas o outro entra automático, entendeu? o problema é que o Marcelo quer tirar o processo daqui, se tirar o processo daqui, papai pode ser transferido, e tem prazo, é até o dia quatro que tem que tirar o processo daqui

EDUARDO: mas Marcelo tá chegando aí hoje, né?

ANDRESSA: não, Marcelo tá aqui já pra falar com meu pai, eu e Laurita, a gente não concordou não. meu pai falou que não tem estrutura emocional pra tomar uma decisão dessa, que era pra “mim” ligar pra Laurita, e eu e ela decidir isso, que entrava hoje com esse negócio de competência ou se esperava mais uns dez dias que o Juiz deu de prazo, entendeu? pra todo mundo pra ele apresentar defesa, aí a gente pediu…

EDUARDO: e o Marcelo acha o que?

ANDRESSA: Marcelo acha que se entrar hoje, eu e Laurita, a gente não concordou, não tem diferença nenhuma entregar hoje, só vai ter que o Marcelo vir aqui mais uma vez

EDUARDO: aí ele tá lá com meu pai, é isso?

ANDRESSA: é, meu pai falou que ele sozinho não toma essa decisão não, que ele vai ouvir a mulher e a filha dele, entendeu? aí eu liguei pra Laurita, aí meu pai falou: “ligue pra Laurita, conte com ela, o que vocês duas decidirem aí eu topo, eu não tenho emocional pra decidir isso”, ele não quer ir pra Brasília, nem passa pela cabeça dele ir, agora se o processo sair daqui, fudeu, aí eu tava querendo agilizar, vê se o STJ vota antes do dia quatro, que é o prazo que termina aqui, entendeu? agora eu não sei se isso demora, se não demora, se pode ser semana que vem, não entendi isso não

EDUARDO: o Marcelo fica aí até quando?

ANDRESSA: vai embora amanhã, cinco da tarde, que é o voo dele, ele ia [estar] com o Juiz agora cinco da tarde, só que o Marcelo é meio cismado comigo né, porque eu fico mandando mensagem pra ele, não ia mandar, tem que ficar tranquilo, tal, só que assim cara, tem que alguém cobrar as coisas, que ele não tem só meu pai como cliente, entendeu?

EDUARDO: e ele falou com você?

ANDRESSA: não, ele falou: “Andressa, eu me preocupo muito com você, você fica mandando muita mensagem, não sei o que”, falou isso, entendeu? falei: “não, beleza, eu não vou mais mandar mensagem não”, só que na minha cabeça, ele tem que dar prioridade para o meu pai, porque meu pai é um réu preso cara, sem motivo, olha a idade do meu pai, entendeu?

EDUARDO: não, ele tá dando, fazendo o que pode

ANDRESSA: tá dando, mas tem que agilizar esse negócio do STJ, tem que entrar o quanto antes, não dá pra esperar quinze dias, dez dias, entendeu? que tem que entrar com o negócio aí, porque se o processo sair daqui, o Juiz pode aceitar que o processo saia e pode aceitar que o processo não saia, se o Juiz aceitar, meu pai pode ser transferido pra Brasília, e aí, olha a merda, Marcelo falou que tudo pode acontecer, entendeu? hoje a realidade é essa, que a gente esperava que o cara desse monocraticamente, não deu, vai levar pra Turma, a Turma tem um prazo aí de dez a quinze dias, não sabe se é esse tempo, entendeu? pode ser mais, pode ser menos, tem que se trabalhar ainda, o Marcelo tem que correr atrás, só que quando ele chega em Brasília, tem mil cliente, mil coisas pra resolver, aí fudeu, aí você não vai tá em Brasília também, aí fudeu mais ainda

EDUARDO: não, eu não ajudo em nada, vou fazer o que?

ANDRESSA: não, mas tipo assim, (…) lá nos bastidores, ir aqui ir ali, falar com Carlinhos, ir no outro lado, perguntar se pode agilizar

EDUARDO: não, Carlinhos não ajuda em nada

ANDRESSA: não, mas Marcelo, Marcelo Leal deixou uma pessoa lá, amigo dele pra falar quando pedir

EDUARDO: Andressa, não vou falar agora não, tô nem falando em (…) normal, depois eu ligo pra você.

