Judiciário

FOTOS: ‘Época’ exibe dinheiro que seria destinado a Aécio e Temer

ÉPOCA teve acesso à íntegra das fotos que registram a organização e o empacotamento dos R$ 2,4 milhões em cash entregues a mulas do presidente Michel Temer, do senador Aécio Neves e do doleiro Lúcio Funaro(Confira todas as fotos aqui em reportagem na íntegra)

“Quem é que fica andando com 500 mil de um lado para o outro?!”, perguntou, entre nervoso e espantado, o empresário Frederico Pacheco ao lobista Ricardo Saud, da JBS, na tarde do dia 12 de abril deste ano. Fred, como é conhecido o primo do senador Aécio Neves, estava no escritório de Saud, em São Paulo, para apanhar a segunda parcela de R$ 500 mil dos R$ 2 milhões acertados entre o presidente do PSDB e Joesley Batista dias antes. Fred fora designado para a tarefa por Aécio, como registrado em áudio pelo próprio senador: “Um cara que a gente mata antes de fazer delação”. A Polícia Federal monitorava o encontro – uma ação controlada, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Fred estava desconfortável. Não aceitou água nem café. Diante dele, numa mesa da sala de Saud, havia uma mala preta abarrotada de pacotes com notas de R$ 50, amarrados com liguinhas de plástico. Fred parecia verbalizar, um atrás do outro, todos os pensamentos que lhe assaltavam: “Onde eu tô me metendo, cara?”. A mala fora providenciada por Florisvaldo de Oliveira. Ele sempre auxiliava Saud nas entregas de dinheiro e mantinha um pequeno estoque delas à disposição. Para entregas a partir de R$ 500 mil, a mala preta era a mais adequada. Acomodava bem meio milhão de reais, até quase R$ 1 milhão em notas de R$ 50, se observado o método correto de organização de maços. Florisvaldo ajudara a recolher o cash para a propina de Aécio na central da JBS que reunia dinheiro vivo de clientes da empresa, como supermercados e distribuidores de carnes – clientes que giravam bastante dinheiro vivo. Essa central era chamada internamente de “Entrepostos”. Abastecia boa parte dos políticos que, como Aécio, pediam a sua parte em dinheiro vivo.

ÉPOCA reconstituiu a cena por meio de gravações autorizadas pela Justiça (ouça um dos áudios) se de entrevistas reservadas com participantes da ação controlada. Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS. Os cinco pagamentos somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil destinada ao doleiro Lúcio Funaro e, por fim, uma de R$ 500 mil destinada ao presidente Michel Temer – aquela da mala preta com rodinhas, que cruzou velozmente as calçadas de São Paulo graças às mãos marotas de Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” do peemedebista, nas palavras da Procuradoria-Geral da República. A reportagem teve acesso, com exclusividade, a dezenas de imagens das malas, pastas e bolsas de dinheiro da JBS sendo estufadas com notas de R$ 50 e de R$ 100. Algumas poucas já eram públicas e outras estavam reproduzidas, em preto e branco, quase que como borrões, em processos no Supremo. O restante do conjunto, no entanto, permanecia inédito. ÉPOCA publica agora as imagens mais pertinentes. A força da íntegra desse material reside na exposição visceral e abundante do objeto que mobiliza o desejo e os atos dos corruptos, políticos ou não, no Brasil ou fora dele: notas, muitas notas, de dinheiro. Amarelas ou azuis. Em malas ou pastas. Recolhidas por familiares ou assessores. Dois meses após a delação da JBS, após semanas e semanas de discussões jurídicas e políticas sobre a crise que se instalou no Brasil, esse elemento tão primário, tão fundamental, do que define os casos de Temer e de Aécio, ficou convenientemente esquecido.

Fred buscou todas as parcelas de R$ 500 mil de Aécio. Começou no dia 5 de abril, voltou no dia 12, já sob monitoramento da PF, e manteve o cronograma nas semanas seguintes: encontrou Saud, no mesmo local, também nos dias 19 de abril e 3 de maio. Cumpria a tarefa enquanto o Brasil conhecia o teor das delações da Odebrecht; enquanto o país assistia aos depoimentos do executivos da empreiteira, que tanto incriminavam Aécio. “Eu durmo tranquilo”, disse Fred no segundo encontro, logo após racionalizar os crimes que cometia como um ato isolado, que não o definia. “Se eu te contar uma coisa você não vai acreditar: a única pessoa com quem eu tratei em espécie foi você. A única pessoa que pode falar de mim é você”. Saud deixou-o à vontade para desabafar. “Como é que eu não faço? Tenho um compromisso de lealdade com o Aécio”, disse, antes de começar a contar o dinheiro:

