Judiciário

Ministros do TSE são unânimes: Lula fica inelegível se sentença de Moro for confirmada

Por O GLOBO

Ministros e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ouvidos pelo GLOBO são unânimes em afirmar que se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) mantiver a condenação do juiz Sergio Moro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista ficará inelegível. A divergência ocorre tão somente quanto ao momento em que a Justiça determinará a impugnação da candidatura. Uma corrente diz que o petista está livre para concorrer enquanto houver qualquer recurso pendente de análise no próprio TRF. A outra admite essa possibilidade apenas se a condenação na Corte não ocorrer por unanimidade — hipótese em que a defesa poderia apresentar os chamados embargos infringentes. Neste caso, Lula continuaria na disputa até o julgamento deste recurso.

Todos concordam que, mesmo condenado, Lula poderá, se quiser, pedir o registro de sua candidatura por meio do partido. As siglas precisam escolher internamente seus candidatos entre 20 de julho e 5 de agosto, e devem registrá-los na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. No entanto, entre os documentos exigidos para o registro estão “certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição de Justiça Eleitoral, Federal e Estadual”.

As solicitações de postulantes à Presidência da República passam pelo crivo do TSE. O tribunal pode até mesmo negar de ofício, se constatar que a pessoa não cumpre os requisitos impostos pela lei, como ausência de condenação em segunda instância. Ou se for provocado por concorrentes, partidos, Ministério Público. Em todo caso, é aberta oportunidade de defesa e cabe recurso no próprio TSE. Se o prejudicado quiser debater questão constitucional, pode apelar para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O TRF-4 marcou o julgamento de Lula para 24 de janeiro e, desde então, os reflexos de uma condenação no cenário eleitoral de 2018 vêm sendo debatidos. Independentemente do esgotamento dos recursos no TRF-4 contra uma eventual condenação, Lula poderá obter uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no STF para suspender os efeitos da sentença. Com essa decisão, fica apto a participar das eleições como qualquer outro candidato. Se essa cautelar cair depois do dia da votação, outras divergências vêm à tona. Em geral, o marco temporal é apontado como o dia da diplomação. Mas há quem considere que logo após a vitória nas urnas, o eleito não pode ser impedido de tomar posse, mesmo que a liminar venha a cair.

Na sexta-feira, no Rio, o presidente do TSE até fevereiro, ministro Gilmar Mendes, afirmou que as instâncias superiores em Brasília devem julgar recursos sobre a candidatura do ex-presidente antes das eleições do ano que vem. Gilmar avalia que essa é uma obrigação para evitar que a tensão do ambiente político não se agrave ainda mais.

 

Opinião dos leitores

  1. Acredito que por minha pessoa, não ser cientista político, fico indignado quando vejo em qualquer esfera gente defendendo ladrão e culpando a justiça!!!

  2. 12 anos do ‘mensalão tucano’, ninguém foi preso e vão ser todos absolvidos por prescrição
    Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, tucanos envolvidos em corrupção continuam a contar com uma “ajudinha” para continuar impunes. A maior suspeita, porém, incide sobre o próprio Judiciário

    Por Helena Sthephanowitz, na RBA

    Se o chamado “mensalão do PT” fez os jornalões criarem manchetes espetaculosas, analistas e colunistas fazerem ilações à vontade e foi assunto interminável nos meios políticos e jurídicos, o mensalão tucano, – apesar de ter menos réus e mais amigos no STF – ganhou da mídia tradicional o apelido de “mensalão mineiro”, para descolar o caso do envolvimento de figuras do PSDB. Mesma mídia que varreu o escândalo para debaixo do tapete. Pois o mensalão tucano segue parado na Justiça confirmando o receio de todos os que esperam do Judiciário uma atuação imparcial, pouco importando para o desfecho do processo as características pessoais do réu – como sua filiação partidária.