ANDRESSA: tá, beleza, ah é, nem lembrei

EDUARDO: vou mandar a carta

ANDRESSA: manda a carta tá

EDUARDO: tá

Procurado pelo Blog, o advogado de Andressa, Erick Pereira, afirma que não pode comentar as informações porque elas estão sob sigilo. Segundo ele, quando o sigilo da investigação for retirado pela Justiça, as explicações serão feitas para a coluna.

O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, afirmou que havia traçado a estratégia para que o habeas corpus relacionado ao processo de Brasilia fosse julgado antes de um HC no Rio Grande do Norte para que, tecnicamente, não caísse um dos fundamentos para a manutenção dele em Natal. “Essa é uma decisão técnica e jurídica”, disse Leal.

Henrique Alves foi alvo de duas operações no mesmo dia, em junho, quando teve dois mandados de prisão contra ele, um dentro da Manus, um desdobramento da Lava Jato, e outro relacionado à Cui Bono, daí a existência de dois processos.

Marcelo Leal afirma também que, em relação a transferência do ex-ministro para Brasília, isso sempre foi uma preocupação da família, radicada no Rio Grande do Norte, e da defesa, já que é direito do preso cumprir a prisão próximo de parentes.

Segundo advogado, a preocupação com as mensagens, citada por Andressa na ligação, não se referia ao conteúdo delas, mas ao volume, que, de acordo com o defensor, atrapalhavam o exercício da defesa.

Marcelo Leal ainda afirma que tem uma equipe de advogados e estagiários com ordem para, de fato, agilizar os processos nos tribunais, ainda mais se tratando de réu preso. “Não só não há nenhuma ilicitude nisso como é o que se espera de uma advocacia diligente”, afirmou o advogado criminalista.

Opinião dos leitores

  1. Pôxa o cara fez, aconteceu e deve pagar por isso, agora, querer condenar uma filha que defende o pai é demais.

  2. De qualquer forma , existe preocupações entre o preso e familiares . A saída do prisioneiro Henrique Alves . para Brasília , estas trocas de mensagens é um prato cheio para a polícia federal , e mais complicações para família Alves , que começa a abrir novos caminhos para novas prisões na família Alves .

  3. Toda essa lorota dentro do quartel da PM. O medo de ir pra Brasília era gigante, pq aqui na terrinha é mais fácil comandar seus pau mandado e desfrutar das mordomias. Pense numa quadrilha e num verdadeiro bandido! Agora já que tem provas de todos, enjaula todo mundo e fica td certo.

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Geral

Relatório dos EUA aponta suposta censura brasileira e cita impacto em conteúdos pró-Trump

Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos afirma que decisões de autoridades brasileiras teriam restringido conteúdos favoráveis ao ex-presidente Donald Trump em plataformas digitais. O documento menciona especialmente ações atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Segundo o texto, órgãos brasileiros teriam encaminhado solicitações a empresas de tecnologia, como a rede social X, pedindo a remoção de publicações que elogiavam Trump e criticavam o ex-presidente Joe Biden, além de conteúdos relacionados à antiga Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

“O regime de censura brasileiro chegou a enviar solicitações a plataformas como o X para remover publicações que elogiam o presidente Donald Trump e criticam o ex-presidente Joe Biden”, diz um trecho do relatório, elaborado pelo colegiado atualmente sob comando do Partido Republicano.

O documento também cita a USAID, órgão responsável por programas de assistência internacional do governo americano, que foi dissolvido em julho de 2025 durante a gestão Trump, com suas funções incorporadas ao Departamento de Estado dos EUA.

Divulgado na última quarta-feira (1º), o relatório tem como objetivo reunir informações para subsidiar debates no Congresso americano, podendo orientar eventuais medidas legislativas ou diplomáticas relacionadas à atuação de governos estrangeiros em temas como liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais.

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Política

Preso há um mês, Vorcaro mantém rotina discreta e avança em negociação de delação

Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro completa neste sábado (4) um mês preso enquanto negocia um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Compliance Zero. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, sob a justificativa de tentativa de obstrução das investigações envolvendo o Banco Master.

As tratativas para a delação ganharam força após a Segunda Turma do STF formar maioria para manter a prisão. Vorcaro já assinou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, que atuam conjuntamente no processo. A defesa agora reúne documentos e provas que devem embasar a proposta, com expectativa de início dos depoimentos nas próximas semanas.

Investigadores aguardam que o ex-banqueiro apresente novos elementos, incluindo possíveis nomes de envolvidos e detalhes sobre um eventual esquema de fraudes bancárias, além de indicar se houve participação de agentes políticos. Caso as informações sejam consideradas consistentes, o acordo pode avançar.