– Um, dois, três, quatro, cinco… Ih, fiz a conta errada. Peraí. O que tem em cada pacotinho desses?
– Eu te ajudo a fechar aqui (a mala).
– Cem, duzentos, trezentos…

Naquele mesmo dia, relatórios do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, registram operações com suspeita de lavagem envolvendo empresas e um assessor do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio. Mendherson Souza trabalhava no gabinete do senador e tinha procuração para movimentar contas dele. Já aparecera em outras operações bancárias em cash, com suspeitas de lavagem. Acompanhava o primo de Aécio, como seu ajudante. No mesmo dia, também, Fred telefonou para um conhecido doleiro de São Paulo, de modo a buscar formas de esquentar o dinheiro.

Enquanto conferia os valores e colocava parte dos bolos de dinheiro numa bolsa que levara a São Paulo, o primo de Aécio não parava de falar sobre os riscos aos quais estava submetido. “Amanhã eu vou estar com Aécio na fazenda, em Cláudio, e vou falar que já fiz duas e faltam duas. (Fala como se estivesse se dirigindo a Aécio) ‘Só para você entender: estamos nos cercando de cuidados, mas não é uma operação 100% sem riscos.” Ele bolava maneiras de se proteger. E se fosse parado numa blitz? O que diria? “Pensei em fazer um contrato de compra e venda de uma sala, só para andar com um documento na pasta. ‘Não, acabei de vender uma sala. O cara quis pagar em dinheiro’…” Saud só assentia. Prosseguiu Fred: “O país está num momento esquisito. Se eu tiver que voltar aqui, eu faço uma promissória para você, um mise-en-scène. Mas Deus vai nos proteger”. Antes de sair com a mala, insistiu: “Não tem perigo de filmar aqui? Vocês fazem varredura?”. “Sim, duas vezes por semana. Tranquilo”, disse Saud. A PF registrara tudo.

No terceiro encontro, Fred já estava mais à vontade. Pudera. Apesar do discurso, fora ele, segundo as planilhas de propina da JBS, que buscara R$ 5,3 milhões em cash para Aécio, durante a campanha de 2014. Desta vez, as notas eram de R$ 100 – seis pacotões numa mochila cinza. Após repassar a dinheirama para o assessor de Zezé Perrella, ficou para almoçar com Saud. Traçou uma picanha importada, enquanto falava de política e negócios. Lá pelas tantas, Fred perguntou: “Tem alguma chance de Joesley fazer delação? Se fizer, acaba o Brasil. Tem que inventar outro.” Saud só riu.

No dia seguinte, Florisvaldo teve mais trabalho. Saud precisava entregar R$ 400 mil a Roberta Funaro, irmã do doleiro. Era o mensalinho para manter Funaro, parceiro de negociatas do grupo, em silêncio dentro da prisão. Florisvaldo arrumou uma pasta preta; como as notas eram de R$ 100, seria possível preencher os R$ 400 mil nela. Saud entregou o dinheiro à irmã de Funaro num Corolla. Pediu à filha pequena de Roberta, que acompanhava a empreitada, para esperar num táxi que aguardava as duas: “Deixa o tio conversar com a mãe um pouquinho”. O lobista se sentiu mal com a situação, mas não havia jeito. Era preciso liquidar o assunto. Ele abriu a pasta e pediu que ela contasse o dinheiro. Roberta dispensou. Disse que não era necessário. Agradeceu e embarcou no táxi – e, minutos depois, num Jaguar que a levou para casa.

Uma semana depois, Florisvaldo pôs-se a trabalhar novamente. Mais uma mala preta. Mais R$ 500 mil. Daquela vez, em notas de R$ 50. Era a primeira entrega da semanada acertada entre Saud e Rocha Loures, em troca de um benefício ilegal no CADE a uma empresa da J&F que detinha contrato com a Petrobras. Temer havia delegado a Rocha Loures, em conversa gravada com Joesley, a prerrogativa de “falar sobre tudo”. Durante semanas, sobre tudo falaram, em conversas em mensagens gravadas. Como Joesley já investira, conforme revelou ÉPOCA, quase R$ 22 milhões em Temer ao longo dos anos, todos sabiam o que esperar das tratativas: era corrupção pura. As gravações de conversas entre Saud e Rocha Loures, que antecederam a entrega dos R$ 500 mil, encadeadas nas demais provas, não dão margem à dúvida razoável sobre a razão do pagamento e da própria existência das conversas entre os dois lados. Foi, então, que no começo da noite, após giros por São Paulo, Rocha Loures apanhou a mala – o mesmo tipo de mala ordinária com a qual os outros também receberam dinheiro da JBS – e saiu com ela de uma pizzaria. Carregou-a num passo apertadinho que jamais abandonará os olhos de quem viu a cena.