    Revelado durante a CPI dos Correios, em 2005, somente em 2009 a denúncia foi recebida. E desde então, em situação oposta ao do caso batizado de “mensalão do PT”, o mensalão tucano virou um símbolo da morosidade judicial.

    Doze anos após o processo ser apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-diretor da antiga Comig (atual Codemig, companhia de desenvolvimento do Estado), Lauro Wilson de Lima Filho fez 70 anos em maio e pediu, na semana passada, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser beneficiado pela prescrição. Acusado pelo crime de peculato, seu processo estava na fase que antecedia o julgamento. Ele é o quarto réu que provavelmente deixará de ser julgado.

    Na sexta-feira (16), fez um ano e meio que Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais (1995-1998), ex-presidente do PSDB, e atual diretor executivo da Fiemg (Federação de Indústrias de Minas), foi condenado –em primeira instância – a 20 anos e dez meses de prisão por peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, todos esses crimes cometidos no âmbito do mensalão do PSDB.

    Segundo a PGR, o tucano liderava um esquema de corrupção que desviou milhões em dinheiro público de empresas estatais mineiras para irrigar sua fracassada campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo recorre em liberdade e seu julgamento em segunda instância ainda não tem sequer data marcada.

    Em 2014, quando era deputado federal, ele renunciou ao cargo para que o processo voltasse à primeira instância, a partir da qual é possível um número maior de recursos. A tática deu certo. Azeredo pode vir a ser mais um impune do caso do mensalão tucano – em 2018 ele chegará aos 70 anos. Além disso, como ex-governador, ele recebe o salário nominal integral do cargo que ocupou: uma nada mal mesada de R$ 18,5 mil.

    E se alguém acha que ainda vai ver algum tucano atrás das grades, essa possibilidade vai ficando cada dia mais distante. O processo também não tem previsão de julgamento.

    De acordo com o Ministério Público (MP), no mensalão do PSDB foram desviados pelo menos R$ 15 milhões, sendo R$ 5 milhões das estatais, R$ 3,5 milhão da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), R$ 1,5 milhão da Codemig e o restante do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

    Também impune está Claudio Mourão. O atraso no processo, a lentidão da Justiça e a falta de vontade política, beneficiou o ex-tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo, que é classificado pelo MP como figura fundamental na operação de desvio de dinheiro de empresas estatais dirigidas por políticos do PSDB no estado de Minas Gerais. Os crimes de peculato e formação de quadrilha, atribuídos pelo MP a Mourão, prescreveram em abril de 2014, quando o réu completou 70 anos.

    Outra ação, esta contra José Afonso Bicalho, que dirigia o extinto Bemge (banco estatal de Minas) em 98, passou a tramitar na segunda instância em 2015. Em 2018, ele também chega aos 70 anos, e, ao que tudo indica, será mais um que ficará impune. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, o processo está em fase de instrução.

    Outro réu, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que coordenou a campanha de Eduardo Azeredo, já teve os crimes prescritos. Ex-PFL e ex-DEM, o atual presidente do PSB-MG foi o primeiro a se beneficiar da lentidão da Justiça ao ultrapassar a idade imputável. Também réu no mensalão tucano, Fernando Moreira Soares, morreu em 2015.

    Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves. Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério. Em 98, ele foi candidato a vice-governador na chapa ao lado de Eduardo Azeredo. Clésio até agora nem sequer prestou depoimento porque entrou com recurso em que questionava a legitimidade de uma juíza para julgá-lo.

    1. Desculpe-me. Não entendi seu argumento. Não duvido que suas colocações sejam verdadeiras, mas isso significa que se deve conceder algum benefício a Lula?

      Não seria mais coerente lutar para que o mesmo critério usado para condenar Lula seja usado para condenar qualquer corrupto, independentemente do partido?
      Acho muito difícil que Aécio se reeleja, a menos que as urnas sejam fraudadas.

  3. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (13) que está tranquilo com relação à antecipação do prazo esperado para julgamento no TRF4. Lula declarou que não fará críticas ao Tribunal, mas que espera que os juízes "leiam o processo".