Enquanto isso, Vorcaro mantém uma rotina discreta na Superintendência da PF em Brasília. Diferente de outros presos, ele evita exposição, segue a alimentação padrão da unidade e recebe visitas frequentes de advogados e familiares.

Após a fase de depoimentos, a defesa pretende solicitar a substituição da prisão por medidas alternativas, como prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica, a depender do andamento e da aceitação da delação pelas autoridades.

Com informações da CNN

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Geral

PAPO DE FOGÃO ESPECIAL DE PÁSCOA: tem Colomba Pascal, bacalhau um passeio na fábrica de chocolates Lugano, em Gramado

Oxente, tu vai perder esse especial de Páscoa ,é?  Tem colomba pascal, bacalhau daqueles e ainda um passeio na fábrica de chocolates Lugano, direto de Gramado!

Corre pra assistir o Papo de Fogão que tá bom demais!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Geral

MPF recomenda ao Exército que amplie vagas para mulheres na Força

Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

O MPF (Ministério Público Federal) enviou uma recomendação ao Exército para que, no prazo de 90 dias, apresente um plano de ação com o objetivo de ampliar a quantidade de vagas destinadas a mulheres na EsPECEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército).

A medida visa corrigir desigualdades identificadas em editais recentes e garantir maior equilíbrio e proporcionalidade na distribuição das vagas nos próximos cinco anos.

A ação é resultado de um inquérito civil conduzido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro, que investigou possíveis práticas discriminatórias de gênero nos últimos concursos.

No certame do ano passado, por exemplo, das 440 vagas disponíveis, apenas 40 foram destinadas a mulheres, o que corresponde a menos de 10% do total.

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Julio Araujo, que assina a recomendação, o Exército havia informado que a reserva de vagas para mulheres seria uma política afirmativa a ser implementada de forma gradual.

No entanto, a instituição afirmou posteriormente que não possuía um planejamento para ampliar a oferta de vagas femininas nos cursos de formação de Oficiais das Armas, do Quadro de Material Bélico ou do Serviço de Intendência.

Limitação do acesso com base unicamente no gênero contraria a Constituição

O documento ressalta que a limitação do acesso com base unicamente no gênero contraria a Constituição Federal, que assegura a igualdade entre homens e mulheres e veda discriminação nos critérios de admissão por motivo de sexo.

O MPF também destaca que o Brasil é signatário de tratados internacionais que garantem o direito à igualdade de oportunidades no emprego e no acesso ao serviço público.

A fundamentação jurídica da recomendação inclui decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte considerou inconstitucional qualquer norma que impeça candidatas de concorrerem ao total das vagas ofertadas em concursos de instituições militares, reafirmando os princípios da isonomia e da dignidade da pessoa humana.

Além disso, o MPF lembrou que uma lei de 2012 já estabelecia que a inclusão de mulheres na linha militar bélica deveria ser viabilizada até cinco anos após sua publicação.

Apesar disso, o órgão considera que ainda existem barreiras arbitrárias que dificultam o acesso das mulheres às funções públicas, violando tanto os objetivos do concurso quanto os direitos fundamentais das candidatas.

O MPF tomou essa medida após o Exército recusar a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para resolver a questão de forma conciliatória.

O Exército não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

CNN Brasil

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Médicos reforçam ao STF indicação de nova cirurgia para Bolsonaro

Foto: Ton Molina/STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) novos relatórios médicos que reforçam a indicação de cirurgia no ombro direito, diante de quadro de dor e limitação funcional.

Moraes deu aval para a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias quando o ex-presidente foi internado no final de março. O ministro justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.

A decisão condicionou a medida ao envio de relatórios periódicos ao STF. A defesa e a equipe médica devem apresentar, a cada sete dias, informações sobre o estado de saúde e a evolução do tratamento.

Este foi o primeiro relatório desde que Bolsonaro chegou em sua casa no Jardim Botânico em 27 de março.

Segundo os documentos enviados ao STF nesta sexta-feira (3), Bolsonaro apresenta redução de movimentos, perda de força e dificuldade para realizar atividades. O laudo aponta que o ex-presidente está em fase pré-operatória.

Os relatórios também indicam que a fisioterapia segue restrita ao controle da dor, sem progressão para exercícios ativos.