O crime de corrupção é formal. Pela lei, bastariam os indícios de autoria e materialidade do pedido de propina do presidente, mesmo que indireto, para tipificá-lo na denúncia que viria a ser apresentada pela PGR. Trata-se de uma etapa necessária para investigar o crime – e não condenar, desde já, o acusado. Mas havia mais. Havia pilhas e pilhas de notas de R$ 50, arrumadas com esmero por Saud e Florisvaldo, à espera de Temer e seu “longa manus”. As fotos exibidas agora ilustram a materialidade amarela, cheia de liguinhas, ofertada ao presidente e coletada por seu assessor de confiança. Repita-se: juridicamente, não era necessário provar que Temer, apontado como chefe da organização criminosa do PMDB da Câmara, tivesse embolsado diretamente os pacotes de dinheiro em algum momento entre a entrega no dia 28 de abril e a operação no dia 18 de maio. Como indicam outros casos, Temer, segundo as evidências disponíveis, valia-se de operadores, como o coronel João Baptista Lima, e políticos de confiança, como Eduardo Cunha, para cuidar do dinheiro sujo que lhe era devido.

A farra das malas da JBS encerrou-se no dia 3 de maio. Foi a vez de Fred, o primo de Aécio, apresentar-se para sua derradeira missão. Florisvaldo cumpriu antes a sua: arranjou uma mala preta semelhante à usada nas entregas anteriores. Separou seis bolos de notas de R$ 100, perfazendo pela quarta vez R$ 500 mil. No total, R$ 2 milhões ao presidente do PSDB, em troca da promessa de obstruir a Lava Jato e de obter favores ilegais na Vale, onde detém influência, ao grupo J&F. Usou-se o mesmo método das operações anteriores. O primo de Aécio já parecia se acostumar com o papel de mula. Desempenhou-o com serenidade e competência.

Quando a operação foi deflagrada, as mulas que botavam a mão no dinheiro da JBS foram presas, a pedido da PGR e por autorização de Fachin. Rocha Loures, Fred, o assessor de Perrella, a irmã de Aécio (que também organizara os pagamentos) – todos presos. A irmã de Funaro foi levada a depor. As semanas se passaram, e as solturas, tão criticadas por aqueles que combatem e estudam crimes de colarinho branco, não tardaram. Fachin concedeu prisão domicilir a Rocha Loures – e este conseguiu furar a fila por uma tornozeleira. A primeira turma do Supremo, sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, concedeu domiciliar para os demais envolvidos. O primo de Aécio ganhou domiciliar. A irmã de Aécio ganhou domiciliar. O assessor que ajudou Aécio ganhou domiciliar. Todos estão, hoje, no conforto de suas casas. Não há um investigador experiente que acredite na eficácia da medida; é simplesmente muito fácil comunicar-se com outros investigados e dar ordens a subordinados, de maneira a embaçar as investigações.

Aécio foi afastado por Fachin do exercício do mandato de senador e denunciado pela PGR, mas o Supremo devolveu-o ao cargo – e ainda não analisou a denúncia. Marco Aurélio Mello disse que Aécio tem uma “carreira política elogiável”. Até agora, o Supremo gastou mais tempo debatendo a validade das malas de dinheiro da JBS do que os casos daqueles que as receberam. Temer derrubou a primeira denúncia contra ele, por corrupção passiva, na Câmara. A mala com pilhas de notas de R$ 50 não pareceu um problema à maioria dos deputados.

Época

 

Opinião dos leitores

  1. O mais interessante, é Lula ter sido condenado, e Aecim e o Presidente ilegítimo Temer continuem exercendo suas funções como se nada tivesse acontecido, foi comprovado pagamento de propina para Aecim e foi engavetado, e Temer foi claramente privado as acusações sobre ele e os Deputados foram comprados e votaram contra as investigações, eita Brasil

    1. Na verdade não é "interessante", é muito triste.
      Como dizia parte do texto de Tropa de Elite 2: "…o sistema é F#d@, entrega um braço para sobreviver, mas se reorganiza em torno dos seus próprios interesses".
      O povo, nós, ainda que pessoas de bem, somos a maior fonte de retroalimentação desse sistema corrupto, não nos organizamos e tomamos partido quando não há partido. Não amor a pátria, só mesquinharia.
      Triste.