    "Estou tranquilo, inclusive com a antecipação do processo, porque eu passei a vida toda criticando a Justiça por ser morosa. Se o prazo servir pra Justiça funcionar, que seja assim, que ela funcione. Só espero que os juízes leiam o processo, leiam as peças de defesa e acusação", avaliou Lula.

    Em ato no Distrito Federal para recepção de novos filiados ao PT, o ex-presidente falou sobre a perseguição ao partido, hoje canalizada em sua figura. "Se tem uma pessoa nesse país que sequer precisava de advogado era eu. O que aconteceu foi uma mentira da imprensa que o Ministério Público da Lava Jato comprou e o Moro, que deveria ter rasgado a denúncia, aceitou", disse.

    Para Lula, não há dúvidas de que o objetivo dessa caçada judicial é inviabilizar sua candidatura. "Eles inventaram uma doença chamada PT. E agora que estamos acordando da anestesia eles estão destruindo tudo. E pra dar o golpe total eles querem impedir minha candidatura", observou. "Mas, se eles estão acostumados a lidar com político sem caráter, quero avisar que estão lidando com um homem que aprendeu a andar de cabeça erguida e que tem orgulho de abraçar o povo todos os dias", encerrou.

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Luto

Morre em Natal a jornalista Valéria Araújo, aos 40 anos

Reprodução

A jornalista Valéria Araújo morreu nesta terça-feira (27), em Natal, aos 40 anos, após enfrentar uma nova fase da luta contra o câncer. Ela completaria 41 anos em 20 de dezembro.

Valéria havia passado por tratamento e conseguido controlar a doença, mas, recentemente, o câncer retornou de forma agressiva. Na carreira, trabalhou com a jornalista e colunista Liege Barbalho, foi assessora de imprensa da vereadora Nina Souza e, mais recentemente, coordenava a comunicação do Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região (CREF16/RN).

Ela deixa uma filha adolescente, Eduarda. A notícia comove colegas e amigos que acompanharam sua trajetória profissional e pessoal.

O local e o horário do velório ainda serão divulgados pela família.

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Mundo

Ideólogo do movimento conservador nos EUA defende que Trump pressione o Brasil até que eleição seja anulada

Reprodução

O ex-estrategista da Casa Branca e ideólogo do movimento conservador norte-americano, Steve Bannon, fez declarações contundentes defendendo que o presidente Donald Trump pressione o governo brasileiro até que o resultado das eleições do último domingo seja anulado. Sem apresentar qualquer prova que sustente a acusação de fraude, Bannon afirmou publicamente que o senador Flávio Bolsonaro foi o verdadeiro vencedor do pleito e projetou uma ofensiva de Washington para isolar o que chamou de regime marxista no Brasil.

Em tom inflamado, Bannon declarou que o parlamentar brasileiro assumirá a Presidência e disputará a reeleição em 2030, enquanto o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva terminará na prisão.

Ao ser questionado sobre o recuo do grupo político do senador, Bannon manteve os ataques e utilizou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar no âmbito de investigações sobre lavagem de dinheiro —, como evidência do acirramento institucional no país.

Com informações de O Antagonista

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Brasil

DEBANDADA: Escritórios recebem mais de 1,3 mil consultas de brasileiros sobre mudança para os EUA após vitória de Lula

Foto: Marco Bello / Reuters

A procura de brasileiros interessados em emigrar legalmente para os Estados Unidos disparou após a reeleição do presidente Lula (PT). Dois escritórios de advocacia da Flórida receberam, juntos, 1.343 consultas somente na segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno.

A Piquet Law Firm, de Miami, registrou 700 contatos em um único dia. Normalmente, o escritório recebe entre 500 e 600 consultas durante um mês inteiro. Já a Bicalho Legal Consulting, de Orlando, contabilizou 643 avaliações, diante de uma média diária de apenas 20.