CNN Brasil

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Irã rejeitou proposta dos EUA de cessar-fogo de 48 horas, diz agência iraniana


Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

O Irã rejeitou uma proposta feita pelos Estados Unidos para um cessar-fogo de 48 horas, de acordo com a agência de notícias iraniana Fars. Segundo a agência, uma fonte informou que a proposta americana foi feita por meio de um país aliado.

“Avaliações indicam que essa proposta foi feita após a intensificação da crise na região e o surgimento de sérios problemas para as forças militares dos EUA, decorrentes de uma estimativa equivocada das capacidades militares da República Islâmica do Irã”, disse a fonte à Fars.

Ainda conforme a fonte da agência iraniana, a resposta do Irã a essa proposta “não foi dada por escrito, mas sim de forma prática, com a continuidade de ataques pesados”.

R7

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“O diabo sempre usou comida pra enganar o povo. No Éden: maçã. No deserto: o pão. No Brasil: Picanha”, diz atriz Lidi Lisboa

Imagem: reprodução/Instagram

A atriz Lidi Lisboa, conhecida por interpretar a rainha Jezabel na novela da TV Record (2019), publicou nas redes sociais referências bíblicas para criticar o cenário político e o sistema tributário brasileiro.

“Se vocês pararem para pensar, o diabo sempre usou comida pra enganar o povo. No Éden: maçã. No deserto: o pão. No Brasil: picanha”, escreveu Lidi sem citar nomes.

A manifestação faz alusão a promessas da campanha presidencial de 2022, como a da “picanha mais barata”.

A declaração repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Diante disso, a atriz voltou a se manifestar, desta vez em tom irônico: “Vou postar mais sobre política, dá engajamento”.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, em 2022, Lula defendeu seu programa econômico, dizendo que o povo brasileiro precisava ter seu poder de compra resgatado para “comer uma picanha”.

Opinião dos leitores

  1. Dá nojo constatar que metade do eleitorado brasileiro vota seduzido por promessa de cerveja e picanha.

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Consumo excessivo de álcool em apenas um fim de semana do mês já triplica o risco de danos ao fígado, aponta pesquisa

Foto: Freepik

Um estudo da Escola de Medicina Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, aponta que o consumo excessivo de álcool, mesmo que apenas uma vez por mês, já aumenta significativamente o risco de danos ao fígado.

A pesquisa, publicada na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, analisou pacientes com gordura no fígado associada a problemas metabólicos (MASLD), condição comum ligada à obesidade e ao diabetes.

Os resultados mostram que quem consome grandes quantidades de álcool em um único dia — quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais para homens — tem risco até três vezes maior de desenvolver fibrose hepática avançada, em comparação com quem distribui o consumo ao longo do tempo.

Segundo os pesquisadores, esse padrão de consumo sobrecarrega o fígado, aumenta a inflamação e pode evoluir para doenças graves, como cirrose e insuficiência hepática.

O estudo, baseado em dados de mais de 8 mil adultos nos EUA, também indica que homens e pessoas mais jovens são os que mais praticam esse tipo de consumo. Além disso, quanto maior a quantidade ingerida de uma só vez, maior o risco.

Os autores alertam que o perigo não está apenas na quantidade total de álcool consumida, mas na forma como ele é ingerido, reforçando a necessidade de evitar excessos, mesmo ocasionais.

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Mais uma jogada de mestre: empreendedor de Caicó coloca Natal no mapa com o primeiro SPA do noivo do Brasil

A cidade de Natal ganha destaque nacional com mais uma visão estratégica no mercado masculino. Jackson Smith, natural de Caicó e hoje atuando na capital, vem se consolidando como referência ao entender o novo comportamento do homem moderno.

Sempre atento às transformações do público masculino, o empreendedor lança o primeiro SPA do noivo do Brasil — um espaço exclusivo, sofisticado e pensado para muito além do tradicional “Dia do Noivo”.

A proposta é clara: oferecer uma experiência completa de cuidado, imagem e bem-estar, elevando o nível do atendimento masculino no país.

Mais do que serviços, o SPA do noivo entrega um novo conceito — onde o homem se prepara, se posiciona e se torna protagonista do seu grande momento.

Com mais essa iniciativa, Jackson Smith reforça seu olhar visionário e coloca Natal como referência em inovação no mercado masculino brasileiro.

Siga @studiojacksonsmith e acompanhe essa nova era do cuidado masculino.