    2. Tava aqui tentando entender, LULA o inocente operário teve apenas R$ 09 MILHÕES bloqueado em 01 operação financeira. Aécio e Temer que são acusados de receber esse dinheiro, já forem condenados pelos petistas. MAS, se a mala tivesse destino alguém do PT, estariam os petistas EXIGINDO:
      FOTO do petista acusado com o dinheiro em mãos;
      Comprovante de DEPÓSITO do dinheiro na conta do petista;
      Registro em cartório do recebimento do dinheiro.
      Na mesma linha, resta saber: Algo assim existe contra Aécio e Temer?????
      Então Aécio e Temer não tem direito a defesa????
      Aécio e Temer não vão poder colocar 80 testemunhas de defesa?????
      Estamos numa democracia ou na ditadura de Cuba e da Venezuela????

    3. Lulin Condenado e Aecin meu ovo, todos dois são Ladrões e e e e e e #BOLSONARO2018 PRESIDENTE DO BRASIL.

    1. Vá trabalhar omi….passa o dia todo na internet pensando que tá formando opinião…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    2. Nossa que cara antenado na realidade. Vc está se perdendo aqui, se for da área jurídica poderia ir trabalhar na investigação da Lava-jato hahahaha

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Deputado Estadual Taveira Júnior mobiliza apoiadores em adesivaço e reforça força política em Parnamirim

Fotos: Yannick Pinheiro

Taveira Júnior (PSDB), o deputado estadual de Parnamirim, candidato à reeleição, participou neste sábado (22) de um grande adesivaço no município. A mobilização reuniu apoiadores e lideranças políticas e levou às ruas o clima de animação da campanha.

Ao lado do candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), Taveira Júnior acompanhou de perto a participação da população, reforçando seu compromisso de estar sempre junto do povo. Estiveram presentes também o ex-prefeito de Parnamirim Taveira, pai do deputado, o candidato ao Senado Coronel Hélio (PL) e candidata a deputada federal Nina de Souza (PL).

Para Taveira Júnior, estar nas ruas de Parnamirim representa também a oportunidade de reencontrar pessoas, fortalecer sua relação com a população e prestar contas do seu mandato.

“É muito bom ver tanta gente chegando junto, levando nossa mensagem para as ruas e demonstrando confiança no nosso trabalho. Parnamirim conhece a nossa história, sabe do nosso compromisso com a cidade e vamos continuar trabalhando para fazer ainda mais pela nossa população”, afirmou Taveira Júnior.

O deputado chega à campanha de reeleição tendo Parnamirim como sua principal base política. No atual mandato, Taveira Júnior destinou mais de R$ 4 milhões em recursos para o município, contemplando áreas como saúde, infraestrutura, segurança, causa animal, moradia, esporte e assistência social.

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‘EXTREMA GRAVIDADE’: Hospital Walfredo Gurgel enfrenta falta de itens essenciais; 25% dos insumos têm estoque zerado e 11% estão em nível crítico, aponta documento interno

Foto: Adriano Abreu

Um documento interno da Divisão de Farmácia Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel enviado à Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) aponta que 189 itens estão em falta. Na lista constam desde medicamentos a outros itens essenciais ao funcionamento da unidade hospitalar.

Dos materiais utilizados no hospital, 25% estão com estoque zerado e outros 11% em nível crítico, com quantidade suficiente para menos de um mês, diz o documento ao qual reportagem do jornal Tribuna do Norte teve acesso.

O documento classifica o cenário como de “extrema gravidade e vulnerabilidade assistencial”.

Entre os produtos em falta estão luvas, seringas, agulhas, soro fisiológico, antibióticos, morfina e noradrenalina, além de materiais utilizados em cirurgias e procedimentos de emergência, como tubos para intubação, drenos, bisturis e fios cirúrgicos.

O documento aponta como principais problemas a demora em processos de aquisição, falta de orçamento para empenhos, atrasos de fornecedores e entraves em licitações. Ainda segundo o documento, a situação tem levado o setor a atuar no “manejo diário de crises” e no contingenciamento de insumos básicos.