Os advogados afirmam que movimentos semelhantes ocorreram depois das eleições de 2014 e 2022, mas nunca com essa intensidade. Entre as justificativas relatadas pelas famílias estão a discordância com o projeto político escolhido nas urnas e a insatisfação com a atuação do Supremo Tribunal Federal.

A maior procura é por vistos destinados a investidores e profissionais altamente qualificados. Um deles é o EB-5, que exige investimento mínimo de US$ 800 mil, cerca de R$ 4,2 milhões. Também aparecem o EB-1A e o EB-2 NIW, voltados a pessoas com habilidades profissionais consideradas extraordinárias ou excepcionais.

Os números representam consultas iniciais e não significam que todos os interessados efetivamente deixarão o Brasil. Dos 700 contatos recebidos pela Piquet, por exemplo, 150 foram considerados potenciais candidatos a vistos.

Com informações da Folha de São Paulo

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Brasil

[VÍDEO] Em festa de aniversário, Lula classifica viagem de Flávio como fuga vergonhosa e nega perseguição da PF


Durante a comemoração do seu aniversário de 81 no Palácio da Alvorada, o presidente Lula aproveitou o discurso para comentar a confirmação do desembarque do parlamentar nos Estados Unidos. O petista classificou a atitude do rival como um ato vergonhoso e afirmou que quem é inocente permanece no país para provar a falsidade das acusações.

Ao relembrar o período em que foi investigado pela Justiça Eleitoral e pela Polícia Federal, o presidente declarou que cumpriu todas as determinações e entregou seus documentos, desafiando a família Bolsonaro a fazer o mesmo em vez de buscar refúgio em solo americano.

O presidente afirmou ainda que a atuação da Polícia Federal ao prever o risco de viagem do parlamentar foi correta, acusando Flávio de falta de compromisso com a verdade e de desrespeito à população.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Governo Lula admite tensão com saída de Flávio Bolsonaro, mas prevê relação pragmática e negócios mantidos com Trump

Andrew Harnik/Getty Images

A confirmação da chegada do senador Flávio Bolsonaro nos os Estados Unidos com o suporte de alas ligadas a Donald Trump gerou desconforto diplomático, mas a avaliação interna no Palácio do Planalto é de que o episódio não impedirá uma relação pragmática entre o governo brasileiro e a Casa Branca. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratam a situação com cautela e relembram que os Estados Unidos já serviram de abrigo para outras figuras da oposição, como o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, sem que isso rompesse os canais oficiais de diálogo institucional entre os dois países.

Apesar do acirramento de narrativas nas redes sociais e do mal-estar criado com as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal, o entendimento na cúpula do governo é que os interesses estratégicos e comerciais entre Brasil e Estados Unidos estão acima da disputa partidária.

Com informaçoes do Metrópoles

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Brasil

[VÍDEO] Comentarista político Paulo Mathias diz que STF e PF miram em Flávio e ignoram filho de Lula


O apresentador e comentarista político Paulo Mathias fez duras críticas à atuação do Judiciário e da Polícia Federal ao abordar a assimetria no tratamento de investigações no Brasil. Durante análise no canal mathiastv, o jornalista defendeu que o filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha, deveria ser alvo das mesmas medidas rigorosas impostas a opositoras como o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que já passou da hora de haver um pedido de prisão preventiva contra ele.

Mathias pontuou que o cenário atual demonstra que o cumprimento de regras no país virou refém do resultado das urnas e da vontade individual de ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o comentarista, o fato de criticar a seletividade e o direcionamento das operações da PF contra a oposição não significa atestar a inocência de Flávio Bolsonaro, mas sim expor que as instituições brasileiras deixaram de atuar com imparcialidade.

Na avaliação do jornalista, a falta de padronização nas investigações faz com que o debate político brasileiro se reduza a uma escolha do “corrupto preferido” por parte da população, enfraquecendo as instituições e o devido processo legal no país.