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Como o Congresso enterrou investigações dos dois maiores escândalos da década

APERTO DE MÃOS - Alcolumbre e Motta: contribuições para o retumbante fracasso das comissões de inquérito (Ton Molina/Fotoarena/.)

A CPMI do INSS atendia a todas as condições para entrar para a história como um dos grandes momentos do Congresso. A causa era das mais nobres: por anos, uma quadrilha formada por lobistas, empresários, funcionários públicos e sabe-se lá quem mais desviou de maneira sórdida, com a conivência e omissão de autoridades, parte das minguadas pensões dos aposentados.

Havia, no início, uma meta eletrizante a ser perseguida: a quase certeza de que a trama contava com a participação de políticos ou prepostos ligados a figurões do poder. E havia também uma meta desafiadora típica de casos de corrupção: descobrir onde foram parar mais de 4 bilhões de reais furtados dos idosos.

Porém, depois de seis meses de trabalho, 36 depoimentos, mais de 600 quebras de sigilo e muito barulho, a comissão foi encerrada sem sequer ter o relatório final aprovado. Em outras palavras, para a história, ela existiu, mas não chegou a lugar algum, não revelou nada. Entrou para os anais do Parlamento, mas como um retumbante exemplo de fracasso.

DECEPÇÃO - A Comissão do INSS: investigação terminou sem conclusãoDECEPÇÃO - A Comissão do INSS: investigação terminou sem conclusão (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Um conjunto de fatores contribuiu para esse desfecho. Desde que foi instalada, em agosto do ano passado, a CPMI foi alvo de sabotagem. A bancada do governo, em maioria, inviabilizou linhas importantes de investigação que poderiam atingir o Planalto, particularmente o presidente da República.

Uma das entidades envolvidas nas fraudes tinha o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, como dirigente. Ele nunca foi ouvido. O mesmo aconteceu com o primogênito do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que mantinha relações, até agora também não explicadas de forma clara, com um dos líderes da quadrilha.

Os requerimentos de convocação apresentados para ouvir o irmão e o filho do presidente foram rejeitados. A apuração emperrou ainda mais quando se soube que um ex-assessor do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebeu 3 milhões de reais de uma empresa ligada às fraudes. Dessa vez, houve quatro pedidos de convocação do ex-assessor que nunca foram analisados. Prevaleceu a maioria da bancada governista, naquele momento reforçada pelos parlamentares ligados ao senador. Resultado: a participação de figurões na trama não pôde ser esclarecida.

Qualquer manual de investigação ensina que a melhor maneira de chegar aos criminosos é seguir o dinheiro roubado. A CPMI até tentou. Depois de um cochilo da bancada governista, os parlamentares aprovaram a quebra do sigilo bancário do filho do presidente e de ex-dirigentes do banco Master, instituição que mantinha uma carteira de empréstimos fraudulentos a aposentados. O Master foi liquidado, deixando um rombo no mercado superior a 50 bilhões de reais.

Como se sabe, o dono do banco, Daniel Vorcaro, mantinha uma extensa teia de relações e contatos com magistrados e políticos, especialmente no Congresso, o que teria facilitado muitos de seus negócios escusos. O fundo de previdência dos funcionários públicos do Amapá, por exemplo, que tem como conselheiro um irmão de Alcolumbre, comprou títulos podres do Master, gerando um prejuízo de 400 milhões de reais aos aposentados do estado.

Há duas semanas, a CPMI pediu ao senador mais tempo para concluir o trabalho. Alcolumbre não se manifestou. Os parlamentares então recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que a prorrogação era um ato que cabia ao presidente do Congresso. Resultado: também não foi possível seguir o dinheiro.

FRACASSO - CPI do Crime Organizado: apuração do caso Master não prosperouFRACASSO – CPI do Crime Organizado: apuração do caso Master não prosperou (Saulo Cruz/Agência Senado)

Em ano eleitoral, é compreensível que políticos se protejam de eventuais desgastes. Não há, por enquanto, qualquer evidência de que Davi Alcolumbre tenha se beneficiado do roubo aos aposentados ou das falcatruas do banco. O fato de um irmão do senador ocupar o cargo de conselheiro do fundo de previdência do Amapá ou de seu ex-assessor ter recebido milhões de um golpista pode estar restrito ao universo das coincidências. A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações — cuidado que ele também tem tomado em relação à criação de uma CPI para investigar o Master.