A Sesap nega que haja risco imediato aos pacientes. A secretária adjunta Leidiane Queiroz afirmou à Tribuna do Norte que os problemas estão relacionados principalmente a atrasos de fornecedores e que o Estado tem feito remanejamentos entre hospitais, negociações com empresas e empréstimos de insumos para evitar a interrupção do atendimento.

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[VÍDEO] ULTIMATO: Flávio dá prazo para marginais, narcoterroristas deixarem o Brasil e diz que eles têm “até dezembro para meter o pé”

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reafirmou neste sábado (22) que, caso seja eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas e intensificar o combate às organizações criminosas a partir de 2027.

“Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, disse durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho.

A proposta de classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas consta no plano de governo de Flávio registrado no TSE.

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Onda 22 mobiliza Parnamirim: Álvaro Dias participa de grande adesivaço na Cohabinal com lideranças

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou na manhã deste sábado de um grande adesivaço no bairro da Cohabinal, em Parnamirim. Álvaro foi recebido por lideranças políticas que representam o povo de Parnamirim e pelo carinho da população, em uma mobilização que marcou a presença da Onda 22 no município.

Participaram da agenda o deputado estadual Coronel Azevedo, a vice-prefeita Kátia Pires, o ex-prefeito Taveira, o comunicador Salatiel de Souza, a vereadora Carol Pires, o deputado Taveira Júnior, além dos candidatos a deputado federal Cabo Deyvison, Jorge do Rosário e Pedro Filho. Também estiveram presentes o ex-deputado estadual Marciano Júnior, o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, Daniela Pardo, a pastora Joice, Gabriela Fagundes e o General Girão.

Durante o adesivaço, Álvaro destacou a importância de Parnamirim para o projeto político e defendeu a escolha de um governador com experiência e compromisso com o Estado.

“Precisamos escolher um governador sério, correto, com experiência. Eu fui o prefeito, em toda a história de Natal, que mais entregou obras para a população. Vamos todos juntos, de mãos dadas, lutar pelo futuro do nosso Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ainda em Parnamirim, Álvaro Dias participou da inauguração do comitê de Gabriel César, candidato a deputado estadual. O evento também contou com a presença do deputado federal Sargento Gonçalves e reuniu apoiadores e lideranças políticas.

A agenda reforçou a mobilização da Onda 22 em Parnamirim e o diálogo de Álvaro Dias com lideranças que representam diferentes setores da população do município.

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[VÍDEO] Lula pede voto para candidato ao Senado no RJ que foi acusado de agredir ex-mulher e teve vídeo íntimo vazado

Em comício neste sábado (22) no Estádio Moça Bonita, no bairro de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), o presidente Lula (PT) pediu para o deputado federal Pedro Paulo (PSD), que é candidato ao Senado, ao lado da petista Benedita da Silva, na chapa majoritária que tem como candidato a governador o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD). “Pedro Paulo merece toda a minha confiança”, disse o petista.

Em 2015, Alexandra Marcondes, ex-companheira de Pedro Paulo, registrou boletim de ocorrência acusando o candidato de tê-la agredido com “socos no corpo e no rosto” durante uma discussão dentro do carro em 2008. A agressão teria acontecido diante da filha do casal, que à época tinha dois anos de idade. Ela relatou que sofreu uma segunda agressão em 2010. O laudo, segundo reportagem do UOL, registrou que a vítima “levou socos, foi agarrada pelo pescoço, jogada contra a parede e no chão, além de ser machucada com chutes”. Após esse segundo episódio de violência, o casal se separou.

Em novembro de 2015, durante uma entrevista coletiva ao lado da ex-esposa, Pedro Paulo confessou que havia agredido Alessandra Marcondes, mas ela defendeu o ex-marido dizendo que ele “nunca havia sido uma pessoa agressiva”. Ele chegou a ser alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o caso foi arquivado.

Em 2024, Pedro Paulo desistiu de ser candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro na chapa de Eduardo Paes, que terminou sendo reeleito naquele ano, após a imprensa noticiar o vazamento de um suposto vídeo íntimo do deputado federal. Ele justificou a desistência alegando que tinha medo que o episódio fosse “explorado politicamente” pelos adversários.

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[VÍDEO] SEM QUERER QUERENDO: Lula se entrega ao falar “a gente que não acredita em Deus” durante discurso no Rio de Janeiro

O presidente Lula (PT) “se entregou” ao falar sobre o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante comício neste sábado (22) no Estádio Moça Bonita, no bairro carioca de Bangu.