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Música

Governo dos EUA confirma concessão de vistos para Flávio Bolsonaro e família

montagem/JuriNews

O Departamento de Estado dos Estados Unidos concederá vistos ao senador Flávio Bolsonaro e à sua família, garantindo permissão formal para a entrada do parlamentar no país. A informação foi confirmada por autoridades norte-americanas à imprensa, em meio às apurações da Polícia Federal brasileira e a relatos de veículos internacionais sobre o deslocamento do senador rumo ao território americano após a derrota nas urnas.

A decisão de Washington vem à tona no momento em que a Polícia Federal investiga se o senador deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. Enquanto relatórios de rastreamento e informações da imprensa citam uma aeronave em Puerto Iguazú, autoridades argentinas afirmaram que não há registro formal de entrada do parlamentar no país vizinho.

Com informações do G1

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Brasil

Governador de SP quebra silêncio, reconhece resultado da eleição, mas critica interferências

Foto: Fábio Tito/g1

Após dois dias de silêncio sobre o resultado das urnas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o aliado do senador Flávio Bolsonaro reconheceu o resultado do pleito, mas fez questão de pontuar que a aceitação do placar final não significa omitir críticas a interferências e excessos cometidos durante a campanha.

Tarcísio destacou o avanço do grupo de oposição nas esferas regionais, lembrando que a direita assumiu o comando de quinze das vinte e sete unidades da Federação, além de ter construído uma bancada robusta no Congresso Nacional. Ao analisar o cenário pós-eleitoral, o governador paulista afirmou que o país permanece profundamente dividido e defendeu que a oposição atue de forma firme e vigilante contra o aparelhamento estatal, cobrando contenção de gastos públicos e redução da carga tributária.

Com informações do UOL

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Brasil

[VÍDEO] Vereadores trocam socos após parlamentar jogar água em colega durante sessão no RS


Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Campos Borges, no norte do Rio Grande do Sul, terminou em agressão física e confusão generalizada na noite de segunda-feira (26). O desentendimento entre os parlamentares Ivo Tiaraju Borba (MDB) e Adriano Nogueira (PDT) começou durante um discurso de cobrança por ética e decoro e escalou para a violência após o lançamento de um copo d’água.

O episódio foi registrado ao vivo pelas câmeras da transmissão oficial do Legislativo municipal. Nas imagens, Borba discursava na tribuna criticando o uso de palavras de baixo calão e cobrando respeito à conduta parlamentar. Nogueira levantou-se e jogou o um copo d’água diretamente no rosto do colega.

A provocação iniciou uma troca de socos e empurrões entre os dois vereadores diante do plenário. Outros parlamentares intervieram para conter o conflito, e a transmissão foi interrompida logo em seguida. A mesa diretora encerrou a sessão e a Câmara emitiu nota oficial classificando os fatos como lamentáveis, informando que medidas regimentais estão em andamento para apurar as condutas e zelar pelo decoro parlamentar. Borba registrou boletim de ocorrência por lesão corporal na Polícia Civil.

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Brasil

Aliados reagem à fuga de Flávio para os EUA e acusam Moraes de usar o STF para sufocar a oposição

Reprodução

A confirmação da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, divulgada após o fim do prazo para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal, provocou uma onda de reações entre lideranças da direita no Congresso. Parlamentares do PL saíram em defesa de Flávio e acusaram o ministro Alexandre de Moraes de usar o STF para perseguir adversários e enfraquecer a oposição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado Deltan Dallagnol afirmou que a medida imposta por Moraes tenta transformar Flávio em “refém político”. Segundo ele, a decisão também teria o objetivo de impedir as articulações no Senado pelo impeachment do ministro.

Nikolas Ferreira também reagiu. O deputado questionou as garantias democráticas do país ao afirmar que, se um candidato à Presidência que recebeu cerca de 60 milhões de votos precisa fugir do Brasil, nenhum cidadão que se oponha ao atual sistema estaria seguro. Já o deputado Sóstenes Cavalcante manifestou apoio público e irrestrito a Flávio e à família Bolsonaro.

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