Na semana passada, um grupo de senadores ingressou com uma ação no STF pedindo a interferência da Corte diante da omissão de Alcolumbre. Sorteado para relatar o caso, o ministro Kassio Nunes Marques ainda não se manifestou, mas é provável que a decisão dele seja contrária às pretensões dos parlamentares, o que sepultaria definitivamente a possibilidade de uma investigação congressual da maior fraude financeira da história.

EXEMPLO - CPMI dos Correios: há vinte anos, prisão e condenação de políticos e auxiliares do então presidente LulaEXEMPLO - CPMI dos Correios: há vinte anos, prisão e condenação de políticos e auxiliares do então presidente Lula (Alan Marques/Folhapress/)

Em fevereiro, deputados já haviam colhido mais de 200 assinaturas e protocolado um pedido de criação de uma CPI na Câmara. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), assim como fizeram os senadores, pediu ao STF que obrigasse Hugo Motta (Republicanos-­PB), presidente da Casa, a instalar a comissão de inquérito, mas o ministro Cristiano Zanin, que relatou o caso, rejeitou a demanda.

Procurado por VEJA, Motta, por meio de sua assessoria, explicou que o regimento interno estabelece o limite de cinco CPIs em funcionamento simultâneo e que sua instalação segue a ordem dos pedidos de criação — a do Master foi, portanto, para o fim da fila. “Adicionalmente, as diferentes instâncias, Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público, estão atuando com autonomia e diligência nas investigações. O papel do Congresso é acompanhar e garantir que as investigações avancem com isenção”, ressaltou o parlamentar. Davi Alcolumbre também foi procurado por VEJA, mas não quis se pronunciar.

A falta de energia da cúpula do Congresso para investigar o Master se alia ao constrangimento que o caso gerou ao próprio Supremo Tribunal e às decisões consideradas controversas tomadas pelos ministros da Corte. A CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado desde novembro, tentou driblar os obstáculos e puxar para a comissão a apuração de um dos fios soltos do escândalo.

Os parlamentares quebraram o sigilo de um fundo de investimento ligado ao Master que comprou cotas de um resort que pertencia a uma empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli, ex-relator do inquérito que apura as operações ilegais do banco. O ministro Gilmar Mendes, porém, anulou o ato da CPI, justificando que quebras de sigilo precisam ser fundamentadas e individualizadas.

O mesmo entendimento já havia sido aplicado pelo ministro Flávio Dino, quando anulou a quebra do sigilo bancário do filho do presidente Lula, aprovada pela CPMI do INSS. Essas duas últimas decisões — corretas, ressalte-se — explicam em parte o fracasso das últimas investigações parlamentares. Mas só em parte.

SUPORTE - Plenário do STF: decisões utilizadas para inviabilizar investidas das comissõesSUPORTE – Plenário do STF: decisões utilizadas para inviabilizar investidas das comissões (Luiz Silveira/STF)

As comissões de inquérito já tiveram um papel decisivo na história política brasileira. Em 1993, a CPI do Orçamento desvendou um esquema que funcionava dentro do Congresso, manipulando verbas que acabaram no bolso de deputados e senadores. Estes tiveram os mandatos cassados. A CPMI dos Correios, em 2005, desnudou uma organização criminosa que usava dinheiro público para subornar políticos e comprar partidos — o chamado mensalão.

A descoberta levou para a cadeia auxiliares do então presidente Lula, parlamentares e empresários. Desde então, as investigações congressuais foram perdendo tração e credibilidade. A CPMI do INSS é o exemplo acabado.

O plenário da comissão foi transformado num ringue de disputa política entre governo e oposição. Durante seis meses, quem se aventurou a acompanhar o trabalho dos deputados e senadores ouviu gritarias e xingamentos e testemunhou cenas lamentáveis de baixaria explícita.

Dar uma satisfação mínima aos idosos que ficaram sem um pedaço de suas aposentadorias, ao que parece, era a última das prioridades.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Até quando vamos tolerar isso ? Vergonha de ser Brasileiro, povo fraco que troca show por saúde e segurança… até quando vamos continuar engolindo isso, achar que a corrupção é normal!

    1. Até quando o povo tiver bandido de estimação e ficar votando em petista e bolsonarista, que mente pros eleitores e depois fala que foi um engano, quando na verdade estão cumprindo acordos de bastidores. Políticos são funcionários, não ídolos.

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