Ao dizer que se empenharia de “corpo e alma” na eleição do candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), Lula disse que “a gente que não acredita em Deus” deveria lembrar que “quando tudo parecia perdido aqui no Rio de Janeiro, Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto”, numa referência ao desembargador e presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), que assumiu o governo no final de março após a renúncia do então titular Cláudio Castro (PL).

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[VÍDEO] “O QUE EU TENHO?”: Lula promete recuperar Defesa e diz estar cansado de ver Putin “fazer guerra” e Trump exaltar armas

Ao prometer recuperar indústria da Defesa no país, o presidente Lula disse que estava cansado de ver “Putin fazer guerra”, “Trump falar que tem o maior navio do mundo, o maior foguete do mundo, a maior bomba do mundo” e em seguida questionou “o que eu tenho?”, referindo-se à Defesa do Brasil.

Na sequência Lula declarou que vai investir em Defesa. “Eu vou investir em Defesa, ter uma indústria forte. A gente não quer guerra. Mas a gente quer dizer: ‘não se meta com nós'”.

As declarações aconteceram durante comício da campanha presidencial na tarde deste sábado (22), no Estádio Moça Bonita, em Bangu, no Rio de Janeiro.

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Direita domina debate nas redes sobre caso Lulinha e mensagem da lobista encontrada pela PF viraliza: “nosso futuro é Suíça”

Foto: Reprodução/Redes sociais e Alex Silva/Estadão Conteúdo

A direita dominou o debate sobre o caso Lulinha nas redes sociais nas primeiras 24 horas de repercussão, segundo análise do Instituto Democracia em Xeque. O campo político respondeu por 71% das publicações, contra 13% da esquerda e 16% da imprensa.

O levantamento também registrou nova alta nas menções ao caso no dia 21, chegando a cerca de 12,8 mil citações antes do período analisado. A análise considerou mais de 16 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok, com dados quantitativos obtidos pela ferramenta Talkwalker.

Entre os conteúdos que ganharam força está a frase “nosso futuro é Suíça”, atribuída à lobista Roberta Luchsinger em conversa com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em uma conversa de março de 2024, Roberta escreveu: “Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça. Poucos negócio é bom (sic). Esse povo aqui tá em outra vibe”. Lulinha respondeu: “Isso. Deixa eles. Trabalho para car** e nunca dá em nada”, segundo mensagens obtidas durante a investigação.

Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. Mensagens dele com Roberta e com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, fazem parte das investigações.

Com informações de UOL

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[VÍDEO] “ESTÃO QUERENDO ME PREJUDICAR”: Janja dá bronca novamente em equipe de som durante evento de Lula no Rio de Janeiro

As broncas da primeira-dama Janja da Silva se tornaram comuns nos eventos da campanha do PT. Neste sábado (22), ela reclamou novamente da equipe de som durante um comício do presidente Lula (PT) e do candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), no Estádio Moça Bonita, no bairro carioca de Bangu.

“De novo esse som está ruim, acho que estão querendo me prejudicar”, disse, ao começar o seu discurso, Janja da Silva. No último domingo (16), a primeira-dama também reclamou do som no lançamento da campanha de Lula, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

O PT tem escalado Janja para discursar nos eventos da campanha de Lula, com o objetivo de dialogar com segmentos como mulheres e evangélicos, apesar da rejeição à primeira-dama, apontada pelas pesquisas de opinião. No ato de domingo passado, ela também causou polêmica ao homenagear a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em 2017.

Os críticos apontaram que Janja teria agido com “oportunismo” ao homenagear Marisa Letícia, uma vez que, até pouco tempo atrás, ela menospreza todas as primeiras-damas que a antecederam e rivalizava com a mãe dos filhos do presidente Lula.

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CONVICÇÃO: 72% dos eleitores já estão decididos sobre voto para presidente, mostra pesquisa Datafolha

Foto: Leo Martins

A primeira do instituto Datafolha após o início da campanha eleitoral, mostra que 72% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre o voto para presidente, enquanto 27% ainda admitem mudar de escolha. A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Entre os eleitores de Lula (PT), 82% dizem estar decididos. No grupo de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 78%.

Já Romeu Zema (Novo) aparece com o eleitorado menos convicto: 69% dos que declaram voto no governador dizem que ainda podem mudar de candidato.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026.

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